quarta-feira, 12 de agosto de 2015

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

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EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO
Texto Áureo II Tm. 1.12 – Leitura Bíblica  II Tm. 1.1-8; 2.1-4


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A Segunda Epístola de Paulo, ao contrário do que se costuma pensar, por se encontrar na Bíblia em sequência a Primeira, não foi a segunda epístola pastoral do Apóstolo, mas a última, quando estava preso em Roma, antes de ser martirizado. Depois de Primeira a Timóteo Paulo escreveu a Tito, que será estudada posteriormente. Na aula de hoje nos voltaremos para a primeira seção de II Timóteo, ressaltando a necessidade da intercessão pelos ministros, a importância da convicção do obreiro em relação à doutrina, e a realidade do sofrimento para aqueles que seguem piedosamente a Cristo.

1. INTERCESSÃO PELOS MINISTROS
Depois de identificar-se como “enviado de Cristo Jesus”, Paulo se dirige a Timóteo como “amado filho”, mostrando interesse pelo seu ministério. Os pastores devem ser acompanhados por outros pastores, é preciso reconhecer as agruras da obra, e a necessidade de ter um ombro amigo, alguém que realmente seja digno de confiança, para quem o ministro pode se dirigir, principalmente nos momentos mais difíceis. Sabemos que essa não é uma tarefa fácil nos dias atuais, marcados por tanta disputa eclesiástica. Muitos pastores carregam traumas e marcas na alma, porque não conseguem se abrir, e não confiam nas pessoas que, ao invés de ajudarem, almejam se apropriar dos seus cargos. O receio de perder a posição também está adoecendo muitos obreiros, que se apegam demasiadamente aos recursos materiais, e por isso se tornam escravos da condição na qual se encontram. É digna de destaque a identificação do Apóstolo com seu filho na fé. É gratificante quando testemunhamos casos de convivência saudável entre os ministros de Deus. De vez em quando é preciso que a igreja se preocupe com a realização de encontro entre os obreiros, simplesmente para desfrutar de momentos aprazíveis na presença do Senhor, para cultivar relacionamentos edificantes. Paulo destaca a fé de Timóteo, que diferentemente da dos falsos mestres de Éfeso, estava alicerçada na Palavra de Deus, que ele havia aprendido dos seus familiares, e também do próprio Apóstolo (II Tm. 1.5). A formação bíblica, inicialmente na família, é fundamental para o crescimento na fé, e contribui para o desenvolvimento do ministério. Alguns dos mais dedicados obreiros na casa de Deus tiverem seus primeiros ensinamentos em casa, junto aos pais e mães dedicados ao evangelho, que repassarem os fundamentos da verdade cristã.

2.  A CONVICÇÃO DO OBREIRO CRISTÃO
O ministro de Deus, diante das oposições pelas quais passa, pode vir a querer desfalecer em algum momento da vida. Paulo sabia que Timóteo, mesmo sendo um obreiro dedicado, corria esse tipo de risco, principalmente por causa da sua timidez (II Tm. 1.6-8). Por isso, o incentiva a despertar o dom de Deus que estava sobre ele, é provável que Paulo tenha sido informado que Timóteo estava tendo dificuldade para lidar com a oposição em Éfeso. Esse não era o caso, mas há ministros que fazem concessões do evangelho quando se veem ameaçados. Nos dias atuais, nos quais predomina o humanismo materialista, há obreiros querendo trocar o evangelho por ideologias humanas. A verdade das Escrituras está sendo substituída por pensamentos humanos, que nada têm de escriturísticos. Em contextos mais acadêmicos esse risco é maior ainda, principalmente quando queremos racionalizar o evangelho, ou mesmo dá-lhe uma conotação meramente social. Os ministros de Deus são chamados para permanecer naquilo que foram instruídos e inteirados, sabendo que o que aprenderam veio de Cristo, não de homens (II Tm. 3.16,17). Paulo dá exemplo assumindo que sabe em quem creu, e muito mais que isso, que Jesus dará, em tempo oportuno, o bom depósito espiritual, prometido a todos aqueles que forem fieis no ministério (II Tm. 1.12). Em outra oportunidade Paulo deixou claro que não se envergonhava do evangelho, isso porque era poder de Deus e salvação para todo o que crê (Rm. 1.16). A mensagem do evangelho é simples, e na maioria das vezes escandalizadora, e não se coaduna à lógica deste mundo. Por causa disso somos tentados, a todo instante, a negar a sua loucura. Os judeus sempre foram afeitos aos sinais, e os gregos à sabedoria, mas o evangelho de Jesus Cristo é crucificação (I Co. 1.18-25). Paulo admoesta Timóteo a não fazer concessão em relação ao evangelho. Os obreiros de Deus, em todos os tempos, não foram chamados para pregar uma mensagem agradável ao mundo. A contextualização na pregação da palavra é necessária, mas sem subverter os princípios eternos do evangelho de Jesus Cristo.

