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sexta-feira, 31 de julho de 2015

LIÇÃO 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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LIÇÃO - 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO
              Texto Áureo  I Tm. 4.1  – Leitura Bíblica  I Tm. 34.1-16


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a partir dessa seção da I Epístola a Timóteo os perigos das heresias. Em seguida, exortaremos, com o apóstolo Paulo, quanto à importância de permanecer na sã doutrina. Ao final, com base nessa mesma Epístola, ressaltaremos a necessidade de manter-se fiel e diligente no ministério que o Senhor nos confiou. Atestaremos, após esseESTUDO, que a mensagem do Apóstolo se aplica aos dias atuais, marcados por heresias que comprometem a verdade do evangelho. 

1. A APOSTASIA DOS ÚLTIMOS DIAS
As falsas doutrinas costumam entrar sorrateiramente no seio da igreja cristã, e na maioria das vezes, deixam de ser percebidas. O fundamento das heresias geralmente é moral, não necessariamente teológico. A teologia ortodoxa tem sofrido por causa de muitas pessoas que advogando uma nova revelação, se afastam dos ensinamentos bíblicos, tão somente para respaldar seus desvios da Palavra. Os falsos mestres dos tempos de Paulo não temiam a Deus, por isso viviam em lassidão, deixaram de sentir os danos do pecado. A consciência deles estava cauterizada (gr. kauteriazo), isto é, perdeu a sensibilidade. Nenhum cristão convicto da sua fé deve ser acostumar com o pecado, antes devemos odiá-lo em nós mesmos, e buscar viver em santificação. Por outro lado, precisamos ter cautela para não entrar pelo caminho do ascetismo. A heresia que estava se espalhando em Éfeso proibia o que Deus havia criado para o ser humano, até mesmo o casamento. Em Gn. 1.28 e 9.3 atestamos que tanto o casamento quanto a alimentação foram criados por Deus, não apenas para a reprodução e nutrição, mas também para o prazer. O casamento, ao contrário do que postula aFILOSOFIA relativista, foi instituído por Deus, de acordo com Seus parâmetros (Gn. 2.18; 2.24; Mt. 19.3-12; I Co. 7.1-24). O próprio sexo dentro do casamento é legítimo, pois venerado é o leito sem mácula (Hb. 13.4). No que tange ao ascetismo, é preciso ter cuidado, pois muitos que proíbem demais, estão se firmando não na graça de Deus, mas em méritos legalistas (Cl. 2.8-11). O ascetismo exagerado pode se tornar um motivo de vaidade, e uma tentativa de deixar de depender da providência divina. Jesus ressaltou que todos os alimentos são puros (Mc. 7.14-23), isso também foi ensinado por Pedro (At. 10), e confirmado por Paulo (I Co. 10.23-33). O vegetarianismo, por exemplo, pode ser uma opção pessoal, mas sem qualquer valor espiritual (Rm. 14.1,2), é preciso, no entanto, ser ponderado, para não ferir a consciência dos mais fracos (Rm. 13.13-24).

2. A IMPORTÂNCIA DA SÃ DOUTRINA
Uma das melhores maneiras dos pastores evitarem a heresia é investir na formação bíblica da sua igreja, através doESTUDO e meditação, enfatizando a sã doutrina. Inicialmente faz-se necessário que esses se posicionem em relação aos ensinamentos falsos, e os denunciem perante a igreja. Há pastores que não fazem mais apologética, se acostumaram de tal maneira às falsas doutrinas que perderam o foco espiritual. Os ministros são verdadeiros servos (gr. diakonos) da igreja, servindo a mesa com o genuíno alimento espiritual. Mas para isso eles mesmos precisam investir no estudo bíblico, pois somente serão pastores-mestres se se tornarem alunos. O conhecimento da verdade é a única maneira de combater o erro, ninguém pode identificar o falso se antes não tiver contato com o verdadeiro. Algumas doutrinas estão sendo disseminadas nas igrejas evangélicas brasileiras que nada têm de bíblicas. Há líderes de renome nacional que disseminam suas ideias, sem que essas tenha respaldo bíblico. A teologia da ganância, normalmente denominada de prosperidade, é um equívoco. O acúmulo de riquezas nada tem a ver com espiritualidade, ninguém é mais ou menos crente pela quantia que tem ou deixa de ter. Por outro lado, alguns estão confundido marxismo com cristianismo, e adotando uma pauta ideológica que também não se fundamenta na Palavra. O evangelho de Cristo não está alicerçado no pensamento individualista e consumista da direita, e muito menos no pensamento materialista e coletivista da esquerda. O evangelho dá ao homem a responsabilidade de escolher, inclusive de decidir se distanciar de Deus, ainda que tenha que colher o fruto do que plantou (Gl. 6.7). De igual modo, devemos ter responsabilidade social, pois Cristo nos chamou para viver no mundo, e nos identificar com aqueles que passam por necessidade (Lc. 4.18; Mt. 11.5). Os cristão que se preocupam com as causas sociais, e que se respaldam na ortodoxia bíblica, devem ser respeitados sem que sejam rotulados de adeptos da esquerda.

3. FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO
Espera-se que o pastor seja fiel aos seus líderes, o princípio da autoridade deve ser respeitado. No entanto, nenhum líder deve se submeter a doutrinas que não tenham fundamento bíblico. Há pastores que sob a justificativa de que são autoridade suprema querem inserir “fábulas profanas” dentro das igrejas. Há líderes que adoram as novidades, vivem buscando saber qual o movimento da moda, para não ficarem ultrapassados. Faz-se necessário identificar e refutar os contradizentes, isto é, os que não seguem o evangelho, e que estão indo após ensinamentos falsos (Tt. 1.14; II Tm. 4.4). A norma basilar de autoridade na igreja evangélica é a Palavra de Deus, todos estão submissos a ela, pastores e mestres. No catolicismo é a tradição que dita as regras da igreja, mas não na orientação protestante. Todos aqueles que assumem a tribuna devem fazê-lo com temor e tremor, cientes de que prestarão contas a Deus a respeito do que anunciam. Ao mesmo tempo, a fidelidade à liderança da igreja é um pressuposto, espera-se que um líder tenha outros líderes, a fim de prestar-lhe obediência. Mas essa deve se firmar nas Escrituras, pois elas são a norma de fé da igreja cristã. O pastor também deve ser um homem piedoso (gr. eusebeia), dedicado à vida espiritual. Isso quer dizer que o obreiro do Senhor deve ser reverente, por isso deve separar tempo para se dedicar à leitura da Bíblia e à oração. O cuidado com o corpo também é necessário, pois esse é templo do Espírito Santo (I Co. 6.19,20) e instrumento para o serviço (Rm. 12.1,2). O foco do pastor não está no culto ao corpo, mas em uma vida espiritual, na intimidade diária com Deus, pondo sua esperança no Deus Vivo (I Tm. 4.9-11). O pastor deve ser um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza, e também no estilo de liderança, sem agir como dominador do rebanho (I Pe. 5.3). Os pastores jovens não devem ser desprezados pelos mais velhos (I Tm. 4.12), antes admoestados para que cresçam no ministério do Senhor.

CONCLUSÃO
Por fim, Paulo recomenda a Timóteo, e se aplica à liderança da igreja atual, que se dedique à leitura pública das Escrituras (I Tm. 4.13), tal como faziam os sacerdotes em Israel (Ne. 8.8). Isso tem a ver com a exposição bíblica, prática que está sendo abandonado nas igrejas evangélicas. Faz-se necessário ler, explicar e aplicar as Escrituras, essa é a base de sustentação da igreja. Devemos fazê-lo não apenas dependendo da meditação (I Tm. 4.15), mas também do poder (gr. carisma) do Espírito Santo (I Tm. 4.14). É fundamental ensinar e viver o que se ensina, é assim que se cuida de si mesmo e da doutrina (I Tm. 4.16).

BIBLIOGRAFIA
GOUD, D. 1 & 2 Timothy/Titus. Nashville: B & H, 1997.
LOPES, H. D. 1 Timóteo: o pastor sua vida e obra. São Paulo: Hagnos, 2014.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO

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Por Francisco A. Barbosa


04 DE JULHO DE 2010

TEXTO ÁUREO
“E falarei aos profetas e multiplicarei a visão; e, pelo ministério dos profetas, proporei símiles” (Os 12.10).
- Ninguém poderia alegar ignorância como desculpa, Deus alertava seu povo através de profecias. Visões é uma das maneiras que Ele concede revelações aos profetas (Nm 12.6; Jó 33.14-16). Símiles eram figuras de linguagem que transmitiam mensagens divinas – Comparação que se faz entre duas coisas que se assemelham; Semelhança, analogia; Exemplo que se propõe; Parábola: 2Sm 12.1-4; Sl 78.2; Is 5.1-7; Ez 17.2-10. Entre as símiles pelas quais os profetas representaram a mensagem divina estava a vida do próprio Oséias e seu relacionamento com Gomer, uma representação que descrevia o amor de Deus por Israel.

