quinta-feira, 26 de agosto de 2010

JESUS - O CUMPRIMENTO PROFÉTICO DO ANTIGO PACTO.

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JESUS – O FIEL CUMPRIMENTO PROFÉTICO DO ANTIGO PACTO
Texto Áureo: Lc. 24.44 - Leitura Bíblica em Classe: At. 3.18-26

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que o Senhor Jesus é o centro das Escrituras Sagradas e está presente em seu conteúdo, história e instituições, de maneira direta e indireta.

INTRODUÇÃO
As profecias bíblicas se cumprem fielmente, tal cumprimento é uma demonstração da autoridade bíblica. Na aula de hoje, estudaremos a respeito do cumprimento das profecias alusivas a Jesus, que o centro da profecia bíblica. No início da aula, trataremos a respeito da linguagem profética em relação a Cristo, em seguida, destacaremos algumas profecias sobre Ele que já se cumpriram. Ao final, mostraremos que Jesus é, verdadeiramente, o Espírito da profecia.

1. A LINGUAGEM PROFÉTICA
A linguagem profética não se pretende a ser científica, não prima pela exatidão lógica, se associa muito mais ao texto poético. Deus não busca, através da revelação profética, manifestar seus conhecimentos sobre dados científicos, antes revelar a Sua vontade para que o ser humano O ouça e possa ter um encontro pessoal com Ele. Apesar da Torre de Babel (Gn. 11), o Senhor tornou possível o conhecimento dEle, não apenas intelectivo, mas, principalmente, o relacional. A fim de que esse conhecimento se concretize, Ele lança mão, através da mensagem profética, da linguagem do ser humano no contexto da época. O Antigo Testamento foi escrito em Hebraico e o Novo Testamento em Grego, as línguas do contexto das Sagradas Escrituras. É, portanto, por meio da língua, e mais especificamente dos textos nessas línguas, que podemos ter um melhor conhecimento da verdade bíblica. Tal conhecimento, porém, não desconsidera o papel das traduções, pois, através delas, principalmente as mais conceituadas, a Palavra de Deus é difundida, crida e obedecida. O texto hebraico e grego, bem como as traduções, está repleto de figuras de linguagem, as prefigurações é um exemplo delas. Em relação a Cristo, destacamos a figura do cordeiro pascal que apontava para Jesus, o Cordeiro de Deus (Ex. 12.3-13; I Co. 5.17; Jo. 1.29).

3. O FIEL CUMPRIMENTO PROFÉTICO EM JESUS
Além das prefigurações, existem profecias específicas que apontam para Jesus, e essas se cumpriram fielmente: 1) Seria “semente de uma mulher” Profecia: Gn. 3.15 Cumprimento: Gl. 4.4; Lc. 2:7; Ap. 12:5; Mt. 1:18; 2) Seria descendente de Abraão - Profecia: Gn. 18:18 Cumprimento: At. 3:25; Mt 1:1; Lc. 3:34; Gl. 3:16; 3) Seria descendente de Isaque (filho de Abraão) Profecia: Gn. 17:19 Cumprimento: Mt. 1:2; Lc. 3:34; 4) Seria descendente de Jacó (filho de Isaque) - Profecia: Nm. 24:17 e Gn. 28:14 - Cumprimento: Lc. 3:34; Mt. 1:2; 5) Descenderia da Tribo de Judá Profecia: Gn. 49:10 - Cumprimento: Lc. 3:33; Mt. 1:2-3; 6) Descendente de Davi - Profecia: Jr. 23:5 e 6 - Cumprimento: Mt 22:41-46; 7) Seria herdeiro do trono de Davi - Profecia: Is 9:7 e 11:1-5; II Sm. 7:13 Cumprimento: Mt. 1:1, 6; 8) O Seu lugar de nascimento - Profecia: Mq. 5:2 - Cumprimento Mt. 2:1; Lc. 2:4-7; 9) A época do nascimento - Profecia: Dn. 9:25 Cumprimento: Lc. 2:1-2 e 2: 3-7; 10) Nascido de uma virgem - Profecia: Is. 7:14- Cumprimento: Mt. 1:18; Lc. 1:26-35; 11) A matança dos meninos - Profecia: Jr. 31:15 - Cumprimento: Mt. 2:16-18; 12) A fuga para o Egito - Profecia: Os. 11:1 - Cumprimento: Mt. 2:14, 15; 13) João Baptista preparando o caminho - Profecia: Ml. 3:1; Is. 40:3; II Rs. 1:8 - Cumprimento: Mt. 3:3; Mc. 1:4, 6; 14) O Seu ministério na Galiléia - Profecia: Is. 9:1 e 2 - Cumprimento: Mt. 4:12-16; 15) O Médico para todas as doenças (físicas, morais e espirituais), levando Ele mesmo os nossos sofrimentos - Profecia: Is. 53:4 - Cumprimento: Mt. 8:17; 16) Seria sacerdote como Melquisedeque - Profecia: Sl. 110:4 - Cumprimento: Hc. 6:20; 5:5, 6; 7:15-17; 17) O desprezo por parte do judeus - Profecia: Is. 53:3 - Cumprimento: Jo 1:11; 5:43; Lc 4:29; 17:25; 23:18; 18) Sua entrada triunfal em Jerusalém - Profecia: Zc. 9:9; Is. 62:11 - Cumprimento: Jo 12:12-14; Mt. 21:1-11; 19) Seria traído por um amigo - Profecia: Sl. 41:9 - Cumprimento: Mc. 14:10 e 43-45; Mt. 26:14-16; 20) Seria vendido por trinta moedas de prata - Profecia: Zc. 11:12 e 13 - Cumprimento: Mt. 26:15; 27:3-10; 21) O dinheiro seria devolvido para comprar um campo de um oleiro - Profecia: Zc. 11:13 - Cumprimento: Mt. 27:6, 7; 27:3-5; 8-10; 22) Seria golpeado e cuspido - Profecia: Is. 50:6 - Cumprimento: Mc. 14:65; 15:17; Jo 19:1-3; 18:22; 23) Seria crucificado com pecadores - Profecia: Is. 53:12 - Cumprimento: Mt. 27:38; 15:27 e 28; Lc. 23:33; 24) As Suas mãos e pés seriam traspassados - Profecia: Sl. 22:16; Zc. 12:10 - Cumprimento: Jo 20:27; 19:37; 20:25 e 26; 25) Seria escarnecido e insultado - Profecia: Sl. 22:6-8 - Cumprimento: Mt. 27:30-44; Mc. 15:29-32; 26) Os soldados lançariam sortes sobre suas roupas - Profecia: Sl. 22:18 - Cumprimento: Mc. 15:24; Jo 19:24; 27) Seus ossos não seriam quebrados - Profecia: Sl. 34:20; Ex. 12:46 - Cumprimento: Jo 19:33; 28) Seria sepultado com os ricos - Profecia: Is. 53:9 Cumprimento: Mt. 27:57-60; 29) Sua ressurreição - Profecia: Sl. 16:10, 110; Is. 53:8, 10; Zc. 6:12 e 13; Mt. 16:21; Atos 2: 24; 8:32, 33 - Cumprimento: Mt. 28:9; Lc. 24:36-48; 30) Sua ascensão - Profecia: Sl. 68:18 - Cumprimento: Lc. 24:50 e 51; At. 1:9.

