terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pr. JOÀ CAITANO REALIZARÁ CINCO SEMINÁRIOS ESPECIAIS NA AD CUBATÃO

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Pr. Joá Caitano

Missionário Pr. Joá Caitano realizará Cinco Seminários especiais na Assembleia de Deus em Cubatão

Em prosseguimento a programação FEVEREIRO/2013 - Mês da Capacitação de Obreiros e Líderes, a Assembleia de Deus Ministério de Cubatão, presidida pelo Pastor Josias de Almeida Silva, realizará no próximo final de semana, 5 (cinco) seminários especiais com o Missionário Pastor Joá Caitano. As reuniões acontecerão no Templo Central nos seguintes horários:

22.02 - Sexta-feira - 19 às 22h - Noite
23.02 - Sábado - 14 às 17h e das 19 às 22h - Tarde e Noite
24.02 - Domingo - Das 9 ao Meio dia. - Manhã

Data: 22 a 24 de Fevereiro de 2013

ASSISTA A CHAMADA EM VÍDEO (Desligue o som da Rhema on line)




TEMAS A SEREM MINISTRADOS

  • Chamada Ministerial
  • Liderança
  • Evangelismo
  • Discipulado
  • Visitação


Participação -  A quem se destina


Todos Pastores, Missionários, Evangelistas, Presbíteros, Diáconos, Cooperadores, Líderes de Jovens, Senhoras, Grupos de Louvor, Oração, Ação Social, Porfessores da E.B. Dominical, Ministérios Especiais, Médicos, Psicólogos, Psiquiatras, Terapeutas, Comerciantes, Empresários, Estudantes, Escritores, Conferencistas, Blogueiros, Agentes Sociais, Funcionários Públicos etc...

Em especial o Seminário de Liderança é desenhado para as atividades mencionadas!

CUSTO DOS 5 SEMINÁRIOS ESPECIAIS:

R$ 35.00 (Trinta e Cinco Reais por Pessoa)

Todas as pessoas INSCRITAS  receberão:
  • Um livro tamanho grande, capa colorida contendo:
  • Mais de 120 páginas,
  • Mais de 1500 referências bíblicas, com letras tamanho grande de
  • Leitura fácil e agradável.
  • Certificado-Diploma de Conclusão e Aproveitamento.
  • Carga horária de 10 horas.

Todas as pessoas que desejam crescer em sua vida espiritual, familiar, social, ministerial e profissional, de qualquer status, de qualqer religião, condição econômica ou social, podem se inscrever.

Convide alguém, traga um familiar ou uma pessoa amiga.

Todos são bem vindos! 


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO

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UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO
Texto Áureo: II Co. 4.8,9 – Leitura Bíblica: I Rs. 19.2-8

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A depressão é considerada por muitos especialistas da área da saúde como o mal do século. Essa condição psicológica afeta a pessoa como um todo – corpo, alma e espírito. Na aula de hoje mostraremos que homens e mulheres de Deus também podem ser acometidos de depressão. Mas a depressão não é o fim, existe possibilidade de cura, apesar de tudo é possível encontrar alegria.

1. DEPRESSÃO, UMA ANÁLISE PRELIMINAR
Existem muitos equívocos em relação à depressão, o primeiro deles é achar que esta é decorrente de pecado. Qualquer pessoa pode passar por desequilíbrio químico no corpo, principalmente na velhice. A depressão somente é resultante de pecado quando essa é decorrente de escolhas erradas. É possível também que o distanciamento de Deus contribua para o agravamento do quadro. A opção pela ira e amargura, ao invés do perdão, pode contribuir para a depressão. A depressão pode ser pecaminosa quando for usada para manipular as pessoas, bem como culpar Deus e outros pela infelicidade. Dentre os sintomas da depressão destacamos: diminuição do prazer em atividades usuais; mudanças significativas do apetite ou de peso, fadiga ou perda de energia; diminuição da habilidade de pensar com clareza, avaliar e se concentrar; movimentos mais lentos ou agitados; aumento ou perda do sono; sentimentos de inutilidade ou de culpa excessiva e pensamentos suicidas. Existem casos de depressão que precisam ser tratados por especialistas, e nada há de pecado nisso, pois as condições físicas podem influenciar na depressão. Há situações que a depressão pode ser tratada com eficácia por um psicólogo ou psiquiatra. Ainda há muito preconceito no meio evangélico a esse respeito. Isso porque alguns cristãos confundem depressão com falta de espiritualidade. Entre os fatores físicos que contribuem para a depressão destacamos: desequilíbrio hormonal (alterações químicas no cérebro durante a puberdade, pós-parto, menopausa); medicamentos (analgésicos, esteroides e anticoncepcionais); doenças crônicas (deficiência na tireoide);  temperamento melancólico (pessoas analíticas e críticas); alimentação inadequada (associada à falta de repouso e de exercício físico) e vulnerabilidade genética (pessoas com histórico familiar têm propensão).