VERDADE PRÁTICA
Os profetas do Antigo Testamento serviram como canais de comunicação entre Deus e o seu povo, conscientizando-o acerca da vontade e do conhecimento divinos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Números 11.24-29

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
-
Identificar a origem do ministério profético;
-
Explicar o significado do termo profeta dentro do contexto das Escrituras Sagradas, e
-
Reconhecer que Moisés e Arão deram início ao ministério dos profetas em Israel.
PALAVRA-CHAVE
P R O F E T A
[Do Heb. Nabi; do gr prophetes].
[latim propheta ou prophete, -ae, sacerdote, profeta]
s. m.
1. Rel. Aquele que prediz o futuro por inspiração divina.
2. Rel. Título que os muçulmanos dão a Maomé.
3. Pessoa que faz previsões em relação ao futuro.
4. Adivinho, vidente. (http://www.priberam.pt/)
“No Antigo testamento, era a pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para falar por Deus e em lugar de Deus.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)
Iniciamos mais um trimestre abençoado estudando o ministério profético na Bíblia. E onde está a importância desse tema para hoje? “Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.”(Mc 13.22). Isaías faz um convite para que os homens provem todas as coisas por meio da Palavra revelada de Deus. Qualquer coisa contrária à revelação escrita de Deus provém dos demônios, e não do Espírito Santo. A Palavra escrita de Deus é a verdadeira luz e aqueles que desejam a luz e a verdade irão segui-la e rejeitar todas as coisas contrárias a ela. Eis o convite aos profetas da atualidade!
“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva (ou: não haverá manhã para eles” (Is 8.20)
Entenderemos que os profetas do Antigo Testamento eram homens de Deus separados para esse venerável trabalho. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influência na história da redenção. A Bíblia como conhecemos não teria chegado a nossas mãos se não fosse esse abnegado ministério; Tal fato fica evidente na divisão tríplice da Bíblia hebraica - (Tanakh): Torah (Lei), Neviim (Profetas), e Kethuvim (Escritos). (cf. Lc 24.44). A categoria dos profetas inclui seis livros históricos, compostos sob a perspectiva profética: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. Em segundo lugar, há dezessete livros proféticos específicos (Isaías até Malaquias). Finalmente, Moisés, autor do pentateuco (a Torá), era profeta (Dt 18.15). Sendo assim, dois terços do AT, no mínimo, foram escritos por profetas. A maioria dos seguimentos cristãos acredita que somente Deus pode ver o futuro e muitas vezes é o desejo dEle revelar fatos futuros ao homem. Para isso, Deus usava e ainda usa homens que recebem as suas revelações e as transmite por forma oral ou escrita. A crença que Deus fala aos homens sobre fatos vindouros está fundamentada em muitos textos da Bíblia tais como:
 Lembrem do que aconteceu no passado e reconheçam que só eu sou Deus, que não há nenhum outro como eu. Desde o princípio, anunciei as coisas do futuro; há muito tempo, eu disse o que ia acontecer. Afirmei que o meu plano seria cumprido, que eu faria tudo o que havia resolvido fazer (Is 46.9, 10);
 Por acaso, o SENHOR Deus faz alguma coisa sem revelar aos seus servos, os profetas? (Am 3.7);
 Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo e foram para o deserto de Tecoa. Ao saírem, Josafá ficou de pé e disse: - Povo de Judá e moradores de Jerusalém, escutem! Confiem no SENHOR, seu Deus, e estarão seguros; confiem nos profetas dele, e tudo o que vocês fizerem dará certo. (2 Cr 20.20);
 Deus diz ao seu povo: "As coisas que prometi no passado já se cumpriram, e agora vou lhes anunciar coisas novas, para que vocês as saibam antes mesmo que elas aconteçam”. (Is 42.9)
 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.(2Pe 1.20,21).
Inicialmente, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. O INÍCIO DO MINISTÉRIO DOS PROFETAS
1. Contexto histórico (v. 24).Moisés sentiu o peso da liderança solitária, então, segue o conselho do seu sogro separando anciãos entre aqueles que já estão exercendo liderança. Como sinal de aprovação, o Espírito passa de Moisés para estes 70 trazendo uma nova autoridade para o exercício da liderança. Este passar do Espírito é uma ordenação para uma função oficial e não a outorga de um dom. (Leia mais...)

2. Moisés iniciou o ofício profético em Israel (vv. 25,26). A figura do profeta está presente na história bíblica desde a época patriarcal (Gn 20.7). Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. A passagem citada no subtópico trata-se de uma conseqüência inesperada. Não está relacionada à função de liderança dos 70 anciãos, pois era um fenômeno antigo. A profecia pode ter sido manifestada como um êxtase induzido pelo Espírito Santo ou como uma declaração, como no caso do profetizar de Saul em 1Sm 10. Naquela ocasião, Saul fora nomeado rei e a profecia foi um sinal (1Sm 10.9-10) que não rendeu nenhuma mensagem ou declaração. Portanto, aqui nessa perícope, profecia aparece como sinal da ordenação dos setenta anciãos. Para entendermos o que é, de fato, profecia e profeta, precisamos voltar as suas origens no AT.
O estabelecimento do Ofício profético: O movimento profético iniciou-se com Moisés; e tem nele seu ponto de maior glória. Deus institui o mediador profético e o ofício profético, em resposta ao pedido do povo de que não ouvisse mais a voz de Deus, como ouviram no Sinai (Dt 18.16).
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3. “Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta” (v. 29). O versículo 29 deixa transparecer uma aparente preocupação de Josué em querer controlar o episódio do ‘êxtase coletivo’. Embora Eldade e Medade fossem também anciãos, eles não estavam entre os 70 separados. O espírito não é confinado a pessoas em especial, mas é livre para vir sobre quem ele quiser. Moisés por certo ansiava por uma nação de profetas (Jl 2.28-32) e este episódio com sua resposta ao apressado Josué deixa transparecer esse desejo. “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.” (1Co 14.31); Moisés desejava que todo o povo do Senhor fosse profeta (Nm 11.29), e o apóstolo Paulo ensinou que todos podemos profetizar (1Co 14.31). Deus deseja que cada crente profetize, isto é, fale por Ele e O expresse. O ministério profético, como instituição, teve início em Israel por meio de Moisés. Sinopse do Tópico (1)

