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segunda-feira, 13 de julho de 2015

LIÇÃO - 3 ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO AS MULHERES CRISTÃS

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segunda-feira, 15 de março de 2010

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO 12 - DIA 21/03/2010
TÍTULO: “VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR”
TEXTO ÁUREO – II Cor 12:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 12:1-4, 7-10, 12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


· No presente subsídio, focamos, apenas, um dos objetivos constantes da pág. 85 da Revista do Professor, qual seja: 

· - "Saber que nem a Igreja, nem crente algum pode depender de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus".
I – INTRODUÇÃO:

· Existem muitos por aí dizendo que estão recebendo determinadas revelações, que tiveram sonhos, visões, profecias e até contatos especiais com seres superiores. São indivíduos que dizem que estão entrando no mundo das coisas invisíveis, enxergando imagens e ouvindo diferentes sons, tendo assim experiências místicas.

· Outros há que falam em revelações de um modo exagerado. Para eles, tudo é entendido da seguinte maneira:

· (1) – “Deus me revela”;

· (2) – “Eu não fui revelado”;

· (3) – “Estou aguardando uma revelação”; e etc.

· São pessoas que acham que para tudo o que se vai fazer ou deixar de fazer é preciso “ser revelado”.

· Percebe-se que estas supostas revelações acabam gerando atitudes extremadas e pouco racionais, pois criam seitas, geram suicídios e mergulho num fanatismo sem precedentes, onde diversas decisões equivocadas são tomadas.

· Dito isto, procuraremos mostrar neste subsídio que tudo aquilo que acontece no viver do cristão precisa conferir com a vontade e a Palavra de Deus e ter respaldo nos ensinamentos de Jesus, também constantes da Bíblia Sagrada – Rm 16:25-27; Cl 1:23; Gl 1:8.

II – UM MOVIMENTO DE REVELAÇÕES:

· Jl 2:28 – “Profetizarão”, “terão visões”, “sonharão” – O movimento do Espírito Santo é um movimento de revelações do infinito. É uma das funções do Espírito Santo revelar aos homens as coisas de Deus de várias maneiras, inclusive quanto ao futuro distante, visando a edificação da Igreja de Jesus.

II.1 – PROFECIA:

· Falar na própria língua, sob a inteira unção do Espírito Santo. Constitui-se de vários elementos e tem a função de edificar, exortar e consolar – I Cor 14:3.

II.1.1. – ORIGEM DA FALSA PROFECIA:

· Via de regra, a falsa profecia tem duas origens:

· (A) – HUMANA – Jr 23:16, 21, 26 – Leva o homem a falar da sua própria mente ou coração (Jr 17:9). Exemplo: II Sm 7:1-7 (Natã e Davi).

· (B) – DIABÓLICA – Através de espíritos de mentira e de demônios que imitam os verdadeiros servos de Deus (I Rs 22:21-23; Dt 18:20-22; Jr 5:31; 14:14-16).

II.1.2 - MOTIVO DA FALSA PROFECIA:

· Enganar o homem para que este se rebele e se distancie de seu Criador. É por isso que surgem os falsos profetas – Jr 23:26-27; At 13:8.

II.1.3 - CARACTERÍSTICAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Introduz heresias (II Pe 2:1-3);

· (2) - Defende as paixões humanas (II Tm 3:3-4);

· (3) - Engana, pois leva o homem a amar as concupiscências e o pecado (II Pe 2:18; Jd 4);

· (4) - Tem por fundamento a imitação (At 16:16-18);

· (5) - Tem por fundamento a falsificação (II Cor 2:17; Jr 23:26).

II.1.4 - CONSEQUENCIAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Mensagens que defendem pecados e a desobediência a Deus (II Tm 4:3-4);

· (2) - Apostasia, por meio de fábulas e mentiras (II Tm 4:4);

· (3) - Induzem às tentações (Jr 23:14; Ez 13:22);

· (4) - Faz o povo de Deus naufragar na fé (I Tm 1:19);

· (5) - Faz Deus abandonar o Seu povo (Jr 23:32-33);

· (6) - Traz cegueira espiritual (At 13:11);

· (7) - Traz morte espiritual (Dt 13:5).

