Escrito por Pr. Antônio Dionízio da Silva Jo 15.1-16. Veja aqui o estilo de João. Esse capítulo 15 é uma alegoria, isto é, dá a idéia de uma outra coisa. Aqui ele enfoca particularmente a doutrina e a ética da Igreja incluindo o discipulado. É bom examinar a apresentação da Igreja feita por João na alegoria da videira. O Antigo Testamento usa o vinhedo como símbolo de Israel. Esta metáfora, em muitos contextos, representa o povo de Deus. Porém, está relacionada em geral com o contexto de julgamento. João comenta a sua visão: Jesus é o Tronco, o Pai é o Jardineiro e os crentes em Jesus são os ramos. João começa com as seguintes palavras de Jesus: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." As expressões "eu" e "verdadeira" no grego enfatizam sua singularidade como o caminho para Deus. Outra palavra dita por Jesus é a "santificação" no versículo 2. Foi expressa pelo verbo "limpar", isto é, cortar, podar. Esta palavra tem o aspecto de tornar santo ou santificado. Fica óbvio que Deus quer ver limpo o crente. João continuou na sua visão ética doutrinária nos versículos 3 a 5. Falam da união de Jesus e os crentes em termos figurativos do ramo e do tronco. O resultado dessa união é o crescimento. O texto diz "dar fruto"; os ramos não podem dar frutos a menos que estejam ligados ao tronco. O texto remete o tema de amar e guardar os mandamentos; também derramou luz na palavra que diz "tenho vos dito isto"; Jesus introduz a palavra "amigos" e o faz contrastando-a com servos e escravos. I - A função de uma vinha é produzir frutos 1) A responsabilidade do jardineiro é cultivar 2) Cabe aos crentes produzir "Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus." (I Co 3. 6-9) 3) Os crentes devem ser produtivos Para fazer isto duas coisas são necessárias: a) "Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira..." (Jo 15.2) b) O Corpo de Cristo não deve ser enfraquecido por aqueles que apenas professam mas se recusam a dar frutos. 4) A exigência é limpar, ou seja, podar É necessário para que dê mais frutos. É a ação de Deus revelada na purificação moral dos verdadeiros crentes; o Pai, Deus, tira as varas inúteis e limpa aquelas (os crentes) que não dão frutos. II - Muitos cristãos concordam que a Ética Cristã está na Bíblia 1) Qual é a ética da Bíblia? 2) Como passar da Bíblia para nossas vidas práticas dos tempos atuais? 3) Estamos convencidos de que o fato principal da narrativa bíblica é Jesus Cristo. 4) A Ética, vista de uma perspectiva bíblica, preocupa-se com o estilo de vida a ser seguido pela igreja que tem fé em Jesus Cristo. 5) A Igreja deve sua existência ao antigo Israel, pois seguindo o exemplo de Jesus, os primeiros cristãos viam a si mesmos como a continuação do que havia começado na época do Antigo Testamento. III - Qual é a base deste relacionamento de amizade? 1) Não está no mérito nem no trabalho do homem; 2) "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, ..." (Jo 15.15); 3) não se deseja negar ao homem a sua livre ação moral mas afirmar que fora de Cristo o homem é impotente; 4) Jesus nos nomeou para darmos frutos, e que os frutos permaneçam. IV - Os discípulos e o ódio do mundo 1) O que é deste mundo aborrece a Jesus e a seus discípulos; 2) a palavra "mundo" aparece cinco vezes; 3) as pessoas do mundo aborrecem Jesus, não o mundo físico; quem o rejeitou foi seu próprio povo: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam." (Jo 1.11) 4) A rejeição de Jesus não foi uma mera frustração de conveniência política, ou o desejo de preservar as tradições; 5) esse ódio intenso foi porque Ele ensinava o Reino dos Céus e a sua mensagem penetrava diretamento no pecado egoísta deles. Palavras de Jesus: "Se a mim me perseguram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa." (Jo 15.20) Pastor Antônio Dionízio
Presidente da Igreja Assembléia de Deus - Missões em Campo Grande
Presidente da Convenção Estadual de Ministros das Assembléias de Deus de Mato Grosso do Sul
sexta-feira, 29 de maio de 2009
A Bíblia nos ensina a viver uma vida ética e santa
3º Trimestre de 2009 - I Epístola de João
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos 3º Trimestre de 2009 SUMÁRIO DA LIÇÃO: Formato: 13,8 x 21cm / 64 págs Fonte: www.cpad.com.br
A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 3º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema I João - Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai
Comentarista: " Pastor Eliezer de Lira e Silva
1- A Primeira Carta de João
2- Jesus, o Filho Eterno de Deus
