quinta-feira, 21 de março de 2013

ELISEU E A ESCOLA DE PROFETAS

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ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS
Texto Áureo: II Tm. 2.1,2 – Leitura Bíblica: II Rs. 6.1-7

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
O ensino sempre teve papel primordial na cultura judaico-cristã, a palavra de Deus sempre ocupou lugar primordial na instrução, desde a infância. Por isso, na aula de hoje, trataremos a respeito desse importante ministério eclesiástico. Mostraremos, a princípio, a relevância da Escola dos Profetas nos tempos de Eliseu. Em seguida, apontaremos os fundamentos bíblicos para o ensino da igreja. Ao final, destacaremos a necessidade do ensino sistematizado da Bíblia na Igreja local.

1. A ESCOLA DOS PROFETAS
A escola dos profetas, ao que tudo indica, teria sido o primeiro seminário teológico dos tempos bíblicos. Essa escola teria sido organizada por Samuel, que acumulou o ministério de profeta, sacerdote e Juiz (I Sm. 10.5; 19.20). Elias e Eliseu foram os responsáveis pela consolidação da escola dos profetas, a contribuição deles fez com que essa escola funcionasse como resistência à apostasia que havia se estabelecido no reino do norte (II Rs. 2.3; 4.38; 6.1). A escola dos profetas estava fundamentada no ensinamento bíblico, por isso, as instruções eram tanto morais quanto espirituais. Não era uma escola apenas para dotar os alunos com conhecimento, mas, sobretudo, para que esses tivessem uma profunda experiência com Deus. Os profetas não aprendiam apenas conteúdo bíblico, eles também eram inseridos no sobrenatural, nos milagres de Deus. A escola dos profetas foi estabelecida em Ramá, e provavelmente, em Gibeá (I Sm. 19.20; 10.5,10).  Centros de estudos também estavam espalhados em Gilgal, Betel e Jericó (II Rs. 4.38; 2.3,5,7,15; 4.1;  9.1). Cerca de cem estudantes faziam parte da escola dos profetas comandada por Eliseu em Gilgal (II Rs. 4.38,42,43). Quando Elias e Eliseu foram ao rio Jordão encontrava-se com eles cinquenta estudantes da escola dos profetas (II Rs. 2.7,16,17). O estilo de vida deles era em comunidade, em uma casa comum, na companhia dos profetas (II Rs. 6.1). Alguns deles eram casados e tinham filhos (II Rs. 4.1) e acompanhavam os homens de Deus, por isso eram chamados de filhos dos profetas. A escola dos profetas dava também aos estudantes uma formação musical, a fim de que pudessem oferecer ao Senhor música de qualidade para a adoração a Deus (I Sm. 10.5).

2. FUNDAMENTOS CRISTÃOS PARA O ENSINO NA IGREJA
O ensino bíblico-teológico sempre teve relevância na igreja cristã, não podemos esquecer que a Grande Comissão destacava a necessidade de fazer discípulos, e de ensiná-los a Palavra de Deus (Mt. 28.20). Os próprios mestres, aqueles que ensinam na igreja, são dádivas de Deus, e portanto, devem ser considerados como ministros do Senhor (Ef. 4.11). A ausência de ensinamentos bíblicos bem fundamentados é danosa para a igreja, já que possibilita a entrada de falsos mestres, e a manifestação da apostasia (Hb. 6.1). Por isso Paulo orienta o jovem pastor Timóteo para que esse invista no ensino, que escolha mestres para ensinaram e repassarem a mensagem às novas gerações (II Tm. 2.2). Tais pessoas devem se esmerar no ministério do ensino, ou seja, a ele se dedicarem (Rm. 12.7). Elas devem ensinar não apenas com palavras, mas também com o exemplo (At. 12.25). Paulo é um modelo de mestre na Palavra, um homem que não se esquivou de ensinar os decretos de Deus (At. 20.20). Não por ocaso conclamava seus ouvintes e leitores a serem seus imitadores (I Co. 4.15; 11.1; Fp. 3.17). Mas o maior Ensinador foi o próprio Jesus, reconhecido como Mestre da parte de Deus (Jo. 3.2). Aqueles que O ouviam ficavam pasmos diante dos seus ensinamentos, com a autoridade com a qual falava (Mt. 7.28,29). As pessoas se dirigiam a Ele com o título de Rabi, mestre (Mt. 26.15,49; Mc. 9.5; 11.21; Jo. 1.38,49; 4.31; 9.2; 11.8). Jesus mesmo se reconhecia como tal (Mt. 23.8; Jo. 13.13). Seu ensino era eficaz, por isso muitos se maravilhavam (Jo. 7.46), também dos seus feitos, associados ao ensino (At. 1.1,2). Seus ensinamentos partiam de temas simples do cotidiano, recorria com frequências às parábolas (Mt. 22.1); indagações (Mt. 22.46), discursos (Mt. 5-7), citações (Mt. 5.18; 22.41-45; Lc. 24.27)  e símbolos (Jo. 13.4-7; Mc. 6.11). Os temas tratados por Jesus em seus ensinamentos eram: Deus (Mt. 22.34-40); Ele mesmo (Jo. 8.42; 8.58; 16.28); o Espírito Santo (Jo. 3.5; 7.38,39; Mt. 12.27,28; 14.16,17); as Escrituras (Mt. 5.18; Mc. 2.1,2; Mt. 7.13; Jo. 17.17); a vida cristã (Jo. 5.24; 6.35; 8.12; 14.6; 11.25; 17.17; Mc. 12.30,31); o Reino de Deus (Lc. 17.17; Mt. 6.10; 4.23); a igreja (Mt. 16.18);  e a escatologia (Mt. 12.30,31; Jo. 10.28).

