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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

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Leitura Bíblica em Classe
1 João 2. 15-19; João 15.18,19

Introdução:

I. O que é o mundo?

II. Como o cristão deve viver neste mundoConclusão:

Palavras-chave: Mundo

Introdução

Professor, aqueles que almejam o alto padrão da vida cristã descrito por João não devem amar o mundo e o que no mundo há (v. 15). Fomos chamados a viver uma vida separada deste mundo, com objetivos infinitamente mais nobres que honram o nome do Altíssimo, que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9).

I.O que é o mundo?

  • Professor, inicie o tópico fazendo a seguinte indagação: “O que é o mundo?” Explique aos alunos que “mundo é o sistema de vida que foi estabelecido pelo homem não regenerado debaixo da influência do mal”.
  • A palavra grega Kosmos, quando usada no sentido teológico, diz respeito à ordem ou organização da sociedade humana como um sistema deformado pelo pecado, superficial, envolto num turbilhão de crenças, desejos e emoções. O mundo é antagônico a Deus (Cl 2.20; 1 Jo 2.16) e está sob o comando de Satanás (1 Jo 5.9).

II.Como o cristão deve viver neste mundo

Os cristãos não devem amar o mundo. A primeira razão por que os cristãos não devem amar o mundo ou as coisas que estão nele é que o amor pelo mundo e o amor pelo Pai são incompatíveis. Deus se coloca contra os pecados e os valores do mundo. Consequentemente, é impossível amar e servir a Deus, e ao mesmo tempo amar aquilo que Ele odeia e a que se opõe. O crente ama a Deus? Então precisa servir-lhe, Como Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mt 6.24).

A verdade dessa declaração se torna ainda mais evidente quando a natureza do sistema mundano é analisada, como João agora faz, em três expressões curtas e memoráveis: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”.

Como João usa a expressão, pode ser que “a concupiscência da carne” refira-se aos desejos pecaminosos que brotam da natureza carnal do homem. Aqui podemos pensar sobre os pecados mais terríveis. Porém nos escritos de João, como em toda a Escritura, “homem pecador” ou “carne” usualmente têm conotação mais ampla, pela qual se refere a toda a natureza humana que está separada da graça de Deus em Cristo Jesus. Assim, é mais provável que “carne” seja compreendida de uma forma mais ampla neste contexto. Nesse caso, a expressão se referia a todos os desejos que excluem a Deus.

Claramente, não precisamos pensar sobre isso como se referindo em particular aos pecados mais hediondos, embora sejam parte do contexto. Em vez disso, podemos incluir toda a atividade que seja antagônica a Deus e insensível às necessidades dos outros.

A segunda expressão refere-se naturalmente à cobiça. Mas, outra vez, deve ser entendido num sentido mais amplo do que um simples desejo de possuir coisas. A “concupiscência dos olhos” certamente se refere ao desejo de “querer sempre mais” no que se refere à aparência da casa, ao segundo carro, à casa de campo e outras considerações materiais.

[…] Por fim, o mundanismo aqui é caracterizado como “o exagero daquilo que ele tem e faz”. A qualidade única dessa frase está não só em evitar os exageros, mas em excedê-los. Essa característica, que é a mais difícil das três, provavelmente é a mais súbita, pois é fácil ver com que rapidez uma ambição pode se tornar um tipo de orgulho que leva o indivíduo a se gloriar não em fazer o bem mas em ser melhor do que o próximo.

[…] A segunda razão por que o cristão não deve amar o mundo é a que fecha a passagem. É que tudo o que está no mundo é transitório e, assim, leva à destruição. O mundo é passageiro, João declara. Passageiros também são seus valores e aqueles que são caracterizados pelos seus valores. Que estupidez, então, dirigir as esperanças para o sistema mundano, por mais atraente ou recompensador que possa parecer.

Mas nada permanece? Sim, diz João. Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. O objeto de seu amor, mesmo o Pai, permanece para sempre. Seu amor, tendo sua fonte em Deus, permanece para sempre. Suas obras, sendo um aspecto da obra de Deus, permanecem para sempre, pois ele é o possuidor de vida eterna e herdeiro de todas as riquezas de Deus em Cristo Jesus. A conclusão é que os cristãos deveriam amar a Deus e servir-lhe com fervor.

