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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVA

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13 de dezembro de 2009
(Dia da Bíblia)

Por Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO
"Dai ao SENHOR a glória de seu nome; trazei presentes e vinde perante ele; adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade" - 1 Cr 16.29 (O culto bíblico é a devida resposta racional ao Criador, honrando-O e glorificando-O, agradecendo-Lhe por todas as dádivas; por Sua revelação e graça a nós concedida; o genuíno louvor envolve glória a Deus).

VERDADE PRÁTICA
A essência do verdadeiro culto a Deus é a adoração, portanto, Ele procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. O verdadeiro servo adora quando louva-O pelo o que Ele é, agradece a Ele aquilo que Ele tem realizado, deseja que Ele aumente Sua glória, confia inteiramente nEle através da oração.

INTERAÇÃO
Respeito, reverência e obediência aos mandamentos de Deus, foram incontestes neste translado do objeto que representava a presença do Senhor em meio ao seu povo. O exercicio da análise dessa perícope biblica me ensina que a verdadeira adoração envolve perimptoricamente, reverência, total rendição, gratidão e exaltação ao Senhor, isto é, o verdadeiro culto racional.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Definir adoração.
- Explicar o propósito e os elementos do culto
- Estabelecer a diferença entre a liturgia da Velha e da Nova Aliança.

Palavra Chave: Adoração: O sentido original sugere o ato de inclinar-se perante alguém, a fim de reverenciar, venerar ou adorá-lo. O Dicionário Vine define a palavra hebraica ‘sãhãh’ por ‘adorar, prostrar-se, curvar-se’, e o grego ’proskuneõ’ por fazer mesura, fazer reverencia a (formado de pros, ‘para’, e kuneõ, ‘beijar’), são os termos mais frequentes significando ‘adorar’ (Dicionário VINE, CPAD,1ª edição, 2002, pág 31,374).

INTRODUÇÃO
Davi trouxe a Arca para Jerusalém, estando ainda, o tabernáculo em Gibeon (ou Gabaon; ou Gibeão), com o intuito de reunir tanto a Arca quanto o Tabernáculo em um único templo na novisssíma capital do reino e em breve, o centro cultual de Israel. Não coube a Davi a honra de construir uma casa para o Senhor, e nesse intervalo, Israel contou com dois lugares de adoração e dois sumo-sacerdotes, um em Gibeon e outro na capital (1Cr 15.11). O cronista toma em consideração essa situação e justifica dizendo que a Tenda do Deserto tinha ficado erguida lá (21.29; 2Cr 1.3), em consequencia, ele reparte o efetivo levitico entre o santuário de Gibeon e o novo santuário da Arca, em Jerusalém.
O traslado foi marcado pela beleza ritual, pela separação (santificação) de um efetivo de 862 sacerdotes e levitas. Davi revigora nesse ato o que a nação esqueceu ou desprezou. É com Davi que observamos os primeiros passos rumo ao retorno da verdadeira adoração a Jeová.

I. O CULTO E O SEU PROPÓSITO

1. Adoração.
O que entendemos por adoração? Musica? O Serviço Cristão, que chamamos de culto, tem por essência a adoração ao Senhor. Seu ápice acontece quando nos prostramos em deferência diante do Senhor, dando-Lhe toda honra e toda glória, fazendo-Lhe mesura, em espírito e em verdade; adorar é prostrar-se diante de Deus em reconhecimento à sua divindade.
Quando Davi se prontificou a trazer a Arca da Aliança (que se encontrava na casa de Obede-Edom) para Jerusalém, veio adorando a Deus durante todo o caminho percorrido. Ao dançar diante da Arca, Davi tirou suas vestes externas e em lugar delas trajou apenas uma estola sacerdotal (algum tipo de roupa curta usada sob a túnica), inteerpretando ele essa situação como uma forma de humilhação diante do Senhor – e não diante das servas, como acusou-lhe Mical – isso é o que deferimos da perícope seguinte, v 22; Davi estava decidido a rebaixar-se o máximo a fim de que o Senhor recebesse a honra que lhe era devida numa atitude de um verdadeiro adorador – descobrir-se não significa que Davi ficou nu, mas na linguagem real, significa que Davi tirou as vestes reais e vestiu-se como um escravo, com algo parecido com uma tanga (2 Sm 6.16). O hebraico não deixa margem para as danças que vemos hoje em alguns lugares; karar significa também "girar", pular de alegria, e nesse caso, tomado pelo Espírito Santo, Davi saltava e rodopeava jubilosamente diante do Senhor.
2. Comunhão. Do grego Koinonia, termo mais conhecido por nós, significando coisa comum, sociedade, companheirismo, isto é, participação, companheirismo desfrutado entre os cristãos. Paulo faz uso do adjetivo koinonos – tendo em comum – em 1Co 10.18 empregando-o para descrever os cristãos como participantes do altar/demonios, isto é, estar asssociado com. O sentido é compartilhar.
Comunhão é indispensável ao verdadeiro culto a Deus. Sem koinonia – tanto com o Senhor quanto com os irmãos, não é possível adorar verdadeiramente.
Davi "repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, desde os homens até às mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne, e um frasco de vinho; então, foi-se todo o povo, cada um para sua casa" (2 Sm 6.19), isto denota a preocupação daquele rei com o seu povo e aponta para Jesus, o Pão da Vida, quando da multiplicação dos pães e peixes. O propósito do culto é adorar ao Senhor e estar em comunhão com Deus e com o próximo; é o vinculo de unidade fraterna, mantido pelo Espirito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus – o verdadeiro significado de reino dos céus (2Co 13.13; 1Jo 1.3).