2. HOMENS E MULHERES DE DEUS SE DEPRIMEM
Homens e mulheres de Deus também são vulneráveis à depressão, existem vários exemplos bíblicos disso, o mais conhecido dele é o do profeta Elias, a partir do qual podemos extrair algumas lições. A situação de Elias não pode ser generalizada, mas contribui para compreender alguns casos de depressão. Diante da ameaça de Jezabel, o profeta do Senhor deixou de ver as coisas claramente, a partir do ângulo de Deus. A esposa do rei Acabe poderia até marta Elias, mas não seria capaz de exterminá-lo, pois Deus é o dono da vida. Ele está sempre no controle das situações, mas nem sempre atentamos para essa verdade. Elias também se afastou de relacionamentos encorajadores. Ele se distanciou do “seu moço” e “foi ao deserto, caminho de um dia”. A ausência de pessoas que influenciem positivamente, e a presença de outras que o fazem negativamente pode levar à depressão. O profeta havia sido vitorioso no Monte Carmelo, mas não se apercebeu da sua conquista, focou o seu olhar em outra direção. Ele também ficou exausto e emocionalmente abalado, o estrasse o conduziu àquele estado. Por fim, ele se entregou à autocomiseração, colocou-se como vítima, achando que era melhor do que seus pais. Deus encontrou Elias naquela condição, e o conduziu para que saísse daquela situação. A princípio permitiu que ele tivesse um momento de descanso. Em seguida, falou com ele, indagando-o sobre sua angústia, levando-o a verbalizá-la (I Rs. 19.9,10). Deus atuou na vida de Elias a fim de tirá-lo daquela situação: 1) dando-lhe refrigério físico, providenciando-lhe descanso, comida e bebida; 2) o desafiou mentalmente a olhar para si mesmo, e verbalizar suas preocupações; 3) fortaleceu-lhe emocionalmente mostrando o Seu poder; 4) deu-lhe uma atribuição a fazer e o encorajou a retornar ao trabalho; e 5) providenciou para ele uma companhia para ficar ao seu lado.

3. COMO LIDAR COM A DEPRESSÃO
Os familiares da pessoa deprimida devem compreender a situação e ter o cuidado para não fazer julgamentos inapropriados. Conforme já destacamos anteriormente, qualquer pessoa, inclusive um cristão dedicado, pode ficar deprimida. A própria depressão não significa que uma pessoa não está em comunhão com Deus. Pode acontecer justamente o contrário, a situação pode ser usada para aproximar mais a pessoa de Deus. O mundo no qual nos encontramos é deprimente, por isso não é incomum as pessoas irem da euforia e hiperatividade para a tristeza. Elias ficou decepcionado, inclusive com Deus, e isso intensificou sua depressão. Até mesmo algumas igrejas locais podem contribuir para a depressão. Contextos eclesiásticos marcados pela competitividade, isolamento e ostentação favorecem a depressão. Isso porque a depressão distorce a realidade, as pessoas ficam emocionalmente abaladas, pois não conseguem alcançar os padrões exigidos pelo contexto. Precisamos aprender a relaxar e encontrar refrigério em Deus, Ele nos dará força suficiente para a restauração. O período da depressão é mais susceptível aos ataques de Satanás, o inimigo se aproveita quando estamos fracos e debilitados (Mt. 4.1-11). A ansiedade, aliada à depressão, pode aumentar o problema, por isso, é preciso aprender a depender cada vez mais de Deus, e menos das condições materiais (Mt. 6.25; Fp. 4.6,7). Para ajudar uma pessoa deprimida, é preciso estudar a respeito da depressão, para evitar avaliações precipitadas (Pv. 23.12); identifique se há intenções suicidas, ainda que a pessoa não goste (Pv. 18.21); e afaste as prováveis possibilidades de que isso venha a acontecer (Pv. 18.4); seja um parceiro compreensivo, não a abandone (Ec. 4.9); converse sempre que possível com essa pessoa, mesmo que seja por telefone (Pv. 16.21); dê oportunidade para a pessoa se expressar, valorize esses momentos (Tg. 1.19); não tenha receio de falar sobre a depressão, conversar ajuda bastante (Pv. 25.11); o encorajamento também (I Ts. 5.11).

