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quinta-feira, 4 de abril de 2013

FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS

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Jovens e Adultos – A Família Cristã no século XXI
Lição 01: Família, Criação de Deus


Professoras e professores, para esta lição e panorâmica do trimestre, apresento as seguintes sugestões:
1 - Para iniciar a aula, destinem pelo menos 05 minutos para manter um contato com os alunos, antes de introduzir o tema da aula. Para isso, vocês devem perguntar como eles passaram a semana; observem atentamente o que eles estão falando, pois vocês podem detectar se há alguém precisando de oração, de uma conversa etc. Apresentem os visitantes.
Vejam também qual o melhor horário para vocês apresentarem os alunos aniversariantes da semana, se houver.
Com esta atitude, somada aquela do início da aula, vocês estão formando vínculos afetivos com os alunos.
2 - Em seguida, façam a panorâmica do trimestre. Para tanto, apresentem os seguintes pontos:
Tema: A Família Cristã no século XXI – Protegendo seu lar dos ataques do inimigo.
Capa:
O que vemos? Uma porta, chave na fechadura, chaveiro com desenho de uma Bíblia.
O que isto tem a ver com o tema?
Fechar a porta para os malefícios dos ataques do inimigo contra a família.
Abrir a porta para os benefícios dos valores cristãos para a família, expostos na Palavra de Deus.
Comentarista: Pastor Elinaldo Renovato de Lima.
Apresentem informações sobre ele, vejam na interação da lição 01.
Se possível, mostrem uma foto dele.
Lições do trimestre - organizem da seguinte forma:
Coloquem, no centro de uma cartolina, uma figura de uma família e depois vocês colem as seguintes expressões ao redor da figura, afirmando que são os temas das lições:
Criação de Deus
Casamento bíblico e suas bases
Ataques do inimigo
Conflitos
Infidelidade conjugal
Divórcio
Educação dos filhos
Sexualidade
Culto doméstico
EBD
Igreja
Servir a Deus
3 – Agora, trabalhem a lição 01: Família, Criação de Deus
- Apresentem os pontos explanados na lição, buscando sempre a participação dos alunos.
- Depois, utilizem a dinâmica “Família Vigilante”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Texto Pedagógico
APRENDENDO COM O MESTRE JESUS
Parte II

- O ensino de Jesus transformava vidas
            O conteúdo da mensagem de Jesus modificava a vida das pessoas de forma marcante.

            “Então Jesus, movido de íntima compaixão tocou-lhes nos olhos, e logo viram; e eles o seguiram.” Mt 20.34

           “E, passando, viu Levi sentado na alfândega, e disse-lhe: segue-me. E, levantando-se, o seguiu.” Mc 2.14

            O ensino bíblico, transmitido por você, professor, age na vida do seu aluno, quer seja no seu caráter, nas suas atitudes e na sua vida espiritual, através da ação do Espírito Santo.
            “Como, pois, recebestes o senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.” Cl 2.6

- Jesus: exemplo do que ensinava
             Jesus é o modelo de Mestre que o professor da EBD deve ter, pois Ele além de dá ação ao ensino, também nos deu o exemplo de como proceder.

            “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...”Mt 11.29

            “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” Jo 13.15

- Jesus adaptava o método à situação
            Jesus utilizava métodos diferentes e adequados à situação de aprendizagem. Por exemplo, quando Ele falava às multidões usava o discurso associado a outros meios, como já foi demonstrado anteriormente; e para falar a mulher samaritana, utilizou-se da conversação, do diálogo, pois seria inadequado fazer um discurso para uma só pessoa.
            O professor da EBD também deve adequar os recursos e métodos de ensino ao tema a ser estudado, ao tipo de aluno da sua classe e ao ambiente (físico).

- Jesus utilizava linguagem ilustrada e simples
            A linguagem utilizada por Jesus, ao comunicar-se com seus ouvintes, era simples e do uso cotidiano daquele povo e recheada de elementos culturais próprios daquelas pessoas (já vimos vários exemplos de figuras reais utilizadas por Jesus).
            Sabemos que na classe da EBD há uma diversidade enorme entre os alunos quanto à formação escolar, podemos ter um analfabeto, outro que lê com dificuldade e outros que tiveram oportunidade de progredir nos estudos, chegando até ao curso superior ou de pós-graduação. O professor da EBD deve seguir o exemplo do mestre Jesus, utilizando uma linguagem que seja compreensiva a todos os alunos. Se você utilizar algum vocábulo menos conhecido ou da língua erudita, imediatamente fale outra palavra mais simples e que tenha o mesmo significado da anterior.