II. O PROFETA

1. Seu significado.
O termo hebraico nãbi representa profeta, quer verdadeiro ou falso (Dt 13.1-5). No grego, “prophetes”, significa “aquele que fala antecipadamente ou abertamente”, é uma denominação que se dá ao fenômeno pelo qual em algumas religiões, a revelação de uma divindade ou de seus ensinamentos quanto ao passado, presente ou futuro, é atribuída à palavra falada ou escrita de um ou mais indivíduos tidos como “profetas”, “iluminados” ou “inspirados”. Profeta é quem, inspirado pela divindade ou convencido de estar possuído por uma entidade espiritual superior, fala em nome da mesma e transmite sua mensagem. Assim, a figura do profeta perde seu significado essencial quando é reduzida ao poder de predizer o futuro, o que não constitui mais do que um elemento acessório de sua missão. Desde suas origens, a autoridade do profeta adquire teor ao mesmo tempo religioso, político e moral. Os verdadeiros profetas eram porta-vozes de YAWEH. Muito mais do que predizer as coisas, a função precípua do profeta consistia em convocar o povo ao arrependimento. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos.” (Ml 2.7-ARA). “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tt 1.9–ARA). Julgamos ser a mesma função hoje outorgada aos pastores, sendo assim, não é seu papel entreter ninguém, não é criar programações para segurar os jovens na Igreja. É sua função “ficar na brecha”! O Dicionário VINE assim explica a função do profeta:“[...]Então, disse o SENHOR a Moisés: Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” (Ex 7.1-ARA). O plano de fundo desta declaração é Ex 4.10-16, onde Moisés discutiu a sua inabilidade de falar com clareza. Por conseguinte, ele não poderia comparecer diante de Faraó como porta-voz de Deus. Deus prometeu designar Arão para ser o locutor: “Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus” (Ex 4.16-ARA)... Está claro que a palavra ‘profeta’ é igual àquele que fala por outra pessoa ou é a sua boca” (Dicionário VINE, CPAD 2002, pág 248).
2. Sua abrangência. É função do profeta proclamar os oráculos de Deus, a fim de conduzir o povo à obediência das leis de Deus. Em Deuteronômio 18 fica claro que o profeta é sempre chamado por Deus (v.18), tem a autoridade de Deus (v.19) e o que ele diz será provado verdadeiro (v.22). O profeta era então conhecido como servo de Deus (2 Rs 17.13,23; Jr 7.25). O profeta sempre defendia os padrões de Deus e chamava o povo para Ele (Dt 13), era isso que distinguia o profeta verdadeiro do falso (por exemplo, 1 Rs 13.18-22; Jr 28). Os profetas não eram simplesmente indivíduos perceptivos no sentido político ou social. Eram pessoas que, pela revelação de Deus, tinham conhecimento da importância dos eventos e das necessidades do povo comum. Em seu trabalho eles falavam de acontecimentos futuros, de modo a advertir sobre as conseqüências dos atos presentes (ver Am 1.2), e no geral falavam contra a sociedade em que viviam. [...] Havia muito mais profetas do que aqueles que conhecemos pelas profecias registradas ou eventos históricos" (GOWER, Ralph Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro, CPAD, 2002, pp.367-369). “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (MT 24.11-ARA); “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do SENHOR” (Jr 28.9-ARA). Temos de julgar as profecias e discernir os espíritos (1Co 12.20; 14.29; 1Jo 4.1).
3. Expressões correlatas. Nabi; Strong05030: alguém que proclama ou comunica uma mensagem recebida; [...] Nabi ocorre mais de 300 vezes no AT. A palavra aparece na forma feminina, nebiyah, e é traduzida como ‘profetisa’; essas seis referencias nomeiam a Miriã, Débora, Hulda (duas vezes), Noadias e a esposa de Isaías. (PC 1Sm 3.20, Bíblia de Estudo plenitude, p. 293). Há ainda, no hebraico, dois outros termos para profeta: rõ’eh e hõzeh, ambos significando vidente. Somente para as pessoas que falavam hebraico era natural referirem-se aos profetas como vidente, já que este freqüentemente recebiam mensagens por meio de visões. Este substantivo, traduzido por “vidente”, em português, indica a capacidade especial de se ver na dimensão espiritual e prever eventos futuros. O título sugere que o profeta não era enganado pela aparência das coisas, mas que as via conforme realmente eram — da perspectiva do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia sonhos, visões e revelações, da parte de Deus, que o capacitava a transmitir suas realidades ao povo. Em algum momento da história, os profetas profissionais do culto fundiram Nabi com Hozeh. No Antigo Testamento, o profeta também era conhecido como “homem de Deus” (ver 2Rs 4.21), “servo de Deus” (cf. Is 20.3; Dn 6.20), homem que tem o Espírito de Deus sobre si (cf. Is 61.1-3), “atalaia” (Ez 3.17), e “mensageiro do Senhor” (Ag 1.13). Os profetas também interpretavam sonhos (José, Daniel) e interpretavam a história — presente e futura — sob a perspectiva divina. O profeta é um porta-voz ou embaixador divino, que fala em nome de Deus. Sinopse do Tópico (2)
III. O MINISTÉRIO

1. Havia o ministério dos profetas?.
Depois de Siló e da morte de Eli, Samuel retorna a Ramá, onde nascera, para viver e levar adiante seu ministério profético. Naiote significa tenda ou acampamento e é usado, algumas vezes, para se referir à choupanas ou abrigos de pastores – talvez faça referencia ao nome da escola. A escola de profetas liderada por Samuel localizava-se em Ramá. Não raras vezes, durante a adoração, o espírito apossava-se destes profetas e elevava o seu culto acima do seu próprio entusiasmo. “Aparentemente, homens que desejavam ser profetas se reuniam para aprender os caminhos de Deus e para ser treinados em questões teológicas. Sem dúvida, eles buscaram a deus e foram ungidos com o Espírito Santo como em outros períodos. Ao longo das épocas, certos homens tiveram fome de Deus e se inclinaram espiritualmente para o Senhor. Houve assembléias como esta desde os dias de Samuel (vv 1 Sm 19.20, 24; 10.5-12; 1Rs 18.4, 13). Aqueles que se reuniram nos dias de Elias e de Eliseu foram chamados de filhos dos profetas (1Rs 20.35, 41; 2Rs 2.2-7, 15)”. Estudos Temáticos, Bíblia Dake, CPAD, p. 529. “Mas, se todos profetizassem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos...” (1Co 14.24,25) REFLEXÃO
2. A corporação profética. Os profetas foram pessoas que se levantaram em momentos de crise social. Eles surgem em grupos (1Sm 19.20; 1Rs 2.3); viviam em comunidades (2Rs 4.38-41); eram sustentados por esmolas e doações (2 Rs 4.8, 42); cantavam, soltavam gritos e lamentações (1Sm 10.6-9; Mq 1.8), chegavam até a cair por terra, prostrados ou desmaiados (1Sm 19.24; Dn 8.18, 27). Assim como hoje, houve uma classe de profetas profissionais, antropocêntricos, que só pensavam no crescimento do reino humano (Is 42.18-43.2; Jr 29.8,9). Só pregavam Deus apoiando o povo, não lhes importava a aliança, ou a justiça. Sua teologia era de apenas uma ponta, não levava em consideração toda realidade e história do povo.
3. Classificação. Profetas da palavra (acanônicos) – profetas da “palavra” – que apenas profetizaram e não se registrou nada sobre suas profecias; Profetas da escrita (canônicos) – profetas da “escrita” – cujas palavras foram proferidas e também registradas na Bíblia Sagrada. O texto sagrado revela a existência de uma organização de profetas, que eram categorizados em clássicos ou profetas escritores e orais ou não-escritores. Sinopse do Tópico (3)

(III. CONCLUSÃO)
“Acautelai-vos”, exortou-nos Jesus. Este imperativo é um alerta para o crente prestar atenção, cuidar-se, guardar-se, acautelar-se. Temos assistido um constante desvirtuamento do conteúdo doutrinário da pregação. Há um frenesi por ‘revelações’, ‘profecias’, ‘unções especiais’, ‘oração no monte’, ‘poder’, ‘cair no espírito’, etc. Nosso povo já não sabe distinguir misticismo herético de verdadeira espiritualidade. Encontramos na história de Israel um retrato dos falsos profetas, que se alastravam como uma praga. O mesmo retrato também pode ser aplicado aos falsos mestres da atualidade, os quais têm sido levantados para enganar a Igreja. Precisamos tomar cuidado, pois nem sempre é fácil identificá-los. Venda de potes com água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado; pedras que seriam do Templo onde Jesus pregava; areia de Jerusalém, onde o Mestre caminhava; azeites de Israel; toalhinhas ungidas; rosas, sal grosso, fogueiras santas; correntes; quebra de maldições; sessão do descarrego... No que têm transformado a igreja pentecostal? O verdadeiro profeta falava a verdade, porém era impopular. O ‘profeta corporativo’, impostor, falava mentiras, mas produzia falsas esperanças e conforto para o povo. Com mensagens de auto-ajuda, bem-estar e riqueza, falam apenas o que as pessoas querem ouvir, mesmo quando não estão em perfeita comunhão com o Senhor. Alerta-nos o Senhor Jesus que, nos últimos dias, aparecerão muitos falsos profetas que, se possível, enganarão até mesmos os escolhidos (Mt 24.11). “Os profetas bíblicos eram tanto pregadores da verdade como prognosticadores do futuro. A profecia tem suas raízes na história, mas também se estende pelo futuro. Em outras palavras, a natureza da profecia preditiva surge a partir do contexto histórico do profeta, quando a revelação de Deus lhe mostra o futuro bem como o presente.” Ed Hindson. REFLEXÃO


Características do Movimento Profético: o profetismo iniciou-se na Síria, Palestina e Mesopotâmia. Os profetas de Baal – 1Rs 18.19; foi um fenomeno internacional – Jr 227.9; Na Suméria o profeta era visto como o homem que penetra o céu. Possui característica extática: (êxtase – sair de si – 1Rs 18.19; 2Rs 10.19), teve como instrumentos a necromancia (estudo dos mortos), vôo dos pássaros, estudo dos astros, e sortes – Ez 21.26; 1Sm 14.40; Pv 16.33. É descrito nos documentos de Mari XVIII como ‘Apilum’ – aquele que responde e ‘Muhhutum’ – profetiza.

