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terça-feira, 19 de abril de 2011

Espírito Santo – Agente Capacitador da Obra de Deus

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Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A igreja pode facilmente ser tentada a pensar que é capaz de desenvolver a obra de Deus pelos seus próprios esforços. Principalmente nos dias atuais em que muitas instituições religiosas deixaram de ser igrejas e se transformaram em empresas. Na aula de hoje aprenderemos sobre como não transformar a obra de Deus em uma mera instituição, e isso somente poderá ser evitado se dependermos, cada vez mais, da capacitação do Espírito Santo.

1. ESPÍRITO SANTO, O AGENTE CAPACITADOR
Os discípulos receberam de Jesus a comissão de pregar o evangelho, fazendo discípulos em todas as etnias (Mt. 28.19; Mc. 16.15). Mas para fazê-lo, eles deveriam depender do Espírito Santo, não confiar apenas na capacidade humana, por isso, o Senhor os orientou para que ficassem em Jerusalém, até que: “do alto sejais revestidos de poder” (Lc. 24.49). É o Espírito Santo quem capacita a igreja para desenvolver a obra de Deus. Conforme já destacamos em aulas anteriores, o poder do alto, que desceu sobre os discípulos, e se encontra disponível nos dias atuais para a igreja, visa o testemunho de Cristo (At. 1.8). Quando lemos os relatos dos evangelhos sobre os discípulos, percebemos o quanto esses eram frágeis, e quanto temiam as autoridades religiosas, o próprio Pedro negou a Jesus (Lc. 22.60-62). Depois de ter recebido o poder do Espírito Santo, testemunhou com ousadia perante as autoridades judaicas, afirmando que elas haviam crucificado a Jesus (At. 2.36). Como resultado do derramamento de poder do alto, os discípulos se posicionaram firmemente contra aqueles que se opunham à Palavra de Deus (At. 4.29-31). Diante das ameaças, eles sequer pensaram em recorrer às autoridades humanas, antes se reuniram para suplicar a Deus que lhes desse intrepidez para continuar pregando o evangelho de Cristo e que o Senhor confirmasse a Palavra por meio de milagres.

2. A IGREJA E A AGÊNCIA DO ESPÍRITO
A igreja primitiva era guiada pelo Espírito Santo, os discípulos sabiam que não poderiam confiar apenas neles mesmos. De modo que o livro de Atos dos Apóstolos pode muito bem ser chamado de Atos do Espírito Santo, pois, ao longo desse relato lucano, percebemos a atuação direta do Espírito sobre a igreja. Os primeiros obreiros não eram escolhidos por meio de conchavos político-eclesiásticos ou por conveniências e amizades, mas através da direção do Espírito, pois “servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado... e enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia (At. 13.2-4). As divergências na igreja também eram resolvidas através da operação do Espírito Santo. Quando a igreja se sentiu ameaçada pelas heresias dos judaizantes, sob o risco de ser fragmentada por aquela seita, os líderes da igreja se reuniram em Jerusalém, e por intermédio da Palavra e do Espírito, orientaram as igrejas gentias para que não dependessem de rituais religiosos para a salvação, mas do sacrifício de Cristo (At. 15.28). A expansão da igreja é uma obra do Espírito Santo, instrumentalizando os seus apóstolos. Em At. 16.6,7, o Espírito Santo modificou o programa de viagem de Paulo e Silas para a Ásia Menor, conduzindo-os para Macedônia e Grécia, falando a eles por meio de uma revelação, na qual um “varão macedônio” pede-lhes ajuda (At. 16.9).

3. A OBRA NA DIREÇÃO DO ESPÍRITO
O desenvolvimento da obra de Deus somente acontece com proveito espiritual se essa for capacitada pelo Espírito Santo, que é o agente da igreja. Isso não quer dizer que devemos desprezar a preparação humana, pois sabemos que o Espírito Santo usou Paulo, inclusive sua formação cultural para a expansão do evangelho. Mas não podemos achar que podemos fazer tudo sozinhos, com os nossos conhecimentos, recursos financeiros e influências políticas. Se assim pensamos, findaremos como a igreja de Laodicéia (Ap. 3.14-22), que ostentava auto-suficiência, dizia-se rica e abastada e que não precisava de coisa alguma, mas Cristo, ao avaliá-la, a identificou como “infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. O orgulho da igreja de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem a condição espiritual na qual se encontravam. Os membros daquela igreja se achavam fortes e independentes, mas o estado real era de fraqueza, pois dependiam deles mesmos, não do poder do Espírito Santo. Uma igreja conduzida pela pelo Espírito Santo desenvolve a obra de Deus de acordo com Seu intento. Ela é como a igreja de Filadelfia (Ap. 3.7-13) que se considerava pobre, mas era rica aos olhos de Cristo, que dizia ter pouca força, mas que diante de Deus era poderosa, pois guardavam a Palavra de Cristo e não negava o Seu nome (Ap. 3.8). Uma igreja que se acha poderosa por causa da sua influência política ou rica porque detém grande patrimônio, está confiando em sua própria força, o final é sempre a ruína espiritual. Uma igreja que se acha fraca e depende de Deus, é forte, pois ela é direcionada pelo Espírito, mesmo que não tenha muitos bens, mas seja cheia de fé, abalará o mundo, e ainda que não tenha influência política, fará proezas, pois agirá sob o poder do Espírito Santo (At. 1.8).