3. JESUS, O ESPÍRITO DA PROFECIA
Em Ap. 19.10 está escrito: “E eu lancei-me a seus pés para O adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. Em Jesus se cumprem as profecias do Antigo Pacto, os apóstolos ressaltaram essa verdade em At. 3.18-26. E mais que isso, Jesus não apenas cumpre as profecias, por meio dEle, tudo mais é compreendido escatologicamente. O Apocalipse, na verdade, trata das coisas que em breve deverão acontecer, por isso, são bem-aventurados todos aqueles que atentam para as palavras da profecia bíblica (Ap. 1.1-3). A trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e os vivos serão transformados (I Ts. 4.13-17), naquela ocasião, o corruptível se revestirá da incorruptibilidade e a morte será tragada na vitória (I Co. 15). A Bíblia contem mais de 300 profecias a respeito da Vinda de Cristo e essa é a bendita esperança da Igreja (Tt. 2.13). Numa época marcada pelo desespero, Cristo é a Esperança para a Igreja. Devemos olhar para Ele, como uma Luz que brilha na escuridão. Se a mensagem dos profetas serviu de luz nas traves (II Pe. 1.19), quanto mais as palavras consoladoras do próprio Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Hb. 1.1,2). Ele prometeu que não nos abandonaria, que nos levaria para Si mesmo, para que onde Ele estivesse, ali estaríamos com Ele também (Jo. 14.1,4), por isso, não temos motivos para viver como os demais, que não têm esperança.

CONCLUSÃO
Aproximadamente 2500 profecias aparecem nas páginas da Bíblia, cerca de 2000 delas já se cumpriram. As outras 500 se cumprirão no futuro, de modo que podemos afirmar que as chances dessas não se cumprirem é de menos que um para dez. Dentre essas profecias, estão as alusivas a Jesus, que se cumpriram fielmente. Ele é o Espírito da Profecia, por meio dEle podemos ter esperança, confiamos em suas palavras confortadoras que nos garantem a vida eterna. Aguardamos ansiosamente Sua aparição quando, seremos levados para estar juntos dEle. Todo aquele que tem essa esperança deve purificar-se a si mesmo, assim como Ele é puro (I Jo. 3.3)

BIBLIOGRAFIA
GILBERTO, A. O calendário da profecia. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.
LAHAYE, T., HINDSON, E. Enciclopédia popular de profecia bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

JESUS - O CUMPRIMENTO PROFÉTICO DO ANTIGO PACTO. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD

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Por Pr. Altair Germano

A lição desta semana, em seus pontos I e II trata sobre tipos ou símbolos de Jesus Cristo no Antigo Testamento, designados pelo comentarista de "Figuras Proféticas" e "Instituições Proféticas".

Vou me valer da obra intitulada "Sombras, Tipos e Mistérios da Bíblia", de Joel Leitão de Melo, publicada pela CPAD, para escrever acerca deste tema.

TIPOS (OU SÍMBOLOS) NÃO HUMANOS DE JESUS

Segue abaixo uma sequência de tipos ou símbolos não humanos de Jesus, com as devidas referências bíblicas:

1. A Luz (Gn 1.3-5; Is 9.2a; Mt 4.12-16; Jo 9.5; 12.35, 46). Jesus é a luz do mundo.

2. A Arca de Noé (Gn 6-8; 1 Pe 3.20a, 21; Lc 17.26). A arca era o único meio de escapar do juízo divino. Jesus é único meio de salvação para os perdidos pecadores.

3. A Escada de Jacó (Gn 28.10-17). A escada é tipo de Jesus Cristo pois faz ligação entre o homem e Deus.

4. O Cordeiro Pascoal (Êx 12.3-14; 1 Co 5.7-8). Jesus é o nosso cordeiro pascoal, por meio do qual temos proteção, livramento e salvação.

5. A Coluna de Fogo (Êx 13.21; Jo 10.4). A coluna de fogo representa Jesus Cristo como aquele que vai adiante de nós, nos dando direção e conforto em meio às frias noites.

6. A Rocha de Horebe (Êx 17.6; Jo 14.4a; 1 Co 10.4). Jesus é a rocha que foi ferida e que sacia a nossa sede espiritual.

7. A Serpente de Metal (Nm 21.4-9; Jo 3.14-15). Ao olharmos para aquele que se fez maldição por nós (Gl 3.13) somos resgatados da maldição do pecado.

8. A Estrela (Nm 24.17; 2 Pe 1.19b). A estrela é Jesus Cristo em sua manifestação aos crentes, que se revela nos corações.

9. O Tabernáculo (Êx 25.8, 9; Jo 1.14). O tabernáculo representava a presença de Deus habitando entre o povo. Jesus é Deus habitando entre os homens.

10. O Sacerdócio (Êx 28-29; Hb 5.1-6). Como sumo sacerdote ele nos possibilita a graça e o socorro em tempo oportuno.

11. As ofertas de Levíticos (Lv 1-7). O holocausto (Lv 1.1-17 e 6.8-13), a oferta de manjares (Lv 2. 1-16 e 6.14-23), a oferta pacífica (Lv 3.1-17; 7.11-34; 19.5-8; 22.21-25), a oferta pelo pecado (Lv 4.1-35 e 6.24-30) e a oferta pela culpa (5.14-19 e 7.1-17), falam da obra expiatória de Jesus e dos benefícios nos proporcionados (perdão, comunhão, reconciliação, expiação, redenção, restituição etc.)

AS PROFECIAS MESSIÂNICAS E SEUS CUMPRIMENTOS

Para auxílio nos pontos III e IV da lição, consulte os links abaixo, que nos apresentam algumas profecias no Antigo Testamento sobre a vida e a obra de Jesus:

Profecias Messiânicas (sugiro a reprodução do quadro deste link na sala de aula)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO

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Texto Áureo: Lc. 16.16 – Leitura Bíblica em Classe: Mt. 11.7-15.
Pb. José Roberto A. Barbosa
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Objetivo: Destacar o papel profético de João Batista, o Precursor do Messias, no Antigo Pacto, um exemplo profético para a igreja de hoje.
INTRODUÇÃO
João Batista teve seu nascimento e ministério anunciado por Isaias, 700 anos antes (Is. 40.3-5). Seu ministério profético fora reconhecido pelos seus ouvintes (Mt. 14.5), e ele mesmo sabia que havia sido enviado pelo Senhor (Jo. 1.20-23). O próprio Jesus destacou a importância do ministério profético de João Batista (Mt. 11.11). Na lição de hoje, estudaremos a respeito desse que é o último profeta do Antigo Pacto.
1. JOÃO BATISTA, VIDA E MINISTÉRIO
O nascimento de João Batista foi profetizado por Isaias (40.3) e Malaquias (4.5) e aos seus pais idosos, através de um anjo (Lc. 1.5-23). Seu pai, Zacarias, era sacerdote, e sua mãe, Isabel, uma das “filhas de Arão”. Maria, a mãe de Jesus, também recebeu uma revelação a respeito do nascimento de João (Lc. 1.36). Pouco se sabe a respeito da sua infância e juventude, a não ser que ele “crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel” (Lc. 1.80). Depois de passar vários anos no isolamento, já na idade adulta, João Batista começa a pregar e chamar o povo ao arrependimento. Suas vestes eram de pelo de camelo, e andava cingindo de um cinto de couro, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre (Lv. 11.22; Sl. 81.16; Mt. 3.4). Ele começou seu ministério no deserto da Judéia (Mt. 3.1; Mc. 1.4; Lc. 3.3; Jo. 1.6). As pessoas vinham até ele a fim de serem batizadas no Rio Jordão (Mt. 3.5; Mc. 1.5). João Batista era um profeta corajoso, que não deixava de denunciar a religiosidade aparente dos fariseus e saduceus (Mt. 3.7) e as classes sociais abastardas (Lc. 3.7-14). A mensagem de João Batista era cristocêntrica, pois apontava para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Lc. 3.15-17; Jô. 1.29-21). Ele nunca quis ser confundido com Cristo, sabia reconhecer o seu lugar no ministério (Lc. 3.15; Jo. 1.20). Devido ao seu comprometimento profético, foi perseguido e morto por Herodes, por denunciar suas práticas pecaminosas (Lc. 3.19; Mt. 14.3-12)
2. O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO
O ministério de João Batista foi respaldado por Jesus, que asseverou ser esse um maior dos profetas nascidos de mulher (Mt.11.7-11; Lc. 7.19-23). Essa palavra do Senhor reforça o que anteriormente havia sido dito a respeito de João, que ele seria “profeta do Altíssimo” (Lc. 1.76). A singularidade de João Batista, em relação aos demais profetas do Antigo Pacto, repousa em seu caráter de envio para ser o precursor do Messias (Mt. 11.9, 11). Os estudiosos destacam algumas razões pelas quais João Batista é considerado o maior e o último profeta do Antigo Pacto: 1) por ter o privilégio de ver o cabal cumprimento das profecias do Antigo Testamento em relação à vinda do Messias; 2) por ter sido, ele mesmo, o precursor do Messias, e ser testemunha do Seu ministério; 3) por ter batizado o Senhor Jesus nas águas, assumindo a posição de participante do ministério da justiça do Messias; e 4) por ter testemunhado o ápice do ministério profético, fechando o ciclo dos profetas do Antigo Pacto (Lc. 16.16). Esse foi o último profeta a quem “veio a palavra de Deus”, do mesmo modo que falava o Senhor aos outro profetas do Antigo Testamento (Lc. 3.2; Jr. 1.2). Depois de João Batista, existiram, e ainda existe, o ministério profético, o dom de profecia, não mais profetas da mesma envergadura daqueles do Antigo Pacto.
3. UM MODELO PROFÉTICO PARA HOJE
O ministério profético de João Batista, conforme destacamos nos tópicos anteriores, é singular. Mas sua atuação, nos dias de hoje, ainda serve de exemplo para a igreja do Senhor. Como João Batista, devemos ter a consciência do chamado divino para anunciar a mensagem de condenação e salvação à humanidade (Mt. 3.12; Lc. 3.8,9). A igreja não pode pregar apenas um Deus bonachão, que não pune aos pecadores, e que está disposto a salvar a todos ao final, como defendem os universalistas. Por outro lado, não se pode apenas destacar a ira divina, sem apontar para sua graça maravilhosa, revelada em Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29,36). Semelhantemente a João Batista, não podemos fugir da realidade do pecado, esse que já está sendo negado em alguns contextos evangélicos, influenciados pela psicologia moderna. O pecado é uma realidade, de gravíssimas proporções, pois afasta o ser humano da glória de Deus (Rm. 3.23), por isso, faz-se necessário o arrependimento (Mt. 3.10-14). Mas nem tudo está perdido, pois Deus amou a humanidade (Jo. 3.16), e entregou Seu Filho Amado, para que todos aqueles que crêem nEle tenham a vida eterna, esse é o Dom Gratuito de Deus (Rm. 6.23). Tal como João Batista, devemos assumir que Jesus é o centro da pregação, importa que Ele cresça e que nós diminuamos (Jo. 3.10), pois Ele é Maior do que João Batista (Mt. 3.11), a respeito do qual testemunhou dizendo achar-se indigno de desatar suas alparcas (Lc. 3.16). A igreja, assim como João Batista, não pode se conformar com o pecado, com a religiosidade aparente, e muito menos com a corrupção na política. A autoridade profética da Igreja se baseia na revelação da Palavra de Deus, e, a partir dela, pode também ser uma voz que clama no deserto (Mt. 3.3; Mc. 1.3; Lc. 3.4; Jo. 1.23).
CONCLUSÃO
João Batismo, como profeta, teve um ministério único. A singularidade do seu ministério está na predição do seu nascimento e atuação. Ele, diferentemente dos outros profetas do Antigo Pacto, teve a oportunidade de ser testemunha ocular dos oráculos do Senhor. Por esse motivo, Jesus, o tema central das profecias do Antigo Testamento, destacou que João, o Batista, era o maior dos profetas, sendo, este, verdadeiramente, uma lâmpada que ardia e iluminava (Jo. 5.35).
BIBLIOGRAFIA
BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007.
LAHAYE, T., HINDSON, E. (ed.) Enciclopédia popular de profecia bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

LIÇÃO 08 – JOÃO BATISTA - O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO

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Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000- Fone: 3084 1524
LIÇÃO 08 – JOÃO BATISTA - O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO
INTRODUÇÃO

 
A vida e ministério do profeta João Batista são relatados em algumas passagens dos evangelhos. Quem trás um relato mais minucioso de seu nascimento e atuação é o evangelista Lucas. Aquele que foi o último profeta veterotestamentário estava previsto no AT para ser o precursor do Messias. Em João Batista, as profecias referentes a Ele são concretizadas e a mensagem sobre arrependimento como condição para entrar no reino dos céus é ouvida em Israel. Nesta lição estudaremos sua vida e seu ministério profético.
I – O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA
O nascimento de João Batista foi vaticinado pelas Escrituras Sagradas em (Is. 40.3-7). Seiscentos anos depois a profecia seria cumprida na família do sacerdote Zacarias (Lc.1:5;17; Mt. 11.14). Neste tempo, Herodes, “o “Grande”, como ficou conhecido, era o governador da Palestina e parte da Transjordânia como rei dos Judeus, de 37 a 4 a.C. Os pais de João eram da linhagem aarônica e pertenciam ao grupo sacerdotal de Abias. As divisões das famílias arônicas em 24 grupos foi realizada por Davi e os descendentes de Abias formavam o oitavo grupo (1Cr. 24.10). Estima-se que nesta época existiam 20 mil sacerdotes espalhados por todo Israel. A oportunidade de entrar no santuário era única para um sacerdote daquele tempo, de qualquer um desses 24 grupos, para ofertar o incenso no altar pela manhã. Deus conduziu a situação, e, nesse momento singular para Zacarias, anunciou o nascimento de João. “Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João” (Lc 1:13). O nome João significa “O Senhor é gracioso”, isto aponta para o tempo da Graça, que iniciaria na pessoa de Jesus Cristo.
II – CARACTERÍSTICAS DO PROFETA JOÃO BATISTA
Como qualquer homem, ele tinha características próprias que o tornava uma pessoa única no mundo; mas, outras foram especialmente concedidas por Deus, que o tornou o personagem que marcou a transição do Antigo para o Novo Testamento “A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele.” (Lc 16:16). João foi o arauto da vinda do Messias para Israel, e, por isso, o Senhor o dotou de características que o diferenciaram de todos os outros, ao ponto de Jesus dizer: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista…” (Mt 11:11).
2.1 Foi cheio do Espírito Santo desde o ventre materno. “Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe” (Lc 1:15). O texto em apreço, ao mencionar a proibição da “bebida forte”, mostra também o nazireado, um antigo voto de consagração total a Deus (Nm 6.1-8), observado por Sansão (Jz cap.13) e Samuel (1 Sm 1.11). Isso demonstra que João foi separado para realizar uma obra especialmente para Deus.
2.2 Chamado de Profeta do Altíssimo. “E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo..” (Lc 1:76). Durante cerca de 400 anos (período inter-bíblico) não houve voz profética em Israel; mas, quando João aparece no deserto da Judéia, pregando o arrependimento, o povo o considerou como profeta. (Mc. 11.32).
2.3 O Arauto da vinda do Messias. “Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” (Mc 1:3). O profeta Isaías teve a oportunidade de predizer sobre o Messias prometido (Is. 53); o salmista falou dele no Salmo 22; mas, somente João Batista teve o privilégio de preparar suas veredas e também de batizá-lo (Mc. 1.9).
O que torna João Batista singular na história bíblica, além dessas características especiais dada por Deus, é o seu caráter que se mostra comprometido com o Senhor e sua Justiça (Lc. 3.11-14) e o momento certo de sua aparição no cenário religioso judeu (Lc. 3.2) quanto na plenitude dos tempos (Gl. 4.4). Estas características foram o que lhes deram as credenciais necessárias para o desenvolvimento de seu ministério profético, isto numa época em que a religiosidade era fria (Mt. 5.20; 7.3; 23.27) e a esperança messiânica se resumia na vinda de um líder que iria libertar Israel do jugo romano.
III – O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE JOÃO BATISTA
O início do ministério profético de João se dá no quinto ano do reinado de Tibério César, imperador de Roma, e a Judeia estava sob o seu domínio. Anás e Caifás eram os sumos sacerdotes (Lc. 3.1). Embora Roma, através do seu oficial romano tivesse substituído Anás, os judeus ainda consideravam sua autoridade sacerdotal (Jo 18.13; At. 4.6). É por isso que Lucas o inclui neste período. Os grupos religiosos da época eram os fariseus e os saduceus; a vida religiosa era marcada pela hipocrisia e pelo legalismo (Mt. 6.16). É neste momento que a palavra do Senhor veio a João, assim como veio aos profetas do A.T. (Is 38.4; Jr.1.2; Ez 1.3; Os.1.1; Jl. 1.1). O local onde João encontrava-se era o lado ocidental do rio Jordão – o deserto da Judéia. Lugar onde ficou durante muito tempo até se mostrar a Israel: “E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.” (Lc. 1.80). A Bíblia não registra os eventos que ocorreram na vida de João durante este período no deserto, mas acreditamos que foram significativos para o desenvolvimento de sua chamada profética. Merecem destaque duas características de seu ministério profético:
3.1 Pregação Messiânica. A proclamação do advento de Cristo era não somente o tema da sua mensagem, mas a verdadeira razão da existência de seu ministério: “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo. 1.27).
3.2 Intolerância contra o pecado: João condenou a injustiça social (Lc. 3.12-13); o pecado de Herodes por causa de Herodias, mulher de Felipe, seu irmão (Mc. 6.17); e reprovou a hipocrisia dos fariseus, convocando-os a terem frutos dignos de arrependimento. (Mc. 3.7,8).
Com o encarceramento de João no ano 28 d.C. (Flávio Josefo, Historiador Judeu, afirma que a prisão ficava situada em Machareus, uma fortaleza de fronteira ao sul da Peréia e a leste do mar morto) e a posterior morte por decapitação, chegou ao fim o ministério daquele de quem o próprio Jesus disse: “Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho” (Mt. 11:10).
IV – A PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA
“Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” ( Mt 3:3). A pregação de João Batista se constitui em três aspectos:
4.1 A vinda do Messias.
Devido a dominação romana, os judeus esperavam um Messias guerreiro, que viesse libertar politicamente Israel. Mas, o Messias apresentado por João é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29); veio para libertar os homens do poder das trevas (Jo 8.36); e não exigia força bruta, mas arrependimento de coração (Mt 4.17; 9.13).
4.2 A necessidade do arrependimento. O termo grego, “metanóia”, empregado nessa passagem, tem um significado mais profundo do que simplesmente arrepender-se; João estava convocando o povo para uma mudança profunda de mente, onde criaria um verdadeiro desejo de parar de pecar e voltar-se completamente para Deus.
4.3 A chegada do Reino do Céus. O reino de Deus proclamado por João é o governo de Deus realizado pelo Messias prometido e pela presença do Espírito Santo. Este Reino tem um aspecto tanto presente quanto futuro. No sentido presente, Deus começa Seu reino na terra, nos corações e no meio de Seu povo (Jo 14.23; 20.22). Não é um domínio político e governamental “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui .” (Jo 18.36). É uma conquista de almas presas ao pecado, e o critério para entrar neste Reino é o verdadeiro arrependimento que conduz a uma nova vida. No sentido futuro, a manifestação da glória e do seu poder ocorrerá quando Jesus voltar para julgar o mundo (Lc. 21.27; Ap 19.11-20; 20.1-6) e triunfar sobre todo mal e oposição (1Co 15.24-28; Ap 20.7- 21.8).
CONCLUSÃO
 
