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quinta-feira, 9 de julho de 2015

LIÇÃO - 2 O EVANGELHO DA GRAÇA

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O EVANGELHO DA GRAÇA

Texto Áureo “(...) contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (At 20.24)

Verdade Prática = O evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

LEITURA BIBLICA = I TIMOTEO 1: 3-10

INTRODUÇÃO

Os ministros necessitam de mais graça do que outros, para realizar seu dever com fidelidade; e precisam de mais misericórdia do que outros, para perdoar o que está errado neles. E se, Timóteo, um ministro tão notável, necessitava da misericórdia de Deus, e precisava crescer e prosseguir nela, quanto mais nós, ministros, precisamos dela nesses tempos em que temos tão pouco do seu espírito excelente!

AS FALSAS DOUTRINAS CORROMPEM O EVANGELHO DA GRAÇA

Paulo diz a Timóteo qual era sua finalidade ao- nomeá-lo para esse ofício: te roguei que ficasses em Efeso. Timóteo, que tinha em mente ir com Paulo, estava relutante em sair debaixo das asas dele, mas Paulo queria que fosse assim porque era necessário para o serviço público: Te roguei, diz ele. Embora pudesse advogar autoridade sobre ele para mandá-lo, foi, na verdade, por amor que escolheu pedir a ele. A tarefa dele eracuidar para firmar os ministros e o povo daquela igreja:

Adverte-os para que não ensinem outra doutrina além da que receberam, e nada acrescentem à doutrina cristã com o pretexto de melhorá-la, ou de corrigir os defeitos dela. Não permita que a alterem, mas sejam fiéis a ela da forma como foi entregue a eles.
Observe: Os ministros não devem apenas ser exortados a pregar a verdadeira doutrina do evangelho, mas também a não pregar nenhuma outra doutrina. Ainda que um anjo do céu vos anuncie outro evangelho, seja anátema (Gl 1.8).

Nos tempos dos apóstolos havia pessoas que procuravam corromper o cristianismo (nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, 2 Co 2.17), caso contrário essa exortação a Timóteo não precisava ser feita. Ele não somente precisava cuidar para não pregar uma outra doutrina, mas ele deve exortar os outros para que não acrescentem coisa alguma ao evangelho, ou tirem algum detalhe dele, mas que o preguem de maneira pura e incorrupta. 

Ele também deve se empenhar em prevenir que não se ocupem com fábulas ou genealogias intermináveis e competição de palavras. Esse aspecto é repetido com freqüência nessas duas epístolas (como cap. 4.7; 6.4; 2Tm 2.23), bem como na epístola de Tito.

No meio dos judeus havia alguns que introduziam o judaísmo no cristianismo; e no meio dos gentios havia aqueles que introduziam o paganismo no cristianismo. “Guarde-se desses”, ele diz, “esteja atento em relação a eles, ou eles acabarão corrompendo e destruindo a religião no meio de vocês, porque mais produzem questões do que edificação”.

Aquilo que produz questões não visa à edificação; aquilo que dá oportunidade para discussões dúbias enfraquece a igreja em vez de edificá-la. E, creio, por analogia, que tudo o mais que produz questões em vez da edificação divina deveria ser repudiado e desprezado por nós, para que haja uma sucessão ou herança contínua no ministério dos apóstolos até os nossos dias, a absoluta necessidade da ordenação episcopal e da intenção do ministro na eficácia e validade dos sacramentos que ele ministra.

A Tarefa de Timóteo (1.3,4)

A responsabilidade imediata de Timóteo era esta: Para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina (3). O apóstolo não nos informa a quem ele se referia quando emitiu esta ordem; Timóteo provavelmente já sabia muito bem quem eram os envolvidos.

Paulo usa termos vagos para descrever a natureza destas heresias: Fábulas ou-.. genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé (4).

Mesmo que seja impossível concluir com plena certeza quais eram estes ensinos que o apóstolo percebia que estavam minando a fé dos cristãos efésios, não é forçar a interpretação sugerir que se tratava de um começo de gnosticismo. A heresia conhecida por gnosticismo, que no século II se tornou ameaça séria à integridade do ensino cristão, tinha raízes judaicas e gentias. Houve três fases sucessivas da influência judaica na igreja primitiva (ver Introdução). A segunda era a fase judaizante que Paulo combateu com tanta eficácia na Epístola aos Gálatas. E sobre a terceira fase, em que havia “revelações fingidas sobre nomes e genealogias de anjos”, que o apóstolo procura avisar Timóteo na passagem sob análise.

A falácia básica do gnosticismo era o posicionamento de um dualismo fundamental entre o espírito e a matéria, entre o bem e o mal. Reconhecidamente, Deus era bom, mas o mundo era essencialmente mau. 

