quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS

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A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
Texto Áureo: Lc. 4.18 – Leitura Bíblica: Mt. 5.1-12

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
O movimento da Teologia da Ganância, que nada tem de cristã, foge dos textos bíblicos que tratam a respeito do sofrimento. As bem-aventuranças, apresentadas por Jesus no Sermão do Monte, são desconsideradas. Na lição de hoje, aprenderemos que existe prosperidade para os bem-aventurados, e esses, diferentemente do que defendem o pseudopentecostalismo, tem como marca o sofrimento. Mesmo em meio ao sofrimento, por amor a Cristo, esses são considerados - makarios em grego - isto é, mais do que felizes.

1. BEM-AVENTURADOS OS POBRES, OS QUE CHORAM E OS MANSOS
A pobreza espiritual é o reconhecimento da nossa necessidade de Deus, de que somos pecadores, carentes do Seu perdão. Como bem explicitou Calvino: “só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito”. O reino de Deus é concedido àqueles que percebam sua carência de Deus, os pecadores, nos tempos de Jesus, concretizados, por exemplo, nos publicanos e prostitutas (Mt. 21.21). Os fariseus, alicerçados em sua vã religiosidade, deixaram de atentar para essa sublime verdade (Mt. 23.23-26). Os que choram também são bem-aventurados, Jesus é um grande exemplo nesse sentido, pois Ele mesmo chorou a miséria dos homens (Jo 11.35; Mt. 23.37; Hb. 5.7). Somente aqueles que choram pelos seus pecados podem receber o Consolador, pois esses, ao final, terão suas lágrimas enxugadas por Deus (Ap. 7.17). Os mansos – praus em grego – seguem o modelo que é Cristo, em Sua mansidão (Mt. 11.29). Dr. Lloyd Jones explica essa bem-aventurança com a seguinte declaração: “a mansidão é, em essência, a verdadeira visão que temos de nós mesmos, e que se expressa na atitude e na conduta para com os outros”. A promessa de Jesus aos mansos é que eles herdarão a terra, que ecoa as palavras do Salmo 37, para não nos indignarmos por causa dos malfeitores, e a mantermos nossa esperança no Senhor.

2. OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA, OS MISERICORDIOSOS,
Maria, em seu Magnificat, declara que Deus encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos (Lc. 1.53). De fato, os que têm fome e sede de Deus, e de justiça, é que serão fartos. A ambição desses não é material, como tanto se propaga atualmente, mas espiritual. Essa fome e sede de justiça não serão cumpridas enquanto estivermos aqui na terra. No mundo impera a maldade e o engano, as pessoas fazem de tudo para tirar vantagem. O rico prospera e ostenta o produto das suas aquisições, muitas vezes adquiridas ilicitamente. Enquanto que o pobre é injustiçado, trabalha por um salário de fome, e é constantemente oprimido. Mas bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles, no céu, jamais terão fome e nunca mais terão sede (Ap. 7.16,17). Os misericordiosos – eleos em grego - também são bem-aventurados, pois demonstram compaixão pelas pessoas que passam necessidade. Existe uma diferença marcante entre graça (charis) e misericórdia (eleos). A primeira é resultante do favor imerecido, em relação ao pecado, enquanto que essa última é uma demonstração de alívio diante da dor, da miséria e do desespero. O mundo desconhece tanto a graça quanto a misericórdia, pois trata as pessoas com crueldade, foge da dor e do sofrimento dos homens. A cultura da vingança e da competitividade se consolidou no contexto de uma sociedade insensível à mensagem de Deus. Agir com misericórdia é está disposto a perdoar, conforme instruiu Jesus na parábola do credor incompassivo (Mt. 18.21-35).

3. OS LIMPOS DE CORAÇÃO, OS PACIFICADORES E OS PERSEGUIDOS
Bem-aventurados são os limpos de coração, aqueles que oram, com Davi: “cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável” (Sl. 51.6). A pureza que agrada a Deus vem de dentro para fora, parte do interior do ser, não do exterior, como defendiam os fariseus (Lc. 11.39; Mt. 23.25-28). Umas das marcas dos limpos de coração é sinceridade, são pessoas que não entregam a alma à falsidade (Sl. 24.4). A motivação das suas atitudes é produto da honestidade. Os limpos de coração não vivem das aparências, do marketing pessoal em detrimento da sinceridade do coração. Somente os limpos de coração, os que são sinceros diante de Deus, que não vivem de máscaras, verão a Deus. Aqueles que assim vivem são pacificadores, por isso são bem-aventurados, pois não vivem dissimuladamente, antes agem com vistas a construir relacionamentos sólidos, sem que esses estejam baseados na pressão. Os cristãos não foram chamados por Cristo para viverem em conflito, mas em paz (I Co. 7.15; I Pe. 3.11; Hb. 12.14; Rm. 12.18). Os que são pacificadores são bem-aventurados porque foram agraciados com a paz de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo (Cl. 1.10; Ef. 2.15). Aqueles que vivem a partir desses princípios sofrerão perseguição, mesmo assim, devem se considerar mais do que felizes (Mt. 5.12). A promessa para os que suportam as perseguições é a “o galardão nos céus”. Os profetas, por denunciarem o pecado, foram perseguidos, aqueles que fazem o mesmo atualmente, participam dessa sucessão (At. 5.41).

