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sexta-feira, 30 de março de 2012

EBD 2012 2º trimestre - Apocalípse revelação do Senhor Jesus Cristo

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Por Eliseu Antonio Gomes

A revista Lições Bíblicas da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, destinadas para Jovens e Adultos, do 2º trimestre de 2012, é “As Sete Cartas do Apocalipse: A Mensagem Final de Cristo à Igreja”. O comentárista é Claudionor de Andrade.

O presente artigo é agora publicado com o objetivo de servir como subsídio em salas de aulas, que fazem uso do material pedagógico da CPAD. No entanto, o estudo é abrangente, sendo aproveitável também para quem não esteja vinculado ao estudo  bíblico sistemático da revista.

Assim como todo o Novo Testamento, o livro Apocalípse, palavra que significa "revelação", foi escrito em grego.

Apocalípse é uma revelação divina, transmitida aos homens comunicando coisas até então ocultas. O conteúdo do livro é esplendoroso. João usa metáforas, símbolos, imagens e alusões. O livro contém visões, louvores, mensagens impactantes e juízos.

Na introdução do livro, tomamos ciência que a revelação de Deus é passada para Cristo, de Cristo ao anjo e do anjo a João.  A revelação veio para João em forma de visão, quando ele estava em um domingo cultuando ao Senhor além da costa da Turquia,  numa colônia penal romana na ilha mediterrânea chamada Patmos, em condição de prisioneiro de Roma  fazendo trabalhos forçados  de escavações.

Acima de tudo, Apocalípse é um livro escrito a partir da realidade de sua geração, para sua geração e não para as futuras gerações. Entretanto, as informações contidas nele valem para todos os tempos.

No primeiro século, d.C., era período de grande crise (6.9-11) e de violenta perseguição (7.9-14), no qual muitos cristãos perderam a vida. As perseguições de Nero (64-68) e de Domiciano (81-96) provocaram sérias dúvidas nos cristãos a respeito da realidade do reino de Deus, sobre a relevância da morte e triunfo de Jesus sobre ela.

João, envolvido em tarefas duras e forçadas, tinha sua mente ligada em Cristo e nos irmãos que eram membros das igrejas situadas no continente, das quais ele era o líder. Para essas comunidades concretas, contemporâneas do escritor, o livro foi redigido. Em primeiro plano, Apocalípse foi escrito para cristãos que viviam na Turquia ocidental, pessoas que se tornaram  crentes em Jesus por intermédio do ministério do apóstolo Paulo. Já eram passados cinquenta anos e Paulo havia sido executado, haviam crentes em praticamente todas as cidades, muitos não se lembravam bem dos primeiros dias de fé e estavam assustados com a perseguição religiosa. Alguns deles eram presos dentro dos templos quando se recusavam a se juntar aos poetas seculares que tratavam o imperador Domiciliano como deus. Eles sofriam socialmente, muitos tinham relações comerciais difíceis, pois comerciantes não cristãos se recusavam a comprar ou vender para quem não oferecia sacrifícios pagãos. Com essa pressão, alguns crentes deturparam os cultos a Deus, com o objetivo de se verem livres do caos social e da tirania da religião estatal, que obrigava divinizar o imperador.

A mensagem de Apocalípse, denominada como profecia (1.3; 22.7, 10, 18-19) é um recado de vitória. Quando a Igreja estava mergulhada em tempo angustiante - que era o paganismo de Roma, a religião do governo - quando os cristãos fieis que se recusavam a fazer parte dos cerimoniais eram considerados inimigos do Estado e perseguidos até a morte, Jesus usa João como profeta (10.11; 22.9) para proclamar o Cristo ressuscitado (1.8), lembrar que Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (19.16), o Verbo de Deus que vive para sempre (19.13; 1.17-18). E dizer que o Rei dos reis voltará brevemente e criará novos céus e nova terra, um novo período em que não haverá luto, choro e nem dor (22.6-7; 21.1; 20.11; 22.1-3; 21.4).

E.A.G.