3- Jesus, a Luz do Crente
4- Jesus, o Redentor e Perdoador
5- A Força do Amor Cristão
6- O Sistema de Viver do Mundo
7- A Chegada do Anticristo
8- A Nossa Eterna Salvação
9- O Crente e as Bênçãos da Salvação
10- Os Falsos Profetas
11- O Amor a Deus e ao Próximo
12- O Testemunho Interior do Crente
13- A Segurança em Cristo
Acabamento: Grampeado
Periodicidade:Trimestral
terça-feira, 19 de maio de 2009
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL-
PEQUENA HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL
Alderi Souza de Matos
A escola dominical é uma das instituições mais úteis, benéficas e duradouras da história do protestantismo. Ela se insere no contexto mais amplo da educação religiosa ou educação cristã, que sempre tem sido uma preocupação da Igreja, desde os tempos apostólicos. O interesse em instruir, educar e capacitar o povo de Deus foi muito importante no Antigo Testamento, no contexto da família e da vida religiosa de Israel. No período interbíblico surgiu uma importante agência educativa judaica que foi a sinagoga. O ensino recebeu enorme ênfase no ministério de Jesus, que foi mestre e reuniu em torno de si os seus discípulos. Na igreja primitiva, as atividades didáticas foram fundamentais para a propagação e consolidação do novo movimento, como se pode verificar amplamente nos livros do Novo Testamento.
1. Um notável pioneiro
A moderna instituição conhecida como “escola dominical” teve como seu principal fundador o jornalista inglês Robert Raikes (1735-1811). Ele era natural da cidade de Gloucester e em 1757, aos vinte e dois anos, sucedeu o pai como editor do Gloucester Journal, um periódico voltado para a reforma das prisões. Nessa época, estava ocorrendo na Inglaterra o extraordinário avivamento evangélico, com sua forte ênfase social. Inspirado por outras pessoas, Raikes iniciou uma escola em sua paróquia em 1780. Ele ensinava crianças pobres de 6 a 14 anos a ler e escrever e dava-lhes instrução bíblica.
A idéia de Raikes rapidamente se alastrou pelo país. Apenas cinco anos mais tarde, em 1785, foi organizada em Londres uma sociedade voltada para a criação de escolas dominicais. Um ano depois, cerca de 200.000 crianças estavam sendo ensinadas em todo a Inglaterra. No princípio os professores eram pagos, mas depois passaram a ser voluntários. Da Inglaterra a instituição foi para o País de Gales, Escócia, Irlanda e Estados Unidos.
2. Difusão nos Estados Unidos
No fim do século 18, quando ocorreu a independência dos Estados Unidos, muitas crianças, especialmente pobres, não tinham acesso à educação. As escolas dominicais vieram suprir essa carência, além de unir o ensino religioso ao ensino geral. A primeira escola dominical americana surgiu numa residência da Virgínia em 1785. Na década seguinte, foram criadas escolas em Boston, Nova York, Filadélfia, Rhode Island e Nova Jersey. Destinavam-se a crianças que careciam de educação, muitas das quais trabalhavam em indústrias. Na cidade de Pawtucket, Estado de Rhode Island, foi iniciada uma escola na primeira usina de algodão dos Estados Unidos. Os primeiros dirigentes em geral eram leigos e líderes comunitários; o texto usado era a Bíblia e as matérias incluíam leitura, redação e valores cívicos e morais. Essas escolas dominicais prepararam o caminho para a criação de escolas públicas.
3. A organização do movimento
A partir de 1800, os propósitos das escolas dominicais americanas passaram a ser instrução e evangelismo; elas transmitiam valores cristãos e o espírito democrático da nova nação. Era um trabalho não-denominacional ou, como se dizia na época, uma “associação voluntária”, reunindo pessoas de diferentes igrejas. Em 1824 foi fundada a União Nacional de Escolas Dominicais, que organizou os líderes, publicou literatura e criou milhares de escolas no interior do país. Na mesma época, muitas denominações começaram a criar as suas próprias uniões de escolas dominicais.
Até a década de 1870, existiram dois tipos de escolas dominicais: (a) missionárias, que evangelizavam crianças em áreas rurais e bairros pobres das grandes cidades; (b) eclesiásticas, que educavam os filhos dos membros das igrejas. Em 1869 reuniu-se a primeira Convenção Nacional de Escolas Dominicais (passou a denominar-se Convenção Internacional em 1875). Uma comissão passou a preparar um currículo de lições padronizadas para uso geral (Lições Internacionais). Surgiram normas para o uso do tempo e do espaço nas igrejas e o sistema foi levado para os campos missionários no exterior.