CONCLUSÃO
Lutero incluiu o sofrimento no rol das características de uma verdadeira igreja. Do mesmo modo, podemos afirmar que uma igreja verdadeiramente próspera passa por sofrimento. Paradoxalmente, há movimentos cujo slogan é: “pare de sofrer”. Uma igreja que não sofre não pode se considerar igreja, pois conforme revelou Paulo ao jovem pastor Timóteo, todos aqueles que seguem piedosamente a Cristo padecerão perseguição (II Tm. 3.12).

BIBLIOGRAFIA
LLOYD-JONES, D. M. Estudos no Sermão do Monte. São Paulo: Fiel, 1984.
STTOT, J. A mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: ABU, 2001.

Lição 6 - A prosperidade dos bem-aventurados

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Lição 6 - A prosperidade dos bem-aventurados
Data: 5 de Fevereiro de 2012
Por Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração(Lc 4.18). O primeiro sermão de Jesus na sinagoga da cidade de Nazaré, onde morava, envolveu o cumprimento de uma passagem das Escrituras. Quando o rolo do Livro de Isaías foi entregue a Jesus, ele se pôs de pé e leu (Is 61.1,2; 58.6), omitindo “o dia da vingança do nosso Deus”, e então começou a pregar. Depois que o rejeitaram, não há registro de que Jesus tenha voltado a Nazaré para pregar [1].
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[1] Bíblia de Estudo da Mulher, Editora Mundo Cristão e SBB; Barueri, SP; 2003
Nota Textual de Lc 4.18; p. 1258
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VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens espirituais que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo nos proporciona.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 5.1-12.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
· Saber quais são os fundamentos das bem-aventuranças;
· Explicar as bem-aventuranças da mansidão e da misericórdia; e
· Conscientizar-se de que a prosperidade dos bem aventurados firma-se nas coisas espirituais e não nas materiais.
Palavra Chave
Bem-aventurança: Do gr. makarismós; felicidade perfeita.