Quer saber mais? Aguarde a parte III.

Por Sulamita Macedo.

Dinâmica: Família Vigilante

Objetivo: Refletir sobre a vigilância que os membros da família devem ter contra os ataques do inimigo.

Material:
Nomes digitados: Pombos, Pardais e Gatos
Duas chaves

Procedimento:
- Distribuam para os alunos as palavras: Pombos, Pardais e Gatos.
A quantidade deve ser de forma que formem grupos de mesmo número de pessoas, se possível.
- Depois, peçam para que os alunos formem grupos de mesma espécie, isto é, 01 grupo de pombos, 01 grupo de pardais e 01 grupo de gatos.
- Falem: Vocês formaram agora 03 famílias. Mas, lembrem-se que os gatos são predadores das aves. Eles vão tentar atacar a família de vocês.
Nesse momento, a família dos gatos deve atacar as duas famílias, tentando retirar elementos do grupo, desfazendo assim o grupo familiar.
- Falem: Esta representação nos leva também a pensar e agir sobre nossas famílias.
- Perguntem: Mas, o que deve fazer cada família de aves para não sofrer os ataques do inimigo?
Aguardem as respostas.
Os gatos deverão novamente atacar as famílias das aves, mas as famílias devem se defender dos ataques dos gatos.
- Falem: Deus criou a família, mas houve uma investida do inimigo contra ela, que foi consumada através da desobediência do casal. Dessa forma, abriu-se a porta para os problemas e o distanciamento de Deus.
- Falem ainda: Mas, mesmo sendo atacada a primeira família, outras famílias também são atacadas, mas podem ser vitoriosas, quando fecham suas portas e brechas para os ataques do inimigo e abrem suas portas para os benefícios da comunhão com Deus e obediência, com vigilância e oração.
- Distribuam uma chave para a família dos pombos e pardais e falem: A chave está nas mãos de cada família.
- Perguntem: O que pode então fazer cada família para não sofrer os ataques do inimigo?
Aguardem as respostas.
- Para finalizar, façam uma oração pelas famílias dos seus alunos.
Por Sulamita Macedo.

FAMÍLIA CRIAÇÃO DE DEUS

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Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Por Francisco A. Barbosa
Lição 1 – Família, criação de Deus
7 de abril de 2013

TEXTO ÁUREO
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). – Paulo.

VERDADE PRÁTICA
A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender a família no plano divino;
  • Conscientizar-se das consequências da Queda para as famílias; e
  • Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.

PALAVRA-CHAVE
Família(latim familia, -ae, os escravos e servidores que vivem sob o mesmo teto, as pessoas de uma casa)
s. f.
1. Conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela.
2. Conjunto formado pelos pais e pelos filhos.
3. Conjunto formado por duas pessoas ligadas pelo casamento e pelos seus eventuais descendentes.
4. Conjunto de pessoas que têm um ancestral comum.
5. Conjunto de pessoas que vivem na mesma casa.
6. [Figurado]  Raça, estirpe.
7. [Gramática] Conjunto de vocábulos que têm a mesma raiz ou o mesmo radical.
8. [História natural] Grupo de animais, de vegetais, de minerais que têm caracteres comuns.
9. [Química]  Grupo de elementos químicos com propriedades semelhantes.
de família: familiar; íntimo; sem cerimônia.
família miúda: filhos pequenos.
[Religião]  sagrada família: representação de Jesus com a Virgem Maria e S. José. [http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=fam%C3%ADlia]

COMENTÁRIO

introdução

Iniciamos o segundo trimestre de 2013 estudando um assunto pertinente e urgente, “A Família Cristã no século XXI”.  A Igreja não está imune aos desafios impostos pela vida hodierna. Este século nos apresenta um inédito desafio de um mandamento cultural na contramão daquele vivido pela família primeva, Adão e Eva: "crescei pouco e não multiplicai". A realidade nos pressiona a isso; a competitividade e o aumento do custo relativo em todos os níveis têm mudando radicalmente a família e nós, cristãos evangélicos, não estamos obliterados desta realidade biológica ou esta lógica da vida em nosso dia a dia. O casamento tardio, as famílias alternativas (das chamadas "produções independentes" às relações homossexuais), os vários casamentos (transformando casamentos em formas de namoro) e tantos outros fenômenos são indicativos da perda funcional da família em seu aspecto biológico. Por isto, julgo de suma importância o engajamento neste trimestre, do estudo profícuo e acurado, e a aplicação imediata de tudo o que for ministrado em nossas escolas dominicais. Sejam todos abençoados! Uma boa e produtiva aula!