3. A IMPORTANCIA DO ENSINO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA
A igreja cristã não pode fugar da responsabilidade do ensinamento sistemático da Bíblia. Ciente da importância desse ministério, muitas igrejas fundaram universidades e investiram maciçamente na educação. Nesses últimos anos a igreja se distanciou dessa tarefa, e o secularismo ganhou espaço. O ideal seria que as igrejas evangélicas tivessem suas escolas confessionais, a fim de instruírem as crianças, desde cedo, na palavra de Deus, sem desconsiderar a formação enciclopédica, com vistas à formação profissional. Por menor que seja uma igreja local, ela é a principal responsável pela instrução dos seus fiéis na palavra de Deus. Os cultos de instrução (ou doutrina) devem ser valorizados, os pastores precisam separar tempo necessário para a exposição da Palavra de Deus. As escolas dominicais merecem maior atenção, atentado inclusive para seus espaços físicos. O estudo teológico, outrora tratado com preconceito, deve ser estimulado, pois sem uma formação ortodoxa as pessoas tenderão ao liberalismo. A esse respeito, é preciso reconhecer que não existe apenas um liberalismo racionalista – que nega a revelação em prol da razão, mas também o sentimentalista - que nega a revelação em favor da emoção. O movimento pentecostal, desde o princípio, orientou sua liderança para que obtivesse formação bíblica. Os cursos teológicos eram poucos, tendo em vista o contexto distinto, mas havia escolas bíblicas para obreiros e escolas dominicais. Esperava-se pelo menos que os obreiros tivessem o conhecimento das principais doutrinas da Bíblia. Nesses últimos anos, em virtude da descaracterização do movimento evangélico no Brasil, percebemos a necessidade premente de obreiros com fundamentação bíblica. As escolas bíblicas dominicais, os cultos de instrução e estudos bíblicos precisam ser revitalizados nas igrejas locais. Caso contrário, estaremos fadando as gerações futuras à mediocridade, a falta de fundamentos sólidos, a heterodoxia bíblica, que cedo ou tarde os distanciaram do evangelho.

CONCLUSÃO
A criação da escola dos profetas por Samuel, e o estabelecimento dela através de Elias e Eliseu, deve servir de motivação para investimos no ensinamento bíblico-teológico em nossas igrejas. Para tanto, devemos não apenas repassar conteúdos, mas, sobretudo, oportunizar momentos espirituais, nos quais os nossos alunos possam ter uma experiência profunda com o Senhor. Uma igreja que não investe no ensino não está cumprindo a Grande Comissão, que a de fazer discípulos, e instruí-los na Verdade, que é o próprio Cristo.

BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.

ELISEU E A ESCOLA DE PROFETAS

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Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
ComentaristaJosé Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.


Por Francisco A. Barbosa
Lição 12 – Eliseu e a Escola de Profetas
24 de março de 2013

TEXTO ÁUREO

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graca que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1,2). – Paulo estabelece um modelo para a preservação e transmissão do evangelho. A doutrina apostólica deve ser passada a sucessivas gerações sem acréscimos ou alterações.

VERDADE PRÁTICA

A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 6.1-7.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender o real propósito das escolas de profetas;
  • Saber a respeito do currículo da escola de profetas; e
  • Relacionar alguns dos métodos utilizados nas escolas de profetas.

Palavra Chave
Escola de Profetas: Instituição de ensino do Antigo Testamento cujo objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