Diante disso, como explicar que o bom Deus criou um mundo mau? Isto era realizado pelo conceito de um demiurgo — uma espécie de “semideus” suficientemente afastado do Deus santo a ponto de este não ser responsabilizado pela criação do mundo mau. Entendemos prontamente o fato de Paulo caracterizar essas especulações por fábulas (ou “mitos intermináveis”, NEB; cf. CH, NVT), e por que havia genealogias intermináveis. Esta última expressão refere-se à importância que o judaísmo dá a genealogias.

O Amor Fraternal tem de ser Preservado (1.5-7)

Outro fator, igual em seriedade ao primeiro, era este: estes ensinos tolerados na igreja não poderiam deixar de destruir o espírito do amor cristão, o qual é certeiro em identificar o grupo dos remidos. Ora, o fim do mandamento é a caridade (“o amor”, ACF, AEC, BAB, NVI) de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fénão fingida (5). Esta não é a primeira vez que Paulo ressalta que o amor é a essência da vida e experiência cristã. Ao longo dos seus escritos, mas particularmente em Romanos 13.8-10, o amor é para o apóstolo um resumo da totalidade da religião. Este é o seu desafio para os cristãos: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.8).

A FUNÇÃO DA LEI NA VIDA CRISTÃ, 1.8-11

Aqui em Éfeso, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas (6; “a um deserto de palavras”, NEB). Eles desejavam ser doutores da lei (7; “mestres da lei”, ACF, AEC, BAR, CH, NTLH, NVI, RA), mas eram totalmente ignorantes de sua interpretação cristã. A atmosfera essencial de amor não sobrevive por muito tempo em tal situação.

O apóstolo está transportando sua acusação do gnosticismo incipiente, que tinha aparecido em Efeso, para esta avaliação adicional da função da lei. E verdade que os deturpadores do caminho cristão contra quem ele está advertindo desejam ser mestres da lei — lei cujo significado eles torcem para servir aos seus propósitos nocivos. Não temos justificativa em repudiar a lei, porque uns poucos não a usam legitimamente (8). Paulo, que na controvérsia da “lei versus graça” tomou indiscutivelmente o lado da graça, deixou claro que há uma função válida e permanente a ser exercida pela lei, sobretudo a lei moral exarada nos Dez Mandamentos, Nos versículos 9 e 10, há uma referência consciente e óbvia à denominada “segunda tábua” do Decálogo (cf. Ex 20.12-17).

O que devemos entender pelas palavras: Alei não é feita para o justo (9)? Lógico que não significa que o justo não é mais susceptível à lei moral que o Decálogo enuncia de forma tão clara e perene.
Crer de outra maneira seria entregar-se ao antinomianismo. Essa lei foi nossa “professora” para levar-nos a Cristo. Mas conhecer Cristo como Salvador e Senhor é ter essa lei inscrita em nosso coração. Falando dos dias do novo concerto, Jeremias profetizou: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33).

Mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores (9) e para todos os outros transgressores na lista de malfeitores do apóstolo, a lei profere estrondosamente o seu “não”. Na descrição de Phillips, os profanos e irreligiosos são os “que não têm escrúpulos nem reverência” (CH).

Para estes e todos os outros que basicamente carecem de integridade moral, a lei pronuncia sua terrível palavra de julgamento. Este é o julgamento que o apóstolo indica claramente que aguarda os que desejam ser mestre da lei, mas que são tão estranhos à sua mensagem essencial que não entendem “nem o que dizem nem o que afirmam” (7).

Esta nota de julgamento do pecado, que W. M. Clow denomina “o lado escuro da face de Deus”, é o elemento negativo, mas fundamental, no evangelho da glória do Deus bem-aventurado (11). E cremos que este evangelho foi entregue a Paulo, em sua geração, e a nós, na nossa.

E difícil imaginar uma mensagem mais espantosa que este evangelho glorioso. Esta tradução mostra indistintamente o significado desse evangelho: “O evangelho que fala da glória de Deus em sua felicidade eterna” (11, NEB).

Era habitual nas cartas dos tempos antigos colocar, imediatamente depois da saudação, expressões de preocupação pelo bem-estar do destinatário. Em geral, Paulo segue esta convenção, embora por alguma razão, dentre as três Epístolas Pastorais só aqui ele o fez: Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia (3).

O apóstolo está falando de seu histórico até certo ponto totalmente diferente do que escreveu na primeira carta. Lá (1Tm 1.13), ele diz que outrora era “blasfemo, e perseguidor, e opressor”, ao passo que aqui ele fala em servir ao Deus dos seus antepassados com uma consciência boa. Estas duas atitudes não são mutuamente excludentes. Na primeira carta, ele estava pensando em sua oposição a Cristo, a quem, até que os seus olhos se abriram, ele considerava impostor.