II. O CULTO
1. O altar do holocausto e do incenso. A finalidade do culto prestado ao Senhor é de que ele seja glorificado e reverenciado como um Deus amoroso e misericordioso, o único dino de reber adoração. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4.23). O culto constitui-se em maneira única e particular de adoração constituído com seus elementos ritualísticos e cerimoniais. O serviço (ou liturgia; ou culto) é o clímax de uma religião. Davi desejou construir uma casa para que o Senhor fosse adorado e também foi responsável por grandes transformações sociais, políticas e religiosas.
Ele foi o responsável por resgatar o altar mais conhecido do Velho Testamento: o altar do holocausto, isto é, destinado à realização dos sacrifícios. Quando o Israelita se aproximava do tabernáculo com o seu sacrifício e atravessava aquele portão de entrada ele encontrava entre ele e o tabernáculo um altar com um sacerdote ao lado. O altar de forma quadrada. Sua largura e comprimento era exatamente igual à altura da cerca de linho branco ao redor do átrio com 5 cúbitos (2,25 metros). Sua altura era de 3 cúbitos (1,35 metros) e feito de madeira de acácia revestida com bronze com chifres em cada canto (Ex 27.1-5). Este era o altar no qual os sacrifícios eram feitos conforme descreve Lv 1.9, como um doce sabor para o Senhor. Era onde o sangue era derramado e o pecador era perdoado. Não importa quão boa pessoa fosse, sem o derramamento de sangue não havia nenhum perdão (Lv 17.11). Fora do altar de bronze não havia outro modo de se aproximar de Deus. A aliança com Yahweh, era uma aliança de sangue e então o animal inocente representava o pecador, e tomava o lugar dele no altar. É por isso que se colocava as mãos na vítima inocente, a seguir o violento corte na garganta. Uma imagem que faria sua pele se arrepiar, que trazia uma incrível consciência do pecado, e do seu salário que é a morte. Só então ele seria aceito e declarado limpo. O sangue do animal cobriria até o próprio Deus (O Cordeiro de Deus) que levaria o pecado de uma vez por todas. O sacerdote então pegaria o sangue em uma bacia, e despejava o sangue ao pé do altar, e fazia o sacrifício, e o pecador iria para casa perdoado até o próximo pecado. Eram feitos sacrifícios ao longo do ano, mas o sacrifício anual era feito pelo sumo sacerdote no Dia da Expiação (Yom Kippur), uma vez por ano .para expiar os pecados da nação.
2. A arca. A Arca da Aliança, Arca de Deus ou Arca do Pacto (hebraico:ארון הברית aróhn hab·beríth; grego: ki·bo·tós tes di·a·thé·kes") era a urna mandada construir pelo próprio Deus, que representa sua presença no meio do seu povo, bem como, servia de ‘veículo de comunicação’ entre Deus e seu povo escolhido. Continha em seu interior as tábuas da Lei, a Vara de Arão que floresceu (que não só floresceu mais que também brotou améndoas) e o pote de maná escondido foram repousadas no seu interior, a Arca é tratada como o objeto mais sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar em sua presença dentro do Tabernáculo. A manifestação divina dava-se como uma fumaça, conhecida como Sua shekiná (Presença) entre os querubins que tinham asas de anjos, corpo de homem e rosto de bebê, e que estavam ligados em baixo pelos joelhos em cima do propciatório e ligados em cima pelas asas que sendo assim formava um circulo entre eles (simbolizando tudo que é ligado na terra Também será ligado no céu) e era justamente onde estava a shekiná e era ali que DEUS falava com Moises. Tocá-la era um ato tolo, pois quem a tocasse era logo morto pela ira de DEUS, razão pela qual existiam varas para seu transporte. Infelizmente, nos dias de Samuel os israelitas haviam transformado a arca em uma espécie de amuleto, e tentavam usá-la como um fetiche (1 Sm 4.3). De nada adianta barulho sem poder, de nada vale um utensílio sagrado se não há obediência por parte de quem o conduz (1 Sm 4.5,10). Davi queria que a arca adquirisse nos seus dias a sua verdadeira simbologia.