COMENTÁRIO

(I. introdução)
A expressão “bem-aventurado” aparece sete vezes no Antigo Testamento e vinte e seis vezes no Novo Testamento. Encerra o sentido de ‘ditoso’, ‘feliz’ e ‘felicidade perfeita’. Esta ‘felicidade perfeita’ é fundamentada principalmente em Deus, na obediência à Sua palavra e na fé. A obediência conjugada à fé gera a ação de Deus no coração, que gera a felicidade, que ajuda o crente a resistir aos momentos mais difíceis - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (Mt 5.4). Os servos de Deus que por algum motivo estão chorando, serão bem-aventurados, pois essa felicidade é fundamentada em Deus e na fé (serão consolados). Este é o tema que estudaremos na lição de hoje: “A Prosperidade dos Bem-Aventurados”. Ser um bem-aventurado não é ter muitos bens materiais, mas é viver do favor de Deus. A graça divina nos dá condições para vivermos segundo os seus preceitos. Ser bem-aventurado é ser feliz. Obediência gera felicidade, não obediência aos sistemas nem a homem, mas a Deus, que se comunica através dos mandamentos que deixou para o nosso bem-estar. Obediência é para a mente e para o coração. A obediência começa com o conhecimento do mandamento (o que exige meditação), desejo de seguir as instruções e esforço na caminhada. Obediência é para quem acha que os mandamentos de Deus são bons, mesmo que soem como azorragues (chicotes) ou repreensões. Diante deles, nós devemos nos sentir como aqueles que estão no caminho da obediência ou como aqueles que caminham pela margem deles. Obediência é uma palavra que só tem efeito quando vira prática. Essa felicidade não se origina dos bens materiais que possuímos, mas em termos os nossos pecados perdoados por Jesus. Somente aqueles que receberam a Cristo como único e suficiente Salvador podem desfrutar dessa felicidade; felicidade que nos acompanhará por toda a eternidade. Vejamos, pois, na aula de hoje, em que consiste a verdadeira prosperidade. Boa aula!
(II. desenvolvimento)
I. O FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
1. O significado das bem-aventuranças. É importante salientar que o nosso conceito de felicidade precisa se inscrever no círculo bíblico, não importa o que se proponha nos outros compassos. A Bíblia está cheia de descrições sobre felicidade. Makarismos denota ‘declaração de bem-aventurança, felicitação’; é encontrado em Gl 4.15; os convertidos gálatas tinham se considerado felizes quando ouviram e receberam o Evangelho de Paulo; ele lhes pergunta retoricamente o que tinha acontecido com o espírito que os tinha animado. A palavra também ocorre em Rm 4.6,9. A bem-aventurança, a comunhão com Deus e tudo aquilo que os acompanha, bem como a salvação, não são adquiridas mediante as obras, mas são o efeito do dom do perdão. É por causa da obra de Cristo, e não por causa da nossa, que somos justificados. Méritos humanos de qualquer tipo ficam excluídos. O Dicionário VINE afirma que o termo hebraico “‘asrê” ocorre 44 vezes e que todas, menos quatro das 44 ocorrências bíblicas, estão em passagens poéticas, como 26 ocorrências nos Salmos e oito em Provérbios e que conota, basicamente, o sentido de ‘prosperidade’ ou ‘felicidade’ que vem quando um superior concede seu favor (bênção) a alguém. Na maior parte das passagens, a fonte é sempre Deus: “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR” (Dt 33.29) [2].
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[2] Dicionário VINE, CPAD; Rio de Janeiro, RJ; 1ª edição, 2002
Bendito, ‘asrê; p. 53
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2. Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3). No Sermão da Montanha, Bem-aventurados significa mais do que um estado emocional representado pela palavra ‘feliz’. Inclui bem-estar espiritual, tendo a aprovação de Deus e, assim, um destino mais feliz (Sl 1). Nesse contexto, a pobreza não é vista propriamente como escassez de bens materiais, mas como necessidade espiritual. Os que têm maior necessidade espiritual estão mais aptos para perceber essa necessidade e depender só de Deus e não da sua própria bondade. Paulo observa o mesmo princípio em Romanos 9.30 e 31. O paralelo em Lucas 6.20 omite “de espírito”. Isto tem levado muitos intérpretes a entender que Jesus, primariamente, se referiu aos materialmente pobres. Pobreza material e reconhecimento da necessidade espiritual freqüentemente andam juntas (Sl 9.18), mas as duas espécies de pobreza são idênticas.
3. Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4). Por que um crente chora? O contexto de Mateus 5.4 indica que estão chorando por causa do pecado e do mal, especialmente os deles mesmos, e por causa do fracasso da humanidade em dar a glória devida ao Senhor. Apocalipse 21.4 afirma que “Deus limpará de seus olhos toda lágrima...” Se de fato choramos aos pés de Cristo, o consolo certamente virá.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Ser bem-aventurado é ser feliz por amar intensamente ao Senhor.
II. A BEM AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA
1. Bem aventurados os mansos (Mt 5.5). Nesse contexto, manso assemelha-se à bem aventurança de Sl 37.11 e, talvez, esteja baseada nela. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, é uma atitude de humildade e submissão ao senhorio de Deus. Nosso modelo máximo de mansidão é Jesus, que se submete à vontade do Pai celeste. O termo grego paütes é utilizado nas Escrituras com um significado bem mais amplo que nos escritos seculares; não consiste apenas no comportamento exterior nem em suas relações interpessoais. Antes, ema entretecida graça da alma; e cujos exercícios são primeira e primariamente para com Deus. É o temperamento de espírito no qual aceitamos Seus procedimentos conosco como bons, e, portanto, sem disputar ou resistir.
2. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6). Os que procuram a justiça de Deus recebem aquilo que desejam, e não os que confiam em sua própria justiça. ‘Fome e sede’ é uma expressão idiomática que significa ‘forte desejo’. Por isso mesmo este versículo é um dos mais importantes do Sermão do Monte e afirma que a condição primordial para uma vida santa em todos os aspectos é ter ‘fome e sede de justiça’. Tal fome pode ser vista na vida de Paulo (Fp 3.8-10). A verdadeira prosperidade é possuída apenas por aqueles que demonstram um ardente, extremo, penetrante, e que tudo consome, desejo e paixão da alma pela completa união com Deus e pela plenitude do Espírito (Sl 42.; 63.1; 143.6; Is 41.17; 44.3).
3. Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7). Os ‘misericordiosos’ são aqueles que cheios de compaixão e dó para com os que sofrem, quer seja pelos pecados, quer seja pelas aflições da vida. Os misericordiosos desejam minorar os sofrimentos e fazem isso levando as boas novas do Evangelho ao homem aprisionado pelo pecado (Mt 18.33-35; Lc 10. 30-37; Hb 2.17). O termo grego aqui é eleemon e denota uma palavra gentil, compassiva, solidária, misericordiosa e sensível, que combina intenções do coração com ação.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Ser próspero é agir com mansidão e submeter-se à vontade divina.
III. A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO
1. Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8). O termo grego aqui é katharos e significa ‘sem mancha’, ‘limpo’, ‘imaculado’, ‘puro’. O termo descreve a limpeza física, pureza cerimonial e pureza ética (Mt 23.36; 27.59; Lc 11.41; Rm 14.20; Jo 13.10; At 18.6). O pecado macula e corrompe, mas o sangue de Jesus vertido no Calvário tem a propriedade de tirar toda e qualquer mancha. O crente verá a Deus pelos olhos da fé, já que a Deus é espírito e sua essência divina é invisível (Cl 1.15; 1Tm 1.17; 6.16). Jesus assegurou aos discípulos que, vendo-o, vêem ao Pai (Jo 14.9). Não obstante isso, temos a grata promessa de que, quando glorificados, os filhos de Deus o verão ‘como ele é’ (1Jo 3.2).
2. Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9). Deus é o pacificador supremo, e nós, como filhos do Pai, que carrega as características daquele que nos gerou, devemos seguir seu exemplo. O crente tem por obrigação buscar a paz até com seus próprios inimigos. A idéia de paz encontrada no Antigo Testamento não é simplesmente uma ausência de discórdia. Ao contrário, paz, shalom, é um termo dinâmico e positivo que implica tanto em saúde quanto em inteireza. [“...] Existe a clara implicação de que a pessoa capaz de trazer cura e inteireza, é pobre de espírito, mansa, misericordiosa e pura de coração” [3].
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[3] RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.25
3. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11). O Pr Antonio Gilberto em seu livro O fruto do Espírito discorre acerca da natureza do Amor Ágape: A pessoa que tem amor é sofredora. Este é o amor passivo, o amor paciente, o amor que espera, suporta, sofre, na quietude. A pessoa que tem amor é benigna. Certo escritor chama a benignidade de amor ativo. A pessoa que tem amor não é invejosa. A pessoa amorosa não tem inveja ou ciúmes do sucesso dos outros. A pessoa que tem amor ágape não trata com leviandade, não se ensoberbece. Ela não é orgulhosa. A pessoa que tem amor semelhante a Cristo não se porta com indecência. Ela não é rude. É natural a pessoa amorosa ser cortês, mostrar consideração pelos outros. A pessoa que tem amor não busca os seus interesses. Ela é altruísta. A pessoa que manifesta amor não se irrita. Ela não fica zangada facilmente. A pessoa que ama não suspeita mal. Ela não guarda rancor, não mantém um registro dos erros. A pessoa que tem o verdadeiro amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade [4].
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[4] GILBERTO, A. O fruto do Espírito. RJ: CPAD, 2004
p. 40-42
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Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino de Deus são evidências de uma bem-aventurança eterna.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Sofrer injustiça e ser perseguido por causa do Reino de Deus são evidências de uma bem-aventurança eterna.
(III. conclusão)
As bem-aventuranças contém a revelação dos princípios divinos da justiça, segundo os quais todo crente deve vivenciar através da fé em Jesus Cristo (Gl 2.20), e mediante o poder do Espírito Santo que em nós habita (Rm 8.2-14; Gl 5.16-25). Todos os servos do Cordeiro, que pertencem a ele e são cidadãos do reino de Deus, deve ter um intenso desejo, de que trata esse sermão proferido por Jesus. Devemos ressaltar que, Deus tem para os seus bênçãos sem igual e que isso não significa que Deus não queira que os seus filhos prosperem materialmente. Porém, entendemos que ‘Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe’ (Sl 138.6). “Necessitamos da força e da ajuda de Deus em tudo o que fazemos. Não existe nenhum ‘vencedor pelo próprio esforço’, mas homens e mulheres que desenvolveram os talentos recebidos de Deus. Há muitas pessoas bem-sucedidas, que chegaram ao topo de sua profissão e esqueceram-se do que (ou quem) as levou até lá. Os nossos talentos, a nossa inteligência, singularidade e oportunidade vieram de Deus. Se agirmos na vida com fidelidade e confiança, cresceremos e saberemos o que fazer para ser próspero” [5].
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[5] GOODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das Armadilhas que Roubam os seus Sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.77
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB,
Fevereiro de 2012.
Francisco de Assis Barbosa,

