quinta-feira, 8 de outubro de 2009

DAVI ENFRENTA E VENCE GOLIAS






DAVI ENFRENTA E VENCE GIGANTE GOLIAS
INTRODUÇÃO
O povo filisteu foi um dos maiores inimigos de Israel no período do Antigo Testamento. A Filistia era habitada por descendentes de Cão, filho de Noé (Gn.10.14). Em virtude da maldição que pesava sobre eles, seu território se tornou parte da terra prometida por Deus a Israel (Gn.9.25; -Js.13.1-2). Este era, portanto, o maior motivo das guerras entre as duas nações.
Na época do rei Saul, os filisteus se levantaram contra Israel(I Sm.17.1), e seu principal soldado era um gigante: Golias, que media três metros de altura. Ele desafiou os israelitas, com aparência assustadora e palavras de ameaça, causando espanto e medo (I Sm.17.11,24). O povo de Deus se impressionava pelo que via e ouvia, deixando de viver por fé.
Todo o exército de Israel não conseguia vencer aquele único homem. Que vergonha! Era uma situação de afronta ehumilhação extrema (I Sm.17.25). Esvaiu-se a glória dos comandantes. De nada adiantaram os treinamentos, as estratégias e a força das armas. O rei Saul, embora fosse o israelita mais alto (ISm.9.2), era incapaz de derrotar o gigante.
Como se poderia compreender aquela situação? O povo de Deus estava sendo afrontado por uma nação ímpia. A explicação é que Israel não destruiu os filisteus na época de Josué, conforme a ordem de Deus (Js.13.1-2). Aquilo que não resolvemos no tempo certo acaba crescendo e se tornando um problema gigante.
Em meio àquela situação difícil, Davi se prontificou para combater o filisteu. Um pequeno servo de Deus enfrentaria um grande inimigo. O que define a batalha não é a nossa estatura, mas o tamanho do Deus a quem servimos. "Maior é o que está em nós do que o que está no mundo" (I Jo.4.4).
I - Gostaríamos de não encontrar gigantes pelo caminho, mas, se não encontrássemos, também não teríamos grandes vitórias na vida.
No primeiro momento, as pessoas não deram crédito a Davi, pois o julgavam pela aparência. Ele era formoso, porém pequeno. Era o mais novo dos filhos de Jessé e não fazia parte do exército (I Sm.17.14). Recebeu apenas a simples tarefa de levar um lanche para seus irmãos (I Sm.17.17).
Na seqüência, observamos que Eliabe, Saul e o próprio Golias expressaram opiniões negativas sobre Davi(ISm.17.28,33,42). Entretanto, Deus tinha umaopinião positiva sobre aquele jovem. Davi não deu ouvidos a todas aquelas palavras malignas a seu respeito, mas ficou firme em sua convicção espiritual, demonstrando fé, coragem, ousadia, iniciativa e determinação. Não ficou limitado às palavras e à fé, mas partiu para a ação, sendo o único a se oferecer para enfrentar o gigante.
Acima daquilo que se diz a respeito do servo de Deus, importa o que ele, de fato, é. Percebemos, no episódio, alguns traços importantes do caráter de Davi. Ele era submisso eobediente ao seu pai. Era trabalhador, cuidando das ovelhas. Estava disposto a servir, levando o alimento para seus irmãos.
Era corajoso, pois não se negou a correr riscos indo ao campo de batalha. Era solidário e participativo. Ele poderia considerar que o gigante era um problema dos soldados. Contudo, o jovem tomou uma postura em defesa do interesse coletivo, entrando numa guerra que não era particularmente sua. Poderia apenas entregar o suprimento de seus irmãos e ir embora. Entretanto, ele tinha visão, percepção das oportunidades, para fazer mais do que lhe tinha sido ordenado.