I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O propósito de Deus. Deus tem propósitos para a família. Foi a primeira instituição sobre a face da terra; Ele têm planos extraordinários de bênçãos e realizações. e este projeto do Senhor é imutável, perfeito e eterno. A Palavra do Senhor nos ensina que todas as coisas terrenas e humanas, são como figura e sombra das celestiais (Hb 8.5), por isso o Reino de Deus é a expressão máxima do que vem ser uma família. No céu estavam presentes a Trindade, o Pai, Filho e o Espírito, como também querubins, serafins, arcanjos e anjos em uma harmonia e hierarquia que nossa mente humana limitada não alcança em compreender, o Criador é um ser sociável que precisava dar e receber amor, atenção, conselhos, proteção, sustento, abrigo, amizade, assim se originou a Família de Deus na dimensão celestial. No livro de Gênesis 1.26-27, se dá o início da primeira família humana, Adão (hebraico, Adam = tirado da terra), formado a imagem e semelhança de Deus, logo após isso pelo motivo da solidão que o homem sentia, Deus lhe entrega a mulher formada de sua própria costela, do lado para ser auxiliadora, debaixo do braço para ser protegida e perto do coração para ser amada. O lar doce lar desta família era o jardim do Éden (original tradução = prazer), era um lugar de prazer, satisfação onde eles se sentiam muitíssimos bem um com o outro e ambos com Deus. O homem recebe uma responsabilidade, guardar o jardim do Éden, Gênesis 2.15, podemos questionar então, mas, guardar do que ou de quem? Lendo este verso bíblico acima entendemos que ele recebera duas tarefas, uma era física lavrar o jardim, outra espiritual guardar o jardim, guardar de qualquer ação do maligno o adversário de Deus e de Sua criação, essa autoridade ele recebeu do Senhor de dominar sobre toda criação. [Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/499666-fam%C3%ADlia-eterno-prop%C3%B3sito-deus/#ixzz2PR514Uxf].
2. Um lugar de proteção e sustento. Quando Deus criou o ser humano nas figuras de Adão e Eva, deu-lhes como habitação uma vasta área repleta de fertilidade, de natureza exuberante, com o melhor em recursos vegetais, animais e minerais. A região, conhecida como Jardim do Éden (hb. Gan Eden, גן עדן). No Éden, ao homem era permitido desfrutar de tudo o que a natureza oferecesse em se falando de alimento e abrigo, exceto os frutos da árvore do conhecimento do que era bom e mau. Adão e sua companheira, Eva, desobedeceram a única proibição que tinham e deram origem ao pecado, sendo expulsos pelo Senhor do jardim. Manipulados pela serpente para provarem do fruto proibido, romperam uma aliança muito íntima com Deus, expulsos do lugar que tudo lhes oferecia. Tiveram que, a partir daí, conquistar o alimento com o suor, trabalhando para seu sustento. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo.
3. A primeira família. Ao implantar a família sobre a terra, Deus queria que o Seu caráter santo fosse refletido através da vivência harmoniosa entre os cônjuges, filhos e pais, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse vivenciado. O objetivo Divino é que a família seja uma grande vitrine espelhada, a qual possa refletir À Sua imagem a uma sociedade promíscua e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar. Marido e mulher devem mostrar ao mundo que é possível viverem juntos, apesar de suas imperfeições, fraquezas e diferenças. Casamento não significa a união de duas pessoas perfeitas, mas imperfeitas , vivendo juntas com o amor de Deus aperfeiçoando o seu relacionamento, através do entendimento e perdão recíproco.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão.