EXERCÍCIOS

1. O que significa ser bem-aventurado?
R. Significa ser feliz por amar intensamente ao Senhor.
2. Como é vista a pobreza no Sermão da Montanha?
R. No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como escassez de bens materiais, mas como carência da alma.
3. De acordo com o contexto das bem-aventuranças, o que é ser manso?
R. Ser manso é demonstrar total submissão à vontade de Deus, mesmo quando esta parece contrariar os interesses pessoais.
4. Segundo a lição, quem são os verdadeiros prósperos?
R. Os verdadeiramente prósperos são aqueles que demonstram um forte desejo pela justiça divina e a buscam ansiosamente.
5. Qual ensino você pode extrair para a sua vida pessoal depois de ter estudado esta lição?
R. Resposta pessoal.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante; Comentarista: José Gonçalves; CPAD;

CITAÇÕES:
-. Bíblia de Estudo da Mulher, Editora Mundo Cristão e SBB; Barueri, SP; 2003; Nota Textual de Lc 4.18; p. 1258;
-.
Dicionário VINE, CPAD; Rio de Janeiro, RJ; 1ª edição, 2002; Bendito, ‘asrê; p. 53;
-.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.25;
-.
GILBERTO, A. O fruto do Espírito. RJ: CPAD, 2004; p. 40-42.

OBRAS CONSULTADAS:

-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo da Mulher, Editora Mundo Cristão e SBB; Barueri, SP; 2003;
-. COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2001;
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AS BENÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE À IGREJA

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AS BENÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE À IGREJA
Texto Áureo: Ef. 1.3 – Leitura Bíblica: Gl. 3.2-9

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Um dos maiores equívocos na interpretação bíblica é confundir as bênçãos do Antigo Pacto atribuindo-as ao povo do Novo Pacto. Existem bênçãos que cabem a Israel, e que são especificamente para esse, enquanto que outras são para a Igreja. Na lição de hoje estudaremos a respeito dessas bênçãos, com o princípio exegético de diferenciar entre àquelas que cabem a Israel e à Igreja.

1. BENÇÃOS NA BÍBLIA
No Antigo Testamento, as bênçãos – beraka em hebraico – indicam o ato de pronunciar coisas boas em direção a outrem (Gn. 27.38). Deus é a fonte da benção, pois Ele abençoou a Adão, Noé e Abrão (Gn. 12.2-3), Sara (Gn. 17.16), Ismael (Gn. 17.20), Isaque (Gn. 25.11), Labão (Gn. 30.27), Jacó (Gn. 32.29), o povo de Israel (Dt. 2.7), Sansão (Jz. 13.24), Jó (Jó. 42.12), o justo (Sl. 5.13) e todos aqueles que O temem (Sl. 115.13). Outras pessoas podem ser agentes das bênçãos de Deus, tal como o foi Isaque (Gn. 27.27), Jacó (Gn. 49.28), Moisés (Ex. 39.43), Arão (Lv. 9.22), Josué (Js. 14.13), Eli (I Sm. 2.20) e Esdras (Ne. 8.6). A maior benção para Israel, no Antigo Pacto, era a presença de Deus (Ne. 6.24-26). Mas a benção, para esse povo, estava condicionada à obediência (Dt. 7. 12-15; 28.1-68). As bênçãos de Deus para Israel incluíam: posteridade (Gn. 1.18; 9.1; 12.2.; 22.17; 26.4; 28.3; Dt. 7.13; Js. 17.14; Sl. 107.38), a posse da terra, bem como outros tipos de prosperidade material (Gn. 24.35; 26.3; 39.5; Dt. 2.7; 12.7; 15.4). As bênçãos de Deus foram prometidas a Abrão, neles seriam benditas todas as nações da terra (Gn. 12.1-3). Tais bênçãos trazem justiça (Sl. 24.5), vida (Sl. 133.3) e salvação (Sl. 3.8). No Novo Testamento, as bênçãos – eulogia em grego – em seu sentido geral – significa falar bem a alguém (Rm. 16.18). No sentido do Antigo Testamento, as bênçãos são recebidas de Deus (Rm. 15.29) tanto na esfera natural (Hb. 6.7) quanto sobrenatural (I Pe. 3.9). A maior benção da Igreja é a salvação (Gl. 3.14; Ef. 1.3) que pode ser rejeitada, tal como fez Esaú (Hb. 12.12-17). Quando Jesus ascendeu ao céu, Ele nos abençoou com a salvação (At. 3.26; Gl. 3.9). Paulo diz que em Cristo Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais (Ef. 1.3,4).