APLICAÇÃO PESSOAL
Vitória, vitória, vitória... é a mensagem do momento! Esqueceram que a Bíblia tem assuntos como Trindade, regeneração, justificação pela fé, fruto do Espírito, mordomia cristã, sofrimentos dos justos, vida devocional, dons espirituais, vinda de Cristo, ressurreição dos santos e de Cristo, etc. A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana (Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24); na riqueza (Jr 8: 10); na autoconfiança (Os 10: 12,13); no poder opressor; em outros deuses. Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei. A igreja tem que ser aquela Naiote, não por vanglória, cobiça ou coisa parecida, mas simplesmente por amor. Sem amor, as pessoas se corrompem, sem amor, líderes enriquecem no poder. É ilícito um pastor/pregador/evangelista enriquecer com a pregação do evangelho, porque o evangelho ensina exatamente a renúncia, inclusive material. Certos pregadores apregoam a teologia da prosperidade enquanto o Espírito Santo procura convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Este câncer é milenar. O ‘profeta chorão’ argumentou, intercedeu, teologou, tudo para convencer os reis e o povo de Israel do perigo que estava para acontecer. Enquanto isso, o profeta da prosperidade Hananias, no mesmo lugar e para o mesmo público ávido por uma mensagem de ‘poder e unção’, profetizava “prosperidade” (Jr 28.9, NVI), ou “paz” (NTLH e ARA), ou “felicidade” (Bíblia de Jerusalém). O reino de Deus não coaduna riquezas materiais com ministério pastoral. O pastor deve ser conhecido e reconhecido pela sua simplicidade de vida, pelo amor ao próximo, por sua paixão em anunciar o evangelho, e não pelo tamanho de sua igreja, pelo tamanho da platéia, pelos anéis, títulos, fama ou pela quantidade de letras que aparecem antes do seu nome. O pastor que ensina qualquer forma de prosperidade financeira e material como sinônimo de benção não passa de lobo e sua mensagem é mentirosa. Todo verdadeiro profeta, por uma questão de compromisso, quase sempre diz o que não agrada. Mas sempre diz a verdade! Existem falsos profetas, bem como profetas verdadeiros, precisamos distinguir entre eles. Não é por milagres e curas, o adversário também pode realizar milagres. A questão é: qual é a fonte da inspiração do profeta. Devemos confrontar a profecia com os princípios bíblicos, se houver divergência, a profecia é falsa. “Conheçamos, {e} prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva será a sua saída: e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.3-ARC). Nossa igreja ainda tem líderes parecidos com Cristo, que têm a mente de Cristo e que anseiam em levar as ovelhas que o Pai lhes confiou aos pastos verdejantes e às fontes de água viva.
N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7),
Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD;
- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB;
- Bíblia de Estudo de Dake, CPAD;
- http://www.slideshare.net/gotchalk/profetismo;
- Imagem: (Profeta Isaías).

EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. Quem deu início ao ministério profético?
R. Moisés.
2. Qual o significado de profeta?
R. “Porta-voz” ou “embaixador” de Deus, que fala em nome dEle.
3. Explique os dois sentidos da palavra vidente.
R. Ver com os olhos físicos e ver instrospectivamente, ou seja, ver com o espírito, por isso, o profeta é chamado de “homem de espírito”.
4. Quem presidia a congregação de profetas em Naiote?
R. Samuel.
5. Qual a classificação dos profetas do Antigo Testamento?
R. São categorizados em clássicos, ou profetas escritores, e não-escritores ou orais.

BOA AULA!

terça-feira, 29 de junho de 2010

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO

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Professoras e professores, estamos iniciando mais um conjunto de lições. Neste trimestre, estudaremos sobre “O Ministério Profético na Bíblia – A Voz de Deus na Terra”. Para a primeira aula, faço as seguintes sugestões:


1 – Ao iniciar a aula, cumprimentem os alunos, perguntem como passaram a semana.

2 – Para introduzir o assunto a ser estudado, falem:

- do tema do trimestre.

- quem é o comentarista: veja informações sobre ele na interação da lição 01. Se houver condições mostre uma imagem (foto).

- sobre a capa da lição: peçam para os alunos observarem a capa e perguntem “O que tem a ver a figura com o tema da lição?” Observem atentamente o que os alunos dizem.

- dos temas a serem estudados, lendo os títulos das 13 lições. Vocês podem dinamizar esta leitura, realizando-a de forma compartilhada, por exemplo:
Lição 01 – professor
Lição 02 – alunos da 1ª fila
Lição 03 – alunos da 2ª fila
Lição 04 – todos
E assim, sucessivamente até chegar a última lição.
Falem que, dessa forma, foi apresentada uma visão panorâmica do trimestre e a cada domingo, haverá o aprofundamento de um tema. E agora, comecem o estudo da lição 01.

3 – Trabalhem os itens da lição nesta ordem: II, III e I.

4 - Utilizem a dinâmica “Porta-voz”, após o item II.

Tenham uma excelente aula!

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA
ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA:04/07/2010
TÍTULO: “O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – Os 12:10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Nm 11:24-29
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Não existe escola ou curso teológico onde se ensina a função de profeta; tampouco é transmitida por hereditariedade, como no caso do sacerdote e rei! O ministério profético é uma chamada específica de Deus.


II – A IDÉIA ESCRITURÍSTICA DE PROFETA:

• OS TERMOS EMPREGADOS NAS ESCRITURAS: O V.T. emprega três palavras para designar um profeta. Observemos pela leitura dos versículos bíblicos abaixo:

• “Antigamente em Israel, indo qualquer consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao VIDENTE; porque ao PROFETA de hoje antigamente se chamava VIDENTE” – I Sm 9:9; e

• “Os atos, pois, do rei Davi, assim os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas de Samuel, o VIDENTE, e nas crônicas do PROFETA Natã, e nas crônicas de Gade, o VIDENTE” – I Cr 29:29.

• Desta forma, estudemos de forma separada:


II.1 – O TERMO “VIDENTE”:

• As palavras traduzidas por VIDENTE (RÕ’EH; HÕZEH ou CHOZEH) - enfatizam o meio pelo qual o profeta se comunicava com Deus. Significam: 

“ALGUÉM QUE RECEBE REVELAÇÕES DA PARTE DE DEUS, PARTICULARMENTE NA FORMA DE VISÕES”.


II.2 – O TERMO “PROFETA”:

• A palavra traduzida por PROFETA (NÃBÎ’ ou NABHI) – Representa O PROFETA, quer verdadeiro ou falso, ou ainda aos profetas pagãos (Dt 13:1-5; I Rs 18:19).

• À vista disto, devemos estabelecer com cautela o significado desta palavra.

• Inicialmente, leiamos Ex 4:10-16 e 7:1-2 - Moisés colocou sua inabilidade de falar com clareza. Por conseguinte, ele não podia comparecer diante de Faraó como porta-voz do Senhor. Deus prometeu designar Arão para ser locutor de Moisés.

• Daí fica claro que a palavra “PROFETA” pode significar:

• (A) - AQUELE QUE FALA POR OUTRA PESSOA, PORQUE É A SUA BOCA; ou

• (B) - ALGUÉM QUE VEM COM A MENSAGEM DA PARTE DE DEUS.

• Comparemos as seguintes passagens bíblicas: Ex 7:1; Gn 20:7; Dt 18:15, 18.


II.3 – O TERMO “PROFETA” USADO NO PLURAL:

• O termo “PROFETAS” é usado para aludir àqueles que NÃO ATUAM COMO PORTA-VOZES DE DEUS.

• Samuel (que era juiz, profeta e sacerdote de Israel), presidia uma congregação de profetas para instruí-los nas coisas do Senhor e auxiliá-los no exercício do ministério profético. No tempo de Samuel havia homens que o seguiam; eles se ocupavam de louvar ao Senhor e procuravam instigar as pessoas a se voltarem para Deus (I Sm 10:5, 10; 19:18-20).

• Essa congregação de discípulos continuou no tempo de Elias e prosseguiu no tempo de Eliseu (I Rs 18:4, 13; II Rs 2:3; 6:1).

• Os seguidores de Elias e Eliseu se organizaram em grupos para ajudar e/ou aprender destes mestres. Eram chamados “filhos dos profetas” (I Rs 20:35).

• Usada, pois, no plural, a expressão “PROFETAS” significa:

•  (1) -  “COMPANHEIROS DE PROFETA”; 

•  (2) - “SEGUIDORES DE PROFETA”; 

• (3) - “FILHOS ou DISCÍPULOS ou APRENDIZES DE PROFETAS”.

• Desta forma, não há qualquer evidência bíblica de que grupos de homens foram alguma vez treinados para se tornarem profetas. DEUS CHAMAVA OS PROFETAS COMO INDIVÍDUOS (por ex.: Moisés, Samuel, Isaías, Jeremias, Ezequiel). O trabalho profético era uma atividade individual, em que um homem recebia uma mensagem de Deus e a transmitia ao povo.


II.4 – O TERMO PROFETA USADA NA FORMA FEMININA:

• Existe também a palavra PROFETA na forma feminina: PROFETISA (NeBÎ’ÃH’).

• Em Ex 15:20, Miriã é chamada de “PROFETISA”;

• A esposa de Isaías também é chamada de “PROFETISA” (Is 8:3).

• Da mesma forma que no plural, quando usado na forma feminina, o significado verte-se para 

•  (1) - “COMPANHEIROS DE PROFETA”; 

•  (2) - “SEGUIDORES DE PROFETA”; 

• (3) - “FILHOS ou DISCÍPULOS ou APRENDIZES DE PROFETAS”.


II.5 - A PALAVRA PROFETA NO N.T.:

• No N.T. usa-se a palavra PROPHETES.


 • É um substantivo composto da raiz “PHÊ” = “DIZER”, “PROCLAMAR”, que sempre tem uma conotação religiosa; e 

• o prefixo “PRO”, um advérbio de tempo que tem o significado de “ANTES”, “DE ANTEMÃO”.