  • Vv. 15-17. As coisas do mundo podem ser desejadas e possuídas para os usos e propósitos que Deus as concebeu, e devem ser usadas por sua graça e para sua glória; porém, os crentes não devem buscá-las nem valorizá-las para propósitos em que o pecado abuse delas. O mundo aparta o coração de Deus, e quanto mais prevalecer o amor ao mundo, mais decairá o amor a Deus. As coisas do mundo são classificadas conforme três inclinações reinantes na natureza depravada:

1. Concupiscência da carne, do corpo: os maus desejos do coração, o apetite de satisfazer-se com todas as coisas que excitam e inflamam os prazeres sensuais.

2. A concupiscência dos olhos: os olhos deleitam-se com as riquezas e com as ricas propriedades; esta é a concupiscência da cobiça.

3. A soberba da vida: o homem vão anseia a grandeza e a pompa de uma vida de vanglória, o que compreende uma sede de honras e aplausos. As coisas do mundo se desvanecem rapidamente e morrem: o próprio desejo desfalecerá e acabará dentro de pouco tempo; porém o santo afeto não é como a luxúria passageira. O amor de Deus nunca desfalecerá.

Muitos esforços vãos têm sido feitos para encobrir a força desta passagem com limitações, distinções ou execuções. Muitos têm procurado mostrar o quão longe podemos ir estando orientados carnalmente e amando ao mundo, mas é difícil equivocar-se a respeito do evidente significado destes versículos. A menos que esta vitória sobre o mundo comece no coração, o homem não tem raízes em si mesmo e cairá ou, na melhor hipótese, será um professor estéril. De qualquer modo, estas vaidades são tão sedutoras para a corrupção de nossos corações, que se não vigiarmos e orarmos sem cessar, não poderemos escapar do mundo em alcançar a vitória sobre o seu deus e príncipe.

Conclusão

Amamos e servimos a Deus com fervor? Então precisamos nos afastar de tudo aquilo que pode nos separar desse amor e do nosso serviço a Ele. Quando Jesus chamou homens para serem seus discípulos, desafiou-os com as palavras “sigam-me”. Isso significava que eles teriam que deixar suas redes ou mesas de dinheiro ou qualquer outra coisa que estivesse ocupando sua atenção e tempo até aquele momento. De igual modo, quando somos chamados para abraçar a verdade do evangelho, precisamos rejeitar o erro. Quando somos chamados para a retidão, precisamos nos desviar do pecado. Quando somos chamados para amar a Deus, precisamos nos afastar de todos os amores e lealdades inferiores.

Publicado no site da CPAD

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

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Por José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: Rm. 12.2 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 2.15-19 Jo. 15.18,19

Objetivo: Mostrar que todo crente fiel a Cristo precisa conhecer os nocivos padrões dos procedimentos deste mundo a fim de que possamos rejeitá-los e firmarmo-nos cada vez mais nos santos preceitos da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
Não ameis o mundo nem o que no mundo há, diz o apóstolo João em sua I Carta. Mas o que significa “mundo” no Novo Testamento? Essa é a pergunta que responderemos na primeira parte da lição de hoje. Depois, trataremos a respeito dos elementos do mundo anticristão. Ao final, destacaremos que, definitivamente, o cristão não pode amar o mundo e muito menos o nele há.