II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ataque do Inimigo. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão e teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surge aqui a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden.Deus os expulsou do jardim do Éden, e os deu roupas de pele animal. Em Gn 1.28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente (Ef 1.10; 1Tm 2.14). Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal (Gn 3.24). Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia (Gn 3.8). 0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito. O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada. Em Gn 1.28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. As Consequências da Queda do Homem são: Conhecimento do mal; A perda da comunhão com Deus; Separou-se de Cristo; O espírito do homem ficou em estado de morte; A perversão da natureza moral; Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultadosfunestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: A concepção multiplicada; O aumento de dores durante a maternidade, e Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida (Gn 3.24). Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam! Era preferível estarem sujeitos à morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo. Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
3. A vida familiar depois da Queda. Em Eclesiastes 7.29 lemos: "Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções". Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde. A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo cinco de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Rm 5.12). Com a queda, Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual. O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física. Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.{http://www.palavraprudente.com.br/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap16.html }
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. Família patriarcal. A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. Quando pensamos em modelo patriarcal, pensamos de imediato em um tipo de estrutura familiar extensa, ou seja, é um conceito de família que abriga em seu seio todos os agregados. Na definição da família patriarcal, temos uma família numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um grande número de criados, parentes, aderentes, agregados e escravos, submetidos todos ao poder absoluto do chefe de clã, que era, ao mesmo tempo, marido, pai, patriarca. O termo patriarcalismo, designa a prática desse modelo como forma de vida própria ao patriarca, seus familiares e seus agregados. Nele, o pater seria o chefe (ou, autoridade maior) do grupo familiar. Logo, não se restringe apenas ao núcleo familiar pai, mãe e filhos, mas faz referência a todos os que giram em torno do núcleo centralizador dos vários tipos de relação: o patriarca. Dessa forma, o patriarca constitui-se em um núcleo econômico e um núcleo de poder.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A família pode também, assumir uma estrutura nuclear ouconjugal, que consiste em duas pessoas adultas (biblicamente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário, quando um dos cônjuges falece, por exemplo. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
3. A família na atualidade. Quando um crime é executado nas ruas, podemos ter a certeza que o criminoso é resultado de um lar que falhou no passado. Que a família domine em todos os aspectos da vida, que imprima ritmo a uma vivência sadia que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus e que revele ao mundo os verdadeiros valores morais que estão cada vez mais deteriorados em nossos dias. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo. A promiscuidade deve ser condenada, conceitos errados tem que cada dia mais diminuir pelo comportamento sadio de uma família que serve a Deus. O mundo tem que aprender com a família de Deus e nunca ao contrário. Conceitos que desprezam a palavra de Deus devem ser condenados pela família, mesmo porque qualquer comunidade que despreze os princípios bíblicos, a tendência é o apodrecimento. As pessoas desejam a felicidade. Almejam o sucesso. Eu conheço muitas famílias de sucesso que não são felizes mas também conheço muitas famílias que ainda não conseguiram realizar todos os seus sonhos, mas são imensamente felizes, isto porque há, sucesso e felicidade não são palavras sinônimas. Felicidade é um sentimento de bem estar consigo mesmo e sua consciência pela vida plena encontrada em Jesus Cristo. Sucesso é objetivos que são alcançados e almejados. Portanto, voce pode ser feliz sem ter sucesso, e pode ter sucesso sem ser feliz. Deus quer que voce seja feliz e tenha muito sucesso. [http://www.midiagospel.com.br/familia/estudos-para-casais/os-propositos-de-deus-para-a-familia.html].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.

CONCLUSÃO

. Esta mudança nos fundamentos da família tem afetado os papeis culturais do homem e da mulher e nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Os homens se vêem num processo reverso aos últimos milênios, na medida em que a “família moderna” o fez dispensável. O século XXI apresenta um homem mais dispensável e traz o desafio de recriar sua função e imagem em meio à cultura. A mulher, por sua vez, busca outra forma de ocupação e valorização que não seja apenas concentrada na maternidade. Tudo isto aponta para um fim da família como a conhecemos. Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Abril de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Qual o propósito de Deus no criar a família?
R. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento.
2. O que o Jardim do Éden era para a primeira família?
R. Um local especial de acolhimento, proteção e provisão.
3. Qual é a origem dos males que atacam as famílias?
R. O pecado.
4. Cite as consequências do pecado para a mulher e para a terra.
R. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida á vontade de seu marido. A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18).
5. De acordo com a lição, quais, são os principais inimigos espirituais da família na atualidade?
R. A carne, o mundo e o Diabo.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. ADEI, S. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
-. SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divina para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1993.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

DAVI E O PREÇO DA NEGLIGÊNCIA NA FAMÍLIA

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Aula 10
DAVI E O PREÇO DA NEGLIGÊNCIA NA FAMÍLIA
Leitura Bíblica: 2 Samuel 13.2,5,10-12,14,15
06 de dezembro de 2009
 
"Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia" (1 Tm 3.4)
 

