terça-feira, 8 de outubro de 2013
LIÇÃO - 2 ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE
CONCLUSÃO
terça-feira, 16 de junho de 2009
HISTÓRIA DA EBD
Surgiu nos Estados Unidos da América, com o propósito de evangelizar crianças que ficavam sem atividade durante os serviços de domingo. Atualmente, esta atividade envolve os membros da Congregação, em todas as faixas etárias e acontece em horário diverso ao serviço religioso. No Brasil, a maioria das comunidades adota a EBD matinal e os serviços religiosos vespertinos, mas algumas realizam a EBD horas antes do início dos cultos. Em países como EUA e na Inglaterra, todas as atividades dominicais acontecem durante a manhã.
Robert Raikes (14/09/1735-05/04/1811), filho de Robert e Mary Raikes, foi quem originou o Movimento de Escola Dominical. Tendo um profundo amor pelas crianças, Raikes resolveu estabelecer uma escola gratuita para esses meninos de rua. Então, Raikes contratou uma equipe de quatro mulheres no bairro para lecionar, recebendo um xelim e seis pence, cada uma. Com a ajuda do Rev. Thomas Stock, Ministro Anglicano, Raikes pôde logo associar cem crianças, de seis aos doze ou quatorze anos, nestas escolas dominicais. A primeira foi instalada na Rua Saint Catherine. Seu objetivo principal não era ensinar a Bíblia, mas alfabetizar os alunos e ministrar aulas de religião com o propósito de reformar a sociedade. O objetivo último era modificar-lhes o caráter usando os ensinamentos bíblicos.
Assim, a Escola Dominical nasceu como um instituto bíblico infantil, operando de forma independente das igrejas, alfabetizando e ensinando Bíblia às crianças carentes. Algumas crianças, a princípio, relutaram em vir para as escolas porque as suas roupas estavam tão rotas, mas Raikes providenciou tudo de que eles precisavam, inclusive banho e cabelos penteados.
As aulas começavam às 10 horas da manhã e iam até as duas da tarde, com lições de matemática, história e inglês, com um intervalo de uma hora para o almoço. Eles eram levados então à igreja para serem instruídos no catecismo até as 17:30 h. Recebiam pequenas recompensas, como livros, canetas, jogos, aqueles que tivessem dominado a lição ou aqueles cujo comportamento tivessem mostrado uma melhoria notável. Entrementes, recebiam castigo corporal aqueles de mau comportamento, como era do costume pedagógico da época.
Em 1784, eram 250 mil alunos matriculados. A taxa de criminalidade de Gloucester caiu, com o advento das escolas dominicais de Raikes, de forma que em 1792 não houve um só caso julgado pela comarca de Gloucester.
A Igreja Metodista trouxe a Escola Dominical para o Brasil. Em 1836, o Rev. Justin Spaulding organizou no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma Congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abriu uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua casa. Mas o espírito de Raikes, em criar um “instituto bíblico infantil”, somente surgiu dezenove anos mais tarde, através do casal de missionários escoceses independentes, Robert e Sarah Kalley. Eles são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram aquela que é considerada a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não foi grande: apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Evangélica Fluminense, marco da Igrejas Evangélicas no Brasil.
A Escola Dominical se assemelha à escola secular pois ambas preparam para a vida em sociedade e empregam textos com materiais didáticos. Porém, a diferença é que a Escola Dominical só funciona aos Domingos (1 hora por semana versus 20 horas por semana). Ela não forma alunos, pois é para a vida toda. Seus “oficiais” (Superintendente, Vice e Secretários), professores e alunos se empenham pela obtenção de novos alunos (Evangelização e Discipulado).
Evangelização - Reunir pessoas e levá-las a decidir-se por Cristo.
Santificação - Levar os crentes a estudarem a Bíblia, orarem mais e viverem em comuni-dade.
Comunhão – Deve levar os alunos a aprenderem a conviver entre si, levando em conta a harmonia, a amizade e a interação entre os irmaos.
A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE
* O Superintendente, bem como seu Vice, devem ter sido, por bom tempo de experiência, professores e diretores de departamento. Devem manter boa relação com o Pastor, que é o Docente por excelência, e com o ministério (Conselho, Sessão, Junta Administrativa, etc.).