3. OS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO
Nesse trecho da Epístola Paulo ora pelo pastor-filho e amigo Timóteo. Sobretudo para que ele seja fortalecido na graça que há em Cristo Jesus, considerando que esse passava por momentos de adversidade e sofrimento (II Tm. 2.1). É sempre necessário lembrar, principalmente aos que tem aspiração ao ministério, que essa é uma obra de sacrifício (II Tm. 3.12). Na verdade, Cristo não prometeu que a vida cristã, especialmente a do ministro, estaria isenta de sofrimento (Jo. 16.33). Isso nos instiga a fazer os mesmo pelos pastores, principalmente nos dias atuais, marcados por tanto descaso e perseguição ao ministério. Muitos estão sofrendo o preconceito resultante dos excessos de líderes aproveitadores. Mas devemos reconhecer a seriedade daqueles que labutam na organização da igreja, e principalmente na palavra e na doutrina (I Tm. 5.17). Existem obreiros fiéis na seara do mestre, pastores que são dignos do nome que carregam, que realmente apascentam o rebanho. Muitos deles são esquecidos pela mídia, não estão nos programas de televisão, preferem viver em surdina, sacrificando-se pelo evangelho no anonimato. Esses se esmeram para dar o melhor para a edificação da casa de Deus, para a maturidade do Corpo de Cristo. Esses são soldados valorosos, alistados no exército de Cristo (II Tm. 2.3).  Como bons soldados do Senhor, não se embaraçam com as coisas terrenas, pois o alvo deles é conduzir os súditos do Reino ao céu. Muitos obreiros atuais não são soldados do exército divino, servem ao reino de Mamom, querem saber apenas do dinheiro dos crentes. Eles militam em prol dos seus interesses, não dos de Deus, fazem fortuna através do evangelho falacioso que pregam. Os pastores dedicados são como os agricultores, que plantam a semente da palavra no coração das pessoas, na esperança que ela germine, e produza frutos para a glória de Deus (II Tm. 2.6).

CONCLUSÃO
Essa Segunda Epístola de Paulo a Timóteo é uma advertência séria em relação à importância da fidelidade no ministério, sobretudo à Palavra de Deus. Como ministros precisamos permanecer cientes do nosso chamado, sobretudo do conteúdo daquilo que recebemos, não de homens, mas de Deus em Jesus Cristo. Os ministros precisam estar convictos do que creram, devem ser conhecedores da mensagem, e não se apartarem dela, ainda que não agrade aos padrões do mundo. Esses obreiros, que sabem em Quem têm crido, e são fiéis à mensagem de Cristo, receberão do Senhor o bom depósito, por ocasião da Sua vinda.

BIBLIOGRAFIA
CALVINO, J. Epístolas pastorais. São José dos Campos: Fiel, 2009.
ZEHR, P. 1 & 2 Timothy, Titus. Scottdale: Herold Press, 2010.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

LIÇÃO 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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LIÇÃO - 5 APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

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APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO
              Texto Áureo  I Tm. 4.1  – Leitura Bíblica  I Tm. 34.1-16


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a partir dessa seção da I Epístola a Timóteo os perigos das heresias. Em seguida, exortaremos, com o apóstolo Paulo, quanto à importância de permanecer na sã doutrina. Ao final, com base nessa mesma Epístola, ressaltaremos a necessidade de manter-se fiel e diligente no ministério que o Senhor nos confiou. Atestaremos, após esseESTUDO, que a mensagem do Apóstolo se aplica aos dias atuais, marcados por heresias que comprometem a verdade do evangelho. 