Fonte Blog: BELVEREDE

quarta-feira, 17 de março de 2010

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

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21 DE MARÇO DE 2010
Por Francisco A. Barbosa
TEXTO ÁUREO
"Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor" (2 Co 12.1).
Nesta perícope Paulo dá continuidade a sua ‘jactância’ revelando uma experiência com Deus inesperada e inigualável onde relata a visão celestial. Sua narrativa contém alguns elementos inesperados. Paulo não teve permissão de repetir as coisas ouviu na visão e mais tarde ele recebeu um espinho doloroso enviado por Deus para mantê-lo humilde. Nesta lição, estudaremos a respeito das visões e revelações que o apóstolo Paulo recebeu do Senhor Jesus. Trataremos também sobre o seu "espinho na carne". O objetivo de Paulo ao relatar suas experiências com Deus não era vangloriar-se. Ele já havia dado provas suficientes de sua humildade e nobreza de caráter. Sabemos que o propósito de toda provação não é a fraqueza ou humilhação do crente, mas sim o seu aperfeiçoamento, pois quando estamos fracos, buscamos a Deus com mais intensidade, permitindo que Ele nos preencha com seu poder.
VERDADE PRÁTICA
As experiências espirituais são importantes, mas não devem ser o principal requisito para o reconhecimento ministerial de um obreiro.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Coríntios 12.1-4,7-10,12
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que a glória maior de Paulo não está em sua biografia e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho.
Saber que nem a igreja nem crente algum pode depender de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus.
Explicar o paradoxo do gloriar-se nas fraquezas.
PALAVRA-CHAVE
Experiência
(latim experientia, -ae, ensaio, prova, tentativa); s. f.
1. Ato! de experimentar.
2. Ensaio.
3. Tentativa.
4. Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação.
homem de experiência: homem conhecedor das coisas da vida.
COMENTÁRIO
(I. INTRODUÇÃO)
No mito de Ícaro, da mitologia grega, Dédalo confecciona dois pares de asas – um para si e outro para Ícaro, seu filho – feitas de penas e cera para que possam fugir do labirinto onde foram aprisionados. Ícaro fora advertido por seu pai para não voar tão rente ao sol, pois o calor derreteria a cera, nem tão rente ao mar, pois a umidade deixaria as asas mais pesadas levando-o a cair no mar. O filho, no entanto, possivelmente inebriado pelas novas potencialidades fornecidas pelo seu novo aparato se aproximou demais do sol ocasionando o derretimento da cera e sua queda no mar. Analogamente, este mito tem muito a nos dizer a respeito de novas situações encontradas hoje, de um modo geral, na igreja, particularmente relacionadas à visões e revelações, experiências do campo das manifestações espirituais que não se constituem em doutrinas, mas são possíveis à vida do crente. Paulo travou uma batalha para reafirmar sua condição de apóstolo e nessa situação, se viu obrigado a responder que tinha ainda mais razões do que eles para orgulhar-se, mas não faria isso. Preferia gloriar-se em relação às suas fraquezas, as quais o poder de Deus havia convertido em experiências gloriosas (12.9,10). Que exemplo para nós! Hoje, estamos acostumados a avaliar os crentes pelo grau de ‘poder’ e pela quantidade de ‘experiências’. Muitos obreiros, a exemplos dos opositores de Paulo, estão como aquele filho de Dédalo, do mito, inebriados pelas novas potencialidades, jactânciam-se daquilo que foi-lhes dado não para proveito próprio, mas para edificação do Corpo. Nesse vôo do orgulho correm o risco de suas potencialidades não servirem para coisa alguma. "De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo". Apóstolo Paulo. (REFLEXÃO)
(II. DESENVOLVIMENTO:)
I. A GLÓRIA PASSAGEIRA DE SUA BIOGRAFIA (VV.11-33)
1. A glória maior de Paulo não está em sua biografia, e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho. Paulo foi obrigado pelos opositores a jactar de suas fraquezas como apóstolo, porque a isso os crentes de Corinto o haviam compelido, quando, apesar de o conhecerem bem, não o tinham defendido contra os falsos apóstolos, mas, pelo contrário, haviam sido seduzidos por destacadas reinvidicações e por falsas críticas contra Paulo.
2. Paulo se opõe à arrogância dos judeus-cristãos. Alguns tinham resistido à autoridade de Paulo, pois estavam relutantes em abandonar o comportamento ímpio.
3. Paulo responde contrastando os falsos mestres. Com muita relutância e depois de diversos protestos relacionados com a tolice do gesto, Paulo começa a jactar-se de suas experiências como servo de Cristo. Ironicamente, ele concentra a atenção em experiências que muitos (antes e agora) considerariam sinais de fraqueza, não de força. A glória maior de Paulo não está em sua biografia e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho. SINOPSE DO TÓPICO (1)
II. A GLÓRIA DAS REVELAÇÕES E VISÕES ESPIRITUAIS (12.1-4)
