quinta-feira, 16 de julho de 2009

Jesus, a luz do Crente

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POR : Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÁUREO

“Falou-lhes, pois, JESUS outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12).

VERDADE PRÁTICA

Somente iluminados por CRISTO podemos refletir a sua glória e ser luz para o mundo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda Mt 4.16 A presença de JESUS dissipa

as trevas

Terça Lc 2.32 JESUS se revela como a luz

das Nações

Quarta Jo 1.9 JESUS, a luz autêntica e imparcial
Quinta Mt 4.16 JESUS, a luz que sara
Sexta Mt 5.14,15 A luz do crente deve ser

constante

Sábado Ap 21.23 Na glória, CRISTO será a eterna luz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 João 1.5-7; João 1.4-12.

1 João 1.5-7

5 E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. 6 Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de JESUS CRISTO, seu Filho, nos purifica de todo pecado.


João 1.4-12

Palavra Chave: Luz - Claridade, luminosidade.

LÂMPADAS DE ISRAEL (II Sm 21:17 cf I Rs 11:36; 15:4; Sl 132:17; Lc 2:32) - Davi e seus descendentes - Somos o Israel de DEUS, espiritualmente.

Como a luz brilhará cada vez mais intensamente? Quando for alimentada, ou seja, pela leitura da Palavra de DEUS e pela oração (azeite das lâmpadas).

As trevas são ambientes de pecado onde somente a luz poderá levar a cura.

A luz em si, o brilho da luz e o calor da luz, juntos, podem ilustrar a trindade de DEUS.

A luz serve muitas vezes para aviso sobre o caminho a ser seguido, ou o caminho a não ser seguido, portanto, tomemos cuidado e prestemos atenção aos sinais da luz.

LUGARES INADEQUADOS PARA A LUZ LUGARES ADEQUADOS PARA A LUZ
DEBAIXO DO ALQUEIRE VELADOR
DEBAIXO DA CAMA NO MEIO DA FAMÍLIA
ESCONDIDA NO TRABALHO
SOMENTE DENTRO DA CONGREGAÇÃO NA ESCOLA
SOMENTE PERTO DO PASTOR DIANTE DOS HOMENS
UNIDA ÀS TREVAS NA IGREJA

LUZ E TREVAS

Gêneses 1:3 (RA) Disse Deus: Haja luz; e houve luz.

Gêneses 3:8 (RA) Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

Dallas Willard declara: “Quase todos os atos e intenções maus começam com a premissa de que podem ser encobertos pelo engano”. O reino das trevas é construído sobre mentiras, segredos e escuridão. Ele exige a ausência de luz para que sobreviva. Portanto, apesar de toda a aparência de poder, o reino das trevas é estruturalmente muito fraco. Se você acender a luz, as baratas correrão para debaixo da geladeira.

Um bom exemplo disso foi o rei Davi e seu pecado de adultério:

“Você pecou escondido, em segredo, mas eu farei com que isso aconteça em plena luz do dia, para todo o povo de Israel ver.” (2Sm 12.12).

O PECADO CRESCE NAS TREVAS

Jó 24:13,15,17 (RA) Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas… Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este disse consigo: ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto… Pois a manhã para todos eles é como sombra de morte; mas os terrores da noite lhes são familiares.

Isaías 29:15-16 (RA) Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras fazem as escuras, e dizem Quem nos vê? Quem nos conhece? Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe.

Isaías 28:15 (RA) Porquanto dizeis: … não chegará a nós porque por refúgio temos a mentira, e debaixo da falsidade nos temos escondido.

Salmo 139:7,11-12 (RA) Para onde me ausentarei do teu ESPÍRITO? Para onde fugirei da tua face? Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite… as trevas e a luz são a mesma coisa.

Jeremias 23:24 (RA) Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor; porventura não encho eu os céus e a terra? Diz o Senhor.

Jeremias 16:17 (RA) Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos.

A LUZ COMO JUIZ

A mesma luz que faz uma planta crescer, endurece o barro. A luz é a mesma, mas as conseqüências são completamente diferentes.

João 3:19-21 (Phi) “O julgamento é este: a luz veio ao mundo e os homens preferiram as trevas ao invés da luz porque suas obras eram más. Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e se mantém longe dela, pois tem medo que suas obras sejam expostas. Mas todo aquele que pratica a verdade aproxima-se da luz para que fique claro que tudo o que ele faz é feito em Deus.

SEGREDOS SÃO TEMPORÁRIOS; VOCÊ PODE CONTAR COM A LUZ

Mateus 10:26-27 (NVI) “Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados.

Marcos 4:22 (Jer) “Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada mantido em secreto, senão para ser trazido à luz”.

O QUE A LUZ ILUMINA?

Salmo 90:8 (RA) Diante de ti pusestes as nossas iniqüidades, e sob a luz do teu rosto os nossos pecados ocultos.

Jó 12:22 (RA) Das trevas manifesta coisas profundas, e traz à luz a densa escuridade.

Jó 28:11 (RA) … e traz à luz o que está escondido.

Daniel 2:22 (RA) Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

1 Cor. 4:5 (Phi) … Ele trará a luz do dia tudo o que no presente está escondido nas trevas, e ele exporá os desígnios ocultos do coração dos homens.

TROPEÇANDO NAS TREVAS?

Imagine-se em uma sala escura. Na sala há esculturas grotescas, objetos pontiagudos pendurados no teto, montanhas de sujeira no chão e móveis velhos nos quais você pode tropeçar. No escuro é impossível imaginar que há algo de errado com esta sala. Contudo, a luz revelaria que na verdade esta sala é horrível; e então não poderíamos fingir! A dor que sentiríamos não seria melhor para os nossos “olhos” quando a luz fosse acesa, do que a dor que sentiríamos se tropeçássemos? Se a luz estivesse acesa tudo seria exposto; poderíamos andar pela sala sem acidentes; a sala poderia ser limpa; e poderíamos até encontrar coisas bonitas e de valor lá, que poderíamos apreciar e usar. Se a luz é acesa, nós a apreciamos ou corremos para “apagá-lá”? Nós a aceitamos, mesmo que nos faça sofrer?

Isaías 59:9-10 (RA) Por isso está longe de nós o juízo e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que há só trevas; pelo resplendor, mas andamos na escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, sim, como os que não tem olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e entre os robustos somos como mortos.

Jó 12:25 (RA) Nas trevas andam as apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios.

João 12:46 (NVI) Eu [JESUS] vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

João 11:9-10 (RA) Respondeu JESUS: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.

Hebreus 4:12-13 (Phi) Porque a palavra que Deus fala é viva e ativa; corta mais agudamente do que qualquer espada de dois gumes; penetra o lugar onde a alma e o espírito se encontram, até às intimidades mais profundas do ser humano; examina os próprios pensamentos e motivações do coração do homem. Nenhuma criatura pode se esconder da vista de Deus; tudo esta nu e exposto diante dos olhos daquele a quem teremos que encarar.

João 12:35 (NVI) Disse-lhes então JESUS: “Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo.

Salmo 32:5 (RA) Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.

1 João 2:9-11 (Phi) Aquele que declara estar “na luz” mas odeia seu irmão continua, de fato, em completa escuridão. O homem que ama seu irmão e vive na luz, não tem razão alguma para tropeçar. Mas o homem que odeia seu irmão tem seu acesso à luz bloqueado e procura as apalpadelas seu caminho no escuro sem saber para onde ir, pois a escuridão o tornou cego.

A PRIMEIRA OBRA DO ESPÍRITO SANTO

João 16:7-9, 12-13 (Phi) “… pois se eu não fosse embora, o Ajudador divino não poderia vir a vocês. Mas se eu for, eu o mandarei para vocês. Quando ele vier, convencerá o mundo do significado do pecado, da verdadeira bondade, e do juízo. Ele exporá o pecado deles, porque eles não creram em mim”. … “Eu tenho muito mais para dizer a vocês, mas agora vocês não o podem suportar. Contudo, quando aquele sobre o qual eu falei vier - o ESPÍRITO da verdade - ele guiará vocês a toda verdade…”

Salmo 69:5 Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice, e as minhas culpas não te são ocultas.

Quando um alcóolatra admite que tem problemas com bebidas, metade do problema é resolvido. O resto é alcançado através de grupos de ajuda, como Alcoólatras Anônimos. O alcóolatra tem que encarar seus companheiros e encarar seu comportamento de frente. Para todos nós a única cura é nos movermos e nos mantermos na luz. Na luz experimentamos perdão, amor, cura e comunhão. Rejeitar a luz é o mesmo que rejeitar a Deus.

