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A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

Postado por Uilson Camilo quarta-feira, 25 de novembro de 2009


A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI
Texto Áureo: II Sm. 12.13 - Leitura Bíblica em Classe: Sl. 51.1-4; 7-12; 17

Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Mostrar que o caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.

INTRODUÇÃO
Em prosseguimento ao episódio da aula passada, quando Davi é confrontado pelo profeta Natã, estudaremos, na aula de hoje, a respeito do processo de arrependimento e confissão do rei de Israel. A princípio, discutiremos a respeito da resposta imediata de Davi à Palavra de Deus. Em seguida, analisaremos o Salmo 51, no qual Davi expressa seu quebrantamento. Ao final, meditaremos a respeito do papel do arrependimento e da confissão na vida cristã.

1. DAVI RECONHECE SEU PECADO
Davi finalmente se identificou com o enfrentamento profético de Natã (I Sm. 12.5,6). Viu em si mesmo a realidade do pecado, não pode mais se eximir da culpa. Ao invés de encontrar explicações descabidas a fim de preservar sua imagem, Davi se humilhou na presença de Deus. Mesmo sendo rei, Davi confessa a culpa diante do profeta, reconhecendo ser esse o porta-voz de Deus. Tal ato poderia, do ponto de vista político, ser considerado um suicídio. Mesmo assim Davi não estava colocando o trono acima do seu relacionamento com Deus. Confessou seu pecado assumindo que a Palavra de Deus deveria estar acima de sua atuação no reinado. Diante de tal atitude, o profeta complementa: o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás. Nesse particular observamos uma nítida diferença entre Davi e Saul. Este, ao invés daquele, jamais assumiu seus erros. Essa teria sido uma das causas da sua rejeição pelo Senhor. Uma das expressões marcantes do reconhecimento do pecado de Davi se encontra no Salmo 32. Nesse Salmo o rei transborda de alegria ao saber do perdão de Deus no lugar da culpa, e da restauração da comunhão após a angústia da convicção do pecado. Ao invés da morte Davi desfrutou da vida que o Senhor pode dar a alma ressequida pelo pecado. O perdão do Senhor não o isenta das conseqüências do seu ato, concretizada no vaticínio da morte do seu filho com Bate-Sabe (I Sm. 12.13-15).

2. UM SALMO DE ARREPENDIMENTO
O Salmo 51 fora proferido por Davi por ocasião do reconhecimento do seu pecado. Nesse salmo Davi suplica o perdão e a misericórdia de Deus por causa das suas transgressões. O rei de Israel pede ao Senhor que o lave dos seus pecados e o purifique das suas iniqüidades (v. 2). Ele reconhece, isto é, tem a percepção da gravidade dos seus erros, por isso, roga a Deus que retire o peso do pecado, pois eles estão sempre diante dele, não saem da sua mente (v. 3). Ainda que o pecado de Davi tenha causado males às pessoas, seu pecado, na verdade, foi contra Deus. Ele assume que procedeu com maldade perante Deus, pois ninguém pode escapar da visão do Senhor. Mas nem tudo está perdido, já que Davi pode ser justificado pelo falar de Deus (v. 4). A causa do pecado de Davi está na sua própria constituição. Ele diz que nasceu em pecado e que sua mãe também em pecado o concebeu (v. 5). Davi sabe que Deus ama a verdade que vem do íntimo, sem fingimento, e isso faz com que o rei abra seu coração (Rm. 2.29). A purificação do pecado é efetuada pelo Senhor, que o torna mais alvo do que a neve (v. 7). O pecado, conforme estudamos na lição anterior, acarreta em males físicos. O salmista ora para que o Senhor restitua sua alegria e os ossos que foram esmagados (v. 8). Diante da santidade de Deus e da realidade do pecado humano, Davi suplica ao Senhor que esconda o Seu rosto dos seus pecados (v. 9). Em seguida, implora por um coração purificado e um espírito renovado, isto é, uma nova condição espiritual (v. 10). O rei sequer exige que permaneça no trono, mas que o Senhor não retire dele o Espírito (v. 11). O pecado acarreta tristeza, resulta em angústia, por isso pede que Deus restitua a alegria da salvação (v. 12). E depois que encontrar a alegria, ele ensinará aos transgressores o caminho da justiça de Deus (v. 13). Davi sabe que cometeu um crime ao matar Urias e, por essa razão, pede que seja livre dos crimes de sangue (v. 14). O pecado cala o homem, tira-lhe o regozijo de cantar louvores a Deus. Somente o Senhor pode, através do perdão, colocar um cântico novo na boca do pecador (v. 15). De nada adiantam os sacrifícios rituais, a menos que sejam cumpridos em sincero arrependimento (v. 16). O pecado não pode oferecer algo mais valioso a Deus que um coração quebrantado, sinceramente contrito (v. 17). O rei está preocupado que os seus pecados tragam mazelas ao seu povo (v. 18), então, promete que, ao ser perdoado, não apenas ele, mas todo o povo celebrará a Deus com sacrifícios de justiça (v. 19).

3. A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI
Os textos de II Sm. 12 e os salmos 32 e 51 revelam como Davi reagiu diante da revelação do seu pecado. Em II Sm. 12.13 está escrito que o rei disse: “pequei contra o Senhor”. Esse é o caminho da restauração espiritual de todo aquele que quer prosseguir nos caminhos do Senhor. Ao ser confrontado pela Palavra de Deus (Hb. 4.12,13), o cristão deve adotar uma atitude de submissão (Rm. 10.17; I Ts. 1.6). O pecado é uma dura realidade e o seu pagamento é a morte espiritual, mas a vida eterna está em Cristo Jesus (Rm. 6.23). O cristão é pecador, ainda que não viva no pecado (I Jo. 1.8; 3.8), mas se houver arrependimento e confessar os seus pecados, encontrará a misericórdia divina (Pv. 28.13). Temos um Advogado perante o Pai, Jesus Cristo, o Justo, portanto, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1.8). E tem mais boas notícias: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo. 2.1,2)..

CONCLUSÃO
O pecado traz conseqüências drásticas às vidas das pessoas. Mas nem tudo está perdido, pois Deus é especialista em transformar tragédias em comédias. Há muitos casos registrados na Bíblia de pecadores que foram perdoados por Deus. Nem tudo está perdido para aqueles que fraquejaram durante a caminhada. Há esperança para os que se arrependem e que buscam ao Senhor com coração sincero, orando as palavras do Salmo 51. Reconhecem, com Davi, que pecaram contra o Senhor e são carentes da Sua misericórdia. Deus não apenas trata o pecador arrependido com graça – dando-lhe o que não merece (perdão) – mas também com misericórdia – deixando de dar-lhe o que merece (condenação). Ao Deus que contempla os arrependidos e perdoa os seus pecados seja a honra e glória pelos séculos dos séculos.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

Postado por Uilson Camilo


Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000-Fone: 3084 1524
LIÇÃO 9 - A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI


INTRODUÇÃO
Nesta lição iremos aprender e compreender que, o caminho da restauração na vida de Davi se fez necessário. Ha momentos na vida do cristão em que esta restauração também é indispensável. Porém alguns requisitos são importantes para este processo, dentre eles estão : o arrependimento, a confissão e o abandono do pecado. A Bíblia nos mostra a importância desta restauração espiritual. Davi expressou o arrependimento: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” (Sl 51:1)



I - O QUE É RESTAURAÇÃO?
No dicionário de Aurélio nos mostra que é “o ato ou efeito de restaurar”, “recuperação” e “restabelecimento”. Também no grego “apokatastasis”, formado de “apo”, “para trás, de novo”, “Kathistemi,” “pôr em ordem”, estabelecer em ordem”, é usado em At 3:21 (restauração). Concernente a Israel em seu futuro estado regenerado. Nos papiros, é usado para se referir a uma cela do templo de uma deusa, a um “conserto” de estrada pública, á “restauração” de bens a seus donos legítimos, a um “balanço” de contas.


II - O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELO ARREPENDIMENTO
Davi precisou de se arrepender do seu pecado. A Bíblia nos mostra a importância do arrependimento, ( Dt. 30:1 0; II Rs 17 13; Jr 8:6; Ez 14:56;18:30). “Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade.” (Jr 31:19) Davi estava verdadeiramente arrependido por ter cometido adultério com Bate Seba e por mandar assassinar o marido dela para encobrir o fato. Porém quando ele confessa, encontra misericórdia de Deus, porque aquele que segue ao Senhor deve ter o temor de obedecer : “Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus.” ( I Sm 12:14).


III - O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELA CONFISSÃO
A Bíblia nos mostra que sem arrependimento não há remissão de pecados, portanto a confissão é a porta para o arrependimento. “E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniqüidades de seus pais.” (Ne 9:2) A confissão e o arrependimento ajudam a curar a ferida. O arrependimento é uma mudança de mente e disposição para abandonar o pecado, envolvendo em senso de culpa e desamparo, apreensão da misericórdia de Deus, um forte desejo de escapar ou ser salvo do pecado, e abandono voluntário. A confissão de Davi é premiada como misericórdia, “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (Pv. 28:13). A Bíblia nos mostra o perdão pela confissão: ” Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I Jo 1:9). O apóstolo João trata a mentira e a sua progressão entre aqueles que tiveram um encontro com Jesus:
  • “Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.” (I Jo 1:6) As pessoas que estão em nossa volta tem comunhão com Deus, mas a forma de viver não corresponde como as nossas palavras. Andamos em trevas, e isso não corresponde a praticar a mentira.
  • “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” ( I Jo 1:8) Após mentirmos as pessoas que nos cercam, estamos mentindo a nós mesmos.
  • “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” ( I Jo 1:10) Quando tentamos mentir para Deus, fazemos-nos dele mentiroso, o qual testifica da pecaminosidade do homem . (Mt 6:23 b). Se nós erramos, precisamos do seu perdão para caminhar.
IV - O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELO ABANDONO DO PECADO
Deus respondeu à oração de Davi. Voltava à paz com seu Pai celestial. O Salmo 32 mostra os resultados desse relacionamento restaurado: “Bem aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” (Sl 32:2-5) Embora Davi merecesse claramente a pena de morte (Lv 20:10;24:17), o Senhor perdoou-o por ter demonstrado arrependimento e remorso. Até mesmo no Antigo Testamento podemos ver a graça de Deus resplandecer no relacionamento dos seus filhos.(Jr 18:8) Essa experiência de Davi com o Senhor ressalta a graça divina como nenhuma outra passagem veterotestamentária. Os erros de Davi sempre se relacionam com a falha em não consultar a vontade de Deus; em vez disso, sua restauração estava sempre ligada ao ato de renovar a comunicação com Deus. “O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da morte caíram sobre mim”.( Sl 55:4)


V - A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA PARA RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL
                Princípios de vida para o homem de Deus hoje:
  • Nunca confie no sucesso do passado como um seguro contra falhas no futuro - Alguns cristãos confiam na sua auto-suficiência, porém o servo de Deus, deve confiar seus fundamentos em Deus. Davi teve grande êxito na sua trajetória de vida, portanto o apóstolo Paulo nos adverte: ” Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” ( I Co 10:12)
  • Evitar a ociosidade e a iniqüidade - Devemos ter nosso momento de lazer, porém estar atentos, sempre observando a Palavra de Deus. “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.”(Ez 16:49)
  • Lembrar que os homens bem sucedidos são normalmente muito vulneráveis a distorções em sua vida sexual - Davi não foi cuidadoso em relação aos sentimentos , desprezando os valores éticos e morais. “Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa.” ( I Sm 11:4)
  • O Cuidado para não desenvolver um estilo de vida sensual - O nosso adversário está bramando com um leão para quem possa tragar. ” Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” (I Pe 5:8)
  • Não permita que a tentação se transforme em pecado. “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” ( Mt. 5:28)
  • Nunca tente encobrir ou esconder o pecado. A consciência de Davi fez com que ele confessasse o seu pecado.” Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Sl 51:3)
  • Admita o pecado imediatamente e confesse. Davi admitiu o seu pecado e recorreu a Deus, confessando e pedindo perdão pelo erro. ” Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.” (Sl 51:7)
  • Não abuse da graça de Deus. Deus é amor , porém o homem dará conta de seus atos cometidos. Davi pediu a misericórdia de Deus.”Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Sl 57:1) “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” (Rm 1:21)
  • Quanto maior a responsabilidade, maior a necessidade de prestar contas.- Davi tinha uma responsabilidade muito grande no seu ministério, porém o seu erro refletiu diante do povo. ” Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”( Gl 6:7-8)
  • Confesse o pecado e tome uma atitude correta. - Davi fez a sua confissão perante o Senhor, reconhecendo o seu erro. “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.” ( Sl 51:4) “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” ( Mt 10:32)
  • Tiago irmão de Jesus nos mostra a importância da confissão - Tiago afirma neste texto que Cristo tornou possível recebermos o perdão pela confissão . “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” ( Tg 5:16)
CONCLUSÃO
Aprendemos nesta lição a importância da restauração espiritual de Davi. Ele reconheceu o seu erro e pediu a misericórdia de Deus sobre a sua vida. “Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”( Sl 51:9-12) Em nossos dias os servos de Deus precisam reconhecer os seus erros e ter um melhor relacionamento com Deus, assim obedecendo os seus estatutos e aguardando a sua Palavra. “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”(Sl 119:11)




REFERÊNCIAS:
Donald C. Stamps. C.P.A.D.Bíblia de Estudo Pentecostal.
Eugene H. Merrill C.P.A.D.Historia de Israel no Antigo Testamento.
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.
Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. 


Você pode também acessar o site: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

Postado por Uilson Camilo terça-feira, 24 de novembro de 2009

 FRANCISCO A. BARBOSA


TEXTO ÁUREO
"Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás" (2 Sm 12.13). Quando somos confrontados por algo errado é natural que nos esquivemos. Não foi assim com Davi, que confrontado pelo Profeta Natã reagiu com uma confissão imediata, conforme se deduz do conteúdo do salmo 51 e sua suplica desesperada por perdão. Humildemente Davi pleiteia a misericórdia divina, em consonância com o amor que ele prometeu ter pelo seu povo, ele pede: “lava-me” numa figura da lavagem de roupas, por que sentiu seu pecado impregnado como roupa suja que necessita de lavagem. O Senhor em sua misericórdia, afastou de Davi a sentença de rejeição, quando ele perdoa os pecadores, o faz movido pela sua misericórdia, sabendo-se que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.


VERDADE PRÁTICA
O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática– O pecado não é apenas a violação de determinada ordem, quer moral ou social, mas é antes de tudo, a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, por isso nos textos originais lê-se: “ultrajado a Yaweh” ao invés de “ pequei contra Yaweh” usado nas traduções em língua portuguesa. Para Deus o pecado não é algo banal, que ele perdoa e esquece, seus efeitos ficam e maculam assim mesmo como nos ensina a trajetória de Davi, o retrato mais claro do que significa arrepender-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4).


OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.
- Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.
- Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.


Palavra Chave: - Restauração: Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.


INTRODUÇÃO 
Onde reside a transgressão de Davi? Em relacionar-se com Bate-Seba? Certamente não apenas isso. Os reis foram polígamos, até em virtude da política, assim, seria normal o rei aumentar o número do seu harem (2Sm 12.8). Foi em assassinar Urias? Também. Apesar de que, os reis como grandes generais, eram homens de sangue, com muitas mortes (e em virtude disso, Deus proibiu-lhe de ergue-lhe uma casa). O valente e ousado profeta acusa severamente a Davi de adultério, assassinato e dolo e o pior e mais grave, de desprezar a Palavra do Senhor e ultrajar (hb bazah = menosprezar; desprezo; fazer pouco caso) o próprio Deus. Assim, não foi apenas o fato de adulterar e assassinar, mas o que antecedeu a isso: o desprezo pela Palavra, como nossos primeiros pais que desprezaram o mandamento: “não comereis”, todos os demais pecados resultaram dessa falta. Davi adulterou duplamente. Seu “affaire” com a bela mulher de Urias foi rápido, mas as suas conseqüências foram duradouras. Certamente Davi só obteve paz espiritual ao confessar: "Pequei contra o Senhor" (2 Sm 12.13).

I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS

1. Davi e a Palavra de Deus. Estudamos na Lição 7 que Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional. Facilmente entendemos que Davi era um homem que amava a Palavra de Deus, então, em que momento ele fraquejou? Sem querer discordar do amado comentarista, não creio que o notável em Salmos de Israel tenha se tornado um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás. Então, como se explica isso?
Certamente ele poderia interromper e abandonar seus maus pensamentos a qualquer momento, mas quando começamos a transgredir fica difícil parar (Tg 1.14, 15). A tentação tem um fim bem definido: refinar nossa fé e nos ajudar a amadurecer. Certamente elas virão e em doses cada vez mais fortes! Nesse teste Davi foi reprovado por não observar a Lei que tanto amava e se esmerava em fazer a nação obediente. Muitas vezes estamos como Davi: amamos a palavra do Senhor, buscamos viver em sintonia com o Espírito Santo, mas vez ou outra alimentamos maus pensamentos, maus desejos, más conversações, ações erradas, e o pior, quando confrontados pelo Espírito Santo, damos desculpas mil, como: é culpa da outra pessoa; não pude evitar; todo mundo faz isso; foi um engano; o diabo me tentou... Tiago nos ensina que o teatro de operações dessa guerra espiritual é a nossa mente, é lá que alimentamos e permitimos que se tornem em ações, por isso Jesus foi incondicional quando afirmou que o simples fato de olhar para uma mulher e desejá-la em seu coração (pensamento), já cometeu adultério com ela.
Davi errou ao alimentar o mau pensamento. Nós erraremos também, mesmo sendo tabernáculo do Espírito Santo, a mente não está cativa a Ele, devemos fazê-lo a todo custo, a fim de evitarmos o fracasso espiritual – “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra... mortificai, pois os vossos membros que estão na terra: a prostituição, a impureza; o apetite desordenado...”(Cl 3.3, 5). Quantas vezes nos deparamos com maus desejos, pecado sexual, impureza, lascívia, cobiça, ira, dissensões, malicia, calunia, linguagem torpe, mentira, tudo isso em detrimento do exercício da misericórdia, bondade, humildade, fé, mansidão, paciência, comedimento, perdão...
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.
2. O cristão e a Palavra de Deus. Temos que levar cativos os nossos pensamentos à Cristo, só assim teremos uma atitude a fim de que não venhamos tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O nosso maior mal é sermos ouvintes esquecidos, o crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2), muitas vezes ouvimos, processamos a informação e guardamos em nosso intelecto sem permitir que desça ao coração. A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. O bom soldado conhece sua arma, sabe resolver qualquer falha ou incidente, adestra-se em seu manejo. O que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso conhecer e manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), assim mesmo como um soldado adestrado para o combate. A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.