1. A APOSTASIA DOS ÚLTIMOS DIAS
As falsas doutrinas costumam entrar sorrateiramente no seio da igreja cristã, e na maioria das vezes, deixam de ser percebidas. O fundamento das heresias geralmente é moral, não necessariamente teológico. A teologia ortodoxa tem sofrido por causa de muitas pessoas que advogando uma nova revelação, se afastam dos ensinamentos bíblicos, tão somente para respaldar seus desvios da Palavra. Os falsos mestres dos tempos de Paulo não temiam a Deus, por isso viviam em lassidão, deixaram de sentir os danos do pecado. A consciência deles estava cauterizada (gr. kauteriazo), isto é, perdeu a sensibilidade. Nenhum cristão convicto da sua fé deve ser acostumar com o pecado, antes devemos odiá-lo em nós mesmos, e buscar viver em santificação. Por outro lado, precisamos ter cautela para não entrar pelo caminho do ascetismo. A heresia que estava se espalhando em Éfeso proibia o que Deus havia criado para o ser humano, até mesmo o casamento. Em Gn. 1.28 e 9.3 atestamos que tanto o casamento quanto a alimentação foram criados por Deus, não apenas para a reprodução e nutrição, mas também para o prazer. O casamento, ao contrário do que postula aFILOSOFIA relativista, foi instituído por Deus, de acordo com Seus parâmetros (Gn. 2.18; 2.24; Mt. 19.3-12; I Co. 7.1-24). O próprio sexo dentro do casamento é legítimo, pois venerado é o leito sem mácula (Hb. 13.4). No que tange ao ascetismo, é preciso ter cuidado, pois muitos que proíbem demais, estão se firmando não na graça de Deus, mas em méritos legalistas (Cl. 2.8-11). O ascetismo exagerado pode se tornar um motivo de vaidade, e uma tentativa de deixar de depender da providência divina. Jesus ressaltou que todos os alimentos são puros (Mc. 7.14-23), isso também foi ensinado por Pedro (At. 10), e confirmado por Paulo (I Co. 10.23-33). O vegetarianismo, por exemplo, pode ser uma opção pessoal, mas sem qualquer valor espiritual (Rm. 14.1,2), é preciso, no entanto, ser ponderado, para não ferir a consciência dos mais fracos (Rm. 13.13-24).

2. A IMPORTÂNCIA DA SÃ DOUTRINA
Uma das melhores maneiras dos pastores evitarem a heresia é investir na formação bíblica da sua igreja, através doESTUDO e meditação, enfatizando a sã doutrina. Inicialmente faz-se necessário que esses se posicionem em relação aos ensinamentos falsos, e os denunciem perante a igreja. Há pastores que não fazem mais apologética, se acostumaram de tal maneira às falsas doutrinas que perderam o foco espiritual. Os ministros são verdadeiros servos (gr. diakonos) da igreja, servindo a mesa com o genuíno alimento espiritual. Mas para isso eles mesmos precisam investir no estudo bíblico, pois somente serão pastores-mestres se se tornarem alunos. O conhecimento da verdade é a única maneira de combater o erro, ninguém pode identificar o falso se antes não tiver contato com o verdadeiro. Algumas doutrinas estão sendo disseminadas nas igrejas evangélicas brasileiras que nada têm de bíblicas. Há líderes de renome nacional que disseminam suas ideias, sem que essas tenha respaldo bíblico. A teologia da ganância, normalmente denominada de prosperidade, é um equívoco. O acúmulo de riquezas nada tem a ver com espiritualidade, ninguém é mais ou menos crente pela quantia que tem ou deixa de ter. Por outro lado, alguns estão confundido marxismo com cristianismo, e adotando uma pauta ideológica que também não se fundamenta na Palavra. O evangelho de Cristo não está alicerçado no pensamento individualista e consumista da direita, e muito menos no pensamento materialista e coletivista da esquerda. O evangelho dá ao homem a responsabilidade de escolher, inclusive de decidir se distanciar de Deus, ainda que tenha que colher o fruto do que plantou (Gl. 6.7). De igual modo, devemos ter responsabilidade social, pois Cristo nos chamou para viver no mundo, e nos identificar com aqueles que passam por necessidade (Lc. 4.18; Mt. 11.5). Os cristão que se preocupam com as causas sociais, e que se respaldam na ortodoxia bíblica, devem ser respeitados sem que sejam rotulados de adeptos da esquerda.

3. FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO
Espera-se que o pastor seja fiel aos seus líderes, o princípio da autoridade deve ser respeitado. No entanto, nenhum líder deve se submeter a doutrinas que não tenham fundamento bíblico. Há pastores que sob a justificativa de que são autoridade suprema querem inserir “fábulas profanas” dentro das igrejas. Há líderes que adoram as novidades, vivem buscando saber qual o movimento da moda, para não ficarem ultrapassados. Faz-se necessário identificar e refutar os contradizentes, isto é, os que não seguem o evangelho, e que estão indo após ensinamentos falsos (Tt. 1.14; II Tm. 4.4). A norma basilar de autoridade na igreja evangélica é a Palavra de Deus, todos estão submissos a ela, pastores e mestres. No catolicismo é a tradição que dita as regras da igreja, mas não na orientação protestante. Todos aqueles que assumem a tribuna devem fazê-lo com temor e tremor, cientes de que prestarão contas a Deus a respeito do que anunciam. Ao mesmo tempo, a fidelidade à liderança da igreja é um pressuposto, espera-se que um líder tenha outros líderes, a fim de prestar-lhe obediência. Mas essa deve se firmar nas Escrituras, pois elas são a norma de fé da igreja cristã. O pastor também deve ser um homem piedoso (gr. eusebeia), dedicado à vida espiritual. Isso quer dizer que o obreiro do Senhor deve ser reverente, por isso deve separar tempo para se dedicar à leitura da Bíblia e à oração. O cuidado com o corpo também é necessário, pois esse é templo do Espírito Santo (I Co. 6.19,20) e instrumento para o serviço (Rm. 12.1,2). O foco do pastor não está no culto ao corpo, mas em uma vida espiritual, na intimidade diária com Deus, pondo sua esperança no Deus Vivo (I Tm. 4.9-11). O pastor deve ser um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza, e também no estilo de liderança, sem agir como dominador do rebanho (I Pe. 5.3). Os pastores jovens não devem ser desprezados pelos mais velhos (I Tm. 4.12), antes admoestados para que cresçam no ministério do Senhor.

CONCLUSÃO
Por fim, Paulo recomenda a Timóteo, e se aplica à liderança da igreja atual, que se dedique à leitura pública das Escrituras (I Tm. 4.13), tal como faziam os sacerdotes em Israel (Ne. 8.8). Isso tem a ver com a exposição bíblica, prática que está sendo abandonado nas igrejas evangélicas. Faz-se necessário ler, explicar e aplicar as Escrituras, essa é a base de sustentação da igreja. Devemos fazê-lo não apenas dependendo da meditação (I Tm. 4.15), mas também do poder (gr. carisma) do Espírito Santo (I Tm. 4.14). É fundamental ensinar e viver o que se ensina, é assim que se cuida de si mesmo e da doutrina (I Tm. 4.16).

BIBLIOGRAFIA
GOUD, D. 1 & 2 Timothy/Titus. Nashville: B & H, 1997.
LOPES, H. D. 1 Timóteo: o pastor sua vida e obra. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO AS MULHERES CRISTÃS

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ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO AS MULHERES CRISTÃS LIÇÃO - 3

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Neste estudo do segundo capítulo de 1 Timóteo veremos alguns versículos chaves para a caminhada cristã. Este segundo capítulo de 1 Timóteo é curto em sua extensão, mas rico em seus ensinamentos, podemos tirar muitos estudos deste capítulo.

ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS

I Timóteo 2.1. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;” (v.1).

Aqui notamos que a oração é uma serie de quatro palavras (Filipenses 4.6 tem três delas e Efésios 6.18, tem duas). E a forma como Paulo enfatiza de que a oração deve interpretar-se como favorecendo a todos os homens, e de forma particular aqueles que estão exercendo autoridade.

A oração deve ser praticada na vida e deve ser a vida praticada. A oração não está divorciada de toda a completude da existência humana (vs. 1-8). Somos vagarosos quanto à prática da oração por isso somos exortados a orar.

Os exercícios religiosos que o apóstolo aqui ordena mantêm e fortalecem em nós o culto sincero e o temor de Deus, bem como nutrem a consciência íntegra de que falamos anteriormente. O termo, portanto, é então perfeitamente apropriado, visto que essas exortações se deduzem naturalmente do encargo que ele pusera sobre Timóteo.