1 João 1:5-10 (Phi) Aqui está, então, a mensagem que Dele ouvimos, e agora proclamamos a vocês: DEUS É LUZ e nenhuma sombra de escuridão pode existir nele. Conseqüentemente, se dissermos que temos comunhão com ele e continuarmos vivendo em trevas, estaremos tanto falando como vivendo uma mentira. Mas, se realmente estamos vivendo na luz na qual ele existe eternamente, teremos verdadeira comunhão uns com os outros, e o sangue que seu filho JESUS derramou por nós nos mantém purificados de todo pecado. Se nos recusarmos a admitir que somos pecadores, estaremos vivendo em um mundo de ilusão e a verdade se tornará uma estranha para nós. Mas, se admitirmos livremente que pecamos, veremos que ele é digno de confiança e justo - ele perdoa nossos pecados e nos faz totalmente limpos de tudo que é mau. Pois, se dissermos que “não pecamos”, o fazemos um mentiroso e nos desligamos do que ele tem a dizer a nosso respeito.

Tiago 5:16 (Phi) Vocês deveriam adquirir o hábito de admitir seus pecados uns aos outros, e orar uns pelos outros, para que vocês sejam curados.

A tentação é a de rejeitar a dor na consciência, a dor que sentimos quando encaramos nossos pecados e imperfeições. Parece melhor agüentar dor do pecado e evitar a luz - a luz da bondade que nos mostra como somos, a luz do escrutínio que nos expõe, a luz da verdade que penetra o nosso engano.

Portanto, confessemos nossos pecados em secreto a Deus, e peçamos o Seu perdão. E ele nos perdoará; mas provavelmente nós continuaremos a pecar e nos encontraremos envolvidos com o círculo vicioso do pecado. Precisamos mais do que perdão, precisamos de cura. A palavra de Deus é mais clara do que queremos encarar:

Tiago 5:16 (RA) Confessai, pois os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados…

Tiago 5:16 (Wey) … para que sejais sarados.

CONFISSÃO É BOM PARA A ALMA?

Se Deus é luz, é melhor que nos acostumemos a Ele. Mas quando nos Dirigirmos para a luz, nossas obras serão expostas. Nós temos que levar o custo em consideração. Ele já sabe, mas agora outros também saberão.

Na luz de Deus, o orgulho se derrete como cera, e o impulso da carne é querer correr para se cobrir. Mas, se resistirmos a tentação de “diminuirmos a luz”, ai sim Deus iluminará as fraquezas nas quais “tropeçamos”. Isto faz parte da “verdade” que “nos libertará”.

Salmo 51:5-6, 16-17 (RA) [Davi] Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que tu comprazes na verdade no íntimo, e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria… Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus…

Prov. 28:13 (RA) O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

VIVENDO NA LUZ

Lucas 18:13-15 (NVI) “Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou um pecador’. Eu lhes digo que este homem… foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

Atos 19:18 (NVI) Muitos dos que creram vinham, e confessavam e declaravam abertamente suas más obras.

1 Timóteo 5:20 (NVI) Os [presbíteros] que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam.

Rom. 13:12 (BLH) A noite está terminando, e o dia vem chegando. Por isso paremos de fazer o que pertence à escuridão e peguemos as armas para lutarmos na luz.

NÓS PERTENCEMOS AO DIA

1 Tessalonicenses 5:5-8 (NVI) Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios; pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.

Salmo 119:105 (RA) Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.

2 Coríntios 4:2-6 (NVI) Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos;… Pois Deus que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para nos dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face de CRISTO.

SEJA LUZ

Efésios 5:8-14 (Phi) Outrora vocês eram “trevas” mas agora, como cristãos, vocês são “luz”. Vivam, pois, como filhos da luz. A luz produz no homem tudo o que é bom, justo e verdadeiro. Deixem suas vidas serem provas vivas das coisas que agradam a Deus. Afastem-se das atividades infrutíferas das trevas; deixe a vida de vocês expor sua futilidade. (Vocês sabem a que tipo de coisas estou me referindo - detalhar seus feitos secretos é muito vergonhoso para ser mencionado). Pois a luz é capaz de mostrar todas as coisas como elas realmente são. É até possível que a luz transforme em luz as coisas sobre as quais é refletida.

2 Samuel 22:29 (RA) Tu, Senhor, és a minha lâmpada; o SENHOR derrama luz nas minhas trevas.

Salmo 27:1 (RA) O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?

Mateus 5:14-15 (Phi) “Vocês são a luz do mundo - é impossível esconder uma cidade construída no topo de um monte. Os homens não acendem uma lâmpada e a colocam debaixo de um balde. Eles a colocam num velador e todos que estão na casa são iluminados”.

Prov. 4:18-19 (RA) Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos perversos é como a escuridão: nem sabem eles em que tropeçam.

João 8:12 (NVI) …”Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

João 1:15 (Phi) A luz continua brilhando nas trevas e as trevas nunca a compreenderam.

Daniel 12:3 (RA) Os que forem sábios, pois, resplandecerão, como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, serão como as estrelas sempre e eternamente.

Reproduza a tabela da página ao lado e, após discorrer sobre o primeiro tópico da lição que versa sobre Cristologia, introduza os tópicos 2, 3 e 4 usando a tabela a seguir.

A LUZ E AS TREVAS

“Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti” (Is 60.1-2).

A palavra “luz” é destacada pelo profeta Isaías. O que é a “luz”? Todos sabemos que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: “…e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas” (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é “separação”.

A vinda de JESUS significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que JESUS CRISTO veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.

O versículo inicial não diz apenas “eis que as trevas cobrem a terra”, mas prossegue: “e a escuridão, os povos”. Essa é a realidade em nosso mundo. Por exemplo, dificilmente podemos imaginar a terrível escuridão em que viviam os terroristas-suicidas islâmicos que seqüestraram os aviões de passageiros no dia 11 de setembro de 2001 e os lançaram contra edifícios ocupados por milhares de pessoas inocentes. Por que eles fizeram isso? Sem dúvida, eles estavam convencidos de que seu ato era justificado; para eles, essa era a coisa certa a fazer. Eles criam firmemente que, no momento da morte, seriam trasladados para a glória do paraíso. Entretanto, tal convicção religiosa não é baseada na verdade; ela tem seu fundamento na imaginação do coração maligno dos homens seduzidos pelas “trevas”.

As Escrituras, entretanto, não dizem que apenas as pessoas que cometem tais crimes horrendos vivem nas trevas, pois lemos: “…a escuridão [cobre] os povos”. Isso significa que todos os povos do mundo vivem em trevas.

A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa. Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar. É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade. Portanto, é extremamente importante que você se chegue à luz.

Quando JESUS, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12). João, porém, declarou: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.5, Ed. Revista e Corrigida). Por que as trevas não a compreendem? Encontramos a resposta para essa importante questão em João 3.19-20: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras”.

O nascimento de CRISTO somente pode tornar-se efetivo em sua vida, se você sair das trevas e vier para a luz.

As palavras de Isaías 60.1-2 são dirigidas a Israel. A luz era e é JESUS CRISTO, o Filho de Deus, o Messias de Israel e Salvador do mundo. A oferta da luz e da separação foi feita inicialmente aos judeus. Ela era destinada a Israel, que, entretanto, rejeitou a JESUS. Assim, Ele voltou-se para os gentios. Isso torna-se bem evidente no versículo 3: “As nações (os gentios) se encaminham para a tua luz…” Portanto, as palavras do versículo 2b ainda aguardam seu cumprimento final: “mas sobre ti (Israel) aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti”. Isso ainda não ocorreu com Israel, de modo que deverá cumprir-se no futuro. Em CRISTO, Arno Froese (http://www.chamada.com.br)

RESUMO DA LIÇÃO DA REVISTA DA CPAD

JESUS, A LUZ DO CRENTE - 3º TRIMESTRE DE 2009

INTRODUÇÃO

Os cristãos compartilham da natureza divina, tão logo

se tornam filhos do Altíssimo (Jo 1.12,13)

I. JESUS, O FILHO DE DEUS

1. JESUS, o Filho de Deus.

2. Os pilares da doutrina cristã proclamados por João.

II.JESUS É A LUZ

1. Deus é luz.

2. JESUS, a luz do mundo.

IlI. AS TREVAS OPÕEM-SE Á LUZ

1. A origem das trevas do pecado.

2. Outros usos da expressão trevas.

IV. VIVENDO COMO FILHOS DA LUZ

1. Filhos da luz.

2. A luz está intimamente ligada à vida.

CONCLUSÃO

JESUS é a Luz do mundo, por Ele fomos feitos filhos da Luz.

RESUMO RÁPIDO

I. JESUS, O FILHO DE DEUS

Somos chamados de filhos da luz pela Palavra de DEUS.

1. JESUS, o Filho de Deus.

JESUS é ao mesmo tempo 100%homem e 100% DEUS.