INTRODUÇÃO

Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar, na família. Davi foi cuidadoso em construir um reino, trabalhou arduamente para isso. Como líder e administrador da monarquia, ele se saiu muito bem, todavia, quase nada vemos ser feito dentro de casa. Havia um dualismo reino-família que mutuamente pareciam ser excludentes. Os maiores inimigos de Davi não foram as nações vizinhas, mas uma anarquia generalizada que se instaurou dentro de sua própria casa: Amnon estupra sua irmã; Absalão mata seu irmão; as concubinas do rei são possuídas sexualmente pelo seu próprio filho; Adonias usurpa o trono, etc. São todos fatos de certa forma ligados à vida familiar. Uma família desestruturada assemelha-se a um trem que descarrilou. É uma tragédia. O que podemos dizer com segurança é que Davi se saiu muito bem como rei, mas o mesmo não pode ser dito como pai. Davi estruturou o seu reino, mas deixou sua casa ruir. Não adianta ganhar tudo e perder a família. Já ouvi alguém dizer acertadamente que nenhum sucesso justifica o fracasso da família.
O apóstolo Paulo bem disse em 1Corintios 16:19, quando se refere a um casal de crentes da Igreja Primitiva: “... muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem assim, a Igreja que está na casa deles”. A nossa casa deve ser uma extensão do Reino de Deus e o Reino de Deus precisa estar dentro de nossa casa. Um não pode existir sem o outro. Mas, infelizmente, nem sempre a nossa casa tem sido um reflexo da igreja. Quantas famílias estão caindo como a de Davi porque não tem trazido para dentro de casa os padrões ideais do Reino de Deus? As estatísticas atestam que o número de divórcios entre os cristãos já é o mesmo praticado pelo mundo incrédulo. Muitos marginais, alguns de alta periculosidade, saíram de lares cristãos. Não seria este o momento de não apenas estudarmos acerca dos erros de Davi, mas de extrairmos lições que nos ajudem na formação de nossos familiares?