* Deve sabiamente escolher quais serão os professores para cada classe e quais pessoas dirigirão os departamentos.
* Deve incentivá-los e manter contato constante com eles. Deve possuir substitutos à altura para seus nomeados. Deve ser responsável pelo preparo e aperfeiçoamento do corpo docente.
É o método de ensino da Bíblia, semanalmente, visando levar o aluno a:
1) Aceitar Jesus como Único Senhor e Salvador.
2) Crescer na fé e no conhecimento bíblico.
3) Por em prática os ensinos bíblicos.
O QUE A EBD NÃO É:
· Um grupo de estudiosos e literatos (doutos, instruídos) da Bíblia.
· Uma forma de passar o tempo, no domingo pela manhã.
· Uma organização paralela á Igreja, com seus próprios objetivos.
· Um clube para piqueniques, passeios, esportes, etc.
RECURSOS DA EBD:
1) Professores motivados e bem treinados.
2) Um currículo bíblico.
3) Materiais adequados (mapas, quadros, apostilas, etc.)
4) Uma biblioteca.
5) Salas de aulas para divisão das classes por faixas etárias.
TODO PROFESSOR DE EBD PRECISA TER EM SEU CURRICULUM:
ENTUSIASMO: para enxergar o potencial dos alunos e professores da EBD.
AMOR: para preencher nossa insuficiência e nos animar sempre.
PERDÃO: para oferecer, quando nem sempre tudo dá certo.
FÉ: para crer no poder do Espírito Santo, agindo através da EBD.
HUMILDADE: para mudar e aprender, ouvir sugestões e partilhar desafios.
TÉCNICAS DO BOM LÍDER:
1. COMUNICAR: informar de maneira clara, direta e simples. Transmitir a visão da necessidade de conseguir o objetivo.
2. DELEGAR: acionar os recursos dos seus liderados ("dons") na direção do objetivo. Organizar tarefas e funções. Formar equipes.
3. INOVAR: aceitar mudanças e novas idéias. A única coisa que o bom líder não cede é quanto ao objetivo. No caso do líder cristão, não cede quanto á doutrina bíblica.
4. MOTIVAR: incentivar novas lideranças. Elogiar. Estimular a participação dos liderados nos processos que levam ao objetivo final. Ser exemplo de conduta.
5. PLANEJAR: ter uma visão de longo prazo, definindo prioridades. Treinar as lideranças. Adotar metodologias compatíveis com os objetivos.
Seu objetivo: salvar os homens do pecado, do mal e da morte.
1. Comunicou: Sua mensagem de amor e nova vida, na linguagem do povo da época (parábolas). Pregou em aramaico (língua corrente da Palestina).
2. Delegou: A missão de espalhar a mensagem de salvação a todo o mundo.
3. Inovou: Rompeu com as arcaicas tradições religiosas da época. Ensinou ao ar livre, concedeu perdão a prostitutas e cobradores de impostos, curou no sábado.
4. Motivou: Enviou Seu Espírito para que seus discípulos saíssem das casas-esconderijos. Foi exemplo de conduta em todas as áreas humanas.
5. Planejou: Deu ordens específicas ("amai-vos uns aos outros..." etc.) e escolheu 12 homens para a liderança, treinando-os durante 3 anos.
Sete aspectos fundamentais na vida dos líderes que os fazem se destacar:
Caráter, Relações, Conhecimento, Intuição, Experiência, Êxitos passados e Capacidade.
Barreiras à Delegação do Poder:
1. Desejo de segurança e "status"
2. Resistência à mudança.
3. Falta de auto-estima.
4. Só os líderes seguros são capazes de doar.
5. Achar que não tem ninguém que possa substituí-lo.
1. DIRETO: Procura falar frases simples, indo direto ao assunto (não fica “enrolando”).
2. DESEMBARAÇADO: É “leve”, sem palavras “difíceis” ou “gírias”.
3. EQUILIBRADO: Procura ouvir tanto quanto falar e não interrompe a conversa dos outros.
4. ADEQUADO: Procura não agredir os sentimentos ou opiniões divergentes.
5. CALMO: Ritmo de voz pausado e volume médio.
6. RECEPTIVO: Aceita objeções, procurando descobrir quais os motivos para tais.
7. POSITIVO: Expressa algo que beneficia o receptor da mensagem (ouvinte), elogia.
EXEMPLOS DE ATIVIDADES INOVADORAS (são só exemplos, esta lista não esgota as sugestões de inovar):
1) "Trocar os professores" uma vez a cada trimestre, entre as classes.