1. Visões e revelações do Senhor (12.1). Paulo admite que não convém gloriar-se, mas uma vez como se faz necessário responder aos seus opositores que o acusavam de falta de experiências de caráter espiritual, ele então apela a uma das suas experiências e usa o grego apokalupisis’, desvelar coisas não conhecidas antes e as quais Deus tão somente poderia tornar conhecidas. Por ser a igreja coríntia propensa à supervalorização do sobrenatural (1 Co 14) – qualquer semelhança com a igreja atual é mera coincidência - os falsos apóstolos (que se autojulgavam superespirituais) acabaram – e acabam - ganhando a sua simpatia. Paulo realmente tinha motivos para gloriar-se de suas experiências com Deus, afinal, gozou como Enoque, Elias e João, o arrebatamento até ao terceiro céu. "Paulo considerava como maior glória para si os seus sofrimentos, enfermidades, prisões, açoites, fomes e perseguições". REFLEXÃO
2. O "Paraíso" na teologia paulina (12.2-4). Paulo foi proibido de repetir o que ouviu assim como João foi ordenado a selar e não escrever o que os sete trovões falaram (Ap 10.4), talvez por não haver palavras para mensurar e descrever a visão ou por ser as palavras demasiadamente sagradas para que Le as conseguisse repetir.
3. A atualidade das experiências espirituais. Qual a finalidade de experiências como essa? O que isso acrescenta na vida do crente? Esse grande privilégio e revelação concedidos a Paulo tiveram um fim em si: o fortalecimento espiritual do apóstolo para suportar as agruras de sua caminhada em prol do Reino. De fato, cremos que Deus tem capacitado a muitos na igreja a fim de fortalecer e capacitar os crentes a suportar os sofrimentos prolongados e severos que sobrevierem na caminhada. Entretanto, essas experiências não são uma regra doutrinária para dirigir a igreja e nem mesmo a vida de uma pessoa. Há ainda que se pesar sua congruência com a Palavra e por isso, o crente não pode viver à mercê de visões e revelações como tem acontecido não raramente em nosso meio. Não podemos confundir experiências sobrenaturais como visões, línguas, profecias, revelações e arrebatamento de espírito com ‘vida cheio do Espírito’. Muitos entre nós estão inebriados e correm o risco, como Ícaro, de sucumbir nessa caminhada. É preciso ter cuidado com a presunção de alguns em fazer viagens ao paraíso, seja comandada por homens seja por anjos, pois tais "experiências" na maioria das vezes constitui-se em fraudes espirituais. O Espírito de Deus pode trabalhar e revelar a vontade divina através de sonhos e visões. SINOPSE DO TÓPICO (2)
III. A GLÓRIA DOS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO (12.7-10)
1. O espinho na carne (12.7,8). Essa expressão de Paulo não nos deixa muito para apontar com precisão o que seria. Alguns acham que era uma incapacidade física, tal como gagueira, epilepsia ou visão fraca. Outros acham que se refere ao sofrimento emocional resultante de ele não ter ganhado os judeus para Cristo da forma que ele desejava. Outros, ainda, que seria uma tentação recorrente, tal como ganância. Sabemos que o ‘mensageiro do Adversário’ – seja lá o que isso signifique – foi enviado por Deus (a providencia divina claramente permitiu isso – gramaticamente, um ‘passivo divino’, indicando Deus como o agente invisível supervisionando todo o processo) que lhe foi imposto por causa das revelações, a fim de ele não se exaltasse pelas excelências das revelações (eis o recado de Paulo para os ‘superapóstolos’ hodiernos: Ai daqueles hoje que andam voando perto demais do sol e/ou do mar...).
2. Paulo reafirma que se gloria na fraqueza (12.10). Paulo considera como bênção ser esbofeteado por Satanás, quer diretamente como adversário destrutivo ou indiretamente como agente controlado por Deus para realizar o desenvolvimento do caráter, ele pode se gloriar de suas fraquezas, pois a graça e poder lhe bastavam para permitir que ele continuasse em seu ministério apostólico. Ele pode, portanto, sentir prazer porque, quando está pessoalmente fraco, ele pode ser forte em Jesus.
3. A explicação do paradoxo do gloriar-se nas fraquezas (12.9,10). Que glória em sofrer? Na mente dos coríntios (e também de muitos crentes hoje, corrompida pelos ensinamentos deturpados), os verdadeiros apóstolos deveriam ser conhecidos por suas palavras convincentes, carisma e demonstração de ‘poder’. A visão espiritual de Paulo foi tão clara que ele podia ver seus sofrimentos como razões para regozijar-se, porquanto sabia que em todos eles o poder de Cristo estava atuando. Paulo ensina que o sofrer se constitui num degrau para chegar à presença de Deus. SINOPSE DO TÓPICO (3)
(III. CONCLUSÃO)