III. O CULTO E SUA LITURGIA
1. A liturgia na Velha Aliança. A liturgia judaica era complexa e inflexível. O que é liturgia? A história do termo começa com uma palavra composta: ‘Leitourgia’ de ‘ergón’ (obra) e ‘leitos’ (adjetivo derivado de ‘leos’ ou ‘laos’ - povo). Este termo significava ou indicava nas democracias gregas (segundo o grego clássico e helênico): ‘a prestação de um serviço por parte dos cidadãos de classe média no benefício da coletividade’. A Septuaginta emprega o termo ‘leitourgía’ e seus derivados para designar o serviço do templo por parte dos sacerdotes e levitas, enquanto que os termos correspondentes em hebraico são usados também para serviços que não sejam de culto. Segundo um enfoque puramente semântico, literalmente pode significar festa, celebração, e ainda culto (Latreia). No Antigo Testamento, o equivalente para liturgia é festa (‘Hag’: dança e ‘Saret’: serviço) e ‘Aboda’ (obra, serviço) que também se usa para atos litúrgicos.
Na maioria dos casos a liturgia se interpreta como “forma de culto” e é obvio que a forma em si não assegura a realidade espiritual do culto, mas a falta de forma tampouco. A forma deveria servir como ajuda aos fiéis na adoração a Deus.
De forma geral, quando pensamos em nossa relação com o culto, fazemo-lo em termos de receber, de obter algo. Mas da perspectiva da liturgia, o culto tem muito mais a ver com dar e oferecer do que com receber ou obter. Liturgia é o que podemos oferecer a Deus no culto aceitável, genuinamente autêntico e que expressa nossa submissão, dependência e serviço a Ele.
2. A liturgia na Nova Aliança. A liturgia da Igreja Primitiva, ao contrário do culto veterotestamentário, é extremamente simples: a leitura da Bíblia e sua explanação, a oração, a recitação de Salmos, cânticos e expressões carismáticas do Espírito Santo. Nosso culto racional deve ser composto de comunhão, adoração irrestrita e consciencia de que o serviço é prestado ao Criador, não a nós. O serviço é oferecido à Cristo. De fato, é o que podemos observar quando lemos o livro de Atos dos Apóstolos: "E, servindo eles ao Senhor" (At 13.2). Nesse contexto a palavra "servindo" é a tradução do grego leitourgeo, que no português é "liturgia".

CONCLUSÃO
A base de nosso culto é a aliança pela qual Deus se tem ligado àqueles a quem ele Salvou. Isso era verdadeiro no Antigo testamento tanto quanto o é agora, no tempo da graça. Nosso serviço à Cristo se reveste de reverencia, alegria, confissão de pecado e necessidade da presença dele em nós. Esse culto que agora prestamos ao senhor deve ser central em nossa vida pois ele será o cerne na glória que nos está proposta. Aprendemos, pois como Davi organizou o culto a YAWEH, resgatando os elementos da Lei Mosaica, dando forma ao culto que o povo da antiga aliança deviam prestar. Nesse modelo há todos os elementos do verdadeiro culto. Sob a nova aliança, não há mais espaço para os tipos, agora temos os atítipos e o sacerdócio de Cristo supera todos os ritos mosaicos. Essas mudanças são inumeras mas o essencial continua o mesmo. O culto ao Senhor deve ser realizado e oferecido com decência e ordem (1 Co 14.40),reverência, pureza e sinceridade devem nortear ainda hoje o nosso culto.

Subsídio Teológico
"Na segunda tentativa de trazer a arca para Jerusalém, Davi preparou-se com os levitas, que eram servos escolhidos por Deus para cuidar da arca. Eles deveriam se preparar, como Deus tinha ordenado, para realizar uma tarefa sagrada. Uzá estava morto, não porque Deus quisesse a arca em Jerusalém, mas porque ele não era um levita e tinha tocado a arca com suas mãos não santificadas.
A arca era a evidência da presença de Deus com seu povo (cf. Êx 25.10-22, 1 Cr 13.6). A omissão de Saul em indagar de Deus através dela revela seu menosprezo total ao significado do relacionamento com Deus. Davi, entretanto, teve o cuidado de trazê-la para Jerusalém, o centro político e geográfico de Israel. Para Davi, o relacionamento com Deus era de importância central, o coração vivo da nação. A advertência do cronista é tanto para os judeus pós-exilados em Judá como para nós. Ele é o foco e o centro de nossas vidas.
A Lei do Antigo Testamento é explícita. A arca deve ser levada em travessões, carregada somente por levitas (Nm 4.15). É bom estar ansioso por estar perto de Deus, mas devemos ser cuidadosos em nos aproximarmos dEle da maneira como Ele ordenou. O mais profundo significado da arca encontra-se na sua cobertura. Feita de puro ouro e representando modelos de dois dos anjos que guardam a santidade de Deus, a cobertura era o trono simbólico de Deus" (Adaptado de o Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.268-9).