CONCLUSÃO
Elias passou pelo vale angustiante da depressão, muitos, ao longo da história, têm seguido o mesmo percurso. Deus pode atuar na vida das pessoas, mesmo aquelas que são susceptíveis à depressão. Os conflitos do cotidiano, semelhantes àqueles pelos quais o profeta passou, podem resultar em tal condição. Mas precisamos avaliar cada caso, se necessário, procurar um especialista, mas não deixar de confiar em Deus, pois Ele pode dar o refrigério providencial para encontrarmos “uma luz no fim do túnel”.

BIBLIOGRAFIA
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

Lição 5 Um Homem de Deus em depressão

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Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
Comentarista: José Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.


POR FRANCISCO A BARBOSA
Lição 5 Um Homem de Deus em depressão


3 de fevereiro de 2013

TEXTO ÁUREO

"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos" (2 Co 4.8,9). – A mão providencial de Deus estava controlando as perseguições de Paulo, mantendo-as em proporções manejáveis. O grande evangelista e teólogo também enfrentou grandes desencorajamentos[a].

VERDADE PRÁTICA

Os conflitos de Elias o levaram a enfrentar períodos de depressão e tristeza. Mas o Senhor ajudou-o superar.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 19.2-8.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender a humanidade do profeta Elias;
  • Identificar as causas e os sintomas da depressão de Elias; e
  • Detalhar o tratamento de Deus à depressão de Elias.

Palavra Chave
Depressão: (latim depressio, -onis)
s. f.
1. Abaixamento de nível.
2. [Figurado] Enfraquecimento, abatimento, físico ou moral.
3. Achatamento, cavidade pouco profunda.
depressão atmosférica: nos países temperados, área ciclônica.
depressão mental: perturbação mental caracterizada pela ansiedade e pela melancolia.
depressão nervosa: estado patológico de sofrimento psíquico assinalado por um abaixamento do sentimento de valor pessoal, por pessimismo e por uma inapetência face à vida. [b]


COMENTÁRIO

introdução

Na sequência do estudo sobre o ministério do profeta Elias, analisaremos hoje o seu momento de fuga, o momento em que foi acometido pela depressão. O capítulo 18 de 1º Reis apresenta a expressão da fé de Elias, e as suas vitórias sobrenaturais, e logo em sequencia apresenta o medo, a fuga para salvar a vida e o desânimo, tudo resultando do propósito de Jezabel - com o uso da máquina estatal - de destruir a vida do profeta (v. 2). O profeta não recebeu nenhuma orientação divina para permanecer em Jezreel, agora sua presença ali significava arriscar desnecessariamente a sua vida (18.1). Partiu imediatamente para o monte Horebe (o mesmo monte Sinai). Esta fuga forçada de Elias para o território de Judá e o deserto é um exemplo daqueles que "por causa da justiça" (Mt 5.10) são maltratados e forçados a andar errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra (Hb 11.37,38). De maneira semelhante a Elias, há profetas que tiveram de deixar suas igrejas; pregadores, os seus púlpitos; professores, as suas salas de aula; e leigos, os seus empregos; por se posicionarem contra o pecado, por falarem segundo a Palavra de DEUS, e seguirem o caminho da justiça, por amor do nome do Senhor. O episódio da depressão de Elias, mostra-nos que a depressão é doença que pode nos acometer, sem que, por isso, deixemos de ser servos do Senhor. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!

I -  ELIAS – UM HOMEM COMO OS OUTROS

1. Um homem espiritual. “O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima” (Pv 12.25 NVI); “As preocupações roubam a felicidade da gente, mas as palavras amáveis nos alegram” (Pv 12.25 BLH). Na verdade o que o sábio está querendo dizer é que quando nos deixamos levar pela ansiedade (incerteza aflitiva), nos tornaremos frustrados (inúteis, iludidos) e com um espírito de derrota. É nesse momento que precisamos de uma palavra de ânimo que renove as nossas forças. Jesus sempre tinha e ainda hoje tem por meio da Igreja, uma palavra amiga às pessoas que estão convivendo com um espírito de derrota. Eu acredito que Jesus por meio de Seu Corpo na terra, a Igreja é a grande esperança para aqueles que estão sobrecarregados e sem um caminho de vitória na vida. O desespero e a depressão tomam conta de muitas vidas e às vezes, daqueles que se relacionam de um modo mais íntimo com Deus. Ninguém está livre de problemas e dos sintomas que eles causam em nossa área psicológica, mas com a ajuda de Deus podemos superar esses momentos.
2. Um homem sentimental. Mas Elias não era apenas um homem espiritual, ele não era um super-homem. Vejamos o contraste entre os capítulos 18.46 onde a mão do Senhor veio sobre Elias e ele correu milagrosamente mais do que o carro de Acabe, e 19.3 onde Elias está preocupado consigo mesmo tratando de fugir para salvar a sua vida. Tiago apresenta bem essa situação quando registra as suas palavras: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos...” (Tg 5.17). Até o capítulo 19, Elias apresenta-se extremamente forte, determinante. Causa-me espanto o contraste entre o padrão de crente apresentado na Bíblia e atuais “super-crentes”que aparentamos ser. Muitos de nós se esforça para apresentar às pessoas que tudo está bem. Muitas igrejas até usam o lema: “para de sofrer”. A lição do profeta Elias agora, para nós, é que não somos super-heróis, o desespero e a depressão tomam conta de muitas vidas e às vezes, daqueles que se relacionam de um modo mais íntimo com Deus. Ninguém está livre de problemas e dos sintomas que eles causam em nossa área psicológica, mas com a ajuda de Deus podemos superar esses momentos. Mais ainda: Deus usa pessoas normais!
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Elias era um homem como outro qualquer. Sujeito às intempéries da vida.