1. MUNDO E MUNDANISMO, DEFININDO OS TERMOS
A palavra mundo - kosmos no grego do Novo Testamento - tem sentidos diversos. Inicialmente essa palavra tem a idéia de ordem e adorno e a partir dessa desenvolveu a noção de cosmos ou universo. No Novo Testamento apenas em I Pe. 3.3 essa palavra se afasta do significado comum de “mundo” e é usada para denotar o sentido inicial de “adorno”. Em At. 17.24 esse termo indica o universo criado, ainda que em outras passagens, como Mt. 4.8; Mc. 8.36; Jô. 3.19, II Co. 5.19, apontem para a esfera da vida humana como um todo. Para Paulo e João o mundo é o lugar para o qual Deus veio a fim de redimir e transformar a humanidade. Nesse contexto, kosmos tem um significado negativo, denotando a era má, que se opõe a Deus (I Co. 3.18,19; Ef. 2.2; Rm. 12.2). Parte fundamental da obra de Cristo na cruz foi derrotar os elementos desse kosmos (Cl. 2.8-20). Para João o kosmos resiste à obra de Deus e ao Seu filho (Jo. 1.9-11; 7.7, consequentemente, este mundo é governado por Mal (Jo. 12.31; 16.11). Por isso, enquanto estiverem neste kosmos os cristãos precisam estar atentos para não serem cooptados por esse sistema maligno (Jo. 17.15-17; I Jo. 2.15; Fp.2.15; Tg. 1.27; 4.4). Ainda que esse sistema anticristão se oponha a Deus, Ele demonstrou amou pela humanidade - kosmos - de uma forma extraordinária e o provou ao enviar Seu Filho para redimi-la dos seus pecados (Jo. 3.16).

2. OS ELEMENTOS DO MUNDO ANTICRISTÃO
Em sua Carta João descreve os elementos do mundo: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo. 2.16). A concupiscência da carne diz respeito aos desejos desenfreados expressos nos vícios e prazeres sexuais ilícitos. Os cristãos precisam estar em constante vigilância para se deixarem levar pela impureza (I Co. 6.18). O crente é templo do Espírito Santo (I Co. 3.16; 6.19), por isso, seu corpo deve ser apresentado a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Rm. 12.1,2). Aqueles que se deixam levar pela concupiscência da carne estão produzindo obras que se opõem ao Espírito de Deus (Gl. 5.21,22; Ef. 5.3-5). A concupiscência dos olhos está associada à visão. O pecado, conforme lemos em Gn. 3.6, teve princípio no ver, bem como o pecado de Acã (Js. 7.20-26). Davi pecou contra o Senhor quando criou uma situação para satisfazer a concupiscência dos olhos (II Sm. 11.2). A soberba da vida é o desejo humano de ser igual a Deus, como quiseram Adão e Eva no princípio (Gn. 3.5). Esse pecado resulta na ostentação, na ânsia desenfreada pela fama e poder. Satanás também quis ser igual a Deus e em seu orgulho precipitou-se da posição na qual o Senhor o havia colocado (Is. 14.14). Na igreja, alguns líderes despreparados, sob a justificativa de autoridade espiritual, exercer práticas autoritárias e abusam espiritualmente dos fieis a fim de tirar proveito próprio e sustentar a vaidade pessoal (Jr. 2.8; Ez. 34.2,8,9)

3. NÃO AMEIS O MUNDO, NEM O QUE NO MUNDO HÁ
A partir de I Jo. 2.15 entendemos que o cristão não pode amar o mundo e muito menos o que nele há. Essa, conforme apontamos anteriormente, é uma proibição recorrente nos escritos joaninos (Jo. 1.10; 17.4; I Jo. 5.19). “Se” alguém ama o mundo, diz João, o amor do Pai não está nele. O tempo verbo no grego dá idéia de continuidade, ou seja, “se alguém continua amando o mundo”. O amor a Deus e ao mundo, nessa perspectiva, se encontra em posições antagônicas. Não é possível que o cristão ame ao mesmo tempo a um e ao outro. Esse - kosmos - que o crente deve aborrecer não é a humanidade, já que o próprio Deus a amou (Jo. 3.16). Trata-se do sistema satânico, anticristão que se opõe à verdade de Deus cujo líder é Satanás (II Co. 4.4). A expressão do mundanismo está nos desejos desenfreados da carne - as obras da carne (Gl. 5.21), na supervalorização das coisas visíveis, esquecendo-se da fé nas coisas que se esperam, mas que ainda não se vê (Hb. 11.1) e na vaidade humana alicerçada na ânsia pela fama e pelo poder satânico (Mt. 4.8-11). Na proporção em que o amor ao mundo aumenta, o amor a Deus diminui. Se alguém quiser saber o quanta ama a Deus, basta avaliar seu nível de amor ao mundo.