 “antes de tudo…” 

Esta expressão, quer nos indicar que como redimidos, pessoas alcançadas pelo evangelho, não podemos levar uma vida a parte de Deus, ou seja, devemos levar tudo a Deus em oração, pois isto, quer dizer que estamos agindo em conformidade com o ensinamento de Jesus Cristo quanto ao reino, que deve ser buscado em primeiro lugar, acima de qualquer um de nossos próprios interesses. Sem Jesus Cristo nada podemos fazer, “antes de tudo” significa que nossas vidas estão em comunhão com Deus, mediante Jesus Cristo, seu Filho e venha o que vier, o reino de Deus tem o melhor lugar em nossas vidas e existências. A oração deve ser a prática diária da devoção cristã, no culto a Deus.

Como Paulo enfoca a questão da oração?

Primeiramente, ele trata da oração pública e de sua regulamentação, a saber: que ela deve ser feita não só em favor dos crentes, mas em favor de todo o gênero humano. É possível que alguém argumente: “Por que devemos preocupar-nos com o bem-estar dos incrédulos, já que não mantêm nenhuma relação conosco? Não é suficiente que nós, que somos irmãos, oremos uns pelos outros e encomendemos a Deus toda a Igreja?” Paulo se põe contra essa perversa perspectiva, e diz aos efésios que incluíssem em suas orações todos os homens, e não as restringissem somente ao corpo da Igreja.

Proseucai (Proseuche) é o termo grego geral para todo e qualquer tipo de oração; e (deeseis) denota essas formas de oração nas quais se faz alguma solicitação específica. Portanto, essas duas palavras se relacionam como o gênero e a espécie. (Enteuxeois) é o termo usual de Paulo para as orações que oferecemos em favor uns dos outros, e o termo usado em latim é intercessiones, intercessões. Platão, contudo, em seu segundo diálogo intitulado, Albibíades, usa a palavra de forma diferenciada para denotar uma petição definida, expressa por uma pessoa em seu próprio favor.

“…exorto que se use a prática de súplicas,(deprecações) orações e intercessões, ações de graças por todos os homens…” Esta é uma grande verdade a ser reafirmada por cada crente em Jesus Cristo. A oração é uma prática vital na vida dos verdadeiros adoradores que adoram o Pai em espírito e em verdade. Não se pode pensar a vida com Deus sem a prática da oração, pois este é o meio pelo qual ele providenciou para que nos comuniquemos com este Deus que se revela e fala com o homem. É o nosso contato pessoal com a Trindade.

Súplicas

A oração como súplica, não é a oração do almoço, “curta e breve”, esta é a oração do gemer da alma diante de Deus, é a oração do Getsêmani, onde o crente está na prensa de azeite perante o Senhor. Nesta oração, a alma convulsiona-se em dores pelo pecado, pelo sofrer que a tentação provoca, em apertos por causa da doença, da escassez, até mesmo pela própria consciência privada da presença de Deus. É uma oração da qual não se tem pressa de sair até que Deus atenda o suplicante. Esta foi a oração de Ana, Davi (Sl 51), de Cristo no Getsêmani.

Intercessões

São orações onde nos colocamos na brecha por uma vida, e ali diante de Deus você clama e se doe por aquele vida. Isso também retrata o próprio amor de Cristo por nós pecadores, ele se colocou na brecha por nós e por isso é nosso mediador.

Ações de graças: são orações de agradecimento a Deus. Muitas vezes chegamos diante de Deus só para pedir, mas aqui Paulo lembra a importância de ser grato a Deus por todas as coisas.

Ações de graças

Sobre o significado de ações de graças não há nada de obscuro, pois ele não só nos incita a orar a Deus pela salvação dos incrédulos, mas também a render graças por sua prosperidade e bem-estar. A portentosa benevolência que Deus nos demonstra dia a dia, ao fazer “seu sol nascer sobre bons e maus”, é digna de todo o nosso louvor; e o amor devido ao nosso próximo deve estender-se aos que dele são indignos.

A oração como ações de graça não se limita ao “muito obrigado pelo pão de cada dia”, por isso e por aquilo, mas é a oração, na qual, o filho de Deus se faz grato ao Senhor por quem Ele é, não pelo que ele pode conceder para a manutenção da existência humana, quer física, quer espiritual.

“por todos os homens”. O termo “todos” aparece quatro vezes entre os versículos 1-6, o qual demonstra tanto a extensão das orações como do amor de Deus.

Essas orações devem ser feitas por todos os homens e por reis (o que hoje seriam presidentes e governantes também) e todos que exercem algum tipo de autoridade. Essas orações serão bem recebidas por Deus em nosso favor, e nos ajudará a ter uma vida mais tranquila, com piedade e respeito.