CONCLUSÃO
A obra de Deus não é desenvolvida por meio de ativismos, na verdade, esse, na maioria das vezes, serve apenas para ocultar a ausência do poder do Espírito Santo. Uma igreja poderosa depende da agência do Espírito Santo na escolha dos líderes, na evangelização, na obra missionária e na resolução de conflitos. A igreja primitiva, impulsionada por esse poder, foi capaz de expandir o evangelho de Cristo até aos confins da terra, pois enquanto os discípulos pregavam o evangelho com ousadia, o Consolador convencia os ouvintes do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8-11). Se assim acontecer, a igreja não estará servindo à obra, mas ao Deus que a agencia e a conduz.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. A doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
SOUZA, E. A. de. Nos domínios do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.

Espírito Santo – Agente Capacitador da Obra de Deus

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Por Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, pois, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49). – “A promessa de meu Pa”i refere-se ao derramamento do Espírito Santo. Vemos esta promessa no AT, em Is 32.15, 44.3; Jl 2.28; Ez 39.29; e no NT, em Jo 14.16,17,26; 15.26; 16.7; At 1.4-8; 2.17,18,33,38,39. Os discípulos aguardaram o cumprimento desta promessa em oração perseverante (At 1.14). O crente atual que busca o batismo no Espírito Santo deve fazer a mesma coisa.



VERDADE PRÁTICA


O Espírito Santo ajuda-nos a viver de maneira santa e habilita-nos a realizar com eficácia, a obra do Senhor Jesus Cristo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Lucas 24.46-49; Atos 1.4-8


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conhecer a atuação do Espírito Santo na humanidade;

Compreender que não podemos viver sem a presença do Espírito Santo, e

Conscientizar-se que o batismo no Espírito Santo capacita o crente no serviço do Reino.


PALAVRA-CHAVE

CAPACITAÇÃO: - ato ou efeito de capacitar; habilitar para alguma função.


COMENTÁRIO


(I. INTRODUÇÃO)


Na última lição vimos que o batismo com o Espírito Santo não pode ser confundido com a regeneração, com o batismo no Corpo de Cristo e que, muito menos, foi exclusivo dos dias da igreja primitiva. Aprendemos também a diferenciar o falar em línguas como evidência do batismo e o dom de línguas, a glossolalia e a xenolalia. Hoje, veremos a atuação do Espírito Santo na vida do homem após a conversão a Cristo. Jesus, durante seu ministério terreno, apresentou o plano divino de redenção para o homem através de sua morte expiatória no Calvário, sua ressurreição e ascensão ao céu. Não nos deixou órfãos, mas enviou o Espírito Santo. Nesta nova dispensação, o Consolador veio habitar na vida daqueles que foram remidos pelo sangue do Cordeiro. É sobre este ministério do Espírito que estudaremos nesta lição, a Sua operação na salvação dos pecadores e na preservação dos regenerados. Boa aula!


(II. DESENVOLVIMENTO)


I. O RELACIONAMENTO DO ESPÍRITO SANTO COM A HUMANIDADE


1. O Espírito Santo operando em nossas faculdades mentais. Regeneração é o ato realizado só por Deus, no qual Ele renova o coração do homem, fazendo-o reviver depois de estar morto. Na regeneração, Deus age no âmago, no ponto mais fundamental da pessoa humana. Paulo escrevendo aos Efésios afirma que os homens estão mortos em seus delitos e pecados, sem Deus e sem esperança no mundo. Pela graça, o Espírito Santo aplica a Palavra que faz o morto reviver. Para convencer o homem natural sobre seu estado de separação de Deus e leva-lo a nascer de novo, o Espírito Santo opera em três áreas distintas: na mente, nos sentimentos e na vontade (1Tm 2.1-4). É o agente que opera o convencimento através da exposição da Palavra (Hb 4.12). Do texto de Hb 4.12 entendemos que o Espírito Santo opera na totalidade do homem: no seu corpo, identificado como “juntas e medulas”; na sua alma e no seu espírito. Neemias 9.20 afirma: “e lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar”. Ele trabalha para convencer o ser humano sobre as verdades espirituais. É Ele, ainda, quem revela todas as coisas e perscruta a nossa mente (1Co 2.10,11). A regeneração é o dom da graça de Deus; é obra imediata e sobrenatural do Espírito Santo realizada em nós.

2. O Espírito Santo operando em nossos sentimentos e vontades. O Espírito Santo convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. Seu efeito é fazer com que nós, do estado de mortos e separados de Deus, passemos à vida espiritual. Ele muda a disposição de nossa alma, inclinando nosso coração para Deus. Jesus ensinou sobre a atuação do Espírito Santo em três áreas, das quais o pecador não pode fugir (Jo 16.8-10). A regeneração é um ato criador, pelo qual o pecador espiritualmente morto é devolvido à vida através da verdade do Evangelho agindo de maneira moral e persuasiva. A Bíblia distingue entra a influência do Espírito Santo e a da Palavra de Deus, e declara que aquela influência é necessária para o recebimento próprio da verdade (Jo 6.64,65; At 16.14; 1Co 2.12-15; Ef 1.17-20). Observemos o caso de Lídia, de quem diz Lucas: ela “nos escutava (Gr. Ekouen, imperfeito); o Senhor lhe abriu (dienoixem, aoristo, ato simples) o coração para atender (prosechein, infinito de resultado ou propósito) às coisas que Paulo dizia”. “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”(Tg 1.18).

3. O Espírito Santo e a adoção. Uma das tarefas do Espírito Santo é criar no filho de Deus a convicção da filiação e de amor filial que o leva a conhecer a Deus como Pai. “para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gl 4.5,6). O termo "Aba" é aramaico e significa "Pai". Era a palavra que Jesus empregava quando se referia ao Pai celestial. A combinação da palavra aramaica Abbacom o termo grego pater, "Pai", expressa a grande intimidade, a profunda emoção, o anelo, o afeto e a confiança mediante os quais o Espírito Santo nos leva a clamar a Deus (Mc 14.36; Rm 8.15,26,27). Dois sinais determinantes da obra do Espírito dentro de nós são: (a) o nosso apelo espontâneo a Deus como "Pai" e, (b). a nossa obediência espontânea a Jesus como "Senhor" (1Co 12.3). Paulo tem em mente, sobretudo, o batismo no Espírito Santo e sua plenitude contínua (cf. At 1.5; 2.4; Ef 5.18), pois define nossa filiação com Deus como a causa do envio do Espírito a nós por já sermos "filhos" pela fé em Cristo. E Deus derrama o Espírito em nossos corações!