• Assim, sugere-se o significado de:

• (1) - “AQUELE QUE PREDIZ”; 

• (2) - “AQUELE QUE CONTA DE ANTEMÃO”; 

• (3) - “PREDIZER”; “PROCLAMAR DE ANTEMÃO”.


• POSTO ISTO, se tomarmos em conjunto todas as formas utilizadas para a palavra PROFETA na Bíblia Sagrada, podemos deduzir que PROFETA É:


• (1) - ALGUÉM QUE VÊ COISAS, ISTO É, RECEBE REVELAÇÕES;


• (2) - AQUELE QUE ESTÁ A SERVIÇO DE DEUS, PARTICULARMENTE COMO MENSAGEIRO; e 


• (3) - AQUELE QUE FALA EM NOME DE DEUS, POIS É A BOCA DO SENHOR.


III –COMO OS PROFETAS RECEBIAM AS MENSAGENS DIVINAS:

• A influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre os verdadeiros profetas, capacitou-os a receberem, de diferentes maneiras, as mensagens dos céus.

• (1) – “Então DISSE O SENHOR a Moisés...” – Ex 7:1;

• (2) - “E chamou o Senhor a Moisés e FALOU COM ELE...” – Lv 1:1;

• (3) – “O Espírito do Senhor FALOU POR MIM, e a SUA PALAVRA esteve em minha boca... DISSE o Deus de Israel, a Rocha de Israel a MIM ME FALOU...” –II Sm 23:2-3;

• (4) – “Então veio o ESPÍRITO DO SENHOR no meio da congregação... ASSIM O SENHOR VOS DIZ...” – II Cr 20:14;

• (5) – “E o ESPÍRITO DE DEUS revestiu a Zacarias... e lhes disse: ASSIM DIZ DEUS:...” – II Cr 24:20;

• (6) - “VISÃO de Isaías... a qual ele VIU... porque FALA O SENHOR” – Is 1:1-2;

• (7) - “Assim VEIO A MIM A PALAVRA DO SENHOR, dizendo” – Jr 1:4;

• (8) – “... veio, DA PARTE DO SENHOR, ESTA PALAVRA A JEREMIAS, dizendo:...” – Jr 27:1

• (9) – “Palavra que, DA PARTE DO SENHOR, VEIO A JEREMIAS, dizendo: ASSIM FALA O SENHOR, O DEUS DE ISRAEL, dizendo...” – Jr 30:1-2;

• (10) – “... que VEIO ESTA PALAVRA DO SENHOR A JEREMIAS, dizendo: ... e escreve nele TODAS AS PALAVRAS QUE TE TENHO FALADO... e escreveu Baruque DA BOCA DE JEREMIAS TODAS AS PALAVRAS DO SENHOR... QUE ESCREVESTE DA MINHA BOCA AS PALAVRAS DO SENHOR...” – Jr 36:1-6;

• (11) – “... se abriram os céus, E EU VI VISÕES DE DEUS... VEIO EXPRESSAMENTE A PALAVRA DO SENHOR A EZEQUIEL... e ali ESTEVE SOBRE ELE A MÃO DO SENHOR” – Ez 1:1-3;

• (12) – “Caiu, pois, sobre mim O ESPÍRITO DO SENHOR E DISSE-ME: FALA: ASSIM DIZ O SENHOR...” – Ez 11:5;

• (13) – “... teve Daniel, na sua cama, UM SONHO E VISÕES...” – Dn 7:1;

• (14) – “... FOI REVELADA UMA PALAVRA A DANIEL, ..., e ele ENTENDEU ESTA PALAVRA E TEVE ENTENDIMENTO DA VISÃO” – Dn 10:1;

• (15) – “PALAVRA DO SENHOR FOI DITA A OSÉIAS, ... O PRINCÍPIO DA PALAVRA DO SENHOR POR OSÉIS; DISSE, POIS, O SENHOR A OSÉIAS...” – Os 1:1-2;

• (16) – “... PARA VER O QUE FALA COMIGO... Então, O SENHOR ME RESPONDEU E DISSE:...” – Hc 2:1-2


IV - MODOS COMO OS PROFETAS APRESENTAVAM A MENSAGEM DE DEUS:

• (A) – BREVES DECLARAÇÕES ORAIS E RÉPLICAS – Em várias ocasiões um profeta foi dirigido por Deus para confrontar um rei ou outro líder, apresentando-lhe uma mensagem curta de repreensão, encorajamento ou uma ordem específica a ser cumprida – I Sm 2:27-36; II Cr 11:1-4; 15:1-2; 19:1-3; I Rs 17:1; 21:17-24

• Quando Deus orientou o profeta Isaías para entregar uma mensagem de esperança ao rei Acaz e este demonstrou descrença desdenhosa, o Senhor deu ao profeta mais uma mensagem: de julgamento próximo – Is 7:1-25

• (B) – MENSAGENS ORAIS MAIS LONGAS – Nestas, temos as extensas declarações da Lei que Deus deu a Moisés e que este transmitiu ao povo – Ex 20:22 até o capítulo 23:33.

• (C) – BÊNÇÃO PATRIARCAL – Um exemplo de bênção patriarcal profética ocorre quando Jacó achou que seu fim estava próximo e José trouxe seus dois filhos, Manassés e Efraim, para ver seu avô. Jacó declarou que esses filhos de José teriam uma posição entre os próprios filhos de Jacó, como progenitores de tribos. Jacó, porém, cruzou as mãos deles, para colocar a mão direita no filho mais novo em lugar do mais velho. Quando José protestou, Jacó enfatizou que a tribo que descenderia do irmão mais novo seria a maior das duas – Gn 48:5, 13-20.

• Ainda em Gn 49, Jacó relata a bênção sobre seus próprios filhos. Apesar de nomear os seus filhos individualmente, Jacó tinha em mente a sua descendência.

• (D) – DESCRIÇÕES DE VISÕES – Em muitas ocasiões uma parte considerável da mensagem de um profeta consistia em descrever algo que lhe fora revelado numa visão – I Rs 11:7-23; Dn do capítulo 7 ao 12; Ez do capítulo 8 ao 11.

• (E) – AÇÕES SIMBÓLICAS – As descrições de ações proféticas com o propósito de inculcar uma mensagem importante, são mais comuns que os registros de visões. Essas “lições objetivas” deveriam ser claramente distinguidas das visões proféticas acima mencionadas – I Sm 15:27-28; I Rs 11:29-30; II Rs 13:15-19; Jr 13:1-11; 18:1-10; 19:1-13; 24:1-3; Ez 4:1-11; 5:1-4; 12:1-16.


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Um livro que é inteiramente inspirado pelo Espírito Santo e que milhares de vezes repete: ASSIM DIZ O SENHOR, impõe autoridade divina e exige respeito e reverência, devendo ser obedecido (Sl 119:4 cf Sl 68:11; Is 30:8).


FONTES DE CONSULTA:

• Lições Bíblicas – CPAD – 1º Trimestres de 1995 – Comentarista: Antônio Mardônio Nogueira Vieira



• Lições Bíblicas – CPAD – 2º Trimestre de 1993 – Comentarista: Adilson Faria Soares



• Lições Bíblicas –CPAD - 4º Trimestre de 1996 – Comentarista: Antônio Gilberto



• Títulos e Dons do Ministério Cristão – CPAD – Estêvam Ângelo de Souza



• Bergstén, Eurico - A Santa Trindade – CPAD



• R. N. Chmplin e J. M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia



• Tenney, Merril C. – Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã – Ed. Cultura Cristã



• Berkho, Louis - Teologia sistemática – Ed. Luz Para o Caminho Publicações

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO

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Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Explicitar o caráter do ministério profético no Antigo Testamento.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o ministério profético na Bíblia. As lições a serem estudadas visam orientar a respeito da natureza profética da fé judaico-cristã. Diferentemente de profissões de fé, que se baseia na experiência (misticismo) ou na razão (deísmo), o judaísmo e o cristianismo se fundamentam na palavra profética (revelação). Durante as aulas, atentaremos para o caráter profético da fé judaico-cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na aula de hoje, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

1. PROFETAS E PROFECIAS, DEFINIÇÕES
Profetizar, em hebraico, é nabá que pressupõe sempre uma atuação do Espírito de Deus. Essa palavra significa “anunciar” ou “declarar”. A atividade profética através do Espírito de Deus se manifestou, inicialmente, aos anciãos e reis de Israel (Nm. 11.5; I Sm. 10.5; 19.20), ainda que Abraão seja o primeiro na Bíblia a receber a denominação de profeta (Gn. 20.7). Deus é quem prepara os profetas e os comissiona para essa tarefa (Ex. 3.1-4; Is. 6; Jr. 1.4-19; Ez. 1-3; Os. 1.2; Am. 7.14,15). Nos dias de Samuel existia uma escola de profetas que deram ao ofício profético autoridade e perpetuidade (I Sm. 19.18-19; II Rs. 2.3-5; 4.38; 6.1). Os estudiosos fazem a diferença entre os profetas canônicos e não canônicos. Entre esses últimos estaria Micaias, em I Rs. 22.8, que profetizou contra o rei Acabe em Israel. Entre os canônicos, destacamos Jeremias e Ezequiel que denunciaram o pecado do povo de Judá (Jr. 19.14; 20.21; 26.9; Ez. 34.2) e das nações (Ez. 4.7; 6.2; 13.2; 21.2; 29.2; 36.6; 38.2; 39.1). Positivamente, os profetas visualizaram a reconstrução de Israel, em Ezequiel, a partir de um vale de ossos secos (Ez. 37.4) e Joel, antevendo a atuação do Espírito em uma era vindoura (Jl. 2.28). Profeta, em hebraico, é nabi, palavra formada a partir de nabá, utilizada para se referir ao ministério profético. O profeta do Senhor está comissionado a falar, a ser um porta-voz de Deus. O termo nabi também é utilizado no Antigo Testamento para os falsos profetas, os quais estão sujeitos ao julgamento divino, tais como os profetas de Baal (I Rs. 18.19; II Rs. 10.19).