Nesta carta, ele admite que houve em sua vida certa continuidade entre judaísmo e cristianismo. Ainda que reconhecesse as fraquezas inerentes ao judaísmo sem o seu cumprimento em Cristo, ele nunca deixou de apreciar os valores permanentes de sua herança. Esta verdade se mostra claramente em Romanos 9.3-5 e novamente em Filipenses 3.4-8.

O apóstolo nos dá quase que casualmente um vislumbre da intensidade e continuidade de sua vida de oração. Timóteo é levado ao trono da graça noite e dia (3). Paulo declara o mesmo fato concernente às suas igrejas e companheiros no evangelho. Como é ampla a solidariedade e como é grande a preocupação de alguém que tinha responsabilidade tão constante! Chegamos a pensar que entre as pressões da vida prisional ele tenha querido dar uma pausa nessa tremenda responsabilidade. Contudo, sua responsabilidade pela obra de Deus é ainda maior que antes, agora que a voz pregadora fora silenciada.

A GRAÇA SUPERABUNDOU COM A FÉ E O AMOR

Paulo, em suas pregações e escritos, não se acanha de usar as próprias experiências como exemplos, e fala das próprias frustrações, batalhas e fracassos interiores. Ele não denigre sua própria sinceridade e integridade(2 Coríntios 1:23; Romanos 9:1, 2), mas também não as exalça indevidamente. “Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo, além do que convém, antes, pense com moderação segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Romanos 12:3).

Paulo estava plenamente cônscio de suas próprias falhas e deficiências, visto que seu padrão era a maturidade segundo a “estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:1 3). Ele confessou suas próprias limitações: “Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). Em vez de desanimá-lo de mais esforço moral, o reconhecimento de suas próprias deficiências levava-o a avançar “para as [coisas] que diante de mim estão”Seus ditos refletem sua auto-imagem.

“Não havia falta de confiança com Deus no concernente a Paulo. A fé na palavra de Deus, que Paulo exibiu nos altos mares, era típica da confiança que ele tinha em Deus de fazer tudo quanto prometia. “Pois eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito” (Atos 27:25). Uma das importantes funções do guia espiritual é comunicar aos que o seguem a fé e visão que ele próprio possui. Paulo era, acima de tudo, um homem de fé. Sua confiança em Cristo era absoluta, e aonde quer que fosse, deixava pessoas cuja fé havia sido reavivada e renovada.

Em suas cartas ele tinha muito que dizer acerca da fé que revelam seus próprios discernimentos. Ele via a fé como o princípio da vida diária do cristão. “Andamos por fé, e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5:7). Um desejo ardente de sinais exteriores ou milagres ou de sentimentos interiores para amparar a fé era, para ele, marca de imaturidade espiritual. A fé se ocupa com o invisível e espiritual. A vista está interessada no tangível e visível. A vista concede realidade somente às coisas presentes e visíveis. “A fé é a certeza de coisas que se esperam a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus11:1).

Fé é confiança, esperança, crença, e trata diretamente com Deus. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus” (HebreuS 1 1:6). A fé que Paulo tinha em Deus era como a de uma criança, confiança sem esforço que nunca foi traída. Com tal Deus conforme as Escrituras revelavam, ele se sentia muito à vontade tanto no reino do impossível como no do possível. Seu Deus não conhecia limitações, e, portanto era digno de confiança ilimitada.

Humildade

O currículo dos cursos de liderança do mundo, nos quais se avolumam a preeminência, a publicidade e autopromoção, não inclui a humildade. Falando a... discípulos, Jesus disse: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Marcos 10:43) . Quanto a este assunto, Paulo seguia de perto pegadas de seu Senhor. “Paulo nada tinha de obstinação que é a peremptoriedade exclusiva do homem consciente de sua própria grandeza.” Ele viveu na humildade de um grande arrependimento. Embora não insistisse nesse ponto de maneira mórbida, ele nunca se esqueceu de que fora implacável na perseguição à igreja de Deus; e quando seus inimigos disseram que ele não merecia viver, não discutiu tal avaliação. Um sentido sempre presente de dívida levava-o a fazer uma humilde estimativa de si próprio. Não desejava ter reputação mais elevada do que merecia. “Pois se eu vier a gloriar-me não serei néscio, porque direi a verdade; mas abstenho-me para que ninguém se preocupe comigo mais do que em mim vê ou de mim ouve” (2 Coríntios 12:6).

Ele admoestou os cristãos colossenses a que se acautelassem de uma humildade autoconsciente, ascética, que na realidade é a mais sutil forma de orgulho. “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos... e não retendo a Cabeça. . .“ (Colossenses 2:18, 19).