SINÓPSE DO TÓPICO (1)

O Espírito Santo age nas faculdades mentais, sentimentos e vontades do homem a fim de operar a vontade do Pai.


II. O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO CRENTE


1. A presença constante do Espírito Santo. Existem diversas maneiras pelas quais o Espírito Santo se manifesta na vida do crente. Ele foi enviado para habitar no crente, no momento da conversão. Esta nova vida requer dinamismo, ação e bom testemunho. Quando Ele habita nosso ser, somos cheios da alegria da salvação, do gozo e da paz que excedem a todo entendimento, no dizer de Paulo: “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Note que todo crente autêntico pode ser “cheio do Espírito Santo” através da vida de comunhão, oração e serviço ao Senhor; há diferença entre ser “cheio do Espírito Santo” e o ser “batizado com o Espírito Santo”, isso por que toda pessoa regenerada torna-se habitação do Espírito Santo – “Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”(Jo 14.23).

2. O desenvolvimento da relação com o divino Espírito Santo. Paulo escreve em Rm 8.16: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”, é esta a certeza que só o Espírito Santo pode conceder. O Espírito Santo nos transmite a confiança de que, por Cristo e em Cristo, agora somos filhos de Deus (v. 15). Ele torna real a verdade de que Cristo nos amou, ainda nos ama e vive por nós no céu, como nosso Mediador (cf. Hb 7.25). O Espírito também nos revela que o Pai nos ama como seus filhos por adoção, não menos do que Ele ama seu Filho Unigênito (Jo 14.21,23; 17.23). É o Espírito Santo quem confirma e fortifica essa confiança na salvação recebida e nos garante o direito da filiação. Não nos tornamos filhos de Deus apenas porque a Bíblia declara, mas porque o Espírito clama dentro de nós: “Aba, Pai”.

3. Ser “cheio do Espírito Santo”. Em Efésios 5.18 Paulo num imperativo passivo presente, declara: "Enchei-vos". Esse imperativo traduz-se por "ser enchido repetidas vezes". Nosso relacionamento com o Deus Espírito Santo deve experimentar a renovação constante (Ef 3.14-19; 4.22-24; Rm 12.2). Experimentamos enchimentos repetidos do Espírito Santo quando mantemos uma fé viva em Jesus Cristo (Gl 3.5), estamos repletos da Palavra de Deus (Cl 3.16), oramos, damos graças e cantamos ao Senhor (1Co 14.15; Ef 5.19,20), servimos ao próximo (Ef 5.21 ) e fazemos aquilo que o Espírito Santo quer (Rm 8.1-14; Gl 5.16ss.; Ef 4.30; 1 Ts 5.19). Alguns resultados de ser cheio do Espírito Santo são:

(a) falar com alegria a Deus, em salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 3.19);

(b) dar graças (Ef 3.20), e

(c) sujeitar-nos uns aos outros (Ef 3.21).


SINÓPSE DO TÓPICO (2)

O Espírito Santo trabalha na vida do crente, aperfeiçoando o caráter, moldando a personalidade e controlando o temperamento.


III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO CAPACITA-NOS A FAZER A OBRA DE DEUS


1. A intrepidez para testemunhar. O batismo com o Espírito Santo outorga maior dinamismo espiritual, isto é, mais disposição e maior coragem na vida cristã para testemunhar de Cristo (Mc 14.66-72; At 4.6-20). Jesus foi ungido com o Espírito Santo para servir (At 10.38; Lc 4.18, 19). Assim também cada crente foi chamado para servir (1Ts 1.9). O Espírito Santo desperta o crente para entregar-se ao serviço de Deus (Rm 6.13,19,22). O mesmo Espírito eterno que levou Jesus a se oferecer para expiar os nossos pecados, opera também em nós o propósito de servir ao Deus vivo (Hb 9.14). Se antes do batismo com o Espírito Santo o crente tem prazer em servir ao Senhor Jesus, quanto mais depois que “recebe a virtude do Espírito Santo para ser testemunha”! (At 1.8). O propósito principal do batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou.

2. Formação de discípulos. Mateus 28.18,19 diz: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;”, estas palavras constituem a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Elas declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja. O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos que observem os mandamentos de Cristo. Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão. As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer verdadeiros discípulos que se separem do mundo, que observem os mandamentos de Cristo e que o segam de todo o coração, mente e vontade (Jo 8.31). Observe-se, ainda, que Cristo nos ordena a concentrar nossos esforços para alcançar os perdidos e não em cristianizar a sociedade ou assumir o controle do mundo.

3Chamados para servir. [...] qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal”(Mc 10.43). A verdadeira grandeza não é questão de liderança, de autoridade, nem de grandes realizações pessoais (Mc 10.42), mas, sim, uma atitude do coração, de sinceramente viver para Deus e para o próximo. Devemos nos dedicar a Deus de tal modo que nos identifiquemos com sua vontade e propósitos na terra, sem desejarmos honrarias, posições de destaque ou recompensas materiais. Cumprir a vontade de Deus, levar os outros à salvação em Cristo, e agradar-lhe são as recompensas dos que são realmente grandes (ver Lc 22.24-30, nota sobre a grandeza). A Bíblia de Estudo Pentecostal em nota de roda-pé comentando o texto de Lc 22.27, diz: “No tocante àqueles que são escolhidos para dirigir a igreja (1 Tm 3.1-7), Cristo diz que devem dirigi-la como servos, ajudando as pessoas sob sua orientação a cumprirem a vontade de Deus para suas vidas. Nunca devem abusar da sua posição, nem traí-la por motivo de fama, poder, riquezas ou privilégios especiais [1].