I. DAVI FRACASSA NA FORMAÇÃO CULTURAL DOS FILHOS

1. Os valores dos filhos do mundo. Nos dias de Davi, a nação hebraica sofreu uma enorme influência da cultura cananéia, e isso se refletiu dentro da célula mater da sociedade – a família. Não foi por causa de advertência que isso aconteceu, pois Deus foi bastante incisivo e contundente ao dizer: “E não andeis nos estatutos da gente que eu lanço de diante da vossa face, porque fizeram todas estas coisas; portanto, fui enfadado deles" (Lv 20:23). Não há como negar que o relativismo ético-moral reinante nos dias de Davi possuiu um efeito corrosivo não apenas no seu reino, mas, sobretudo, na sua família. A cultura judaica-cristã apregoa a existência de valores absolutos. Eles valem para todos os povos, em todas as épocas e em todos os lugares. Quando esse princípio não é levado em conta, fatalmente as conseqüências negativas logo aparecem. É na família que elas se maximizam.
Quando observamos a forma como se conduzia o rei Davi e como administrava seu relacionamento familiar, ficamos chocados. Ficamos chocados com um Davi que possuía um harém de mulheres, mesmo havendo, na lei de Moisés, mandamentos contra essa prática. Culturalmente não havia nenhum problema nisso, mas essa prática não tinha apoio moral na Palavra de Deus, e Davi sabia muito bem disso(cf Dt 17:17). Até mesmo a queda espiritual de Davi quando se envolveu sexualmente com Bate-Seba reflete uma acomodação aos costumes da sua época. Infelizmente, a absorção desse costume pagão foi a causa principal da derrocada de Israel nos anos seguintes. No período dos reis, devido ao afrouxamento na observação dos princípios divinos, esse perigo se tornou mais ameaçador (2 Rs 17:19).
O segredo da felicidade no relacionamento familiar está em ter uma conduta conforme a Bíblia Sagrada. Como a família foi criada por Deus, é Ele quem deve estabelecer as regras, as normas ao homem, a quem cabe, simplesmente, obedecer. A família não é nossa criação, nem pode ser estruturada segundo os nossos conceitos ou a nossa vontade. Existem princípios que devem ser seguidos.
Muito se fala, hoje, a respeito da diversidade de culturas, dos diferentes modos de vida das várias raças, tribos e nações em volta do mundo, mas isto não é suficiente para que consideremos que os princípios estabelecidos por Deus não devam ser observados por todos os homens. Os homens, envolvidos em seus delitos e pecados, acabam distorcendo os princípios estabelecidos por Deus e cabe à igreja, como defensora destes princípios, imergir nas culturas dos povos de modo a que tais culturas sejam transformadas e voltem aos princípios estatuídos pelo Senhor. Observemos que, entre os próprios judeus, a dureza de coração foi responsável pela existência de normas jurídicas sobre a família que estavam em desacordo com os princípios estabelecidos por Deus, como denunciou o próprio Senhor Jesus ao ser indagado sobre a norma do repúdio que vigorava, na época, em Israel (Mt.19:3-8).
2. Os valores dos filhos do rei. Uma das funções principais da família é a transmissão de valores aos seus membros. Não apenas valores morais, mas, acima de tudo, espirituais. A forma como se comportaram os filhos do rei Davi diante das circunstâncias da vida demonstra que o filho de Jessé negligenciou esse princípio. Davi foi um excelente governador, mas não um bom educador. A conduta sórdida de Amnom e a violência de Absalão são relatadas imediatamente após o terrível pecado de Davi, evocando duas questões: em que medida o pecado do pai contribuiu para as transgressões dos filhos e em que extensão o episódio se deveu à tolerância e à falta de disciplina de Davi.
A função de um pai de família é acima de tudo pedagógica. A ele cabe a transmissão dos valores. Dizem alguns estudiosos que no início da história de Israel, os pais eram os mestres de seus filhos. E, ao que parece, eles levavam muito a sério sua tarefa de transmitir-lhes os ensinamentos básicos de sua fé, bem como os rudimentos de seu ofício. E para muitos pais isso era um ponto de honra, pois se sentiriam ultrajados se eles crescessem ignorantes. Parece que Davi não foi zeloso com esse principio basilar. Não é difícil imaginar que em um lar onde existiam muitas mulheres e diversos filhos competindo pela atenção de um único homem, houvesse disponibilidade necessária para oferecer uma educação dentro dos padrões estabelecidos. Na época em que cometeu adultério com Bate-Seba, Davi já tinha seis esposas. Um péssimo exemplo, e o desprezo da Palavra de Deus, que advertia que o rei não podia possuir muitas esposas(Dt 17:17). Certamente que as mulheres e as atividades corriqueiras não permitiam um relacionamento mais comunicativo entre ele e seus filhos. Eles foram criados quase que “à vontade”. A maioria viveu no anonimato. Eles deveriam ter obedecido: Honra a teu pai e a tua mãe(Êx 20: 12).
Pode parecer estranho, mas o homem segundo o coração de Deus, que se lembrava de Deus em meio às lutas, guerras, perseguições e momentos alegres e vitoriosos, esqueceu-se de orientar e corrigir seus filhos, permitindo que eles vivessem como queriam. O resultado de tudo isso: a má formação do caráter deles. Além de tudo, eles foram, moral e espiritualmente, de forma vergonhosa, desvalorizados diante da nação de Israel.