Todos os magistrados daquele tempo eram ajuramentados inimigos de Cristo, de modo que se poderia concluir que eles não deviam orar em favor de pessoas que viviam devotando toda a sua energia e riquezas em oposição ao reino de Cristo, enquanto que, para os cristãos, a extensão desse reino, e de todas as coisas, é a mais desejável. O apóstolo resolve essa dificuldade e expressamente ordena que orações sejam oferecidas em favor deles.

A SALVAÇÃO DE TODOS

“Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer  que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (v.3,4). Nestes versos, podemos ver que Deus deseja salvar pecadores. “…o qual deseja que todos os homens sejam salvos…”. 

Isto é agraça, inaudita, imensurável, inexplicável graça pela qual os pecadores são salvos, redimidos, reconciliados com Deus por Cristo Jesus, o salvador. Este é um argumento que parte de um efeito observado em direção à sua causa. Pois se “o evangelho é o poder de Deus par a salvação 
de todo aquele que crê [Romanos 1:16], então é justo que todos aqueles a quem o evangelho é proclamado sejam convidados a nutrir a esperança da vida eterna.

A MANEIRA DE SE VESTIR DAS MULHERES CRISTÃS

I Timóteo 2.9 e 10 –“Quero que as mulheres se vistam de maneira decente, com simplicidade e bom senso...”. Nestes versos que seguem, Paulo instrui Timóteo quanto ao proceder e comportamento da mulher, no culto e na vida. Quanto ao vestuário o apóstolo ensina a modéstia, a simplicidade e o bom senso, no entanto, estas instruções dizem respeito ao combate da sensualidade e da exposição da mulher nas matérias de sexualidade, ou seja, o comportamento da mulher, tal como seu falar, proceder devem estar resguardados de qualquer cunho sensual e que venha enveredar-se pela sexualidade pagã.

As mulheres também devem refletir a santidade em suas vidas. A mulher não deve chamar atenção para si com a sua aparência física, mas pelas suas boas obras deve mostrar a sua piedade (2:9-10; veja 1 Pedro 3:1-6).

Acerca das mulheres cristãs

Como cristãos, nosso comportamento define o tom de como os outros nos veem e dão valor a nossa fé. Sendo modesto em nossa aparência é tão grande testemunha para aqueles que nos rodeiam como as nossas ações e as nossas palavras.

O principal desejo da mulher cristã não é colocar seu corpo em exposição, mas para refletir seus valores cristãos. Sua aparência e vestido não deveria dizer: “Olhe para mim, me admirem”, mas sim, “Cristo vive em mim e me mudou de dentro para fora”. Se essa mudança ocorreu, então não há necessidade de chamar a atenção imprópria à aparência externa.

Praticamente todos nós somos influenciados pelas aparências, mas precisamos manter a aparência em perspectiva.

As mulheres cristãs de qualquer idade precisam pensar em como elas se vestem e da maneira que elas interagem com aqueles que as rodeiam, especialmente com os homens.

Os homens são estimulados pela visão. É por isso que Jesus disse aos homens do Seu tempo, “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mateus 5:28).

Será que Paulo estava sendo muito durão com as mulheres?

Pode parecer que Paulo esta sendo preconceituoso em relação as mulheres, mas não é verdade, pois em algumas passagens bíblicas o próprio Paulo aconselha as mulheres a ensinarem a outras mulheres, e Paulo também foi grande amigo de Priscila,que trabalhou com seu marido ajudando Paulo a divulgar o evangelho de Cristo (Tito 2.3-5; Atos 18.26).

Porém se analisarmos estas duas passagens de Tito e Atos, em Tito as mulheres estavam sendo aconselhadas a ensinarem jovens mulheres casadas e em Atos, Priscila ajudou, auxiliou, seu marido Áquila a ensinar sobre o caminho (Jesus Cristo), para um homem que pregava a palavra com ousadia, porém lhe faltava o verdadeiro conhecimento da fé em Cristo Jesus Salvador.

A lei do silencio feminino.

“A mulher aprenda em silêncio com toda a sujeição. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação.” (1 Timóteo 2:11-15).