O Senhor tem uma didática interessante. Deus realiza os seus propósitos sem tirar de seus servos o espinho – seja ele qual for. Apesar das debilidades humanas, a graça de Deus atinge seus propósitos em um mundo decaído. Essa promessa de Deus a Paulo garantindo-lhe sua graça e poder nos encoraja e nos confere forças em meio aos sofrimentos com os quais somos esmurrados por Satanás. Ao escrever sobre as suas fraquezas, Paulo tinha a intenção de glorificar a Deus, porquanto somente Ele é capaz de aperfeiçoar seu poder através da fragilidade humana. Conforme criam alguns – ou crêem alguns – as credenciais do apostolado eram simplesmente sinais, prodígios e poderes miraculosos. No entanto, Paulo aponta para outros sinais que o distinguia dos pseudoapóstolos: as vidas transformadas dos crentes de Corinto (3.2-3), o caráter ilibado de seu ministério, seu amor genuíno pelas igrejas e o pesado fardo que lhe foi imposto pelo Senhor – os sofrimentos. Certamente sinais miraculosos acompanharam o ministério de Paulo, mas ele não se demora expondo sobre eles, para Paulo, vale mais uma vida de santidade e amor do que demonstração de ‘poder’.
APLICAÇÃO PESSOAL
A fé escolhe crer na Palavra de Deus acima da evidencia dos sentidos, sabendo que as circunstancias naturais devem ser mantidas sujeitas à Palavra de Deus. A fé não está negando as circunstancias; pelo contrário, está crendo no testemunho de Deus e vivendo em concordância com o mesmo. Paulo deixa isso bem claro ao afirmar que sua jactância está em sofrer por Jesus. Que lição para os crentes de hoje! Dependemos inteiramente do Senhor para caminharmos bem a carreira nos foi proposta. Jamais deveremos nos exaltar ou gloriar pelos dons, pelas experiências espirituais. Um câncer está devorando a Igreja. Se ele não for extirpado agora, as conseqüências serão catastróficas. A influência de doutrinas falaciosas que só trazem confusão e instabilidade espiritual precisa ser cortada. Muitos há que professam a Cristo como Salvador mas assumem uma postura distorcida em relação ao que significa ser cristão. Sob a égide de um evangelho nitidamente místico, milhões estão sendo ludibriados e impedidos de viverem realmente uma vida com abundancia. Verdades eternas tiradas da Palavra de Deus estão sendo pervertidas. Estou sendo demasiadamente grosseiro? Leia as afirmações de alguns ícones do gospel: “Satanás venceu Jesus na cruz” – Kenneth Copeland; “Você não está olhando para Morris Cerullo – você está olhando para Deus, está olhando para Jesus” – Morris Cerullo; "Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre em favor do homem... Sim! Você está no controle das cisas! Assim, se o homem detém o controle, quem deixou de exerce-lo? Deus” – Frederick K C Price. Nenhum dos superapóstolos atuais podem jactar-se, como Paulo o fez, de suas fraquezas, pelo contrário, o fazem de suas supostas potencialidades, assim mesmo como faziam os adversários de Paulo em Corinto, e assim mesmo como no mito de Ícaro, inebriados com seus delírios, sucumbirão. A palavra-chave da lição de hoje é “experiência” (adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação. homem de experiência: homem conhecedor das coisas da vida), carecemos de experiência com Deus, que nos dê força e coragem para suportarmos as dificuldades da caminhada, mas precisamos acima de tudo, aprendermos a depender unicamente da graça e poder divinos.
Já ouvi muitos ‘sermões’ baseados no tema ‘Paulo e o espinho na carne. Fiquei pasmo quando li em um artigo que o espinho era o homossexualismo – que injuria! – em outro, discorria o autor: ‘era uma doença nos olhos...’; Muitas pessoas pensam que o espinho era epilepsia, outros acham que era febre, e ainda outros que era dor de cabeça aguda.Mas, o que era o espinho de Paulo?A expressão espinho na carne é usada no Antigo e no Novo Testamento apenas como ilustração. A figura do espinho na carne não se emprega nenhuma vez na Bíblia como uma figura de enfermidade. Todas as vezes que esta expressão é usada na Bíblia declara-se especificamente o que era o espinho na carne. Em Números 33.55, a expressão espinho nos vossos olhos ilustrava os habitantes de Canaã. Em Josué 23.13, refere-se às nações pagãs de Canaã (os cananeus). Nesses dois casos, a Bíblia afirma claramente o que eram esses espinhos na carne. Em ambos os casos, os espinhos eram personalidades. Paulo declara com a mesma clareza o que era seu espinho. Ele diz que era um mensageiro de Satanás ou, conforme outros tradutores, o anjo do diabo, anjo de Satanás etc. A ilustração espinho na carne refere-se a uma personalidade, a um mensageiro de Satanás. A palavra mensageiro é traduzida da palavra grega angelos que aparece 188 vezes na Bíblia. É traduzida por anjo 181 vezes e 7 vezes por mensageiro. Em todas as 188 vezes na Bíblia inteira, sem exceção, trata-se de uma pessoa e não de uma coisa. O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, ou mensageiros (Mt 25.41), e o espinho na carne de Paulo era um desses mensageiros do diabo. Paulo o definiu assim. Os pregadores e mestres têm imaginado que o espinho na carne de Paulo pode ser tudo, desde uma doença oriental - oftalmia até uma esposa não-convertida! Parece-me tão irracional especular sobre o que era o espinho na carne, já que o próprio Paulo declara exatamente o que ele era - um mensageiro de Satanás.
N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7),
Francisco A Barbosa
assis.barbosa@bol.com.br
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro, CPAD;
- Bíblia de Estudo Plenitude-SBB, nota e palavra-chave v.2Co 9.7, pág 1207;

EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. O que é o paraíso segundo a teologia paulina?
R. É um lugar celestial onde os santos comungam com Deus.
2. A que se refere a expressão espinho na carne?
R. Refere-se a um tipo de sofrimento.
3. Qual era o propósito do espinho na carne de Paulo?
R. Para que ele não se ensoberbecesse diante das revelações e visões.
4. Qual era a intenção de Paulo ao chamar a atenção dos coríntios para seus sofrimentos?
R. O sofrer constitui-se num degrau para chegar-se à presença de Deus.
5. Qual a mensagem principal que você extraiu da epístola de 2 Coríntios?
R. Resposta pessoal.

segunda-feira, 15 de março de 2010

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO 12 - DIA 21/03/2010
TÍTULO: “VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR”
TEXTO ÁUREO – II Cor 12:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 12:1-4, 7-10, 12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


· No presente subsídio, focamos, apenas, um dos objetivos constantes da pág. 85 da Revista do Professor, qual seja: 

· - "Saber que nem a Igreja, nem crente algum pode depender de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus".
I – INTRODUÇÃO:

· Existem muitos por aí dizendo que estão recebendo determinadas revelações, que tiveram sonhos, visões, profecias e até contatos especiais com seres superiores. São indivíduos que dizem que estão entrando no mundo das coisas invisíveis, enxergando imagens e ouvindo diferentes sons, tendo assim experiências místicas.

· Outros há que falam em revelações de um modo exagerado. Para eles, tudo é entendido da seguinte maneira:

· (1) – “Deus me revela”;

· (2) – “Eu não fui revelado”;

· (3) – “Estou aguardando uma revelação”; e etc.

· São pessoas que acham que para tudo o que se vai fazer ou deixar de fazer é preciso “ser revelado”.

· Percebe-se que estas supostas revelações acabam gerando atitudes extremadas e pouco racionais, pois criam seitas, geram suicídios e mergulho num fanatismo sem precedentes, onde diversas decisões equivocadas são tomadas.

· Dito isto, procuraremos mostrar neste subsídio que tudo aquilo que acontece no viver do cristão precisa conferir com a vontade e a Palavra de Deus e ter respaldo nos ensinamentos de Jesus, também constantes da Bíblia Sagrada – Rm 16:25-27; Cl 1:23; Gl 1:8.

II – UM MOVIMENTO DE REVELAÇÕES:

· Jl 2:28 – “Profetizarão”, “terão visões”, “sonharão” – O movimento do Espírito Santo é um movimento de revelações do infinito. É uma das funções do Espírito Santo revelar aos homens as coisas de Deus de várias maneiras, inclusive quanto ao futuro distante, visando a edificação da Igreja de Jesus.

II.1 – PROFECIA:

· Falar na própria língua, sob a inteira unção do Espírito Santo. Constitui-se de vários elementos e tem a função de edificar, exortar e consolar – I Cor 14:3.

II.1.1. – ORIGEM DA FALSA PROFECIA:

· Via de regra, a falsa profecia tem duas origens:

· (A) – HUMANA – Jr 23:16, 21, 26 – Leva o homem a falar da sua própria mente ou coração (Jr 17:9). Exemplo: II Sm 7:1-7 (Natã e Davi).