Na hora do confronto, o que pesou foi sua história de relacionamento com Deus, além da fidelidade presente. Não podemos depender apenas de um clamor no momento do aperto, embora isto possa até funcionar. Davi tinha uma vida de dedicação ao Senhor e obteve experiências com ele antes daquele dia. Seu currículo era significativo.
Tendo enfrentado o leão e o urso, o jovem pastor estava convicto de que venceria também o filisteu (I Sm.17.34-37). As experiências de ontem ajudam a nossa fé hoje. Naquele momento, Davi tomou uma posição de defesa do rebanho de Deus: o povo de Israel.
Ele não teve medo de morrer porque havia sido ungido para ser rei (I Sm.16). Portanto, enquanto não chegasse ao trono, ninguém poderia matá-lo. A unção era sua garantia de vida.
Saul ofereceu-lhe seus apetrechos de guerra (I Sm.17.38),mas aquela batalha não poderia ser vencida simplesmente com os recursos bélicos habituais. Um milagre seria necessário. Em algumas situações, as soluções humanas parecem inadequadas e insuficientes. É quando as esperanças parecem acabar e o fundo do poço fica cada vez mais perto. O que funcionou em outros momentos, agora não resolve. Em ocasiões assim, só Deus pode nos ajudar.
As armas de Saul não serviam para Davi. Aliás, nem para o rei elas estavam adiantando. Quais são as nossas armas?As mesmas do ímpio? Usamos de engano, desonestidade e trapaça para conseguir nossos objetivos? Em que acreditamos? No nosso conhecimento intelectual, força física e influência pessoal? Estamos confiantes no dinheiro, no emprego e nas posses materiais? Nossa fé deve estar depositada no Senhor. Daí em diante, ele pode usar qualquer coisa, até mesmo uma pedrinha, para nos conduzir à vitória. Deus vai usar o que estiver nas nossas mãos. Ainda que seja pouco, será o suficiente.
"Embora vivendo em carne, não militamos segundo a carne; porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas" (II Co.10.4).
II - Nossas armas devem ser aquelas que Deus determinou: a Palavra, a fé, a verdade, a justiça, a oração, etc (Ef.6.10-18).
A tudo isso, acrescente-se a vigilância e a perseverança. Se o soldado ficar distraído ou dormir no campo de batalha, suas melhores armas serão inúteis. O mesmo acontecerá se ele desanimar e desistir no meio da luta.
Devemos usar todas as armas espirituais e não apenas uma delas. Por Exemplo: se alguém usa a palavra de Deus, mas não pratica a justiça ou, se tem fé, mas não fala a verdade, não poderá vencer. Seria como usar a couraça, mas esquecer o capacete. O guerreiro ficaria vulnerável a um ataque fatal.
A oração é uma arma, mas, em muitos casos, não substitui a ação. Davi sempre orava e louvava a Deus, como se vê nos salmos, mas, naquele momento específico, ele precisava agir.
Davi enfrentou Golias em nome do Senhor dos exércitos. Ele colocou o nome de Deus em evidência e não o seu próprio nome. Caso contrário, seria derrotado. Se dependermos no nosso próprio poder ou se buscarmos a nossa própria glória, não venceremos. Em todas as nossas lutas, devemos colocar o Senhor em primeiro lugar, no propósito de dar a ele toda honra e todo o crédito pela vitória, pois somos apenas instrumentos do seu poder.
Davi não vacilou, não duvidou nem correu da batalha. Enfrentou o gigante e deu-lhe uma pedrada certeira, derrubando-o por terra. Nós também podemos derrubar os gigantes que nos ameaçam. Para isso, precisamos crer e partir para o ataque. Golias pode ser comparado às hostes espirituais do mal e também aos grandes desafios que surgem diante de nós.
Aquele grande problema teve uma conseqüência valiosa.A crise tornou-se a oportunidade que Davi teve para ser conhecido por sua nação. Sem aquele episódio, ele continuaria sendo apenas mais um súdito anônimo no reino de Saul. Matar o gigante foi seu primeiro passo público em direção ao trono.