COMENTÁRIO

introdução

Eliseu (hebraico אֱלִישַׁע, “Meu Deus é salvação”), discípulo e sucessor do ministério profético de Elias, no reino do norte. Elias foi líder de uma “escola de profetas”, e Eliseu era um dos seus alunos. O ambiente da escola lembrava uma fraternidade onde os membros eram chamados de “filhos dos profetas” (v. 3,5). A expressão “filhos dos profetas” (hb. bene ba-nabiim) significa que eram membros de uma ordem profética, não que eram descendentes genealógicos dos profetas. Observamos pelas Escrituras que os filhos dos profetas estavam radicados em locais como Betel, Jericó e Gilgal (1 Rs 20.35; 2 Rs 2.3,5,7,15; 4.1,38; 6.1). Ora, com a trasladação de Elias quem seria o seu substituto? Ou seja, quem havia de ser o novo líder? Então, Eliseu baseado na lei mosaica (cf. Dt 21.17) pede a Elias a “porção dobrada”, ou seja, os direitos de um filho primogênito. O primeiro filho recebia o dobro das riquezas do pai em relação aos seus irmãos, e isso implicava mais responsabilidade para a manutenção da família. Donald J. Wiseman lembra que esse filho primogênito “tinha a responsabilidade de perpetuar o nome e o trabalho do pai”. Nesse sentido, a tradução da Nova Versão Internacional (NVI) traz mais luz para a interpretação do texto de 2Rs 2.9: “Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: ‘O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você?’ Respondeu Eliseu: ‘Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético’". A “porção dobrada”, portanto, em um primeiro momento, não significava “mais poder” para milagres. Significa, isso sim, mais responsabilidade como o novo líder a representar o legado do antigo líder. Essas escolas de profetas não tinham a intenção de ensinar a profetizar, a profecia é um dom de Deus. Elas objetivavam passar às novas gerações a herança moral, cultural e espiritual que YAHWEH havia entregado a nação através de sua Palavra. Nessa perspectiva, nossas escolas dominicais são semelhantes a essas escolas de profetas! Temos a responsabilidade de passar, na igreja, a herança moral e espiritual que o Senhor tem dado a sua igreja através de Sua Palavra. Os próprios mestres, aqueles que ensinam na igreja, são dádivas de Deus, e portanto, devem ser considerados como ministros do Senhor (Ef 4.11). O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos de todos os povos, línguas, tribos e nações. Desde que a recebemos, já passaram dois milênios. E ainda há muita terra para conquistar... Hoje, temos como fonte de estudo, quatro perspectivas dessas escolas: a instituição, seus objetivos, currículo e método de ensino. A relação íntima de Eliseu com as escolas dos profetas mostra que o ministério de poder não nos imiscui do estudo sistemático e da meditação nas Escrituras. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Noção de organização e forma. Não há elementos para uma explicação detalhada acerca da existência real, funcionamento e objetivos dessas escolas. Há pesquisadores que acreditam que “escolas de profetas” é linguagem figurada, mas não que tenha sido uma organização. Apesar disso, os textos das Sagradas Escrituras nos dão algumas informações sobre o assunto. As Escolas de Profetas do Antigo Testamento eram agremiações destinadas a congregar jovens crentes em torno dos profetas de Deus para treiná-los na lei divina e ensinar-lhes a ficar à disposição do Senhor, submissos, para o seu serviço. As escolas de profetas surgiram com Samuel (1Sm 10.5,10; 19.20) e foram consolidadas pelos profetas Elias e Eliseu (2Rs 2.3,5,7,15; 4.1,38; 6.1; 9.1). Assim, as “escolas dos profetas” eram um espaço, um local onde as pessoas deixavam de fazer as suas tarefas cotidianas e ordinárias e se dedicavam ao estudo da lei do Senhor, dedicavam-se às coisas de Deus, a aprender os mandamentos, a se dedicar à oração, à busca do Senhor. No tempo em que a escola de profetas foi estabelecida, ao que parece, à época de Samuel, o SENHOR era o governante de Israel através de seu profeta, não havia rei em Israel – o governo era teocrático, ou seja, Deus mesmo é que governava tudo, tendo como administrador o profeta Samuel. O ofício profético organizado em Israel remonta aos dias do profeta Samuel. Foi ele quem deu origem ao ofício de profeta como uma ordem ou classe organizada. Nesse sentido, ele é “o primeiro dos profetas” – distinção que as Escrituras neotestamentárias reconhece perfeitamente: “E todos os profetas desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias” (At 3.24 cf. 13.20; Hb 11.32). Depois surgiram novas escolas de profetas e no tempo de Elias e Eliseu pelo menos quatro se destacaram: Gilgal - Betel - Jericó e Jordão. Cremos que antes de haverem tantas escolas, como havia no tempo de Elias e de Eliseu, existiram apenas duas escolas bem definidas, a de Ramá, residência de Samuel (1 Sm 8.4; 1 Sm 25.1) e a de Quiriate-Jearim (1 Sm 7.2; 1 Cr 13.5), residência provisória da arca de Deus. A manutenção das escolas era dada pelos próprios profetas em seu trabalho agrícola, manual ou com a ajuda do povo em geral. 6.1 o lugar em que habitamos. Alguns entendem o termo "habitar" no sentido de "viver". Isso leva a conclusão de que os discípulos dos profetas, aqueles orientados especificamente por Eliseu, vivam juntos num alojamento comunitário. Entretanto, o termo "habitar" também pode ser entendido como "assentar-se diante". Esse termo foi usado com esse sentido quando Davi sentou-se diante do Senhor para adora-lo (2Sm 7.18) e quando os anciãos se sentaram diante de Ezequiel para ouvir o seu conselho (Ez 8.1; 14;1). Portanto, o "lugar" aqui se refere ao dormitório onde Eliseu também orientava os discípulos dos profetas. O crescente numero de homens que desejavam ser ensinados criou a necessidade de um edifício maior [MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.483].
2. Noção de organismo e função. Essas escolas eram centros de vida religiosa, onde se buscava a comunhão com Deus mediante a oração e meditação. É evidente que estudavam as profecias, inquirindo sobre o tempo de seu cumprimento (1 Pd 1.10-12), além de recordarem os grandes feitos de Deus no passado. Através dessas escolas, cresceu em Israel uma ordem profética reconhecida (2 Rs 2.3,5). Notamos, portanto, que esta instituição nasceu nos dias de Samuel e tinha por finalidade a preparação de pessoas que queriam servir a Deus para que fossem capazes de não só viver segundo a lei, mas também ensinar o povo como deveria se viver de forma agradável ao Senhor. Era um espaço destinado à transmissão da lei a pessoas que queriam servir ao Senhor, não só para que aprendessem a respeito de Deus mas que fossem aptos para também ensinar a outros. s escolas de profetas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação. Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu. No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução. Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder, obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa. Os discípulos mostram disposição para o trabalho. “Vamos”, dizem eles. Exercem uma liderança contagiosa. Motivam todos a uma empreitada no bosque, ao pesado trabalho de extração de madeira, matéria-prima para a ampliação da casa. “ Cada um de nós tome uma vida” – Ninguém haveria de ser preguiçoso.Ninguém faria corpo-mole. É a unidade no trabalho. No lar, se cada membro fizer a sua parte, a família prosperará! Em outras situações observamos que os filhos dos profetas cumpriam outras funções como no caso em que Eliseu ordenou a Geazi cingir os lombos, tomar o bordão de Eliseu na mão, e colocá-lo sobre o rosto do filho morto da sunamita (2Rs 4.29), ou quando enviou mensageiro a Naamã mandando-o que se lava-se sete vezes no Jordão para que sua carne fosse curada (2Rs 5.10). O discípulo aprende com a prática!
2. Encorajamento. O profeta é o “Homem de Deus” – símbolo do divino. Logram êxito aqueles que convidam Deus para se fazer presente em suas jornadas, seus empreendimentos! Os soberbos, auto-suficientes, excluem Deus de seus projetos e seus labores diários. Jacó foi um homem que prosperou, mas não nos esqueçamos de como ele agia, com relação a Deus, em seus planos (Gn 28.18 a 22). Quando convidamos e incluímos Deus em nossos projetos, Ele, solicitamente aceita a nossa petição. O texto traz a resposta de Eliseu, que disse: - Eu irei. “E foi com eles”. Quando ao cortar madeira no bosque para ampliar a cas onde se reunião, um dos profetas perdeu a cabeça do machado que havia emprestado de alguém, recorreu a Eliseu, que prontamente o encorajou e apresentou-lhe a solução: “Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro.” Aqui está uma metáfora carregada de poesia e de dor. De profecia e de história: O plano da Salvação. O modo como se daria a redenção do homem. Como Deus tornaria a adquirir o que se havia perdido. Este lenho, é o símbolo da cruz ! O madeiro cortado, que seria lançado no lugar das nossas perdas. No meio das muitas águas, isto é: povos ! Isaías, o profeta, anteviu este momento e profetizou (Is 53.4 ). Na ordem natural dos elementos, madeira não é imã. Não tem a propriedade de atrair o ferro. Mas, no milagre de Deus, a madeira faz flutuar o ferro. A mensagem é: “ Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18.27).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
As escolas de profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.