II. DAVI FRACASSA AO NÃO IMPOR LIMITES

Impor limites tem muito a ver com disciplina. Através da disciplina no lar, o filho aprende a estabelecer os limites da sua liberdade. Se Davi tivesse dado disciplina aos seus filhos, certamente, não ultrapassaria os limites dos padrões morais; enxergariam a linha divisória entre o certo e o errado. Os propósitos da disciplina são: desenvolver o senso de respeito à autoridade; estabelecer a prática da obediência; formar bons hábitos; corrigir maus hábitos.
1. Davi não corrigiu o mau comportamento dos seus filhos. Observando com cuidado o texto sagrado onde é relatado a vida de Davi, seus feitos como líder do povo de Israel, e sua atuação na administração de sua família, nota-se que ele era um rei bastante zeloso e dedicado, porém um pai omisso. Ele falhou terrivelmente:
a) Com sua filha Tamar, depois do estupro dela. Ela foi acolhida e cuidada por seu irmão, Absalão, não pelo seu pai (2Sm 13:20-22).
b) Com seu filho Amnom depois de ele estuprar a sua meia-irmã, Tamar. Davi “ficou indignado” com Amnom (2 Sm 13:21), e isso é perfeitamente compreensível. Todavia, que medidas ele tomou depois que as coisas esfriaram? Nenhuma.
c) Com seu filho Absalão que matou o Amnom.  Outros sabiam do ódio do Absalão e seus planos de matar Amnom, mas Davi ignorou ou ficou ignorante quanto a isso até que era tarde demais. Davi chorou muito; “pranteava por seu filho todos os dias” (2Sm 13.36-37), mas novamente, não fez nada. Absalão acabou voltando após um período de exílio e conspirando contra Davi. Davi fugiu. Absalão teve relações com as concubinas que Davi deixou no palácio, fazendo isso de forma pública para que todo o país soubesse que assim Absalão se tornaria repugnante para Davi. Quando finalmente Absalão morre, Davi se perde em sua dor, luto, choro e gritos. Joabe teve que confrontá-lo de forma dura, dizendo : “Amas os que te odeiam e odeias os que te amam”.  Só assim conseguiu tirar Davi de seu desequilíbrio emocional, que fez o exército sentir-se perdedores ao invés de vencedores (2Sm 18:33-19:1-8).
d) Com seu filho Adonias que quis declarar-se rei, de forma rebelde, quando Davi estava velho, doente e próxima à morte. O texto sagrado diz que “seu pai [Davi] nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: ‘Por que você age assim?” (1Rs 1:6).
e) Com seu filho Salomão que Davi declara seu sucessor.  À luz da rebelião do Adonias, Davi chama Bate-Seba e jura para ela que Salomão será seu sucessor. Depois chama o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, responsável pelos guardas do palácio, instruindo-os em que fazer. Então eles “fizeram Salomão montar a mula do rei Davi” e o levavam para ser coroado.  Nisso tudo, Salomão não é companheiro de seu pai, não tem voz, não é incluído nos planos e decisões. Ele parece ser apenas um objeto colocado no lugar certo para cumprir os propósitos de Davi (1Rs 1:28-40). 
Desta forma, Davi mostrava a fragilidade na relação familiar ocasionada por sua falta de disciplina com os filhos e na própria vida sexual. No saldo da falta de ação de Davi, houve uma filha estuprada, dois filhos mortos e outras mulheres violentadas, e na frente do povo(2Sm 7:23). " É obrigação solene dos pais dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl.127.3).…"(BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Pais e filhos. P.1839).
2. Davi não ensinou os valores hierárquicos. “Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavalheiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele”(1Rs 1:5). Os papéis precisam ser bem definidos em um lar. Pai é pai, filho é filho, esposa é esposa. Quando o filho, por exemplo, quer tomar o lugar do pai, como fez Adonias, alguma coisa gravíssima está errada. Não há como eximir Davi dessa responsabilidade.Ele falhou em não passar para os filhos a noção de hierarquia. Como conviver no mesmo teto se não se respeita a autoridade do pai ou da mãe?
3) Ausência de limites. Veja o que a Bíblia diz em Provérbios 22:15: ”A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele”. Impor limites é necessário, mas com sabedoria. Saber dizer sim no tempo certo é tão importante quanto o saber dizer não. Veja o que diz a Bíblia: “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”(Pv 13:24 – ARC); ” O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!”(Pv 15:23 – AFC); ” O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é!”(Pv 15:23 – ARC). “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”(Pv 25:11 – ARC).
Voltando ao Provérbio 22:15. A estultícia é estupidez, astúcia. Pelo que vemos neste versículo isso faz parte da natureza da criança, “está ligada” ao coração dela. Por esse motivo, a criança normal se porta de modo astucioso, ora querendo enganar os pais, ora fugindo aos deveres; inventando estórias fantasiosas para justificar seus atos e, até mentindo. Os pais devem compreender que isso é normal, antes mesmo de tentar corrigir. A própria Bíblia admite esse aspecto. Não se deve ver numa criança a ação do demônio, por qualquer travessura ou desobediência.
O mesmo versículo fala da “vara da correção”. É preciso entender o significado amplo da expressão “vara da correção”. Ela é muito mais significativa do que se poderia pensar reduzindo-a a um mero pedaço de pau, ou de corda. Quando procuramos corrigir um filho, de modo firme e severo, estamos usando a “vara da correção”; quando corrigimos um filho através de um conselho amigo, porém com firmeza, estamos usando a “vara da correção”. Esta sim, é que afugenta a estultícia da criança. Existem várias maneiras de se usar esse instrumento.