A humildade de Paulo era uma característica progressiva, que se aprofundava com o passar dos anos. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo (1 Coríntios 15:9).
A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo (Efésios 3:8).Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Timóteo 1:15)

UM CONVITE A COMBATER O BOM COMBATE

A fé na Palavra de Deus deve ser a nossa única luta.
Por isto Timóteo foi encarregado de corrigir todas as distorções doutrinárias da Palavra de Deus (vs 18). Afinal, toda a Palavra de Deus é fidelíssima e digna de total aceitação (vs 15) por ser a receita da verdadeira felicidade (vs 11). Porém, a fé nas escrituras não é algo que simplesmente devemos pregar. Antes, é aquilo pelo qual devemos lutar, ou seja, nos dedicarmos inteiramente, sem distrações.

Contudo, tal luta não pode ser travada de qualquer jeito. O combate a ser travado deve ser (vs 18 e 19):

1. Bom -> buscando na virtude e na Palavra de Deus a solução de todas as demandas;
2. Conforme aquilo que Deus falou conosco -> não é para servirmos a Deus do nosso jeito, mas do jeito Dele e conforme aquilo que Ele designou para nós;
3. Conservante da fé -> a nossa confiança em Deus deve ser mantida, a ponto de jamais querermos usar de violência (usarmos nossa força e capacidade) para resolvermos as pendências. Antes, como crianças recém-nascidas (Mc 10.14,15; 1Pe 2.2), devemos desejar a manifestação sobrenatural do Pai;

4. Conservador da boa consciência -> ou seja, o importante não é apenas o que fazemos, mas aquilo que está sendo implantado no coração de cada pessoa, incluindo o nosso. De que adianta ajudar muitas pessoas, se isto trouxer dano e dor a outros (ver Mt 18.6-9; Rm 14.22; 1Co 10.29-32).

Quem rejeita tais coisas acaba naufragando (perdendo-se) na fé (vs 19). Ou seja, a pessoa continua tendo fé em Jesus. Todavia, de modo completamente pervertido, confuso, desproposital, tal como se deu com:

1. Himeneu-> este se dedicou aos falatórios inúteis e profanos que produzem maior impiedade (2Tm 2.16-18), que corrói a alma como gangrena. Ele estava afirmando que a ressurreição já tinha acontecido, o qual fez com que a fé de alguns ficasse pervertida.

2. Alexandre-> É difícil saber se este Alexandre é o latoeiro (2Tm 4.14), filho de Simão, o cireneu (Mc 15.21), que quis falar ao povo de Éfeso em (At 19.33), mas que, por ter naufragado na fé, causou muitos males a Paulo (2Tm 4.14).

Admitindo que todos estes Alexandres são a mesma pessoa, podemos comprovar o que Jesus disse em (Mt 12.44,45).
           
Paulo os excluiu da comunhão da Igreja, o que deixou eles entregues a satanás (ver 1Co 5.3-5). Afinal, apenas esta detém as revelações espirituais. Fora da Igreja a pessoa fica na escuridão, alheias aos oráculos de Deus (1Jo 1.5; Rm 3.2; Hb 5.12; 1Pe 4.11). O objetivo era a destruição da carne a fim de que o espírito pudesse ser salvo no dia do Senhor Jesus (1Co 5.3-5) e eles parassem de blasfemar (vs 20).

A rejeição da fé e suas consequências. Aquele amor caracterizado em 1 Coríntios l 3 não é demonstrado pelo falso mestre. E claro que ninguém consegue chegar à plenitude do amor referido por Paulo naquele texto, mas o verdadeiro mestre se esforça em apresentá-lo.O falso mestre pode demonstrar amor de várias maneiras, mas não vai ser o amor verdadeiro, o amor cristão. A sua preocupação não está na decisão de amar, mas em influenciar as pessoas, com determinado objetivo que pode ser hipócrita.

1. Coração puro. Lembre-se de que coração para a cultura oriental não está relacionado estritamente ao sentimento, mas à vontade e aos desejos. Um falso mestre tem desejos impuros e sua vontade está em satisfazer a esses desejos.

2. Consciência boa. Ter consciência boa é reflexo de coração puro. Se temos desejos puros, se o Espírito Santo habita em nós (I Co 2: lo- 16), se buscamos experiência com Deus e conhecimento na Palavra (como vimos em Hb 5:11-14), teremos uma consciência boa.

3. Fé hipócrita. Quem tem coração impuro e consciência má écerto que terá uma fé hipócrita. Hipócrita era o ator do teatro grego (alguém que fingia seralgo que não era). Uma fé hipócrita é aquela que finge ser uma fé verdadeira, mas não é.