Tanto quem nega a humanidade de CRISTO, como quem nega a divindade de CRISTO comete heresia e está sendo usado por um espírito do Anticristo.

Só chegamos a DEUS PAI através de seu filho JESUS, pois, é ELE que nos purifica de todo pecado pelo seu sangue remidor, ELE também nos ajuda como intercessor diante do PAI exercendo o papel de advogado.

2. Os pilares da doutrina cristã proclamados por João.

A única forma de ser salvo e ter comunhão com DEUS é crendo que JESUS CRISTO é filho de DEUS e que o mesmo morreu em nosso lugar e ressuscitou, vencendo a morte, o pecado e Satanás.

II. JESUS É A LUZ

João e Pedro viram JESUS em seu ministério terreno, viram-NO em sua glória na transfiguração, viram-NO morto e viram-NO ressuscitado (No caso de João - também o viu morrendo na cruz); portanto, como homens de ótima índole, são testemunhas mais do que suficientes de JESUS como homem e como DEUS.

1. Deus é luz.

m meio a um tempo de trevas espirituais - 400 anos sem profeta e sem deus falar ao povo de Israel, num tempo de seca espiritual brota uma raiz em meio ao deserto, uma luz raia no fim do túneo - nasce JESUS, o salvador.

2. JESUS, a luz do mundo.

Na região da Galiléia onde estava tanto Nazaré, onde JESUS viveu sua infância, quanto Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia, JESUS brilhou com o resplendor de DEUS, era a manifestação da vida entre os homens que estavam mortos para DEUS em seu delitos e pecados, viviam na mais completa escuridão das coisas de DEUS.

IlI. AS TREVAS OPÕEM-SE Á LUZ

“O mundo jaz no maligno”. As trevas têm impedido os homens de conhecerem a verdadeira luz - A bíblia afirma que os homens só não enxergam a luz porque amam mais as trevas.

1. A origem das trevas do pecado.

” O pecado entrou no mundo por um homem, Adão” A mulher foi enganada, mas Adão não, ele comeu do fruto proibido. Quantas vezes o homem tem escolhido comer do fruto proibido. O proibido á mais atrativo! O proibido traz sucesso político e financeiro! Já perguntava Isaías: “Quem deu crédito à nossa pregação?” Quem dá crédito à Palavra de DEUS? Quem dá crédito à salvação conquistada por CRISTO na cruz? A verdade, a justiça, a honestidade, a virgindade, a moral, os bons costumes, tudo isso são qualidades pouco atrativas em mundo de corrupção e engano diabólico.

É preciso tirar esses pobres escravos do reino das trevas e trazê-los para o reino da luz, convertê-los do reino de satanás para o reino de DEUS, o reino da luz.

2. Outros usos da expressão trevas.

Pode referir-se aos anjos que se rebelaram, a Satanás e seu reino, aos homens que se esquecem de DEUS, todos esses serão lançados no lago de fogo e enxofre, para sofrerem eternamente. Não é o desejo de DEUS que isso ocorra, pois esse lago foi criado para Satanás e seus demônios (anjos caídos que se rebelaram contra DEUS).

IV. VIVENDO COMO FILHOS DA LUZ

Andar na luz é poder ser visto por todos e poder ser conhecido por todos, tanto pelos nossos atos como pelo nosso vestir, falar e nos comportarmos.

1. Filhos da luz.

Antes de aceitarmos a JESUS como Senhor e Salvador tínhamos a natureza humana e diabólica. Agora, porém, com a vinda do ESPÍRITO SANTO para fazer morada em nós através do novo nascimento possuímos a natureza divina em nós. Passamos a ter a natureza humana e a divina, mas não mais a diabólica.

Nossa nova natureza divina, agora, nos impulsiona para fazer o que agrada a DEUS. Uma vida de novidade vivemos agora, consagrados a DEUS.

2. A luz está intimamente ligada à vida.

Agora, os antes mortos em seus delitos e pecados, estão vivos para DEUS, para a vida em abundância. Estamos unidos a DEUS pelo ESPÍRITO SANTO que em nós fez morada.

CONCLUSÃO

JESUS é a Luz do mundo, por Ele fomos feitos filhos da Luz. ANDEMOS, POIS, NA LUZ.

VEJA A HISTÓRIA-ILUSTRAÇÃO DA CAVERNA E DO SOL:

Há pessoas que negam a realidade de uma experiência de relacionamento com o Criador. Duvidam que alguém possa ser um filho de Deus, porque nunca sentiram isso em sua vida. Um relacionamento com Deus não é uma coisa natural para pessoas não religiosas. Não conseguem entender nem falar sobre o assunto.

Uma antiga fábula para crianças, pode nos ajudar a entender. A caverna e o sol começaram a conversar. Essa caverna como geralmente acontece com todas as cavernas, vivia na escuridão. Mas um dia ela escutou uma voz dizendo: Venha aqui para a luz. Suba e veja o sol brilhando. Não estou entendendo, disse a caverna. Eu acho que não existe nada mais que escuridão. Mas a voz continuou a chamar e então a caverna aventurou-se a subir e ficou deslumbrada com a luz que estava em todos os lugares. Passada a sua admiração, a caverna olhou pra o sol e disse: Agora venha você comigo para conhecer a escuridão. Um belo dia o sol aceitou o convite e desceu junto com a caverna. Então disse para a caverna, me mostra agora a escuridão. Mas a caverna olhou ao redor e não havia nenhuma escuridão para mostrar. Porque a escuridão desaparece com a luz.

A Bíblia fala dos filhos de Deus, e dos filhos do mundo. Os filhos deste mundo não podem compreender o que significa ser filho de Deus, porque a única forma de saber é se tornar um filho de Deus.

É como sair da escuridão das trevas para a luz, de uma caverna para o brilho maravilhoso do sol.

CRISTO é a luz, a Luz do mundo. “Nele não há treva nenhuma.” I João 1:5. A Bíblia diz que a humanidade pecou, isto é: transgrediu a Lei de Deus. Rm 3:23

A Bíblia também diz que os justos entrarão na cidade de Deus. Então surge a pergunta: Quando um pecador se torna justo aos olhos de Deus? É o ESPÍRITO SANTO que aquece a pessoa com o desejo de justiça e ódio ao pecado. “Porque todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de Deus, são filhos de Deus.” Romanos 8:14

Só Ele pode trazer paz ao coração e terminar com o estado de guerra não resolvido em nossa vida. “Portanto sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor JESUS CRISTO.” Romanos 5:1

A justiça de Deus nos é oferecida com base na fé, a todo o que crê. Esse exercício de fé faz da pessoa um filho de Deus, porque o apostolo Paulo afirma: “Vocês são filhos de Deus pela fé em CRISTO JESUS.” Gálatas 3:26

Portanto todo aquele cujos pecados são perdoados, imediatamente e feito filho de Deus e se torna herdeiro dEle.

Mas lembre-se disto: Não e pela nossa bondade que Deus nos ama, mas sim por causa da nossa necessidade e daquilo que Deus pode e quer fazer por nós. Deus não nos adota porque somos bons, mas porque quer tornar-nos bons.

Porque Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou. Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CRISTO (pela graça sois salvos).

E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em CRISTO JESUS; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em CRISTO JESUS. Efésios 2:4-7.

Esta passagem da Palavra de Deus, mostra que Deus nos amou enquanto nos estávamos mortos em pecado, quando nada podíamos fazer por nos mesmos. Ele nos dá o Seu ESPÍRITO para nos tornar vivos em CRISTO, e pelo mesmo ESPÍRITO somos adotados na família celestial e nos tornamos novas criaturas em CRISTO. Somos nascidos de novo para as boas obras que Deus ordenou.

Mas alguém poderá dizer: Com certeza Deus não poderia fazer isso comigo, tornar-me um dos Seus filhos! Por que não? Você foi criado a Sua imagem. Mas afastou-se dele e a imagem ficou distorcida.

Você se tornou um pecador e rebelou-se contra Ele. Mas Deus diz que se você acredita em Sua Palavra, nascerá de novo, será mudado e adotado na família celestial. Já não é mais a sua condição de perdido que conta, porém o que se tornará através da redenção de CRISTO. Deus vê você como será na glória do Seu Redentor.

Deus tem poder para transformar. Ele é quem fez do barro safira, da areia a opala, da água o cristal, da fuligem o diamante. É o milagre da graça de Deus que transforma o pecador em um cristão. A psicologia, a filosofia , qualquer escola de pensamento ou mesmo a ciência não poderá compreender essa mudança radical tão maravilhosa!

Amigo, você duvida que esse poder esteja trabalhando por você? Será que o Senhor vai lhe receber? Eu lhe pergunto: Quando você vai ao supermercado não aceita as mercadorias que acabou de comprar? É claro que sim, porque elas foram pagas. Quanto a você meu amigo, lembre-se que CRISTO o comprou lá no Calvário.