III. DAVI FRACASSA COMO PAI

1. Um pai ausente. Não se deve desprezar a família, pois na escala de prioridade da vida do cristão ela está em segundo lugar. A Bíblia mostra-nos Davi como sendo um pai ausente durante toda a sua vida. Sua ausência e seu distanciamento para com os seus filhos foi a brecha para que houvesse tantas tragédias na família real.
Amnom, o primogênito de Davi, era um jovem mimado, que se deixou levar pela paixão pela sua meia-irmã Tamar e o levou a cometer a loucura de violentá-la(2Sm 13:1-22). Davi nada fez para reprovar a conduta de seu primogênito e Absalão acabou por assassinar o próprio meio-irmão(2Sm 13:23-36). A distância com que Davi tratou o caso e como se comportou com relação a Absalão, mesmo depois de permitir a sua volta para Israel, foi a brecha utilizada para que Absalão costurasse a sua rebelião, tendo-o feito à porta do palácio do pai, a demonstrar quão distante era Davi de seus filhos(2Sm 15:1-6). Aliás, o fato de Absalão ter abusado publicamente das concubinas de seu pai é um exemplo de quanto era abominado pelos filhos de Davi a sua conduta “apaixonada” em relação às mulheres.
Esta mesma distância é demonstrada no que toca a Adonias, um filho a quem jamais Davi disse não, ou seja, um filho criado sem qualquer disciplina (I Rs 1:6).
O próprio Salomão somente desfrutou de uma intimidade maior com seu pai nos instantes finais de vida de Davi, pois até sua entronização necessitou de uma intervenção de Bate-Seba, que, pelo que se verifica do texto sagrado, também já vivia num certo distanciamento do rei (I Rs 1). Aliás, Salomão foi criado pelo profeta Natã(2Sm 12:25).
Outro fator que caracteriza a ausência de Davi no aspecto disciplinar dos seus filhos é o fato de Amnom possuir más companhias. Foi por causa do conselho de um “amigo”, chamado Jonadabe, que esse jovem destruiu a reputação do seu Pai, estuprando a sua própria irmã(2Sm 13:2-5). Jonadabe, que demonstra ser um mau caráter, atua como uma espécie de "pedagogo" para Amnom. Um bom pai acompanha seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às suas companhias.
As más companhias têm corrompido a vida espiritual dos servos do Senhor, quando induzidos, partem para a prática de atos que não condizem com o procedimento que deve ser observado e vivido.
Há uma advertência séria no Salmo primeiro sobre o convívio com pessoas indignas: “... não anda no conselho do ímpio, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1:1). Em Provérbios diz: “Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.” (Pv 1:10).  “O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom “(Pv  16:29).  Paulo alertou com propriedade aos crentes da Galácia da seguinte forma: “Um pouco de fermento leveda toda a massa”(Gl 5:9). Isso quer dizer que basta apenas uma única pessoa errada para infectar todas as outras.
2. Um pai sem afetividade. Não adiante ser muito racional quando se é pouco afetivo. No convívio familiar, a afetividade é algo crucial. Às vezes ficamos tão racionais que acabamos perdendo a afetividade. A forma como Davi tratou Absalão, após este ter assassinado Amnom, é uma prova de seu frio relacionamento com os seus filhos. Depois de cometer o crime, Absalão fugiu para Gesur (2Sm 13:38) e só volta ao palácio depois de três anos, graças a intercessão de Joabe. Quando Absalão retorna para Davi, este o recebe de forma fria. Davi, como gesto de perdão e admissão do filho, até o beijou, mas tal ato foi insuficiente para reparar os danos causados pela falta de afetividade do passado (2Sm 14:33). Absalão ficou “dois anos inteiros em Jerusalém e não viu a face do rei”(2Sm 14:28). A falta do relacionamento entre Davi e seu filho Absalão foi catastrófico: este armou um golpe de Estado e acabou morto(2Sm 18:9-15). Depois, não adiantou chorar o “leite derramado”.
A afetividade faz parte da nossa subjetividade, não podemos viver sem ela. Devemos ser afetivos com todos, especialmente com os membros da nossa família. Dizer para a esposa, por exemplo, que a amamos é uma ação simples que solidifica os relacionamentos.

CONCLUSÃO

“A família é o nosso primeiro rebanho, o lugar em que Deus deseja que possamos atuar em nome dEle. De nada adianta nos “dedicarmos” às coisas de Deus, se a família que Ele nos dá de forma graciosa é desprezada. Nada é mais espiritual que cuidar de nossa família, e se ela é descuidada por nossa culpa, que exemplo temos para dar diante do rebanho? Paulo diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel”(1Tm 5:8). É dessa forma que Deus aufere quem milita em Sua obra e esquece de zelar pela sua própria casa”(Revista Ensinador Cristão).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º e 2º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. O cuidado com o pecado – Hernandes Dias Lopes. Quando o coração fala mais alto que a razão - Pr Josias Moura De Menezes. Como Viver Bem Com Os Filhos - Íris de Castro Lima. O relacionamento com os filhos Caramuru Afonso Francisco.

 

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