II.2 – SONHOS:

· Conjunto de imagens que se apresentam ao homem durante o sono. Nem todo sonho provém de Deus. À luz da Bíblia, entretanto, há sonhos que são preciosas revelações do Senhor, prevenindo, advertindo e orientando. Uns são simples sonhos e outros são a Palavra de Deus comunicada pelo Espírito Santo.

II.2.1 – ORIGEM DOS SONHOS:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Jó 33:14-15;

· (B) – Humana – Ec 5:3, 7;

· (C) – Maligna – Jr 23:27, 32;

II.2.2 - FINALIDADES DOS SONHOS:

· (A) – Nenhuma (não precisamos confiar em sonhos naturais) – Ec 5:3, 7;

· (B) – Direção – Mt 1:20; 2:12-13, 19, 22;

· (C) – Advertência – Gn 20:3; Mt 27:19;

· (D) – Encorajamento – I Rs 3:5; Jz 7:13;

· (E) – Propósito profético – Gn 41:1, 5; 37:5-11.

II.3 – VISÕES:

· Algo que o homem vê, estando acordado - Mt 17:1-9. 

· Muitas vezes, quadros do infinito tem sido produzido pelo Espírito Santo e colocados à vista dos servos de Deus, através de maravilhosas visões – At 10:9-16; 16:9-10; 22:18.

II.3.1 – ORIGEM DAS VISÕES:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Sl 89:18-19 cf Jr 1:11-14

· (B) – Humana – Cl 2:18, 23;

· (C) – Maligna – Ez 13:7; Jr 23:16;

II.3.2 – FINALIDADE DAS VISÕES:

· (A) – Mensagem profética – Hc 2:2-3;

· (B) – Situação pecaminosa do povo – Ex 8:1-3, 7-18;

· (C) – Direção e confronto – At 16:9-10; 18:9-10; 23:11; 27:23-24.

III – AS REVELAÇÕES NÃO TEM AUTORIDADE DOUTRINÁRIA:

· NENHUMA DOUTRINA OU PROCEDIMENTO PODE TER BASE EM PROFECIAS, SONHOS ou VISÕES, PORQUE ESTES NÃO PODEM SER IGUALADOS À REVELAÇÃO ENCONTRADA NA SANTA BÍBLIA. 

· As profecias podem ser julgadas; os sonhos e visões precisam ser provados! 

· Até mesmo aqueles sonhos, profecias e visões originados em Deus não tem nenhuma autoridade para acrescentar ou tirar algo da doutrina já revelada nas Sagradas Escrituras.

· Isto pelas seguintes razões:

· (A) – SELEÇÃO E INSPIRAÇÃO DIVINA – II Pe 1:21 - Todas as revelações mencionadas na Bíblia foram selecionadas e nela inseridas pela inspiração do Espírito Santo, com a finalidade de servir como pedra de toque a todas as manifestações que surgissem ao longo dos tempos – I Pe 1:10-12; Jo 20:30-31.

· (B) – AUTORIDADE SUPREMA – Mt 5:17-19; Jo 14:21; 15:10; II Tm 3:15-17 – Tudo o que está escrito na Bíblia deve ser aceito, crido e obedecido, pois é a autoridade suprema em todas as coisas pertinentes à vida e à piedade cristãs. Portanto, nenhuma profecia, nenhum sonho ou visão podem ser igualados à Bíblia; devem ser aferidos por ela. Qualquer coisa contrária à Palavra  do Senhor está errada e tem de ser rejeitada.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

· Toda e qualquer manifestação, seja através de palavras faladas, escritas, ou por meio de atos, precisa ser examinada. A única coisa que dispensa qualquer comentário é a Palavra de Deus, pois:

· (1) – Ela é refinada – II Sm 22:31;

· (2) – Ela é provada – Sl 18:30;

· (3) – Ela é perfeita – Sl 19:7;

· (4) – Ela é muito pura – Sl 119:140; Pv 30:5.