II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES

1. A influência do meio. Estamos presenciando dias de relativismo moral, de tal forma que somos bombardeados com o politicamente correto – segundo a visão relativista. Embora não possamos escapar dessa missiva, Deus tem planos bons, agradáveis e perfeitos para nós. Ele deseja a nossa transformação em pessoas com mentes renovadas, que vivam para obedecê-lo e honrá-lo, devemos nos colocar à sua inteira disposição, oferecermo-nos a Ele como sacrifício vivo e realizarmos a obra que nos está proposta.
Como estamos desempenhando nosso papel de sal e luz do mundo? Estamos influenciando as pessoas que cruzam nosso caminho?
Paulo nos previne: “não vos conformeis com este mundo”, nossa atitude de inconformismo com o mundo vai muito além dos comportamentos e costumes. Veja, muitas vezes nos desvencilhamos dos costumes e práticas mundanas, mas não obstante isso, continuamos a ser orgulhosos, egoístas, rebeldes e arrogantes (você conhece alguém assim em sua igreja?).
Influenciar o meio é nossa missão precípua, o bom testemunho, o bom serviço cristão, o amor de serviço (ágape) são meios para influenciarmos e ganharmos almas para o reino. Infelizmente, muitas vezes, nós é que somos influenciados pelo meio e não entendemos o que significa ser cristão hoje, nesse momento.
A primeira vez que os seguidores de Jesus foram chamados de ‘cristãos’, foi em Antioquia (região da Síria), justamente por se parecerem com Cristo (At 11.26).
Vemos muitos hoje que gostam de serem reconhecidos com esse epíteto, porém, sua conduta em nada nos remete à Cristo.
Qual seria hoje a marca distintiva do cristão? A geração atual pauta-se por uma ética volúvel, o que era errado, agora é certo, fica difícil distinguir o verdadeiro cristão, bem como, fica difícil viver com integridade inegociável, sendo luz e sal, andando de forma justa, sensata e piedosa.
Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver, em qualquer época ou sociedade. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Colossenses 3.1-6).
Não obstante o mundo ir de mal a pior, não poderia ser diferente e não esperaríamos que fosse, pois, as Escrituras afirmam que ele jaz no maligno, acredito que não é o ambiente que faz o homem, mas é este que transforma aquele. Embora alguns estudiosos afirmem que o homem é um produto do meio, acredito na possibilidade do meio ser o produto do homem, afinal, o reino de Deus já é vivido entre nós, com transformação de vida e conseqüentemente, do meio. Os transformados por Deus vivem agora para a glória d’Ele, são luzeiros na escuridão, escaparam do meio corrupto e de ética volúvel.
Viver em meio à corrupção e não ser alcançado por ela, viver entre os impetuosos defensores daquilo que é contrario à nossa fé e cercados por um mar revolto de corrupção sem abrir mão dos princípios da fé, é o desafio para nós, cristãos de hoje, a fidelidade é a nossa marca, fidelidade à sã doutrina e aos princípios régios da Reforma. É possível ser um cristão íntegro no meio dessa geração corrompida e má. É possível...(http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html) 

2. Nossa responsabilidade moral. "Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim" (Sl 51.3). "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1.9), a confissão tem a função de nos tornar livres para que possamos reatar com Cristo e gozarmos a alegria da salvação. Na lição 8 vimos que há três fontes de tentação: o diabo, o mundo e a carne. Embora nosso pecado seja fruto de um tentador, isso não nos exime de responsabilidade sobre esses atos.
Com o espírito quebrantado, Davi reconhece e confessa as suas transgressões, pois o seu pecado está continuamente diante de dele. Davi assevera a tendência universal para o pecado, mas não vislumbra nisso escusa. A profundeza da sua confissão está visível no seu desejo de revelar o íntimo e o escondido do seu ser. Quando alguém peca, o faz contra Deus, que jamais terá o culpado por inocente (Na 1.3).


CONCLUSÃO 

A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa. Davi humilhou-se e foi restaurado. Nós, a exemplo de Davi, não temos porque viver sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Um espírito quebrantado e um coração contrito são os sacrifícios exigidos para essa restauração, Deus não nos rejeitará por causa da sua infinita misericórdia, compaixão e graça, que são prometidos a todo aquele que se encontra esmagado, oprimido e desmoralizado pelo pecado e pelos poderes satânicos. Se confessarmos nossa culpa e reconhecermos nossas faltas, Deus será fiel a nós, será justo conosco, perdoará nossos pecados e purificar-nos-á de toda injustiça.
A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. [...] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. [...] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). [...] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)
“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” (Sl 32.1). Sobretudo depois do peso esmagador da mão do Senhor. A história registra que Davi “morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa [70 anos], riqueza e honra” (1 Cr 29.28).


APLICAÇÃO PESSOAL

“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20) — cumpriu-se em Davi. Deus havia prometido a Davi que, quando a vida dele chegasse ao fim, ele escolheria para sucedê-lo “um fruto do seu próprio corpo” (2 Sm 7.12). O escolhido era Salomão, fruto do corpo de Davi e de Bate-Seba: “Dentre todos os muitos filhos que [Deus] me deu, ele escolheu Salomão para sentar-se no trono de Israel, o reino do Senhor” (1 Cr 28.5). Salomão nasceu logo após o adultério e era filho daquela que “tinha sido mulher de Urias” (Mt 1.6). Na verdade, Salomão era filho da graça! "A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. [...] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, 'esquece' a suposta ofensa sem imputar culpa" (LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).
O gostoso de estudarmos a Palavra é entender o quanto Deus nos ama e está disponível a ser nosso maior amigo! (Hb 10.17). Qualquer que seja o nosso pecado, ele está patente aos seus olhos, qualquer pecado encoberto será por Deus descoberto; aquilo que a ele descobrimos por meio da confissão, será por Ele encoberto (Pv 28.13). É preciso lembrar para confessar e é preciso confessar para não mais lembrar. Confessar e abandonar implica mudança de mente em relação ao pecado, traz paz e alegria, revigora e dá sabor à vida.
Confissão é fruto do arrependimento, este por sua vez traduz uma mudança de mente, disposição do coração, mudança de propósito ou uma ênfase na mudança da conduta pessoal.
Necessitamos estar atentos, vigilantes de nossa conduta em meio a um mundo eticamente relativista. Caso venhamos a sucumbir, sabemos que temos um Advogado para nossa causa e se depositarmos nossa confiança nele, a absolvição é certa. Mas, será preciso verdadeiramente uma mudança de mente, arrependimento. Na verdade, o caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.
“Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).
N’Ele, que advoga por nós junto ao Pai,
Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP 

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA 
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

Postado por Uilson Camilo segunda-feira, 23 de novembro de 2009



IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ 
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
LIÇÃO 09 - DIA 29/11/2009 
TÍTULO: “A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI” 
TEXTO ÁUREO – II Sm 12:13 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Sl 51:1-4, 7-12, 17 
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO 
e.mail: geluew@yahoo.com.br  



I – INTRODUÇÃO:  

• Quando um servo de Deus cai, principalmente em se tratando de um líder, o diabo, os demônios e todo inferno festejam. Entretanto, quando um filho de Deus se arrepende sinceramente, o Senhor estende sobre ele o manto do perdão, havendo grande alegria no céu. O arrependimento nos leva ao perdão de Deus. Nem o adultério, nem assassinato ou qualquer outro tipo de pecado estão acima da misericórdia divina (Rm 5:20).


II – A ORAÇÃO DE UM PECADOR ARREPENDIDO: 

• Repreendido por Natã devido ao gravíssimo pecado, Davi não se fez de inocente. De imediato, confessou: “PEQUEI CONTRA O SENHOR” – II Sm 12:13a. Passemos, pois, a estudar e meditar no Salmo 51: 

• Esse salmo é uma escada que começa em um poço horrível de lama suja e vai até às alturas de ensolarada alegria, onde brota o cântico do pecador arrependido e perdoado.

• (1) - A SÚPLICA: UM GRITO POR MISERICÓRDIA – Sl 51:1-2 - Davi começou a suplicar a Deus por misericórdia. Ele não procurou desculpas para justificar o seu ato; não pediu inocência, tampouco lançou a culpa sobre outros. Uma vez que sabe que não merece perdão, Davi primeiro roga por misericórdia, com base na bondade divina. De acordo com esta misericórdia, rogou ao Senhor que lhe apagasse as transgressões; ainda implorou que o Senhor lhe lavasse a terrível iniqüidade e o purificasse do horrendo pecado.

• (2) - A CONFISSÃO – Sl 51:3-6 – “EU CONHEÇO AS MINHAS TRANSGRESSÕES” – Amargurado, Davi confessa reconhecer as suas transgressões, pois o seu pecado está continuamente diante de si. Ao mesmo tempo, Davi reconhece a tendência universal para o pecado, mas não se desculpa com base nisso. A profundeza da sua confissão está visível no seu desejo de descobrir o íntimo e o escondido do seu ser. Quando alguém peca, o faz contra Deus, que jamais terá o culpado por inocente – Na 1:3

• (3) - O CLAMOR PELA RESTAURAÇÃO – Sl 51:10-12 – “APAGA AS MINHAS TRANSGRESSÕES” (Sl 51:1, 9); “LAVA-ME” e “PURIFICA-ME” (Sl 51:2, 7) - Davi não conhecia o poder purificador do sangue de Jesus. Mas sabia que, quando alguém era considerado imundo ou leproso, precisava, de acordo com a lei, passar pela cerimônia de purificação (Lv 14:4; Nm 19:6). Assim, Davi considerava-se tão imundo, que precisava passar por esse processo. 

• Davi começa pedindo purificação externa. Purificar com hissopo e lavar estão relacionados com o ritual. Com o pedido de um coração regenerado e um espírito constante renovado, a ênfase passa para a purificação exterior. 

• Hoje, na Nova Aliança, “o sangue da aspersão”, ou seja, o sangue de Cristo, purifica as nossas consciências das obras mortas e de todo o pecado – Hb 12:24 cf Hb 9:14; 10:2; I Jo 1:7. 

• (A) - Ó DEUS, CRIA EM MIM UM CORAÇÃO PURO – Somente aquele que reconhece o seu pecado é que consegue sentir a sujeira deste na alma. Por isso, Davi arrepende-se de sua transgressão e a confessa. O verdadeiro arrependimento faz com que aborreçamos o pecado.

• (B) – NÃO ME LANCES FORA DA TUA PRESENÇA – Desta forma Davi clamou, porque sentia falta da presença de Deus. Sem a presença do Espírito Santo deixamos de ser espirituais e passamos à condição de meras criaturas; deixamos de ser novas criaturas e retornamos à velha natureza. 

• (C) – TORNA A DAR-ME A ALEGRIA DA SALVAÇÃO – Davi clama ao Senhor para que lhe restitua a bênção perdida: A alegria da salvação. 

III – O PERDÃO DIVINO: 

- O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sl 130:4; Dn 9:9). 

- Os pecados cometidos contra o Senhor, somente Ele tem o poder de perdoar (At 8:22).

- O perdão divino está alicerçado sobre a misericórdia, a bondade e a veracidade de Deus (Ex 33:18-23; 34:6-9). 

- O perdão dado por Deus é completo (Sl 51:1, 9; 103:12; Is 38:17; 43:25; Mq 7:19);

- O recebimento desse benefício deve criar o senso de temor em nossos corações (Dt 29:16-20; II Rs 24:1-4; Jr 5:1-7; Lm 3:41-42). 

III.1 - COM O PERDÃO DIVINO, O QUE ACONTECEU COM NOSSOS PECADOS? 

- (1) - FORAM ANIQUILADOS, APAGADOS, DESFEITOS (Is 44:22) 

- (2) - FORAM AFASTADOS, REMOVIDOS DE NÓS (Sl 103:12)

- (3) - DEUS OS LANÇOU PARA TRÁS DE SI (Is 38:17)

- (4) - FORAM LANÇADOS NAS PROFUNDEZAS DO MAR (Mq 7:18-19) 

- (5) – FORAM ESCONDIDOS COMPLETAMENTE (Jr 5:20) 

- (6) - FORAM ESQUECIDOS PARA SEMPRE (Is 43:25; Jr 31:34; Hb 8:12; 10:16-17) 

- Leiamos ainda Apc 7:13-14 cf Apc 12:11 

IV – O COMPROMISSO DIANTE DO PERDÃO DIVINO: 

• Após sentir-se perdoado, Davi promete a Deus fazer algo que ficara impedido de realizar por causa de sua transgressão:

• (1) – ENSINAR AOS TRANSGRESSORES – Sl 51:13 – Tendo experimentado o que é transgredir a lei divina, o salmista assume o compromisso de levar os transgressores a aprender os caminhos do Senhor, e a se converterem de seus pecados. Este voto de testemunhar aos outros dá evidências do perdão recebido por Davi e sua natureza modificada. 

• (2) – UM PARÊNTESE DE TEMOR – Sl 51:14 – Atingido pelo medo de voltar a pecar, Davi abre um parêntese na sua oração e pede a Deus que o livre dos crimes de sangue. Está claro que a morte de Urias continuava a ferir-lhe a consciência. 

• (3) – LOUVOR A DEUS – Sl 51:15 – Davi pediu a Deus que abrisse os seus lábios para que a sua boca pudesse entoar louvores ao Senhor.


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS: 

• Para nossa meditação: "O CAMINHO PARA O CÉU NÃO ATRAVESSA UM PONTE ONDE SE PAGA PEDÁGIO; ATRAVESSA, SIM, UMA PONTE LIVRE, A SABER: A GRAÇA IMERECIDA DE DEUS!” 

• “A GRAÇA DO SENHOR SEMPRE NOS ENCONTRARÁ POBRES E SEMPRE NOS DEIXARÁ DEVEDORES, PORQUANTO TEMOS UMA DÍVIDA IMPAGÁVEL COM DEUS!” 



FONTES DE CONSULTA: 

• Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

• Comentário Bíblico Devocional V.T. – Editora Betânia – F. B. Meyer 

• Comentário Bíblivo Moody – Vol 2 – Imprensa Batista Regular – Charles F. Pfeiffer e Everett F. Harrison 

• Teologia Elementar – E. H. Bancroft – Imprensa Batista Regular 

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Postado por Uilson Camilo quarta-feira, 18 de novembro de 2009




Por Francisco A. Barbosa
TEXTO ÁUREO
"E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém" (2 Sm 11.1). [No Oriente Médio o equinócio da primavera ou do outono(Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação, no hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro) era um tempo propicio para campanhas militares por não serem nem muito quentes nem muito frias, principalmente em Israel, onde o inverno era hostil a qualquer tropa, quer pelas chuvas, quer pelo frio e neve; ainda era nessa época que se lançavam as sementes à terra. A primavera e o outono eram estações mais propícias às tropas marcharem tendo já as estradas secado facilitando o deslocamento da infantaria e dos aprovisionamentos, que em tropas mais estruturadas era feito em carroças. Na primavera o trigo e a cevada já estavam prontos para a colheita, isso garantiria o suprimento para o exército.
O Comandante–em-Chefe das tropas israelitas, Joabe, é enviado outra vez numa expedição militar, como dantes (10.7), à frente da tropa de elite de Davi, era vitória na certa – por isso não pensou Davi que fosse necessário sua presença à frente de seus valentes no campo de batalha e ficou em sua casa de cedros gozando o luxo tão arduamente conquistado. Abriu a brecha!]

VERDADE PRÁTICA
Parafraseando Gn 4.7, o pecado ardilosamente na espreita a fim de nos possuir, devemos desviar-nos dessa tocaia invocando as promessas bíblicas pela fé em Cristo.

PALAVRA CHAVE: 
Pecado
: - (a) hamartia - Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus; praticar o mal; (b) Adikia – iniqüidade; (c)Apstia – incredulidade ou infidelidade. Dessas palavras gregas e suas ocorrências, deduzimos que o pecado tem origem em nossa própria cobiça e egoísmo, apego ao prazer sem fazer caso do bem-estar do próximo – Davi incorreu nesse erro quando negligenciou sua posição de Comandante-em-Chefe de suas tropas para ‘curtir’ o luxo de seu palácio, sem preocupar-se com o bem-estar de seus fiéis soldados em detrimento do prazer para si mesmo.

PONTO DE CONTATO:
Certamente, os homens compreenderão melhor os motivos pelos quais Davi caiu, haja vista a tendência natural masculina: o olhar é o principal "gatilho" iniciador do processo sexual no homem. O homem é estimulado pela vista, apenas um olhar é suficiente para que tudo comece a acontecer. Basta ver a esposa trocar de roupa para que os estímulos sexuais o coloquem em estado de alerta. Mesmo que o homem nem esteja pensando em sexo, uma rápida olhada, um pequeno gesto ou um pequeno descuido da mulher ao sentar-se, já basta para excitá-lo. “Como a terra nunca se farta de água, o fogo nunca se farta de queimar e a morte que nunca se farta de matar, assim são os olhos de um homem que nunca se fartam de olhar” (Dr Silmar Coelho, www.silmarcoelho.com.br/artigos/diferencas.html).
Esta lição trata do pecado de Davi com Bate-Seba, seu inicio foi um flerte, Davi viu algo “agradável aos olhos e desejável” (Gn 3.6). No decorrer do texto vemos que Deus retrata o pecado como uma força tentadora que de modo semelhante à um inimigo em espreita, está pronto ao ataque voraz. Não obstante isso, o Senhor nos dá a oportunidade de escape mediante à obediência e observância de sua palavra. Paulo afirma em Rm 6 que a decisão de ceder é nossa, essa condição nos dá confiança quando entrarmos em combate contra a tentação. Aproveite esta aula para, mediante a experiência deste rei, demonstrar aos alunos a importância de andarmos em Espírito para que não venhamos satisfazer os desejos da carne.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Conscientizar-se de que a tentação é uma realidade para qualquer crente.
- Apontar as três fontes básicas da tentação: o Diabo, o mundo e carne.
- Refletir a respeito das conseqüências que o pecado traz para quem o comete.

INTRODUÇÃO
A perícope em apreço é incrivelmente parecida com a queda de Adão e Eva, a queda de Caim, e todas as outras quedas narradas nos textos bíblicos, isso por que o homem é sempre atraído e vencido da mesma forma há milênios pela antiga serpente, como afirma Tiago: “mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado...”(Tg 1.14, 15). A vigilância é vital para a vitória, estar atento às ciladas apresentadas pelo diabo e contra-atacar com a Palavra - a exemplo de Cristo, que venceu Satanás afirmando convictamente: “está escrito”, afinal, ele mesmo era a Palavra! – submetidos à ela pela estrita obediência, sem isso, não haverá escape.

I. DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO

1. A realidade da tentação.
 Quando falo que os homens entenderiam melhor o fato de Davi ter sucumbido anti o pecado, não quero afirmar que as mulheres estarão isentas, pois é inegável que a tentação para praticar o mal, o pecado, é uma realidade bem presente em todos nós (Mc 7.21-23; Tg 1.14). As tentações sempre apelam para motivações comuns, impulsos físicos, orgulho e desejo de possuir, cada uma dessas, ardilosamente afrontaram o Messias. Hebreus 4.15 diz: “Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados”, por isso é nosso Advogado , misericordioso e fiel Sumo-sacerdote, porque conhece, por meio de sua própria natureza humana, o que é resistir às tentações.
O ser ou estar tentado em si não é pecado; pecado é sucumbir à concupiscência. O monarca Davi havia estabilizado o reino, conquistado a fortificada Jerusalém, foi reconhecido por Hirão, seu reino era rota comercial importante, sua fama foi levada a longínquos territórios... essa opulência tragou a Davi, vencido que foi pela sua própria paixão desenfreada. A abundancia de bens é perigosa para muitos de nós, creio ser também a riqueza um dom, concedido à poucos crentes cônscios de sua mordomia. Davi estava farto e à essa altura também já era culpado da quebra do mandamento assinalado em Deuteronômio 17.17.
Muitas questões se apresentam nesse relato:
- Por que Bate-Seba estava se lavando em local que pudesse ser vista pelo rei?
- Poderia Bate-Seba ter arquitetado essa situação?
- O que podemos inferir da prontidão de Bate-Seba em unir-se ao rei mesmo sendo casada?
- Ao saber que estava grávida, prontamente avisou ao rei, que intento teria? Constituir seu filho rei?
O fato é que essa mulher, a bela esposa de Urias, um fiel e leal comandante do exército do rei, portava-se indevidamente em local praticamente público e veio a se tornar objeto de cobiça do rei que, traído pela vista, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela, vindo com isso o desenrolar da descambada espiritual do homem segundo o coração de Deus. Será que ela percebeu que a morte de seu marido foi resultado de uma ordem expressa do rei? Como ela recebeu as palavras do profeta Natã contra Davi? O certo é que Bate-Seba se mostra uma mulher astuta e perspicaz, uma estrategista política perfeita, fato visto nas intrigas e costuras na sucessão do trono.
Pela Lei, caso tivessem sido flagrados, seriam condenados à morte, já que era uma mulher casada (Dt 22.22), vemos então a astúcia de Davi para escapar dessa falta: matar Urias, o único que poderia delatar o adultério, haja visto que não desceu à sua casa como queria Davi e logo saberia que a gravidez era fruto de adultério – assim Davi planejou a morte acidental de Urias a fim de proteger a si mesmo – como esqueceu-se tão rápido das lições de Adulão? Com aquele líder tão amável pode trair um de seus mais leais soldados? (Urias era dos valentes de Davi, citado em 2Sm 23.39) – O homem segundo o coração de Deus estava disposto a matar um homem inocente, leal, valente e digno de confiança, para ‘salvar’ sua própria pele.
Não desejo isinuar que Bate-Seba deve ser acusada de ter provocado o assédio do rei, porém não há na perícope indicios de que ela tenha recusado tal assédio, mas também não diz que ela foi culpada, pelo contrário, na parábola de Natã ela é a ovelha roubada, portanto, vítima.
2. As fontes da tentação. A Escritura revela três fontes básicas da tentação, que são respectivamente o Diabo, o mundo e a carne. O Diabo é um ser espiritual, "o maligno" (Mt 13.19), que se opõe a Deus e à sua criação; o mundo, como sistema e filosofia de vida, é inimigo dos valores cristãos; e a carne no sentido bíblico é a natureza humana, depravada, decaída e propensa ao pecado (Rm 7.18).
A diferença entre a queda de Satanás e a queda do homem é que Satanás caiu sem qualquer tentador externo. O pecado entre os anjos teve origem em seu próprio ser; o pecado do homem se originou em resposta a um tentador e à tentação externa. Pois se o homem tivesse caído sem um tentador, ele teria originado seu próprio pecado, tornando-se ele mesmo um Satanás.
Entretanto o pecado que habita no homem, não é dele mesmo, é sim um intruso externo que não nos pertence. O que é original do homem está declarado em 1Pe 1.15,16: "pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento; porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."
Assim, entendo que o maior inimigo do cristão não é Satanás, nem o mundo por ele governado, mas é a nossa própria natureza, por isso Paulo recomenda “Portanto, mortificai os vossos membros, isto é, o que em vós pertence à terra: imoralidade sexual, impureza, paixão, maus desejos, especialmente a ganância, que é uma idolatria.”(Cl 3.5) – Bíblia da CNBB, Paulus.
Não obstante a tentação ser uma realidade na vida do crente e possuir três fontes básicas: o Diabo, o mundo e carne, este último é um empecilho ferrenho à comunhão com Deus; quanto à Satanas, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo e assim ele fugirá (Tg 4.7). Quanto aos apelos do mundo, a Palavra nos instrui a que não o amemos (1 Jo 2.15). Em relação à carne, somos advertidos a não somente "viver", mas também a "andar" em Espírito (Gl 5.25), e como é difícil para nós, cristãos da última hora, acostumados a atos proféticos, apelos dos adeptos da prosperidade, dos modismos, do proto-evangelho...
II. DAVI E O SEU PECADO

1. O pecado camuflado.
 Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2 Sm 11.27). Escrevendo aos Romanos, Paulo afirma que a humanidade está por natureza sob a culpa e o poder do pecado, sob o reino da morte e sob a inescapável ira de Deus (Rm 1.18, 19; 3.9, 19; 5.17-21). Ele relaciona a origem desse pecado a um homem – Adão, história narrada em Gn 3, que em tudo se parece com a derrocada de Davi: após consumar o pecado, suas consciências os condenavam, eles se retiraram da intimidade com Deus e ao ouvir a voz do Criador pelo jardim, não puderam contemplar-lhe... a tentativa de esconder seu pecado foi inútil e se avolumou quando tentaram narrar o acontecido. Analisemos as etapas em que o pecado de Davi se avolumou, trazendo mais danos ao seu relacionamento com Deus, à sua consciência, e às pessoas que foram envolvidas nesta trama diabólica, siga a seqüência dos problemas de Davi:
Causas Efeitos
- Adultério (11.4) - Bate-Seba tem um filho (11.5);
- Assassinato de Urias (11.17) - Acusado, arrepende-se, mas a criança morre (12.10, 13, 19);
- Incesto de Amnom (13.14) - Amnom é assassinado (13.28, 29);
- Absalão usurpa o trono (16.15, 16) - Absalão é assassinado ( 18.14,15);
- O censo (24.2) - Praga (24.15).
Por meio de tudo isso (e muito mais), Davi estava tentando esconder e incubar o seu pecado. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).
2. O pecado descoberto e exposto. Quando Davi achava que, morto o esposo da mulher com quem adulterara, o seu problema estava resolvido, Deus envia o profeta Natã para confrontá-lo (2 Sm 12.1-25). Como na viração do dia o próprio Deus vem confrontar a Adão, assim o fez com Davi enviando a
Natã, que narra a parábola do camponês, que possuía uma única ovelha, e do fazendeiro, que tinha muitas ovelhas. O fazendeiro rico toma a única ovelha do camponês e oferece aos seus visitantes. Ao ouvir tal fato, Davi ficou tão irado e furioso com o fazendeiro - uma característica de quem vive com pecado acobertado - que exige a morte de tal homem e ainda a restituição quatro vezes mais ao camponês (2 Sm 12.5,6). Ao tentar esconder seu pecado, Davi o agravou ainda mais, levando Deus a expô-lo por meio do profeta Natã.
Curiosidade: No oriente, quando um rei tiinha interesse por uma mulher, enviava um oficial para que anunciasse a vontade do rei de conduzi-la ao palácio e se fosse escolhida para ser esposa um anuncio era feito segundo o costume. No caso em apreço, haveria concordância da mulher, já que era casada, isso denota a culpa de Bate-Seba, que apesar de ser a ovelha da parábola, não está totalmente isenta de culpa, não está escrito nada que ela tenha relutado em ser levada ao palácio bem como não há nenhuma evidencia de que Davi a tenha forçado, portanto, culpada!
No desenrolar da história fica evidente sua astúcia através dos indícios de sua influencia sobre Davi. Suponho, não afirmo que as Escrituras dizem, que ela foi conivente, agiu astutamente, premeditou e agiu eficazmente para tornar seu filho o sucessor no trono.

III. DAVI E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Consequências emocionais.
 Natã foi ousado ao confrontar o rei, exemplo a ser seguido! Corajosamente esse profeta explanou o problema e obteve do próprio réu a sentença! Qando guiados pelo Espírito Santo somos capazes de proezas como essa, do contrário, somo naturalmente capazes de incorrer no mesmo erro de Davi: cegueira e apostasia. O duro juízo recaiu sobe a casa real - reino e família. Os resultados são mostrados na sequencia, quantas lágrimas derramadas? Sofrimento pelos filhos rebeldes... Davi chorou quando Tamar, sua filha foi violentada (2 Sm 13), e quando seus filhos Amnon e Absalão foram mortos prematuramente (2 Sm 13.33; 18.14).
2. Consequências espirituais e físicas. Esse deslize de Davi causou prejuízos físicos, mas não somente isso e principalmente prejuízos na esfera espiritual. "Por causa disso [do pecado], há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem" (1 Co 11.30). Defere-se que aquilo que é espiritual num primeiro plano, tem consequências físicas num segundo. Os especialistas advertem que há muitas doenças psicossomáticas, isto é, doenças da alma ou de origem psicológica que afetam o corpo físico. A Bíblia nos mostra que há também doenças de origem espiritual. A Palavra de Deus adverte: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). Davi pôs em prática isso e clamou ao Senhor: "[...] Tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti" (Sl 41.4).

CONCLUSÃO

'Tu és este homem' [...](12.7). Davi tinha desprezado o mandamento de Deus, e tinha feito o mal diante de seus olhos com o pecado duplo de adultério e assassinato. O terrível resultado do pecado começa agora a se desdobrar. O juízo seria duplamente severo porque viria não de estrangeiros e inimigos de fora, mas da sua própria casa". O pecado de Davi trouxe conseqüências emocionais, espirituais e físicas para ele e sua família. O maior problema de Davi era a atitude de seu coração: faltou observância da Lei de Deus. Em meio ao luxo, rapidamente negligenciou aquilo que seria o sustentáculo da nação. Caindo ainda ais, usou seu poder para camuflar o adultério e evitar ser desmascarado e julgado pela Lei. O julgamento veio com mão forte, denotando que seu pecado não Fo contra Urias, mas contra o próprio Deus (Sl 51), sua sentença de morte só seria anulada com o devido reconhecimento disso e arrependimento, como de fato aconteceu. Seu pecado foi perdoado, seu relacionamento com Deus foi reatado, mas as conseqüências permaneceram. Era tempo de sair ao combate e lutar pelo reino, mas o líder negligenciou esse encaro e preferiu ficar no conforto de sua casa de cedros (2 Sm 11.1,2). Ficar em casa é o mesmo que ócio, o tepo que deveria ser preenchido com as coisas de Deus estava sendo perdido com o ócio – e não acontece o mesmo conosco? Não preferimos muitas vezes ir à praia em detrimento da Escola Dominical? Não é preferível dormir até mais tarde nos domingos?. A essas lições da vida de Davi, cujo registro Deus permitiu ficar na Bíblia, devemos atentar bastante para que também não venhamos a incidir no mesmo erro.
“2 Samuel 12.9: - Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos?”Bate-Seba foi o vínculo entre os dois reis mais famosos de Israel – Davi e Salomão. Esposa de um e mãe de outro. É figurante da mais estupenda história de amor proibido relatada na Bíblia! Seu adultério com o rei Davi quase lançou fora dos planos do Senhor a família real de Israel, através da qual Deus planejava encarnar-se no mundo – Cristo nasceu da descendência de Davi e Bate-Seba. Em meio às cinzas daquele pecado, o Senhor proveu o bem, Jesus. Porque então a Bíblia registra essa história de adultério e assassínio? Para ensinar-nos que as pequenas decisões erradas freqüentemente levam a grandes erros! Ora, se não vejamos: onde Davi deveria estar naquele momento em que cobiçou a mulher do próximo? Na batalha, com seu exército! Imprudente, estava passeando no terraço da casa real. E Bate-seba? Banhar-se onde poderia ser vista por alguém? Que incrível situação o ‘destino’ (ou o acaso?) armou para estes dois personagens bíblicos! O cenário perfeito para se provar do fruto proibido - a desobediência, e assim, pôr fim aos planos divinos. Porém, veja que o desfecho dessa história teve a contribuição de ambas as partes: cada decisão (Davi em não ir para o Front em Rabá e Bate-Seba em banhar-se onde pudesse ser vista) contribuiu para o início de uma série de acontecimentos sombrios na vida do ‘homem segundo o coração de Deus’. O que Deus nos ensina aqui? Ele me diz que embora eu possa me sentir preso em uma cadeia de eventos, ainda sou o responsável pelo modo como participo deles!
Aquela mulher muito provavelmente sentiu-se arrasada pela cadeia de eventos (veja em 2 Sm 12.24) que se seguiu em sua vida. Sua história está lá, em registro perpetuo, para nos dizer que as pequenas escolhas que fazemos em nosso cotidiano são revestidas de grande importância, que nos preparam para realizarmos coisas esplêndidas nas oportunidades em que temos que tomar as grandes decisões.
Sabedoria, o dom que Deus nos outorga para esses momentos, é o que precisamos. Consciência disso nos deixará mais seguros para tomarmos as decisões acertadas e incluir sempre o Senhor nessas deliberações! Não tome decisões sem consultar o Senhor, ser precipitado não é bom para o homem segundo o coração de Deus.


APLICAÇÃO PESSOAL
Davi aprofundou-se espontaneamente no pecado, preferiu o ócio em detrimento de suas funções como rei, demonstrou total egoísmo preocupando-se apenas consigo mesmo, não resisti à tentação, ao contrário, desejou-a, caiu conscientemente e tentou ocultar chegando a assassinar um inocente... foi o fundo do poço.
Deus não deixaria impune e levaria a cabo seu juízo se não houvesse reconhecimento de culpa e arrependimento, Davi certamente estaria seguindo o caminho de Saul, o caminho da rejeição. As conseqüências desse ato prejudicaram não somente a Davi e a Bate-Seba, mas atingiu muitas outras pessoas. Bate-Seba foi um exemplo de crente legalista, seu banho ritual após o período menstrual mostra a observancia da Lei Cerimonial, mas ao aceitar deitar-se com o rei esqueceu-se da Lei Moral, o que é comum aos legalistas tanto do AT quanto aos da Graça. Esse adultério quase pôs fim a família através da qual Deus planejou entrar fisicamente no mundo. Em meio às cinzas daquele pecado, porém, o Senhor trouxe o bem. Jesus Cristo, o Redentor da humanidade, nasceu de um descendente de Davi e Bate-Seba.
Nossa vida é construída sobre as escolhas que fazemos, sou o que planejo ser. Elas nos preparam para realizar coisas esplêndidas, quando temos que tomar grandes decisões. A sabedoria para fazer as escolhas certas em diversos assuntos é um dom de Deus. Certamente nos encontraremos em situações que teremos de escolher, não se pode perder de vista a vontade de Deus para nossas vidas e considerar que tudo em nosso viver deve glorificar ao Senhor. Por isso, a Palavra de Deus assevera: “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16). Precisamos ser equilibrados e refletir à luz da Palavra de Deus para discernir entre o lícito e o ilícito, o conveniente e o inconveniente (Is 5.20; Hb 5.12-14). Lembremos que todas as coisas são lícitas, mas entre estas há coisas impuras, desonestas, que não edificam, que dominam, que não convém, que não glorificam a Deus, etc. (1 Co 6.12; 10.23,31; Fp 4.8).
A exegese da perícope em apreço reza que o servo infiel receberá o mesmo peso do rei Belsazar: MENE, MENE, TEQUEL UFARSIM! “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e persas” (Dn 5.26-28). MENE foi escrito duas vezes com sentido duplo: ‘numerado’ e ‘provado’: Deus provou o reino de Babilônia e o reprovou; TEQUEL diz que achou-se defeito em Belsazar e PERES, singular de FARSIM, significa ‘divisão’ e ‘Persia’. Usando uma regra da hermenêutica, o paralelismo, aqui com a parábola dos talentos: o talento representa nossas aptidões, tempo e recursos gastos e dedicados ao serviço do Senhor, recebido de Deus para bem administrarmos em favor de seu reino. Quando o Senhor voltar, nos porá na balança do céu e aquele servo que for achado em falta, defeituoso, que não granjeou outros talentos, como sucedeu com Belsazar que teve seu reino dividido e dado aos medos e persas, assim será com aquele servo infiel, até o que tem ser-lhe-á tirado e dado a outros!
(http://ogideao.blogspot.com/2008/12/mene-mene-tequel-ufarsim-daniel-5.html)

N'Ele, cujos olhos procuram os fiéis sobre a terra,
Francisco de Assis Barbosa, [ton fr ère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Postado por Uilson Camilo terça-feira, 17 de novembro de 2009



O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Texto Áureo: II Sm. 11.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 11.2,4,5,14-17

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que a resposta à tentação para pecar não é ignorá-la ou ser-lhe indiferente, mas invocar as promessas bíblicas pela fé em Cristo.

INTRODUÇÃO
Davi, o homem segundo o coração de Deus, se deixou levar por sua vaidade. E, como todos os homens, a exceção de Cristo, também pecou. Na lição de hoje extrairemos algumas lições a respeito desse triste episódio na vida de Davi. Inicialmente contextualizaremos o seu pecado, mostraremos as condições existenciais para que esse ocorresse. Em seguida trataremos especificamente a respeito do seu pecado e ao final, mostraremos as conseqüências do pecado de Davi a fim de extrairmos lições para a vida cristã.

1. O DESEJO DESENFREADO DE DAVI
O narrador bíblico diz, em II Sm. 11, que Davi estava em Jerusalém. Enquanto isso, seus subordinados se arriscavam na guerra contra os amonitas. Após a refeição, o rei fez sua sesta, e em seguida, caminhou pelo terraço do palácio, perambulando de um lado para outro, em inquietação extrema. Em sua posição estratégica, acima dos demais moradores da cidade, a tudo observava do alto até que seus olhos pairam na direção de uma mulher mui formosa que se banhava. Davi não levava em conta os sentimentos pessoais dela, por isso, numa atitude de abuso sexual, envia seus mensageiros a fim de se relacionar sexualmente com ela. É digno de destaque que o nome de Bate-Seba somente é citado depois dos primeiros versículos desse capítulo, isso porque, para Davi, ela, a princípio, não passava de uma mulher. Mas Bate-Seba, a mulher com a qual Davi se envolveu impulsivamente, engravidou, consequentemente, o rei ficou preocupado. A fim de encontrar uma saída, Davi chamou Urias, o heteu, para coabitar com Bate-Sete, sua esposa, a fim de que a gravidez fosse encoberta. Em respeito ao rei e aos demais guerreiros, Urias se deitou à porta da casa real, decidindo a permanecer com todos os servos de Davi. Diferentemente de Davi, Urias demonstrou fidelidade e não quis usufruir do seu direito para cumprir a satisfação própria. Sua atitude também demonstra solidariedade em relação aos seus colegas soldados. Por fim Davi toma uma decisão extrema, e, para desposar Bate-Seba, planeja a morte de Urias. Muitas vidas são postas em risco para que a vontade egoísta do rei seja levada adiante.

2. O PROFETA REPREENDE O REI DAVI
O rei de Israel deveria submeter-se à palavra profética, por esse motivo, o Senhor enviou Nata, o profeta, para repreender o rei pelo seu pecado. Nata conta-lhe uma história a respeito de dois homens – um rico e um pobre – o primeiro tinha ovelhas e gado em grande número, mas o segundo apenas uma cordeirinha. Para recepcionar um hospede, ao invés de sacrificar uma das suas muitas ovelhas, o homem rico toma a ovelha de estimação do pobre e a prepara para o banquete. A reação de Davi, revoltado pela atitude descabida do homem rico, é imediata e contundente: o homem que cometeu tamanha atrocidade deva ser morto. Interessante que Davi não conseguiu identificar-se naquela história. Uma demonstração da evasão humana diante do pecado. O ser humano prefere apontar seu dedo na direção do outro ao invés de reconhecer seus erros. Uma pesquisa comprovou que uma das frases menos ditas é: “eu errei”. A repreensão profética se fez necessária a fim de que, como diante do espelho, Davi tomasse consciência do seu pecado: Tu és o homem. Esse trecho da Escritura nos revela o poder de desvelamento da Palavra de Deus, sendo essa, conforme está escrito em Hb. 4.12,13: “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. O pecado de Davi não ficaria impune, por isso, uma série de conseqüência adviria das atitudes do rei de Israel. Ninguém pense que o pecado não trará suas mazelas, pois o que homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7).

3. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Não há como conviver amistosamente com o pecado, pois o que o homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7). Essa é uma verdade que pode ser constatada na realidade do pecado de Adão e Eva (Gn. 3.1-6). Algumas vezes, como no caso de Davi, o pecado não apenas atinge o indivíduo pessoalmente, também aqueles que lhe cercam. Uma das conseqüências primárias do pecado, depois de reconhecido, é a tristeza, atingindo o ser humano emocionalmente (Sl. 6.6), ainda que essa tristeza possa conduzir ao arrependimento (II Co. 7.10) Essa porém não é a conseqüência imediata do pecado, antes o distanciamento do Seu Criador (Rm. 3.23). O pecado é uma transgressão dos mandamentos do Senhor que é Santo (I Jo. 3.4; Rm. 4.15). Por esse motivo, quando o pecado ocorre não apenas o pecador se entristece, também entristece o Espírito Santo, que o selou para o dia da redenção (Ef. 4.30). Uma outra conseqüência do pecado não arrependido é o efeito cascata, isto é, um erro pode conduzir a outros sucessivos. O envolvimento sexual de Davi com Bate-Seba o levou a um outro pecado, o assassinato de Urias. O pecado de um determinado indivíduo também pode levar outras pessoas – algumas vezes que nada têm a ver com o caso – ao sofrimento. Urias padeceu por causa do pecado de Davi, demonstrando, assim, a implicação social do pecado humano. Por fim, mas não por último, o pecado tem implicações psicossomáticas, ou seja, a menos que haja arrependimento e confissão, males sobrevirão ao corpo, por isso Paulo advertiu os crentes de Corinto que entre eles havia “muitos fracos e doentes e muitos que dormem” (I Co. 11.30).