A vida de João Batista se destaca não somente pelos eventos já estudados de sua história, tais como: seu nascimento anunciado pelos profetas, cheio do Espírito Santo no ventre materno, pregação messiânica e intolerância contra o pecado e a convocação ao arrependimento como condição essencial para entrar no Reino dos Céus; mas também pelo seu caráter comprometido com a justiça e a Santidade de Deus e o fiel cumprimento de sua missão como arauto do Messias.
 
REFERÊNCIAS
Comentário Bíblico NVI – F.F. Bruce – Editora Vida
Comentário Bíblico Pentecostal - Novo Testamento – C.P.A.D
Ministério Profético na Bíblia – A Voz de Deus na Terra – Ezequias Soares – C.P.A.D.

Assista o programa Escola Bíblica Dominical, no canal 14, todos os sábados às 06:00h, com reprise aos domingos às 00:00h e às 05:30h. Ouça também o Programa “Escola BÍBLICA no Ar” todos os sábados, às 22:00h, pela Rádio Boas Novas AM 580.
Publicado no site da Rede Brasil de comunicação

Lição 8 - João Batista - O Último Profeta do Antigo Pacto

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Por Francisco A. Barbosa
TEXTO ÁUREO
A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele’ (Lc 16.16).
Trata-se aqui de João Batista. Cristo declara que João não era uma cana agitada pelo vento. Referia-se Jesus ao caráter justo de João e ao fato de ser ele um pregador que não transigia com o erro. O pensamento dos fariseus era que uma observância rígida da Lei fosse o caminho para a justiça e não perceberam que o fim da Lei era o Messias. João surge com uma mensagem nova: arrependimento e fé eram os meios para ingressar no Reino. ‘...emprega força...’ ‘Jesus declara o avanço do Reino de Deus como o resultado de duas coisas: pregação e esforço. Ele mostra que o Evangelho do Reino deve ser proclamado com paixão espiritual’ [...] Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, p.1052.
VERDADE PRÁTICA
João Batista convocou o povo ao arrependimento, confissão de pecados e retorno a Deus, bem como foi o precursor de Jesus, o Messias.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 11.7-15
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Explicar a missão de João Batista;
- Descrever a personalidade de João Batista, e
- Conscientizar-se do privilégio de fazer parte do Reino de Deus.
PALAVRA-CHAVE
PERSONALIDADE: - qualidade do que é pessoal; individualidade moral da pessoa;
1. Caráter ou qualidades próprias da pessoa.
2. Individualidade consciente.
3. Pessoa conhecida devido às suas funções, à sua influência.
COMENTÁRIO
(I. INTRODUÇÃO)
João inicia seu ministério identificando-se. ‘Eu não sou o Cristo’ (Jo 1.20), disse ele. Ele é aquela voz que prepara o caminho do rei (Jo 1.23). Um anjo resumiu a obra de João: ‘Irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado’ (Lc 1.17). Cristo declara que João Batista não era uma cana agitada pelo vento. Esta declaração refere-se ao caráter justo de João e ao fato de ser ele um pregador que não transigia com o erro. João foi semelhante em muitos aspectos ao destemido profeta Elias. Foi o personagem que demarcou a transição da Antiga para a Nova Aliança e serviu de ponte entre o Antigo e o Novo Testamento. Também chamado de João, o Batizador, nasceu na Judéia por volta do ano 2 a.C., foi um pregador do início do século I, citado por inúmeros historiadores, entre os quais estão Flávio Josefo. Era filho do sacerdote Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foi adotado pelos cristãos. Note o resultado da vida e do ministério de João, na plenitude do Espírito Santo:
- a). pela pregação convence o povo dos seus pecados e o leva ao arrependimento e à conversão a Deus (vv. 15-17);
- b). prega no espírito e poder de Elias (v. 17), e
- c). reconcilia as famílias, e conduz muitos a uma vida de retidão (v. 17).
João Batista, nascido de Zacarias e Isabel, prima de Maria, era puramente da descendência de Aarão. De acordo com a Lei, os sacerdotes só podiam ser da descendência de Aarão, e estava entre estes sacerdotes o Sumo Sacerdote que foi consagrado e foi servidor no Tabernáculo. O mais importante de todo o trabalho que o Sumo Sacerdote realizava era oferecer remissão de todos os pecados do povo de Israel, uma vez por ano no Dia da Expiação. Neste Dia da Expiação, o Sumo Sacerdote, como o representante do povo de Israel, colocava as suas mãos na cabeça de um bode e assim confessava todos os pecados da nação sobre o bode. Supõe-se quase sempre que quando João Batista se refere ao ‘Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo’ (Jo 1.29), ele estava mencionando Isaías 53.7. Todavia, como as ovelhas e os bodes são semelhantes no que se refere à linguagem, ele poderia estar se referindo ao bode expiatório – Jesus tirando os pecados do mundo quando morreu e deixou o mundo (Gower, Ralph, Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, CPAD, 2002, p.145). João Batista, da descendência de Aarão, foi consagrado por Deus para uma missão especial: prepara o caminho para o Messias; e fez isso com maestria.
(II. DESNVOLVIMENTO)
I. A ORIGEM DE JOÃO BATISTA
1. Sua família. João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros a oeste de Jerusalém. Segundo infere-se de Lucas, era nazireu de nascimento. João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C.. Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimônia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote.
Veio de uma piedosa família, formada pelo sacerdote Zacarias e Isabel, sua esposa. Seu pai era ‘da ordem de Abias’ e sua mãe ‘das filhas de Arão’ (Lc 1.5). Na época de Davi, o número de sacerdotes havia se multiplicado de tal modo que o segundo rei de Israel resolveu estabelecer o sistema de serviço, do qual a ordem de Abias era a oitava (1 Cr 24.3-6,10). Nessa época existiam cerca de vinte mil sacerdotes por todo o país, gente de mais para ministrar no Templo de uma só vez. Por isso, os sacerdotes eram divididos em vinte e quatro grupos, cada um com cerca de mil, de acordo com as orientações deixadas por Davi (1Cr 24.3-19). Toda manhã, um sacerdote deveria entrar no lugar Santo e queimar incenso. Eram lançadas sorte para decidir quem entraria no Templo. Não foi um acaso a sorte cair sobre Zacarias, que naquela semana estava na turma de Abias, Deus estava no controle daquela situação. Os descendentes de Arão continuaram a se multiplicar tanto que, nos anos que precederam o nascimento de Jesus, o sacerdote só tinha uma oportunidade na vida de servir no altar (Lc 1.8-10). E foi nesse contexto que o anjo Gabriel anunciou a Zacarias o nascimento de João Batista (Lc 1.13).
2. Seu nome e seu nascimento. A narrativa que descreve o anuncio do nascimento de João e Jesus são colocados em paralelo; o mesmo anjo, Gabriel, faz o anuncio a Zacarias e a Maria, ambos os nascimentos seriam um milagre e as crianças nasceriam para realizar o plano de Deus em cumprimento à profecias do AT. O nascimento de João Batista foi um caso invulgar. Segundo nos conta Lucas 1.5-25, seus pais eram pessoas de vida irrepreensível, mas ambos já eram pessoas idosas e Isabel era estéril. Certo dia, quando Zacarias oferecia incenso no Templo, o anjo Gabriel apareceu para lhe dizer que sua mulher iria ter um filho e que se chamaria João, seria cheio do Espírito Santo desde o seu nascimento e teria a função de preparar o povo de Israel para a vinda do Messias. Zacarias era um ministro de Deus que trabalhava no Templo, cuidando da administração do prédio, do ensino das Escrituras e da adoração. Enquanto queimava o incenso no altar, ele tem a grata surpresa da oração respondida, nasceria o filho desejado, que prepararia o caminho para o Messias. Deus é Aquele que responde à oração a seu modo e tempo, não importando se a situação é impossível. Deus trabalha no seu tempo e modo e age em situações que para nós são impossíveis. A determinação de colocar o nome ‘João’ (O Senhor é Gracioso) na criança, combinada com ‘Jesus’ (O Senhor salva), transmite uma mensagem: Deus age de forma graciosa e salva o seu povo. A salvação está disponível a qualquer pessoa que o busque com sinceridade.