SINÓPSE DO TÓPICO (3)

O batismo com o Espírito Santo dá intrepidez ao crente para testemunhar, capacitando-o para fazer a obra de Deus.


(III. CONCLUSÃO)


O objetivo principal de todas as operações do Espírito Santo na vida do crente, é transformá-lo segundo a imagem de Cristo, nos termos mais literais possíveis (2 Co 3.18). A promessa de Jesus a seus discípulos foi a presença constante do Espírito em suas vidas. O sucesso da Igreja como do crente particular, tem sido a presença gloriosa do Espírito Santo. É Ele quem trabalha na vida do crente, aperfeiçoando o caráter, moldando a personalidade e controlando o temperamento, é Ele quem concede intrepidez para testemunhar de Cristo e capacitação para fazermos a obra de Deus.



APLICAÇÃO PESSOAL


Medite em Efésios 5.18, quais são as razões por que devemos estar cheios do Espírito Santo? Por que é um imperativo? Como proceder para cumprir esta ordem?

O poder interior do Espírito e a realidade da presença de Deus que vêm da plenitude do Espírito libertam o crente do medo, da timidez e do desencorajamento, e aumenta grandemente a sua intrepidez e motivação para falar de Deus com grande poder. Grande poder era a característica distintiva da pregação e do testemunho dos crentes primitivos (At 1.8), e deve ser característica dos crentes hodiernos nesses tempos pós-modernos se quisermos obter o mesmo sucesso na obra de Deus – fazer discípulos verdadeiramente compromissados com Cristo.

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa




NOTAS BIBLIOGRAFICAS


[1]STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão,1996, Rio de Janeiro; Adaptado da nota do texto de Lc 22.27;

Lições Bíblicas 1º Trim 1994 – Livro do Mestre, CPAD, Espírito Santo – A Chama Pentecostal, PP. 31-35;

Lições Bíblicas 3º Trim 1996 - Jovens e AdultosAtos - O padrão para a Igreja da última hora;

Lições Bíblicas 1º Trim 2004 - Jovens e AdultosA Pessoa e Obra do Espírito Santo;

Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé;

Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;

Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.


EXERCÍCIOS


1. Quem trabalha no coração e na mente do homem para este se render a Cristo?

R. O Espírito Santo.

2. Através do Espírito Santo quem dá o primeiro passo em direção ao pecador?

R. Deus.

3. O que significa ser cheio do Espírito Santo?

R. Significa ser controlado, governado e guiado por Deus.

4. Qual o propósito do batismo no Espírito Santo?

R. Encorajar e fortalecer o crente para cumprir a missão máxima da igreja: a evangelização.

5. Como podemos avaliar o progresso de uma igreja?

R. O progresso de uma igreja deve ser mensurado por seu trabalho missionário e evangelístico, juntamente com seus frutos espirituais.


Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).


quinta-feira, 7 de abril de 2011

NOMES, SIMBOLOS, DO ESPIRITO SANTO

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Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Objetivo: Identificar a pluralidade dos nomes e símbolos do Espírito Santo na Bíblia, ressaltando Sua obra e ministério da vida do crente.

INTRODUÇÃO
A Bíblia revela uma série de nomes e símbolos do Espírito Santo, cada um deles com um significado especial. Na aula de hoje, estudaremos sobre os principais nomes e símbolos do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamento. No principio, explicaremos o papel dos nomes e símbolos na teologia bíblica, em seguida, passaremos a descrever os nomes e símbolos do Espírito Santo.

1. NOMES E SÍMBOLOS NA BÍBLIA
Na Bíblia, o nome atribuído às pessoas é mais do que uma mera convenção. A revelação de um nome tem significado referencial atributivo. Os nomes, no Antigo Testamento, apontavam para o caráter da pessoa, por isso, o nome do Senhor não poderia ser tomado em vão (Ex. 20.7). Os nomes de Deus, por conseguinte, destacam seus atributos: Gn. 16.13; 22.14; Ex. 15.26; Is. 11.10; Jr. 23.6. No Novo Testamento, Jesus se revelou para mostrar o nome de Deus (Jo. 17.26). O conhecimento dos nomes de Deus, revelados por Ele mesmo, é fundamental para que tenhamos uma melhor compreensão de quem Ele é: Pai, Filho e Espírito Santo. Um símbolo, por sua vez, é uma representação de uma pessoa ou objeto. É algo que significa ou representa outra coisa, podendo os dois ter alguma conexão inerente, ainda que não seja equivalente em sentido literal. O estudo criterioso dos nomes e símbolos da Bíblia, considerando os aspectos contextuais, e respeitando as regras da hermenêutica, pode auxiliar a compreensão da revelação divina. È preciso, porém, tomar as devidas precauções para que a simbologia bíblica não se transforme em mera eisegese [diferentemente da exegese], isto é, interpretações meramente humanas a partir do texto divino.