Precisamos encarar de modo mais positivo as tribulações e desafios que nos sobrevêm. Eles são nosso passaporte para posições mais altas. O potencial que existe em nós, seja pelo aspecto humano e, principalmente, pela ação do poder de Deus, só vai se manifestar diante das adversidades da vida, e, quanto maiores, mais eficientes nesse sentido, desde que tenhamos as atitudes corretas.
Precisamos identificar nossos gigantes e adotar uma postura de fé e ação. Vamos contra eles em nome do Senhor Jesus, pois já somos mais do que vencedores.
III - Davi e Saul se Encontram (16.14-23)
O relato agora se dedica ao primeiro encontro entre Saul e Davi. As primeiras relações entre os dois são difíceis de compreender. A narrativa é breve e a ordem cronológica não é sempre rigorosamente mantida2. Mas a idéia principal é clara. Davi crescia em estatura e em promessas, ao passo que Saul se deteriorava. O Espírito do Senhor, que estava sobre Davi, se retirou de Saul, e o assombrava (em hebraico, ba’ath, “aterrorizar, atemorizar”) um espírito mau, da parte do Senhor (14).
O fato de que o espírito do mal fosse da parte do Senhor somente significava que Deus permitiu o ataque de poderes malignos que resultaram em alguma coisa muito parecida com insanidade. Para aliviar a melancolia do rei, Davi foi trazido à corte como um talentoso tocador de harpa. Embora ainda fosse um pastor, o filho mais jovem de Jessé é apresentado pelo seu amigo à corte como alguém que sabe tocar (talentoso)... e de gentil presença; o Senhor é com ele (18).
A expressão: valente, e homem de guerra, e sisudo em palavras (no hebraico, “fala”) provavelmente faz referência a Jessé, o pai, uma vez que Davi nessa época ainda era um jovem inexperiente. A expressão foi seu pajem de armas (21) é uma rápida previsão dos eventos posteriores resumidos em 18.5, depois da derrota de Golias.
O som da harpa tocada por Davi teve o seu efeito desejado (23) e aparentemente o rei temporariamente melhorou o suficiente para permitir que Davi retornasse à sua casa, onde de novo cuidou das ovelhas de seu pai (17.15). A harpa (em hebraico, kinnor) é o instrumento musical mais antigo mencionado na Bíblia Sagrada.
Era um instrumento portátil (cf. 10.5), com oito ou dez cordas que eram tocadas com uma palheta ou com os dedos. Em termos dos nomes dos instrumentos musicais de hoje, seria provavelmente chamada de lira.
IV - Davi e Golias (17.1-58)
E evidente que alguns anos se passaram entre o primeiro encontro entre Saul e Davi e os eventos descritos no capítulo 17. Pelo menos houve um intervalo suficientemente longo para que o rei não reconhecesse o jovem que derrotou Golias(17.55-58). Outro ataque trouxe os filisteus ao vale de Elá (ou vale do Carvalho), acerca de 26 quilômetros a sudeste de Jerusalém, e talvez a 16 quilômetros de Belém, nas fronteiras ao sul de Judá. Socó (Js 15.35) e Azeca (1; cf. Js 10.11; 15.35) eram cidades vizinhas na Sefelá, ou a planície sul de Judá, e entre essas cidades os filisteus acamparam-se em Efes-Damim (termo de Damim) (1). Os israelitas, liderados por Saul, estavam em uma colina do outro lado de um vale (3), em hebraico gay, um desfiladeiro ou vale estreito com laterais íngremes; em comparação com o vale de Elá (2; em hebraico, ‘emeq, “um vale ou depressão larga”, “um vale largo”).