3. Sua estatura espiritual e sua missão. João Batista foi separado para desempenhar uma obra especial para Deus. Um antigo voto de consagração a Deus, o Nazireato, ‘obrigava-o’ a não beber vinho nem tocar em cadáveres (Nm 6.1-8). Seu papel seria semelhante ao dos profetas do AT: encorajar o povo a converter-se de seus maus caminhos e voltar-se para Deus. Nos tempos bíblicos, as estradas não passavam de uma trilha onde as pedras haviam sido removidas, as lombadas diminuídas e os buracos enchidos. Quando alguém importante estava para chegar, era prática ‘preparar o caminho do Senhor’ (MT 11.10). Foi comparado a Elias que em seu ministério, confrontou governantes ímpios. João pregava a verdade e os mandamentos de Deus, sem temer os homens e sem jamais temer a opinião popular. As autoridades judaicas ignoraram o pecado de Herodes, mas João nem por um momento jamais fez isso. Ele opôs-se ao tal pecado, com firmeza total, demonstrando nisso fidelidade absoluta a Deus e à sua Palavra. Ele foi fiel a Deus ao condenar o pecado, embora tal atitude viesse a custar-lhe a vida (14.3-12). Que todo pregador da Palavra de Deus lembre-se disso: Cristo, também, julgará seu ministério, seu caráter e sua posição em relação ao pecado. João pavimentou o caminho para o Senhor indo ao povo com sua mensagem e continuou nesse ministério inclusive com sua prisão e morte. Jesus o seguiria primeiro pregando às multidões e depois, sendo preso e executado.
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
João Batista foi oriundo de uma família piedosa, teve um nascimento miraculoso e sua missão foi converter os israelitas a Deus e preparar o caminho do Messias.
II. A PERSONALIDADE DE JOÃO BATISTA
1. O testemunho de Jesus (v.7a). Enquanto João estava encarcerado por ordem de Herodes, começou a ter algumas duvidas acerca de Jesus, se ele era realmente o Messias. Jesus respondeu ao questionamento de João mencionando a cura de cegos, aleijados, surdos e leprosos, bem como a ressurreição de mortos e a pregação do evangelho aos pobres, milagres que cumprem Is 35.5-6.
2. Sua espiritualidade e devoção (v.7b). Cristo declara que João não era uma cana agitada pelo vento. Essa frase é uma expressão idiomática hebraica para descrever alguém fraco e inconstante. Jesus elogia-o como um homem de coragem (v.7), consagrado (v. 8) e grandioso (v. 9-11). Referia-se Jesus ao caráter justo de João e ao fato de ser ele um pregador que não transigia com o erro. Mesmo preso, agitava-se com cuidados pelo Reino de Deus.
3. Sua personalidade (v.8). João pregava a verdade e os mandamentos de Deus, sem temer os homens e sem jamais temer a opinião popular. As autoridades judaicas ignoraram o pecado de Herodes, mas João nem por um momento jamais fez isso. Ele opôs-se ao tal pecado, com firmeza total, demonstrando nisso fidelidade absoluta a Deus e à sua Palavra. Ele foi fiel a Deus ao condenar o pecado, embora tal atitude viesse a custar-lhe a vida (14.3-12). Que todo pregador da Palavra de Deus lembre-se disso: Cristo, também, julgará seu ministério, seu caráter e sua posição em relação ao pecado.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
A personalidade de João Batista destemida e sensível ao Santo Espírito foi testificada por Jesus.
III. JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA
1. "Muito mais que profeta" (v.9). João foi o precursor imediato daquele que todos os profetas apontaram, e por isso ele apontou Cristo mais claramente do que todos os outros. O próprio João foi ‘objeto’ de profecia (Ml 3.1); ele é o cumprimento da profecia de Ml 4.5-6 e o arauto do Servo do Senhor (MT 3.3; Is 40.3). Jesus acrescentou que dentre os mortais, não houve ninguém maior do que João (v.11). Esse questionamento de Jesus é bem propício para a Igreja de hoje: Vocês esperavam ver alguém preocupado com cargos e títulos portentosos, alguém que procura aplausos e popularidade? Viram um profeta que exortava o povo ao arrependimento ou alguém que trazia uma mensagem popular, que apresentava uma nova unção, uma revelação espetacular, algo novo na religião? O que eles encontraram não foi um homem fraco, inconstante, com novas revelações, mas um homem corajoso, cheio do Espírito Santo, resignado a fazer a Obra que o Senhor lhe tinha confiado. João foi semelhante em muitos aspectos ao destemido profeta Elias. Cheio do Espírito Santo, foi um pregador da retidão moral (3.7-14; Mt 3.1-10). Demonstrou o ministério do Espírito Santo e pregou sobre o pecado, a justiça e o juízo. Sua pregação chamava os rebeldes à prudência dos justos (v.17). Não transigiu com a sua consciência, nem perverteu princípios bíblicos para conseguir posição social ou proteção [que exemplo de homem de Deus!]. Seu propósito era obedecer a Deus e permanecer leal a toda a verdade.
2. O término da dispensação da Lei (v.13). João veio pôr termo à era do AT, tornando-se sucessor do último dos profetas, Malaquias, cuja última predição ele cumpre (Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do SENHOR -Ml 4.5).
3. "O Elias que havia de vir" (v.14). Malaquias profetiza que Elias viria ministrar antes que chegasse o dia do Senhor. O NT revela que esta profecia refere-se a João Batista (Mt 11.7-14) que, ‘no espírito e virtude de Elias’, preparou o caminho ao Messias (Ml4.5,6). João advertiu os fariseus e os saduceus: ‘Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo’ (Mt 3.10). Multidões escutavam o apelo de João: ‘Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus’ (Mt 3.2). Os que atendiam ao chamado e se arrependiam se tornavam um povo preparado produzindo ‘frutos dignos de arrependimento’ (Mt 3.8). Muitos foram batizados por João no rio Jordão. Uma geração de víboras rejeitou a mensagem, ao passo que outros permitiram que o mensageiro de Deus os preparasse. João veio com a disposição e o poder de Elias (Lc 1.17). Em nenhum lugar isso é mais claro do que na descrição de Lucas 3.18 e 19: ‘Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo; mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito’. O preparo para o reino espiritual que estava por vir exigia uma obra de escavação. Os vales tinham de ser preenchidos, e os montes tinham de ser rebaixados. Assim como Elias fez o que pôde para tirar a idolatria, o assassínio e a desonestidade, também João opôs-se aos pecados da nação e os desmascarou. Entre esses pecados estavam ‘todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito’.
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
João Batista não somente encerrou o Profetismo em Israel, mas também foi o arauto de Cristo.
(III. CONCLUSÃO)
O papel de João Batista como um precursor do Messias o colocou numa posição de grande privilégio, descrito como 'muito mais do que profeta' (11.9), como não havendo ninguém maior do que ele. Nenhum homem jamais cumpriu este objetivo dado por Deus melhor do que João. Ainda assim, no Reino de Deus que está chegando, o menor terá uma herança espiritual maior do que João, porque ele viu e conheceu a Cristo e a sua obra concluída na Cruz. João morreria antes que Jesus morresse e ressuscitasse para inaugurar o seu Reino. Como seguidores de Jesus testemunharão a realidade do Reino, eles terão privilégios e um lugar maior do que João Batista. Todos os profetas das Escrituras tinham profetizado a respeito da vinda do Reino de Deus. João cumpriu a profecia, pois ele mesmo era o Elias que havia de vir (Ml 4.5).
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Lições Bíblicas 3º Trim. Livro do Mestre, versão eletrônica, CPAD (http://www.cpad.com.br);
- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;
- MacArthur, John. Com Vergonha do Evangelho, Editora Fiel, 1997;
- Bíblia de Estudo de Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999;
- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, p. 852;
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Editora Objetivo, Rio de Janeiro, 2001
- SOARES, Ezequias. O Ministério Profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p.143-162;
- Gower, Ralph, Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, CPAD, 2002, p.145
- BOYER, Orlando. Espada Cortante 2. Rio de Janeiro, CPAD, 2006;
- Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 2ª. ed.Rio de Janeiro, CPAD, 2004.