2) Fazer a aula ao ar livre, embaixo de uma árvore.
3) Convidar um aluno para dar a aula.
4) Convidar 2 alunos de outra classe para assistir a aula e dar suas opiniões.
5) Ensinar "em silêncio".
6) Usar uma bíblia com linguagem moderna (Bíblia viva, por exemplo).
7) Ler o texto bíblico comparando com várias traduções.
8) Convidar um professor de outra EBD/Igreja para dar uma aula especial.
9) Eleger o "aluno destaque" da EBD, a cada mês.
10) Mini apresentação teatral do tema da lição.
MARCAS DE UM BOM PROFESSOR
1) Horário: tem horário para iniciar e terminar.
2) Seja exemplo para os alunos chegando na hora certa na EBD, pois isso pode influenciar na vida dos alunos.
3) Tópicos: Tenha uma seqüência de tópicos e não saia delas.
4) Peça aos seus alunos que sempre tragam por escrito idéias e sugestões.
5) Não "cobre": visitas não é cobrança. Se há algum membro de sua EBD que está falho, vá inquiri-lo pessoal e reservadamente!
6) Não debata assuntos polêmicos. Isto só cria desgaste.
7) Utiliza Dicionários Bíblicos, Concordância Bíblica e outros materiais.
8) Não fica preso na revista.
“JESUS COMO CONSTRUTOR DE EQUIPES”:
1. DESIGNOU 70 e formou "mini-equipes" de 2 (Lc 10.1).
2. SELECIONOU 12, após passar a noite orando (Lc 6.13).
3. ESCOLHEU 3 para a cúpula de liderança (Mt 17.1, 26.37).
4. AMOU a todos (Jo 13.1).
Escolha um dos tópicos acima e comente-o.
RECURSOS MÍNIMOS INDICADOS PARA O BOM FUNCIONAMENTO DE UMA EBD
Realize um planejamento visando obter os seguintes materiais ou condições mínimas:
* 1 quadro branco (pequeno) para cada classe.
* 1 Flip Charp (com folhas). Servirá também como flanelógrafo.
* 1 Biblioteca.
* Retropojetor ou Data Show.
* Revistas para todos os alunos.
terça-feira, 19 de maio de 2009
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL-
PEQUENA HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL
Alderi Souza de Matos
A escola dominical é uma das instituições mais úteis, benéficas e duradouras da história do protestantismo. Ela se insere no contexto mais amplo da educação religiosa ou educação cristã, que sempre tem sido uma preocupação da Igreja, desde os tempos apostólicos. O interesse em instruir, educar e capacitar o povo de Deus foi muito importante no Antigo Testamento, no contexto da família e da vida religiosa de Israel. No período interbíblico surgiu uma importante agência educativa judaica que foi a sinagoga. O ensino recebeu enorme ênfase no ministério de Jesus, que foi mestre e reuniu em torno de si os seus discípulos. Na igreja primitiva, as atividades didáticas foram fundamentais para a propagação e consolidação do novo movimento, como se pode verificar amplamente nos livros do Novo Testamento.
1. Um notável pioneiro
A moderna instituição conhecida como “escola dominical” teve como seu principal fundador o jornalista inglês Robert Raikes (1735-1811). Ele era natural da cidade de Gloucester e em 1757, aos vinte e dois anos, sucedeu o pai como editor do Gloucester Journal, um periódico voltado para a reforma das prisões. Nessa época, estava ocorrendo na Inglaterra o extraordinário avivamento evangélico, com sua forte ênfase social. Inspirado por outras pessoas, Raikes iniciou uma escola em sua paróquia em 1780. Ele ensinava crianças pobres de 6 a 14 anos a ler e escrever e dava-lhes instrução bíblica.