CONCLUSÃO
O pecado do cristão precisa ser confessado e abandonado (Tg. 5.16). Como Davi, é preciso reconhecer os pecados pessoais perante Deus (Sl. 41.1). A Palavra de Deus diz que os que confessam seus pecados e os deixam alcançarão misericórdia (Pv. 28.13). Aqueles que assim o fazem desfrutarão da bem-aventurança do Sl. 32.1-2, pois o Senhor não atribui iniqüidade. Caso contrário, os ossos envelhecerão, a alma passará por gemidos, e a mão do Senhor pesará (Sl. 32.3,4).

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

EBD - Lições Bíblicas CPAD - 1o. Trimestre 2010

Postado por Uilson Camilo quinta-feira, 12 de novembro de 2009




1º TRIMESTRE DE 2010 



SUMÁRIO 


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


Comentário: ELIENAI CABRAL
Consultor Doutrinário e Teológico: ANTONIO GILBERTO


Lições do 1º Trimestre de 2010


TEMA:

II CORÍNTIOS — “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas.”


Lição 1 – A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

Lição 2 – O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO


Lição 3 – A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO


Lição 4 – A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS


Lição 5 – TESOURO EM VASOS DE BARRO


Lição 6 – O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO


Lição 7 – PAULO, UM MODELO DE LÍDER SERVIDOR


Lição 8 – EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO


Lição 9 – O PRINCÍPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE


Lição 10 – A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO


Lição 11 – CARATERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER


Lição 12 – VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR


Lição 13 – SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS 


Bibliografia sugerida: 
Comentário Bíblico Beacon. 
Comentário Bíblico Pentecostal. 
Teologia do Novo Testamento, Roy B. Zuck. 
Comentário Histórico Cultural, Lawrence O. Richards. 

A EXPANÇÃO DO REINO DAVÍDICO

Postado por Uilson Camilo terça-feira, 10 de novembro de 2009


POR JOSÉ ROBERTO A. BARBOSA


Objetivo: Destacar a potencialidade e a expansão do reinado de Davi, bem como os perigos decorrentes da prosperidade material.
INTRODUÇÃO
Após ser entronizado como rei de Israel, Davi estende as fronteiras do território, resultando numa expansão expressiva. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse crescimento, com destaque para a conquista de Jerusalém, a sede do reino. Em seguida, refletiremos a respeito do alcance desse reino bem como os perigos dele decorrente para Davi e o povo de Deus.
1. A CONQUISTA DE JERUSALÉM
A conquista de Jerusalém aconteceu provavelmente após a vitória sobre os filisteus. O domínio de Jerusalém constituiu-se num marco histórico para todo o povo hebreu. A providência divina nessa vitória é evidenciada no fato de Davi disponibilizar um exército pequeno para a batalha. Já que os jebuseus – habitantes daquela região – eram considerados imbatíveis. A descrição da cidade mostra a dificuldade para sua conquista: o norte – com uma encosta a oeste – na direção do vale do Tiropeom e o Cedorom, um muro de pedras rústicas e pesadas isolava a cidade, e de cima, os jebuseus podiam atirar pedras sobre os inimigos, o que tornava qualquer vitória sobre ela improvável. Mesmo assim Davi se apossou da fortaleza de Sião, sob as condições mais adversas. Após a conquista, os guerreiros de Davi entraram na cidade paulatinamente e subjugaram os jebuseus. Aquela cidade, situada em ponto estratégico, tornou-se a cidade de Davi. Ao decidir por aquela cidade, Davi tomou a sábia decisão de se colocar numa região neutra em relação às tribos de Israel. Esse feito possibilitou a unidade nacional representada simbolicamente pela capital, centro das atenções do povo. Logo depois da ocupação da cidade, Davi tratou se investir em sua infra-estrutura a fim de torná-la favorável à habitação do rei.
2. A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO
A conquista de Jerusalém resultou na ampla expansão do reino de Israel. Ainda que, logo a principio, os filisteus investiram contra Davi, a fim de matá-lo, mas não obtiveram êxito, pois o Senhor era com ele (II Sm. 5.10,25). Os povos vizinhos de Israel reconheciam a atuação de Deus no reinado de Davi, os mensageiros do rei de Tiro, Hirão, é um exemplo (II Sm. 5.11). Por essa época a Arca da Aliança fora trazida para Jerusalém e ali permaneceu em uma tenda provisória até a construção do Templo no reinado de Salomão, o filho de Davi (I Rs. 8.1-9). A presença da Arca em Jerusalém, na sede do reinado, demarcava a importância do culto a Deus. Por essa razão, Davi e os filhos de Israel celebraram ao Senhor por ocasião da chegada da Arca (II Sm. 6.5). Essa atitude de Davi revela a importância que o rei atribuía a Deus. Nos dias atuais, no contexto materialista no qual estamos inseridos, predomina a ganância. São poucos os que ainda têm algum temor a Deus. Ao invés de tributarem em agradecimento a Deus pela expansão, os governantes ostentam a glória própria, pois como Herodes, não dão a devida glória a Deus (At. 12.23). Alguns outros, até dizem acreditar que Deus existe, mas vivem como se Ele não existisse, trata-se de uma crença meramente intelectual, destituída de obediência (Rm. 2.1-7). A expansão, seja ela coletiva ou individual, implica em grande responsabilidade. Aqueles que têm em abundância não devem olhar apenas para si mesmos, antes precisam se voltar para os outros, principalmente para os mais necessitados (I Jo. 3.17). Principalmente na cultura brasileira, já que as pesquisas comprovam que a prosperidade material, neste país, não redunda em dividendos sociais, diferentemente de alguns outros paises em que os ricos têm vergonha do acumulo exagerado de bens, por esse motivo, tratam de investir no reino de Deus e nas obras sociais.
3. OS PERIGOS DA EXPANSÃO
Fala-se muito em prosperidade nos dias atuais. Muitas igrejas fizeram da expansão e da riqueza o moto de suas mensagens. Mas a busca desenfreada pelo sucesso, fama e riqueza não garantem genuína espiritualidade. Uma igreja – ou pessoa – financeiramente próspera não necessariamente é espiritual. O Senhor Jesus repreendeu a igreja de Laodicéia pela prosperidade destituída de espiritualidade (Ap. 3.14-22). Os momentos de expansão foram sempre os mais perigosos na história de Israel e da Igreja. A romanização da igreja é um exemplo que não deve ser seguido. A fim de ganhar território e expandir suas fronteiras a igreja fez concessões que puseram em risco sua integridade. A biografia de Davi revela essa verdade, pois mesmo sendo um grande rei, juiz e general, não esteve imune às tentações que envolvem o sucesso. Há um sábio provérbio que diz: “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Na mesma medida em que Davi expandia as fronteiras de Israel – também cometia os maiores deslizes espirituais. Acumulou várias esposas e com cada uma delas teve filhos que se digladiavam na ânsia pelo poder e luxúria (II Sm. 3.2; 13.1-4). Dentro de casa Davi não conseguia ser um bom pai, pois não contrariava os filhos, de modo que esses se voltaram contra ele (II Sm. 15.13,14; I Rs. 1.5-6). A expansão levou Davi à monotonia e às práticas de lazer que o conduziram aos desejos descontrolados (II Sm. 11.2-17).
CONCLUSÃO
A coroação de Davi possibilitou uma expansão sem precedentes na história do povo de Israel: de 24.000 para 240.000 Km². A conquista de Jerusalém foi o marco inicial do período áureo do reino davídico. Os cristãos esperam pela manifestação da Jerusalém espiritual, que virá de cima, em estado eterno (Gl. 4.25,26; Ap. 21.1,2). A expansão, o crescimento e a prosperidade no tempo presente não devem anular a esperança do que está por vir, pois “como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).
BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

A EXPANÇÃO DO REINO DAVÍDICO

Postado por Uilson Camilo


IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI – RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 07 – DIA 15/11/2009
TÍTULO: “A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO”
TEXTO ÁUREO – II Sm 5:10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Sm 5:6-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br






I – INTRODUÇÃO:
• – Jerusalém aparece na Bíblia e na História como a cidade escolhida pelo Senhor para ser a revelação do único e verdadeiro Deus, o centro do Seu culto, de Suas leis e Sua revelação pessoal, com a missão de proclamá-Lo a todo o mundo.
• – Leiamos Ex 25:8; Ez 37:26-28.
• – Desta forma…
• (1) – Israel é o centro do mundo;
• (2) – Jerusalém é o centro de Israel;
• (3) – o Templo é o centro de Jerusalém;
• (4) – o Santo dos Santos é o centro do Templo;
• (5) – A Arca da Aliança (aspergida com o sangue do Cordeiro), é o centro do Santuário;
• (6) – o Santuário é o Cordeiro de Deus! (Apc 21:22)
• – Isto porque, simbolicamente falando, o Santuário representa a presença de Deus no meio (centro) de Seu povo:
• (1) – Mt 18:20 (”… aí estou eu NO MEIO deles”);
• (2) – Lc 24:36 (”… Jesus se apresentou NO MEIO…”);
• (3) – Jo 20:19, 26 (”… chegou Jesus e pôs-se NO MEIO…” e “… apresentou-se NO MEIO…”);
• (4) – Apc 1:13 (”… NO MEIO dos candeeiros…”);
• (5) – Apc 2:1 (”… anda NO MEIO dos sete candeeiros…”).
II – A JERUSALÉM TERRESTRE:
• – A vontade e o conselho de Deus nunca são mudados! Por isso, sob todos os aspectos, Jerusalém era, é e será o centro deste mundo. Até mesmo geograficamente o Senhor localizou Jerusalém em posição central. Veja no mapa abaixo:
“ASSIM DIZ O SENHOR JEOVÁ: ESTA É JERUSALÉM; PU-LA NO MEIO DAS NAÇÕES E TERRAS QUE ESTÃO AO REDOR DELA” – (Ez 5:5)
• – Ela é a mesma cidade conhecida por muitos nomes, tais como:
• (1) – Salém, onde reinava Melquisedeque (Gn 14:18 cf Sl 76:2);
• (2) – Sião, uma das colinas onde está edificada Jerusalém (I Rs 8:1; Sl 87:2; Zc 9:13);
• (3) – Jebus (Js 18:28; Jz 19:10);
• (4) – Ariel ou Lareira de Deus (Is 29:1);
• (5) – Cidade de Justiça (Is 1:26);
• (6) – Cidade de Deus (Sl 46:4; 48:1; 87:3);
• (7) – Cidade do Grande Rei (Sl 48:2; Mt 5:35);
• (8) – Cidade de Davi (II Sm 5:7; Is 22:9);
• (9) – Cidade Santa (Ne 11:1; Is 48:2; 52:1; Jl 3:17; Mt 4:5);
• (10) – Cidade de Judá (II Cr 25:28);
• (11) – Cidade da Verdade (Zc 8:3);
• (12) – Cidade Fiel (Is 1:21, 26);
• (13) – Cidade Inesquecível (Is 62:12);
• (14) – Monte Santo (Dn 9:16);
• (15) – Perfeição da Formosura (Lm 2:15);
• (16) – Trono do Senhor (Jr 3:17);
• (17) – Sião monte santo – e que muitas vezes tem o sentido de toda a Jerusalém – (Sl 9:11; 76:2; Is 8:18);
• (18) – Sião do Santo de Israel (Is 60:14);
• (19) – Cidade das Solenidades (Is 33:20);
• (20) – Oolibá = “Minha Tenda Está Nela” (Ez 23:4)
• – COMO TIPO DE IGREJA, TEM AINDA OS SEGUINTES TÍTULOS:
• (1) – Nova Jerusalém (Apc 21:2);
• (2) – Jerusalém que é lá de cima (Gl 4:26);
• (3) – Cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11:10);
• (4) – Jerusalém celestial e Cidade do Deus Vivo (Hb 12:22)
• – É uma cidade amada por todos os judeus – Sl 122:2
• – Mesmo estando no Cativeiro, em Babilônia, os judeus não esqueciam Jerusalém – Sl 137:5-6.
• – É uma cidade odiada pelos seus inimigos – Salmo 137:7.
• – HAVIA DOZE PORTAS NO MURO DE JERUSALÉM. Vejamos:
• (1) – Porta Superior de Benjamim (Jr 20:2; 37:13);
• (2) – Porta do Peixe (II Cr 33:14; Ne 3:3; 12:39);
• (3) – Porta das Ovelhas (Ne 3:1; 12:39; Jo 5:2);
• (4) – Porta da Guarda ou da Prisão (Ne 3:31; 12:39);
• (5) – Porta de Efraim (II Rs 14:13; Ne 12:39);
• (6) – Porta do Vale (II Cr 26:29; Ne 2:13);
• (7) – Porta das Águas (Ne 3:26; 8:3);
• (8) – Porta dos Cavalos (II Cr 23:13; 3:28);
• (9) – Porta Velha (Ne 3:6; 12:39);
• (10) – Porta da Esquina (II Rs 14:13; II Cr 26:9);
• (11) – Porta do Monturo (Ne 3:13-14; 12:31);
• (12) – Porta da Fonte (Ne 3:15).
• – Não esqueçamos: A JERUSALÉM CELESTE TAMBÉM TEM UM GRANDE E ALTO MURO COM DOZE PORTAS – Apc 21:12.
• – Durante o reinado de Davi, Jerusalém tornou-se o centro de adoração a Deus para toda nação israelita. Isto foi possível devido à sábia decisão daquele rei, que ordenou aos sacerdotes e levitas transportarem a Arca de Deus para Jerusalém, abrigando-a em um Tabernáculo. Desta forma, podemos identificar o legado de Davi para a história bíblica e para a Igreja (I Cr 15:17-27; II Cr 10; 11:1-17).
• – Enfim, totalmente destruída no ano 70 da nossa era, quando capturada pelas forças romanas comandadas pelo general Tito, Jerusalém voltará a ser a cidade central em Israel e no mundo, no reino milenar de Cristo.
III – O CRESCIMENTO E A EXPANSÃO DA IGREJA DE JERUSALÉM:
• – Da cidade onde Jesus terminou o Seu ministério saiu o Evangelho para transformar a terra, mudando o rumo da História do Mundo. Leiamos At 2:42-27; 4:32-35:
• – Há informações históricas de que a população de Jerusalém naquela época era de 200 mil pessoas, DAS QUAIS A METADE CONSTITUÍA-SE DE CRISTÃOS. Como explicar esse avanço?
• – Resposta: A IGREJA DE JERUSALÉM ERA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO! Analisemos:
• (1) – HAVIA ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS (At 2:42) – Esta Igreja não se orientava pelas “novas revelações”. Era, sim, submissa à doutrina dos apóstolos.
• (2) – HAVIA COMUNHÃO (At 2:42) – A palavra grega é KOINONIA, cujo significado é duplo:
• (A) – Compartilhar nossos recursos materiais e nossas potencialidades inatas, inclusive trocando serviços na comunidade; e
• (B) – Princípio de caridade ao pobre, tendo como base At 2:45 e 11:29, ou seja, DAR NA MEDIDA DA POSSE; NA MEDIDA QUE ALGUÉM TENHA NECESSIDADE. Se pretendemos ser uma Igreja como a de Jerusalém, não podemos estar alheios às necessidades dos irmãos e às do nosso próximo
• (3) – HAVIA ADORAÇÃO (At 2:42) – “…no partir do pão e nas orações” – No culto a Deus deve haver lugar para os hinos, as manifestações de louvor e a liturgia ( = SERVIÇO DIVINO – Significa, primariamente, o serviço que prestamos a Deus. Com a evolução dos séculos, passou a designar a linguagem, os gestos e cânticos usados no culto cristão).
• (4) – HAVIA EVANGELISMO (At 2:47) – A evangelização da Igreja de Jerusalém tinha cinco dimensões:
• (A) – A DIMENSÃO DA SOBERANIA DE DEUS – “…acrescentava-lhes o Senhor”
• (B) – A DIMENSÃO DA COERÊNCIA E AUTORIDADE – Eles aglutinavam serviço social e evangelismo. Era uma Igreja que evangelizava todo o homem e cuidava do “homem todo”.
• (C) – A DIMENSÃO DA NATURALIDADE – “… dia a dia” eles evangelizavam. Não precisavam de grandes eventos ou apresentações especiais; estavam sempre disponíveis e a Igreja crescia naturalmente aonde iam.
• (D) – A DIMENSÃO DO LOUVOR – “… louvando a Deus” – Esta deve ser a maneira do cristão viver. O mundo não se deixará convencer pela razoabilidade da nossa doutrina, mas por um estilo de vida.
• (E) – A DIMENSÃO DA SIMPATIA – Às vezes, pensamos que se orarmos, jejuarmos, formos sinceros e piedosos, teremos sucesso automaticamente quando evangelizarmos. Mas precisamos ter a estratégia, também. A Igreja de Jerusalém usava o método certo: A SIMPATIA.
• (5) – O CRESCIMENTO SE DEU PELA MULTIPLICAÇÃO (At 6:7) – Na obra do crescimento, não podem existir as operações de diminuir ou dividir.
• (6) – O CRESCIMENTO SE DEU PELA EVANGELIZAÇÃO DOS LARES (At 5:42) – Aqui está o ponto de maior importância relacionado com a expansão da Igreja. As casas são locais ideais para o trabalho de evangelização objetivando o crescimento da Igreja.
• (7) – O CRESCIMENTO SE DEU PELA IMPLANTAÇÃO DE NOVAS IGREJAS (At 9:31) – Mais uma vez vemos o verbo “MULTIPLICAR” que vem ressaltar a descentralização do trabalho. Onde quer que os novos crentes chegassem, uma nova Igreja era implantada.
• – Em suma: A evangelização, no poder do Espírito Santo, propiciou o crescimento e a expansão da Igreja em proporções geométricas. Analisemos:
• (1) – (At 1:13 – doze apóstolos);
• (2) – (At 1:15 – quase 120 pessoas);
• (3) – (At 2:41 – quase 3000 pessoas);
• (4) – (At 2:47 – Todos os dias almas eram salvas);
• (5) – (At 4:4 – quase 5000 almas);
• (6) – (At 5:14 – multidão crescia cada vez mais);
• (7) – (At 5:28 – Jerusalém foi evangelizada);
• (8) – (At 6:1 – crescia o número de discípulos);
• (9) – (At 6:7 – multiplicava-se o número de discípulos);
• (10) – (At 8:4 – os que fugiram de Jerusalém, pregaram em toda Samaria);
• (11) – (At 9:31 – Igrejas se multiplicavam em toda Judéia, Galiléia e Samaria);
• (12) – (At 9:35 – Todos os habitantes de Lida e Sarona se converteram ao Senhor);
• (13) – (At 9:42 – Por toda Jope muitos creram no Senhor);
• (14) – (At 11:19 – Evangelização dos judeus na Fenícia, Chipre e Antioquia);
• (15) – (At 11:20-21 – Grande número de salvos em Antioquia);
• (16) – (At 11:24 – Muita gente salva em Antioquia);
• (17) – (At 12:24 – A palavra de Deus crescia e se multiplicava);
• (18) – (At 14:1 – Uma grande multidão foi salva em Icônio);
• (19) – (At 16:5 – As Igrejas cresciam em número);
• (20) – (At 17:4 – Grande multidão creu em Tessalônica);
• (21) – (At 17:12 – Muitos salvos em Beréia);
• (22) – (At 18:10 – Muita gente salva em Corinto);
• (23) – (At 19:10 – Todos os habitantes da Ásia ouviram a Palavra);
• (24) – (At 21:20 – Milhares de judeus creram)
IV- CONSIDERAÇÕES FINAIS:
• (1) – Os três relacionamentos de uma Igreja cheia do Espírito Santo são: COM DEUS, COM O PRÓXIMO e COM O MUNDO.
• (2) – A Igreja cheia do Espírito Santo ESTUDA A PALAVRA, ADORA A DEUS, EVANGELIZA e PRATICA O FRUTO DO ESPÍRITO.
• (3) – Assim, se uma Igreja deseja realizar a obra do crescimento e expansão de modo dinâmico e efetivo, TERÁ DE CONTAR PRIMORDIALMENTE COM O ESPÍRITO SANTO E A METODOLOGIA CERTA PARA CANALIZAR SUAS AÇÕES EVANGELÍSTICAS.
FONTES DE CONSULTA:
1) A Bíblia Vida Nova – Edições Vida Nova
2) Esboço de A a Z – Editora Vinde – Autor : Caio Fábio
3) Lições Bíblicas – Edições CPAD – 1º Trimestre de 1993 – Comentarista: Geremias do Couto
4) Lições Bíblicas – Edições CPAD – 2º Trimestre de 1992 – Comentarista: Geziel Nunes Gomes
5) Apostila do Pr. Isaías Gomes de Oliveira “CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO”
6) Dicionário Teológico – Edições CPAD – Autor: Claudionor Corrêa de Andrade
7) Não é possível contornar Jerusalém – Chamada da Meia-noite – Wim Malgo
8) Site na Internet – Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Antonio Sebastião da Silva
9) Sombras, Tipo e Mistério da Bíblia – CPAD – Joel Leitão de Melo

A EXPANÇÃO DO REINO DAVÍDICO

Postado por Uilson Camilo

Por Francisco A. Barbosa

[Amado leitor, pensando em facilitar vosso estudo da revista, desenvolvi esse comentário seguindo os tópicos e subtópicos da revista do Mestre. Espero poder ajudar de alguma forma. Deus abençoe a todos abundantemente!]