2. NOMES DO ESPÍRITO SANTO NA BÍBLIA
O principal nome do Espírito Santo na Bíblia, conforme denominado por Jesus, é o de CONSOLADOR (Jo. 14.16). O Senhor prometeu que rogaria ao Pai e esse enviaria OUTRO paracleto – AJUDADOR - para que estivesse com os seus discípulos para sempre. Esse Espírito é SANTO e de SANTIDADE (Rm. 1.3,4), por essa razão é o SANTIFICADOR (Rm. 8), que, além de revelar o pecado, a justiça e o juízo (Jo. 16.8), também produz no crente o Seu fruto (Gl. 5.22). O Espírito Santo se manifesta como o Espírito de ADOÇÃO, pois através do sacrifício de Cristo, fomos feitos filhos de Deus, podendo chamá-lo de Aba, Pai (Rm. 8.15). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm. 8.16). Essa adoção se dá porque o ESPÍRITO DO SEU FILHO está em nós (Gl. 4.6). Em razão da Sua relação íntima com o Filho, Ele é também revelado como o Espírito de Cristo (I Pe. 1.10,11), e do Pai (Mt. 19.20). Esse mesmo Espírito é o Espírito da Vida, que livra o ser humano da lei do pecado e da morte (Rm. 8.2). Assim como Ele levantou Cristo dentre os mortos, trará também à vida os nossos corpos mortais (Rm. 8.11). Essa mensagem é fiel e verdadeira porque o Espírito que a revelou é o ESPÍRITO DA VERDADE que nos guia (Jo. 16.3).

3. SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO NA BÍBLIA
Existem vários símbolos bíblicos que aludem ao Espírito Santo. Em Mt. 2.16,17 o Espírito Santo veio sobre Jesus em forma corpórea como de uma pomba, símbolo da pureza divina, por isso essa ave era utilizada para sacrifícios (Lc. 2.24). A POMBA como símbolo do Espírito Santo revela Sua pureza, e, ao mesmo tempo, Sua atuação para nos purificar. Em Jo. 7.37-39, a ÁGUA é revelada por Jesus, a partir de Is. 44.3,4, como um símbolo do Espírito Santo. Não há como existir vida sem água, por isso, por meio dessa ÁGUA, somos regenerados em Cristo, nascidos do Espírito para ver o Reino de Deus (Jo. 3.3-8). O Espírito Santo é simbolizado em Zc. 4.2-6 como ÓLEO que em Mt. 25.1-4 tem a ver com a vigilância. É pelo Espírito que mantemos a lâmpada acesa até que Jesus retorne. O óleo do Espírito Santo gera luz em nós a fim de que iluminemos as trevas do mundo (Mt. 5.13,14). Em II Co. 1.20-22, o Espírito Santo é simbolizado como SELO e PENHOR. O sacrifício de Cristo na cruz do calvário nos garante a salvação, e a presença do Espírito Santo no crente. Ele oferece essa certeza na expectação pelo pleno cumprimento das promessas de Cristo (Jo. 14.1,2). O Selo do Espírito é a garantia de que pertencemos Àquele que nos comprou com o Seu sangue (Ef. 1.13; II Tm. 2.19). Em Lc. 3.16 o Espírito Santo é simbolizado como FOGO. Ele é FOGO CONSUMIDOR que manifesta a Sua presença (Ex. 3.2) que protege e lidera (Ex. 13.21) e que julga (Lv. 9.24) pelo Seu poder purificador (Is. 6.6,7). No dia de Pentecostes, por ocasião do derramamento do Espírito Santo, foram vistas línguas repartidas como de fogo (At. 2.1,2), ressaltando o Seu poder para o testemunho do evangelho de Cristo (At. 1.8). Outro símbolo do Espírito Santo é o VENTO. No mesmo texto alusivo ao dia de Pentecostes, Lucas registra que se ouviu um som como que de um vento veemente e impetuoso. Esse Espírito, que é a mesma palavra vento (Pneuma) em grego, é invisível, por isso, os adoradores de Deus O adoram em espírito (Jo. 4.24). Antes de partir Jesus soprou sobre os SEUS discípulos, a fim de que esses recebessem o Espírito (Jo. 20.22), ainda que essa não fosse a experiência do enchimento de poder, que viria a ocorrer posteriormente (Lc. 24.49)

CONCLUSÃO
Os nomes e símbolos do Espírito Santo nos revelam quem Ele é. Mas essas informações não devam apenas fazer parte do nosso conhecimento teológico. A revelação de QUEM o Espírito Santo é, através dos Seus nomes e símbolos, deva servir de motivação desenvolvermos uma experiência profunda com o CONSOLADOR, MESTRE E GUIA que nos direciona para a VERDADE e que nos PURIFICA. Assim é todo aquele que ouve quando o VENTO soprar. Ele sopra para onde quer, por isso, é preciso estar atento para a Sua voz. 

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. A doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
SOUZA, E. A. de. Nos domínios do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.

NOMES, SIMBOLOS, DO ESPIRITO SANTO

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POR FRANCISCO A. BARBOSA











TEXTO AUREO


"E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele" (Mt 3.16).


- Tudo quanto Jesus fez sua pregação, seu sofrimento, sua vitória sobre o pecado Ele o fez pelo poder do Espírito Santo. Se Jesus nada podia fazer sem a operação do Espírito Santo, quanto precisa o povo de Deus da capacitação do Espírito Santo! (cf. Lc 4.1,14, 18; Jo 3.34; At 1.2; 10.38). O Espírito veio sobre Jesus para dotá-lo de poder para efetuar a obra da redenção (Lc 3.22). O próprio Jesus posteriormente iria batizar seus seguidores com o Espírito Santo a fim de que eles também tivessem a capacitação do Espírito (ver 3.11; At 1.5,8; 2.4) [1].









VERDADE PRÁTICA

A pluralidade dos nomes e símbolos do Espírito Santo revela sua divindade, obra e ministério na vida da Igreja de Cristo.







LEITURA BÍBLICA EM CLASSE




João 1.29-33; Rm 8.9-11, 14,15


OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:




- Conhecer a pluralidade dos nomes do Espírito Santo;



- Definir o que é símbolo bíblico, e



- Saber as representações simbólicas do Espírito Santo.