III. OS CURRÍCULOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. A Escritura. As escolas de profetas jamais produziram profetas, não há nenhum registro bíblico de que houvesse profeta oriundo dessas escolas. Estas instituições não tinham como propósito ensinar os alunos a profetizarem. Elas eram compostas por homens comuns que ansiavam por aprender as Escrituras e viver próximo ao homem de Deus. Alguns deles eram casados, e tinham os seus próprios lares (2Rs 4.1). A profecia e um dom divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto ao profetizar. Todavia um dos objetivos era passar as gerações mais novas a herança cultural e espiritual da nação. Isto posto, o currículo aplicado eram as Escrituras que possuíam na época, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de YAHWEH com o seu povo. Eu fico completamente absorto como, nos dias de hoje, é comum ouvir tanta gente dizer tanta coisa com tanta certeza sem qualquer embasamento objetivo. Muitas vezes, grande parte do que é dito simplesmente não pode ser comprovado. Infelizmente, isso também é fato no contexto do ensino e pregação das Escrituras. Qual tem sido o currículo aplicado em nossos cursos? Em nossa EBD? Em nossos cultos de doutrina? Há alguma indicação de que havia música sacra e poesia, envolvida no currículo, ou, pelo menos, que pessoas habilidosas nesses campos, associavam-se com os estudantes de teologia (1Sm 10.5). A música espiritual de boa qualidade tem efeitos benéficos sobre o espírito dos homens, da mesma maneira que a música de má qualidade corrompe.
2. A experiência. Os alunos são aqueles que foram impactados pelo homem de Deus, profeta Eliseu. São vocacionados ao ministério da Palavra. Quando Deus vai fazer crescer a igreja, primeiro levanta os “pais espirituais”. Crentes que serão chamados para evangelistas, pastores, professores e mestres, etc..., que ensinarão as Escrituras e com sua experiência, serão o paradigma dos discipulandos. Lanço mão aqui de uma frase dita pelo já falecido escritor português José Saramago: "Aprender com a experiência dos outros é menos penoso do que aprender com a própria." Aprender algo ouvindo conselhos, lendo, frequentando palestras é uma forma de obter informações que ajudam a impulsionar as ações, mas retemos muito pouco daquilo que ouvimos. Torna-se mais fácil fazer escolhas quando você adquire conhecimento sobre um determinado assunto e principalmente se há muito interesse por ele. Nesse ponto, a experiência se torna muito importante. Qual tem sido a nossa experiência cristã? Conhecemos a Deus só por ler as Escrituras ou por experiências com Ele? Pense nisso.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava os princípios e preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.

IV. A METODOLOGIA DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Ensino através do exemplo. O título (’ish ha’Elohim) exprime o conceito que os homens tinham dos profetas e expressa a estreita associação da respectiva pessoa com Deus; Eliseu recebeu esta designação cerca de vinte e nove vezes. Este título foi dado primariamente a Moisés e continuou sendo empregado até o fim da monarquia. A intenção era expressar a diferença de caráter entre o profeta e os demais homens. Isto é deixado perfeitamente claro nas palavras ditas pela mulher sunamita: “Vejo que este... é santo homem de Deus...” (2 Rs 4.9). As Escolas de Profetas tinham como objetivo a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu.
2. Ensino através da Palavra. Eliseu não foi um profeta literário, o que sabemos dele é pelo que outros escreveram. Mas sabemos que ele herdou o ministério profético de Elias e juntamente com isso, a liderança da escola de profetas. De fato ele usou a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas. Profetas e alguém que transmite a mensagem de Deus. Enquanto o Senhor mandou que muitos profetizassem certos eventos, o que Deus mais queria era que eles instruíssem e inspirassem o povo para viver fielmente ao Senhor. Ao ouvirem as inspiradas palavras de Saul, seus amigos exclamaram: “Esta também Saul entre os profetas?” Esta era uma expressão de surpresa pelo lato de um mundano ter se tornado religioso. Seria equivalente a; "O que? Ele se converteu?" [APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag.381]. Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Sozinho e solitário ele lastimou sua sorte diante do Senhor. Se essas palavras não fossem enunciadas em Um estado de angústia, teriam sido indesculpáveis. Mas Deus trata com amor seus filhos quando estão esgotados. As palavras do profeta tomadas ao pé da letra o que não podemos fazer praticamente acusam Deus de infidelidade. E eu fiquei só. [MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 66].
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação.

CONCLUSÃO

Os tempos mudam e a cultura também. Hoje sabemos que a educação secular possui grande importância e infelizmente para muitos é a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação humanista, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento. A criação da escola dos profetas por Samuel, e o estabelecimento dela através de Elias e Eliseu, deve servir de motivação para investimos no ensinamento bíblico-teológico em nossas igrejas. Para tanto, devemos não apenas repassar conteúdos, mas, sobretudo, oportunizar momentos espirituais, nos quais os nossos alunos possam ter uma experiência profunda com o Senhor. Uma igreja que não investe no ensino não está cumprindo a Grande Comissão, que a de fazer discípulos, e instruí-los na Verdade, que é o próprio Cristo. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Recife-PE
Março de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da Escola de Profetas?
R. Que a educação possui forma e função.
2. Destaque dois dos objetivos da Escola de Profetas?
R. Treinamento e encorajamento.
3. De acordo com a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de Profetas?
R. A Escritura e a experiência.
4. Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.
R. Ensino através da palavra e do exemplo.
5. O que podemos observar através do ministério de Eliseu?
R. Observamos que as escolas de profetas eram dedicadas ao ensino formal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja; Comentarista: José Gonçalves; CPAD; -. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.483
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. pag. 445, 446.
APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag.381
MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 66
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quarta-feira, 13 de março de 2013

OS MILAGRES DE ELISEU

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OS MILAGRES DE ELISEU
Texto Áureo: II Rs. 8.4 – Leitura Bíblica: II Rs. 2.9-14

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Eliseu, o sucessor de Elias, operou muitos milagres, o fundamento para a realização de tais maravilhas estava no seu relacionamento com Deus. Na lição de hoje mostraremos que Eliseu foi, verdadeiramente, um profeta de Deus. Em seguida, destacaremos os diferentes tipos de milagres por ele realizados. Ao final, enfatizaremos que o Deus, que a fonte genuína dos milagres, continua o mesmo, e, dependendo dos Seus propósitos, pode fazer milagres ainda hoje.