TEXTO ÁUREO
"E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Da mesma maneira que os capítulos 3 e 4 detalham como os da casa de Saul se iam enfraquecendo, assim também os capítulos 5 a 10 mostram como Davi se ia fortalecendo. Defere-se que a principal causa desse crescimento de Davi era a presença constante e soberana do Senhor nele (1 Sm 16.18). A Verdade Prática de hoje afirma: “O reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi como seu rei. O segredo de todo esse êxito foi a bênção de Deus.” Quando o Senhor está no controle, tudo vai bem.

OBJETIVOS

- Relatar a importância da cidade de Jerusalém para Israel e para a Igreja;
- Reconhecer que todo reino bem-sucedido suscita reações distintas;
- Identificar o legado de Davi para a história bíblica e para a Igreja.

Palavra Chave:
Expansão:
- Fazer crescer, ampliar, desenvolver-se. [Davi capturou Jerusalém e fez dela a capital eterna de Israel. Anexada à Israel, Davi tornou essa cidade num tipo de centro espiritual do mundo, além do que, veio a ser o centro da obra redentora efetuada por Deus em nosso favor. Foi em “Tzion” que Cristo realizou nosso resgate no calvário e também venceu a morte, e também foi lá que ele mesmo derramou sobre os discípulos o Consolador... Davi deu a partida, com sua obediência, com sua visão, com sua persistência... como Davi, a Igreja deve expandir o Reino de Deus, sem temer os coxos e cegos.]

INTRODUÇÃO
Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Na lição anterior vimos que Davi precisou pôr em prática tudo que aprendeu em suas peregrinações quando fugia de Saul, precisou de muito ‘jogo de cintura’, muitas manobras políticas, e acima de tudo, precisou da fidelidade divina. A ascensão de Davi ao trono não foi pacífica, pelo contrário, foi cruenta e envolveu guerra civil. Mas não obstante tudo isso, mesmo enfrentando as investidas das nações vizinhas, e também conflitos internos, familiares e governamentais, Davi cresceu e prosperou, pelo fato de obedecer à direção de Deus para sua vida. A vida desse que foi o maior rei de Israel e predecessor do Messias, nos ensina que a disposição para admitirmos honestamente os nossos erros e fracassos é o primeiro passo para lidarmos com eles, e nos dá a consciência de que o perdão divino não irá remover as conseqüências do erro, e acima de tudo, nos mostra que Deus deseja a nossa total confiança e adoração!

I. A NOVA SEDE DE UM NOVO REINO

1. Jerusalém e sua posição estratégica.
Mencionada pela primeira vez na Bíblia sob o nome de Salém com seu rei e sumo-sacerdote Melquisedeque (Gn 14.18) veio a se tornar sob Davi a capital política e religiosa de Israel. A situação de Jerusalém entre as tribos do sul e as do norte explica a escolha de Davi. O nome da cidade é atestado desde o ano 2000 a.C.. A antiga cidade dos jebuseus (Dt 7) era naturalmente fortificada, encravada nas montanhas, o que a tornava militarmente estratégica e difícil de ser conquistada (Aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre. Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre. Sm 125.1,2), ocupava a colina de Ofel ou monte Sião ["Tzion" inicialmente se referiu a parte da cidade, mas depois passou a significar a cidade como um todo. Durante o reinado de Davi, ficou conhecida como Yir David (a cidade de Davi] designação da cidade que ocorre pela primeira vez na Bíblia aqui e a única em Samuel), entre os vales de Cedron e do Tiropeon; era dominada ao norte pelo cume onde Davi ergueu um altar (2 Sm 24.16) e Salomão o Templo (1 Rs 6) e o mesmo local onde Isaque foi livrado de ser sacrificado, monte Moriá, na eira de Omã (Gn 22.2; 2Cr 3.1).
Foi destruída por Nabucodonosor em 587 a.C (2 Rs 25) e em 70 d.C. pelo general romano Tito (Lc 21.20).
Jerusalém ou Sião virá a personificar o povo eleito (Ez 23; Is 62), é a morada de YAWEH e do seu Ungido (Sl 2;76.3; 110), o ponto de reunião de todos as nações (Is 2.1-5; 60), e é figura da nova Jerusalém mencionada em Ap 21.

2. Jerusalém e sua importância histórica. A cidade tem uma história que data do IV milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo. Pesquisas arqueológicas indicam a ocupação de Ofel, desde a Idade do Cobre, ao redor do IV milênio a.C., com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze (3000-2800 a.C). Acredita-se que Jerusalém como cidade tenha sido fundada pelos semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Sem, filho de Noé e Éber, bisneto de Sem, antepassados de Abraão.
Considerada santa por judeus, cristãos e muçulmanos, é centro espiritual desde o século X a.C. No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes. A origem do nome Yerushalayim é incerta, Alguns acreditam que é uma combinação das palavras hebraicas "yerusha" (legado) e "Shalom" (paz), ou seja, legado da paz. Outros salientam que a segunda parte da palavra seria Salem (Shalem literalmente "completo" ou "em harmonia"), um nome recente de Jerusalém. De acordo com um midrash “(Bereshit Rabá), Abraão veio até a cidade, e a chamou de Shalem, depois de resgatar Ló. Abraão perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este encontro foi comemorado por adicionar o prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que Abraão deu ao Monte do Templo) produzindo Yeru-Shalem, significando a "cidade de Shalem," ou "fundada por Shalem." Shalem significa "completo" ou "sem defeito. Por isso, "Yerushalayim" significa a "cidade perfeita", ou "a cidade daquele que é perfeito". O final -im indica o plural na gramática hebraica e -ayim a dualidade, possivelmente se referindo ao fato que a cidade se situa em duas colinas. O pronunciamento da última sílaba como -ayim parece ser uma modificação posterior, a qual não havia aparecido no tempo da Septuaginta.”(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m)
Mencionada no Antigo Testamento como "A Cidade de Davi" e também no Novo como "Cidade do grande rei", por exemplo, em sua carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo faz um interessante contraste entre a Jerusalém histórica, a qual ele chama de terrena, e a Jerusalém espiritual, a qual ele chama de lá de cima (Gl 4.25,26). No perfeito estado eterno de "um novo céu e uma nova terra" (Ap 21), Deus fará a nova e resplandecente Jerusalém descer do céu e pairar nas alturas acima da nova terra (vv.1,2). Que cena maravilhosa não será?! Leia Apocalipse 21.10,11. Jerusalém possui não somente uma posição estratégica, mas também uma importância histórica para Israel e para a Igreja.

REFLEXÃO: "Deus nunca fez uma promessa que fosse boa demais para ser verdade". D. L. Moody (Revista do Mestre)

CURIOSIDADE: A Bíblia se refere a duas "cidades de Davi", uma por nascimento, outra por conquista. Por nascimento, lemos que: "Davi era filho de um efrateu de Belém de Judá, chamado Jessé, que tinha oito filhos." (1Sm, 17.12). Por conquista, nos ensina a Bíblia que Davi marchou com seus homens sobre Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam o território e conquistou a fortaleza de Sião, que ficou sendo a cidade de Davi. (2Sm, 5.7). Assim, das duas cidades de Davi, uma o é por nascimento, outra por conquista. Porém, curiosamente, o Antigo Testamento refere-se apenas à Jerusalém quando aplica o título de "Cidade de Davi". Talvez porque o título se aplicaria mais apropriadamente à cidade que Davi conquistou por seu mérito do que à sua terra natal. Já o Novo Testamento chama Belém de "Cidade de Davi", pois busca-se associar o nascimento do Antítipo de Davi, o Messias, à sua descendência real, o que também é perfeitamente justificado.

II. UM REINO CRESCENTE DESPERTA INIMIGOS

1. Um período de conquista.
Flavio Josefo diz que vieram a Hebrom seis mil e oitocentos homens da tribo de Judá, armados de lanças e de escudos, que tinham seguido o partido de Isbosete... todos, de comum acordo, declararam a Davi rei (História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990). Uma vez unificado o reino, Davi sem demora, marcha para Jerusalém e dá início a suas conquistas militares. A marca registrada desse rei, o conselho do Senhor, é apresentada outra vez: após consultar o Senhor e fazer o que este lhe ordenara, obtem vitória contra os jebuseus, habitantes de Jerusalém (2Sm 5.6). Após derrotar os jebuseus, a Bíblia diz que "ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos para prender a Davi" (2 Sm 5.17). Entretanto, a Escritura informa-nos que ele "feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer" (2 Sm 5.25).
Sobre a conquista de Jerusalém, também conhecida como a fortaleza de Sião (2 Sm 5.7), o Salmo 2 vai nos mostrar esse fato e apresentá-lo como sendo um tipo da conquista do Messias que viria (Sl 2.6). Isso se explica pelo fato de que não somente Davi se torna um tipo do Messias vencedor, mas a própria Jerusalém terrestre, um tipo da celestial (Gl 4.26).
2. Reconhecimento lá fora. Como acontece hoje na política global, quando Davi logrou êxito na investida sobre Jerusalém e consolidou o reino, de imediato, como que ‘reconhecendo a nova nação’ Hirão, rei de Tiro, cidade portuária da Fenícia, a cerca de 56 Km ao norte do monte Carmelo, envia ao rei Davi, um presente, acompanhado de embaixadores a fim de firmar uma aliança. Esse ato do rei de Tiro foi um sinal para Davi da aprovação divina e a confirmação de sua casa sobre Israel. Na política sabe-se que “não há ninguém bobo” (Presidente Lula), Hirão precisava dos produtos agrícolas da Palestina (Es 3.7) bem como das rotas comerciais que cruzavam Israel, agora um reino vitorioso e com uma política expansionista, era vital então uma aliança, aliança essa que perdurou até Salomão.
O texto sagrado destaca que Davi "ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Essa presença divina na vida e no reinado de Davi foi notória até fora de Israel, o que é demonstrado pelos presentes trazidos pelos mensageiros enviados por Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.11). Esse é mais um exemplo de que a nação escolhida por Deus só avançava quando o seu Rei estava no comando e Davi ais que qualquer outro na história antiga de Israel, sabia reconhecer que no seu reinado todas as bênçãos materiais e espirituais sobre o povo, a terra e o culto divino procediam de Deus.
Essa expansão do reino de Davi despertava admiração e ao mesmo tempo inimizade (5.17).

III. NOVO REINO, NOVOS ALVOS A ALCANÇAR

1. Adoração ao Senhor.
A Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus e permaneceu em seu poder por sete meses, sendo posteriormente restituída a Israel e levada para Quiriate-Jearim (1Sm 7.2), no decurso de todo o reinado de Saul, ela permaneceu lá, sendo negligenciada e ‘condenada’ à obscuridade, isso revela a total incúria daquele déspota para com a adoração em seu reinado. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional.
Várias vezes no ano, os judeus subiam para essa cidade, situada 750 metros acima do nível do mar, na região montanhosa, entoando os Salmos de subidas ou de degraus, também chamados de Salmos de romagem, os quais eram cantados pelo povo que olhava para Jerusalém, se preparando para participar do louvor na cidade santa. Uma série de 15 destes Salmos (120 - 134),

2. Um projeto de construção. Davi acabara de se mudar para a casa de cedros que Hirão, rei de Tiro, lhe havia presenteado, viu a sua própria casa, agora um palácio real construído com material importado e desejou edificar uma casa (um templo) para Deus. Conhecedor do intento de Davi, o Senhor confirma a casa (dinastia) de Davi e diz que seria seu filho, Salomão, quem edificaria um templo ao Senhor. Cristo, o Antítipo de Davi, teve seu reino espiritual consolidado, agora nós, filhos do Rei, temos a comissão de construir um templo ao Senhor! Que maravilha! O salvo em Cristo agora é o templo e morada do Espírito Santo (Tg 4.5). Nesta era da Igreja, cada crente é santuário de Deus e, por isso, pode adorá-lo pelo Espírito Santo, que no crente habita, em qualquer lugar (1 Co 3.16). Quando vivemos no relacionamento correto com Deus, Ele pode derramar todas as suas bênçãos sobre nós. [... ] Após a morte de Saul, o Senhor deu a Davi uma promessa por meio de seu profeta Natã. A respeito de Salomão, o filho de Davi, Deus disse: "Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre" (2 Sm 7.13). E Deus acrescentou: "Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre" (v.16). Esta promessa é a base da aliança davídica. A "casa" de Davi é uma referência a sua linhagem familiar. O "trono" de Davi simboliza o governo de sua família sobre o reino de Israel. O "reino" inclui tanto o povo como seu território. As gerações subsequentes de israelitas, tanto no NT como do AT, conheciam esta promessa e aceitavam-na como sendo literal: somente através da família de Davi haveria reis sobre Israel" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.37).

CONCLUSÃO

Davi, o filho caçula de Jessé, pastor, musico, pajem, oficial do rei, fugitivo, bandoleiro, foi o grande rei de Israel. Ele foi tão importante no plano de Deus que o trono de Israel é chamado de o trono de Davi. Cristo Jesus é ainda aludido como o filho de Davi, referindo-se à Sua linhagem para o trono. Davi tinha cerca de 20 anos quando decidiu a batalha contra os filisteus ao vencer o valente Golias. Tinha 30 anos quando começou a reinar em Hebrom, e 37 quando foi aclamado o grande rei sobre todo Israel. Viveu 70 anos, durante os quais foi um grande rei e um grande profeta.
Não obstante o sucesso espiritual e conseqüentemente, material de Davi, esse homem caminhou pelo vale da vergonha quando do episódio com Bate-Seba, esposa de Urias (1Rs 15:5), e apesar dos seus maus e reprováveis procedimentos que a Bíblia não omite por ser Ela imparcial, tinha o propósito de amar ao Senhor, buscá-Lo e consultá-Lo em oração, adorá-Lo e sempre fazer sua vontade. Por isso, o seu reinado em Israel tornou-se forte e estável. O legado de Davi para a história bíblica e universal e, particularmente, para a Igreja atual, é muito importante, pois nele está materializada a história de Israel, bem como uma marcante experiência espiritual. Por conseguinte, Davi é citado em o Novo Testamento por diversas vezes.

APLICAÇÃO PESSOAL

Nos dias de Salomão, Israel alcançou a sua glória, em poder e riquezas, mas a base dessa futura potencia foi lançada por Davi, que a partir de um reino despedaçado, que Saul havia deixado como herança, construiu um reino forte e coeso. Sobressai-se na vida devocional desse grande homem a submissão a YAWEH e a preocupação constante em estar direcionado pela vontade divina – esse é o segredo do seu sucesso - o seu coração totalmente voltado para Deus.
Obediência é o grande legado de Davi para todos nós, foi por esta razão que Deus o abençoou.Não quero afirmar aqui que poderemos alcançar o mesmo sucesso material, no entanto, nossa obediência a Deus é, certamente, a melhor e mais acertada decisão. Muitas vezes estamos mais parecidos com Davi quando este estava a ‘curtir’ seu palácio e veio a cair, acrescentando ao seu curriculum os predicados ‘traidor, mentiroso, adúltero e assassino’. Essa batalha que se trava dentro de nós conforme bem explicita Paulo em Gl 5.17, e encontra guarida em nossos sentimentos tornando-se em atos que muitas vezes prejudica ou até mesmo mata(espiritualmente) alguém, pelo simples fato de esquecermos que obedecer é um princípio fundamental da vida cristã. O Deus de Davi continua o mesmo. Ele ainda requer obediência. Davi é um exemplo de que, sem obediência a Deus, o líder não conseguirá obter o bom êxito e a expansão da obra de Deus.

PARA REFLETIR UM POUCO MAIS:
O verdadeiro homem/mulher de Deus é um homem/mulher da Bíblia e o meditar nesse livro faz o homem/mulher, coroa da criação, sonhar e desejar por alçar vôos mais altos e se livrar de qualquer espécie de amarras que o prenda. Ser cristão é ser cônscio e ferrenho defensor da luta em favor da justiça. A história está repleta de exemplos de que por onde a doutrina protestante passou, houve avanços em todas às áreas da vida. Basta olhar para a história de nações como a Holanda, Inglaterra e Estados Unidos para comprovarmos isso. Não podemos nos envergonhar do evangelho, “porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê primeiro do judeu e também do grego.” (Rm 1:16).
Se quisermos realmente transformar nosso país numa grande nação, a exemplo de Davi, teremos que restaurar o culto ao Senhor, trazer a Arca (presença de Deus, direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus); como Davi, a Igreja deve expandir o Reino de Deus em terras tupiniquins, sem temer os coxos e cegos. O protestantismo brasileiro quer seja ele o histórico, pentecostal ou neo-pentecostal tem essa comissão.
SOLA FIDE, SOLA SCRIPTURA, SOLUS CHRISTUS, SOLA GRATIA, SOLI DEO GLORIA!
N’Ele, nosso YAWEH T’Sabaoth,
Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990

Nem os pastores põem mais fé na EBD”

Postado por Uilson Camilo




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O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro Você acredita em Escola Dominical? no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista à CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual.