2. O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
O profeta do Antigo Testamento atua pelo Espírito Santo a fim de denunciar práticas que se opõem à vontade de Deus (Am. 8.4-6). O profeta manifesta a insatisfação do Senhor devido o ser humano ter se distanciado dEle e buscado alternativas inócuas (Jr. 2.12-13). O profeta tende à impopularidade, pois suas palavras costumam ser perturbadoras (Is. 49.2; Hc. 2.6,9 11-12; Is. 10.13; Jr. 8.9). A mensagem profética destoa dos valores comumente reconhecidos pela sociedade (Jr. 11.18; Is. 40.15,17; Jr. 4.23-26). O profeta vetero-testamentário é um iconoclasta, isto é, um destruidor de ídolos, sejam eles externos – os deuses pagãos – ou internos – produto da religiosidade judaica (Jr. 6.20; 7.21-23). Isso porque o profeta percebe, pela Palavra do Senhor, que a religiosidade, per se, manifestada na adoração do templo, era incapaz de manifestar uma fé genuína, na verdade, serviria apenas para ocultar a ausência de uma espiritualidade sadia (Jr. 7.4-15). Mas o profeta, em consonância com o Senhor, não é insensível à dor do povo, nem mesmo aos seus pecados (Ez. 18.23), sua meta principal é conduzi-lo ao restabelecimento espiritual (Is. 35.3). Para tanto, o profeta chama seus ouvintes à responsabilidade. Por causa disso, o profeta é obrigado a viver em solidão, e frequentemente, na miséria (Jr. 15.15; 20.9-18; Am. 5.10), mesmo assim, não pode fugir da responsabilidade para a qual foi comissionado (Ez. 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq. 3.8; Jr. 2.19). Apesar de tudo isso, o profeta encontra satisfação no Senhor, nas Suas Palavras (Jr. 15.16).

3. MOISÉS E O MINISTÉRIO PROFÉTICO
Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. Esse homem de Deus fora chamado para retirar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Durante a caminhada pelo deserto, no capítulo 11 de Números, há um registro da manifestação do Espírito Santo, fazendo com que os anciãos de Israel profetizassem. Depois de serem levados ao tabernáculo, os anciãos experimentaram um pentecoste no Antigo Testamento, ainda que, naquele momento, não tenha havido a manifestação de línguas, como em Atos 2. Mas, do mesmo modo, o Espírito Santo atuou entre os israelitas, e esses passaram a profetizar (Nm. 11.25). Depois dos setenta anciãos, Eldade e Medade, não mais entre os setenta, mas no meio do arraial. A profecia desses foi censurada por alguns que assistiam no local. Um moço, não identificado pelo texto bíblico, se dirigiu a Moisés, para reclamar da profecia de Eldade e Medade. Josué, o auxiliar direto de Moisés, concordou com a reclamação do rapaz. Moisés, porém, foi sensível à atuação do Espírito Santo, e não censurou a profecia. Ao contrário, “porém Moisés lhe disse” que seria interessante que não apenas aqueles, mas que todo o povo de Israel profetizasse (Nm. 11.29).

CONCLUSÃO
Algumas lições podem ser extraídas dessa passagem bíblica: 1) é Deus, e não os homens, quem autentica a autoridade ministerial através do Seu Espírito; 2) o Espírito Santo opera como lhe apraz, pois Ele é Soberano; 3) as manifestações do Espírito Santo não são exclusividades da liderança; 4) os líderes verdadeiramente chamados por Deus não devem ter receio de perderem a função e nem viverem em competição uns com os outros; e 5) contanto que esteja em conformidade com a Palavra de Deus, não há motivos para temer a manifestação do Espírito Santo.

BIBLIOGRAFIA
HESCHEL, A. The prophets. New York: Harper & Row, 1962.
JENSEN, J. Dimensões éticas dos profetas. São Paulo: Loyola, 2009.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO

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Por Francisco A. Barbosa
TEXTO ÁUREO
“SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim” (Sl 131.1).
- Neste primeiro versículo do Sl 131, Davi apresenta uma tríplice negação de orgulho: no coração, nos olhos e nas ações. O orgulho é fruto da superestima, leva à inquietude tornando-nos insatisfeitos com o que somos e temos e leva à cobiça; busca a atenção e o elogio. Davi exprimiu seu profundo sentimento de confiança no SENHOR com esta simples, clara e, no entanto, profunda oração. Este salmo expressa a confiança de um relacionamento pessoal e íntimo com Deus. Paulo ressalta esta atitude de humildade em Rm 12.16, a única descrição que Cristo fez de si mesmo foi de ser ‘manso e humilde de coração’ (MT 11.29). “Aqueles que hoje sofrem, colhendo os frutos amargos dos seus próprios pecados, podem clamar a Deus, certos de que Ele os perdoará, sarará e os trará à comunhão com Ele mesmo. Deus quer manifestar sua misericórdia a todos os atribulados, livrando-os da escravidão do pecado para que conheçam seu amor, seu cuidado e sua bondade” (nota BEP, pág 911)
VERDADE PRÁTICA
Que a nossa única preocupação seja buscar a glória de Deus para a Sua glória, porque Ele é o Senhor da glória!
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jeremias 45.1-5
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Identificar as características de Baruque;
- Analisar o relacionamento de Baruque com Jeremias;
- Priorizar o Reino de Deus e a sua glória em vez de o sucesso pessoal.
PALAVRA-CHAVE
GLÓRIA
(latim gloria, -ae);
1. Honra, fama, celebridade, adquirida por obras, feitos, virtudes, talentos, etc. 2. Preito, homenagem.
3. Pessoa ou obra famosa ou que é motivo de orgulho.
4. Bem-aventurança divina.
5. Esplendor, magnificência.
6. Círculo luminoso ou auréola que se representa em volta da cabeça dos santos.
COMENTÁRIO
(I. INTRODUÇÃO)
Baruque – “abençoado” - Foi secretário do profeta Jeremias e por muito tempo serviu o impopular profeta (Jr 32.12 e Jr 36.4). Era da tribo de Judá (Jr 51.59). Foi a ele que Jeremias ditou as suas profecias relacionadas com a invasão dos babilônicos e sobre o cativeiro. Foi isto que ele leu ao povo de uma janela do templo, no quarto ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá (Jr 36.1-32). Mais tarde, leu-o, em privado, perante os conselheiros do rei; e depois ao próprio rei que, tendo ouvido apenas parte do rolo, o cortou com um canivete e o atirou para o fogo que havia no braseiro da sua casa de inverno, onde ele estava assentado. Durante o cerco de Jerusalém, por Nabucodonozor, foi ele quem guardou o auto de compra que Jeremias fez do território de Hanameel (Jr 32.12). Sendo acusado pelos seus inimigos de favorecer os caldeus, foi preso juntamente com Jeremias, onde ficou até à captura de Jerusalém (586 a.C.). É provável que tenha morrido em Babilónia. Baruque, o escriba que escreveu o livro de lutas e juízos do profeta, estava aborrecido! YAHWEH diz ao escriba que não olhe para si mesmo nem para qualquer recompensa que pense merecer; a mão de YAHWEH só estaria sobre ele se observasse o aviso. Que perspectiva haveria para Baruque? Para quem sonhava com o sucesso, seria obrigado a conviver com um aparente fracasso. Baruque lamentou-se muito, nas suas orações a Deus, por causa de tudo o que havia sofrido, mas apaziguou-se, pois compreendeu que era melhor para ele estar satisfeito com as suas condições de vida (Zr 45.2 a 5.)À semelhança dos recabitas, primemos pela excelência das virtudes cristãs. Caso contrário: seremos tidos como profanos quando da volta do Senhor Jesus. Claudionor de Andrade REFLEXÃO
(II. DESENVOLVIMENTO)
I. QUEM ERA BARUQUE
Filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36.4). Erudito, de nobre família (Jr 51.59), tendo servido fielmente ao profeta. Pelas instruções de Jeremias, escreveu Baruque as profecias daquele profeta, comunicando-as aos príncipes e governadores. Depois da conquista de Jerusalém pelos babilônios (586 a.C.), foi Jeremias bem tratado pelo rei Nabucodonosor - e Baruque foi acusado de exercer influência sobre Jeremias a fim de não fugirem para o Egito (Jr 43.3). Mas, por fim, foram ambos compelidos a ir para ali com a parte remanescente de Judá (Jr 43.6).
1. Pertencia à nobreza de Judá. Baruque fazia parte de uma família de gente bem-sucedida. Seu avô fora governador de Jerusalém, na época de Josias (2 Cr 34.8), e seu irmão, funcionário graduado do tribunal de Zedequias (Jr 51.59). Seraías, seeu tio era Oficial Intendente do Exército – há defensores de que Seraías fosse irmão de Baruque – o certo é que estava bem próximo da nobreza judaica.
2. Era um jovem culto e bem educado. Nos tempos antigos, o aprendizado era muitas vezes restringido às classes superiores e a algumas pessoas que recebiam instrução especial para exercerem a função de escribas. Baruque, estava posicionado assim, entre os mais importantes de Judá e teve acesso ao ensino. Foi o amanuense, secretário ou assistente de Jeremias e serviu o desprezado e rejeitado profeta fielmente. Que belo exemplo a ser seguido por nós hoje, quando nossa liderança carece de ombros fiéis!Baruque era um jovem culto, nobre, inteligente e hábil na arte de escrever, que trabalhava como secretário particular do profeta Jeremias. SINOPSE DO TÓPICO (1)
II. A CORAGEM E O ZELO DE BARUQUE
Baruque foi para Jeremias um fiel secretário, escriba, porta-voz, companheiro e amigo. Foi ele quem escreveu a primeira e a segunda edição do livro que registrava tudo o que Deus havia dito a Jeremias a respeito de Judá, Israel e várias outras nações, desde o 13° ano de Josias (626 a.C.) até o 4° ano de Jeoaquim (609). Jeremias ditava e Baruque escrevia. Foi Baruque também que leu o livro duas vezes, primeiro para o povo reunido no templo em dia de jejum, e, depois, para um seleto grupo de líderes em lugar mais reservado. Depois de ter escrito o livro, Baruque teve uma crise e desabafou: “Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso” (Jr 45.3).
1. Cuidava dos negócios particulares de Jeremias. Deus nos chamou à honestidade, mesmo nas pequenas coisas que possamos facilmente ignorar. O sucesso celestial é infinitamente maior do que o terreno. Se formos fidedignos em nossos afazeres aqui, independente da função que ocupamos no Corpo, estaremos aprovados para lidar com a grandeza das coisas celestiais. Como cooperadores da obra do Senhor, tomemos cuidado de manter nossa integridade em todos os assuntos, quer grandes, quer pequenos.
2. Registrava fielmente as palavras de Jeremias. Foi o escriba de Jeremias. Na antiguidade, a maioria das pessoas não podiam aprender a ler e escrever, isso estava reservado à um pequeno numero de pessoas. Baruque teve acesso ao ensino e soube colocar seu conhecimento ao dispor do homem de Deus.
3. Lia as palavras de Jeremias. Primeiro, leu-as diante do povo; em seguida, perante os conselheiros do rei até que, finalmente, foi a mensagem lida diante do mesmo rei pela boca de um príncipe chamado Jeudi (Jr 36.21). Este fato aconteceu no verão de 605 a.C., pouco depois da vitória de Nabucodonosor sobre o Egito. Baruque cuidava dos negócios de Jeremias, registrava e lia as palavras dele com coragem e zelo. SINOPSE DO TÓPICO (2)
III. A EXPECTATIVA DE BARUQUE É FRUSTRADA
Depois de um trabalho muito importante (colocar num livro tudo o que o Senhor tinha dito até então) e de uma oportunidade maravilhosa (ler o conteúdo do livro duas vezes, uma para o povo e outra, para um grupo selecionado de líderes), Baruque entra numa crise emocional séria. Baruque se declara exausto de tanto gemer. A exaustãoemocional (da mente) dói mais do que a exaustão física (do corpo) e a exaustão espiritual (da alma) dói mais do que a exaustão emocional. Em alguns casos e em alguns momentos, uma pessoa pode sofrer exaustão física, exaustão emocional e exaustão espiritual.Como os pastores necessitam de secretários como Baruque!
1. A frustração de Baruque. No caso de Baruque, a crise o levou à oração, e oração de desabafo, a mais indicada no caso de exaustão. O desabafo é o ralo por onde se escoam as lágrimas. O escriba estava exausto de tanto gemer, à semelhança de Jó: “As minhas forças estão exaustas” ou “Meu rosto está rubro de tanto eu chorar” (Jó 16.7, 16), e Davi: “Cansei-me de pedir socorro” (Sl 69.3), Agur: “Fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto” (Pv 30.1), tão exausto como o próprio Jesus: “A minha alma está profundamente triste até a morte” (Mt 26.38). Baruque queixou-se de que o Senhor não diminuiu seu sofrimento, mas o aumentou. Ao meu ver, a frustração de Baruque adveio por alimentar a mesma expectativa de Deus e de Jeremias quanto ao resultado da leitura do livro: O povo poderia se converter de sua má conduta e, então, receber o perdão do Senhor (Jr 36.3, 7). Mas nada aconteceu. Ao contrário, quando o livro foi lido pela terceira vez, na presença de Jeoaquim, em seu apartamento de inverno, “cada vez que Jeudi terminava a leitura de três ou quatro colunas, o rei cortava com uma faquinha aquele pedaço do rolo e jogava no fogo... até que o rolo inteirinho virou cinzas” (Jr 36.23-24 - NTLH). O mesmo tipo de dor tem atingido muita gente, inclusive Jesus (Mt 23.37-39), Paulo (Rm 9.2) e o próprio Jeremias (Lm 3.48-51). “O sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos”Para quem esperava um sucesso imediato, Baruque só vê dificuldades e frustrações.
2. A destruição de Jerusalém. Baruque, como é evidente, tinha sofrido em companhia de Jeremias, como resultado da comissão profética de Jeremias. Desesperado e vencido pelas dificuldades, recebe recomendações divinas de não procurar grandezas para si, mas de ser grato a Deus por escapar com vida. Dessa forma, ter a alma como espólio, ou herança, já era um grande negócio.
3. O tratamento recebido por Jeremias. Sua expectativa era de vir a ocupar algum cargo elevado, mas, para sua frustração, não passou de secretário do homem mais odiado em Judá! Deus disse a Baruque o que fala ainda hoje a cada um de nós. Seja o melhor que puder, mas não espere mais do que você é. A ambição egoísta foi inadequada quando a nação enfrentou o julgamento divino, e em outras ocasiões" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 475). Deus explica a Baruque que ele não deveria buscar “coisas especiais” para si próprio. Talvez Baruque buscasse ser tratado de maneira diferenciada – como alguns Baruques de hoje - uma espécie de salvo-conduto – assim como: ‘não toqueis no meu ungido’ - queria um abrigo onde pudesse se proteger da guerra, da fome e da peste, e encontrar água e comida à vontade e por muito tempo – usufruir da lã das ovelhas a seu bel prazer. Esta mesma expressão “coisas especiais” é traduzida em algumas versões por “grandes coisas”, “grandes favores”, “grandes projetos”, e “coisas grandiosas”. Na NTLH (SBB) lê-se: “Será que você está querendo ser tratado de modo diferente?” A Bíblia Viva (Ed Mundo Cristão) traz um texto mais contundente: “Você pensa em ajuntar riquezas? Não estamos na época de pensar nisso. Pare de correr atrás do dinheiro” – Há se esta versão fosse a mais lida por nós!.
4. As acusações contra Baruque. Além do mais, Baruque chorava porque corria risco de vida, porque estava por dentro das iniqüidades praticadas pelo povo, porque tinha conhecimento do juízo de Deus prestes a se abater sobre o povo e porque ele próprio estava ao alcance das desgraças que se sucederiam, mesmo não participando da corrupção generalizada. Baruque sofreu grande frustração em seu ministério e vida pessoal, porquanto esperava sucesso, reconhecimento e prestígio de Jeremias e do povo. SINOPSE DO TÓPICO (3).
IV. SUCESSO OU EXCELÊNCIA?


Nesta lição a definição de sucesso não é apresentada de maneira acertada. Sucesso é fazer bem feito; resultado é conseqüência. Para entender o sucesso, é melhor relacioná-lo com outra palavra: excelência; são intrínsecos. Quando alguém tem compromisso com a excelência, realiza seu trabalho com sucesso, o que o leva a alcançar os resultados desejados. 

“Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada”. Aristóteles quando escreveu “Ética a Nicômaco”, estava, pretensamente, escrevendo para seu filho e, nessa obra, encontramos as bases da excelência. Os três ingredientes citados se combinam para preparar o prato do sucesso, ainda que em doses diferentes, dependendo da etapa da vida. “Busque o bem”, disse o filósofo. Não há razão para preocupações quando se assume compromisso com a excelência. Se por acaso você faz um trabalho que não lhe agrada, faça-o da melhor maneira possível, pois esta é a única garantia de que você não o fará para sempre, pois, com certeza, será conduzido a outras missões sequiosas de excelência. Não sabemos o que o filho de Aristóteles fez da vida, mas outro jovem que foi quase seu filho adotivo era Alexandre, o líder que conquistou praticamente todo o mundo conhecido antes de completar 30 anos. (por Eugênio Mussak, publicado na Revista Você S/A - mar. 2007)



1. A efemeridade do sucesso. “O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice.”-Charles H. Spurgeon, Another Word Concerning the Down-Grade, in The Sword and the Trowel, Agosto de 1887, p. 398. O que é sucesso? A maioria das definições inclui referencias a alcançar metas e adquirir riqueza, prestígio, favor e poder. De acordo com essas definições Jeremias não passou de um pobre fracassado, serviu de porta-voz à YAHWEH por quarenta anos, mas quando falava ninguém dava crédito. Era pobre e sofreu severas privações: foi lançado na prisão, numa cisterna, foi levado para o Egito contra sua vontade, foi rejeitado por seus vizinhos, por sua família, pelos sacerdotes e profetas, pelos amigos, pelo rei... viveu só. Essa foi a vida do profeta. Pelas novas teologias, a vida de Jeremias não foi um sucesso, mas para o Senhor, esse profeta é um dos mais bem sucedidos de toda história! De acordo com o padrão exigido por Deus, o sucesso envolve obediência e fidelidade; obediência ao chamado e fidelidade à proclamação da mensagem divina. O texto de Charles H. Spurgeon foi escrito em 1887, mas soa atualíssimo, em seu jornal intitulado The Sword and the Trowel – A Espada e a Colher de Pedreiro, ele batalhava contra a insurgencia da Era do Show Business, contra o entretenimento. Nada mais atual! No Show-Business, a verdade é irrelevante; o que realmente importa é se estamos sendo ou não entretidos. Atribui-se pouco valor ao conteúdo; vale mais o estilo. O sucesso está norteado pela capacidade ou não de arrancar uns ‘glória à Deus’ do público; de quanto se pode arrecadar no ofertório; do número de ouvintes que pode ajuntar.



“Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada”.


2. A glória da excelência. "Estamos freqüentemente dispostos a observar determinados costumes simplesmente por causa da tradição. No entanto, devemos obedecer à Palavra de Deus, porque ela é eterna. " Bíblia de Estudo Aplicação PessoalREFLEXÃO. Um conceito associado à glória é a idéia de aprovação ou louvor. Paulo lembra aos tessalonicenses que, quando ele ministrou entre eles não buscava a 'glória dos homens' (1 Ts 2.6), ou seja, o louvor ou aprovação das pessoas. A única aprovação e louvor que importa para Paulo é o de Deus (1 Co 4.5). Por sua vez, dar glória a Deus diferencia a pessoa que tem comunhão com Ele das que não a têm. Paulo, ao descrever os que rejeitam a verdade a respeito de Deus, diz: 'Não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças' (Rm 1.21). Em contraste com isso, temos um indivíduo de fé como a de Abraão que dá 'glória a Deus' (4.20). Assim, as pessoas dão glória a Deus por meio do que falam e fazem, isto é, ao expressar louvor e dar graças a Ele e ao representá-lo, refletindo o caráter do Senhor e fazendo a vontade dEle (ZUCK, Roy B (ed). Teologia do Novo Testamento. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.279). Aqueles que militam na obra de Deus devem buscar a excelência da obra e a glória de Deus, e não, o sucesso ministerial. SINOPSE DO TÓPICO (4).
(III. CONCLUSÃO)

Os verdadeiros servos de Deus fogem do orgulho no coração, nos olhos e nas ações. A superestima, o super-ego, e o amor próprio produzem um fruto: o orgulho. O obreiro não deve buscar o reconhecimento, a atenção e o elogio. Devemos fazer uso da simples, clara e, no entanto, profunda oração de Davi para exprimir nosso profundo sentimento de confiança no SENHOR: “SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim” (Sl 131.1). Baruque deveria expressar o mesmo sentimento de desprendimento de Jeremias, deveria expressar a confiança de um relacionamento pessoal e íntimo com Deus. Numa situação de dificuldade, não podemos esperar recompensa! Aqueles que hoje sofrem, colhendo os frutos amargos dos seus próprios pecados, podem clamar a Deus, certos de que Ele os perdoará, sarará e os trará à comunhão com Ele mesmo. Deus quer manifestar sua misericórdia a todos os atribulados, livrando-os da escravidão do pecado para que conheçam seu amor, seu cuidado e sua bondade. Que a nossa única preocupação seja buscar a glória de Deus para a Sua glória, porque Ele é o Senhor da glória!


APLICAÇÃO PESSOAL
Talvez você não tenha certeza de que quer que sua vida faça diferença. Talvez você nem sequer já parou para pensar se faz diferença na sua comunidade cristã. Seu desejo talvez seja só querer que as pessoas gostem de você. Se as pessoas só gostarem de estar ao seu lado, você já ficará satisfeito. Talvez ter um bom emprego, uma boa esposa ou esposo, bons filhos e um bom carro e um circulo de amizade composto por bons amigos, se você puder ter tudo isso você já ficaria satisfeito. Isso seria sucesso? Na verdade, para o cristão autêntico, carregar a cruz é um modo maravilhoso de alcançar o sucesso exigido pelo padrão de Deus! Deus quer que nos concentremos em ideais maiores do que os existentes nesta vida. O mal que assola a igreja hoje é amor a este mundo, é o esquecimento de que somos peregrinos e estrangeiros aqui. A nossa casa verdadeira e eterna está em outro lugar. É por isso que Paulo disse: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1Co 15.19). Fico surpreso com a mudança radical que a pregação do Evangelho tem sofrido de uma década para cá, de uma mensagem cristocêntrica para uma mensagem humanista. Spurgeon escrevel há mais de 100 anos palavras que bem se aplicariam ao contexto atual: “A apatia está por toda a parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor”-Charles H Spurgeon, citado por John MacArthur em Com Vergonha do Evangelho, Ed Fiel. Em muitos aspectos, é o que está englobado na soberba da vida. Ficamos tão arrogantemente presos à essas novas teologias que chegamos a exigir de Deus, a encostá-Lo contra a parede, a se revoltar mesmo! Não podemos amar o mundo e Deus ao mesmo tempo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15). Não enxergo nessa lição, Baruque buscando o sucesso ministerial, mas o vejo, a exemplo de Jeremias, esperando o melhor para o povo judeu, daí o seu ‘gemer’. Mas, seguindo a visão do comentarista, talvez Baruque não tenha aprendido o suficiente com o profeta, talvez tenha ficado inebriado com a provisão de Deus na vida de Jeremias, dando livramento em todas as más ocasiões, o fato é que, o escriba gemeu... Baruque sofreu grande frustração em seu ministério e vida pessoal, porquanto esperava sucesso na sua missão – o arrependimento do povo e a provisão de dias melhores para Judá. Como crentes individualmente, exerçamos nossa vocação com simplicidade e humildade, sem esperar o retorno aqui nessa vida - “O sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos”.
N’Ele,
Francisco A Barbosa
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Bíblia de Estudo Genebra, ECC/SBB;
- Bíblia de Jerusalém, Nova edição Revista e Ampliada, Paulus, 2006;
- Another Word Concerning the Down-Grade, Charles H. Spurgeon, in The Sword and the Trowel, Agosto de 1887, p. 398;
- Com Vergonha do Evangelho, John MacArthur, Ed Fiel.
- Eugênio Mussak, artigo publicado na Revista Você S/A - mar. 2007


RESPONDA
1. Quem foi Baruque?
R.Ele era filho de Nerias e pertencia a nobreza de Judá.
2. Qual era a sua função?
R. Era secretário de Jeremias.
3. Por que se sentiu ele frustrado?
R. Porque o povo não deu crédito a Palavra do Senhor. O rei cortou o rolo com o canivete e jogou-o no braseiro.
4. Qual a diferença entre a excelência e o sucesso?
R. O sucesso faz o nome do obreiro, todavia não o torna conhecido diante de Deus.
5. Você tem perseguido a excelência no ministério?
R. Resposta pessoal.
BOA AULA!

 

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