CONCLUSAO

Paulo lembra Timóteo do propósito do seu trabalho como evangelista em Éfeso: a correção do erro. "Certas pessoas" estavam deixando de ensinar a doutrina de Cristo em favor de "outra doutrina" e "fábulas e genealogias sem fim". Por causa destas coisas, alguns não estavam crescendo no "serviço de Deus", mas estavam se perdendo em discussões inúteis (1:3-4). Timóteo precisava exortar a igreja acerca de "amor... de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia" (1:5). Onde não há amor pela verdade de Deus e pelas pessoas que precisam da salvação, a consciência se engana, e ao seguir e ensinar com fervor as doutrinas de homens, a fé e as obras se tornam vãs e hipócritas (1:6-7; veja 2 Tessalonicenses 2:9-12; 1 Timóteo 4:1-2; 2 Timóteo 4:1-4; Mateus 15:7-20).


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFFIA

Comentário Bíblico Mathew Henry
Paulo o Líder = J. OswafSanders Edição 1996
Comentário Bíblico Volume 09 -Beacon As Epistolas Pastorais
Guia do Professor = Desafios de Um Jovem Líder - Editora Cristã Evangélica


Retirado do Blog :  EV ISAIAS DE JESUS

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Evangelho propaga-se entre os Gentios

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O Evangelho propaga-se entre os Gentios 


Texto Áureo = “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.” At 10.45.


Introdução:


Na Lição de numero 8, Com a morte de Estevão, houve uma porta aberta para a propagação do Evangelho, mesmo que ainda os “cristãos” que só foram chamados assim no capitulo 11.26 em Antioquia, não entenderam que foram chamados para pregar o evangelho em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os Confins da terra. Em seguida com a Salvação de Saulo de Tarso na lição de numero 9, Deus abre de vez as portas para o Evangelho aos Gentios, pois até então só existia dois povos: Judeus e Gentios, vindo agora com a vinda de Jesus, desenrolar o mistério de um terceiro povo a Igreja, formada de Judeus e Gentios convertidos ao Cristianismo. Nesta Lição veremos o Evangelho propagar-se entre os Gentios tendo como figuras principais: Pedro e Paulo.


I. Os Gentios no Antigo Testamento.


Gentio: Todo aquele nascido fora da comunidade de Israel, e estranho às alianças que o Senhor Deus estabeleceu com o seu povo. Sob este prisma, até mesmo os hebreus incrédulos são tidos como gentios, e os gentios convertidos podem ser considerados hebreus. Porque, conforme explicou Paulo, judeu é o que aceita os termos dos concertos propostos por Deus (Rm 2.29).


1 – Um novo começo com Noé. Por causa da grande maldade dos homens (Gn 6.5,11) Deus resolveu destruir todos os seres vivos(6.13), exceto o Justo Noé e sua família (6.9,18). Quando Noé e sua família saíram da arca após um ano e dez dias, ele construiu um altar e ofereceu sacrifícios a Deus (8.14-20) Deus abençoou Noé e sua família (9.1) Por intermédio dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé vieram às nações com suas respectivas geografias. Infelizmente, a humanidade porfiou em desobedecer a Deus (Gn 11.1-9). Foi aí que em meio a essa decadência moral, Deus santifica um descendente de Sem, Abraão, para que dele uma nova nação fosse formada (Gn12.1-3).


2 – A exclusividade dos descendentes de Abraão. Ao chamar Abraão, o Senhor dá início à história de Israel (Gn 12.1-3). Seu propósito à nação Judaica era torná-la uma propriedade peculiar, um reino sacerdotal e um povo Santo. “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex. 19.5,6). Estava formado o início do povo Judeu.


Obs: Muitas coisas ainda estavam para acontecer, pois para que este povo fosse exclusivo precisava de um preparo especial, que só Deus sabe o padrão que eles deveriam alcançar por isso a provação no deserto que foi uma verdadeira escola para o povo, o cativeiro etc. A partir de então todas as demais nações passaram a ser conhecidas como Gentios.


II – Os Gentios em o Novo Testamento.


Deus ao escolher um povo para que seja modelo para as demais nações, não estava amando mais uma do que a outra, pelo contrário com esse gesto estava dizendo que a Salvação vinha dos Judeus, mas que não estava restrita a este povo, conforme Jo 3.16. Quando lemos Jo 1.11 e 12 vemos: “Veio para o que era seu, e os seus (judeus) não o receberam. Mas, a todos (Gentios e Judeus) quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (igreja), aos que crêem no seu nome.



1. Nos Evangelhos.


Há varias referencias aos gentios (Mt 6.7, 32) “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos”. “(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas” (Mc 10.33) “Dizendo: Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios”. Não eram vistos como boas companhias, mas como impuros, indignos, pecadores por isso os escribas e fariseus fecharam o coração para a mensagem de Jesus. (Mc 2.16) “E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores”?