Veja a entrevista acessando o link abaixo:
 ENSINO DOMINICAL

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL

Postado por Uilson Camilo quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Por 
Francisco A. Barbosa

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Explicar a importância da unificação do reino de Israel por Davi.
- Refletir acerca dos problemas que a divisão pode trazer para qualquer instituição.
- Identificar a relevância do culto ao Senhor para Davi e as consequências disso para o êxito de seu reinado.
Palavra Chave:
Unidade:- Qualidade daquilo que não pode ser dividido.
INTRODUÇÃO
O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o termo Israel (?????), data do ano 1210 a.C., mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome não é associado a um local geográfico, mas a um povo.
Nunca existiu um verdadeiro poder central em Israel pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que se designavam “Juizes” tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si. Esta nação estava fadada ao fracasso. Somente num governo dirigido por Deus poderia haver uma coalisão, mas, rejeitando o governo teocrático, as tribos israelitas intentaram unir-se e instaurar a monarquia. O profeta Samuel, último dos Juízes, orientado por Deus, ungiu a Saul, da Tribo de Benjamim, como o primeiro rei de Israel. O seu reino abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, e tinha a sua capital em Gibeão, cidade benjamita, atual El-Jib, a 8 km ao norte de Jerusalém.
O segundo rei, desde sua unção por Samuel, aos treze anos até a assunção do trono de Israel, realizou uma caminhada espinhosa. Em muitos momentos, além de suas virtudes – acrescidas e potencializadas pelo Espírito Santo – Davi precisou ter muito ‘jogo de cintura’ para costurar o pano político de unificação do reino. Quais foram às atitudes tomadas por Davi que o fizeram vencedor? Que passos ele seguiu?
Davi foi coroado apenas sobre a porção de Judá e as outras tribos seguiram a Abner e a Isbosete. Quando esse general de Saul se viu afrontado pelo sobrinho e decidiu procurar Davi e propor-lhe a unificação, Davi encontrou-se em uma verdadeira ‘sinuca de bico’: teria que se sobrepor a Isbosete, único filho de Sal e legítimo herdeiro ao trono. Davi chamou Isbosete de homem justo (2Sm 4.11) e entendia que nada havia de errado em este reinvindicar o trono. Mediante a proposta de Abner, Davi deu-lhe uma resposta seca: “ótimo, estou feliz por voce querer unir o reino de Israel sob a minha liderança’ (3.13).
De Hebrom até a unificação do reino, levaram-se longos 7 anos e meio sobre a tribo de Judá; a seguir, reinou sobre as doze tribos por 33 anos (2 Sm 5.4,5). Apesar de ser de conhecimento publico a profecia que prenunciava a Davi um reinado sobre toda a nação hebraica (2 Sm 5.2), não foi fácl, precisou Davi articular com muita habilidade política, colocando em prática o aprendizado em Adulão sobre paciencia, confiança em Deus e liderança. Foi muito atribulada a jornada de Davi até chegar ao palácio real, todavia, ele estava dentro do plano de Deus para esse fim.
Hebrom se tornou a capital de Davi por sete anos e meio, mas depois Jerusalém se tornou a capital de todo o Israel unido. Para Hebrom, Davi conduziu consigo desde Ziclague, todos os que o seguiam – suas duas esposas, todos os seus homens e suas familias e eles habitaram nas cidades de Judá. Finalmente, o dia de glória para Davi havia chegado, ainda que parcialmente, desde sua unção em 1Sm 16, foram anos de sofrimente, de treinamento para essa ocasião especial. Aqui tem-se o principio do cumprimento da promessa feita por Deus de que Judá seria a tribo predominante e o rei de Judá se tornaria o predessessor do Messias que estava por vir, que seria o eterno rei de Judá e de todo o Israel (Gn 49.10; 1Cr 5.2).
I. A MONARQUIA AMEAÇADA
1. O nascimento e a morte de um sonho . Saul tinha tudo a seu favor para fazer do novissimo reino um reino glorioso, se tão somente permanecesse na direção de Deus. O que inicialmente nasceu da alegria do povo por se tornar uma nação como as demais, logo esvaneceu e certamente não terminou o seu reinado conforme eles idealizaram. O pensamento de que um rei que se assemelhasse aos monarcas das outras nações daquela época, seria capaz de levá-los à segurança não era o mesmo pensamento do Senhor. Deus havia permanecido com Saul mas quando este pecou e o rejeitou, o Senhor se foi e retirou do rei o seu Espirito Santo. Há aqui uma tremenda advertencia para nós hoje, não estamos isentos, mesmo no tempo da graça, de passarmos por esses percalços e abandonarmos ao Senhor e Ele por sua vez, retirar de nós o seu Espírito Santo! (2Tm 2.12)
Com a decadência espiritual e posterior morte de Saul, acabou também o sonho daqueles que idealizaram seu reinado. Fora da vontade de Deus, não há garantias de que sonho algum se realize. Aliás, cabe qui frizarmos que a realização de promessas e sonhos está condicionada à obediência ao Senhor. Aquela não pode acontecer sem esta (1 Cr 22.12,13).
2. O trágico fim de Saul. Saul finda sua história de maneira trágica e humilhante, o suicídio tinha o fim de evitar cair nas mãos inimigas mas revela a condição espiritual deste que um dia foi morada do Espírito Santo de Deus. Gravemente ferido, pediu ao seu pajem que terminasse com o sofrimento, este negou-se a fazê-lo, Saul então atira-se sobre a própria espada. Isto não evitou o ultraje e o escárnio pois que, seu corpo foi decapitado e sua cabeça enviada à Filistia declarando publicamente a grande vitória obtida sobre Israel, colocando depois sua armadura no templo de Astarote, a deusa da fertilidade dos caaneus e pendurando a cabeça de Saul no templo de Dagon, o deus meio homem meio peixe de Asdode (1Sm 5.1-12). Em lealdade a Saul, e mesmo correndo riscos, os habitantes de Jabes-Gileade retiraram o corpo de Saul e de seus filhos da condição na qual se encontravam e levaram para Jabes-Gileade e os queimaram naquele local. Este ato de coragem foi uma expressão de gratidão pelo seu próprio resgate efetuado por Saul, narrado no capítulo 11. Além do que, era extremamente vergonhoso aos mortos ficarem expostos sem sepultura. Posteriormente os restos mortais de Saul e seus filhos foram levados para o túmulo da família (2Sm 21.12-14). Davi reconheceu o valor de Saul como guerreiro, apesar deste ter sido seu ferrenho perseguidor por mais de dez anos, Davi foi sincero ao expressar sua tristeza com o fim pífio do rei. Saul inaugurou seu reinado vencendo e triunfando e terminou perdendo, envergonhando e finalmente tirando a própria vida, deixando Israel em uma situação difícil. O declinio e queda do rei deu-se às seguintes causas e efeitos:
- Um sacrificio presunçoso: (13.7-14) – a perda do reino é predita (13.14);
- Uma maldição insensata: (14.24-28) – A maldição cai sobre Jônatas (14.43-45);
- Ter poupado a vida de Agague e seus rebanhos: (15.7-9) – A perda do reino (15.27-28);
- Perdeu a comunhão com Deus: (28.16-17) – Não obtem respostas às orações (28.26);
- Volta-se à feitiçaria: (28.7, 8) – A ruina é predita (28.19);
- Comete suicidio: (31.4) – O fim da dinastia (31.4-6).
O recomeço seria agora mais dificil, somente um homem capacitado na liderança, habil na política, paciente e confiante em Deus poderia restabelecer a ordem. O fracasso do reinado de Saul ameaçou a monarquia de Israel, no entanto, a liderança empática de Davi possibilitou um recomeço. Somente o Senhor podia agora reconstruir, alentar, encorajar, unificar e sarar o seu povo. Aqui há mais uma lição de liderança empática e de como é importante colocar as questões pessoais de lado em benefício do Reino.
REFLEXÃO:- Embora Davi fosse famoso, bem-sucedido e muito amado, soube colocar Deus em primeiro lugar na sua vida e serviu ao povo conforme os propósitos divinos.(Bíblia de Aplicação Pessoal).
II. O REINO ABALADO
1. Do exílio ao trono. A morte de Saul favoreceu o retorno de Davi do exílio, onde esteve por longos 10 anos na obscuridade. Aqui nós vemos a diferença entre o primeiro e o segundo rei, Davi antes de tomar qualquer atitude, consultou ao SENHOR sobre o que fazer naquele momento (2 Sm 2.1). Deus o dirigiu para a cidade de Hebrom com seus familiares e seus homens, isto é, sua guarda que o apoiou e protegeu no deserto. No meio de sua tribo, de sua parentela e do seu povo, Davi logo foi aclamado como rei sobre a casa de Judá (2 Sm 2.4). Apesar de ser o homem segundo o coração de Deus, Davi, assim como Saul (1 Sm 10.27), enfrentou a retaliação de uma parte do seu povo, pois Abner, precipitada e arbitrariamente, constituiu a Isbosete como rei sobre uma área que compreendia a maior parte do território de Israel. Esse acontecimento antecipa o que oitenta anos depois realmente ocorreria: a divisão do Reino (1 Rs 12.1-33).
2. Um reino sem aprovação divina. As tribulações e adversidades enfretadas pela nação foram sempre fruto de uma escolha errada e à parte do Senhor, a articulação politica de Abner para estabelecer a Isbosete no trono foi aversa ao estabelecido por Deus: que Davi seria o rei escolhido para governar Israel (1 Sm 16.1), o reino havia passado da casa de Saul e isso era de conhecimento de toda a nação. Mesmo assim o povo constituiu a Isbosete (este filho de Saul é chamado ora de Isbaal – 1Cr 8.33: 9.39 – ora Isbosete, em que o termo baal é substituido pelo termo bosete [vergonha]) rei sobre Israel (2 Sm 2.8-10). Este último filho de Saul não passou de um mero boneco nas mãos de Abner, sua assunção ao trono causou uma guerra civil entre a casa de Saul e a casa de Davi. A transferencia de poder não se deu pacificamente, houve muita resistencia por parte das tribos do norte. O reino de Israel foi abalado tanto pela morte de Saul, quanto pela constituição de Isbosete como rei de uma parte do território da nação. A unificação só foi possivel após Abner decidir juntar-se a Davi.
REFLEXÃO: “Ao unir-se com seus irmãos em Cristo para perseguir um objetivo comum, você realiza muito mais do que faria sozinho”. Evelyn Christenson
III. A MONARQUIA RESTAURADA
1. A unção real. Já são passados sete anos e meio como rei parcial, agora são os anciãos das tribos do norte que buscam aliança com Davi: “Então, todas as tribos de Israel vieram a Davi, a Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, teus ossos e tua carne somos. E também dantes, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel e tu serás chefe sobre Israel” (2 Sm 5.1,2). Alegando parentesco e outras duas razões, apresentam o desejo de juntar-se a Davi. Esta aliança não acabou com o sentimento separatista, a dissolução do reino unido aconteceu no reinado de Roboão (1Rs 12.16).
2. Restaurando o culto. Uma das diferenças básicas entre Davi e Saul é que este não demonstrava muita preocupação com o culto ao Senhor e com os ministros do culto, enquanto aquele comprova um zelo especial pela adoração a Deus (Leia os capítulos 6 e 7 de 2 Samuel). Não se pode governar, reinar ou fazer qualquer outra coisa com êxito se há negligência no culto a Deus. Quando Saul lembrou-se de levantar um altar a Deus, já estava todo complicado por causa de suas transgressões às ordens do Senhor. Não esqueçamos esse fato, pois o Eterno considera primeiramente, e antes de qualquer coisa, a obediência (1 Sm 15.22). Davi foi coroado rei de todo o Israel pelos próprios anciãos do povo que reconheceram a unção real sobre sua vida, que zelava pela adoração a Deus acima de tudo.
CONCLUSÃO
Finalmente coroado rei de todo o Israel, a promessa de Deus torna-se cumprida. Embora essa unificação durasse por meros 75 anos, a casa de Davi estaria sobre Judá por mais de 400 anos. Esperou Davi pcientemente pelo cumprIo da promessa, aos 37 anos vê-se rei sobre o reino unido. Como o Israel de Deus que hoje somos, devemos saber que sem unidade nenhum edifício se mantém de pé. É por isso que não devemos medir esforços na busca da unidade do corpo de Cristo, que é a Igreja (Ef 4.3). O Novo Testamento revela claramente a eterna unificação do reino de Deus através do perfeito e autêntico “Filho de Davi” – o Senhor Jesus Cristo (Mt 21.9; Lc 1.32,33).
APLICAÇÃO PESSOAL
Fica evidente em toda a história de Davi a sua paciencia para esperar o tempo certo, o seu temor ao Senhor, agindo apenas sob sua direção, a fé confiante no Deus de Israel que seria fiel em cumprir sua promessa.
Embora tenha passado pelo vale da sombra e da morte, não temeu, sua convicção e esperança garantiram a vitória. Quando você confia no Senhor no meio da provação, Deus faz você tão firme quanto o monte Sião. Apesar de Davi ser um homem segundo o coração de Deus, enfrentou a retaliação de uma parte do seu povo quanto a unificação do reino. Isso nos mostra que a dificuldade de o povo de Deus estar unido não é recente, mas um problema antigo, que demanda esforço e persistência da liderança em sua busca. Estarmos unidos é a premissa básica para que nossas principais instituições estejam fortalecidas. Como crentes, nosso valor próprio é baseado no fato de que Deus nos ama e nos chama de seus filhos. Saber que somos seus filhos nos encoraja a viver tal qual Jesus viveu entre nós.
Não estamos livre das adversidades e tristeza, mas elas não podem passar do círculo exterior. O próprio Deus se torna o seu perímetro interno de cuidado e proteção. Momentos difíceis não são desculpa para má conduta. É importante continuar vivendo retamente, mesmo quando tudo vai mal.
N’Ele, nosso fator de unidade,
Francisco A Barbosa [ton frère dans le sauveteur Jèsus Christ].
Professor de EBD na IEAD Ministério Belém, em São Caetano do Sul, SP
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB PURKISER, W.T.

Davi Unifica o Reino de Israel

Postado por Uilson Camilo segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Por
Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: II Sm. 3.9,10 – Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 16.1,12,13; II Sm. 5.2
Objetivo: Destacar que a coração de Davi sobre Israel, além de cumprir as profecias que vaticinam esse episódio, revelam o propósito de Deus em estruturar e organizar a nação.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje atentaremos para a atuação divina na unificação do reino de Israel. Inicialmente, refletiremos a respeito da trágica morte de Saul e suas conseqüência para o reino. Em seguida, destacaremos o papel de Davi na concretização dos planos de Deus. Ao final, veremos que os planos de Deus se cumprem de acordo com os propósitos que Ele mesmo estabeleceu, apesar das falhas e limitações humanas.

1. A TRÁGICA MORTE DE SAUL
O capítulo 31 do I livro de Samuel registra a trágica morte de Saul. Os filhos do rei são os primeiros a morrerem na batalha. Ao perceber a morte iminente, Saul deseja que seu escudeiro ponha fim à sua vida. Como esse se nega a fazê-lo, Saul, num ato de total desespero e para não ser humilhado pelos filisteus, lança-se sobre sua espada. Para o rei, seria preferível morrer a ser capturado pelos inimigos. Em decorrência da morte de Saul, houve uma dispersão do povo israelita, tornado mais fácil a ocupação das terras pelo exército filisteu. Esses festejaram a vitória sobre o rei de Israel adorando seus deuses e dedicando as armas de Saul no templo de Astarote. Esse deus, na concepção daquele povo, havia triunfado sobre o Deus de Israel. Na celebração, o corpo decapitado de Saul fora dependurado e exposto no muro da cidade de Bete-Seã. Em lealdade a Saul, e mesmo correndo riscos, os habitantes de Jabes-Gileade retiraram o corpo de Saul e de seus filhos da condição na qual se encontravam e levaram para Jabes-Gileade e os queimaram naquele local. Posteriormente os restos mortais de Saul e seus filhos foram levados para o túmulo da família (II Sm. 21.12-14). A vida de Saul, conforme lemos nessa passagem da Bíblia, tem um final trágico. Na verdade, esse rei tornou-se um exemplo de fracasso, um modelo a ser evitado. Saul contribuiu muito para sua ruína, pois se negou peremptoriamente a reconhecer que não mais era o escolhido de Deus. A obstinação o conduziu a todas as manobras possíveis a fim de permanecer no comando, ainda que essa não fosse à vontade do Senhor.

2. DAVI ASSUME O TRONO DE ISRAEL
Em II Samuel 2, lemos a respeito da ascensão de Davi ao trono. A situação geral de Israel era de fragmentação, pois faltava ao povo uma liderança que fosse capaz de unir o país. Então Davi consultou ao Senhor, demonstrando, assim, que, diferentemente de Saul, não confiava em seus próprios pensamentos. O Senhor orientou Davi para que seguisse rumo a Judá. No capítulo 5, Davi faz uma aliança com Israel e unifica o reino. Esse acordo fora feito no modelo de pastorado, considerando que a função primordial do rei deveria ser apascentar o povo de Deus. Tal atitude evitaria que o reinado fosse conduzido por meio da opressão, comum na monarquia (I Sm. 8.10-18). Por essa época Davi tinha 30 anos de idade, momento ideal para assumir essa responsabilidade (Nm. 4.3; Lc. 3.23). Antes disso, Davi precisou passar por algumas situações sombrias, dentre elas destacamos: 1) desenvolveu uma falsa segurança, já que Saul havia desistido de persegui-lo (I Sm. 27.4), e, justamente em conseqüência disso; 2) passou a viver entre os adversários de Israel, justamente em Gate, terra de Golias, submetendo-se a Aquis, sendo chamado de seu servo (I Sm. 27.6-7); e para conviver bem entre eles, 3) adotou uma atitude de tolerância, assumindo todas as práticas com naturalidade (I Sm. 29.1). Para tanto, vivia em duplicidade, isto é, de forma ambígua, e, se fosse o caso, mentia a fim de proteger preservar sua vida (I Sm. 27.11,12), perdeu sua identidade, não mais tinha relação com seu povo e sua pátria, não mais sabia a quem deveria satisfazer (I Sm. 29.8), por esse motivo, perdeu também a satisfação própria e caiu em angústia e depressão (I Sm. 30.1-4).

3. OS PLANOS DE DEUS SE CUMPREM
Apesar de suas falhas, os planos de Deus se cumpriram na vida de Davi. Após os anos difíceis no exílio, resultante também da morte de Saul, Davi se instalou em Hebrom (I Cr. 11.1-4). Naquele local ele consultou ao Senhor (II Sm. 2.1) ainda que antes disso, ainda no exílio, Davi, depois de ter passado por momentos de fraquezas, voltou-se para Deus, abrindo mão da segurança e satisfação própria (I Sm. 30.6). Em Hebrom Davi fora aclamado rei de Judá (II Sm. 2.4). Mas não sem oposição, pois Abner havia posto Isbolsete como rei sobre boa parte do território israelita. Mas o Senhor já havia planejado que Davi seria o rei de Israel (I Sm. 16.1). Nesse momento, testemunhamos o confronto entre a autoridade humana e a divina, pois o povo desejava que Isbosete e não Davi fosse o rei de Judá. Somente depois de sete anos Davi conseguiu unificar o reino de Israel, sendo, então, aclamado rei a fim de apascentar as ovelhas da casa de Israel (II Sm. 5.1,2). O rei Davi, em conformidade com o designo divino, deveria cuidar do povo, não explorá-lo. Essa é uma lição apropriada para alguns governantes que adentram à vida pública não com ideais de servir a Deus e ao povo, antes buscam enriquecimento ilícito e barganham com vistas aos interesses próprios. Alguns deles, infelizmente, ainda se dizem crentes e dão graças a Deus pelas “bênçãos materiais” que o Senhor os “concedeu”. Seguindo o modelo de Davi, aqueles que são chamados para as funções públicas, precisam primar pela obediência, pois essa é a vontade do Senhor (I Sm. 15.22).