2. AS BÊNÇÃOS PARA ISRAEL
As bênçãos de Deus para Israel faziam parte do Pacto que o Senhor tinha com essa nação, tendo em vista que Ele prometeu fazer de Abraão uma grande nação (Gn. 12.2) e dar a terra de Canaã por herança à sua posteridade (Gn. 17.8). Essa percepção de Israel enquanto nação é muito importante para a interpretação dos textos bíblicos que fazem alusão à prosperidade desse povo. Essa é uma benção prometida com exclusividade a Israel, que não cabe à Igreja (Dt. 28.8). O texto de I Cr. 7.14: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” tem sido indevidamente aplicado à Igreja, e o pior, a determinadas nações. O tratamento de Deus não é mais com uma nação ou com um povo geograficamente constituído. A nação escolhida por Deus, para ser testemunha da Sua revelação no Antigo Pacto, é Israel (Dt. 28.10). No futuro, por ocasião do Milênio (Ap. 20.1-10), Israel receberá as bênçãos que lhe compete e que ainda não se cumpriram. Esse será um tempo de abundância para esse povo e de prosperidade em todos os sentidos. Israel desfrutará de paz com as nações (Is. 9.6; Mq. 4.3-4; Lc. 2.13-14); a terra da palestina será ampliada (Is. 26.25), a topografia será alterada (Zc. 14.4), as chuvas cairão trazendo bençãos (Is. 41.18; Ez. 34.26; Jl. 2.23); as fontes e mananciais de águas serão abundantes (Ez. 47.1-11); Zc. 14.8), a terra produzirá muito (Is. 32.15; 35.1; Ez. 47.12; Am. 9.13), haverá paz e justiça em plenitude (Is. 32.16,17), até na criação (Is. 11.6-9; 65.25; Rm. 8.19-21). Essas são as bençãos que competem a Israel, mas não agora, pois tudo isso se concretizará no futuro, no reinado de Cristo (At. 14.22; I Co. 6:9-10; I Ts. 2.12; Tg. 2.5; II Pe. 1.11; II Tm. 4.1; Ap. 12.10).

3. AS BÊNÇÃOS PARA A IGREJA
Deus não trata, atualmente, com nações, isto é, com um povo delimitado por fronteiras geográficas. O povo de Deus, hoje, é a Igreja, a quem Pedro se refere como: “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pe. 2.9). As bençãos que competem à Igreja, por conseguinte, são diferentes daqueles que competem a Israel. A temporalidade era uma das marcas da benção de Deus para Israel. A Igreja do Senhor desfruta, neste tempo, de bençãos eternas, superiores as promessas dadas a Israel (Hb. 8.13; 10.34). As bençãos de Deus para a Igreja são plenas, espirituais, transcendem as de Israel, cujo foco estava na prosperidade material (II Co. 3.1-11). As bençãos do Novo Pacto incluem: a justificação (Gl. 2.16,21), o Espírito Santo (Gl. 3.2); a herança espiritual de ser filho de Deus (Rm. 8.14), a vida eterna (Rm. 8.2; Gl. 3.21) e a liberdade plena (Gl. 4.8-10; 5.1). As bençãos para a Igreja repousam na tensão entre o já e o ainda não (I Jo.3.1,2). Por isso, sabemos que o nosso tesouro não está na terra (Mt. 6.21), mas no céu, donde esperamos o Senhor Jesus Cristo (Fp.3.2). Por isso, precisamos permanecer nEle (Jo. 15.7), e, ao orar – não determinar – façamos com humildade, tendo o cuidado para não pedir mal, para esbanjar em deleites carnais (Tg. 4.3), levando em consideração a vontade soberana de Deus (I Jo. 5.14).

CONCLUSÃO
Alguns estudiosos da Bíblia interpretam indevidamente Gl. 6.16, argumentando que a Igreja se tornou o Israel de Deus, e que, por isso, tem parte nas bênçãos materiais a ele prometidas. Uma análise criteriosa dos textos bíblicos, alusivos a Israel e a Igreja, no Antigo e no Novo Testamento, a partir dos princípios hermenêuticos, mostrará que existem bênçãos distintas para Israel e para a Igreja. O equívoco do movimento pseudopentecostal é confundir essas competências e reivindicar o que Deus, definitivamente, não prometeu à Igreja.

BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
RHODES, R. O livro completo das promessas bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

AS BÊNÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE A IGREJA BÊNÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE A IGREJA

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AS BÊNÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE A IGREJA
Texto Áureo
“Bendito o Deus e pai de nosso SENHOR Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fossemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4).
Introdução
Na lição de hoje abordaremos as bênçãos do SENHOR sobre Israel e aquelas que cabem a igreja. Existe a necessidade de entendermos que algumas dessas bênçãos, elencadas na palavra de Deus, pode estar relacionada a um período da história, ou sobre um personagem apenas, ou como no caso de Abraão, alcançarem todos aqueles que aceitam a Cristo Jesus como único e suficiente salvador.
I - A Benção de Abraão aspectos gerais
A Bíblia mostra em todas as histórias dos seus grandes personagens, certa seqüência de fatos que levaram esses homens, na sua maioria de origem humilde e limitada economicamente a serem portadores de bênçãos inimagináveis. Ao reportarmos a Abraão, temos em nossas mentes um homem que por obediência a Deus, deixou a terra de seus pais (Gn 12.1).
 Para nós, poderia simbolizar uma pequena mudança, mas consistia em algo maior que isso. Deixar a terra do seu nascimento significava, além de outras coisas, renunciarem os privilégios conquistados naquele lugar. Todo o trabalho empregado pelos seus antepassados. Vivendo em uma comunidade, a cidade de Ur significava segurança, tranqüilidade e prosperidade. Portanto a proposta do SENHOR ao afirma que ele deveria sair para outro lugar seria a priori algo impensável para a realidade vivida por Abraão, “para terra que Eu te mostrarei” (vers 1b).
Enquanto nos dias hodiernos o mundo procura grande comodidade, nos quais as bênçãos parecem ser apenas uma conseqüência de uma vida sem sacrifícios e renúncias. Oferecem um evangelho fácil de pouca ou nenhuma transformação, deixando para trás o verdadeiro do significado da palavra santificação.
A ordem era sair do meio da tua terra e dos teus parentes. O que levaria o Eterno a uma decisão como esta? Poderia a benção vir sobre Abraão ali mesmo? Ou numa cidade próxima? Mas o Altíssimo tem suas maneiras para trabalhar (Is 55.8). Contudo as bênçãos poderiam chegar até ele, mas Deus preferiu algo melhor para seu servo, por isso a necessidade da mudança ( Gn 12.2,3). Deste modo a benção pode simbolizar mudança de um lugar para outro, como conseqüência de uma benção maior e mais importante. Deus disse “em ti serão benditas todas as famílias da terra,” então o lugar onde Abraão estava poderia limitar a bênção de Deus na sua vida.
 O sábio patriarca não titubeou em obedecer às ordens do SENHOR. Poderíamos hoje estar dispostos a fazer uma renuncia que nos traria prejuízos sem saber realmente se alcançaríamos as promessas. Abraão não recebeu em sua vida a posse da terra (At 7.5), por isso peregrinou naquela terra onde teve que comprar o direito de enterrar o sua mulher (Gn 23). O nosso Deus não desamparou o seu maior amigo (Tg 2.23). As nossas vidas precisam ser transformadas a todo o momento, em todas as horas, que Deus nos ajude a entender as suas promessas e que sempre as suas bênçãos possam nos alcançar.
Observemos que as promessas feitas a um único homem alcançou muitos outros após ele, e sempre o SENHOR fazia menção aos seus descendentes quem realmente era Aquele que garante a continuidade; Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó ( Ex 3.6,16; Dt 29.13; 9,5 etc...)
II – A Benção que cabe a cada um.
As bênçãos do SENHOR como se vêem na lição de hoje, pode ser particular e individual, e podem também alcançar aqueles que nos cercam, locais e universais.  Mas, nem todas as bênçãos deferidas na antiga aliança podem se ministradas como plenas nos dias de hoje. Uma analise sistemática e precisa dos textos bíblicos, pode levar a um entendimento de quais bênçãos podem ser alcançadas em nossas vidas.
 Diz o SENHOR a Abraão “em ti serão benditas todas as famílias da terra”,  essa promessa diz respeito a todos que alcançados por Jesus recebem  a salvação ( At 13.26 ). Enquanto alguns procuram pequenos textos proféticos para extraírem deles bênçãos que jamais alcançaram, pois dizem respeito a um povo especifico ou a uma determinada pessoa.     E bom lembrar que todas as palavras de Deus podem ser temporais, isto é, para um tempo proposto para que cumpra e faça valer a sua palavra (Os 1.4,). Enquanto que outras são atemporais alcançam no futuro o seu cumprimento (Ez 38.8). 