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Coríntios 6:19-2O

Meu filho, se você acha que não merece o preço que foi pago, escute o que o livro de Romanos tem a lhe dizer: “Porque CRISTO, estando nós fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rm 5:6,8. Por isso não tenha mais dúvida pensando que não e digno de receber essa graça. Se você fosse digno, a glória de Deus não seria engrandecida. Aí esta a grandeza do amor de Deus que oferece a salvação pela graça sem merecermos e nos torna Seus filhos.

Em uma das lindas florestas perto de Paris, um artista francês estava concentrado na pintura de uma importante tela. Um grupo de crianças foi se aproximando vagarosamente e observavam em silêncio. Finalmente foram se agrupando e começaram a conversar.

Um dos garotos, naturalmente o escolhido para ser o porta-voz, aproximou-se do artista e ficou esperando em silêncio respeitoso. “Que posso fazer pôr você?” perguntou o artista. “Pôr favor, nós gostaríamos de saber se o senhor poderia nos colocar em seu quadro.”

Quando Deus elaborou o Seu grande plano para a salvação da humanidade, Ele pôs cada filho de Adão e Eva dentro do quadro. Ninguém ficou excluído, nem você nem eu. Que maravilha nós sermos filhos de Deus. Basta aceitar esse glorioso momento. Filho, venha para o amor do Pai e Ele o receberá de braços abertos!

É SÓ ACEITAR O QUE JÁ FOI REALIZADO POR TODOS NÓS - A SALVAÇÃO ATRAVÉS DE JESUS CRISTO.

. http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm (VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE)



Jesus, a luz do Crente

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JESUS, A LUZ DO CRENTE - I Jo 1.­5-7; João 1.4-12

Lição 3 - 19/07/2009

Texto Bíblico: Jo 8.12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.

ESTAR LONGE DE DEUS É HABITAR NAS TREVAS

1. SÓ ELE ILUMINA O HOMEM PARA ENTENDER A VERDADE


  • Somente Jesus faz as trevas da alma dissiparem - I João 5.5 E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
  • Somente Jesus faz o oculto da alma ser revelado - I João 5.6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
  • Somente Jesus faz o pecado da alma ser perdoado - I João 5.7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

2. SÓ ELE CONDUZ O HOMEM PELO VERDADEIRO CAMINHO

  • O Seu propósito de salvação foi comunicado - João 1.4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
  • O Seu propósito de salvação foi apresentado - João 1.5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
  • O Seu propósito de salvação foi testificado - João 1.7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. v.8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

3. SÓ ELE OFERECE AO HOMEM TODA ETERNIDADE DIVINA

  • Veio esclarecer que a vida terrena é transitória - João 1.9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
  • Veio demonstrar que a vida terrena é degradante - João 1.10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. v. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
  • Veio garantir que a vida terrena é eternizável - João 1.12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.

Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.

Pr Adilson Guilhermel

Publicado no site Esboços da EBD

Jesus, a luz do Crente

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José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que somente iluminados por Cristo poderemos refletir a sua glória e ser luz para o mundo.

INTRODUÇÃO
A relação entre luz e trevas é recorrente nos escritos de João. O que Deus nos revela, nas palavras desse Apóstolo? A esse respeito estudaremos na lição de hoje, mostrando que Jesus é a luz que dissipa as trevas. Ao final, veremos que os cristãos, como filhos da luz, devem resplandecer a luz de Cristo.

1. TREVAS E LUZ NOS ESCRITOS DE JOÃO
Nas Escrituras em geral, intelectualmente, luz é verdade, e trevas é ignorância e erro. Moralmente, luz é pureza e trevas é mal. A revelação de Deus através da mensagem profética é descrita na Bíblia como luz (Pv. 6.23; Sl. 119.105,130; II Pe. 1.19). Em Is. 42.6 e 49.6, Deus diz que faria Seu servo – Jesus – “luz para os gentios”. Paulo também escreveu aos crentes de Corinto sobre a “iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (II Co. 4.4,6). No Evangelho segundo João, existem várias passagens que tratam a respeito do simbolismo da luz. Três delas dão ênfase à luz como revelação da verdade (Jô. 9.4,5; 12.35, 36, 46; 11.9,10). Nesse evangelho, a luz tem um efeito moral, já que os homens são chamados a andar na luz. Em Jo. 3.19-21 há uma relação entre luz e pureza, trevas e mal. Por isso, os homens não apenas devem conhecer a verdade – intelectualmente – devem também praticá-la – moralmente. Não podem apenas ver a luz precisam também andar nela. Em I Jo. 2.8-11 encontramos uma alusão direta à luz em sua implicação moral. Qualquer pessoa que diz estar na luz (v. 9) precisa mostrar que está andando em amor (v. 10,11).

2. JESUS, A LUZ QUE ILUMINA AS TREVAS
Em Jo. 8.1-20, Jesus afirma ser a luz do mundo. Com essas palavras o Senhor declara que o mundo se encontra em trevas. Isso tem sido assim desde a queda do homem no pecado. Por andarem nas trevas os homens não compreendem a verdade de Deus. Mesmo com todo o avanço científico, as “trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (Is. 60.2). Jesus chama as pessoas a seguirem-NO para que deixem de andar em trevas e passe a ter a luz da vida. Esse ato deve ser integral, sem reservas, pois aqueles que seguem a Cristo precisam se entregar totalmente a Ele, seguindo o Cordeiro onde quer que Ele vá (Ap. 14.4). Deixar de seguir a Cristo é uma atitude de ignorância espiritual. Não existe outro modo de se aproximar de Deus, de sair das trevas, a não ser a aproximação do Pai através de Cristo (Jo. 14.6). A falta de conhecimento de Cristo é proporcional à ausência de conhecimento de Deus. Esse desconhecimento não é apenas de ordem intelectual, trata-se de uma falta de compromisso com o discipulado cristão. O Senhor disse que quem quiser ir após Ele deve negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo (Mt. 16.24).

3. OS CRISTÃOS, FILHOS DA LUZ
No Sermão do Monte, em Mt. 5.14-17, Jesus afirma que os cristãos também são “a luz do mundo”, assim como Ele mesmo é a luz (Jo. 8.12; 9.5; 1.4,9; 3.19; 12.35,36). Os discípulos de Cristo devem resplandecer a Sua luz sobre o mundo, como luzeiros (Fp. 2.15), seguindo o exemplo também deixado por João Batista, a respeito do qual é dito que era uma lâmpada para os seus dias (Jo. 5.35). A luz deve ser colocada no velador – um sustentáculo de pedra fixado na parede no qual a lâmpada era posta – não debaixo de um alqueire – um recipiente utilizado para medir grãos. O objetivo da luz de Cristo sobre os crentes é para que os descrentes vejam “as boas obras” e glorifiquem ao Pai que está nos Céus.

CONCLUSÃO
Os crentes em Cristo devam andar na luz (I Jo. 1.7), isto é, ter uma vida santificada perante o Senhor e as pessoas crentes e descrentes (Ef. 5.8). Como diz o hino 96 da Harpa Crista: “Se na luz estamos, que divina luz! Se nos limpa sempre o sangue de Jesus, temos claridade em nosso coração, e vivemos nós na luz”.

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Jesus, o Filho eterno de Deus

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PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

I - INTRODUÇÃO:

Jo 17:5, 24, Hb 13:8 - Para o Verbo de Deus, Jesus Cristo, não há limitação de tempo. Ele existe desde a eternidade; Ele é passado, presente e futuro; Ele é o mesmo eternamente. Por não ter princípio nem fim de dias, Jesus, que é Deus, será para sempre o ETERNO EU SOU.

II - TRÊS SENTIDOS DA PALAVRA “ETERNIDADE”:

Na Bíblia, a palavra “ETERNIDADE” é usada em três sentidos diferentes, como mostramos a seguir:

(A) SENTIDO FIGURADO - Denota antiguidade ou duração muito prolongada - Gn 49:26; Dt 33:15; Sl 76:4; Hc 3:6;

(B) SENTIDO LIMITADO - Denota a existência de algo que teve princípio, mas não terá fim, como a dos anjos, das almas dos homens e do castigo dos ímpios (Gn 2:7; Ne 9:6; Jó 38:4, 7; Cl 1:16; Dn 12:2; 18:8; 25:41; Mc 3:29);

(C) SENTIDO LITERAL - Denota uma existência que não tem começo e nem fim, como a de Deus. O tempo tem passado, presente e futuro, mas não é assim com Deus, diante do qual o passado e o futuro se transformam no eterno presente, o agora (Gn 21:33; Dt 33:27; Sl 9:7; 90:2; 92:8; Is 40:28).