CONCLUSÃO
A unificação do reino de Israel, realizada por Deus, através de Davi, possibilitou o desenvolvimento da nação. Isso se tornou possível porque Davi, apesar de suas falhas e limitações, confiou no Senhor e assumiu a posição para a qual fora chamado em obediência. O Salmo 78, nos versículos 70 a 72, resume a postura desse homem diante dessa responsabilidade: “Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas; E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos”.
BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

Davi Unifica o Reino de Israel

Postado por Uilson Camilo


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 – DIA 08/11/2009
TÍTULO: “DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL”
TEXTO ÁUREO – II Sm 3:9-10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Sm 16:12-13; II Sm 5:2
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br

I – INTRODUÇÃO:
• Da mesma forma como Davi unificou o Reino de Israel, deve a Igreja lutar para que haja união no meio do povo do Senhor. Esta luta é de grande valor e importância, porque a união é um testemunho diante do mundo, um estímulo para o crescimento da obra de Deus e uma força indispensável para a Igreja.
II – UM PEQUENO HISTÓRICO DAS CONQUISTAS DE DAVI VISANDO A UNIDADE:
• (1) – Davi estabeleceu seu quartel-general em Hebrom, onde foi ungido rei, reinando por sete anos e meio sobre a tribo de Judá (II Sm 2:1-11).
• (2) – O conflito entre a casa de Saul e a casa de Davi perdurou até o extermínio total da casa de Saul; foi somente então que Davi se tornou rei de toda a nação de Israel (II Sm 2:8 – 5:5).
• (3) – Davi capturou a cidade de Jerusalém, que se tornou capital do reino inteiro; isso ajudou a produzir unidade entre as porções norte e sul do reino.
• (4) – Davi derrotou, de modo decisivo, os filisteus, os amonitas, os idumeus, os moabitas, os arameus e os amalequitas, estabelecendo-se um império substancial (II Sm 5:17-25; 8:10; 12:26-31; 21:15-22; I Cr 18:1).
• (5) – Davi estabeleceu as cidades dos levitas, incluindo as cidades de refúgio, confirmando a legislação anterior e garantindo as funções dos levitas (Nm 35; Js 21).
• (6) – As seis cidades de refúgio tornaram-se uma instituição funcional, devido aos esforços de Davi. Havia quarenta e oito cidades levíticas, dotadas de significativa função.
• (7) – Jerusalém tornou-se o centro religioso da nação. A arca da aliança foi trazida. Esse evento foi muito significativo, por haver conferido a Jerusalém a autoridade de centro da fé religiosa de Israel (II Sm 6:11-15; I Cr 4:5, 15, 19).
• (8) – Davi estabeleceu a música sacra. Ele era um musicista consumado e anelava por melhorar o aspecto musical do culto divino (I Sm 16:14-23).
• (9) – Davi teve o intuito de edificar o Templo que melhor servisse de centro ao culto divino. Porém, Deus não o permitiu, por ser homem de guerra. Davi reuniu material e traçou planos para a construção, mas foi Salomão, seu filho, quem erigiu o templo de Jerusalém (II Sm 7; I Cr 17).
• Assim, por meio de todas estas conquistas, Davi foi capaz de abafar as disputas tribais e familiares, produzindo um grande laço entre o povo como um todo.
III – O INIMIGO PROCURA ATACAR E DESFAZER A UNIÃO ENTRE O POVO DE DEUS:
• Para que em nossos dias possamos vigiar e combater as desuniões que apareçam, vamos conhecer ALGUNS OBSTÁCULOS COM QUE O DIABO PERTURBOU A IGREJA PRIMITIVA PARA PREJUDICAR A UNIÃO.
• OBSERVAREMOS TAMBÉM QUE O ESPÍRITO SANTO PROPORCIONOU COMPLETA VITÓRIA AO POVO DE DEUS ALI, POIS PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, A IGREJA ALCANÇA UMA UNIÃO TÃO REAL QUE A TORNA FORTE:
- (1) – MURMURAÇÃO – At 6:1 – Podia ter trazido consequências ainda mais graves. Porém o Espírito Santo deu a Pedro uma orientação valiosa: A escolha de sete diáconos, que cooperaram para que as causas da murmuração fossem eliminadas e a Igreja prosseguisse (At 6:2-7).
- (2) – A DISCÓRDIA DOUTRINÁRIA – At 15:1 – Aconteceu porque uma parte dos crentes (que antes da sua conversão era constituída de judeus praticantes de todos os ritos da lei) queria obrigar os demais (que antes eram gentios), a cumprirem as normas do judaísmo. Presente perturbação anunciava dividir a Igreja em duas facções. Porém, o Espírito Santo operou maravilhosamente: todos os envolvidos na questão se reuniram em Jerusalém e, por iluminação do Espírito Santo e da Palavra de Deus houve luz sobre a questão e o resultado foi maravilhoso (At 15:13-21, 28)
- (3) – O ESPÍRITO DE PARTIDARISMO – (I Cor 1:10, 12) – Os crentes queriam escolher seus ministros por simpatia pessoal! Mas também aqui o Espírito Santo deu orientação adequada aos ministros da Igreja, os quais fizeram com que os crentes compreendessem que um ministro é simplesmente um servo de Deus, de quem havia recebido a palavra e crido (I Cor 3:4). A única pessoa unificante é Jesus e Ele jamais pode ser dividido (I Cor 1:13).
- (4) – O FANATISMO – Cl 2:4, 8, 18 – Apareceram pessoas procurando promover a si mesmas, por meio de supostas revelações e visões de anjos, pelas quais procuravam enganar, tornar os demais crentes prisioneiros deles, dominando-os a seu bel-prazer, sob pretexto de santidade. O mesmo perigo ameaçava também a Igreja em Tiatira, onde uma parte dos crentes fiéis se sentiram tristes e injuriados por causa desses fanáticos (Apc 2:24). Paulo deu à Igreja em Colosso maravilhosas instruções a respeito disso – (Cl 2:19)
- (5) – AS PESSOAS QUE ATRAEM OS DISCÍPULOS APÓS SI – (At 20:31) – representam um perigo muito grande para a união na Igreja, pois causam divisões (Jd 19). Este tipo de gente é realmente uma casta perigosa. São pessoas mal intencionadas que, em lugar de pensarem na união da Igreja, procuram fazer de si mesmas “líderes”, para mais tarde ajuntarem em torno deles um grupo. São exemplos deste tipo de homens:
- (A) – Absalão (I Sm 15);
- (B) – Coré (Nm 16); e
- (C) – Teudas (At 5:36)
- Milhares de anos após a sua morte, estes homens continuam como um sinal vermelho de advertência, para alertar a todos do perigo de entrarmos no caminho que eles trilharam (Sl 105:15; I Cor 3:17). Sejamos, pois, zelosos com a querida Igreja do Senhor (Ef 4:3).
IV – BÊNÇÃOS DECORRENTES DA UNIÃO:
- OS CRENTES SENTEM APOIO ESPIRITUAL – Muitos crentes vivem cercados de pessoas que são contrárias à sua fé: seja no trabalho, na escola ou na família. Que riqueza então é chegar à Igreja e encontrar o ambiente fraternal e a união que predomina entre os irmãos (Sl 133:1-2)
- NA IGREJA LEVAMOS AS CARGAS UNS DOS OUTROS – Gl 6:2 – Existem cargas que cada um tem de levar sozinho (Gl 6:5). Mas existem cargas que podemos ajudar uns aos outros. Que bênção na hora de aperto, saber que a Igreja pode ajudar em oração! (Pv 17:17; Ec 4:10; I Cor 12:26; Tg 5:16)
- A UNIÃO NOS FAZ FORTES – Uma ovelha sozinha é facilmente arrebatada, mas quando está com o rebanho, é protegida. Uma pedra sozinha pode ser levada ou jogada, porém, quando estiver edificada dentro do muro, é mais difícil tirá-la (I Pe 2:4-5). Uma brasa sozinha, isolada, facilmente pode se apagar, mas junto com as outras, manterá o fogo aceso. Uma vara sozinha pode ser quebrada, mas amarrada ao feixe, ninguém a quebrará.
- UMA IGREJA QUE VIVE EM UNIÃO TEM UM TESTEMUNHO MARAVILHOSO – Jo 13:35; 17:21, 23 – Enquanto o ódio e a desunião dominam o mundo de hoje, existe um povo que vive em verdadeira união: A Igreja comprada com o sangue de Jesus.
- ESTA UNIÃO É UMA VERDADEIRA FORÇA – Os judeus numericamente inferiores aos seus inimigos, mas com união, conseguiram construir o templo e os muros da cidade (Ne 6:15-16). Esta união é também o segredo da vitória da Igreja. O santo óleo desce da cabeça do Sumo Sacerdote Jesus Cristo e os crentes vivem em união. (Jo 17:22) – SEJAMOS POIS UM, ASSIM COMO O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO SÃO UM (I Jo 5:7 cf Ec 4:12)
V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
- A IGREJA JAMAIS PODERÁ SER DIVIDIDA (Mt 19:6). A Igreja é UM corpo; este não pode ser dividido nem cortado e permanecer com vida (I Cor 1:13). Mesmo os carrascos romanos que crucificaram Jesus respeitaram o Seu corpo, não o quebrando (Jo 19:33-36).
- A Igreja é UMA UNIDADE na qual todos os membros são formados em UM CORPO (I Cor 12:13); nós nos tornamos membros de UM ORGANISMO VIVO (Rm 12:5); Todos nós somos pedras vivas do mesmo EDIFÍCIO (I Pe 2:4-5), ovelhas do mesmo REBANHO (Sl 79:13; I Pe 5:2-30). A Igreja é A FAMÍLIA DE DEUS (Ef 2:12-19).
- Esta união não se baseia em nacionalidade, nível social ou cultural, mas todos são UM EM CRISTO (Gl 3:28).
FONTES DE CONSULTA:
- Teologia Sistemática – CPAD – Eurico Bergstén
- Estudo bíblico: “A unidade no reino de Deus” – Pastor Ronaldo Perini
- Estudo Bíblico: “A unidade para o crescimento da igreja” – Pastor José Pinto de Oliveira Filho
Escola Bíblica Dominical Para Todos

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS

Postado por Uilson Camilo terça-feira, 27 de outubro de 2009



Texto Bíblico: 1 Crônicas 11.10-12, 20, 22,24,25
Quem lidera influencia pessoas à sua volta. A capacidade de envolver as pessoas em projetos, trabalhos e fazer com que elas cheguem ao fim desejado são uma forma adequada de influenciar.
Líderes segundo o coração de Deus não escolhem a si mesmos. São escolhidos por Deus. Não podem ser usados por Deus aqueles que se autoproclamam escolhidos por Deus sem que Deus os tenha escolhido. Davi não buscou ser ungido de forma forçosa ou por meios políticos. Nem o poderia. Ele era um pastor de ovelhas, sem conhecimento de ninguém na corte.
No capítulo 11 de I Crônicas relata que o rei Davi prosperou em seu reinado. Por quê? “E ia Davi cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor dos Exércitos era com ele”.
Entre os traços de um líder segundo o coração de Deus encontramos a prudência. Isso implica ter comedimento em tudo o que se faz. Após ter matado o gigante, Davi é louvado pelas mulheres e atrai o ciúme de Saul. O rei o temia não porque o moço havia matado um gigante, mas porque “o Senhor era com ele”. Saul não podia suportar o fato de o Senhor estar com Davi, de forma que o afastou de si, colocando ao seu comando mil homens. Davi deveria fazer operações militares com aquele grupo. O objetivo de Saul era claro: colocar Davi em situações arriscadas para que morresse. O problema de Saul reside no fato de que Davi tinha êxito em tudo que fazia, e se conduzia com prudência. Não era afoito em suas decisões. Avaliava tudo cautelosamente, procurando sempre o melhor caminho. Ele esperava que Deus o orientasse sempre. Ser prudente foi tão importante para Davi que em todas as ocasiões em que Saul buscou eliminá-lo, Deus o livrou.
Ouvir é muito difícil. É uma habilidade que poucas pessoas possuem, mas que é igualmente importante para a liderança, e que deve ser desenvolvida. Davi foi beneficiado por ouvir Abigail (1 Sm 25.32-34). Se não fosse aquela mulher, ele teria feito justiça com as próprias mãos. De que adiantaria poupar a vida de Saul na caverna de Adulão e matar Nabal depois? Davi deixaria de incorrer em um erro para dar vazão ao mesmo erro, mas em outra ocasião e com outra pessoa. Mas por saber ouvir, não manchou suas mãos com sangue inocente.
Manter sob controle um grupo de pessoas de bem não é muito complicado. Temos leis em nossa cidade que fazem o papel limitado de nossas atitudes em relação ao nosso próximo, e o histórico de quem lideramos nos permite avaliar o potencial de cada um ao longo do tempo. Mas o que dizer de liderar um grupo de pessoas atribuladas? Junte em um ambiente hostil, dentro de uma caverna, 400 homens desgostosos da vida, que fugiram de sua terra por dívidas contraídas e não quitadas e outros assuntos não resolvidos. Esses eram homens que não pensariam duas vezes em puxar uma arma para se defender. Ei aí a companhia que Davi teve quando fugiu de Saul ( 1Sm 22.2).

Esses eram homens que Deus deu a Davi para liderar. E Davi o fez com maestria. Ele fez com que esses homens tivessem um senso de companheirismo e devoção a Deus. Quando estavam na caverna de Adulão, ele teve a oportunidade de se livrar de seu maior inimigo (Saul), mas não o fez, O melhor disso é que Davi inspirou tanta confiança em seus homens que os convenceu a não matarem Saul. Apenas um líder influente modifica o comportamento de seus companheiros no calor de uma suposta oportunidade de beneficio e finalização de problemas.
Bibliografia:
COELHO, Alexandre. et. al. Davi, As Vitórias e as Derrotas de um Homem de DeusRio de Janeiro: CPAD, 2009.
DEVER, MARK. A Mensagem do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
Publicado no site da CPAD

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS

Postado por Uilson Camilo



DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS
Texto Áureo: I Sm. 22.2 - Leitura Bíblica em Classe: I Cr. 1.10-12,20,22,24,25.


Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que o trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor.

INTRODUÇÃO
Em alguns contextos a liderança tem sido amplamente questionada. Na lição de hoje veremos que esse é um princípio bíblico. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento Deus levantou homens e mulheres para liderar e guiar Seu povo. Davi é um dos mais contundentes exemplos de liderança. Por esse motivo, analisaremos, na aula de hoje, aspectos da sua atuação perante a equipe de liderados. Ao final, atentaremos para alguns princípios gerais da liderança cristã.

1. O PRINCÍPIO BÍBLICO DA LIDERANÇA
A fim de cumprir seus propósitos Deus estabeleceu o princípio da liderança. Quando passeamos pelas páginas da Bíblia, constatamos essa veracidade. Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, lemos a respeito de José, o homem que Deus escolheu como líder no Egito (Gn. 37-45). Durante o cativeiro egípcio, Deus separou Moisés para retirar o povo daquela condição e guia-los pelo deserto (Ex. 2-17). Para a consolidação da conquista da Terra Prometida, Josué desempenhou um papel fundamental (Js. 2-8). Durante o cativeiro babilônico, Ester, uma mulher de coragem, cumpriu os desígnios de Deus para a preservação do povo israelita (Et. 4). Após o cativeiro de Judá, Neemias, mais um líder guiado por Deus, cumpriu a missão de restaurar a cidade destruída (Nm. 1-6). No Novo Testamento, Paulo e Pedro foram colunas fundamentais na liderança da igreja primitiva, tanto na plantação quanto na consolidação de igrejas (At. 14-21; J. 21).

2. O ESTILO DE LIDERANÇA DE DAVI
Davi é um exemplo bíblico de liderança competente. A competência de Davi estava respaldada na diligência de buscar fazer sempre a vontade de Deus, na sua lealdade tanto aos seus líderes quanto aos liderados e na disposição de atribuir toda glória a Deus. Quando decidiu construir um templo para o Senhor, Davi preparou o material que seria necessário (I Cr. 22.14). Mas como não coube a ele essa construção, e sim ao seu filho Salomão, tratou de lhe dar as devidas instruções para que tudo fosse feito com prudência e entendimento e de forma organizada (I Cr. 22.12-15). O estilo de liderança de Davi pautava-se no planejamento, no prognóstico do que deveria ser feito. Com Davi aprendemos a evitar as improvisações desnecessárias que possam comprometer o andamento do trabalho. O planejamento é um dos princípios basilares da condução das atividades, para tanto, faz-se necessário planejar a curto e longo prazo, sem deixar de confiar, primeiramente, no Senhor. Planejar somente não é suficiente, é preciso também coordenar a execução do projeto, identificar os objetivos, o tempo, o lugar, as pessoas envolvidas, os métodos a serem utilizados e o material disponível. Mesmo assim, é provável que existam obstáculos, e, quando eles vierem, como Davi, é recomendável que se confie na direção do Espírito Santo. Manter uma atitude de flexibilidade em relação ao planejado também evita os “engessamentos” que desgastam a liderança do projeto. Em linhas gerais, o estilo de liderança de Davi, bastante aplicável nos dias atuais, preza pela dependência em Deus, e principalmente, por atitudes de humildade, que não busca a glória própria, antes tributa todo louvor a Deus.

3. PRINCÍPIOS PARA A LIDERANÇA CRISTÃ
A liderança, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é exercitada a partir dos planos que Deus definiu. Por isso, para ser líder, é preciso confiar e depender de Deus e não nos méritos pessoais, ainda que esses não sejam descartados. Todos os líderes escolhidos por Deus estiverem no centro dos seus planos e apresentaram as seguintes características: 1) empatia – capacidade de ver as coisas do ponto de vista dos outros (Lc. 6.31; I Pe. 3.8; Gl. 6.2); 2) alvos – estabelece metas e se esforça para alcançá-los (Fp. 3.14; Ef. 3.1) 3) competência – faz bem o seu trabalho (Pv. 12.27; 22.29); 4) atuação em equipe – senso de grupo, capacidade de trabalhar com as pessoas (I Co. 12; Ef. 4); 5) estabilidade emocional – confia em Deus em todas as circunstâncias e não se deixa abalar pelas adversidades (Ef. 4.31; II Tm. 4.5); 6) partilha a liderança – não é centralizador, divide as atribuições com outros (Ef. 5.21; Fp. 4.1-3); e 7) confiável – as pessoas podem depender dele (Lc. 9.62; I co. 15.58).

CONCLUSÃO
O exercício da liderança bíblica não é centralizado no homem, mas em Deus. Os que quiserem ser líderes segundo o coração de Deus precisam atentar para a Sua palavra. Para tanto, enquanto líderes, é preciso ter cuidado para não seguir o caminho de Saul: vaidade, inveja, perseguição, auto-glorificação, populismo, desobediência, espiritualidade aparente e ganância pelo poder. O estilo de liderança de Davi, deferentemente daquele, glorifica a Deus: obediência, temor a Deus, respeito, temor, fidelidade, espiritualidade, sinceridade e misericórdia. Davi é um bom exemplo de liderança, mas se quisermos um modelo perfeito, é só atentar para Jesus, pois nEle encontramos o fundamento maior da liderança cristã: O AMOR.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS

Postado por Uilson Camilo

Por Francisco A. Barbosa
TEXTO ÁUREO
"E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens" (1 Sm 22.2). [Foi nessa ocasião que Davi compôs o salmo 57]

VERDADE PRÁTICA 
O trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor. Se quisermos ser bem-sucedidos na obra de Deus não devemos esquecer esse princípio. – a cooperação, em lugar da contenda arraigada na inveja, produz o sucesso e provê proteção contra os cobiçosos – “se alguém quiser prevalecer contra um,os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” Ec 4.12

OBJETIVOS 
- Compreender que o trabalho em equipe é o princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor.
- Conscientizar-se de que equipes eficientes e fortes são reflexos de uma liderança competente e idônea.
- Reconhecer que o modelo bíblico de liderança agradável a Deus é aquele centralizado no caráter.

Palavra Chave: Líder:- Indivíduo que, devido à sua própria personalidade empreendedora, dirige um grupo social, com a participação espontânea dos seus membros.