CONCLUSÃO
Não ameis o mundo, esse é o ensinamento bíblico. Para vencermos o mundo, com suas artimanhas, meditemos, a guisa de conclusão, nas seguintes passagens: 1 Jo. 4.5; 5.4; 5.5; 5.10; Jo. 15.19; Rm. 12.2; Gl. 1.10; Ef. 2.2; Cl. 3.1,2; I Tm. 6.10. Esses textos são auto-explicativos e suficientes para entendermos e buscar destruir os elementos da concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Que Deus em Cristo nos abençoe e continue produzindo o fruto do Seu Espírito em nós (Gl. 5.22).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

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IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 09/08/2009
TÍTULO: “O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO”
TEXTO ÁUREO – Rm 12:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:15-19; Jo 15:18-19
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:

  • O mundo exerce uma atração sobre todos nós, como um suposto tesouro que vale a pena conquistar e possuir. Desse modo, o mundo e Deus se oferecem como tesouros alternativos. Assim, se Deus for tudo para nós, o mundo nada valeria. O contrário também é válido: À MEDIDA QUE VALORIZAMOS E AMAMOS O MUNDO, TORNAMO-NOS INIMIGOS DE DEUS (Tg 4:4).

  • Disse o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaar: “NO DIA EM QUE O CRISTIANISMO E O MUNDO TORNAREM-SE AMIGOS, O CRISTIANISMO DEIXARÁ DE EXISTIR”.

  • Portanto, devemos estar vigilantes, O MUNDANISMO NA IGREJA CORROMPE OS BONS COSTUMES E EXTINGUE A SANTIDADE - Fp 2:14-15.


  • II - TERMOS GREGOS EMPREGADOS NO NOVO TESTAMENTO QUE SE REFEREM À PALAVRA “MUNDO”:

  • 1) "Ge" - Significa TERRA, CAMPO, CHÃO, no sentido puramente físico. Contrasta a terra com os céus.


  • 2) "OIKOUMENE" - É um particípio derivado das palavras “casa”, “habitar”. Significa, portanto, TERRA HABITADA (Mt 24:14; Lc 2:1; Hb 2:5).


  • 3) "AION" - Significa TEMPO, mas, por extensão, inclui também O ESPAÇO. Indica tudo que existe sob o condicionamento do tempo e do espaço (Ef 2:2; Gl 1:4; II Cor 4:4).


  • 4) "KOSMOS" - Há diversos significados, como abaixo veremos:

  • A) Originalmente significava o mundo físico, apontando, de modo especial, para a sua ordem ou arranjo. Aponta para o universo material como um sistema que Deus criou segundo seus propósitos (Mt 13:35; Jo 17:5; At 17:24; Fp 2:15; I Pe 3:3)

  • B) Também transmite a idéia do universo como habitação dos homens, vindo, daí, a significar a humanidade em sua totalidade (Jo 3:16; 4:42; 15:18; 16:21; At 17:31; II Cor 5:19; I Jo 3:17 cf Jo 1:29)

  • C) TRATA DO SISTEMA DE VALORES ALIENADO DE DEUS, QUE ORIENTA O PENSAMENTO DOS HOMENS EM OPOSIÇÃO A ELE. Assim, o KOSMOS jaz no maligno, as trevas o dominam e o pecado macula sua existência como um todo, mantendo-se, sempre, debaixo da condenação divina (I Jo 5:19 cf Jo 12:31; 14:30) (Jo 1:5; 12:46) (Jo 9:39)

  • D) Símbolo das vantagens materiais que despertam a cobiça (Mt 4:8-9; 16:26; Rm 12:2; II Tm 4:10)

  • E) Símbolo das coisas corrompidas pelo pecado (Gn 19:26 cf Lc 17:32; I Jo 2:15, 17)


  • OBSERVAÇÃO: Notemos que os termos “MUNDO = GE” e “MUNDO = KOSMOS” não são sinônimos. Deus não proíbe o amor à terra criada, isto é, à natureza, às montanhas, às florestas, aos rios, aos mares, etc.


  • III - TRÊS ASPECTOS DO MUNDO PECAMINOSO SÃO ABERTAMENTE HOSTIS A DEUS:

  • I Jo 2:16 - CONCUPISCÊNCIA = APETITE CARNAL DESORDENADO.