COMENTÁRIO


(I. INTRODUÇÃO)


Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação. Além das numerosas referências nominais ao Espírito, tanto no Antigo como no Novo Testamento, o Espírito é mencionado freqüentemente pelo uso de uma variedade de símbolos. Unicamente pelo conhecimento dos símbolos, emblemas ou ilustrações utilizados para o Espírito podem Sua obra e ministério na vida do crente ser entendidos adequadamente. Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas. Boa aula!


(II. DESENVOLVIMENTO)


I. A PLURALIDADE DOS NOMES DO ESPÍRITO SANTO

Para muitas pessoas de nossa sociedade, os nomes pessoais não têm a mesma relevância que os da literatura bíblica. Os pais dão nome às crianças sem pensar no significado, simplesmente copiando dos parentes, amigos ou personagens públicas. Um casal pode dar o nome de Betânia a um filho, sem o mínimo conhecimento do significado original do nome (Casa do pobre). Os pais que têm um tio muito querido, chamado Samuel (“Seu nome é Deus”), talvez dêem o mesmo nome a um filho. Para um israelita, o nome Samuel proclamava que o portador do nome era um adorador de Deus. Os nomes e títulos do Espírito Santo nos revelam muita coisa a respeito de quem é o Deus Espírito Santo. Embora o nome “Espírito Santo” não ocorra no Antigo Testamento, vários títulos equivalentes são usados.

1. Nomes do Espírito Santo relacionados à Trindade. O título mais freqüente no Antigo Testamento é “o Espírito de Yaweh” (heb. Ruach YHWH [Yahweh]), ou, conforme consta nas Bíblias em português, “o Espírito do Senhor”. Considerando o ataque que os críticos modernos fazem à presença do Espírito Santo no Antigo Testamento, talvez devamos usar o nome pessoal de Deus, “Yahweh”, ao invés do título “Senhor” (que os judeus dos tempos posteriores ao Antigo Testamento substituíram pelo nome). O que nos interessa aqui é um dos significados de Yahweh: “aquele que cria, ou faz existir”. Cada emprego do nome Yahweh é uma declaração a respeito da criação. O “Senhor dos Exércitos” é melhor traduzido como “aquele que cria as hostes” — tanto as hostes celestiais (as estrelas e os anjos, de acordo com o contexto) quanto às hostes do povo de Deus. O Espírito de Yahweh estava ativo na criação, conforme revela Gênesis 1.2, com referência ao “Espírito de Deus” (heb. ruach ’elohim). Vários títulos do Espírito Santo podem ser encontrados nas Epístolas: “o Espírito de santificação” (Rm 8.2); “o Espírito de adoção de filhos” (Rm 8.15); o “Espírito Santo da promessa” (Ef 1.13); “o Espírito eterno” (Hb 9.14); “o Espírito da graça” (Hb 10.29); e “o Espírito da glória” (1 Pe 4.14).

2. O Consolador. Uma preciosa série de títulos do Espírito Santo encontra-se em João 14 – 16. Jesus promete enviar outro Consolador (“Ajudador” ou “Conselheiro”). Uma preciosa série de títulos do Espírito Santo encontra-se em João 14 – 16. Jesus promete enviar outro Consolador (“Ajudador” ou “Conselheiro”). Outro: [Do Gr. Allos; Strong 243]: Alguém além de; outro da mesma espécie. A palavra mostra semelhanças, porém diversidade de operação e ministérios. O uso que Jesus faz de allos para enviar outro Consolador equipara-se a ‘alguém além de mim e em adição a mim, mas alguém como eu. Na minha ausência, ele fará o que eu faria se estivesse fisicamente presente com vocês’. A Vinda do Espírito garante a continuidade do que Jesus fez e ensinou [3]. A obra do Espírito Santo como Conselheiro inclui o papel do Espírito da Verdade, que habita dentro de nós (Jo 14.16; 15.26), como aquEle que ensina todas as coisas, como aquEle que faz lembrar tudo quanto Cristo tem dito (14.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8). O Dicionário VINE assim expressa o sentido do termo grego: “parakletos, literalmente, “chamado para o lado de alguém”, ou seja, para ajuda [...]. Então, em geral, aquele que pleiteia a causa de outrem, intercessor, advogado, como ocorre em 1Jo 2.1, que diz respeito ao Senhor Jesus” [3].

3. O Espírito da Verdade. A obra do Espírito Santo, segundo se infere de Jo 16.7,8, é convencer do pecado da justiça e do juízo, e isso não concerne somente ao incrédulo, mas também àquele que serve ao Senhor, ensinando, corrigindo e guiando na verdade (Mt 18.15; 1 Tm 5.20; Ap 3.19). O Espírito Santo ensinará ao crente concernente ao pecado, a justiça de Cristo e ao julgamento da maldade com vistas a moldar o caráter à Cristo e aos seus padrões de justiça (2Co 3.18); guiar os crentes em toda verdade, e levá-los a viver para a glória de Deus. Deste modo, o Espírito Santo opera no crente para reproduzir no seu viver a vida santa de Cristo. Somente os que recebem a verdade e são "guiados pelo Espírito de Deus" são filhos de Deus (Rm 8.14), e assim podem continuar na plenitude do Espírito Santo.