No final do século dezenove, 80% dos novos membros ingressavam nas igrejas através das escolas dominicais. Em 1905, foi criada a Associação Internacional de Escolas Dominicais, que passou a promover convenções em muitos países, algumas das quais tiveram a presença de brasileiros.
4. A Escola Dominical no Brasil
A escola dominical chegou ao Brasil como as primeiras missões protestantes. A primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855. Sarah Kalley havia sido grande entusiasta desse movimento na sua pátria, a Inglaterra. A primeira escola dominical presbiteriana foi iniciada pelo Rev. Ashbel Green Simonton em maio de 1861, no Rio de Janeiro. Reunia-se nos domingos à tarde, na rua Nova do Ouvidor. Essa escola aparentemente foi organizada de modo mais formal em maio de 1867. Um evento comum em muitas igrejas presbiterianas brasileiras nas primeiras décadas do século 20 era o “Dia do rumo à escola dominical”, quando se fazia um esforço especial para trazer um grande número de visitantes.
Um destacado incentivador das escolas dominicais foi o Dr. Eliézer dos Santos Saraiva (1879-1944), presbítero da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, que promoveu as primeiras convenções de escolas dominicais do Brasil, bem como encontros de confraternização e piqueniques. Outro grande incentivador foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), que traduziu, adaptou e escreveu por vários anos as Lições Internacionais (Livro do Professor, 1921-1929), um valioso material para crianças, jovens e adultos. No início do século vinte surgiu a União Brasileira das Escolas Dominicais, depois Conselho Nacional de Educação Religiosa, cujo trabalho foi continuado pela Confederação Evangélica do Brasil.
Coisas Sacrificadas aos Ídolos
Texto Áureo: I Co. 10.20 - Leitura Bíblica em Classe: I Co. 8.1-4; 10.14; 18-22.1-5,7,10,11 INTRODUÇÃO 1. O PROBLEMA DA CARNE SACRIFICADA AOS ÍDOLOS 2. AMOR, O FUNDAMENTO QUE LIMITA A LIBERDADE CRISTÃ 3. APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A IGREJA CRISTÃ CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA Publicado no blog Subsídio EBD
Por: José Roberto A. Barbosa.
Objetivo: Mostrar que o crente deve usufruir da liberdade cristã, contanto que essa não infrinja o mandamento do amor a fim de evitar que o irmão mais fraco fique escandalizado.
O culto aos ídolos costuma ser acompanhado de festejos com farta alimentação. Esses alimentos são dedicados às divindades que são adoradas. Na lição de hoje, veremos que a carne sacrificada aos ídolos se constituiu num problema com o qual a igreja de Corinto não sabia lidar. O apóstolo Paulo traz uma série de recomendações especificando o cuidado que a igreja deveria ter com a carne sacrificada aos ídolos, e, por extensão, trata de como o crente deva exercitar, em amor, a liberdade cristã.
A situação na igreja em Corinto, em relação à carne sacrificada aos ídolos, era bastante problemática. Primeiramente porque era uma prática social, isto é, participar de uma refeição num templo ou qualquer outro lugar associado a um ídolo fazia parte da etiqueta formal daquela sociedade (10.27,28). Além disso, a maior parte do alimento vendido nos mercados, havia sido oferecida aos ídolos em sacrifício (8.10). Segundo o costume, parte do animal sacrificado era distribuída entre o altar ao deus, os sacerdotes e parte aos cultuadores. Os sacerdotes vendiam o que não podiam utilizar, por isso, era muito difícil saber se a comida de um determinado mercado era proveniente de um sacrifício (10.25). Por causa dessa incerteza, os crentes de Corinto queriam saber do Apóstolo se poderiam ou não se apropriar de algum alimento que tivesse sido oferecido aos ídolos pagãos. Ao invés de apresentar uma resposta direta sobre o assunto, Paulo clama para um dos fundamentos centrais da ética cristã: o amor. A princípio, reconhece que o conhecimento inutiliza a força da divindade, com isso, ressalta que o ídolo não tem qualquer valor. Aquele que tem esse conhecimento tem plena liberdade para se apropriar de qualquer comida, até mesmo aquela sacrificada aos ídolos.