II - AS CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS

1. Decepção. A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos. Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida. [Saiba mais]. A depressão pode ter como causa os fatores psico-sociais, biológicos, físicos e outros (causas da depressão). Nosso profeta de Tisbe sofreu com o aparente insucesso do desafio do monte Carmelo. O insensível Acabe conta à sua mulher tudo o que fizera Elias, o fogo que desceu do céu e a morte dos profetas de Baal (cf. 1Rs 18.20-40). O relato, em vez de provocar admiração e conversão, leva Jezabel, irada, a ameaçar de morte o profeta. A cegueira espiritual dominou a rainha, o dominado rei e o povo ainda assim continuou obstinado.
2. Medo. Este trecho diz, antes de tudo, que a fuga de Elias é uma fuga para salvar-se, mas no contexto do caminho, percebe-se que a Elias desapareceu a vontade de viver. É interessante, pois a Bíblia apresenta Elias como um grande lutador, É importante lembrar que o nome de Elias quer dizer “O meu Deus é YAHWEH”. Toda a vida de Elias foi um luta pelo monoteísmo e retorno de Israel ao Senhor, uma luta contra toda qualquer forma de idolatria e de sincretismo. Apesar disso, neste trecho, parece que Elias perdeu a vontade de viver. Acabe relatou o ocorrido no monte Carmelo a sua mulher, Jezabel, que enfurecida, determina a morte do profeta Elias; ela afirma sob juramento que da mesma forma como ele destruiu e matou os profetas de Baal, assim faria com ele. Elias sentiu medo diante da ameaça de Jezabel. E esse medo vai desencadear uma depressão que faz com que Elias, o grande herói e vencedor, se prostre em total desânimo! Elias tomado de cansaço, desânimo, tristeza, orou pedindo a DEUS que Ele o dispensasse do pesado ministério profético e o deixasse partir para o descanso celestial. Os sentimentos de Elias não eram muito diferentes dos do apóstolo Paulo, quando afirmou ter "desejo de partir e estar com Cristo" (Fp 1.23), ou dos heróis da fé, que "desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial" (Hb 11.16; ver também Moisés, em Nm 11.15). Algumas das razões de estar Elias profundamente desanimado: Aparente fracasso; ele esperava a conversão de todo o Israel, e possivelmente, até mesmo de Jezabel; mas agora, pelo contrário, tinha que fugir para salvar sua vida. A esperança, a labuta e o esforço da sua vida inteira findavam agora em fracasso, conforme parecia (vv. 1-4). Solidão: julgava ser ele o único que batalhava pela verdade e justiça de DEUS (v. 10; cf. Paulo, 2 Tm 4.16). Exaustão física depois de uma longa e árdua viagem (vv. 3,4; 18.46).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Os conflitos de Elias estavam associados à decepção e o medo.

III - AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS

1. Fuga e isolamento. “Então, Jezabel mandou um mensageiro...” Não foi nem o rei, nem a rainha e nem mesmo o seu exercito. Apenas um mensageiro foi o bastante para lançar lias numa grande depressão. “ Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar a sua vida, se foi...” (19.3). No hebraico a palavra “temendo” ‘e o verbo “ver”. No inglês esse texto está escrito de forma mais origina;: “ Elias viu isso e se foi para salvar a sua vida...” O que ele viu que o fez ter medo? Ele viu a sua sentença de morte. Pela leitura dessa passagem, notamos que o profeta Elias, perseguido pelo rei Acabe e por sua mulher Jezabel, foge para o deserto do Sinai e sobe o monte Horebe, onde tem um encontro com o Senhor. Este é o sentido literal. Uma palavra apenas tirou o profeta do momento de ápice espiritual e o lançou na masmorra do sofrimento emocional.
2. Autopiedade e desejo de morrer. Elias olhou para este problema e o imaginou maior do que era. Sua emoção se abalou de tal modo, que ele passou a fugir. Quando não controlamos nossas emoções, passamos a fugir de nós mesmos e das pessoas – nossa vida vira um tremendo vazio e perdemos o sentido de quem somos. “Não sou melhor que meus pais”. Esta é a motivação que Elias coloca para pedir a Deus a morte. A vida tem sentido quando o sucesso é alcançado. Quando este objetivo desaparece, desaparece também a vontade de viver. Elias, então, parece ter chegado ao topo da vida. Deita-se e dorme. Este sono é como uma antecipação da morte pedida. É uma maneira de aplacar a consciência, de adormecer o sentido de falimento, de fracasso total da vida que Elias está sentindo. Este sentimento negativo tira de Elias toda a energia psíquica e espiritual para continuar a viver. Elias perdeu por um instante o sentido de sua vida, esquecendo-se de que era um profeta escolhido “diretamente” por Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Algumas características que podem descrever a depressão de Elias são: desejo de fuga, isolamento, autopiedade e desejo de morrer.


IV - O SOCORRO DIVINO

1. Provisão física. O socorro do Senhor chegou até o profeta na forma de provisão física e material: "E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come" (1 Rs 19.5). Zimbro é um arbusto característico do deserto, cresce até cerca de 2,75m e projeta uma boa sombra que protege do escaldante calor desértico. Depois de estabelecer com a ajuda de Deus uma luta titânica contra os profetas de Baal, na qual se saiu perfeitamente vencedor, Elias ficou desanimado e deprimido. Embora o Senhor tivesse derrotado a Baal, Elias tornou-se um fugitivo de Acabe e Jezabel. Nessa fuga desesperadora, ele precisava alimentar-se e Deus fez com que isso fosse providenciado: "E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se" (1 Rs 19.6). Permitiu que Elias dormisse (vv. 5,6). Fortaleceu-o com alimentos (vv. 5-7). Propiciou-lhe uma revelação inspiradora do seu poder e presença (vv. 11-13). Concedeu-lhe nova revelação e orientação (vv. 15-18). Deu-lhe um companheiro fiel e fraterno (vv. 16,19-21). Noutras palavras, quando o filho de Deus enfrenta o desânimo, no desempenho que Deus mesmo lhe confiou, ele pode suplicar-Lhe, em nome de Jesus, que lhe dê força, graça e coragem, e os capacite diante de tais situações (Hb 2.18; 3.6; 7.25). Em 1Rs 19.8, alguns consideram o jejum aqui mencionado, bem como o de Moisés (Êx 34.28) e o de Jesus (Mt 4.2), como casos de jejuns prolongados. Porém, os casos acima não são de jejum no sentido comum. Moisés, na presença de Deus e envolvido na nuvem, foi sustentado de modo sobrenatural. Elias foi alimentado duas vezes de modo sobrenatural, o que lhe propiciou forças durante quarenta dias (vv. 6-8). Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, e não sentiu fome a não ser depois de quarenta dias (ver Mt 4.2; 6.16).
2. Provisão espiritual. DEUS cuidou do desalentado Elias de modo compassivo e amorável (Hb 4.14,15). Diante da ameaça concreta de Jezabel, Elias teve medo e fugiu para salvar a própria vida. Certamente Elias tinha consciência de que YAHWEH o escutava, mas sua reação foi igual a de qualquer homem diante do perigo, partindo para bem longe. No deserto, não suportando mais, clama pela a morte. Parece até incoerência ele fugir com medo da morte e pedir para morrer. Mas Deus, que perscruta o mais íntimo de cada um, prepara para ele algo muito maior. Envia primeiro um anjo com água e um alimento tão forte que o sustenta por quarenta dias e quarenta noites. Seu destino é a fenda da rocha, ou uma caverna, para outros tradutores. Lá, o Senhor lhe pergunta:“Que fazes aqui, Elias?” Este se rende e responde: “Eu me consumo de ardente zelo pelo Senhor...”. “Vem para fora e fica diante de mim...”. Veio um furacão, um terremoto e um fogo... Mas o Senhor não estava no furacão, no terremoto nem no fogo... Veio então um murmúrio de uma brisa suave e Elias cobriu o rosto. Ele compreendeu que Deus tinha (e tem) absoluto controle da natureza, mas se manifestava na simplicidade.

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
O socorro divino trouxe provisão física e espiritual ao profeta Elias.