4. O Espírito de Graça. O Apóstolo João disse: “E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.” (Jo 1.6). Graça é um conceito teológico fortemente enraizado no Protestantismo, definido como um dom gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação. A graça capacita o que ela manda fazer. Esta dádiva é motivada unicamente pela misericórdia e amor de Deus à humanidade, logo, movida por Sua iniciativa própria, ainda que seja em resposta a algum pedido a Ele dirigido. E também por esta razão, a Graça é um favor imerecido pelo Homem, mas sim fruto da misericórdia e amor divinos. O fato de João afirmar que a graça vem da plenitude de Cristo, ensina que essa graça é mais do que a disposição de Deus ou favor impessoal. Trata-se de Deus atendendo nossas necessidades na Pessoa de Jesus Cristo, incluindo todo o seu poder e provisão. A outorga do Espírito Santo por Jesus aos seus discípulos no dia da ressurreição não foi o batismo no Espírito Santo como ocorreu no dia de Pentecoste (At 1.5; 2.4). Era, realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do Espírito Santo e a nova vida do Cristo ressurreto saturavam e permeavam os discípulos[4]. A Bíblia ensina claramente que a obra do Espírito Santo de dar vida espiritual acontece antes que tenhamos fé em Cristo: é Ele quem convence do pecado da Justiça e do juízo (Jo 16.7,8)!

5. O Espírito de Vida. O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). No momento em que nascem de novo, os crentes em Jesus recebem o Espírito Santo, segundo a totalidade do Novo Testamento (At 2.28; Rm 8.9; 1Co 12.13). Regeneração é um ato soberano do Espírito Santo sobre o coração da pessoa, no qual o espírito é vivificado e permanentemente orientado numa direção centrada em Deus. “O grande trabalho do Espírito Santo é a obra de regeneração (Jo 3.3-6). Certa noite Nicodemus, um mestre de Israel, veio até Jesus, que lhe disse: “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”. O nosso Senhor tendo o conhecimento de que a fé e a obediência a Deus, e a nossa aceitação da parte de Deus, dependem de um novo nascimento, fala a Nicodemus do quão necessário é nascer de novo. Nicodemus fica surpreso com isso, e assim Jesus segue adiante a ensinar-lhe que obra de regeneração é esta. Ele diz: “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (v.5). A regeneração, portanto, ocorre por meio “da água e do Espírito”. O Espírito Santo faz a obra de regeneração na alma do homem, da qual a água é o sinal exterior. Este símbolo externo é um solene compromisso e selo do pacto que até então lhes vinha sendo anunciado por João Batista. A água pode também significar o próprio Espírito Santo [5].



SINÓPSE DO TÓPICO (1)

O Consolador, o Espírito da Verdade, o Espírito de Graça e Espírito de Vida são expressões que denotam a pluralidade de nomes do Espírito Santo no texto Sagrado.


II. OS SÍMBOLOS BÍBLICOS

1. A Bíblia e os símbolos. Símbolos e tipos fazem parte do mesmo contexto dos hebraísmos. O símbolo é uma figura, objeto, número ou emblema, cuja imagem representa, de modo sensível, uma verdade moral ou religiosa. Através do símbolo, uma certa coisa, objeto ou verdade é substituído por um sinal. No símbolo, um conceito abstrato recebe uma correspondência material e concreta pela relação existente entre o conceito e o objeto ou símbolo por ele representado[6]. Pelo exposto, os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas.

2. Jesus utilizou alguns símbolos. Para ensinar as doutrinas do Senhor, os antigos hebreus utilizavam os símbolos. Através destes, de forma poética, diziam, com simplicidade e exatidão, tudo o que precisava ser dito. Jesus também lança mão desse expediente para ensinar por parábolas as verdades espirituais. O Senhor Jesus Cristo, nas Escrituras, também tem os seus símbolos: Ele é o Cordeiro de deus, o Leão de Judá, a Raiz de Davi, o Pão da vida, a Estrela da Manhã, o Esposo amado, o Sol, da Justiça, a Luz do Mundo... São imagens riquíssimas que nos apresentam o Salvador e que nos permitem saber que ele é e o que faz.


SINÓPSE DO TÓPICO (2)

O símbolo bíblico é uma figura cuja função é revelar uma verdade moral ou religiosa. Através do símbolo a verdade bíblica é ensinada de modo objetivo.


III. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

1. Fogo (Lc 3.16). O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. Ao passo que uma brasa tirada do altar purifica os lábios de Isaías (Is 6.6, 7), no dia de Pentecostes são “línguas de fogo” que marcam a vinda do Espírito (At 2.3). Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento — ou profecia — de João Batista: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará” (Mt 3.11, 12; ver também Lc 3.16, 17). As palavras de João Batista aplicam-se mais diretamente à separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado a Ele e ao Messias. Os o rejeitaram serão condenados ao fogo do juízo. Por outro lado, o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também operam no crente (1Ts 5.19) [7].

2. Água, rio e chuva (Jo 7.37,38). A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. Jesus prometeu rios de água viva, “e isso disse ele do Espírito” (Jo 7.39). O fôlego e a água, tão vitais na hierarquia das necessidades físicas humanas, são igualmente vitais no âmbito do Espírito. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria a murchar e a ficar sufocada. A pessoa que se deleita na Lei (heb. torah _ “instrução”) de Yahweh e nela medita de dia e de noite é “como a árvore plantada junta a ribeiros de águas… cujas folhas não caem” (Sl 1.3). O Espírito da Verdade flui da Palavra como águas vivas, que sustentam e refrigeram o crente e revestem de poder[7]. Quando o crente recebe o dom do Espírito Santo, passa a ter uma vida transbordante no Espírito. A seguir, essas "águas vivas correrão" para os outros com a mensagem sanadora de Cristo (10.10; 14.12; 15.5; Sl 46.4; Is 32.15; 44.3; 58.11; Jr 31.12; Ez 47.1-12; Jl 3.18; Zc 14.8).