· Assim, toda manifestação contrária à Palavra de Deus é inaceitável. Deus não se contradiz; Sua palavra é a revelação completa; não aceita nenhum acréscimo – Pv 30:6; Apc 22:18-19.

· PODE SER ATÉ MESMO A MENSAGEM DE UM ANJO! O QUE NÃO ESTIVER DE ACORDO COM A PALAVRA DE DEUS, DEVE SER REJEITADO – II Cor 11:4; Gl 1:8; Cl 2:18-23.

· Por isso, em nome de Jesus: - “EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM” – I Ts 5:21.


FONTES DE CONSULTA:


· Estudos Bíblicos Didaquê – Vol. XXXIII – Didaquê a Serviço do Reino;

· Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1989 – Comentarista: Estêvam Ângelo de Souza;

· Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1998 – Comentarista: Valdir Nunes Bícego

VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR

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VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR
Texto Áureo: II Co. 12.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 12.1-4,7-10,12.

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Instruir a igreja quanto às experiências espirituais, destacando que essas, além de não serem credenciais do apostolado genuino, devam ser respaldadas pela Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
Os falsos apóstolos de Corinto argumentavam, contra Paulo, que esse não tinha recebido visões do Senhor, uma credencial considerada relevante para eles. Na lição de hoje, o Apóstolo, devido à exigência da situação, narra, com modéstia e sutileza, as visões e revelações que teve do Senhor. Em seguida, mostra que, para que ele não se vangloriasse delas, o Senhor lhe pôs um espinho na carne. Ao final, destacaremos o caráter altruísta do ministério apostólico de Paulo.

1. VISÕES E REVELAÇÕES
Não convém a Paulo se gloriar, por isso, ele o faz constrangido, devido às exigências da situação. É nesse contexto que o Apóstolo resolve repassar as visões e revelações que recebeu do Senhor. A primeira, e certamente a mais importante delas, ocorreu na estrada de Damasco, quando Paulo se encontrou com o Senhor Jesus (II Co. 12.1; At. 22.6-11). Posteriormente, Paulo teve uma visão do homem da Macedônia que o chamou para ajudar (At. 16.9,10). O próprio evangelho que Paulo pregava, conforme ressaltou aos crentes da Galácia, lhe havia sido revelado (Gl. 1.12), bem como as revelações escatológicas provenientes de Deus (Ef. 3.3-5; I Co. 2.9,10; I Ts. 4.15). Certamente Paulo teve outras revelações do Senhor, mas resolve destacar uma para confrontar seus opositores. Narra que, há quatorze anos, um homem, referindo-se a ele mesmo, mas utilizando-se de modéstia, que havia sido arrebatado até ao terceiro céu. É digno de destaque que Paulo utiliza, aqui, o mesmo verbo grego harpazo de quando se refere ao arrebatamento da igreja (I Ts. 4.17). Talvez, por isso, o Apóstolo não tenha certeza se esse arrebatamento se deu no corpo ou fora dele. Ao ser levado para o paraíso, Paulo ouviu palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem referir. Com essa restrição, o Apóstolo ressalta a natureza sacra da revelação, e, provavelmente, algo que apenas a ele dizia respeito, ou, talvez, que fosse impossível se ser descrito em palavras (II Co. 3,4). Fato é que ele não quer parecer presunçoso em relação às suas visões e revelações, pois não pretende se vangloriar delas. Ao invés de se gloriar das visões e revelações, Paulo prefere se gloriar das suas fraquezas, isto é, em ser um tesouro em vaso de barro (II Co. 4.7; 11.30; 12.5,6).