1. ELISEU, UM PROFETA DE DEUS
Eliseu foi um profeta de Deus, seu nome significa “Deus é salvação”, ele era filho de Safate. Ele foi ungido profeta por Elias em Abel-Meolá, enquanto lavrava a terra com doze juntas de boi. Naquele lugar Elias lançou sobre ele o seu manto, passando adiante (I Rs. 19.19). Eliseu serviu Elias até o momento em que este fora transladado da terra. Aquela também foi a ocasião que Eliseu apanhou o manto caído, recebendo, do Senhor, porção dobrada do espírito de Elias, tornando-se, assim, o herdeiro profético do seu senhor (II Rs. 2). Após o translado de Elias, Eliseu passou a ser usado maravilhosamente por Deus, realizando muitos milagres, um dos primeiros foi a separação das águas do rio Jordão, usando o manto do seu mestre (II Rs. 2.14). Isso provavelmente fez com que os discípulos dos profetas reconhecessem publicamente Eliseu como o sucessor de Elias. Logo em seguida Eliseu realizou outros milagres, dentre eles, a dulcificação das águas de Jericó (II Rs. 2.19-22) e o aparecimento de ursos que destroçaram os jovens escarnecedores (II Rs. 2.23,24). Posteriormente o rei de Moabe, que havia pagado tributo ao rei Davi, se revoltou contra Israel, com a pretensão de invadir Israel. Os reis de Judá e Edom seguiram para o deserto, a fim de surpreender o rei de Moabe, mas faltou água. Josafá faz um pedido a Eliseu e este providencia um grande livramento (II Rs. 3.1-25). Não há uma cronologia detalhada na Bíblia da vida de Eliseu, sabemos tão somente que ele morreu no reinado de Joás (II Rs. 13.14). Ele morreu na sua própria casa, depois de sessenta anos de atuação profética, na idade de 90 anos (II Rs. 13.14-19).

2. OS DIFERENTES MILAGRES DE ELISEU
A vida de Eliseu foi marcada por milagres, todos eles com propósitos específicos, delineados pelo Senhor. Isso pode ser percebido na providência e auxílio do Senhor no caso da viúva, cujo marido havia vivido no temor ao Deus de Israel (II Rs. 4.1-7). A pobreza na qual aquela mulher se encontrava motivou o profeta a realizar o milagre para prestar auxílio à viúva desamparada. Elias sempre que possível ficava hospedado em casa de uma piedosa família israelita. A mulher sunamita, que o hospedava, não tinha filhos, sendo isso considerado uma grande desgraça para aquela família. Certo dia o profeta afirmou que Deus reverteria aquela situação, dando filhos àquela mulher (II Rs. 4.8-17). Essa mulher, então, teve um filho, que, após alguns anos, morreu em virtude de um ataque de insolação. A mulher deitou o filho sobre a cama e partiu em busca do profeta, que orou, fazendo com que o menino voltasse a viver (II Rs. 4.26-37). Tempos depois desse acontecimento, houve grande fome em Israel, Eliseu estava em Gilgal, na escola dos profetas. Naquela ocasião colocaram uma planta venenosa na panela, mas o profeta fez com que aquela planta se tornasse inofensiva, a partir da mistura de farinha (II Rs. 4.38-41). Próximo aquele tempo aconteceu outro milagre, o dos vinte pães e algumas espigas de trigo. Em II Rs. 5 há o registro do milagre da cura de Naamã, que era um homem notável na Síria, mas que se encontrava leproso. Ele veio a Israel, por indicação de uma menina judia, para pedir cura, sendo curado por Eliseu. Certa vez um machado emprestado caiu na água, mas Eliseu, vendo a apreensão do momento, recuperou o machado, fazendo com que esse flutuasse na água (II Rs. 6.1-7).Há também o registro de um milagre em que o rei Jeorão acusa Eliseu de ser a causa de suas adversidades, e manda mata-lo. Mas Eliseu tomou as precauções necessárias, e, para não ser morto, realizou um milagre de abundância de alimentos (II Rs. 7).

3. OS MILAGRES DO DEUS DE ELISEU
Eliseu realizou muitos milagres porque Deus era com ele, confirmando seu ministério profético. Cada um daqueles milagres tinha uma razão de ser, Deus tinha propósitos na realização daqueles feitos maravilhosos. Não podemos esquecer-nos desse importante detalhe, caso contrário, transformaremos Deus em um mero “fazedor de milagres”. É perigoso se aproximar de Deus apenas com vistas a realização de milagres. Em muitos contextos evangélicos atuais as pessoas querem apenas a liberação, mas esquecem do Libertador. Deixam de atentar para o fato que o maior milagre é a salvação de uma alma. No Evangelho segundo João lemos que Jesus realizou muitos milagres, mas um deles, geralmente esquecido, é o da libertação da mulher flagrada em adultério. Como pentecostais que somos, acreditamos no poder de Deus, na realização de milagres e maravilhas. Mas é preciso ter cautela para não fazer com que as pessoas se transformem em meros “consumidores” de milagres. No lastro das igrejas pseudopentecostais, corremos o risco de oferecer um produto que, definitivamente, não temos o controle sobre ele. Deus é o Senhor, Ele é soberano, faz como Lhe apraz. Como Ele ainda é o mesmo, podemos testemunhar milagres ainda hoje, mas não podemos, como quis fazer Geazi (II Rs. 5.20-27), tirar vantagens próprias com os milagres de Deus. Essa “síndrome de Geazi” está solapando o movimento evangélico brasileiro. Os milagres estão se tornando um fim em si mesmo, ninguém mais quer pregar salvação e santificação. Estamos testemunhando uma geração de “viciados em milagres”, que não querem ver a face de Deus, apenas as suas mãos.