APLICAÇÃO PESSOAL
"Você deseja ser um adorador? Anseia por estar na presença de Deus? Aspira ver a face do Pai?
Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos... (Jo 4.22) Jesus colocou, de forma inquestionável, a possibilidade de uma falsa adoração: adorar a Deus sem conhecê-lo. O pressuposto inequívoco da verdadeira adoração é o conhecimento do verdadeiro Deus. Para João Calvino, a base da adoração espiritual e pura dos gentios é a vinda deles para a verdadeira fé e para um conhecimento sadio da Palavra de Deus. A verdadeira adoração deve ser baseada no verdadeiro conhecimento de Deus. Calvino afirma ainda: E é necessário sempre começar com este princípio — conhecer a Deus a quem adoramos (Hughes Oliphant Old, op. cit. p. 239). O verdadeiro conhecimento de Deus, portanto, é básico para a verdadeira adoração, devemos ter sempre em mente que Deus não pode ser corretamente adorado a menos que Ele seja conhecido. No dizer de Paulo: ‘Passando e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar no qual está escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer , é precisamente aquele que eu vos anuncio.’ (At 17.23). Paulo foi astuto para levar as boas novas aos gregos pois que, eles não estavam adorando verdadeiramente a Deus, na realidade queriam mesmo era agradar a qualquer Deus que existisse.
Paulo aproveitou essa ‘brecha’ e começou a explicar aos varões atenienses algumas coisas sobre quem era o Deus verdadeiro e o Senhor fez o mesmo com respeito aos samaritanos.
Novamente, Paulo prorrompe numa forma de profunda adoração, dizendo: ‘ Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente.’ (Rm 11.33-36).
Nosso desejo sincero é que jamais venhamos a ouvir o mesmo que o Senhor disse à mulher Samaritana: ‘Vós adorais o que não conheceis...’ Não se pode adorar a Deus sem a certeza da salvação. Não se pode louvá-Lo sem o perdão dos pecados. Não podemos nos aproximar do Pai, a não ser através de Jesus Cristo. Somente confessando-o como Senhor e Salvador das nossas vidas podemos alcançar o Pai.
Não permita que nada o impeça de adorar ao Senhor.
N’Ele,
Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Arca_da_Alian%C3%A7a

DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVA

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IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 11 - DIA 13/12/2009
TÍTULO: “DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ”
TEXTO ÁUREO – I Cr 16:5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 16:7-14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br



I – INTRODUÇÃO:

• Quem se assenta num banco de Igreja aparenta ser um adorador. Mas, muitas vezes não o é! Quantas refeições têm sido planejadas na hora solene do culto!? Quantos negócios têm sido planejados, rascunhados e contratos fechados nas mentes daqueles que lotam os bancos da casa do Senhor, aparentando serem adoradores!? Tenhamos cuidado, pois A ADORAÇÃO A DEUS É UMA ORDEM!: I Cr 16:29; Sl 95:6; 99:5


II – DEFINIÇÃO DE ADORAÇÃO:

- Há duas palavras no A. T. significando ADORAÇÃO:


- (A) - Uma delas, em certos lugares, tem o sentido de “FAZER REVERÊNCIA”, “INCLINAR-SE”. Daí, ADORAÇÃO significa “RESPEITO E HONRA PRESTADOS A UMA PESSOA DE DISTINÇÃO” (Dn 2:46, 3:5).


- (B) - A outra, usa-se a respeito do culto ao Senhor, bem como a culto prestado a outros deuses ou objetos de reverência. Neste sentido, ADORAÇÃO significa “CULTO OU VENERAÇÃO QUE SE PRESTA À DIVINDADE OU OBJETOS DE REVERÊNCIA” (Gn 24:26; Ex 34:14; Dt 4:19; Is 44:15, 17, 19; 46:5-7).