2. Nos Atos dos Apóstolos.


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.(At 1.8). Este versículo estabelece a obrigatoriedade de se pregar aos judeus (Jerusalém), mas não ficar restrito a eles, mas ir além das fronteiras de Israel, a todas as gentes (mundo). Só após a conversão de Paulo, é que se declara aberta e enfaticamente a evangelização das nações. (At 13.44-48) “E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.


Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A fim de que sejas para salvação até os confins da terra. E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. Havia ainda uma resistência por parte dos apóstolos em expandir o evangelho aos Gentios, porém as portas foram abertas para quebrar essa barreira, quando o Evangelho chegou a casa de Cornélio e ele e toda a sua família, receberam o batismo com o Espírito Santo. Pedro e os demais apóstolos convenceram-se de que Deus concedera a Salvação aos Gentios.


Em Atos 8.26-40 Filipe não restringiu-se apenas a Samaria, mas impulsionado pelo Espírito Santo foi até uma estrada no deserto, onde encontrou um etíope que voltava para casa depois de visitar Jerusalém. Filipe teve a oportunidade de explicar-lhe um texto bíblico, testemunhou-lhe de Jesus e batizou-o. A Etiópia fica no continente Africano, muito longe de Jerusalém, mas já tinha um salvo naquele continente. Glória a Deus.


3. Missão e Salvação entre os Gentios.


Se Pedro, com o evangelho da circuncisão (Diz respeito aos Judeus, Aliança feita com Abraão, através do qual o individuo fica apto a fazer parte do povo de Deus), é proeminente nos capítulos de 1 a 12 de Atos, nos capítulos de 13 a 28, destaca-se Paulo com o evangelho da incircuncisão (Diz respeito aos Gentios). O Apóstolo Paulo em seus ensinamentos mostrou que a verdadeira circuncisão não é a externa. Mas a que se pratica no coração (Cl 2.11). Advém esta do verdadeiro arrependimento e da verdadeira fé nos desígnios de Deus. Trata-se porém de um só evangelho – o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo convicto de sua chamada missionária aos Gentios, pregava com ânimo e determinação, não foram poucos os gentios que se converteram ao Senhor e de bom grado ouviram a exposição da graça divina.


III – Judeus e Gentios unidos por Deus mediante a Crusz.


1. A Igreja de Deus.


Essa expressão que Pedro usa “[...] Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome” At 15.14. é muito importante, pois está implícita que Deus tirará dentre os povos um povo seu, zeloso e de boas obras, isso aplica-se também aos Judeus. O assunto principal do capítulo 15 é justamente sobre gentios na igreja. Alguns “judaizantes” que Paulo assim os chamou pois queriam que os gentios que se convertiam ao evangelho de Jesus, cumprisse com toda a lei. Aí entra Pedro com seu Testemunho que foi decisivo para a liberdade do Evangelho entre os Gentios. Tiago o irmão de Jesus e líder da igreja em Jerusalém, ficou com a última palavra. Em termos teológicos, os gentios não seriam impedidos de se tornar cristãos; não se exigiria deles que se submetessem à circuncisão.
De ambos os povos Judeus e Gentios, Deus fez um só povo, derribando a parede de separação que estava no meio, e, pela cruz, reconciliou ambos com Deus em um corpo (Ef 2. 14-16).


A Unidade cristã


A unidade cristã está fundamentada no compromisso de cada cristão com o único Deus. A submissão conjunta a ele resultará em uma igreja unida em adoração, comunhão e serviço. O evangelho de João lembra a igreja de que a unidade era o propósito do Senhor para os seus seguidores (Jô 17.20-23). A oração de Jesus para cada geração de crentes foi “que todos sejam um”(Jo 17.21). Judeus e gentios. Essa unidade mútua deriva da unidade conjunta com o Pai e o filho.


2. Expansão da Igreja entre os Gentios.


Através de suas viagens missionárias, Paulo propagou o evangelho entre os povos e culturas conhecidos naqueles dias (Rm 15.19,20). Em várias regiões, estabeleceu ele igrejas constituídas notadamente por gentios (Rm 16.4).
No Tempo de Paulo, a evangelização tomou um impulso muito grande, no entanto hoje é onde estão os países que mais precisão de ouvir o evangelho, na chamada Janela 10x40.

A presente situação do cristianismo, das religiões mundiais e da evangelização mundial


No final do século xix e início do xx, muitos líderes de missões sentiram que religiões falsas enfraqueceriam gradualmente ou até morreriam devido ao impacto do cristianismo e da cultura ocidental.

1) no século xx, o cristianismo tornou-se a primeira religião universal, no sentido de possuir representantes em todas as partes do mundo e em quase todas as nações.