· (B) – DIABÓLICA – Através de espíritos de mentira e de demônios que imitam os verdadeiros servos de Deus (I Rs 22:21-23; Dt 18:20-22; Jr 5:31; 14:14-16).

II.1.2 - MOTIVO DA FALSA PROFECIA:

· Enganar o homem para que este se rebele e se distancie de seu Criador. É por isso que surgem os falsos profetas – Jr 23:26-27; At 13:8.

II.1.3 - CARACTERÍSTICAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Introduz heresias (II Pe 2:1-3);

· (2) - Defende as paixões humanas (II Tm 3:3-4);

· (3) - Engana, pois leva o homem a amar as concupiscências e o pecado (II Pe 2:18; Jd 4);

· (4) - Tem por fundamento a imitação (At 16:16-18);

· (5) - Tem por fundamento a falsificação (II Cor 2:17; Jr 23:26).

II.1.4 - CONSEQUENCIAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Mensagens que defendem pecados e a desobediência a Deus (II Tm 4:3-4);

· (2) - Apostasia, por meio de fábulas e mentiras (II Tm 4:4);

· (3) - Induzem às tentações (Jr 23:14; Ez 13:22);

· (4) - Faz o povo de Deus naufragar na fé (I Tm 1:19);

· (5) - Faz Deus abandonar o Seu povo (Jr 23:32-33);

· (6) - Traz cegueira espiritual (At 13:11);

· (7) - Traz morte espiritual (Dt 13:5).

II.2 – SONHOS:

· Conjunto de imagens que se apresentam ao homem durante o sono. Nem todo sonho provém de Deus. À luz da Bíblia, entretanto, há sonhos que são preciosas revelações do Senhor, prevenindo, advertindo e orientando. Uns são simples sonhos e outros são a Palavra de Deus comunicada pelo Espírito Santo.

II.2.1 – ORIGEM DOS SONHOS:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Jó 33:14-15;

· (B) – Humana – Ec 5:3, 7;

· (C) – Maligna – Jr 23:27, 32;

II.2.2 - FINALIDADES DOS SONHOS:

· (A) – Nenhuma (não precisamos confiar em sonhos naturais) – Ec 5:3, 7;

· (B) – Direção – Mt 1:20; 2:12-13, 19, 22;

· (C) – Advertência – Gn 20:3; Mt 27:19;

· (D) – Encorajamento – I Rs 3:5; Jz 7:13;

· (E) – Propósito profético – Gn 41:1, 5; 37:5-11.

II.3 – VISÕES:

· Algo que o homem vê, estando acordado - Mt 17:1-9. 

· Muitas vezes, quadros do infinito tem sido produzido pelo Espírito Santo e colocados à vista dos servos de Deus, através de maravilhosas visões – At 10:9-16; 16:9-10; 22:18.

II.3.1 – ORIGEM DAS VISÕES:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Sl 89:18-19 cf Jr 1:11-14

· (B) – Humana – Cl 2:18, 23;

· (C) – Maligna – Ez 13:7; Jr 23:16;

II.3.2 – FINALIDADE DAS VISÕES:

· (A) – Mensagem profética – Hc 2:2-3;

· (B) – Situação pecaminosa do povo – Ex 8:1-3, 7-18;

· (C) – Direção e confronto – At 16:9-10; 18:9-10; 23:11; 27:23-24.

III – AS REVELAÇÕES NÃO TEM AUTORIDADE DOUTRINÁRIA:

· NENHUMA DOUTRINA OU PROCEDIMENTO PODE TER BASE EM PROFECIAS, SONHOS ou VISÕES, PORQUE ESTES NÃO PODEM SER IGUALADOS À REVELAÇÃO ENCONTRADA NA SANTA BÍBLIA. 

· As profecias podem ser julgadas; os sonhos e visões precisam ser provados! 

· Até mesmo aqueles sonhos, profecias e visões originados em Deus não tem nenhuma autoridade para acrescentar ou tirar algo da doutrina já revelada nas Sagradas Escrituras.

· Isto pelas seguintes razões:

· (A) – SELEÇÃO E INSPIRAÇÃO DIVINA – II Pe 1:21 - Todas as revelações mencionadas na Bíblia foram selecionadas e nela inseridas pela inspiração do Espírito Santo, com a finalidade de servir como pedra de toque a todas as manifestações que surgissem ao longo dos tempos – I Pe 1:10-12; Jo 20:30-31.