APLICAÇÃO PESSOAL
João, o Batizador, foi um profeta que preferiu o deserto ao sistema mundano. Sequer consumia os mesmos alimentos comuns a todos os homens daqueles dias. Combateu as mazelas do seu tempo com intrepidez, ousadia e destemor. Energicamente bradava à multidão que lhe acorria: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi frutos dignos de arrependimento. Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Lc 3.7-9). Um exemplo de humildade: quando lhe informaram que Jesus estava batizando, em vez de sentir inveja, respondeu: ‘É necessário que ele cresça e que eu diminua’ (Jo 3.30). Como necessitamos de crentes como João Batista! Crentes resignados com a perversão doutrinária de nossos dias. João não olhava para as circunstâncias, sua luta era em prol da verdade, o que lhe rendeu a seguinte declaração de Cristo: ‘Entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista’ (Mt 11.11). Qual seria a reação desse profeta ao entrar em nossos templos e assistir a agressão que o Evangelho vem sofrendo. O que diria aquele que nasceu para preceder o Messias, inclusive cumprindo prisão injusta e execução sem culpa, ao ver, por exemplo, a pressão psicológica que se faz sobre o rebanho a fim de aumentarem mais e mais as ofertas para a Igreja? Qual seria sua resposta a um pregador da prosperidade que lhe afirmasse: ‘Eu quero receber 100 vezes mais, ter vida confortável, carro importado, dinheiro; se não for assim, não adianta ser cristão’?
Que ministério eficaz! Que disposição em seguir fielmente o caminho que lhe foi proposto! Porque razão Jesus não entreviu na prisão de João? A partir do momento que a informação da prisão de João chega ao conhecimento de Jesus, nem Deus nem o próprio Jesus a removem! Talvez João aguardasse a liberdade... Mas essa era uma tarefa importante para João como um precursor: para onde quer que o profeta fosse o Messias seguiria. Não foi em vão que João, executado por Herodes, refere-se a Jesus como o ‘cordeiro’ de Deus que é oferecido pelos pecados do mundo. Nenhum homem jamais cumpriu este objetivo dado por Deus melhor do que João.
João Batista é modelo eficaz para a Igreja de hoje: a quem esperamos ver: alguém preocupado com cargos e títulos portentosos? Alguém que procura aplausos e popularidade? Um superpregador com uma mensagem cheia de ‘unção’, que apresenta uma nova unção, uma revelação espetacular, algo novo? Na verdade, precisamos ver homens corajosos, cheios do Espírito Santo que exortem o povo ao arrependimento, à santidade, resignados a fazer a Obra do Mestre sem esperar recompensa nessa vida. Homens que demonstrem serem cheios do Espírito Santo e que preguem sobre o pecado, a justiça e o juízo, que chamem os rebeldes à prudência dos justos, que não transijam com as suas consciências, nem pervertam princípios bíblicos para conseguir posição social ou proteção! Que João, o Batizador, seja o nosso exemplo. Que nosso propósito seja o de obedecer a Deus e permanecer leal a toda a verdade.
N’Ele, que me leva a refletir: ‘Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.’ (Rm 10.4),
Francisco A Barbosa
EXERCÍCIOS
1. Por que João é chamado de Batista?
R. O nome de "Batista" foi dado em função de o seu ministério consistir na prática de batizar.
2. O que Jesus revela ao povo acerca da estatura espiritual de João?
R. Que ele era um homem destemido e cheio do Espírito Santo.
3. Cite duas razões apresentadas por Jesus para demonstrar ser João muito mais que um profeta.
R. Os profetas falaram a respeito dele (Is 40.3; Ml 3.1), e ele teve o privilégio de ver o cumprimento dos oráculos proféticos do Antigo Testamento.
4. Em que se assemelham os profetas João e Elias?
R. Ambos se vestiam de vestes de pelos e cinto de couro; ambos ministraram no deserto; ambos eram incisivos e sem rodeios em suas palavras e pregaram contra reis ímpios.
5. O que significa a expressão: "Veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias"?
R. A expressão significa que João Batista é o único personagem do NT com quem Deus falava da mesma maneira que falava aos profetas do AT.

JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO

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JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO
Texto Áureo: Lc. 16.16 - Leitura Bíblica em Classe: Mt. 11.7-15.
Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Destacar o papel profético de João Batista, o Precursor do Messias, no Antigo Pacto, um exemplo profético para a igreja de hoje.

INTRODUÇÃO
João Batista teve seu nascimento e ministério anunciado por Isaias, 700 anos antes (Is. 40.3-5). Seu ministério profético fora reconhecido pelos seus ouvintes (Mt. 14.5), e ele mesmo sabia que havia sido enviado pelo Senhor (Jo. 1.20-23). O próprio Jesus destacou a importância do ministério profético de João Batista (Mt. 11.11). Na lição de hoje, estudaremos a respeito desse que é o último profeta do Antigo Pacto.

1. JOÃO BATISTA, VIDA E MINISTÉRIO
O nascimento de João Batista foi profetizado por Isaias (40.3) e Malaquias (4.5) e aos seus pais idosos, através de um anjo (Lc. 1.5-23). Seu pai, Zacarias, era sacerdote, e sua mãe, Isabel, uma das “filhas de Arão”. Maria, a mãe de Jesus, também recebeu uma revelação a respeito do nascimento de João (Lc. 1.36). Pouco se sabe a respeito da sua infância e juventude, a não ser que ele “crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel” (Lc. 1.80). Depois de passar vários anos no isolamento, já na idade adulta, João Batista começa a pregar e chamar o povo ao arrependimento. Suas vestes eram de pelo de camelo, e andava cingindo de um cinto de couro, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre (Lv. 11.22; Sl. 81.16; Mt. 3.4). Ele começou seu ministério no deserto da Judéia (Mt. 3.1; Mc. 1.4; Lc. 3.3; Jo. 1.6). As pessoas vinham até ele a fim de serem batizadas no Rio Jordão (Mt. 3.5; Mc. 1.5). João Batista era um profeta corajoso, que não deixava de denunciar a religiosidade aparente dos fariseus e saduceus (Mt. 3.7) e as classes sociais abastardas (Lc. 3.7-14). A mensagem de João Batista era cristocêntrica, pois apontava para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Lc. 3.15-17; Jô. 1.29-21). Ele nunca quis ser confundido com Cristo, sabia reconhecer o seu lugar no ministério (Lc. 3.15; Jo. 1.20). Devido ao seu comprometimento profético, foi perseguido e morto por Herodes, por denunciar suas práticas pecaminosas (Lc. 3.19; Mt. 14.3-12)

2. O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO
O ministério de João Batista foi respaldado por Jesus, que asseverou ser esse um maior dos profetas nascidos de mulher (Mt.11.7-11; Lc. 7.19-23). Essa palavra do Senhor reforça o que anteriormente havia sido dito a respeito de João, que ele seria “profeta do Altíssimo” (Lc. 1.76). A singularidade de João Batista, em relação aos demais profetas do Antigo Pacto, repousa em seu caráter de envio para ser o precursor do Messias (Mt. 11.9, 11). Os estudiosos destacam algumas razões pelas quais João Batista é considerado o maior e o último profeta do Antigo Pacto: 1) por ter o privilégio de ver o cabal cumprimento das profecias do Antigo Testamento em relação à vinda do Messias; 2) por ter sido, ele mesmo, o precursor do Messias, e ser testemunha do Seu ministério; 3) por ter batizado o Senhor Jesus nas águas, assumindo a posição de participante do ministério da justiça do Messias; e 4) por ter testemunhado o ápice do ministério profético, fechando o ciclo dos profetas do Antigo Pacto (Lc. 16.16). Esse foi o último profeta a quem “veio a palavra de Deus”, do mesmo modo que falava o Senhor aos outro profetas do Antigo Testamento (Lc. 3.2; Jr. 1.2). Depois de João Batista, existiram, e ainda existe, o ministério profético, o dom de profecia, não mais profetas da mesma envergadura daqueles do Antigo Pacto.

3. UM MODELO PROFÉTICO PARA HOJE
O ministério profético de João Batista, conforme destacamos nos tópicos anteriores, é singular. Mas sua atuação, nos dias de hoje, ainda serve de exemplo para a igreja do Senhor. Como João Batista, devemos ter a consciência do chamado divino para anunciar a mensagem de condenação e salvação à humanidade (Mt. 3.12; Lc. 3.8,9). A igreja não pode pregar apenas um Deus bonachão, que não pune aos pecadores, e que está disposto a salvar a todos ao final, como defendem os universalistas. Por outro lado, não se pode apenas destacar a ira divina, sem apontar para sua graça maravilhosa, revelada em Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29,36). Semelhantemente a João Batista, não podemos fugir da realidade do pecado, esse que já está sendo negado em alguns contextos evangélicos, influenciados pela psicologia moderna. O pecado é uma realidade, de gravíssimas proporções, pois afasta o ser humano da glória de Deus (Rm. 3.23), por isso, faz-se necessário o arrependimento (Mt. 3.10-14). Mas nem tudo está perdido, pois Deus amou a humanidade (Jo. 3.16), e entregou Seu Filho Amado, para que todos aqueles que crêem nEle tenham a vida eterna, esse é o Dom Gratuito de Deus (Rm. 6.23). Tal como João Batista, devemos assumir que Jesus é o centro da pregação, importa que Ele cresça e que nós diminuamos (Jo. 3.10), pois Ele é Maior do que João Batista (Mt. 3.11), a respeito do qual testemunhou dizendo achar-se indigno de desatar suas alparcas (Lc. 3.16). A igreja, assim como João Batista, não pode se conformar com o pecado, com a religiosidade aparente, e muito menos com a corrupção na política. A autoridade profética da Igreja se baseia na revelação da Palavra de Deus, e, a partir dela, pode também ser uma voz que clama no deserto (Mt. 3.3; Mc. 1.3; Lc. 3.4; Jo. 1.23).

CONCLUSÃO
João Batismo, como profeta, teve um ministério único. A singularidade do seu ministério está na predição do seu nascimento e atuação. Ele, diferentemente dos outros profetas do Antigo Pacto, teve a oportunidade de ser testemunha ocular dos oráculos do Senhor. Por esse motivo, Jesus, o tema central das profecias do Antigo Testamento, destacou que João, o Batista, era o maior dos profetas, sendo, este, verdadeiramente, uma lâmpada que ardia e iluminava (Jo. 5.35).

BIBLIOGRAFIA
BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007.
LAHAYE, T., HINDSON, E. (ed.) Enciclopédia popular de profecia bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