CONCLUSÃO
Deus realizou grandes e maravilhosos milagres através da vida de Eliseu. Mas todos eles tinham propósitos definidos pelo Senhor, dentro de determinado contexto. Isso nos deixa a lição para que não venhamos a instrumentalizar os milagres em benefício próprio. Toda glória deve ser dada ao Senhor, Ele, e somente Ele, é digno de adoração e louvor. Tenhamos cuidado com os cultos às celebridades, Elias e Eliseu foram servos do Deus Altíssimo, eles passaram, mas a obra do Senhor continua.

BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O LEGADO DE ELIAS

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O LEGADO DE ELIAS
Texto Áureo: II Rs. 3.11 – Leitura Bíblica: I Rs. 19.16-21

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A vida e o ministério de Elias deixam muitas lições para os cristãos deste tempo. Ele foi um homem de Deus que foi relevante para a sua época. Apesar da crise estatal, e das suas próprias limitações humanas, foi uma voz profética para aquela geração. Nesta lição trataremos a respeito do seu legado, sua sucessão por Eliseu, e as qualidades que fazem com que ele seja digno de ser lembrado.

1. A SUCESSÃO DE ELIAS
Elias tinha consciência da sua transitoriedade, mais que isso, reconhecia a necessidade de um sucessor. Por isso, próximo de ser tomado pelo Senhor em um redemoinho, partiu de Gilgal, mas em companhia de Eliseu (II Rs. 2.1). Essa é uma característica fundamental de todo homem ou mulher que exerce função de liderança na igreja. Jesus deu o exemplo preparando Seus discípulos ao longo do ministério. Paulo formou filhos na fé que foram capazes de conduzir o rebanho de Deus. O movimento evangélico no Brasil está em crise. Muitos pastores não vislumbram mais o futuro da obra, muito menos os valores do Reino. Eles querem se eternizar em seus cargos, têm receio de perderem “a benção” terrena. A maioria deles não prepara sucessores para assumir a obra quando partirem. E quando o fazem, escolhem não com base na orientação de Deus, mas nas conveniências pessoais. Aqueles que estavam próximos a Elias sabiam que Eliseu seria o sucessor, e o próprio Eliseu também (II Rs. 2.2-6). Certamente Eliseu se destacou na escola dos profetas, ele era aquele aluno que chamou a atenção do mestre. As pessoas a quem Deus chama têm um potencial que não pode ser negado. Elas geralmente são as mais interessadas nas “escolas dos profetas”. A preparação faz parte do processo de formação de um líder, ele precisa tanto de conhecimento teórico quanto prático. As escolas e institutos bíblicos, bem como as Escolas Dominicais exercem papel preponderante na formação de líderes. Se quisermos encontrar líderes que queiram dar continuidade à obra de Deus, não desprezemos aqueles que estão nesses contextos.  

2. O TRANSLADO DE UM PROFETA
Antes de ser transladado Elias passou por um percurso geográfico e, ao mesmo tempo, espiritual. Ele estava em Gilgal, depois seguiu a Betel, somente depois ao Jordão. Gilgal foi o princípio, naquele lugar Josué acampou com o povo de Israel (Js. 4.19). Depois Elias prosseguiu para Betel, um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8). Somente depois ele partiu para Jericó, o lugar da batalha, e finalmente para o Jordão, de onde subiu. Aquela jornada fazia parte também da formação dos seus sucessores. Eliseu reconheceu a necessidade de acompanhar Elias naquele momento. O sucessor do profeta prometeu não deixá-lo sozinho, sabia do valor do homem de Deus (II Rs. 2.6). A ausência de comunhão entre os líderes deste tempo é algo preocupante. A competitividade se instaurou de tal maneira no seio da igreja que os pastores não conseguem mais confiar uns nos outros. Eles estão sempre disputando terreno, querendo ser um maior do que outro. A insegurança tem feito com que muitos adoeçam tanto no corpo quanto na alma. Precisamos desesperadamente de “eliseus” entre os pastores. Líderes em quem se possa confiar, principalmente nos momentos mais difíceis. Essas pessoas podem, como Eliseu, desejarem o ministério profético, e até mesmo o pastorado, pois excelente coisa almeja (I Tm. 3.1,2), respeitando o tempo de Deus.  Aqueles que passam o cajado, devem saber quando devem fazê-lo para não sacrificar a obra de Deus. Elias fez um pedido ousado, queria ser profeta. Não estava pedindo comodidade, antes um ministério atuante. Esse é o principal problema de alguns líderes eclesiásticos, eles não querem assumir o preço do ministério profético. A seara continua grande, mas os ceifeiros ainda são poucos (Mt. 9.37). Nem todos querem ir para a seara, preferem os grandes centros, onde há status e riqueza. Eliseu não pediu para ser sacerdote, mas profeta, essa é uma diferença que não pode ser desconsiderada. Pedir a porção dobrada no ministério não significava, como alguém possa pensar, maior visibilidade. Com a porção dobrada viriam maiores exigências, e por conseguinte, grandes responsabilidades.

3. DIGNO DE SER LEMBRADO
Enquanto Elias e Eliseu conversavam, veio, repentinamente, um carro de fogo, com cavalos de fogo e separou os dois. Eliseu viu, admirado, quando Elias foi tomado ao céu em um redemoinho (II Rs. 2.11). É interessante observar que Deus também pode manifestar sua presença em momentos simples do cotidiano. Jesus disse que onde estivessem dois ou três reunidos em Seu nome ali Ele se encontraria (Mt. 18.18-20). Há quem pense que o Senhor somente se manifesta nos grandes encontros. Deus tomou Elias enquanto os dois conversavam, certamente a respeito das maravilhas do Senhor. Precisamos valorizar mais as coisas pequenas da igreja, não apenas os eventos vultosos. Eliseu aprendeu muito com os momentos que esteve a sós com Elias, em conversas, talvez, despretensiosas. Os discípulos de Jesus extraíram verdades, que se encontram registradas nos evangelhos, a partir de diálogos simples. A conversa de Jesus com Nicodemos (Jo. 3) e com a Mulher Samaritana (Jo. 4) são dois exemplos dessa verdade. O líder que será lembrado não é aquele que ver multidões, mas pessoas. Elias é lembrado porque o seu ministério esteve focado sobretudo em gente, não em estruturas sociais, distanciadas de Deus. Muitos líderes eclesiásticos ficarão na lembrança de poucos. Eles fazem autopromoção em demasia, pois já sabem que cairão no esquecimento. Mas Elias, e todos aqueles que têm compromisso com a Palavra de Deus, serão identificados. Acazias soube, pelas características, que Elias era o profeta de Deus (II Rs. 1.3-8). Esta geração carece de verdadeiros homens e mulheres que sirvam ao Deus vivo e verdadeiro (I Rs. 17.1). Elias foi também lembrado por ser um homem de oração (Tg. 5.17,18). Os líderes eclesiásticos precisam orar mais e brigar menos, somente assim poderão dar glória a Deus, falar a palavra dEle, e não a deles mesmos (I Rs. 18.36).