Conforme vemos em I Co. 8.4, Paulo destaca a existência de um só Deus, por isso, os cristãos fortes tinham fundamentos teológicos suficientes para se apropriarem da carne vendida nos mercados ou oferecidas pelos amigos incrédulos. A resolução do problema, entretanto, não estava no conhecimento, isto é, na teologia, mas na falta de atitude amorosa para com os mais fracos na fé. Paulo diz que o conhecimento, isto é, a gnosis precisa ser balanceada com o ágape, ou seja, o amor. A ética cristã não é governada pelo acúmulo de conhecimento, mas pelo amor genuinamente cristão (I Co. 8.13). Por essa razão, é preciso aprender a abrir mão de certos direitos a fim de preservar a fé do irmão mais fraco, considerando que a vida espiritual do irmão é mais importante que o direito à liberdade. Ainda que Paulo elogie o grupo forte, e mais que isso, se identifique com esses, resolve pôr em suspenso esse direito, abrindo mão do direito de comer carne a fim de não escandalizar os irmãos fracos. Fica evidenciado nas instruções do Apóstolo que o conhecimento, desassociado do amor, ensoberbece (I Co. 8.1). E quando o conhecimento ensoberbece, o caminho para a arrogância está bem próximo, bem como o do sectarismo. Aqueles que conhecem a Deus, e mais importante, que são conhecidos por Ele (I Co. 8.3), não se deixa levar pela arrogância, não tocam trombetas, cultivam a humildade. Como destacou W. Kay, “O conhecimento orgulha-se de ter aprendido tanto, mas a sabedoria humilha-se por não saber mais”. O conhecimento tem a sua serventia, deve ser buscado e estimulado, mas preciso, acima de tudo, ser regido pelo amor (I Co. 8.1). Guiados pelo amor, não vivemos apenas para nós mesmos, mas para o Senhor, e por conseguinte, para o próximo.
O problema da igreja de Corinto era a questão do consumo de carne sacrificada aos ídolos. Dependendo da localidade, e da época, os questionamentos dos cristãos podem ser outros: se é permitido ou não praticar esportes, tomar ou não um pouco de vinho, assistir ou não a televisão, entre outros. O princípio exposto por Paulo em sua I Epístola aos crentes de Corinto se aplica muito bem aos dias atuais. Talvez não seja possível dar as respostas individuais que os crentes desejariam. Isso porque alguns, mais liberais, querem que o crente possa fazer tudo o que deseja. Outros, mais ascéticos, aconselham à privação de tudo. O caminho bíblico em relação à resolução desses problemas na igreja deva ser o bom senso, sobretudo com equilíbrio. Evitar os extremos parece ser a saída mais apropriada. Ademais, é válido destacar que tudo nós é possível, mesmo assim, não nos deixaremos levar por nenhuma delas (I Co. 6.12). É preciso ponderar nas atitudes, considerando que existem em nosso meio alguns irmãos mais fracos, e, por esse motivo, não devamos levar a liberdade cristã aonde bem quisermos. Por causa desses irmãos, isto é, em amor a eles, a consciência fraca que ainda têm, o melhor é privar a liberdade. É salutar também que se leve em consideração o respeito mútuo pelas diferenças no que tange às questões menos significativas. O amor cristão, conforme Paulo instruiu os irmãos de Roma, é o fundamento do relacionamento cristão (Rm. 14.13-23).
A consciência exerce um papel fundamental na liberdade cristã. Mesmo assim, não é bom pensar que essa, por si só, seja a Palavra de Deus. Devemos levar nossos julgamentos perante o crivo da Escritura, pois há muita gente com a consciência cauterizada pelos seus pecados (I Tm. 4.2). A consciência do crente mais fraco vê pecado em tudo e o demônio em todos os lados (Rm. 14.23; I Co. 8.10). O crente mais forte, por ter conhecimento, não precisa mostrar arrogância perante tais irmãos. Em respeito à consciência deles, é mais sábio instruí-los, com amor e carinho, na verdade cristã, a fim de que, no tempo propício, ocorra o amadurecimento. Enquanto isso não acontece, atuemos com sabedoria, e, se preciso for, aceitemos o desafio de Paulo: “se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (I Co. 8.13).
MORRIS, L. I Coríntios: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007.
PRIOR, D. A mensagem de I Coríntios. São Paulo: ABU, 2001.
COISAS SACRIFICADAS AOS IDOLOS

por: Pr. Geraldo Carneiro Filho.