OS FALSOS PROFETAS

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Pr. Altair Germano
Mais uma vez, e nunca é demais, o tema “Falsos Profetas” é retomados em nossas lições bíblicas. O texto abaixo já fez parte de outros subisídios, mas, contém algumas atualizações. Além de constar uma análise sobre os falsos profetas e falsas profecias, trato também de questões atuais.
O QUE É UM PROFETA
O termo “profeta” deriva-se do hebraico nabhi (aquele que foi chamado, aquele que foi nomeado) e ocorre cerca de 309 vezes na Bíblia. O termo é usado tanto para se referir aos verdadeiros e aos falso profetas. A primeira ocorrência de nabhi está em Gênesis 20.7, onde Abraão é chamado de profeta. A segunda ocorrência acontece em Êxodo 7.1, que diz: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por Deus sobre faraó; e Arão, teu irmão, será o teu profeta”. É exatamente neste sentido (porta-voz) que o termo é utilizado para aqueles que falam em nome de Deus.
O termo grego para “profeta” é prophetes. Trata-se de um substantivo composto da raiz phe (dizer, proclamar), do prefixo pro (antes, de antemão). Embora possa ter o sentido de “aquele que prediz”, na literatura antiga a combinação do prefixo pro com os verbos para “falar” não possui a idéia de indicar o futuro. Dessa forma, profeta pode significar “o que proclama abertamente”, “o que proclama em alta voz”, “o que declara abertamente”, “o que denuncia abertamente” etc.
Unindo os termos do Antigo e do Novo Testamento, pode-se entender “profeta” como alguém nomeado por Deus para proclamar abertamente a sua palavra. Dessa forma, a autoridade do profeta reside naquele que o nomeou e na fidelidade para com a mensagem recebida.
OS FALSOS PROFETAS
Como já citados na lição passada, os falsos “profetas”, ou seja, aqueles que dizem falar em nome de Deus, são reconhecidos pela ausência de frutos (caráter cristão e compromisso com Deus) em suas vidas, ou pela má qualidade dos mesmos (Mt 7.15-20). Eles geralmente;
- Falam para agradar seus ouvintes ou “patrões” ( I Rs 22.1-6 );
- Falam sem serem autorizados por Deus ( Ez 13.1-9 );
- Suas profecias tendem a afastar o povo da Palavra de Deus ( Dt 13.1-4 );
- Sempre estão procurando tirar vantagens dos seus “dons” ( Nm 22.7; Jd 11 );
Os falsos profetas agem também no que podemos chamar de “profecia pessoal”, e nesse âmbito eles fazem e desfazem namoros, noivados e casamentos, orientam líderes em decisões na igreja, atendem os “clientes” em relação às suas decisões nas diversas esferas da vida, são considerados em alguns lugares com mais autoridade do que o pastor da igreja, fazem e acontecem, pintam e bordam.
O FALSO PROFETA HANANIAS (PROFETA X PROFETA)
Hananias é o modelo do tipo de falso profeta que vemos nos dias atuais. Suas atitudes se enquadram claramente no perfil descrito acima. Os falsos profetas possuem o mesmo destino de Hananias, ou seja, mas cedo ou mais tarde morrerão, pois cavam a cova do seu ministério e destroem com as próprias atitudes a sua dignidade e credibilidade.
Os profetas falsos geralmente se irritam com os profetas verdadeiros. Hananias, numa atitude grosseira e violenta “tomou o jugo do pescoço do profeta Jeremias e o quebrou” (Jr 28.10). Penso que uma das coisas que o deixou furioso foi a ironia de Jeremias diante da falsa profecia (Jr 28.1-4). Após ouvir a falsa profecia de Hananias, as palavras iniciais de Jeremias foram:
“Amém! Assim faça o Senhor; confirme o SENHOR as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do SENHOR e todos os exilados” (Jr 28.5-6)
CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS (QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS)
Os falsos profetas com as falsas profecias continuam agindo nos dias atuais. Eles estão por toda parte, proclamam absurdos e as mais diversas heresias. Nos últimos dias, um claro exemplo da gravidade deste problema acontece em plena tv aberta. Estou falando das profecias e ensinos acerca da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira.
Campanhas ridículas e argumentos heréticos estão conduzindo muita gente boa e simples para o engano. Em nome da salvação de almas se levanta recursos para a manutenção de programas que não pregam mais o Evangelho de Jesus, mas que se tornaram meros disseminadores da chamada “Teologia da auto-ajuda.”
Sobre isto já escrevi em:
Observe um trecho no mínimo interessante, e sua relação com o que temos visto e ouvido:
“A Teologia ou Evangelho da Prosperidade (ou ainda da Vitória Financeira) tem suas origens nos Estados Unidos, onde por volta dos anos 30 e 40, através dos ensinos de Essek William Kenyon (1867-1948), pastor de várias igrejas na América e fundador de uma denominação própria, ele foi também escritor e radialista (MARIANO, 1999, p. 151). Seus ensinos eram focados na cura, saúde, abundância, prosperidade, riqueza e felicidade pelo poder da mente.
Mariano (idem, p. 152) afirma que Kenyon nunca pregou nem escreveu sobre prosperidade (talvez numa perspectiva doutrinária). Segundo ele, foi o evangelista Oral Roberts quem criou a noção de “Vida Abundante” e deu início à pregação da doutrina e evangelho da prosperidade, prometendo retorno financeiro sete vezes maior que o valor ofertado. Muito interessante, é o fato de que Oral Roberts passou a dar maior ênfase a tal mensagem a partir de 1954, quando ingressar na TV, suas despesas aumentaram consideravelmente. Nos anos 70, nos narra ainda Mariano que Kennet e Gloria Copeland radicalizaram, dando maior projeção ao evangelho da prosperidade, quando prometeram retorno centuplicado dos dízimos e ofertas (BARRON, 1987 apud MARIANO, ibidem).”
Uma lastimável manifestação do desespero para o pagamento de programa de televisão tem motivado falsas profecias. Veja os vídeos abaixo:
Em seu blog, o pastor Ciro Zibordi escreveu sobre a questão em POR QUE A TEOLOGIA DAS SEMENTES É INCONGRUENTE?, e no portal “O GALILEO” consta um interessante debate sobre o assunto, inclusive contando com a participação do pastor Carlos Roberto, Secretário do Conselho de Doutrina da CGADB. Assista o debate AQUI.
Ultimamente os falsos profetas da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira que atuam no Brasil lançaram mais uma falsa profecia. Trata-se da “Unção Financeira dos Últimos Dias”.
Leia AQUI ou assista AQUI.
Observe os textos bíblicos abaixo:
“Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra de se não cumpri, nem suceder, como profetizou, esta é a palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenha temor dele.” (Dt 18.22)
“Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis”. (Dt 13.1-4)
Perceba que um falso profeta não é apenas alguém que fala (ou prediz) algo em nome de Deus e que este algo não acontece. O segundo texto deixa claro que um profeta ou sonhador pode anunciar um sinal ou prodígio, e que isto pode vir a acontecer, mas que tal fato não autentica a integridade e a autoridade do profeta, nem a legitimidade da profecia.
Para discernir o falso do verdadeiro a pergunta chave é: Juntamente com a profecia, há um cuidado do profeta em se manter fiel ao Deus da Palavra e à Palavra de Deus?
Em outras religiões as pessoas estão também “testemunhando” o recebimento de bênçãos ou graças da parte de Deus, dos santos, de anjos e de outras entidades espirituais. O recebimento ou alcance destas promessas ou bênçãos legitima estas religiões, seus líderes e guias?
Ir após outros deuses é o mesmo que ir após aquilo que o SENHOR não prescreveu, que não se sustenta à luz da Sagrada Escritura.
A prosperidade dos filhos de Deus é uma verdade bíblica? Sim (Js 1.8; Sl 1.1-3; 2 Co 9.10-11). Já a Teologia da Prosperidade, com sua ênfase demasiada nas riquezas, suas exegese deturpada, seus métodos grosseiros e seus falsos profetas, não passa de uma corrupção doutrinária clara e absurda, que deve ser veementemente combatida e repudiada em nosso meio.
CONCLUSÃO
Em seu livro “Assim diz o Senhor?”, John Bevere nos adverte para o fato de que é se conhecendo bem o autêntico que teremos condições de discernir o falso. O discernimento espiritual, oriundo do conhecimento das Escrituras e da ação do Espírito é sem dúvida alguma extremamente necessário para este momento. O desespero e encanto pelo sobrenatural, o desejo de tempos melhores, são alguns, dentre vários fatores para que o povo caia no engano dos falsos profetas e das falsas profecias.
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane” (Mt 24.4)
3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Pergunte aos alunos sobre experiências e conhecimento de fatos que eles sabem acerca da ação de falsos profetas nos dias atuais em termos gerais e pessoais. Se for possível, indique ou apresente para eles os vídeos aqui citados das falsas profecias dos profetas da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira analizando-os à luz da Bíblia.
4. RECURSOS DIDÁTICOS
Tv, vídeo, computar, quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.
5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
- Assim diz o Senhor?, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Dicionário VINE, CPAD.
- Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD.
- Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, VIDA NOVA.
- Conheça Melhor o Antigo Testamento, VIDA.
- Heresias e Modismo: uma análise crítica das sutilezas de Satanás, CPAD.
- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.
Desejo a todos uma excelente aula para a glória de Deus!

 

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