2) ainda que a vasta maioria dos cristãos professos estivesse no mundo ocidental no início do século xx, essa situação mudou de maneira expressiva.
3) as igrejas do mundo não-ocidental têm-se envolvido cada vez mais em missões transculturais nas últimas duas décadas.


4) se definirmos “evangelizados” como as pessoas que ouviram um anúncio inteligível do evangelho, a porcentagem da população mundial já evangelizada subiu de um pouco mais de 50% em 1900 para cerca de 75% hoje.



Conclusão.



Durante o ministério do Apóstolo Paulo, este homem dedicou sua vida ao evangelho de Jesus Cristo, conforme suas palavras: "Fiz-me como de fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns." (I Coríntios 9 : 22). Verdadeiramente ele abraçou a causa do evangelho, Glória a Deus que o evangelho chegou até a nós, pois esse homem dedicou toda a sua vida para levar o evangelho aos Gentios.


Hoje o maior desafio da igreja, é claro que é levar o evangelho a toda criatura, conforme a grande comissão. No entanto outra cousa mim preocupa é o versículo que está escrito em Romanos: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10 : 14) e em Isaías: "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." (Isaías 6 : 8). É muito bonito criar slogans, “Missões está no Coração de Deus”, mas o que temos feito para mudar a situação do mundo? Como estamos influenciando esta geração.

Que o Senhor Jesus, use de misericórdia para com nosco. Um abraço de seu irmão em Cristo Pb Josenildo Cardoso.

Bibliografia:
Manual bíblico Vida Nova.


Elaboração por:- Pb. Josenildo Cardoso Cavalcante 

terça-feira, 1 de março de 2011

O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS

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O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS
Texto Áureo: At. 10.45 – Leitura Bíblica em Classe: At. 10.44-48; 11.15-18

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @ebd_ADMossoro

Objetivo: Mostrar aos alunos que Deus não faz acepção de pessoas, de nações ou de raças e que deseja que o evangelho de Jesus Cristo seja anunciado entre todos os povos.

INTRODUÇÃO
A pregação do evangelho, nos primeiros capítulos de Atos, ficou restrita a Jerusalém. No capítulo 8, esse passa a ser enunciado entre os samaritanos, mas fazia-se necessário que esse fosse mais além. Na aula de hoje, estudaremos a respeito da pregação de Pedro entre os gentios, mais especificamente, na casa de Cornélio, ressaltando seus efeitos a todos aqueles que recebem a Cristo como Salvador.

1. CORNÉLIO, UM OFICIAL PIEDOSO
Na cidade de Cesaréia, habitava um oficial romano, por nome Cornélio. Lucas o apresenta como “centurião da coorte, chamada italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa”. Esse homem praticava sua fé em Deus por meio de “muitas esmolas ao povo e de continuo orava a Deus” (At. 10.1,2). O registro lucano demonstra ser esse um homem que buscava agradar a Deus, era sensível à causa dos necessitados e um pai de família exemplar. O texto dá a entender que Cornélio era um convertido ao judaísmo e que tinha a intenção de servir a Deus. Em resposta às suas orações, ele recebeu a visita de um anjo, que veio até ele, não para pregar o evangelho, pois essa não era sua atribuição, mas para indicar onde encontrar um mensageiro da Palavra, o apóstolo Pedro. O oficial romano envia “dois dos seus domésticos e um soldado piedoso” para irem a Jope, a fim de chamar “Simão, que tem por sobrenome Pedro” (At. 10.5). Enquanto esses se dirigiam a Jope, o Senhor deu uma visão a Pedro na qual ele viu um lençol, que representava o mundo, os quatro cantos; apontando para os quatro pontos cardeais da terra; os animais que simbolizavam as raças e que seriam alcançadas pela pregação de Cristo. A visão dada a Pedro pode ter resultado da sua condição espiritual, pois se encontrava em jejum: “estando com fome, quis comer: mas, enquanto lhe preparavam a comida sobreveio-lhe um êxtase” (At. 10.10). Ele ouviu uma voz que dizia “mata e come” (At. 10.13). A resposta do apóstolo foi decisiva: “De modo nenhum, Senhor” e acrescentou “jamais comi coisa alguma comum e imunda” (At. 10.15). A visão do lençol se repetiu “por três vezes, e logo aquele objeto foi recolhido ao céu” (At. 10.16). Aquela visão deva ter deixado Pedro perplexo e confuso, mas enquanto “meditava acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão ai dois homens que te procuram” (At. 10.19). Deus é Senhor das situações, pois Ele preparou Pedro, o judeu, para que esse levasse o evangelho a Cornélio, o gentio.