  • 1) A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE - Inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual - (I Cor 6:18; Fp 3:19; Tg 1:14)


  • 2) A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS - Se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso. Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema ou em periódicos (Ex 20:17; Gn 3:6; 6:1-2; Js 7:21; II Sm 11:1-2; Mt 5:28; Rm 7:7)


  • 3) A SOBERBA DA VIDA - Significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a Sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4:13-16).


  • IV – O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO (KOSMOS):

  • A palavra MUNDO (KOSMOS) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e de resistência ou indiferença a Ele e à Sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.

  • Na presente era, satanás emprega idéias mundanas de imoralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao Seu povo, à Sua Palavra e aos Seus padrões de retidão (Mt 16:26; I Cor 2:12; 3:19; Tt 2:12; I Jo 2:15-16; Tg 4:4; Jo 7:7; 15:18-19; 17:14).

  • Por exemplo: Satanás usa:
  • (A) a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nascituros;

  • (B) a agricultura, para produzir drogas destruidoras da vida, tais como álcool e os narcóticos;

  • (C) a educação, para promover a filosofia ímpia humanista;

  • (D) e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.

  • Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a Sua Palavra.

  • Finalmente, o mundo também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas ou mornas. Meditemos no seguinte...


  • 1. Satanás – É o deus do presente sistema mundano. Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados – Mt 4:10; Jo 12:31; 14:30; 16:11; II Cor 4:4, 19; Dn 10:13; Lc 4:5-7; Ef 6:12-13. Ele tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e a Seu povo e que se recusam a submeter-se à Sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo – Jo 7:7; 15:18-19; 17:14; Tg 4:4; I Jo 2:16.


  • 2. O mundo e a Igreja verdadeira – São dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de satanás; a Igreja pertence exclusivamente a Deus - Jo 12:31 cf Ef 5:23-24; Apc 21:2.


  • 3. Os crentes no mundo – São forasteiros e peregrinos (Hb 11:13: I Pe 2:11). Logo...


  • A) Não devem pertencer ao mundo – Jo 15:19;

  • B) Não se conformar com mundo – Rm 12:2;

  • C) Não amar o mundo – I Jo 2:15;

  • D) Odiar a iniqüidade do mundo – Hb 1:9;

  • E) Morrer para o mundo – Gl 6:14;

  • F) Ser libertos do mundo – Cl 1:13; Gl 1:4;

  • G) Vencer o mundo – I Jo 5:4.


  • V – OS CRENTES QUE AMAM E OS QUE NÃO AMAM O MUNDO:

  • Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Assim...


  • A) Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo – Mt 6:24; Lc 16:13 cf Tg 4:4.


  • B) Amar o mundo significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele – Lc 23:35.


  • C) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16:33); ódio (Jo 15:19); perseguição (Mt 5:10-12); e sofrimento em geral (Rm 8:22-23; I Pe 2:19-21)


  • D) O crente verdadeiramente santificado não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9:11; II Cor 6:14).


  • E) O crente verdadeiramente santificado deve reprovar abertamente o pecado (Jo 7:7; Ef 5:11);


  • F) O crente verdadeiramente santificado deve ser sal e luz do mundo (Mt 5:13-14);


  • G) O crente verdadeiramente santificado deve amar os pecadores e procurar ganhá-los para Cristo (Jo 3:16 cf Mc 16:15; I Pe 5:8);


  • VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

  • Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incenssante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (II Cor 11:3; I Pe 5:8). Porém, devemos não esquecer de que o sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2:34-35, 44; II Ts 1:7-10; I Cor 7:31; II Pe 3:10; Apc 18:1-2).



  • FONTES DE CONSULTA:
    1) A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
    2) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
    3) O Mundo, A Carne e o Diabo - Edições Vida Nova - Autor: Russell Shedd
    4) Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Volume 5 - Autores: R. N. Champlin e J. M. Bentes
    5) Pequena Enciclopédia Bíblica - CPAD - Autor: Orlando S. Boyer
Publicado no Blog Escola Dominical para Todos

 

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