sábado, 2 de julho de 2016

O QUE É EVANGELIZAÇÃO LIÇÃO -1

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Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre estudaremos o desafio da evangelização, considerando ser essa uma das missões precípuas da igreja na terra. Nesta primeira aula definiremos os conceitos de evangelismo e evangelização. Em seguida, apresentaremos as motivações bíblicas para a evangelização. Ao final, destacaremos os desafios a serem enfrentados, na difícil tarefa de levar o evangelho a todas as pessoas.

1. EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO
Evangelismo e evangelização, embora sejam termos inter-relacionados, não apresentam o mesmo significado. O sufixo “ismo”, na língua portuguesa, carrega o sentido de conjuntos de pressupostos, ou de conceitualização. Sendo assim, é mais apropriado conceber evangelismo como os fundamentos teológicos, mais precisamente, bíblicos para a evangelização, essa última diz respeito à prática propriamente dita. O evangelismo, enquanto doutrina da evangelização, é fundamental para a igreja, a fim de que essa possa seguir as determinações bíblicas em relação ao anúncio da mensagem evangélica. Existem excessos a esse respeito, alguns pregam o evangelho, preocupados apenas com a salvação da alma, esquecendo do corpo do pecador. Por outro lado, há outros que pregam o evangelho meramente social, desconsiderando a realidade do pecado, e a necessidade da vida eterna. No grego do Novo Testamento o verbo é euangelizo, e diz respeito ao ato de levar a mensagem, anunciar boas notícias (I Ts. 3.6; Ap. 10.7). Mais especificamente, tem a ver com o anúncio das boas novas da salvação, para os pecadores através de Jesus Cristo (Lc. 1.19,20; 9.6; 20.1; At. 5.42; 8.4,25,35; 10.36; 11.20; 13.32; 17.18; Gl. 1.6). João Batista foi um dos primeiros a evangelizar, conclamando os pecadores ao arrependimento (Lc. 3.18), em seguida, Jesus anunciou as boas novas aos pobres, demonstrando ser o Messias prometido (Mt. 11.5). A mensagem pregada por Jesus era a do Reino de Deus (Lc. 4.43; 8.1), também anunciada pelos apóstolos (At. 8.12). O objetivo central da evangelização é conduzir as pessoas para Deus (At. 14.15,21). Paulo, o apóstolo dos gentios, dedicou sua vida à evangelização (Rm. 1.15; 15.20; I Co. 1.17; 9.16; Ef. 3.8).

2. MOTIVAÇÕES PARA EVANGELIZAR
A evangelização é necessária, e uma das funções precípuas da igreja, porque Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc. 19.10). Na verdade, todo o ministério do Senhor foi dedicado a ganhar almas (Jo. 4.34), pois via as pessoas como ovelhas que não tem pastor (Mt. 9.36), como doentes que necessitavam de médicos (Mt. 9.35). O Seu amor pelas almas era imenso, de modo que assumiu a condição de servo (Fp. 2.8), a fim de entregar a Sua vida pelas almas perdidas (Ef. 1.7). A igreja também deve ser envolver nesse ministério da reconciliação, como embaixadores da parte de Cristo (II Co. 5.18-20). Para tanto, deve assumir o ministério da Grande Comissão, levando o evangelho a toda criatura (Mc. 16.15), fazendo discípulos em todas as nações (Mt. 28.19), a fim de que as pessoas venham a se arrepender (II Pe. 3.9), tenham o conhecimento da verdade (I Tm. 2.4). Todos os crentes receberam do Senhor essa incumbência, de modo que uma igreja somente é igreja na medida em que essa se envolve na evangelização (I Pe. 2.9; Mt. 10.8). Paulo sabia que essa era uma obrigação que lhe era imposta, de tal modo que disse “ai de mim se não anunciar o evangelho” (I Co. 9.16). Ciente da relevância dessa mensagem, admoestou Timóteo, seu filho na fé: “conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus... que pregues a Palavra” (II Tm. 4.1,2). Esse também é um privilégio, pois é maravilhoso saber que somos cooperadores com o Reino de Deus (Mc. 16.20). Outrora éramos pecadores perdidos (Rm. 3.23), estávamos destinados à condenação (Pv. 24.11,12), ao lago do fogo (Ap. 20.14,15). Mas Deus nos salvou, e nos deu talentos a serem desenvolvidos na obra de Deus (Lc. 19.12,13).