- No N. T. a palavra ADORAÇÃO significa, na sua origem, “BEIJAR A MÃO DE ALGUÉM, COMO SINAL DE CONSIDERAÇÃO, FAZENDO-SE UMA INCLINAÇÃO RESPEITOSA”. Por exemplo, temos as seguintes passagens bíblicas: ADORAÇÃO A DEUS (Mt 4:8-10); REVERÊNCIA PARA COM JESUS CRISTO (Lc 8:26-28); e CULTO IDÓLATRA (At 7:42-43 cf Apc 9:20; 14:9-10; 22:8-9)


- Com estes dois significados, temos o conceito essencial de ADORAÇÃO: “SERVIÇO ou TRABALHO EFETUADO PELOS ESCRAVOS OU EMPREGADOS”. A fim de prestar adoração a Deus, os Seus servos devem prostrar-se, em sinal de temor reverente, admiração, respeito e honra, que são atitudes próprias de um verdadeiro adorador.


III – O LUGAR DO CULTO:

• De início, o culto se fazia em todo lugar onde fosse levantado um altar ao Senhor. Mais tarde, o culto ficou restrito ao lugar determinado por Deus:


• (1) – O TABERNÁCULO – Entre os israelitas, o Tabernáculo funcionava como um santuário portátil, onde se realizava o culto público, durante a peregrinação no deserto, até o reinado de Salomão; representava o templo de Deus e o lugar de Sua habitação – Ex 35:11-19; 40:34 cf Hb 8:2; 9:11.


• (2) – O PRIMEIRO TEMPLO – O próprio Deus mandou que fosse construído para o Seu encontro com o povo (I Cr 17:4-12); no entanto, somente no reinado de Salomão foi que Deus permitiu a construção (I Cr 21:28-30 cf I Cr 22:1); a planta geral era idêntica a do Tabernáculo, mas as medidas eram em dobro e as ornamentações mais ricas (II Cr 3; 4). Este templo foi dedicado por Salomão para o culto a Deus (I Rs 8:12-66); sofreu vários estragos e foi reduzido a cinzas pelos babilônios (II Rs 25:9-17);


• (3) – O SEGUNDO TEMPLO - foi reconstruído no tempo de Zorobabel, sendo completado e dedicado a Deus no ano 516 a. C., permanecendo durante 500 anos. (Ed 6:3, 12, 15-18). Nesta época, a Arca do Concerto desapareceu e o Santo dos Santos estava vazio de tudo que era visível; estava ocupado somente pela presença do Deus invisível. Porém, o culto foi restabelecido.


• (4) – O TERCEIRO TEMPLO – Foi construído por Herodes, o Grande, no ano 67 a. C. com a finalidade de tão-somente agradar os seus súditos e ganhar popularidade. Este templo foi destruído no ano 70 de nossa era pelos exércitos do general Tito; seus tesouros foram levados triunfalmente para Roma. No seu lugar atualmente, está edificada a célebre Mesquita de Omar, sobre a rocha sagrada do Monte Moriá. Em Ezequiel, capítulos 40 a 48, está registrada a visão do novo templo do Senhor que será construído para a restauração da glória de Deus no meio do Seu povo.


IV – AS DIVERSAS PARTES DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO:

• O desejo de Deus é que o Seu povo seja santo e mantenha comunhão com Ele, que é um Deus Santo. Deste modo, era necessário que o povo realizasse certas cerimônias que implicavam em purificação, consagração e separação, tendo como objetivo a Santidade. Portanto, o culto na Antiga Aliança consistia de OFERTAS e FESTAS SAGRADAS. Vejamos:


• (1) – CHAMAMENTO – O povo era chamado a comparecer perante um Deus Santo (Ex 35:1);


• (2) – CONVITE À SANTIFICAÇÃO – O povo era convidado a se santificar pelo oferecimento de ofertas, quais sejam: ofertas queimadas (holocausto); oferta de manjares; ofertas de paz ou de graça; ofertas pelos pecados e ofertas pelas ofensas e transgressões. (Lv 1; 2; 3; 4; 5:1-6; 7)


• (3) – SANTIFICAÇÃO E CONSAGRAÇÃO – O povo era convidado a tomar uma atitude de santificação e consagração através das “santas convocações” ou festas sagradas, que eram as seguintes: Sábado Semanal (Lv 23:3; 25:3-7); Pães Asmos ou Festa dos Tabernáculos (Lv 23:4-8); Pentecostes (Lv 23:15-25) e Comemoração do Ano do Jubileu (Lv 25:8-18)


• Logo, por meio de todo esse ritualismo podemos vislumbrar os propósitos do culto:


• (A) – Visão da santidade de Deus;


• (B) – Visão do pecado do homem e da sua necessidade de perdão;


• (C) – Sentimento de gratidão diante de um Deus gracioso e misericordioso;


• (D) – A visão da mensagem de Deus;


• (E) – Dedicação ao Deus soberano.