III - JESUS CRISTO, DEUS-FILHO:

Das três Pessoas da Trindade, a única revelada corporalmente aos homens, foi a segunda, o Senhor Jesus Cristo. A encarnação, porém, não altera em nada os méritos da Sua Divindade.

1) JESUS CRISTO É DEUS (Jo 1:1; Fp 2:6; Hb 1:3; Cl 1:5; I Jo 5:20)

2) Muitas afirmações feitas a respeito do Senhor no Antigo Testamento, são interpretadas no Novo Testamento, referindo-se profeticamente a Jesus Cristo. Por exemplo, comparemos as seguintes referências bíblicas:

  • Is 40:3-4 com Lc 1:68-69,79
  • Ex 3:14 com Jo 8:56-58
  • Jr 17:10 com Apc 2:26
  • Is 60:19 com Lc 2:32
  • Is 6:10 com Jo 12:37-41
  • Is 8:12-13 com I Pe 3:14-15
  • Nm 21:6-7 com I Cor 10:9
  • Sl 23:1 com Jo 10:11
  • Ez 34:11-12 com Lc 19:10
  • Dt 6:16 com Mt 4:10

IV - ALGUNS ATRIBUTOS DA DIVINDADE NA PESSOA DE JESUS:

Atributos inerentes a Deus-Pai relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a Sua divindade. Por isso, a Bíblia O apresenta como sendo:

1) O PRIMEIRO E O ÚLTIMO (Is 41:4; Apc 1:17)

2) DEUS (Jo 1:1; Rm 9:5; Hb 1:8-9 comparar Sl 45:6-7; I Jo 5:20)

3) FILHO DE DEUS (Mt 16:16-17)

4) CRIADOR (Jo 1:3)

5) ETERNO (I Tm 1:17)

6) JUIZ DOS VIVOS E DOS MORTOS (II Tm 4:1)

V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Jesus é o Deus eterno. Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90:1-2; 102:12; Is 57:12). Nunca houve, nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá. Ele não está limitado pelo tempo humano (Sl 90:4; II Pe 3:8), e é, portanto, descrito como EU SOU (Ex 3:14; Jo 8:58).

FONTES DE CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre de 1987 - Comentarista: Raimundo de Oliveira

Lições Bíblicas - Edições CPAD - 2º Trimestre de 1990 - Comentarista: Geziel Nunes Gomes

Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

Publicado no Blog Escola Bíblica Dominical para Todos

Jesus, o Filho eterno de Deus

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Por José Roberto A. Barbosa

JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS
Texto Áureo: I Jo. 1.1 – Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 1.1-17; Jo. 1.1-4; Cl. 1.16,17
Objetivo: Mostrar que a sustentação da fé cristã repousa não só no fato de que Cristo está vivo, mas de que Ele é eterno.

INTRODUÇÃO
Os opositores de João negavam veementemente a divindade de Jesus. Para respondê-los e esclarecer a igreja, o Apóstolo revela que Cristo é o Verbo Eterno de Deus que se fez Carne e habitou entre os homens. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do significado da expressão “Filho de Deus” nos escritos joaninos. Em Seguida, meditaremos a respeito do testemunho apostólico da encarnação do Verbo. E por fim, refletiremos sobre a eternidade de Cristo, o Verbo de Deus.

1. A EXPRESSÃO “O FILHO DE DEUS” NOS ESCRITOS JOANINOS
A expressão “Filho de Deus” é comumente usada não apenas no Evangelho de João para se referir a Cristo (Mt. 4.3; 16.16; Mc. 3.11; Lc. 1.35; 15.11; At. 8.37; Rm. 1.4; II Co. 1.19; Gl. 2.20; Ef. 4.13; Hb. 4.14). Nos escritos de João, essa expressão também acontece com certa freqüência (Jo. 10.36; I Jo. 1.18; 5.22; Ap. 2.18). Em algumas passagens do Novo Testamento, cristo é mostrado tão somente como o Filho (Mt. 11.27; Mc. 1.1; Jô. 1.18; 5.22; I Co. 15.28; Hb. 1.8; I Jô. 2.22). Em Jo. 3.16 Cristo é destacado por João como o Filho Unigênito. Em Lc. 1.32 Ele é descrito como o Filho do Altíssimo. O próprio Deus se refere a Cristo como “meu Filho amado” em várias situações (Mt. 3.17; Mc. 1.11; 9.7; Lc. 3.22; II Pe. 1.17; At. 13.33). Especificamente Nos escritos de João, a filiação divina tem como propósito mostrar a glória do Pai (Jo. 1.14) e tornar o Pai conhecido dos homens (Jo. 1.18). Conforme dito anteriormente, a essência singular da filiação de Cristo é destacado mediante o uso da expressão grega monogenés, isto é, unigênito. Com essa declaração João destaca que Cristo é o verdadeiro Deus (Jo. 20.31), e, desde a Eternidade, Cristo estava frente a frente com o Pai (Jo. 1.1). Nas Epístolas, João relaciona a filiação divina ao caráter messiânico de Jesus, para a revelação da vida eterna (I Jo. 5.20).

2. O TESTEMUNHO DA ENCARNAÇÃO DO VERBO
João testifica, na abertura da I Epístola, a respeito do “que sempre – desde o princípio – foi verdade quanto à Palavra da vida”, se referindo aquilo que já havia sido anunciado no Evangelho. O autor mostra, nesse trecho, a historicidade do Verbo Eterno. Ele entrou no tempo e foi manifestado aos homens. O Verbo se fez carne e se apresentou de modo que se tornou possível ouvi-lo, vê-lo e toca-lo. Assim, o Apóstolo pode testemunhar a respeito dessa revelação já que ouviu, viu e tocou, ressaltando assim suas credenciais. O propósito desse testemunho é que haja comunhão, incluindo a reconciliação com Deus em Cristo, pois nisso repousa a vida eterna. A revelação testemunhada por João visa trazer alegria, a felicidade completa que o evangelho de Cristo nos oferece. A alegria do Evangelho de Cristo é um tema comum nos escritos joaninos (Jô. 3.29; 15.11; 17.13; II Jô. 12). Essa declaração ecoa com o Sl. 16.1 “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente”. O evangelho de Jesus é uma notícia alegre, pois nunca homem algum falou como Ele (Jô. 7.46). Aqueles que O ouviram foram privilegiados, foram, nas palavras do Senhor, bem-aventurados (Mt. 13.16,17; Lc. 10.23,24), mas os que crêem sem O ver também o são (Jo. 20.29), contanto que recebam a mensagem que Jesus ordenou que Suas testemunhas levassem adiante (Mt. 28.19-21; Mc. 16.15; At. 1.8).

3. A ETERNIDADE DO VERBO DE DEUS
O termo “verbo”, em Jo. 1.1, é às vezes traduzido por “palavra” em grego é “logos”. Há, na verdade, uma dificuldade para verter esse termo para uma outra língua. Alguns especialistas defendem que a expressão seria mais bem traduzida como “palavra em ação”. Isso porque o fundamento desse termo não seria a filosofia grega, mas o pensamento hebraico, que trata a respeito da palavra de Deus agindo sobre o mundo (Gn. 1; Sl. 33.6; Is. 7.3; 38.4; Sl. 104.20). O Verbo de Deus é Cristo cujas ações e palavras manifestam a revelação de Deus (Hb. 1.2) o que encontra eco nas palavras de Paulo em Cl. 1.16 afirmando que nEle – em Cristo – todas as coisas foram criadas e tudo subsiste. O Verbo é eterno, haja vista que Ele mesmo se apresenta como o Amém, o princípio da criação de Deus (Ap. 3.14). Em Jo. 1.15, João Batista declara a eternidade do Verbo ao reconhecer que Esse já existia antes dele. O profeta Isaias apresenta Cristo como o Deus Conosco e um dos seus atributos é o de ser Pai da Eternidade (Is. 9.6). Ao revelar-se como Filho de Deus e dizer que antes que Abraão existisse Ele já existia, Jesus incomodou os religiosos da Sua época, que quiseram apedrejá-lo por identificarem em suas declaração, uma identificação com a Deidade e um atributo da Sua existência eterna (Jo. 8.58).