Um homem de estatura gigantesca, Golias, de Gate (4), apresentou-se como o campeão dos filisteus, e desafiou um oponente do exército de Israel uma prática comum nas antigas táticas de guerra. Ele tinha mais de dois metros e oitenta centímetros de altura, usava uma armadura que pesava cerca de sessenta e oito quilos, e a haste de sua lança era como um eixo de tecelão, cuja ponta pesava cerca de nove quilos. O côvado era a distância desde a ponta do cotovelo até a extremidade do dedo médio, cerca de quarenta e cinco centímetros.
O palmo era a distância entre a ponta do mindinho até a ponta do polegar, quando os dedos estão esticados, e mede em torno de quinze a vinte centímetros. Grevas (6), perneiras. Escudo, ou seja, dardo. Ouvindo, então, Saul e todo o Israel... espantaram-se e temeram muito (11). Os israelitas sabiam que Saul, o homem mais alto e mais forte do exército, deveria ser o campeão de Israel.
E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá (12) como os livros históricos do Antigo Testamento registram, em alguns casos, compilados a partir de documentos mais antigos (por exemplo, 10.25; - 1 Rs 11.41; - 14.19; - 15.7; etc.), existe a ocasional repetição de informações dadas anteriormente. Jessé era um homem idoso nessa época. Os seus três filhos mais velhos estavam no exército com Saul.
Davi, porém, ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai (15) uma referência à aparição anterior de Davi na corte de Saul em Gibeá (cf. 16.19-23).
Davi foi enviado por seu pai ao acampamento de Israel com provisões para os seus irmãos mais velhos. Um efa (17), aproximadamente um alqueire (cerca de 35 litros). Tomarás o seu penhor (18), isto é, alguma lembrança ou recordação deles — Moffatt: “traga-me notícias deles”. Ao lugar dos carros (20), ao acampamento. Em ordem de batalha, à linha de batalha ou à formação militar.
Aparentemente, durante quarenta dias (16) os israelitas procuraram um campeão sem sucesso. A gritos, chamavam à peleja (20), “soltando o seu grito de guerra”. Se puseram em ordem (21) “posicionaram suas linhas de batalha” (Berk.). Deixou a carga que trouxera (22), pacote ou pacotes. Guarda da bagagem ou do armazém de suprimentos. Fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel (25), ou seja, livre do trabalho forçado e dos impostos (8.11-18).
Quando Golias lançou o seu desafio costumeiro, Davi perguntou aos homens que estavam ao seu redor o que seria feito ao que matasse o filisteu e, portanto, tirasse a afronta de sobre Israel (26) — em hebraico, cherpah, “desgraça, vergonha”, por causa do seu fracasso em enfrentar aquele que desafiava os exércitos do Deus vivo. O Deus vivo está em contraste com as futilidades sem vida adoradas pelos pagãos. A maneira de falar de Davi ofendeu o seu irmão mais velho, Eliabe, que o repreendeu. Não há razão para isso? (29), ou “Não é um problema?”
As palavras corajosas de Davi chamaram a atenção de Saul, que o convocou à sua presença. Quando ele se ofereceu para lutar contra o gigante filisteu, o rei objetou, com base na pouca idade de Davi.
Como resposta, o jovem relatou a sua experiência com o leão e o urso que atacavam os rebanhos que estavam sob os seus cuidados.
Os leões da Ásia são muito semelhantes aos da África, e com base na freqüência com que são mencionados no Antigo Testamento (130 vezes), eles eram muito comuns na Palestina nos tempos bíblicos. Os ursos eram os da espécie de cor marrom, e até mais temíveis que os leões, por causa da sua força superior e das suas ações imprevisíveis. No inverno, quando não era possível obter frutas silvestres, eles atacavam os rebanhos e levavam as ovelhas e os cordeiros.
Mas a confiança de Davi fundamentava-se em algo mais seguro do que a sua experiência como um pastor. A base era uma forte fé religiosa. Golias tinha desafiado o exército do Deus vivo (36) veja 26, comentário. Era o Senhor quem tinha realmente livrado o seu servo do leão e do urso e Ele me livrará da mão deste filisteu (37). Foi feita uma tentativa de vestir Davi com as armas de Saul. Ele começou a andar (39), ou seja, tentou andar.