Quem não gostaria de ser abençoado ou ser um homem próspero neste mundo? E quantos que por não conseguirem bens materiais “prometidos” (casa, carro, apartamento) não estão no meio do povo evangélico? Outros que por uma fé baseadas em milagres, curas mirabolantes, deixam o verdadeiro caminho e buscam em cisternas rotas bênçãos fácies e uma fé barata. Galgando apenas para suas almas uma sede insaciável pelo consumismo. Onde o mercantilismo da fé que, plagiam entre eles, os destrutivos argumentos para “promoção da fé”. Não esquecem estes homens, capitalistas da fé, que Jesus cedo virá e deixarão de fora todos estes que mercantilizam fé (Mt 7.20-23). 
As promessas feitas pelo nosso SENHOR na antiga aliança, podem ser entendidas a luz da palavra de Deus, como sendo para um povo em um tempo distinto, possivelmente a um futuro breve, ou simplesmente a gerações futuras. A compreensão das promessas feitas a Abraão nos leva um entendimento aproximado da vontade de Deus.  A bíblia apresenta que o evangelho foi pregado primeiro a Abraão (Gl 3.8), isso num passado remoto. Mas a própria palavra do SENHOR nos diz que ele era portador de uma aliança (Gl 3.14), e que a benção  só chegou a nós pela existência de um homem como ele ( Rm 4.3). 
A beleza do evangelho de Cristo Jesus, é algo incomum e muito prazeroso. Ao compreender que tudo provem dEle e tudo é dEle e para Ele,(Rm 11.36)  e sem ele não nos movemos ou existimos. (At 17.28a) ficamos sempre gratos.  Graças ao SENHOR por tudo o que Ele tem nos feito. Considerando a salvação como maior bem adquirido pelo homem, deixamos todo o pecado e vivamos uma vida marcada pelas bênçãos do Eterno, pois a eternidade nos espera.  
Enquanto alguns “engessam” a palavra de Deus com uma rigidez impossível de suportar, outros por sua vez “flexibiliza” a um ponto de não existe mais limites para benção, unção e poder. Verificamos uma nova “fabricação” de bênçãos, e são de todos os tipos, tudo novo. E aquilo que ainda não foi inventado por ninguém é o que faz maior sucesso. E infelizmente muitos se deixam levar por estes ensinamentos que não passam de marketing. Vendem de tudo, e tudo se vende baseado em passagens bíblicas que muito longe de seu significado real se tornam uma potente arma para inovações e promessas infindáveis.
III – “E tu serás uma benção”
Os servos do SENHOR em todos os tempos sempre foram alcançados por ricas e infinitas bênçãos.  Contudo segundo o nosso “conceito de benção” diagnosticamos que este ou aquele foi mais ou menos abençoado. Os pensamentos de Deus são infinitos (Sl 92.5). E somente o Espírito de dEle consegue perscrutar o mais profundo pensamento divino ( 1 Co 2.11). Não cabe ao homem dizer se este ou aquele é prospero ou não. Riqueza e fama não trazem em seu bojo, alegria e paz.
Jesus nos prometeu uma vida plena e abundante (Jo 10.10b). Mas ao homem cabe se submeter à vontade do Eterno. Não existe uma maneira de se medir a quantidade bênçãos derramadas pelo SENHOR sobre nossas vidas. A vida em sim, já é uma dádiva imensurável.
 O alcance das bênçãos do SENHOR foi de certa forma derramada sobre Israel, mas nós fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais (Ef 1.3,4). Para a igreja não teve medida, foi algo sem medida, que superabundou (Rm 5.20). A perfeição de Deus é notável, pois antes da fundação dos séculos já havia previsto tudo e nossa mente não consegue ao menos imaginar o tamanho de todas as suas promessas.
 Quando diz o Eterno a Abraão, em ti serão benditas todas as nações, o servo do SENHOR não teve noção de tamanha benção. A promessa sobre a vida de Abraão “caminhou” pelos os séculos e chegou até a igreja;  
Portanto, é pela fé que segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente  à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós,( como está escrito: Por pai de muitas nações te constitui) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, crê contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência”. (Rm 4.16,18).
Portanto, algumas promessas são devidamente racionadas ao povo de Israel, cabe a igreja de o SENHOR tomar posse daquelas que realmente são para a igreja do SENHOR Jesus Cristo. A igreja deve estar atenta as verdades bíblicas, pois somente o conhecimento pleno da verdade é que liberta e restaura o homem (Jo 8.32). Portanto a prosperidade de uma pessoa não esta naquilo que tem, ou aparentar ter.              Jesus disse que devemos nos acomodar com o que temos. Enquanto muitos querem a qualquer preço a riqueza e esquecem-se da maior dádiva da salvação que é a vida eterna, essa não tem preço.
Conclusão
No mundo moderno as pessoas vivem como se todas as coisas durassem para sempre. Um carro não dura para sehttp://rxisaias.blogspot.com/mpre, uma casa, por melhor que seja a construção, não dura para sempre. Muitas coisas são destruídas pelo tempo ou pelo uso, mas as nossas almas duram para sempre. Precisamos cada dia mais voltar para a o nosso SENHOR e salvador Jesus Cristo, pois só através dEle que podemos manter o nosso tesouro no céus onde temos as nossas moradas (Jo 14.1,2).  
Evang. Juarez Alves
Fonte:http://rxisaias.blogspot.com/

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