CONCLUSÃO
Jesus é o Filho Eterno de Deus, não por criação – como os anjos, ou por adoção – como os crentes. Ele é, eternamente, o Filho de Deus, o unigênito do Pai. Quando se fez carne, Ele entrou na história da humanidade e revelou a glória de Deus. Por isso, podemos conhecer melhor o Pai, não apenas intelectivamente, mas afetivamente. Podemos ter um relacionamento mais íntimo com Ele porque Cristo, a Palavra Eterna, revelou um amor que até então era desconhecido. Por isso, como Tomé, podemos nos prostrar aos seus pés e declarar reverentemente “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo. 20.28) e também declarar Aba (Rm. 8.15; Gl. 4.6), certos de que seremos ouvidos pelo Pai Nosso que está no Ceu (Mt. 6.9).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

OS NOMES DE DEUS

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Os nomes de Deus (YHWH)

Por Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

O hebraico não tem vogais e estas foram acrescentadas ao longo dos anos, exatamente para se permitir a pronúncia. Em virtude disto, as variações que surgiram fazem com que se tenham diferentes formas para o nome. Com relação ao nome de Deus, então, como os judeus não o pronunciam, não houve, por parte deles, qualquer interesse em fazê-lo. De qualquer modo, a forma mais antiga e considerada mais próxima da realidade é Javé, embora, repitamos, a forma impronunciável seja a única aceita pelos judeus. A forma Jeová, entretanto, é bem mais recente e foi utilizada como um estratagema para se permitir a pronúncia do nome impronunciável de Deus, utilizando-se das vogais do nome "Adonai", que quer dizer Senhor. Portanto, Jeová não é, em absoluto, o nome originariamente dado ao tetragrama, residindo aí, até, um dos grandes equívocos dos seguidores de Charles Russell.

‘El Shaddai: Deus todo poderoso e protetor." QUE NOS TOMA EM SEUS BRAÇOS E NOS PROTEGE" (FIGURA DE UMA GALINHA CHOCANDO SEUS PINTINHOS, MÃE QUE AMAMENTA E NUTRE SEU FILHO)

CONHECENDO A DEUS

OSÉIAS 4. 6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. 6.6 Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.

ROMANOS 1. 28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm;

Para se conhecer uma pessoa precisamos andar com essa pessoa, falar com a mesma, ouví-la e analisá-la; mas para conhecermos a DEUS, precisamos de fé, pois DEUS é ESPÍRITO, sendo discernido e compreendido somente espiritualmente, pela fé.

Os nomes de DEUS revelam algumas de suas qualidades, pois nunca poderíamos compreender tudo a respeito d`ELE:

Os nomes de DEUS

‘El Shaddai: “Deus todo poderoso”

‘El Elyon: “Deus Altíssimo”

‘El Ròi: “O Deus que vê”

‘El Olam: “O Deus eterno”

‘El Elohe Yisráel: “Deus, o Deus de Israel”

Yawehw-Ropheka: “O Senhor teu médico”

Yaweh- Nissi: “O Senhor minha bandeira”

Yaweh- Shalon: “O Senhor é minha paz”

Yaweh Rafá: "O senhor que Sara (ou cura)"

Yaweh- Ròi: “O Senhor é o meu pastor”

Yaweh- Tsidkenu: “O Senhor justiça nossa”

Yaweh- Shammah: “O Senhor está ali”

Yaweh- Sabaoth: “O Senhor dos exércitos”

Qedosh Yiráel: “O santo de Israel”

Tsur: “Rocha”

Abba: “Pai” ou “O Pai”

Melek: “Rei”

Gòel: “Redentor”

Rishoh Wa-Acharon: “O 1º e o último”

Elohe ‘Emeth: “O Verdadeiro”

EL = DEUS

Os atributos de DEUS revelam alguns aspectos d`ELE que não são vistos em nenhum outro ser:

  1. SOBERANIA: DEUS É SUPREMO, CHEFE, DONO.

  2. ETERNIDADE: SEM PRINCÍPIO E SEM FIM. SEMPRE EXISTIU E SEMPRE EXISTIRÁ.

  3. ONISCIÊNCIA: SABE DE TUDO, TODAS AS COISAS; SABE QUANTOS FIOS DE CABELO TEM EM NOSSA CABEÇA, SABE O QUE PRECISAMOS ANTES DE PEDIRMOS.

  4. ONIPRESENÇA: ESTÁ EM TODA PARTE AO MESMO TEMPO, NINGUÉM SE ESCONDE DE DEUS; SABE O NOSSO DEITAR E LEVANTAR.

  5. ONIPOTÊNCIA: PODE TUDO, É AUTO-SUFICIENTE, CRIA O QUE QUER E DESTRÓI O QUE QUER; ELE MESMO FAZ A FERIDA E ELE MESMO A SARA.

  6. IMUTÁVEL: O MUNDO VAI SER DESTRUÍDO, MAS A PALAVRA DE DEUS PERMANECE PARA SEMPRE; DEUS SEMPRE FOI ESSE MESMO DEUS, ELE NUNCA MUDARÁ; O QUE DEUS PENSAVA HÁ 5.000 ANOS, ELE PENSA HOJE DO MESMO JEITO E VAI CONTINUAR PENSANDO PELA ETERNIDADE, POR ISSO A BÍBLIA É SEMPRE ATUAL.

No relacionamento de DEUS conosco também conhecemos mais d`ELE:

  1. RETIDÃO: DEUS NUNCA ERRA.

  2. JUSTIÇA: DEUS JAMAIS É DESONESTO.

  3. AMOR: DEUS AMA COM AMOR DESINTERESSADO, PURO.

Existem pelo menos três tipos de amor:

3.1-Amor phileo = de pai para filhos, de amigos.

3.2-Amor eros = entre um casal (pela bíblia o sexo só é permitido após o casamento.)

3.3-Amor agape = amor de deus. veja 1 Coríntios 13

4. VERDADE: DEUS NÃO É HOMEM PARA QUE MINTA. TUDO QUE DEUS FALA É VERDADE.

OS JUDEUS NÃO PRONUNCIAM O IMPRONUNCIÁVEL NOME DE DEUS, POIS POR MAIS QUE COLOQUEMOS ADJETIVOS AO NOME DE DEUS, NUNCA CONSEGUIREMOS CHEGAR À TOTALIDADE DE BONDADE, AMOR, MISERICÓRDIA, PODER, ETC..., DE DEUS.

SÓ O VOCÁBULO "EL" JÁ QUER DIZER "O TODO PODEROSO".

7 nomes de Deus
Deus se revela através de sete nomes redentores, demonstrando assim Sua natureza Sétupla (sete é o número perfeito e completo nas Sagradas Escrituras) que transmite à nossa vida Suas bênçãos sétuplas quando nós O recebemos.
Os Sete nomes redentores de Jeová são:
1. JEOVÁ-TSIDKENU – “O Senhor é a nossa Justiça” (Jr. 23:6) - este nome Jeová aparece em uma profecia referente a futura restauração e conversão de Israel, então Israel O clamará como Jeová-TsidKenu o Senhor Nossa Justiça.
2. JEOVÁ-SHALOM – “O Senhor nossa paz” ou “O Senhor envia paz” (Jz 6:23 e 24). Quase todo o Ministério de Jeová encontra expressão e ilustração neste capítulo. Jeová odeia e julga o pecado.
3. JEOVÁ-RAAH – “Deus é nosso Guia” ou Pastor (Sl. 23:1) - O Senhor é meu pastor e nada me faltará.
4. JEOVÁ-RAFÁ – “Deus é nosso médico ou aquele que cura” (Êxodo 15:26). O Contexto mostra que se refere à cura física, mas está implícita a cura mais profunda da enfermidade da alma.
5. JEOVÁ-JIRÉ – “Deus é nosso provedor” ou fonte (Gn. 22:14) - O Senhor proverá, isto é, proverá para si o holocausto ou o sacrifício, Abraão viu o dia do Senhor.
6. JEOVÁ-SHAMÁ – “Deus está sempre presente” (Ez. 48:35) - O Senhor está sempre presente, este nome significa a presença permanente do Senhor Jeová no meio do Seu povo.
7. JEOVÁ-NISSI – “Deus é nossa vitória” (Êx. 17:15) - O Senhor é a nossa bandeira; o nome é interpretado pelo contexto. De maneira um pouco familiar, depois da derrota dos amalequitas, Moisés erqueu um altar e o denominou de Yhweh Nissi o senhor é a minha bandeira. Esses, entretanto não são nomes de Deus; mas, apenas, comemoram certos acontecimentos .

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

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TÍTULO: “A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO”
TEXTO ÁUREO - II Tm 3:16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 1:1-4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

I - INTRODUÇÃO:

I Jo 2:12-14 - A Primeira Carta de João foi escrita pelo já encanecido apóstolo, no ano 90 depois de Cristo, provavelmente em Éfeso. Ao contrário dos outros apóstolos, ele não dirige sua epístola a nenhuma Igreja ou pessoa em particular. Escreve para todos os cristãos, velhos e moços. Ele os chama pelo terno nome de “teknia”, que quer dizer “FILHINHOS”, “CRIANCINHAS”. Nesta Carta, Deus trata com Seus filhos nascidos de novo.