3. Selo (2Co 1.21, 22; Ef 1.13). A palavra selo ou penhor vem do grego Arrabon e significa depósito antecipado ou garantia. – Theological Dictionary of The New Testament, pág. 80. Esse depósito antecipado torna-se uma garantia de que o comprador virá buscar o objeto comprado. Como símbolo da obra do Espírito Santo, este penhor significa o seguinte:

a) Assim como alguém paga um depósito antecipado pelo bem que virá buscar, Deus nos deu o Espírito Santo como garantia de que um dia virá para nos buscar. II Cor. 1:22 e Efés. 1:14.

b) A certeza de que a presença do Espírito Santo em nossa vida é uma garantia de que Deus virá nos dar a herança eterna é confirmada pala morte de Cristo na Cruz.

c) O selo é também sinal de propriedade. Jer. 32:9 e 10. O Espírito Santo na vida do crente é sinal de que ele pertence a Deus. – Arnold Wallenkampf, Renovados por El Espiritu, pág. 27.

d) O Espírito Santo é também uma garantia de que o crente está seguro nas mãos de Deus e ninguém poderá arrebatá-lo das mãos do Senhor. Ibidem [8]. Espírito Santo é o selo oficial da possessão de Deus, que marca o crente como sua propriedade e que produz um caráter santo na sua personalidade (cf. 3.18; Gl 5.22; Ef 1.13). Como "selo", o Espírito Santo é dado ao crente como a marca ou evidência de propriedade de Deus. Ao outorgar-nos o Espírito, Deus nos marca como propriedade exclusiva sua (2 Co 1.22). Assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por Deus, e que a nossa redenção é real, pois o Espírito Santo está presente em nossa vida (Gl 4.6). Podemos saber que realmente pertencemos a Deus, pois o Espírito Santo nos regenera e renova (Jo 1.12,13; 3.3-6), nos liberta do poder do pecado (Rm 8.1-17; Gl 6.16-25), nos faz conscientes de que Deus é nosso Pai (v. 5; Rm 8.15; Gl 4.6) e nos enche de poder para testemunhar (At 1.8; 2.4).


SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Os símbolos que representam a Pessoa do Espírito Santo, como elementos da natureza, são: Fogo, Água, Rio e Chuva.


(III. CONCLUSÃO)


Paulo ao escrever sua epístola aos Efésios, centrou o assunto “O Espírito Santo e seu lugar na redenção do crente”. Segundo seu ensino, o Espírito Santo no crente é a marca ou sinal de propriedade de Deus; é a primeira "porção" ou "quinhão" da herança do crente; é o Espírito de sabedoria e de revelação; ajuda o crente a aproximar-se de Deus; edifica os crentes como templo santo; revela o mistério de Cristo. No dizer de Paulo, são quatro os aspectos da obra de Deus no crente, mediante o Espírito:

(1) O Espírito Santo firma o crente e o ajuda a perseverar na vida de fé (1 Pe 1.5);

(2) O Espírito Santo unge o crente para revesti-lo de poder para testemunhar (At 1.8), para realizar as obras de Cristo (Is 61.1; Mt 10.19,20; Jo 14.12; At 10.38) e para conhecer a verdade (1 Jo 2.20,27);

(3) O Espírito Santo é o selo oficial da possessão de Deus, que marca o crente como sua propriedade e que produz um caráter santo na sua personalidade (cf. 3.18; Gl 5.22; Ef 1.13); e

(4) O Espírito Santo que em nós habita é um "penhor", i.e., uma garantia para o crente e, ao mesmo tempo, as primícias da vida melhor com Cristo, no futuro (5.5; Rm 8.23; ver Ef 1.13,14).


APLICAÇÃO PESSOAL


Com base nas características do fogo, que são aplicadas à natureza do Espírito Santo, que características deve ter o crente em sua vida? Medite em quantas puder, sem sair da aplicação fogo; A Água representa simbolicamente alguma tarefa do Espírito Santo. Quais são as obras que você poderá realizar tendo como pano de fundo este símbolo do espírito Santo? O penhor ou selo do Espírito Santo nos foi dado como garantia de nossa salvação. Medite nos textos de Hb 3.14 e 1Jo 2.19 sobre a segurança dessa salvação e o que isso significa para você.

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa




NOTAS BIBLIOGRAFICAS


[1]. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão,1996, Rio de Janeiro; Adaptado da nota do texto de Mt 3.16;

[2]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001, Palavra-Chave Jo 14.16; p. 1091;

[3]. Dicionário VINE, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1ª ed/2002; Rio de Janeiro, RJ. p.497;

[4]. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão,1996, Rio de Janeiro; Estudo Doutrinário A Regeneração dos Discípulos, p. 1613;

[5]. A Obra do Espírito Santo na Regeneração, por John Owen: Site Monergismo;

[6]. BENTHO, Esdras Costa, Hermenêutica Fácil e Descomplicada, 1ª ed. 2003, CPAD, Rio de Janeiro, RJ, pp. 218, 219;

[7]. HORTON, Stanley M., Teologia Sistemática, 1. Ed. – Rio de Janeiro; CPAD, 1996; p. 388, 389;


Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé, PP. 11-17;

Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;

Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.






EXERCÍCIOS




1. De acordo com a lição, quais são as funções do nome na cultura hebraica?

R. O nome não era utilizado apenas para distinguir as pessoas, porém tinha a função de revelar o caráter e a índolo.


2. Cite três nomes do Espírito Santo que estão relacionados à Trindade.

R. Espírito do Senhor, Espírito de Cristo e Espírito de seu Filho.


3. O que significa paracleto?

R. É alguém chamado para ficar ao lado de outro para ajudar.


4. Segundo a lição, defina símbolo.

R. O símbolo é uma figura ou objeto cuja função é revelar uma verdade moral ou religiosa.


5.Cite três símbolos do Espírito santo?.

R. Fogo, Água e Selo.





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