2. A PREGAÇÃO DE PEDRO EM CESARÉIA
No dia seguinte Pedro partiu com eles, acompanhados por alguns irmãos que habitavam em Jope. Cornélio o esperava, e para ouvi-lo, preparou o ambiente, reunindo “seus parentes e amigos íntimos” (At. 10.24). A atitude de Cornélio deva servir de exemplo para os cristãos dos dias atuais, a fim de que possam abrir portas para que o evangelho de Cristo seja anunciado, entre vizinhos e parentes. Cornélio era tão temente a Deus que ao avistar Pedro prostrou-se aos seus pés e o adorou. Mas Pedro, diferentemente de alguns líderes religiosos, que gostam de ser adorados, “o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem” (At. 10.26). Em seguida, passou a expor a verdade do evangelho, partindo da revelação que o Senhor havia lhe dado: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável àquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo” (At. 10.34,35). A mensagem de Pedro revela que Deus não faz distinção geográfica de pessoas, isto é, quanto à nacionalidade. Isso não quer dizer que elas podem ser salvas por meio das obras (Ef. 2.8,9). Jesus é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo. 14.6) e em nenhum outro há salvação senão no nome de Jesus (At. 4.12). Pedro foi enviado a Jope justamente para proclamar a morte e a ressurreição de Cristo (At. 10.38-40). A mensagem do apóstolo alertou os ouvintes quanto ao juízo: “ele é quem foi constituído por Deus juiz de vivos e mortos” (At. 10.42). Em consonância com o evangelho, declara também “que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” (At. 10.43). A pregação de Pedro foi genuinamente evangélica, ele anunciou a condição de pecado das pessoas (Rm. 3.23), as conseqüências do pecado (Rm. 6.23), a incapacidade da salvação pelas obras (Ef. 2.8,9), a realidade do juízo vindouro (I Tm. 4.1) e a necessidade de arrependimento para o recebimento do perdão de pecados (At. 2.38). Existem muitos pregadores nos dias de hoje que não tratam mais a respeito desses temas. Como eles não anunciam o evangelho de Cristo, também não podem ser considerados pregadores evangélicos.

3. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DE PEDRO
A genuína pregação do evangelho de Jesus Cristo traz efeitos positivos. Enquanto Pedro anunciava a mensagem, “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a Palavra” (At. 10.44). O verdadeiro pentecostes acontece sempre em consonância com a ministração da Palavra de Deus. O movimento pentecostal não é resultado de mero subjetivismo. Os pioneiros pentecostais eram homens e mulheres que amavam a Palavra de Deus. A maioria deles não teve a oportunidade de obter formação acadêmica, mas, por outro lado, eram estudiosos da Bíblia, tinha prazer em conhecer suas doutrinas. As escolas dominicais e as escolas bíblicas para obreiros tiveram papel fundamental na formação dos pioneiros do movimento pentecostal. Esse é o fator desencadeador do derramamento do Espírito que causou admiração aos “fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (At. 10.45). A graça maravilhosa de Deus nos causa espanto, pois Ele prova Seu amor pelo fato de nos ter amado sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8). A mensagem de Jesus Cristo é boa nova, ela alcança as pessoas, indistintamente do país, posição social ou formação educacional, basta apenas reconhecer que são pecadoras e necessitadas da salvação. A esses é prometido o recebimento do Espírito Santo, não apenas no ato da regeneração, mas também como revestimento de poder, a fim de que testemunhem de Cristo (At. 1.8). Na casa de Cornélio esses fatos acontecerem simultaneamente, já que as pessoas foram salvas, e ao mesmo tempo, receberam o batismo no Espírito Santo: “Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus” (At. 10.46). O derramamento do Espírito Santo foi motivo suficiente para que Pedro ordenasse o batismo nas águas “mandou que fossem batizados em nome do Senhor” (At. 10.48). O recebimento do Batismo no Espírito Santo não desobriga o cristão de buscar o batismo nas águas, esse é necessário como testemunho de que esse morreu e ressuscitou em Cristo, ainda que não seja condição para a salvação (Cl. 2.11,12).

CONCLUSÃO
O evangelho de Jesus Cristo não é exclusividade de uma nação. Desde o princípio o Senhor ordenou que Sua mensagem fosse pregada a todas as etnias (Mc. 16.15), até aos confins da terra (At. 1.8). Depois da perseguição, os discípulos se espalharam por Samaria, anunciado a Palavra (At. 8.4). Neste capítulo 10 de Atos, estudado na aula de hoje, vemos como Deus abriu a porta para a difusão do evangelho entre os gentios, mostrando que Ele não faz acepção de pessoas. Diante dessa verdade, resta a igreja a responsabilidade de fazer discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28.19).

BIBLIOGRAFIA
PEARLMAN, M. Atos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: Abu, 2008.

 

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