II - JOÃO, O DISCÍPULO DO AMOR:

Era filho de Zebedeu e Salomé, vindo, ao que parece, de uma família abastada, pois tinha empregados e sua mãe também serviu a Jesus(Mc 1:19-20; 15:40-41).

Inicialmente, João era conhecido como um dos “filhos do trovão” - Mc 3:17, que em diversas ocasiões agira com intolerância, caráter vingativo e espírito de intrigas (Mt 20:20-21; Mc 9:38; 10:35; Lc 9:49, 54).

Mesmo assim, João foi o discípulo a quem Jesus amava e foi o poder de Cristo que transformou este Galileu típico em “O APÓSTOLO DO AMOR”.

Ficou junto a Jesus na cruz do Calvário - Jo 19:25-27.

Contemplou o túmulo vazio na manhã da ressurreição - Jo 20:1-8.

Em Patmos foi arrebatado pelo Espírito e viu uma porta aberta para o céu - Apc 1:9-10; 4:1-2.

I Jo 1:1-4, 7; 2:13-14; 5:13 - João apresenta-nos o testemunho desses fatos, não havendo possibilidade de dúvidas quanto a eles. Ele dá-nos a prova daquilo que conhece. Ele tinha ouvido, visto e apalpado com as mãos a Palavra da vida. Ele deseja levar os leitores a essa íntima comunhão com o Pai e com Seu Filho, para que a alegria deles seja completa.

III - O GNOSTICISMO:

Gnosticismo (do Gr. Gnostikós = conhecimento) - Escola teológica que floresceu nos primórdios do Cristianismo. Contrariando as pregações dos apóstolos, seus adeptos diziam-se os únicos a possuírem um conhecimento perfeito de Deus. Seu arcabouço doutrinário considerava a matéria irremediavelmente má. Por isso, diziam que a humanidade de Cristo era apenas aparente. Os gnósticos foram muito combatidos pelo apóstolo João que, em suas epístolas, fazia questão de mostrar ser o Senhor Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

O Gnosticismo defendia, particularmente, que :

1) O conhecimento é superior à virtude;

2) O verdadeiro significado das Escrituras está no sentido não literal e que só podem ser compreendidas por alguns poucos seletos;

3) O mal no mundo impossibilita que Deus seja o criador;

4) A encarnação é coisa incrível porque a divindade não pode se ligar a nada que seja material - tal como o corpo; e

5) Que não existe a ressurreição da carne.

Esta doutrina resultou no Docetismo, ascetismo e antinominianismo.

O Docetismo extremo defendia que Jesus não era humano sob qualquer aspecto, mas uma teofania meramente estendida, enquanto o Docetismo moderado considerava Jesus o filho natural de José e Maria, sobre o qual Cristo veio no momento do batismo. Ambas as formas da heresia foram atacadas por João na Primeira Epístola (I Jo 2:22; 4:2-3; 5:5-6).

Alguns gnósticos praticavam o ascetismo porque criam que toda a matéria era má. O ascetismo é largamente praticada por monges de todas as ordens religiosas. Constitui numa série de exercícios que tem como objetivo levar o homem à realização plena da virtude e à mortificação de certos desejos da carne. O ascetismo não preenche os requisitos bíblicos de uma vida verdadeiramente santificada (I Ts 5:23).

O antinominianismo, ou a anarquia religiosa, era a conduta dos outros, uma vez que consideravam o conhecimento superior à virtude (I Jo 1:8; 4:20).

IV - OBJETIVOS DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

Três vezes, na primeira epístola, João indicou o seu propósito em escrevê-la:

1. Para tornar o seu gozo completo (I Jo 1:4);

2. Para advertir seus leitores para não caírem no pecado (I Jo 2:1); e

3. Para dar aos fiéis, dentre os seus leitores, a certeza de que possuíam a vida eterna (I Jo 5:13).

Porém, é necessário ir além destas expressões de objetivo, a fim de estabelecer mais compreensivamente os vários objetivos, além dos declarados em mente, ao enviar esta carta para as Igrejas. Tais objetivos podem ser declarados como se segue:

1. Advertir contra falsos mestres, cujas idéias distorcidas, a respeito de Jesus, o Cristo, ameaçavam romper a comunhão - I Jo 2:18-25; 4:1-3.

2. Pelo simples gozo de partilhar a maravilhosa experiência que tivera de associação pessoal com Jesus - I Jo 1:4.

3. Estabelecer alguns importantes testes de discipulado e, desta forma, propiciar critérios pelos quais os seus leitores pudessem orientar a certeza de salvação e a posse da vida eterna. Os testes são estes:

(A) Andar na luz, que é a mesma coisa que obedecer aos mandamentos de Cristo (I Jo 1:7; 2:3-6);

(B) Guardar o superimportante mandamento de amar os irmãos (I Jo 2:9-11; 3:10, 15-16; 4:7, 20; 5:1-2);

(C) Ter fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus (I Jo 2:23; 4:15; 5:1, 5, 10, 12-13);

(D) Viver uma vida de vitória sobre o pecado (I Jo 3:4-10; 5:18);

(E) Reconhecer a presença do Espírito de Deus na vida (I Jo 3:24; 4:13).

4. Deixar como um legado à posteridade a sua interpretação do amor que ele havia experimentado na vida e ensino de Jesus (I Jo 4:8, 16).

V - VISÃO PANORÂMICA DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

Alguns dos falsos mestres negavam a humanidade de Jesus - eles se recusavam a crer que Cristo havia vindo em carne.

Por outro lado, havia os que negavam a divindade de Cristo - eles declaravam que o homem Jesus não era o Cristo, o Filho de Deus.

Esses falsos mestres, a quem João procurava atacar com veemência, eram os precursores dos gnósticos consumados do segundo século. Por isso, a fé e a conduta estão fortemente entrelaçados nesta carta.

Os falsos mestres, aos quais João chama de “anticristos”, apartaram-se do ensino apostólico sobre Cristo e a vida de retidão.

De modo semelhante a II Pedro e a Judas, a Primeira Carta de João refuta a conduta e condena com veemência os falsos mestres com suas crenças e condutas destruidoras (I Jo 2:18-26; 4:1-5).

Do ponto de vista positivo, esta Primeira Carta de João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus e revela cinco evidências específicas pelas quais o crente poderá saber, com confiança e certeza, quem tem a vida eterna.

1. A evidência da verdade apostólica a respeito de Cristo (I Jo 1:1-3; 2:21-23; 4:2-3, 15, 10, 20);

2. A evidência de uma fé obediente que guarda os mandamentos de Cristo (I Jo 2:3-11; 5:3-4);

3. A evidência de um viver santo, isto é, afastar-se do pecado para comunhão com Deus (I Jo 1:6-9; 2:3-6, 15-17, 29; 3:1-10; 5:2-3);

4. A evidência do amor a Deus e aos irmãos na fé (I Jo 2:9-11; 3:10-11, 14, 16-18; 4:7-12, 18-21); e

5. A evidência do testemunho do Espírito Santo no crente (I Jo 2:20, 27; 4:13).

Por fim, João afirma que a pessoa pode saber com certeza que tem a vida eterna, quando estas cinco evidências são manifestas na sua vida (I Jo 5:13).

VI - ESBOÇO DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

CAPÍTULO 1:

O apóstolo dedica sua epístola aos crentes em geral, com evidente testemunho de Cristo para promover a felicidade e o gozo deles - I Jo 1:1-4;

Demonstra que a vida de santidade é necessária para se ter comunhão com Deus - I Jo 1:5-10.

CAPÍTULO 2:

O apóstolo se dirige à expiação de Cristo como ajuda contra as fraquezas pecaminosas - I Jo 2:1-2;

Os efeitos do conhecimento salvador para produzir obediência e amor para com os irmãos - I Jo 2:3-11;

Os cristãos são tratados como filhinhos ou criancinhas, jovens e pais - I Jo 2:12-14;

Todos são advertidos contra o amor a este mundo e contra o engano - I Jo 2:15-23;

Exortação a permanecer firmes na fé e na santidade - I Jo 2:24-29.

CAPÍTULO 3:

O apóstolo admira o amor de Deus ao tornar os crentes Seus filhos - I Jo 3:1-2;

A influência purificadora da esperança de ver a Cristo - o perigo de ter esta pretensão, vivendo em pecado - I Jo 3:3-10;

O amor aos irmãos é o caráter é o caráter do verdadeiro cristão - I Jo 3:16-21;

Esse amor é demonstrado por seus atos - I Jo 3:22-24;

O benefício da fé, do amor e da obediência - I Jo 3:22-24.

CAPÍTULO 4:

Os crentes são advertidos contra dar atenção a qualquer um que tenha a pretensão fingida de ter o Espírito - I Jo 4:1-6;

O amor fraternal está em vigor - I Jo 4:7-21.