INTRODUÇÃO

Os liderados, à semelhança dos reflexos de um espelho, refletem a qualidade da liderança de seus líderes ou dirigentes. Equipes sadias, eficientes e fortes são reflexos de uma liderança competente e idônea, assim como um corpo saudável reflete a harmonia de seus membros.
Não se pode minimizar a importância do trabalho em equipe, pois desde os primórdios da história bíblica vemos líderes, juntamente com seus liderados, realizando os propósitos de Deus (Ex 18.13-27). Davi demonstra ser um homem de grande capacidade para liderar Israel. Sendo povo de Deus, devemos aprender com ele esses princípios para bem nos conduzirmos na vida e na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

I. LIDERANÇA BÍBLICA E LIDERANÇA SECULAR
1. Líder, liderança e equipe, Poder e Autoridade.
Os especialistas no assunto definem o líder natural como alguém que, devido à sua própria personalidade empreendedora, dirige um grupo social, com a participação espontânea dos seus membros. Como bem declarou o Pregador em Eclesiastes 1.9: "nada há novo debaixo do sol". E em relação a Davi, esta verdade não poderia ser mais bem aplicada, pois na liderança de seus homens no deserto de Judá, os mesmos princípios básicos do trabalho em equipe adotados hoje pelos modernos administradores, já eram praticados naqueles tempos pelo segundo rei de Israel. Liderança é a habilidade (capacidade adquirida) de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo o bem comum.
Liderança (capacidade de influenciar os outros) é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida; se liderar é influenciar os outros, como desenvolver essa influencia? Como levar as pessoas a fazer o que desejamos? Como receber suas idéias, confiança, criatividade e excelência, que são por definição, dons voluntários?
O sociólogo Max Weber afirma que há uma diferença entre poder e autoridade. Em seu livro The Theory of Social and Economic Organization, ele define poder como a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer; Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influencia pessoal.
Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência.
Julgamos que Davi tenha nascido com a habilidade de liderar (1Sm 16.18) e com o passar dos anos, aperfeiçoou essa capacidade, para ele era fácil levar as pessoas a fazerem de boa vontade os trabalhos necessários. O líder escolhido por Deus, apesar de humilhado, rejeitado e perseguido no deserto, fez com que um grande grupo de seguidores se achegasse a ele. Quais características essas pessoas viram em Davi?
... conheço um... sabe tocar, é forte, valente, homem de guerra, sisudo em palavras, de boa aparência; e o Senhor é com ele... - Honestidade, confiabilidade, bom exemplo, cuidado, compromisso, bom ouvinte, respeito, encorajador, entusiasta e amável. Quantas dessas virtudes temos evidenciado em nossa vida cristã? Tudo na vida gira em torno dos relacionamentos - com Deus, conosco, com os outros; liderar é construir relacionamentos em quanto desempenha uma função.
É incrível a nossa capacidade de deixar passar despercebido aquilo que é o útil e nos atermos ao supérfluo, quantas vezes nós temos observado a Cristo como modelo de liderança? “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. MT 20.28 - Quem quiser ser líder, deve primeiro ser servidor. Se eu desejo liderar, a exemplo de Cristo, devo primeiro servir. Entenda o que quer dizer "O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas".(Reflexão:- esxercer influencia sobre os outros, que é a verdadeira liderança, requer doação pessoal).

2. A atualidade da liderança davídica. É evidente que as circunstâncias na qual Davi desenvolveu sua liderança eram muito diferentes da nossa. Todavia, o modelo utilizado por ele em nada fica a desejar se comparado às modernas tendências em liderança da nossa sociedade globalizada. Davi tinha sido um homem talentoso, carismático, criativo e com um alto poder de decisão (1 Sm 16.18), não obstante isso, foi perseguido e refugiou-se na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. (1 Sm 22: 1-3)
Davi encontrou um esconderijo isolado e seguro, longe o suficiente de Gate e não muito perto de Saul. Essa caverna foi transformada no Quartel General de Davi. Nesse QG há vagas o suficiente para todos os que, como Davi, são perseguidos, aqueles que estão em perigo, em dívida, ou não são a favor de Saul, sua própria família agora é desterrada e se abriga nesse QG, uma vez que Davi é visto como inimigo de Saul, eles também não estão seguros.
Como líder, Davi nunca menosprezou aqueles que o Senhor lhe enviava.
Como líder, Davi tinha a habilidade necessária para treinar homens que não possuíam nenhuma capacidade. Transformado estes rejeitados numa tropa de elite apta ao combate.
De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (2Sm 23.8).
De aflitos, Davi os fez soldados valorosos. Um Exercito de Deus (1Cr 12.22).
De endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro. O menor valia por 10 homens e o maior por 1ooo. (1Cr 12.14).
Como líder, Davi não tinha medo ou receio de colocar ao seu lado homens que teriam seus potenciais maximizados no decorrer do treinamento. Muitos destes Valentes seriam melhores do que Davi na arte da guerra (1Sm 23.8-17).
Como líder, Davi tinha admiração e respeito pela vida e serviço fiel dos seus liderados. (2Sm 23.17).
Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente numa missão arriscada.
Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens antes desencorajados, agora desafiam a morte e rompem as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor.
Seus liderados o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração.
A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumenta em sua obra A República que o regente precisa ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu "rei sábio", bem como Tao e seu "líder servo".
Liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário. Liderança exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a organização é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos (veja a lista dos valentes de Davi em 1Cr 11.10-47).
A liderança envolve outras pessoas, o que contribuirá na definição do status do líder, envolve uma distribuição desigual de poder entre os líderes e os demais membros do grupo, é a capacidade de usar diferentes formas de poder para influenciar de vários modos os seguidores.
No caso de Davi e sua legião de rejeitados, a lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas, Davi nunca procurou a fidelidade destes homens, todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles.
Sua liderança evidenciava-se em atos como quando publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles trouxeram em oferta a Davi.
Como líder, Davi era a inspiração de seus liderados. Ele era alguém que resplandecia a luz do Senhor. Ele era a lâmpada de Israel (2 Sm 21.17).
Como líder, Davi sabia que o ministério exige a excelência daqueles que são vocacionados. E que passar pelos desertos das provações lapidaria seu caráter e forjaria sua alma no fogo do Espírito do Senhor. (1 Sm 23-24). Davi passa a ter consciência do sagrado.
Todo servo dedicado à obra do Mestre, que deseja ter um profundo relacionamento com seu Senhor, passa pelo deserto e refugia-se na caverna de Adulão.
Foi assim com Moises, Elias, Paulo e com o próprio Jesus, passaram pelo deserto. Davi não escolheu o deserto, mas foi forçado a se refugiar dos ataques de Saul na região do Negueve por aproximadamente 10 anos de sua vida. Passou por Zife; Maom; En-Gedi e Parã. Os anos de provações no deserto levaram Davi a ter uma percepção mais clara do sagrado e do profano, da santidade e da impureza, da beleza e do desespero, da obediência e do pecado; Davi foi capaz de ver a gloria de Deus onde ninguém mais podia ver, isto é, na vida de Saul, o ungido de Deus. (I Sm 24:10).
Adulão é refugio. Foi na caverna que Davi escondeu-se de Saul. É lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável. Precisamos nos refugiar em Adulão para conhecermos ao Senhor com intimidade. Adulão é lugar de transformar a exaltação em humilhação.
Davi fez de homens perdedores grandes campeões; de amargurados em cheios de graça e virtude; de endividados em pedras preciosas; de espírito abatidos em Valentes de Deus. O matador de gigantes era espelho para aqueles homens (Abisai, Sibecai, El-Hanã, Jônatas, todos estes mataram gigantes nas guerras pelo Rei e pelo Reino), ele sabia compartilhar com os que estavam ao seu lado as glorias recebidas em batalha: “Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça a todo o seu povo.” (2 Sm 8.15).

II. A LIDERANÇA FUNDAMENTADA NO CARÁTER CRISTÃO

1. É uma liderança que agrada a Deus. O modelo bíblico de liderança é aquele centralizado no caráter, ao contrario do que ensinava Maquiavel que era preferível ao rei ser temido do que ser amado. Elementos do caráter cristão como o temor de Deus, a coragem, a virtude, o altruísmo, a honestidade, etc., são postos em relevo. As técnicas mudam, mas os princípios do caráter não. Uma equipe de trabalho com esses fundamentos será bem-sucedida. A sabedoria é um fator de sucesso na liderança, pois o "temor do SENHOR é o princípio da sabedoria" (Sl 111.10).
O sucesso da admirável liderança de Davi veio dos princípios bíblicos observados por ele. Basta, por exemplo, lermos algumas passagens bíblicas para chegarmos a essa conclusão. Como não nos dobrarmos diante do senso de justiça de Davi quando estipulou a lei da partilha (1 Sm 30.24)? Somente um homem com uma noção exata de valores aprovados por Deus podia tomar uma atitude assim.
2. Não é uma liderança à parte de Deus. O antecessor de Davi exerceu uma liderança à parte de Deus. Em vez de esperar com "paciência no Senhor" (Sl 40.1), assim como Davi, Saul era demasiadamente precipitado. Na realidade, a liderança de Saul refletia simplesmente o seu caráter (1 Sm 15.1-35), pois ele não conseguia enxergar-se como dependente da direção divina.
Um dos primeiros passos para que possamos entender a questão da liderança cristã é adotarmos a perspectiva correta sobre Deus, Sua Palavra e Sua Obra.
Davi se dispôs a lutar porque entendeu que Golias havia ofendido a Deus e isso ele não poderia tolerar... Davi tinha zelo por Deus e pelos ungidos de Deus, por isso nunca levantou-se contra o rei Saul. Davi esperou pela providencia de Deus para ascender ao trono de Israel e com muita resignação e paciência, esperou com paciência no Senhor. Os valentes de Davi outrora eram covardes, tímidos, espiritualmente fracos, mas como muita sabedoria, graça, unção e dedicação, Davi investiu todos os seus recursos nestes “desqualificados” aos olhos humanos, pois Davi tinha experiência pessoal de que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Co 1.27-29.

CONCLUSÃO

Sem dúvida Davi foi um líder talentoso, no entanto, muito mais do que talento, Davi amava a Deus e cuidava do seu caráter. Ele, em suas fraquezas, descuidos e tentações, cometeu pecados, como é claramente mostrado nas Escrituras, mas venceu pela sua fé e devoção a Deus. Ele era um servo do Senhor disposto a se retratar, a valorizar o outro e a liderar pelo seu exemplo. Pela providência divina e por seus princípios de liderança fundamentados no caráter íntegro, Davi formou uma equipe de trabalho vitoriosa

REFLEXÃO
"A excelência da Escola Dominical, só será uma realidade para os alunos quando a equipe que a administra se importar com a contínua melhoria da qualidade dos seus serviços, visando se adequar à gestão da qualidade total (o TQM, na sigla em inglês), dentro da realidade bíblica, ética e cultural".
Para refletir um pouco mais: O que fazer para tirar as pessoas de casa no único dia da semana que têm para descansar e estar com a família, e trazer essas pessoas para a EBD? A qualidade total da EBD é reflexo de professores comprometidos com o ensino, que se aperfeiçoam, que buscam a excelência, que têm algo a acrescentar à vida de seus alunos. Não vou deixar o conforto do meu lar para ouvir blá blá blá, contos e estórias, quero algo que motive, me transforme, que me leve a alçar vôos mais altos... é preciso uma liderança a exemplo de Davi, que influencie. A palavra convence; o exemplo arrasta! Aquele que estiver disposto a lecionar, tem que ter em mente que serve de paradigma àqueles que pretende ensinar. Na EBD não existe espaço para o jargão “faça o que eu digo, não faça o que eu faço", i. é., precisamos melhorar cada dia mais, buscar mais conhecimento, aprimorar os métodos, incentivar, ser exemplo. Há uma frase da Margaret Thatcher, ex-Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, que diz: 'Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.' Medite nisso.

APLICAÇÃO PESSOAL 

Para compreendermos o pensamento de Jesus quando intercedia em sua oração sacerdotal que os discípulos fossem um (Jo 17.11), teremos que enxergar o trabalho em equipe. O que mais impede uma equipe de funcionar eficazmente e com eficiência é o individualismo e partidarismo, quando todos encararmos essa realidade, nossa vida cristã dará um salto em qualidade e produtividade.
Para que uma equipe obtenha êxitos, é preciso um líder motivador – liderar é motivar, é transformar pelo exemplo. Os endividados e descontentes uniram-se a Davi, que na verdade era um fugitivo. Rejeitados, sua sorte só melhoraria se ajudassem o filho de Jessé a tornar-se rei. O controle dele sobre esse grupo novamente demonstra a sua desenvoltura e habilidade para liderar, motivar e transformar os outros. É difícil construir um exército com bons soldados, mas é preciso ainda maior liderança para formar um batalhão com o tipo de homens que seguiam o futuro rei de Israel. Este grupo veio a ser o embrião de uma tropa de elite conhecido como “valentes de Davi” (2Sm 23.8); de homens em aperto, endividados, desesperançados, rejeitados, à valentes soldados componentes de um batalhão especial... Somente um homem vocacionado à liderança pode trabalhar dessa forma, influenciando, motivando e transformando vidas.
Deus age através da História e nós, somos os instrumentos de Deus. Muitas vezes os grandes desafios de Deus começam nas coisas mais simples de nossa vida: Todo o processo de luta de Davi com Golias e a sua vitória começou com a sua simples e justa obediência ao seu pai Jessé, indo levar alimento para os seus irmãos no campo de batalha.
Deus no seu processo revelador e salvador sempre se valeu de homens e mulheres. Há muitas coisas a serem feitas na Seara do Senhor; então, por que não podem ser realizadas através de mim?
Devemos ser obedientes a Deus, fazendo o que nos compete, usando dos recursos que Ele mesmo nos forneceu em nossa caminhada. Deus sempre conduz o Seu povo em triunfo, mesmo em meios aos mais escaldantes desertos da vida. Os cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado do Senhor localiza-se no deserto, na caverna de Adulão! Os maiores Phds em Divindade sairam dessa escola. Matricule-se já!
N’Ele, Líder por excelencia,
Francisco A Barbosa [ton frère dans le sauveteur Jèsus Christ].
Professor de EBD na IEAD Ministério Belém, em São Caetano do Sul, SP


BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA

Postado por Uilson Camilo terça-feira, 20 de outubro de 2009



POR JOSÉ ROBERTO A. BARBOSA

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA
Texto Áureo: I Sm. 24.6 - Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 24.4-8

Objetivo: Mostrar que mesmo estando ungido a mando do Senhor para ser o rei, Davi soube esperar o tempo de Deus para ocupar o trono de Israel.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje veremos que Davi, mesmo tendo sido ungido rei e sob as ameaças de Saul, não perdeu a esperança no Senhor. Antes esperou, com paciência, a concretização do tempo de Deus em sua vida. Destacaremos, ainda nesta aula, a importância do cristão não se deixar levar pelas circunstâncias e a aprender a confiar no Senhor. Mesmo nas situações adversas, aprenderemos que Deus está no controle de tudo, portanto, temos motivos para esperar pelo tempo de Deus.

1. AS AMEAÇAS DE SAUL
O capítulo 24 de I Samuel nos apresenta um vislumbre do relacionamento crítico entre Davi e Saul. Lemos, inicialmente, que Saul perseguia e ameaçava Davi de morte a todo instante. Davi, por outro lado, mesmo tendo oportunidade, não intenta contra a vida do rei, considerando ser esse um “ungido do Senhor”. O autor do texto diz que, em certa ocasião, Davi se dirigiu a Saul, enquanto esse repousava, como se fosse matá-lo, mas em obediência ao Senhor e respeito ao rei, cortou apenas a orla do manto de Saul. Esse pedaço de tecido serviria de demonstração da vantagem que Davi teve para pôr fim à vida do rei. Mas ao invés disso, preferiu poupar-lhe, chamando-o mesmo de pai (I Sm. 24.11). Com essa atitude Davi quis mostrar a Saul que esse estava errado ao tentar matá-lo. Ao invés de agir pelo ódio, com espírito de vingança, Davi opta pela graça e a misericórdia. Ele se nega a agir a partir dos mesmos princípios que o rei. Depois desse episódio, Saul, por algum momento, ainda que tomado pela emoção, demonstra remorso das suas ameaças e tentativas de morte dirigidas a Davi (I Sm. 24.11). Saul é um modelo de alguém que não se deixa levar facilmente pelas emoções, que demonstra equilíbrio diante das situações adversas. Quando as pessoas agem desse modo, predomina sobre elas o espírito de retaliação, por conseguinte, têm dificuldade para liberar graça e perdão. Os cristãos são chamados a agir como Davi, exercitando o perdão, e, mesmo diante dos inimigos, responderem ao mal com o bem (I Sm. 24.7; Mt. 5.44; Rm. 12.14,19).

2. DAVI ESPERA O TEMPO DE DEUS
Mesmo ungido rei, demorou muito tempo até que Davi assumisse o trono de Israel. O tempo de espera, no entanto, não foi de tranqüilidade. Devido as perseguições de Saul (I Sm. 18.6-9), Davi precisou se refugiar várias vezes. Para não ser morto por Saul, esteve na escola profética de Samuel em Rama e residiu na casa dos profetas (I Sm. 19.18-20). Nessa ocasião, Davi abriu seu coração para o velho Samuel e declarou tudo quanto Saul estava lhe fazendo (I Sm. 19.18). Esse período na escola profética trouxe refrigério espiritual para Davi durante aqueles tempos de angústia. Davi também encontrou refúgio na casa do sacerdote Aimeleque, ainda que a família desse sacerdote tenha sido praticamente eliminada por causa dessa ajuda (I Sm. 21.1-9; 22.6-22). Em um dos momentos mais difíceis, Davi foi obrigado a procurar abrigo no território do inimigo (I Sm. 21.10-15; 27.1-7). Após ser descoberto pelos filisteus, que eram incitados por Saul para destruí-lo, fugiu para e escondeu-se na caverna de Adulão. Naquele local ele recebeu o conforto de sua familiar e pode revigorar-se para seguir adiante (I Sm. 22.1). Mesmo assim, a situação de Davi, diante de todas as perseguições e dificuldades, poderia levá-lo a desacreditar nas promessas de Deus. Ao invés do trono prometido, Davi somente via lutas, perseguições e dificuldades. Como José na prisão egípcia, Davi não se deixou controlar pelas circunstâncias, preferiu confiar na Palavra de Deus, e esperar com paciência pelo Senhor (Sl. 40). Isso porque tinha consciência de que Deus tinha um plano em sua vida e que Ele – ao Seu tempo - haveria de executá-lo (I Sm. 22.3).

3. ESPERE O TEMPO DO SENHOR
Os crentes em Jesus devem aprender com Davi, e tantos outros heróis da fé, a esperar com paciência o tempo de Deus para a execução de Seus desígnios. Ao invés de tomar decisões precipitadas, Davi permaneceu na presença de Deus (II Sm. 7.18). No Senhor estava a sua confiança, por isso, depositava sobre Ele os ditames das sua vida (Sl. 25.5), para obter auxílio ou proteção (Sl. 33.20), para ter vitórias sobre seus inimigos (Sl. 37.7,9,34; 52.9), para alcançar segurança em perigos iminentes (Sl. 40.1; 59.9), para encontrar refúgio quando traído ou oprimido (Sl. 62.1,5) e o perdão amoroso de Deus quando pecava (Sl. 130.5,6). Esperar é um teste de submissão para qualquer cristão, é uma demonstração de confiança em Deus. Mas é antes de tudo uma escola de aprendizado, pois na medida em que esperamos no Senhor, temos tempo para reconhecer Sua grandeza, a amadurecer na fé, a ter convicção nas coisas invisíveis (Hb. 11.1), haja vista que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb. 11.6). Sábias as palavras do salmista quando diz: “Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Sl. 27.14). Mesmo que a realidade tangível pareça ir de encontro às promessas de Deus, devemos continuar ouvindo a Palavra, pois a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17). Ainda que perseguições, dificuldades e provações tentem nos assolar e o desespero queira sobrepujar a esperança, somos desafiados a direcionar palavras de encorajamento à própria alma, dizendo: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face” (Sl. 42.5,11).

CONCLUSÃO
Deus está no controle de todas as situações, Ele não nos abandonou ao acaso. Essa percepção tem sido ofuscada pelo pensamento moderno acostumado a viver no tempo- kronos, isto é, pela compulsão frenética da vida que nos impulsiona a agir, de preferência o mais rápido possível, afinal, para muito "tempo é dinheiro". Há aqueles que, como Saul, têm medo de ficar para trás, por isso, querem tirar todo proveito do tempo-kronos. O cristão, como Davi, sabe que Deus está para além do tempo-kronos (Sl. 90.4). E guiado por essa verdade, pode descansar, confiar no cumprimento exato das promessas divinas, a depender da execução da Sua vontade no tempo-kairós que Ele mesmo estabeleceu. Vivendo nessa dimensão é possível esperar com paciência no Senhor, e a permitir que Ele dirija, pelo Seu Espírito, todos os passos da existência.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

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