Ao perceber a futilidade de tentar lutar com armas que jamais tinha experimentado nem testado, Davi deixou-as de lado, e, ao invés delas, levou o seu cajado (40), a sua funda de pastor e cinco seixos do ribeiro. O Dr. J. B. Chapman usou isto para ilustrar o significado de ser “mais do que vencedor”. Se Davi tivesse usado todas as cinco pedras em sua luta com Golias, ele ainda teria vencido. Mas da maneira como os fatos ocorreram, ele matou o gigante com uma, e estaria pronto caso quatro outros tivessem aparecido no horizonte. O alforje era uma pequena bolsa de dinheiro.
A funda em hebraico, qela’ era uma arma usada principalmente pelos pastores, mas também reconhecida como uma arma de guerra. Normalmente era feita de uma tira de couro, com um bolso no centro onde continha as pedras. As duas extremidades eram seguras na mão, e era girada sobre a cabeça até que o soltar de uma das pontas lançava a pedra com tremenda força. Era possível ter uma boa precisão de pontaria; porém, isto requeria grande habilidade e treinamento (cf. 1 Cr 12.2).
A ira e o desprezo fizeram com que Golias se irasse; então amaldiçoou a Davi pelos seus deuses (43) e ameaçou dá-lo como alimento às aves e aos animais do campo. A nobre resposta do filho de Jessé inspirou a muitos frente a grandes desafios: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (45).
O Senhor dos exércitos é uma designação do Deus de Israel usada pela primeira vez em Samuel, mas encontrada normalmente ao longo dos salmos e dos livros proféticos, especialmente em Isaías. Esta expressão se refere a Deus como o Senhor de todos os poderes celestiais e terrenos, o invisível líder de Israel que luta pelo seu povo. O conceito apareceu até mesmo antes que a palavra fosse usada por exemplo, Ex 15.1, 3; - Js 5.14; - Nm 21.14.
Confiante em Deus, Davi previu a vitória: toda a terra saberá que há Deus em Israel (46). O Senhor não se limita à espada e à lança para salvar o seu povo, porque do Senhor é a guerra (47). A pedra de Davi atingiu a testa do gigante, atordoou-o (cf. 51) e quando ele caiu por terra, o jovem pegou a própria espada do filisteu e matou-o, ao cortar-lhe a cabeça. Com a morte de seu campeão, o resto dos filisteus fugiu com terror, perseguido pelos exércitos de Israel com grandes mortes até lugares tão distantes como Gate e Ecrom, duas das principais cidades da Filístia, e passaram por Saaraim (52) nas planícies de Judá, a oeste de Socó e Azeca.
Mais tarde, Davi trouxe a cabeça de Golias a Jerusalém, mas manteve as armas do gigante em sua tenda (54). O fato de Saul e Abner não reconhecerem a identidade do jovem indica um lapso de tempo entre a aparição de Davi como um músico na corte (16.23) e a expulsão dos filisteus. Jovem (56) — em hebraico, ‘elem — pode simplesmente significar “homem moço”. A referência de Saul, jovem (58) também enfatiza a aparente juventude de Davi.
“O nome vitorioso” é corajosamente pronunciado por Davi diante dos eventos impossíveis: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado, 45. No contexto e nos resultados deste episódio, podemos ver: (1) o contraste entre o mundano e o homem de Deus, 32-37; (2) a batalha entre as armas de guerra e a funda de pastor, 38-51; (3) a supremacia do exército do Senhor sobre os poderes do mal, 52.