CAPÍTULO 5:

O amor fraternal é o efeito do novo nascimento que torna grato obedecer a todos os mandamentos de Deus - I Jo 5:1-5;

Referências às testemunhas que concordam em provar que Jesus, o Filho de Deus, é o verdadeiro Messias - I Jo 5:6-8;

A satisfação que o crente tem por Cristo e pela vida eterna por meio dEle - I Jo 5:9-12;

A certeza de que Deus ouve e responde as orações - I Jo 5:12-17;

A feliz condição dos verdadeiros crentes e a ordenança de renunciar à idolatria - I Jo 5:18-21

Fontes de consulta:

Comentário Bíblico Moody - vol. 5 - Charles F. Pfeiffer e Everett F. Harrison - Imprensa Batista Regular

Comentário Bíblico Broadman - JUERP

Dicionário Teológico - CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

Estudo Panorâmico da Bíblia - Editora Vida - Henriquetta C. Mears

Comentário Bíblico de Matthew Henry - CPAD

Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

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POR JOSÉ ROBERTO A. BARBOSA

Texto Áureo: II Tm. 3.16 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 1.1-4

Objetivo: Mostrar que essa carta, divinamente inspirada, é aplicável a todo leitor que deseja ter sua vida no centro da vontade de Deus.
INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre estudaremos a I Carta de João. Essa é uma das cartas mais significativas do Novo Testamento. Caracteriza-se por uma estrutura bastante distinta em relação as demais. O conteúdo é contundente na argumentação contra os falsos mestres. Seu estilo e teologia se coadunam com o Evangelho do mesmo autor. Nas aulas dos próximos três meses teremos as seguintes lições: 1) a Primeira Carta de João; 2) Jesus, o Filho Eterno de Deus; 3) Jesus, a Luz do Crente; 4) Jesus, o Redentor e Perdoador; 5) A força do amor cristão; 6) o sistema de viver domundo; 7) a chegada do Anticristo; A nossa Eterna salvação; 9) O crente e as bênçãos da salvação; 10) os falsos profetas; 11) o amor a Deus e ao próximo; 12) O testemunho interior do crente; e 13) A segurança em Cristo. Na lição de hoje, trataremos a respeito da autoria dessa carta, do seu propósito e apresentaremos uma visão panorâmica de sua divisão.

1. A AUTORIA DA CARTA
O autor de I João não se identifica na Carta. Ao que tudo indica seus “filhinhos” os reconheceria sem problemas. Uma pista nos é dada em II e III João nas quais o autor se apresenta como o “ancião”. Mesmo o evangelho, do mesmo autor de I João, diz ser “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20; 13.23). Com base nessas passagens do evangelho e a semelhanças contundentes, atribui-se a autoria da Carta a João, o discípulo, filho de Zebedeu (Mt. 4.21), que a teria escrito entre os anos 85 a 95 d. C. Existem evidências externas da pena de Irineu e do Cânon Muratoriano que atribuem e assumem que I João e o evangelho são do mesmo autor. O João, apóstolo de Cristo e autor dessa epístola, era, como seu pai, pescador de Betsaida, na Galiléia, e trabalhava no lago de Genezaré (Mt. 4.18,19). Sua família parece ter vivido em condições favoráveis, já que seu pai tinha empregados (Mc. 1.20), a sua mãe era uma das mulheres piedosas que seguiam a Jesus e que desde a Galiléia servia ao Senhor com seus bens (Mt. 27.26). João, inicialmente, seguia João Batista, e depois, com seu irmão André, passou a seguir a Cristo (Jo. 1.35-40). A chamada de João e de seus irmãos está registrada em Mt. 4.21,22 e em Mc. 1.19,20. Tratava-se de um dos doze apóstolos (Mt. 10.2). Jesus deu a ele e ao seu irmão o nome de Boanerges (Mc. 3.17), talvez por causa do seu temperamento impulsivo (Mc. 9.38,39; Lc. 9.51-56) e pelas ambições pessoais (Mc. 10.35-40). Ao final, ele foi modificado pelo amor de Jesus e passou a ser denominado de “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20). Como os demais discípulos, João se distanciou do Mestre após a prisão, mas depois o seguiu até o palácio do sumo sacerdote (Jo. 18.15) e estava presente no Calvário (Jo. 19.26,27). Em companhia de Pedro visitou o túmulo vazio de Jesus (Jô. 202-8) e reconheceu o Senhor na pesca milagrosa (Jo. 21.7). Para a tradição eclesiástica, João teria ficado em Jerusalém até a morte de Maria, a mãe de Jesus, que teria acontecido por volta do ano 48 d. C. e que depois de ter deixado Paulo na Ásia Menor, passou a residir em Éfeso e criado diversas igrejas naquela região. Durante a perseguição de Domiciano, foi desterrado para a ilha de Patmos, no mar Egeu, onde teria escrito o Apocalipse. Anos depois teria sido libertado e retornado a Éfeso onde permaneceu até sua morte, que teria ocorrido por volta do ano 100 d. C. De acordo com Jerônimo, João pela sua idade avançada, não mais podia pregar, por isso, pedia que o levassem ao templo e então contentava-se em exortar a igreja dizendo “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.

2. O PROPÓSITO DA CARTA
O propósito da Carta é apresentado por João no capítulo 5 e versículo 13. Ele procurar reforçar e consolidar o Evangelho, assegurando aos crentes que eles têm vida eterna. A Carta é também uma apologia contra as falsas doutrinas que estavam adentrando a igreja. Os Gnósticos, um ensinamento esotérico dos tempos primitivos da igreja, questionavam a encarnação do Verbo. Eles negavam também que Jesus fosse o Filho de Deus. A esses João denomina de enganadores e anticristos (2.22; 4.15; 5.1). Eles também negavam a humanidade de Cristo, opondo-se, assim, à comunicação de Deus com os homens através do Logos que se fez carne. João combate com veemência essas falsas doutrinas ao longo de sua epístola universal (4.3), declara, logo no início, que ele pôde tocar o corpo de Jesus (1.1). Como se isso não fosse o bastante, defendiam ainda a liberdade para pecar, argumentando que o pecado não atingiria a alma, apenas o corpo. O Apóstolo refuta esse ensinamento imoral ao declarar que todo pecado é iniqüidade (3.4) e que é na comunhão com Deus que o cristão é purificado, sendo reconhecido como filho de Deus (2.5; 3.8-10; 4.13; 5.11). A Epístola destaca a natureza da comunhão com Deus (1.3), pois Ele é luz (1.5), portanto, o homem deve ser purificado e remido (1.7; 2.2) e também santo (2.3-7). Como Deus é amor, devemos também amar-nos uns aos outros (2.10). Como Deus é justo, os Seus filhos também devem ser (2.29-3.3) Cristo veio para tirar o pecado do mundo e nEle não há pecado, portanto, devemos ser santos (3.4-10). O amor sacrificial dEle deve ser o modelo do amor cristão em relação ao próximo (3.11-18). O amor é parte essencial da natureza de Deus (4.7,8).

3. PANORAMA GERAL DA CARTA
A Carta de I João é uma das mais difíceis de esboçar do Novo Testamento. Alguns estudiosos argumentam, com bastante sentido, que João, nessa Epístola, não tem qualquer intenção de seguir um planejamento lógico. Mesmo assim, tentaremos, nas próximas linhas, traçar um panorama geral da Carta: 1) A base da vida cristã (1.1-5); 2) O significado do andar na luz (1.5-2.2); 3) Resultados da comunhão com o Pai (2.3-3.28): obediência (2.3-5), semelhança com Cristo (2.6), amor (2.7-11), separação (2.12-17), ortodoxia (2.18-28); 3) Justiça sinal de filiação (2.39-3.24): a realidade da filiação (2.29-3.3), a possibilidade da pureza (3.4-10), a essência da justiça (3.11-18), os resultados da justiça (3.19-24); 4) A necessidade da prática da discriminação e do discernimento espiritual (4.1-6); 5) o amor, prova da filiação (4.7-21): origem (4.7,8), significado (4.9,10), inspiração (4.11-16), atividade (4.17-21); 6) grandes certezas do crente (5.1-20): a vitória sobre o mundo (5.1-4), o caráter final de Jesus Cristo (5.5-12), a realidade da salvação (5.13), da oração respondida (5.18-20); 7) Admoestação contra a idolatria (5.21).

CONCLUSÃO
Essa Primeira Carta de João foi escrita para uma comunidade cristã que enfrentava a ameaça Gnóstica do Século I da Era Cristã. Ao tratar a respeito desse tema, o Apóstolo defende o valor da vida coerente, e principalmente, em comunhão com Deus e em amor entre os irmãos. O propósito central da Carta pode ser resumido no seguinte versículo: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo. 5.13).
BIBLIOGRAFIA
BOILE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

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