• Foram exatamente as mesmas experiências registradas no encontro de Isaías com Deus no templo e de Pedro e os outros discípulos com o Senhor Jesus – Is 6:1-8 cf Lc 5:1-11.


V – O CULTO NO NOVO TESTAMENTO:

• Leiamos I Cor 14:26; Ef 5:18-21; Cl 3:16-17


• SALMOS – Hinos do Antigo Testamento cantados ao som de instrumento de cordas, como a harpa.


• DOUTRINAS – Exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia, visando o aperfeiçoamento espiritual do crente.


• REVELAÇÃO – Manifestação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta.


• LÍNGUAS – Capacidade de se falar de maneira sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, visando a consolação, exortação e edificação dos santos.


• INTERPRETAÇÃO – Exposição, explicação e esclarecimento de um determinado texto das Sagradas Escrituras.


• DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS – Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, cujo principal objetivo é transformar as línguas estranhas numa mensagem de edificação, exortação ou consolação à Igreja.


• HINOS – Cânticos de louvor a Deus.


• CÂNTICOS ESPIRITUAIS – Hinos cantados em línguas estranhas que, quando interpretados, continham palavras de exortação. A partir da interpretação, a Igreja Primitiva usava-os nos cultos.




VI – OS PRINCIPAIS ELEMENTOS DO CULTO NO N.T.:

- Estes elementos são os meios usados pelo adorador para expressar o culto ao Senhor.


1) A BÍBLIA SAGRADA - Ela é a Palavra de Deus. Ela é o elemento mais importante do culto cristão, pois TODOS OS ATOS DE ADORAÇÃO DEVEM ESTAR BASEADOS NA PALAVRA DE DEUS. As verdades bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as idéias e o comportamento do adorador (I Sm 15:22-23; Mt 15:9). A bíblia aparece no culto sob diversas formas. As principais são:


A) A LEITURA (INDIVIDUAL, CONJUNTA ou ALTERNADA) - I Tm 4:13; I Ts 5:27; Apc 1:3


B) A PREGAÇÃO - Lc 4:16-30


C) O CÂNTICO (CONGREGACIONAL, CORAL, CONJUNTOS, SOLOS) - Cl 3:16


D) AS SAUDAÇÕES - II Cor 1:-6; e


E) AS BÊNÇÃOS PASTORAIS - II Cor 13:13




2) A ORAÇÃO - Orar é cumprir uma ordem do Senhor (Lc 18:1; I Ts 5:17). A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamente (Mt 6:5-8; At 12:12 cf Rm 8:15; Gl 4:6). A Bíblia ensina que a oração faz parte do culto particular e público.


3) A MÚSICA - Também se destaca como um elemento indispensável ao culto. A Igreja sempre usou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15:9; I Cr 14:15; Ef 5:19; Cl 3:16; Tg 5:13; Apc 5:9; 14:3; Mt 26:30)


4) OS SACRAMENTOS - Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus, para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e, solenemente, obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a Sua palavra. HÁ SOMENTE DOIS SACRAMENTOS INSTITUÍDOS POR JESUS:


A) O BATISMO - Mt 28:19; e


B) A SANTA CEIA - Mt 26:26-30.




5) OFERTAS e DÍZIMOS - Os atos de ofertar e dizimar fazem parte do culto; são partes de nossa devoção a Deus, de nosso compromisso com a pregação do Evangelho; integram e são inseparáveis da nossa adoração; ofertar sempre foi um elemento integrante da adoração a Deus e uma expressão de fidelidade (Dt 12:4-7; Ml 3:10; Mc 12:41-44; II Cr 8:12-18; Hb 13:16).


VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• O fim principal do homem é glorificar a Deus e fazer o que Ele manda. Este é também o propósito da Igreja no culto que oferece ao Senhor. Esse propósito se constitui do seguinte:


• (1) – Louvar a Deus – Sl 84:4;


• (2) – Edificar a Igreja pela Palavra e pela oração – Sl 84:1-12; I Cor 14:4-26;


• (3) – Fazer discípulos por meio da proclamação da Palavra e pelo ensinamento das doutrinas do Senhor – Mt 28:19-20;


• (4) – Expressar a unidade do povo de Deus – At 2:13-14, 46






FONTE DE CONSULTA:

• Revista Educação Cristã – Vol. IX – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda
• Idem - volume I

DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVA

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Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 11 - DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ

INTRODUÇÃO
Durante o seu reinado Davi precisou restaurar o culto ao Senhor, através dos elementos de adoração diante do seu ministério. Davi era um verdadeiro adorador e durante o seu ministério o louvor era prestado a Deus. “Porque já nos dias de Davi e Asafe, desde a antiguidade, havia chefes dos cantores, e dos cânticos de louvores e de ação de graças a Deus.” (Ne 12:46) Cerca de 73 salmos foram escritos por Davi. Observaremos onde eles realizavam o culto e de que forma adoravam a Deus.
I - RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ
Davi restaurou o culto a Deus por seu temor ao Senhor e pela sua liderança . Esse crescimento se deu pelo teocentrismo ao Deus de Israel e de uma independência tribal para um governo centralizado; da liderança dos juizes para uma monarquia; de uma adoração descentralizada a uma adoração centralizada em Jerusalém. Davi considerava os interesses de Deus como mais importantes que os seus próprios interesses. Embora Davi tenha sido o mais justo de todos os reis de Israel, ainda assim era imperfeito. Seu senso de justiça oferecia a esperança de um um reino celestial, ideal. Ele manteve a unidade de Israel. ( II Sm 7:1 29)
  • CONCEITOS
A adoração é a veneração elevada que se presta a Deus, reconhecendo-lhe a soberania sobre o universo, o governo moral, a força de seus decretos e o seu redentivo amor através de Jesus Cristo. Os Judeus do tempo de Isaías não sabiam fazer tal distinção. Por isso foram severamente repreendidos por Deus: ” De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados, e não me agrado de sangue de novilhos, nem de cordeiro, nem de bodes.” ( Is 1:11) A verdadeira adoração acha-se intimamente ligada ao amor que devotamos ao Senhor. É um ato permanente na vida do filho de Deus; não pode ser, sob hipótese alguma, uma atitude de adoração. Temos que mostrar ao mundo que somos uma comunidade de adoradores. A adoração não é apenas contemplação; é, acima de tudo, serviço que se presta ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.
  • ADORAR - Significa “prostrar-se”, “curvar-se”, “se por de joelhos” deriva-se do grego “Phroskyneõ”. Esta palavra é encontrada no hebraico moderno“Sãhãh” no sentido de “curvar-se” ou ” inclinar-se” mas não no sentido geral de “adorar”. O fato de que ocorre mais de 170 vezes na Bíblia hebraica e mostra algo do seu significado cultural.
  • ADORAÇÃO - É um ato de rendição, reverência, dedicação ao Senhor. (Sl 95:6; II Cr 29:30; Hb 12:28-29).
II - QUAL É O PROPÓSITO DO CULTO?
O propósito do culto ao Senhor é de que ele seja glorificado e reverenciado como um Deus de amor, caridade e respeito. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4:23). Os cultos são sistemas particulares de adoração religiosa com referências especiais a rituais e cerimônias. O culto é o ponto central de uma religião e eventualmente assume formas e símbolos que revelam mais claramente o caráter distintivo da religião. Davi teve o desejo de construir para o templo para que o Senhor fosse adorado e também foi responsável por grandes transformações sociais, políticas e religiosas. Dois fatores importantes do Culto a Deus: 2.1 - ADORAR A DEUS: É a forma de prestarmos culto ao nosso Deus, portanto existem alguns propósitos no culto prestados. No Antigo Testamento observa-se a maneira de adorar : ( Êx 4:31; 34:8; Lv 10:3; I Cr 16:29; II Cr 7:3; Ne 8:6; Ec 5:1).
2.2 - TER COMUNHÃO: É o vinculo de unidade fraterna, mantido pelo Espirito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus (II Co 13:13; I Jo 1:3). Do grego “Koinonia”, lat. “Comunicare”, significa “comunicar.” Comunhão também significa cooperação.
Exemplos de adoração:
  • Jacó - “Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.”(Hb 11:21)
  • Josué - ” E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? ( Js 5:14 )
  • Elcana - “Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.” (I Sm 1:3)
  • O menino Samuel - “Por isso também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido. E adorou ali ao Senhor. (I Sm 1:28)
  • Saul - “Então, voltando Samuel, seguiu a Saul; e Saul adorou ao Senhor.”(I Sm 15:31)
  • Davi - ” Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do Senhor, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.” (II Sm 12:20)
  • Jeosafá - ” Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando-o.”(II Cr 20:18)
  • Jó - “Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou.” (Jó 1:20).
III - QUAIS OS ELEMENTOS DO CULTO E ONDE REALIZAVAM A ADORAÇÃO?
Sabemos que os elementos para a adoração estavam centrados na oração, no louvor, confissão de pecados, confissão da fé, leitura bíblica, pregação, Ceia do Senhor e coletas. A adoração eram realizadas:
  • No tabernáculo - A adoração pública de Israel começou por ocasião da observância da páscoa, no Egito. Essa adoração girava em torno do tabernáculo ou da tenda da congregação. Durante as marchas pelo deserto, uma tenda era única estrutura que podia ser usada de maneira prática pelos israelitas, embora esteja envolvido também um importante principio, a saber, o fato de que Deus vivo por assim dizer não está limitado a alguma estrutura permanente. (Êx 3:4; Dt. 16:13; At. 7)
  • Nas festividades religiosas - A adoração a Deus, por parte de Israel, concentravam-se quase toda em torno das grandes festas religiosas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos. A Páscoa era a festa da libertação, representando simbolicamente a nossa salvação em Cristo; o Pentecoste era a festa da constante provisão de Deus, que se cumpre na experiência cristã com o Espirito de Deus; e a festa dos Tabernáculos era a festa da orientação divina ao povo que peregrinava pelo deserto. (Lv 3:1-44)
  • Nos sacrifícios - Desde o começo os holocaustos faziam parte da adoração bíblica. Quando da revelação dada no Sinai, eles receberam uma forma organizacional de âmbito nacional. As ofertas foram divididas em Levítico em várias categorias, a saber: os holocaustos ou ofertas queimadas; as ofertas de manjares; as ofertas pelo pecado; e as ofertas pela culpa. (Lv 16: 15-34). Essa verdade é particularmente expressa no grande ritual anual do dia da expiação, quando o santuário, os sacerdotes e o povo eram todos purificados. (Lv. 16:1-32)
  • No templo - Quando os israelitas entraram na terra prometida, houve a localização da adoração, a princípio em Siló, e mais tarde em Jerusalém. (At. 2:43) A adoração no templo de Jerusalém seguia as diretrizes básicas da adoração na tenda, porém, melhor organizada, especialmente no tocante ao sacerdócio. A grande contribuição da adoração no templo foi o desenvolvimento do lado musical e poético. (II Sm 6:5 e I Cr 25)
  • Na Sinagoga - A destruição do templo de Jerusalém, por ocasião do exílio, criou uma nova situação; o aparecimento das sinagogas. As sinagogas tiveram prosseguimento em Israel e nas terras da dispersão. Visto que a adoração sob a forma de sacrifícios só podia ter lugar em Jerusalém, foi mister a criação de uma nova forma de adoração, nas sinagogas. Essa palavra, que vem do grego, significa “ajuntamento”, “congregação”. (Mt 4:33; Mc 3:1; Lc 4:38; Jo 18:20)
IV - A LITURGIA DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento a liturgia do culto era complexa e inflexível. Porém há princípios básicos para a adoração no Antigo Testamento. ( Jr 7:2; Ez 46:9; Dn 3:7) As raízes da adoração bíblica devem ser procuradas não nas emoções humanas, mas no relacionamento divinamente estabelecido entre Deus e o homem. A base da adoração é teológica e não antropológica. A comum indagação que pergunta se a origem da adoração deve-se encontrar em emoções como o temor, o respeito e a veneração aos antepassados, torna-se indagação fora de lugar, do ponto de vista bíblico. A adoração é controlada pelo seu objeto, que também é o sujeito. (Is 6: 1-7).
V - A LITURGIA DO CULTO NO NOVO TESTAMENTO
Os Evangelhos pressupõem as formas de adoração nativas ao judaísmo da palestina, no começo do século I d. C. Isso significa que o templo continuava ocupando o lugar na adoração primitiva do Novo Testamento (Jo 4:21). Zacarias pai de João Batista, era sacerdote, e a revelação divina lhe foi dada quando ele estava cumprindo o ritual do ministério no templo. (Lc 1:5) José e Maria tiveram cuidado de observar a lei da circuncisão e a lei da purificação (Lc 2:21). Quando Jesus criticava a adoração que se efetuava no templo, fazia-o contra os abusos daqueles que corrompiam e contaminavam essa adoração propriamente dita. Por isso que ele expulsou do templo os cambistas e negociantes (Jo 2:17). A Igreja primitiva também tinha uma liturgia de adoração a Deus (At. 2:38-47)
“O CULTO A DEUS”
ANTIGA ALIANÇA
NOVA ALIANÇA
  • Adoração com base na letra (Js 1:7-8)
  • Sacerdote local (tribo de Levi)-(Nm 18:2; Js 13:33)
  • Unção do Espirito Santo sobre os Reis, Profetas e Sacerdotes (Is. 6:1-9)
  • Reservado no Templo (Sl 11:4; Ed 5:15)
  • O Espirito Santo estava sobre os crentes ( Êx 35:31; II Cr 15:1)
  • No Espírito (Jo 4:24)
  • Sacerdócio Universal (IIPe 2:9-10; Ap 1: 6 )
  • É derramado sobre toda a Carne (At. 2:1-8 )
  • Cada crente um santuário (I Cor 6:19; II Tm 1:14)
  • O Espírito Santo está no Crente (Lc 12:12; Jo 20:22; At 8:17)


Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

 

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