CONCLUSÃO

Sentir-se abatido de tempos em tempos é algo normal que faz parte da vida. Mas quando o vazio e o desespero tomam conta do seu dia-a-dia, tornando-se permanente, afetando-lhe a motivação e o sentido da vida, pode ser depressão. A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado. O crente não está imune a esse mal e precisa de tratamento tanto quanto qualquer mortal. Aprendemos com Elias três importantes ensinamentos: (a) nós não somos super-heróis, devemos aprender a discernir nossas limitações; (b) palavras são sementes, devemos aproveitar o melhor delas; (c) nossos olhos precisam estar fixos no Senhor da glória! N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Recife, PE
Janeiro de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)


EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que deve ser destacado sobre o lado humano de Elias?
R. Como homem, Elias possuía sentimentos, não somente se alegrava, mas também se entristecia.
2. Cite pelo menos duas causas da depressão de Elias.
R. Decepção e medo.
3. Além de “fuga” e “isolamento”, quais foram as outras consequências da depressão de Elias ?
R. Autopiedade e desejo de morrer.
4. De que forma o Senhor mostrou o seu cuidado para com o profeta Elias?
R. Provendo recursos materiais e espirituais.
5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?
R. Ele não está sozinho neste mundo.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja; Comentarista: José Gonçalves; CPAD;
 -. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. 
http://abibliainterpretada.blogspot.com.br/2010/12/reflexao-sobre-o-profeta-elias.html;
-. 
http://www.atosdois.com.br/print2.php?codigo=533;
-. 
http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5338; -. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/depressao; -. http://www.escolapsicologia.com/compreender-depressao-sintomas-causas-tratamento/


TEXTOS UTILIZADOS:
[a] -.
 Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. Nota textual de 2Co 4.8,9, p. 1202 (com adaptações);
[b] -. http://www.priberam.pt/dlpo/;
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