2. O ESPINHO NA CARNE
Para que ele não se ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-lhe posto um espinho na carne. Paulo expõe aos seus adversários suas limitações, destacando que, para que ele não viesse a se gloriar das visões e revelações que recebeu, veio-lhe um mensageiro de Satanás, para esbofeteá-lo, a fim de que ele não se exaltasse. Muitas são as controvérsias a respeito do que seria o espinho na carne de Paulo, mas todas as afirmações não passam de especulações teológicas. É mais provável, ainda que não seja passível de comprovação bíblica, que o Apóstolo teria algum problema físico nos olhos (II Co. 12.7; Gl. 4.15). Paulo pediu três vezes ao Senhor para que afastasse esse espinho, mas a resposta foi negativa, ainda que encorajadora: a minha graça de basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Os falsos apóstolos, e os superpastores contemporâneos, vestem uma carapuça de indestrutibilidade. Investem tão maciçamente na aparência que ocultam suas fragilidades. Há pastores que criticam o rebanho por exigir demais deles, mas não percebem que são eles mesmos os culpados, pois criam uma áurea que fazem com que as pessoas acreditem que são perfeitos. Diferentemente desses, Paulo consegue conviver com suas fragilidades, sabe lidar com elas, já que o Senhor lhe revelou que é através delas que o Seu poder se aperfeiçoa. Somente aqueles que foram feridos são capazes de entender as dores do outro. Apenas aqueles que reconhecem suas fragilidades poderão ser fortalecidos pelo Senhor. Diante dessa verdade espiritual, o Apóstolo dos Gentios prefere antes se gloriar nas fraquezas, para que, sobre ele, repouse o poder de Cristo (II Co. 12.8-10).

3. ALTRUÍSMO MINISTERIAL
O ato de gloriar-se, por causa das exigências da igreja de Corinto, é reconhecido, pelo próprio Paulo, como uma insensatez. Os crentes daquela cidade o constrangeram a fazer tal coisa. Ele preferia que os irmãos tivessem sensibilidade espiritual suficientes para ver as credenciais do Apóstolo (II Co. 12.11). Os coríntios tiveram ampla oportunidade de testemunharem as credenciais apostólicas de Paulo. Se eles tivessem comparado suas credenciais com as dos seus opositores, notariam que em nada ele seria inferior (II Co. 12,13). Paulo pretende, mais uma vez, ir a Corinto, para rever os irmãos, e adianta: “não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros”. Como pai espiritual daquela igreja, deveria ser Paulo, e não os coríntios, que deveria prover o sustento (II Co. 12.14). De modo que, agindo como pai, se dispõe, de boa vontade, a se gastar, e não só isso, a se deixar gastar em prol das almas dos crentes. O verbo “gastar”, tanto em português como em grego, dá idéia de dispensar dinheiro. Paulo o utiliza tanto na voz ativa quando na passiva. Ele estava disposto a sacrificar sua vida em prol da salvação dos crentes. Paradoxalmente, há obreiros que não mais se gastam pelas ovelhas, tomados pelo comodismo, evitam o contato com problemas. Eles se colocam como as primeiras pessoas depois delas mesmas. Ao invés de irem atrás de suas ovelhas, esperam, comodamente, que elas cheguem até eles (II Co. 12.15). Paulo, diferentemente desses, se gasta, e, a todo custo, evita ser pesado aos irmãos da igreja. Ele justifica que a ninguém explorou, antes agiu em amor, com altruísmo e integridade (II Co. 12.16-18). A proposta central do seu ministério não é a exaltação própria, a posição eclesiástica, investir em contatos que lhe abram caminhos para auferir lucros ou poder, mas a edificação da igreja (II Co. 12.19). Na terceira visita que pretende fazer àquela igreja, espera não encontra-los na mesma condição na qual se encontram: com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.

CONCLUSÃO
O líder verdadeiramente espiritual não ostenta glória própria. A motivação central do seu ministério é a salvação das almas. Suas atitudes são respaldadas, prioritariamente, pelo amor cristão. A fim de que tenha bom êxito nessa empreitada, ele sacrifica seus interesses e evita se tornar um fardo para os crentes. E, ao invés de se gloriar em visões e revelações, algumas delas biblicamente questionáveis, não tem receio de gastar-se por amor aos crentes, sendo esta sua principal credencial. Ele não é um superobreiro, mas alguém normal, e como qualquer cristão, tem seu “espinho na carne”. E estes, na verdade, servem para que a graça de Deus superabunde, para que o Seu poder se aperfeiçoe na fraqueza.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

 

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