· (B) – AUTORIDADE SUPREMA – Mt 5:17-19; Jo 14:21; 15:10; II Tm 3:15-17 – Tudo o que está escrito na Bíblia deve ser aceito, crido e obedecido, pois é a autoridade suprema em todas as coisas pertinentes à vida e à piedade cristãs. Portanto, nenhuma profecia, nenhum sonho ou visão podem ser igualados à Bíblia; devem ser aferidos por ela. Qualquer coisa contrária à Palavra  do Senhor está errada e tem de ser rejeitada.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

· Toda e qualquer manifestação, seja através de palavras faladas, escritas, ou por meio de atos, precisa ser examinada. A única coisa que dispensa qualquer comentário é a Palavra de Deus, pois:

· (1) – Ela é refinada – II Sm 22:31;

· (2) – Ela é provada – Sl 18:30;

· (3) – Ela é perfeita – Sl 19:7;

· (4) – Ela é muito pura – Sl 119:140; Pv 30:5.

· Assim, toda manifestação contrária à Palavra de Deus é inaceitável. Deus não se contradiz; Sua palavra é a revelação completa; não aceita nenhum acréscimo – Pv 30:6; Apc 22:18-19.

· PODE SER ATÉ MESMO A MENSAGEM DE UM ANJO! O QUE NÃO ESTIVER DE ACORDO COM A PALAVRA DE DEUS, DEVE SER REJEITADO – II Cor 11:4; Gl 1:8; Cl 2:18-23.

· Por isso, em nome de Jesus: - “EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM” – I Ts 5:21.


FONTES DE CONSULTA:


· Estudos Bíblicos Didaquê – Vol. XXXIII – Didaquê a Serviço do Reino;

· Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1989 – Comentarista: Estêvam Ângelo de Souza;

· Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1998 – Comentarista: Valdir Nunes Bícego

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

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VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR
Texto Áureo: II Co. 12.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 12.1-4,7-10,12.

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Instruir a igreja quanto às experiências espirituais, destacando que essas, além de não serem credenciais do apostolado genuino, devam ser respaldadas pela Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
Os falsos apóstolos de Corinto argumentavam, contra Paulo, que esse não tinha recebido visões do Senhor, uma credencial considerada relevante para eles. Na lição de hoje, o Apóstolo, devido à exigência da situação, narra, com modéstia e sutileza, as visões e revelações que teve do Senhor. Em seguida, mostra que, para que ele não se vangloriasse delas, o Senhor lhe pôs um espinho na carne. Ao final, destacaremos o caráter altruísta do ministério apostólico de Paulo.

1. VISÕES E REVELAÇÕES
Não convém a Paulo se gloriar, por isso, ele o faz constrangido, devido às exigências da situação. É nesse contexto que o Apóstolo resolve repassar as visões e revelações que recebeu do Senhor. A primeira, e certamente a mais importante delas, ocorreu na estrada de Damasco, quando Paulo se encontrou com o Senhor Jesus (II Co. 12.1; At. 22.6-11). Posteriormente, Paulo teve uma visão do homem da Macedônia que o chamou para ajudar (At. 16.9,10). O próprio evangelho que Paulo pregava, conforme ressaltou aos crentes da Galácia, lhe havia sido revelado (Gl. 1.12), bem como as revelações escatológicas provenientes de Deus (Ef. 3.3-5; I Co. 2.9,10; I Ts. 4.15). Certamente Paulo teve outras revelações do Senhor, mas resolve destacar uma para confrontar seus opositores. Narra que, há quatorze anos, um homem, referindo-se a ele mesmo, mas utilizando-se de modéstia, que havia sido arrebatado até ao terceiro céu. É digno de destaque que Paulo utiliza, aqui, o mesmo verbo grego harpazo de quando se refere ao arrebatamento da igreja (I Ts. 4.17). Talvez, por isso, o Apóstolo não tenha certeza se esse arrebatamento se deu no corpo ou fora dele. Ao ser levado para o paraíso, Paulo ouviu palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem referir. Com essa restrição, o Apóstolo ressalta a natureza sacra da revelação, e, provavelmente, algo que apenas a ele dizia respeito, ou, talvez, que fosse impossível se ser descrito em palavras (II Co. 3,4). Fato é que ele não quer parecer presunçoso em relação às suas visões e revelações, pois não pretende se vangloriar delas. Ao invés de se gloriar das visões e revelações, Paulo prefere se gloriar das suas fraquezas, isto é, em ser um tesouro em vaso de barro (II Co. 4.7; 11.30; 12.5,6).