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ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL
Texto Áureo: I Rs. 18.21 – Leitura Bíblica: I Rs. 18.36-40
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
A apostasia em Israel era manifestada no sincretismo religioso, isto é, a mistura de crenças. Nestes dias esse tipo de pensamento predomina, principalmente no contexto da pós-modernidade. Veremos, na lição de hoje, que os profetas de Baal precisavam ser confrontados por Elias. E que, atualmente, devemos assumir uma posição profética confrontando posicionamentos contrários à Palavra de Deus.
1. O SINCRETISMO BAALISTA EM ISRAEL
Baal, cujo nome significa “senhor ou marido” em hebraico, era uma divindade cananéia (I Cr. 5.5; 8.30; 9.36) adorada por alguns israelitas, inclusive nos tempos do rei Acabe. Esse deus era cultuado conjuntamente com a natureza, associado à fertilidade, por isso tinha a ver com o raio e a chuva. O povo de Israel desenvolveu uma espécie de sincretismo, uma confluência de crenças. Algumas pessoas queriam, simultaneamente, adorarem a Yahweh e a Baal. O confronto profético se fez necessário a fim de distanciar o povo da apostasia. O povo está confuso, dividido entre dois pensamentos. A assimilação do baalismo pelos israelitas resultou de uma série de fatores, dentre eles: o casamento misto com os cananeus, em sua expressão mais grave do rei Acabe com Jezabel; a participação em festas pagãs, e que fomentavam pecados sexuais; e as flexibilizações das religiões cananeias, em oposição às exigências da fé judaica. O sincretismo religioso entre baalismo e judaísmo pode ser identificado nas seguintes passagens: Jz. 2.1-5; 2.11-13,17,19; 3.5-7; 6.25). A própria combinação de palavras revela a combinação entre o Deus de Israel e o deus dos cananeus: Jeeubaal (Jz. 7.1); Beeliada (I Cr. 14.7); Es-Baal e Meribe-Baal (I Cr. 8.33,34). Em I Rs. 18, identificamos o cúmulo do sincretismo religioso em Israel. Deus levantou um profeta fiel e corajoso para confrontar os profetas de Baal, a fim de evitar que o povo fosse tomado pela idolatria.
2. O CONFRONTO DE ELIAS CONTRA OS PROFETAS DE BAAL
Diante dos descalabros do rei Acabe e da rainha Jezabel, fomentando a idolatria em Israel, Elias propôs um confronto com os profetas daquela divindade cananéia. Ele convida todos a se apresentarem no monte Carmelo, também os quatrocentos e cinquentas profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo (I Rs. 18.19). O objetivo do profeta do Senhor era revelar que de fato era o verdadeiro Deus, já que o povo se encontrava dividido entre dois pensamentos. Por isso indagou Elias: “Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (I Rs. 18.21). Isso mostra que a apostasia já estava generalizada, e falta de compromisso com Deus. Elias orientou para que novilhos fossem postos sobre a lenha, sem que fosse colocado fogo, Yahweh e Baal deveriam ser invocados, o que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus (I Rs. 18.22-26). O povo gostou da ideia, aprovou o confronto, e os profetas de Baal clamaram à divindade, que não respondeu, eles manquejavam ao redor do altar, sem êxito. Diante da falta de resposta de Baal, os profetas se flagelaram, o profeta de Deus os tratou com sarcasmo: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará” (I Rs. 18.27). Em seguida Elias provoca os profetas, restaura o altar do Senhor, arma a lenha, pede para que derramem água sobre esta e ora ao Deus de Israel (I Rs. 18.36-37). A resposta foi que “caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (I Rs. 18.38,39).
3. CONFRONTANDO OS ÍDOLOS MODERNOS
Como Elias, estamos diante de um confronto com a sociedade moderna, mas somente aqueles que estão no centro da vontade de Deus reconhecem seu ministério profético. A maioria que conta é a do Senhor, não a dos homens, de nada adianta serem 850 contra 1, se Deus estiver do lado desse 1. Como o povo de Israel, não podemos ficar coxeando entre dois pensamentos, divididos, a fim de sermos politicamente corretos. Precisamos tomar partido, e o partido de Deus, não o dos homens, para não sermos vomitados da boca de Cristo (Ap. 3.15,16). A maior carência nos dias atuais é a de profetas comprometidos com a verdade de Deus. Homens e mulheres de princípios, que não se vendam por dinheiro ou posição. O instrumento dos profetas do Senhor é a Sua palavra, eles sabem que precisam prestar contas Àquele que é O Senhor, não um senhor. Além da Palavra, os profetas de Deus não se apartam da oração, sabem que é por meio desta que o Senhor intervém. A oração foi o recurso que Elias usou para revelar ao povo quem era o verdadeiro Deus. Os profetas do Senhor não temem os falsos profetas, e muito menos aos deuses porque suas vidas são consagradas inteiramente a Deus. É bastante comum hoje os evangélicos ajustarem a Bíblia aos seus interesses. Ao invés de se ajustarem ao evangelho de Jesus, em toda sua radicalidade, servem mais aos seus interesses pessoais do que a pessoa de Cristo. Nestes dias de apostasia, não carecemos de mais evangélicos, mas de verdadeiros discípulos, que estejam dispostos a carregarem a cruz (Mt. 16.34-28).
CONCLUSÃO
O sincretismo religioso está comprometendo a fé de vários cristãos, igrejas inteiras estão abrindo mão da palavra, e do Senhor, e se prostrando perante outros deuses. Mas ninguém pode servir a Deus e a Mamom (Mt. 6.24), só existe um Deus Verdadeiro, que enviou Jesus Cristo (Jo. 17.3). Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai se não for por Ele (Jo. 14.6). Em nenhum outro há salvação, somente em Jesus está a vida eterna (At. 4.12). Não podemos fazer concessões em relação a essa verdade, que não admite qualquer tipo de sincretismo e confrontar o erro pela Palavra de Deus.
BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A LONGA SECA SOBRE ISRAEL

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A LONGA SECA SOBRE ISRAEL
Texto Áureo: II Cr. 7.14 – Leitura Bíblica: I Rs. 18.1-8

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Como medida disciplinar, O Senhor, através do profeta Elias, determinou um período de longa estiagem sobre Israel. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse momento crítico para a nação israelita e suas consequências. Ao final, refletiremos a respeito das situações de estiagem, das catástrofes naturais como um todo, à luz do contexto bíblico-teológico.

1. A SECA SOBRE ISRAEL
Baal era adorado entre os cananeus, e posteriormente, pelos próprios israelitas como deus da fertilidade (I Rs. 16.30-33). Por isso Elias profetizou que Deus enviaria um período de seca sobre a nação a fim de que o povo reconhecesse que somente o Senhor era Deus. A profecia de Elias se cumpriu cabalmente nos dias do rei Acabe (I Rs. 17.1,2; 18.1,2) e é mencionada no Novo Testamento (Tg. 5.17). O objetivo daquela seca foi fazer com que o povo refletisse a respeito da sua condição espiritual. Ele estava dividido entre dois pensamentos (I Rs; 18.21,37). Mas durante o período da estiagem Deus preservou a vida do profeta Elias, providenciando-lhe alimento necessário para sobrevivência (I Rs. 17.1-7). Inicialmente o Senhor orientou o profeta para que saísse do lugar no qual Seu juízo se realizaria (I Rs. 17.3). Em seguida Ele ordenou que o profeta se escondesse junto ao ribeiro de Querite (I Rs. 17.3). Aqueles foram dias difíceis para os profetas do Senhor, pois eles eram perseguidos e mortos por Acabe e Jezabel. Mas dentro do palácio havia alguém sensível às injustiças realizadas por aquele casal. Obadias ocupava ali uma posição-chave, pois encontrava maneiras para preservar a vidas dos servos de Deus. O texto bíblico diz que ele “temia muito ao Senhor”, por isso os escondia, opondo-se aos intentos apóstatas da monarquia (I Rs. 18.4). Não são poucos os cristãos que se encontram em igual condição, vivem debaixo de governos tiranos, mesmo assim se arriscam em prol da justiça. Na história da igreja nos deparamos com pessoa, como Corrie ten Boom, que se arriscou para salvar a vida de vários judeus durante a Segunda Guerra, ocultando-os das forças nazistas.