Muitos entendem que o conteúdo deste texto deve ser entendido à luz de um contexto sócio cultural e religioso muito particular. Outros veem neste texto uma orientação universal de Paulo, no âmbito da igreja, aplicável a todas as mulheres, de todos os tempos e de todos os lugares.

O que Paulo tinha em mente quando escreveu estas palavras? Quais eram as preocupações? Em que contexto foi escrito? Como é que este texto se integra no restante ensino bíblico acerca do mesmo tema?

A realidade da cidade de Éfeso – Onde Timóteo pastoreava.

Sabemos que, em Éfeso, cidade onde Timóteo se encontrava, havia mulheres sacerdotisas que lideravam rituais idólatras impregnados de imoralidade sexual, dos quais, o culto à deusa Artemis era o mais predominante. Não é difícil imaginar que falsos ensinos procedentes destes cultos pagãos tenham sido introduzidos na igreja, pelo que Paulo fez questão de estabelecer princípios que distinguissem claramente o procedimento das mulheres crentes do das anteriores. Este era, portanto, um problema muito concreto daquela igreja, naquele contexto cultural e religioso. 

“A mulher aprenda em silêncio com toda a sujeição”. V. 11

A palavra traduzida como “silêncio”, não significa silêncio absoluto. Trata-se de um termo que implica tranquilidade e calma. Ou seja, sem alvoroço, sem desordem. Também noutro texto, Paulo faz eco da preocupação com a ordem e tranquilidade na igreja quando, diz: “faça-se tudo decentemente e com ordem”, sendo que esta exortação se aplicava, sem qualquer dúvida, tanto a homens como a mulheres (1 Coríntios 14:40). Portanto, a referência direta às mulheres, neste texto, parece dar a entender que a perturbação da ordem e calma teria origem no comportamento de algumas mulheres da própria igreja.

Mulheres no Novo Testamento e no ministério de Jesus.

Em um comentário anterior, eu escrevi sobre as mulheres que ajudaram a Jesus, e vou repetir um parágrafo aqui. “Os homens dominam a história do cristianismo. Passando pelos 12 apóstolos, que não incluíam uma mulher sequer, e culminando com Jesus, Filho e não filha. 

Curiosamente, porém, são as mulheres que não só participaram como protagonizaram boa parte dos momentos cruciais da vida de Cristo. Da concepção à crucificação, enquanto homens traíam ou fingiam não conhecer o Messias, elas não se acovardaram diante das dificuldades. 

Mas quem são essas mulheres e por que elas são importantes?

Como exemplo, pode ser citado At. 16:14, que trata da primeira conversão ao Evangelho ocorrida na Europa: “Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. Lídia e sua família foram grandes colaboradores de Paulo no ensino e na pregação da palavra.

Versículo 12: “Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio”.

Alguns estudiosos da Bíblia defendem que Paulo não está a falar de duas ações distintas –ensinar e exercer autoridade – mas a referir-se ao ensino como sendo um exercício de autoridade. Embora esta linha de interpretação seja a menos comum no tipo de construção gramatical que consta neste versículo, creem que, se não se interpretar dessa forma e considerarmos as duas ações de forma separada, como absolutos, surgirão dificuldades de coerência com o restante registo bíblico, nomeadamente no que respeita à possibilidade das mulheres ensinarem (David P. Kuske).

No entanto, se considerarmos que Paulo está referindo-se a duas ações diferentes, proibindo ambas, no âmbito circunscrito daquela igreja, naquela época e cultura, não é levantada qualquer dificuldade de coerência com o restante ensino bíblico. Quando, por outro lado, se pretende atribuir um caráter universal a estas proibições, aí sim, sente-se a necessidade de forçar a interpretação de que Paulo está falando sobre exercer autoridade através do ensino. O que, na minha opinião, também não faz jus aos demais registros bíblicos relativo à função do ensino e até mesmo da liderança.

A mulher na dispensação da graça

Foi Cristo quem restituiu à mulher a dignidade humana que lhe fora tirada, o direito de ter exigências espirituais. A partir dele, o lugar da mulher não se limitou mais ao lar doméstico. 

Por isso, no grupo dos seus seguidores mais íntimos vemos muitas mulheres, principalmente galiléias.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

Facebook: Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA

Adaylton de Almeida Conceição – Em Mulheres que ajudaram a Jesus
Davi Coelho – Estudo em 1 Timóteo.
João Calvino – 1 Timóteo capitulo 2
Ruben Couto – Consagração das mulheres ao pastorado

 

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