TÍTULO: “COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS”
TEXTO ÁUREO - I Cor 10:20
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 8:1-4; 10:14, 18-22
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
Ser idólatra não significa apenas adorar uma imagem de escultura; mas também reverenciar o próprio eu, um objeto, uma pessoa ou qualquer coisa que tente anular o dever de o homem cultuar a Deus. Por isso, os cantores e pregadores não devem ser adorados, pois isto é uma forma velada de idolatria, que é condenada por Deus. Devemos orar por eles para que continuem sendo bênçãos nas mãos do Senhor, mas jamais devemos considerá-los nossos ídolos (Mt 4:10).
II - IDOLATRIA - SIGNIFICADO E ORIGEM:
A idolatria vem de duas palavras gregas: EIDOLON, que significa “ÍDOLO”; e LATREUNO, que significa “ADORAR, SERVIR, PRESTAR SERVIÇO SAGRADO”. A idolatria, portanto, consiste em cultuar ao ídolo, sendo uma das conseqüências da apostasia do ser humano. Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus, torna-se o seu deus, incluindo aí a avareza (Fp 3:19; Ef 5:5; Cl 3:5).
Quanto à origem, a prática da idolatria era desconhecida no mundo pré-diluviano. A Bíblia fala de violência, maldade e corrupção, mas não menciona a idolatria (Gn 6:5, 11-12). Esta começou com Ninrode, o construtor da Torre de Babel. Ele foi o primeiro a ser adorado como deus. Sua mulher, Semíramis, é a mãe de Adônis, ou Tamuz, divindade de Babilônia (Gn 10:9-12; Ez 8:14). As migrações humanas partiram de Babilônia para todos os quadrantes da terra, levando consigo suas crenças e divindades. Babilônia é, portanto, o berço da idolatria.
III - A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA:
I Sm 12:20-31 - Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.
1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos (Sl 115.4-8; 135.15-18); (1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5).
2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios (cf 1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (1 Jo 5.19 cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20). Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).
3. A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (2Rs 21.3-6; Is 8.19; Dt 18.9-11; Ap 9.21). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (I Sm 28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
4. O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras (Mt 6.24 cf 1Co 10.21).
IV - DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA:
1. Ele advertia freqüentemente contra ela no AT:
(a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (Êx 20.3,4).
(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38).
(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).
2. Por não cumprir Suas ordens, Deus castigou Israel, permitindo que seus inimigos o dominasse.
a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18).
(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25).
3. O NT também adverte todos os crentes contra a idolatria.
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.
(b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6;) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21).
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).
FONTES DE CONSULTA:
1. Lições Bíblicas CPAD - 2° Trimestre de 1996 - Comentarista: Valdir Bícego.
2. Lições Bíblicas CPAD - 2° Trimestre de 1998 - Comentarista: Esequias Soares.
3. A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos
domingo, 17 de maio de 2009
INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é sua inspiração divina (Jó 32.8; 2Tm 3.16 e 2Pe 1.21). É devido a inspiração divina que ela é chamada "a Palavra de Deus". Que vem aser "inspiração divina?" Para melhor compreensão, vejamos primeiro o que é inspiração.
Participe da Escola Dominical
Para Refletir ......
Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio qque meus inimigos, pois estão sempre comigo.
Tenho mais rentendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.
Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os teus preceitos.
Desviei os meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra.
Não me apartei dos teus juízos, porque tu me ensinaste.
Oh! Quão sdoces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca.
Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.(Sl 119.97-105)
Este salmo expressa um grandioso amor à Palavra escrita de Deus. Ele alude à Palavra como promessa, mandamento, direção, testemunho, ensino, sabedoria, verdade, justiça e repreensão.
Este salmo revela a Palavra como o consolo do salmista, sua proteção, norma para sua vida, deleite para seu coração e alma, e provedor de todas as suas necessidades.
A palavra de Deus nos torna mais sábios que aqueles que nos perseguem. A verdadeira sabedoria não se resumo em acúmulo de conhecimento, implica saber aplicar o conhecimento de modo que nossa vida seja mudada para melhor. A sabedoria vem quando deixamos que os ensinamentos de Deus nos guiem. A palavra de Deus é a luz que nos mostra o caminho adiante, de maneira que não tropecemos.
Estude a Bíblia , ela fará você enxergar com muita clareza as coisas da vida, para permanecer no caminho correto e não perder a direção.
Que possamos dizer como o salmista:
O meu zelo me consumiu, porque os meus inimigos se esqueceram da tua palavra.
A tua palavra é muito pura; por isso, o teu servo a ama.
Sola Scriptura !!!
Uilson Camilo