2. AS CONSEQUÊNCIAS DA SECA SOBRE ISRAEL
A seca resultou em fome, mas ao invés de se preocupar com as necessidades do povo, Acabe estava voltado apenas para seus pertences. Ao invés de encontrar soluções para amenizar a fome extrema em Samaria (I Rs. 18.2), o monarca buscava meios para preservar suas posses (I Rs. 18.4-6). Naquele contexto de apostasia um homem, Obadias, reconheceu a autoridade espiritual de Elias. Mesmo assustado, o servo de Acabe temeu ao profeta do Senhor, e este, por sua vez, se prontificou a salvar a sua vida (I Rs. 18.14,15). Elias apresentou-se a Acabe, mas o rei não quis reconhecer o seu pecado, antes culpou o profeta pela seca, dizendo ser o mensageiro do Senhor um perturbador (I Rs. 18.17). Elias confrontou Acabe e Jezabel, denunciando que a causa da estiagem não era ele, muito menos o Senhor, mas a desobediência por eles patrocinada (I Rs. 18.18). Há governantes que agem de igual modo nos dias atuais, eles não mostram sensibilidade pela situação do povo diante das catástrofes naturais. Há inclusive aqueles que querem tirar proveito político em tais situações. Como Acabe e Jezabel, subtraem os recursos públicos, desviando-os para negócios particulares. A miséria, decorrente de desastres, se transforma em negócio, por meio do qual vidas humanas são sacrificadas. Aqueles que denunciam tal postura antiética são rotulados de perturbadores. Mas entre tais governos corruptos e insensíveis existem aqueles que, assim como Obadias, evitam que as pessoas são injustiçadas, ainda que corram riscos.

3. SECAS, ENCHENTES E DESASTRES NATURAIS
Não podemos generalizar, argumentando que todas as secas, enchentes e desastres naturais são julgamentos divinos. Não podemos esquecer que a queda do homem teve efeitos sobre a natureza (Rm. 8.18-22). Jesus reconheceu que os seres humanos estão debaixo das condições adversas resultantes de catástrofes naturais (Mt. 7.24-27). Não é correto tentar encontrar uma relação de causa e efeito em todas as situações de desastres naturais. Ainda que não compreendamos a causa dos desastres, devemos aprender, com Jeremias, a sentir a dor das pessoas (Lm. 2.19). Ninguém deve ter a pretensão de achar que conhece todos os desígnios de Deus (Is. 55.8,9). No Antigo Testamento Deus governava a nação judaica diretamente, por isso o Senhor usava a natureza para recompensar ou julgar o povo (II Cr. 7.13,14). Essa realidade não pode ser diretamente aplicada ao contexto do Novo Testamento. Cristo se fez maldição ao ser pregado no madeiro (Gl. 3.13). Os desastres naturais ocuparão espaço punitivo no plano escatológico, no período da Tribulação (Mt. 24.27-30; Ap. 6.12-17). A resposta do cristão diante de secas e enchentes é a de lamentação (Lm. 1.12,13,16), chorando com os que choram (Rm. 12.15). Elias recebeu a revelação direta do Senhor, informando às autoridades, naquele tempo, que a seca havia sido resultante da apostasia. Não podemos, neste tempo, aplicar aquela realidade para situações particulares.

CONCLUSÃO
O pecado traz desastres para o ser humano, o maior deles é o distanciamento de Deus, o Criador (Rm. 3.23). Essa é a morte espiritual, que pode, posteriormente, caso as pessoas não se arrependam, se transformar em morte eterna (Ap. 20.14). O julgamento de Deus, em Cristo, acontecerá no futuro, no Trono Branco (Ap. 20.11-15). Secas e enchentes acontecem hoje, mas porque a natureza geme, em decorrência do pecado do ser humano (Rm. 8.22). Como cristãos, não devemos julgar povos e nações diante das catástrofes, antes lamentar, e ajuda-los na necessidade (II Co. 8.9-12).

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

 

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