2. O ESPINHO NA CARNE
Para que ele não se ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-lhe posto um espinho na carne. Paulo expõe aos seus adversários suas limitações, destacando que, para que ele não viesse a se gloriar das visões e revelações que recebeu, veio-lhe um mensageiro de Satanás, para esbofeteá-lo, a fim de que ele não se exaltasse. Muitas são as controvérsias a respeito do que seria o espinho na carne de Paulo, mas todas as afirmações não passam de especulações teológicas. É mais provável, ainda que não seja passível de comprovação bíblica, que o Apóstolo teria algum problema físico nos olhos (II Co. 12.7; Gl. 4.15). Paulo pediu três vezes ao Senhor para que afastasse esse espinho, mas a resposta foi negativa, ainda que encorajadora: a minha graça de basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Os falsos apóstolos, e os superpastores contemporâneos, vestem uma carapuça de indestrutibilidade. Investem tão maciçamente na aparência que ocultam suas fragilidades. Há pastores que criticam o rebanho por exigir demais deles, mas não percebem que são eles mesmos os culpados, pois criam uma áurea que fazem com que as pessoas acreditem que são perfeitos. Diferentemente desses, Paulo consegue conviver com suas fragilidades, sabe lidar com elas, já que o Senhor lhe revelou que é através delas que o Seu poder se aperfeiçoa. Somente aqueles que foram feridos são capazes de entender as dores do outro. Apenas aqueles que reconhecem suas fragilidades poderão ser fortalecidos pelo Senhor. Diante dessa verdade espiritual, o Apóstolo dos Gentios prefere antes se gloriar nas fraquezas, para que, sobre ele, repouse o poder de Cristo (II Co. 12.8-10).

3. ALTRUÍSMO MINISTERIAL
O ato de gloriar-se, por causa das exigências da igreja de Corinto, é reconhecido, pelo próprio Paulo, como uma insensatez. Os crentes daquela cidade o constrangeram a fazer tal coisa. Ele preferia que os irmãos tivessem sensibilidade espiritual suficientes para ver as credenciais do Apóstolo (II Co. 12.11). Os coríntios tiveram ampla oportunidade de testemunharem as credenciais apostólicas de Paulo. Se eles tivessem comparado suas credenciais com as dos seus opositores, notariam que em nada ele seria inferior (II Co. 12,13). Paulo pretende, mais uma vez, ir a Corinto, para rever os irmãos, e adianta: “não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros”. Como pai espiritual daquela igreja, deveria ser Paulo, e não os coríntios, que deveria prover o sustento (II Co. 12.14). De modo que, agindo como pai, se dispõe, de boa vontade, a se gastar, e não só isso, a se deixar gastar em prol das almas dos crentes. O verbo “gastar”, tanto em português como em grego, dá idéia de dispensar dinheiro. Paulo o utiliza tanto na voz ativa quando na passiva. Ele estava disposto a sacrificar sua vida em prol da salvação dos crentes. Paradoxalmente, há obreiros que não mais se gastam pelas ovelhas, tomados pelo comodismo, evitam o contato com problemas. Eles se colocam como as primeiras pessoas depois delas mesmas. Ao invés de irem atrás de suas ovelhas, esperam, comodamente, que elas cheguem até eles (II Co. 12.15). Paulo, diferentemente desses, se gasta, e, a todo custo, evita ser pesado aos irmãos da igreja. Ele justifica que a ninguém explorou, antes agiu em amor, com altruísmo e integridade (II Co. 12.16-18). A proposta central do seu ministério não é a exaltação própria, a posição eclesiástica, investir em contatos que lhe abram caminhos para auferir lucros ou poder, mas a edificação da igreja (II Co. 12.19). Na terceira visita que pretende fazer àquela igreja, espera não encontra-los na mesma condição na qual se encontram: com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.

CONCLUSÃO
O líder verdadeiramente espiritual não ostenta glória própria. A motivação central do seu ministério é a salvação das almas. Suas atitudes são respaldadas, prioritariamente, pelo amor cristão. A fim de que tenha bom êxito nessa empreitada, ele sacrifica seus interesses e evita se tornar um fardo para os crentes. E, ao invés de se gloriar em visões e revelações, algumas delas biblicamente questionáveis, não tem receio de gastar-se por amor aos crentes, sendo esta sua principal credencial. Ele não é um superobreiro, mas alguém normal, e como qualquer cristão, tem seu “espinho na carne”. E estes, na verdade, servem para que a graça de Deus superabunde, para que o Seu poder se aperfeiçoe na fraqueza.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

 

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