V - Aprendendo a Vencer os Gigantes da Vida
Texto Base: “O teu servo matava, assim o leão como o urso, e este incircunciso filisteu será como um deles, porque afrontou os exércitos do Deus vivo. O Senhor livrou-me das garras do leão e do urso, ele também me livrará das mãos deste filisteu” (1 Sm 17.36-37). O capítulo 17 de 1 Samuel relata como Davi derrotou o gigante Golias, acertando uma pedra em sua cabeça e depois, lhe degolar. Porém antes que isso se tornasse realidade Davi tomou posições e atitudes que fizeram a diferença e possibilitaram que ele derrotasse aquele gigante. Talvez você também esteja lutando com gigantes, que estão te desafiando nas questões: familiares, financeiras, de trabalho, de saúde, etc.; aprenda com Davi três passos para derrubarmos qualquer gigante. Vejamos:
1º. Creia no livramento de Deus. Sempre!
Davi acreditou que o mesmo Deus que o respaldou para matar o leão e o urso o faria diante do gigante Golias, e Davi estava certo. Deus é assim! Está sempre disposto a te dar vitória em uma causa que lhe agrade o coração. Deus deseja te abençoar. A maior prova disso foi entregar o Senhor Jesus, seu filho unigênito, para ser sacrificado por nossos pecados. Na Cruz do Calvário, Deus em Cristo Jesus conquistou para nós a vitória sobre os gigantes da vida.
Você está travando uma grande luta? Ela parece sem solução? Está difícil? Lembre-se! Você já é um vencedor e tudo foi conquistado na cruz. A vitória é certa, a tribulação vai passar, o deserto acabará e, mais uma vez, você sairá vencedor, basta crer no Deus que pode todas as coisas.
2º. Lembre-se que a guerra é do Senhor.
Aquele gigante filisteu afrontou o exército do Deus vivo. Ele achava que aquele povo era um povo qualquer. Estavam errados. Somos um povo que temos a marca de Cristo, não somos qualquer um! Somos parte de um exército cujo Deus nunca perdeu uma só batalha. Não há derrota em Deus!
Você é muito importante para Deus. Você é o melhor de Deus nesta terra. Nosso inimigo tenta desviar sua atenção do sucesso eminente. Ele (o inimigo) sabe que já perdeu, mas tenta provar o contrário, nos fazendo passar por momentos difíceis e nos levando a enfrentar gigantes. A quantos, Satanás puder enganar, ele o fará.
Mas nunca esqueça, é o Senhor que peleja por aqueles que entregam suas vidas a Ele. Deus quer lutar suas guerras, só precisa que você queira.
3º. Veja o gigante como um derrotado.
Davi em nenhum momento chamou Golias de gigante. Davi sempre se refere a ele como um filisteu, um homem comum, prestes a ser morto, colocando-o no mesmo nível do leão e do urso que havia vencido antes. Era só mais um obstáculo que será vencido. Nunca dê importância, além da merecida, a um problema. Não o transforme em um gigante. Se você está sendo provado é para ser aprovado. O Senhor já concedeu muitas vitórias antes e Ele o fará novamente. Peça a Deus para abrir seus olhos, e passe a contemplar a vitória e não o sofrimento. "A leve e momentânea tribulação não se pode comparar com o peso eterno de glória do por vir" (2 Co 4.17).
A tribulação vem para produzir algo em você: Perseverança, experiência e esperança. "A Perseverança te conduz ao sucesso e ao êxito"
Conclusão: A maneira como encaramos os gigantes faz toda a diferença. O exercito de Israel, estava olhando para ele mesmo: “O que eles podiam fazer? Golias é muito forte.”, “Onde encontrariam um soldado tão treinado para enfrentar aquele gigante?. “E se nós formos derrotados, o que nos acontecerá?”.
Talvez até agora você tenha confiado só em você e esteja olhando, sem saída, para as dificuldades. Hoje Deus te chama a olhar para Ele e confiar somente n'Ele, para que a vitória finalmente chegue às suas mãos.
“Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará. (Sl 37.5)
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
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