CONCLUSÃO
O mesmo poder que esteve sobre Elias está disponível para os cristãos hoje (Ef. 3.18-21), não apenas em porção dobrada, mas em abundância (Jo. 16.23; At. 1.8; 2.2-4). Para recebermos precisamos orar, pois esta é a vontade Deus, dar o Seu Espírito à Igreja (Lc. 11.11-13). Muitos não receberam o Seu poder porque não pedem, nõ se interessam, querem apenas bênçãos materiais (Tg. 4.2,3). A vontade de Deus é que sejamos cheios do Espírito Santo, peçamos, pois, Ele nos atenderá (I Jo. 2.14,15). Mas não nos afastemos das Escrituras, saibamos manuseá-la, para sermos aprovados por Deus (II Tm. 3.16,17).

BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O LEGADO DE ELIAS

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Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
ComentaristaJosé Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.


POR FRANCISCO A BARBOSA
Lição 8 - O LEGADO DE ELIAS


24 de fevereiro de 2013

TEXTO ÁUREO

"E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias" (2 Rs 3.11). – Josafá, cético diante dos profetas bajuladores, fez a mesma pergunta ao rei Acabe em 1Rs 22.7.

VERDADE PRÁTICA

Através do ministério de Eliseu aprendemos que os grandes homens foram aqueles que aprenderam a servir.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 19.16,17,19-21

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Reconhecer o caráter divino da vocação e chamada de Elias;
·         Detalhar os princípios da exclusividade, autoridade da vocação e a chamada de Elias; e
·         Compreender como se deu a sucessão e o discipulado de Eliseu.

Palavra Chave
sucessor
adj (lat successore) 1 Que sucede a outrem. 2 Que herda. 3 Que tem a mesma dignidade ou os mesmos predicados que outrem teve.[a]

COMENTÁRIO

introdução

Na sequência de estudos sobre os ministérios de Elias e de Eliseu, veremos o trabalho do profeta Elias para a continuidade do ministério após a sua partida, o trabalho que Elias fez para que a obra do Senhor tivesse sua continuidade após a sua partida deste mundo. Como afirma o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (on line), “legado” é “o que é transmitido a outrem que vem a seguir”. Elias foi conscientizado pelo Senhor de que sua obra de manter a identidade de Israel como povo de Deus não se esgotaria com ele, mas deveria ter continuidade. Ao longo do trimestre, temos visto que o profeta Elias era extremamente zeloso com a Palavra de Deus. Neste zelo incondicional, nada mais óbvio que a preocupação com o seu sucessor e o ministério monoteístico do culto à YAHWEH. Neste estudo, não poderia me imiscuir de desmistificar algumas perícopes, descaradamente desvirtuadas em exegeses esdrúxulas e descabidas. Venham comigo! Tenhamos todos uma excelente, proveitosa e abençoada aula!

I. O LONGO PERCURSO DE ELIAS
1. Uma volta às origens. Elias realizou uma grande viagem para os padrões de sua época, em direção ao monte Horebe, cuja localização é incerta. A tradição o tem identificado como o monte Jabel Musa (Monte de Moisés), uma montanha de 2.300 metros no centro de uma faixa de granito, ao sul da penísula do Sinai. Em Êxodo 3.1 Horebe é chamado como o “Monte de Deus”, descrevendo a montanha como um santuário. Foi nesse monte que Deus se revelou a Moisés como o grande EU SOU (Ex 3.1). Ali Deus revelou a Israel seu nome pelo qual deveria ser invocado: YAHWEH (traduzindo em nossas Bíblias como SENHOR) e que dali em diante deveria ser usado na adoração. Aqui também o Senhor revelaria a Lei a Moisés (Êx 19.1-25; 20.1-26). Essa viagem era necessária e oportuna, haja visto o esmorecimento da fé em Israel, da eliminação dos profetas do Senhor, e da vida secreta que levavam os sete mil reservados que não se prostraram perante Baal. Num momento de fadiga, de esmorecimento, de desilusão, sem dúvida esse é o momento de retornar ao primeiro amor! É interessante o fato que o Senhor lhe perguntou: Que fazes aqui, Elias? (19,9). No versículo 7 o próprio Deus lhe avisa que a jornada seria longa e depois de alimentá-lo, Elias caminha 40 dias e 40 noites viajando por um vasto território até Horebe. Deus fez essa pergunta ao profeta para lembrá-lo de que ele poderia ter buscado ao Senhor em qualquer parte de Israel. Se o Senhor ouviu às suas orações e respondeu a elas no monte Carmelo, podia ouvi-las em qualquer lugar. Elias desejava buscar ao Senhor da aliança no lugar onde ele se encontrara com Moisés e Israel. O Senhor de Israel, porém, não é um Deus local, mais acessível no Sinai do que em qualquer outro lugar.”
2. Uma revelação transformadora. O Senhor não revelou a si mesmo a Elias da forma espetacular como a Moisés. A este profeta ancião, desencorajado e desesperançado, Deus responde com brandura. Deus agora atribui ao incansável profeta tres novas atribuições (vv 15-16) e assegura-lhe que ele não estava sozinho, na realidade havia ainda outros sete mil fiéis (1 Rs 19.18). Deus revelou a Elias ainda, a necessidade de um sucessor (1 Rs 19.16). A propósito, Charles Swindoll destaca que “graças ao modo gentil e bondoso de Deus, Elias arrastou-se para fora da caverna. “Partiu, pois, Elias dali”. De maneira graciosa Deus o alimentara e dera descanso, refrigério e sábios conselhos, fazendo que Elias se sentisse novamente parte significativa de seu plano. Isso é que é compaixão! Então Deus permitiu que Elias passasse seu manto para Eliseu, seu sucessor. Mas fez mais do que isso, muito mais, pois Eliseu “se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia”. Deus não deu a Elias apenas um sucessor: deu também um amigo próximo, pessoal, alguém que amava Elias e o compreendia suficientemente bem para servi-lo e encorajá-lo. [b]
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Precisamos nos conscientizar que na obra de DEUS não somos descartáveis, mas, de igual forma, ninguém é insubstituível.