A idéia de Raikes rapidamente se alastrou pelo país. Apenas cinco anos mais tarde, em 1785, foi organizada em Londres uma sociedade voltada para a criação de escolas dominicais. Um ano depois, cerca de 200.000 crianças estavam sendo ensinadas em todo a Inglaterra. No princípio os professores eram pagos, mas depois passaram a ser voluntários. Da Inglaterra a instituição foi para o País de Gales, Escócia, Irlanda e Estados Unidos.
2. Difusão nos Estados Unidos
No fim do século 18, quando ocorreu a independência dos Estados Unidos, muitas crianças, especialmente pobres, não tinham acesso à educação. As escolas dominicais vieram suprir essa carência, além de unir o ensino religioso ao ensino geral. A primeira escola dominical americana surgiu numa residência da Virgínia em 1785. Na década seguinte, foram criadas escolas em Boston, Nova York, Filadélfia, Rhode Island e Nova Jersey. Destinavam-se a crianças que careciam de educação, muitas das quais trabalhavam em indústrias. Na cidade de Pawtucket, Estado de Rhode Island, foi iniciada uma escola na primeira usina de algodão dos Estados Unidos. Os primeiros dirigentes em geral eram leigos e líderes comunitários; o texto usado era a Bíblia e as matérias incluíam leitura, redação e valores cívicos e morais. Essas escolas dominicais prepararam o caminho para a criação de escolas públicas.
3. A organização do movimento
A partir de 1800, os propósitos das escolas dominicais americanas passaram a ser instrução e evangelismo; elas transmitiam valores cristãos e o espírito democrático da nova nação. Era um trabalho não-denominacional ou, como se dizia na época, uma “associação voluntária”, reunindo pessoas de diferentes igrejas. Em 1824 foi fundada a União Nacional de Escolas Dominicais, que organizou os líderes, publicou literatura e criou milhares de escolas no interior do país. Na mesma época, muitas denominações começaram a criar as suas próprias uniões de escolas dominicais.
Até a década de 1870, existiram dois tipos de escolas dominicais: (a) missionárias, que evangelizavam crianças em áreas rurais e bairros pobres das grandes cidades; (b) eclesiásticas, que educavam os filhos dos membros das igrejas. Em 1869 reuniu-se a primeira Convenção Nacional de Escolas Dominicais (passou a denominar-se Convenção Internacional em 1875). Uma comissão passou a preparar um currículo de lições padronizadas para uso geral (Lições Internacionais). Surgiram normas para o uso do tempo e do espaço nas igrejas e o sistema foi levado para os campos missionários no exterior.
No final do século dezenove, 80% dos novos membros ingressavam nas igrejas através das escolas dominicais. Em 1905, foi criada a Associação Internacional de Escolas Dominicais, que passou a promover convenções em muitos países, algumas das quais tiveram a presença de brasileiros.
4. A Escola Dominical no Brasil
A escola dominical chegou ao Brasil como as primeiras missões protestantes. A primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855. Sarah Kalley havia sido grande entusiasta desse movimento na sua pátria, a Inglaterra. A primeira escola dominical presbiteriana foi iniciada pelo Rev. Ashbel Green Simonton em maio de 1861, no Rio de Janeiro. Reunia-se nos domingos à tarde, na rua Nova do Ouvidor. Essa escola aparentemente foi organizada de modo mais formal em maio de 1867. Um evento comum em muitas igrejas presbiterianas brasileiras nas primeiras décadas do século 20 era o “Dia do rumo à escola dominical”, quando se fazia um esforço especial para trazer um grande número de visitantes.
Um destacado incentivador das escolas dominicais foi o Dr. Eliézer dos Santos Saraiva (1879-1944), presbítero da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, que promoveu as primeiras convenções de escolas dominicais do Brasil, bem como encontros de confraternização e piqueniques. Outro grande incentivador foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), que traduziu, adaptou e escreveu por vários anos as Lições Internacionais (Livro do Professor, 1921-1929), um valioso material para crianças, jovens e adultos. No início do século vinte surgiu a União Brasileira das Escolas Dominicais, depois Conselho Nacional de Educação Religiosa, cujo trabalho foi continuado pela Confederação Evangélica do Brasil.