3. O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO
Ganhar almas é um privilégio, também uma obrigação, mas deve ser feito com base nos fundamentos da Palavra de Deus. Inicialmente é preciso reconhecer que se trata de um desafio, e que não é uma tarefa fácil. Mas aqueles que se dedicam a essa tarefa sabem que se semearem com lágrimas segarão com alegria (Sl. 126.5,6). Mesmo assim vale a pena enfrentar os desafios, a fim de achar as ovelhas que estão desgarradas do rebanho (Mt. 18.12,13). Aqueles que superarem esse desafio serão vencedores, e desfrutarão grande gozo no céu (Lc. 15.5,6; Fp. 4.1). A evangelização é uma prática cristã, que não pode ser postergada, muito menos desconsiderada. Há pessoas que criticam os evangelistas, argumentando que estão fazendo proselitismo. Cada vez mais as leis humanas tentam restringir a atuação daqueles que propagam o evangelho. Mas apenas o proselitismo religioso costuma ser coibido, as pessoas que propagam valores contrários à Palavra de Deus, costumam ser ouvidas com naturalidade. Jesus enviou Sua igreja a pregar o evangelho, dependendo sempre do poder do Espírito Santo (At. 1.8). Por meio dEle que podemos anunciar com autoridade que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm. 1.6). Mas devemos ter cuidado para não confundir o evangelho com questões loucas, e genealogias e contendas, que são coisas inúteis (Tt. 3.9). O tema central da pregação do evangelista é Cristo, e este crucificado (I Co. 2.2). Aqueles que recebem essa mensagem terão vida eterna (II Tm. 1.10) e serão salvos (Ef. 1.13).

CONCLUSÃO
A missão primordial da igreja é fazer discípulos. Na verdade, na expressão grega, não é o ide que é imperativo, mas fazer seguidores do Mestre (Mt. 28.19,20). Jesus partiu do pressuposto que sua igreja iria, caso contrário não seria Sua igreja. Mas é preciso que essa não perca o foco de vista, deve saber que a missão envolve não apenas fazer com que pessoas levantem as mãos, em sinal de aceitação, mas também discipulá-las, ensinando-as a guardar a mensagem de Cristo.

BIBLIOGRAFIA
BARRS, J. The Heart of evangelism. Illinois: Crossway Books, 2001.
BÍCEGO, V. Manual de Evangelismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LIÇÃO - 1 O QUE É EVANGELIZAÇÃO

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quinta-feira, 9 de junho de 2016

LIÇÃO - 11 - ROMANOS A TOLERÂNCIA CRISTÃ

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LIÇÃO - 11 A TOLERÂNCIA CRISTÃ



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO
Texto Áureo II Tm. 1.12 – Leitura Bíblica  II Tm. 1.1-8; 2.1-4


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A Segunda Epístola de Paulo, ao contrário do que se costuma pensar, por se encontrar na Bíblia em sequência a Primeira, não foi a segunda epístola pastoral do Apóstolo, mas a última, quando estava preso em Roma, antes de ser martirizado. Depois de Primeira a Timóteo Paulo escreveu a Tito, que será estudada posteriormente. Na aula de hoje nos voltaremos para a primeira seção de II Timóteo, ressaltando a necessidade da intercessão pelos ministros, a importância da convicção do obreiro em relação à doutrina, e a realidade do sofrimento para aqueles que seguem piedosamente a Cristo.

1. INTERCESSÃO PELOS MINISTROS
Depois de identificar-se como “enviado de Cristo Jesus”, Paulo se dirige a Timóteo como “amado filho”, mostrando interesse pelo seu ministério. Os pastores devem ser acompanhados por outros pastores, é preciso reconhecer as agruras da obra, e a necessidade de ter um ombro amigo, alguém que realmente seja digno de confiança, para quem o ministro pode se dirigir, principalmente nos momentos mais difíceis. Sabemos que essa não é uma tarefa fácil nos dias atuais, marcados por tanta disputa eclesiástica. Muitos pastores carregam traumas e marcas na alma, porque não conseguem se abrir, e não confiam nas pessoas que, ao invés de ajudarem, almejam se apropriar dos seus cargos. O receio de perder a posição também está adoecendo muitos obreiros, que se apegam demasiadamente aos recursos materiais, e por isso se tornam escravos da condição na qual se encontram. É digna de destaque a identificação do Apóstolo com seu filho na fé. É gratificante quando testemunhamos casos de convivência saudável entre os ministros de Deus. De vez em quando é preciso que a igreja se preocupe com a realização de encontro entre os obreiros, simplesmente para desfrutar de momentos aprazíveis na presença do Senhor, para cultivar relacionamentos edificantes. Paulo destaca a fé de Timóteo, que diferentemente da dos falsos mestres de Éfeso, estava alicerçada na Palavra de Deus, que ele havia aprendido dos seus familiares, e também do próprio Apóstolo (II Tm. 1.5). A formação bíblica, inicialmente na família, é fundamental para o crescimento na fé, e contribui para o desenvolvimento do ministério. Alguns dos mais dedicados obreiros na casa de Deus tiverem seus primeiros ensinamentos em casa, junto aos pais e mães dedicados ao evangelho, que repassarem os fundamentos da verdade cristã.

2.  A CONVICÇÃO DO OBREIRO CRISTÃO
O ministro de Deus, diante das oposições pelas quais passa, pode vir a querer desfalecer em algum momento da vida. Paulo sabia que Timóteo, mesmo sendo um obreiro dedicado, corria esse tipo de risco, principalmente por causa da sua timidez (II Tm. 1.6-8). Por isso, o incentiva a despertar o dom de Deus que estava sobre ele, é provável que Paulo tenha sido informado que Timóteo estava tendo dificuldade para lidar com a oposição em Éfeso. Esse não era o caso, mas há ministros que fazem concessões do evangelho quando se veem ameaçados. Nos dias atuais, nos quais predomina o humanismo materialista, há obreiros querendo trocar o evangelho por ideologias humanas. A verdade das Escrituras está sendo substituída por pensamentos humanos, que nada têm de escriturísticos. Em contextos mais acadêmicos esse risco é maior ainda, principalmente quando queremos racionalizar o evangelho, ou mesmo dá-lhe uma conotação meramente social. Os ministros de Deus são chamados para permanecer naquilo que foram instruídos e inteirados, sabendo que o que aprenderam veio de Cristo, não de homens (II Tm. 3.16,17). Paulo dá exemplo assumindo que sabe em quem creu, e muito mais que isso, que Jesus dará, em tempo oportuno, o bom depósito espiritual, prometido a todos aqueles que forem fieis no ministério (II Tm. 1.12). Em outra oportunidade Paulo deixou claro que não se envergonhava do evangelho, isso porque era poder de Deus e salvação para todo o que crê (Rm. 1.16). A mensagem do evangelho é simples, e na maioria das vezes escandalizadora, e não se coaduna à lógica deste mundo. Por causa disso somos tentados, a todo instante, a negar a sua loucura. Os judeus sempre foram afeitos aos sinais, e os gregos à sabedoria, mas o evangelho de Jesus Cristo é crucificação (I Co. 1.18-25). Paulo admoesta Timóteo a não fazer concessão em relação ao evangelho. Os obreiros de Deus, em todos os tempos, não foram chamados para pregar uma mensagem agradável ao mundo. A contextualização na pregação da palavra é necessária, mas sem subverter os princípios eternos do evangelho de Jesus Cristo.

3. OS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO
Nesse trecho da Epístola Paulo ora pelo pastor-filho e amigo Timóteo. Sobretudo para que ele seja fortalecido na graça que há em Cristo Jesus, considerando que esse passava por momentos de adversidade e sofrimento (II Tm. 2.1). É sempre necessário lembrar, principalmente aos que tem aspiração ao ministério, que essa é uma obra de sacrifício (II Tm. 3.12). Na verdade, Cristo não prometeu que a vida cristã, especialmente a do ministro, estaria isenta de sofrimento (Jo. 16.33). Isso nos instiga a fazer os mesmo pelos pastores, principalmente nos dias atuais, marcados por tanto descaso e perseguição ao ministério. Muitos estão sofrendo o preconceito resultante dos excessos de líderes aproveitadores. Mas devemos reconhecer a seriedade daqueles que labutam na organização da igreja, e principalmente na palavra e na doutrina (I Tm. 5.17). Existem obreiros fiéis na seara do mestre, pastores que são dignos do nome que carregam, que realmente apascentam o rebanho. Muitos deles são esquecidos pela mídia, não estão nos programas de televisão, preferem viver em surdina, sacrificando-se pelo evangelho no anonimato. Esses se esmeram para dar o melhor para a edificação da casa de Deus, para a maturidade do Corpo de Cristo. Esses são soldados valorosos, alistados no exército de Cristo (II Tm. 2.3).  Como bons soldados do Senhor, não se embaraçam com as coisas terrenas, pois o alvo deles é conduzir os súditos do Reino ao céu. Muitos obreiros atuais não são soldados do exército divino, servem ao reino de Mamom, querem saber apenas do dinheiro dos crentes. Eles militam em prol dos seus interesses, não dos de Deus, fazem fortuna através do evangelho falacioso que pregam. Os pastores dedicados são como os agricultores, que plantam a semente da palavra no coração das pessoas, na esperança que ela germine, e produza frutos para a glória de Deus (II Tm. 2.6).

CONCLUSÃO
Essa Segunda Epístola de Paulo a Timóteo é uma advertência séria em relação à importância da fidelidade no ministério, sobretudo à Palavra de Deus. Como ministros precisamos permanecer cientes do nosso chamado, sobretudo do conteúdo daquilo que recebemos, não de homens, mas de Deus em Jesus Cristo. Os ministros precisam estar convictos do que creram, devem ser conhecedores da mensagem, e não se apartarem dela, ainda que não agrade aos padrões do mundo. Esses obreiros, que sabem em Quem têm crido, e são fiéis à mensagem de Cristo, receberão do Senhor o bom depósito, por ocasião da Sua vinda.

BIBLIOGRAFIA
CALVINO, J. Epístolas pastorais. São José dos Campos: Fiel, 2009.
ZEHR, P. 1 & 2 Timothy, Titus. Scottdale: Herold Press, 2010.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

LIÇÃO 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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LIÇÃO - 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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