II. ELIAS NA CASA  DE ELISEU
1. A exclusividade da chamada. Rayond B. Dillard destaca que “o chamado de Deus para todos nós é a sinceridade ao comprometimento. Para alguns, isso significa deixar um negócio ou emprego para seguir uma vocação profissional no ministério. Para outros, significa servir dedicadamente em muitos diferentes empreendimentos. Seja qual for o nosso trabalho, quer no ministério ou num emprego, o chamado de Deus para o serviço e compromisso deve eclipsar todos os outros.”[c]
2. A autoridade da chamada. Raymond Dillard destaca que “uma maneira na qual os escritores do Antigo Testamento descrevem a possessão pelo Espírito de Deus é dizer que o Espírito “revestia” um profeta. [Obs: Isso no original em hebraico; nas diversas versões, às vezes foram usadas outras palavras, como vemos a seguir — N.R.] (1 Cr 12.18-19 [“entrou”]; 2 Cr 24.20 [“se apoderou”]; Jz 6.34). Esse é o pano de fundo para o simbolismo envolvido quando Elias lançou o seu manto sobre Eliseu (1 Rs 19.19). Eliseu, como Elias, seria revestido com o Espírito de Deus, e introduzido na ordem dos profetas. Mais tarde, quando Elias foi levado para o céu, Eliseu apanhou o manto de Elias e dividiu as águas do rio Jordão e, então, o grupo de profetas que testemunhou essa ação, soube que “o espírito de Elias repousa sobre Eliseu” (2 Rs 2.13-15).”7 De nada adianta, portanto, o ofício se a unção não o acompanha! Não é, portanto, o ofício que determina a unção, mas a unção que valida o ofício! Eliseu de fato recebeu autoridade divina, pois possuiu um ministério marcado por milagres. Hoje há muita titulação, mas pouca unção!
SINOPSE DO TÓPICO (I)
DEUS chama e prepara pessoas fiéis para a sua obra. A obra do Senhor é para os chamados e vocacionados.

III. ELIAS E O DISCIPULADO DE ELISEU
1. As virtudes de Eliseu. A história da chamada de Eliseu e como se deu o seu discipulado deveria ser o padrão para a sucessão de lideres hoje. A qualidade dos ministros atuais tem caído muito e, acredito, a fragmentação denominacional tem uma boa parcela de contribuição. Não é segredo que esse processo acontece pela disputa de domínio de determinado espaço ou território entre as lideranças, que não chegando a um consenso sobre as suas esferas de atuação, resolvem dividir de forma litigiosa determinado campo pastoral. Quando Elias lançou a sua capa sobre Eliseu, com esse ato disse-lhe que o escolhera para receber a autoridade e poder para o seu ofício.
2. A nobreza de um pedido. O pedido que Eliseu fez ao profeta Elias antes deste ser assunto aos céus é algo que merece uma reflexão à parte. Na verdade esse pedido de Eliseu revela a nobreza da sua chamada. No Novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo dizendo: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1Tm 3.1). Desejar ser um ministro da Palavra é um dos desejos mais nobres! Quando Eliseu pede a “porção dobrada”, na verdade, ele está requerendo o direito de progenitura sobre os demais profetas da escola de Elias. Elias foi líder de uma “escola de profetas”, e Eliseu era um dos seus alunos. O ambiente da escola lembrava uma fraternidade onde os membros eram chamados de “filhos dos profetas” (v. 3,5). Ora, com a trasladação de Elias quem seria o seu substituto? Ou seja, quem havia de ser o novo líder? Então, Eliseu baseado na lei mosaica (cf. Dt 21.17) pede a Elias a “porção dobrada”, ou seja, os direitos de um filho primogênito. O primeiro filho recebia o dobro das riquezas do pai em relação aos seus irmãos, e isso implicava mais responsabilidade para a manutenção da família. Donald J. Wiseman lembra que esse filho primogênito “tinha a responsabilidade de perpetuar o nome e o trabalho do pai”. Nesse sentido, a tradução da Nova Versão Internacional (NVI) traz mais luz para a interpretação: “Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: ‘O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você?’ Respondeu Eliseu: ‘Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético’". A “porção dobrada”, portanto, em um primeiro momento, não significava “mais poder” para milagres. Significa, isso sim, mais responsabilidade como o novo líder a representar o legado do antigo líder.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Eliseu era perseverante, se ele tivesse ficado pelo caminho, não teria sido o homem de DEUS que foi! Somente os perseverantes conseguem chegar ao fim.

IV. O LEGADO DE ELIAS
1. Espiritual. Não dependia de Elias, mas cabia a Deus determinar se o ousado pedido de Eliseu seria atendido. De alguma forma Eliseu sabia que Elias estava para partir do mundo e estava determinado a segui-lo até ao fim. Elias havia chamado Eliseu para assumir o seu ofício e Eliseu estava determinado em segui-lo. Eliseu viveu nesse contexto, foi influenciado por ele e teve esse legado como herança.
2. Moral. Elias não foi um homem apenas de grandes virtudes espirituais, mas também portador de virtudes morais. E perceptível no relato bíblico que Elias possuía fortes valores morais. Elias denuncia os profetas que comiam da mesa de Jezabel (1 Rs 18.19). Como pode alguém comprado possuir autoridade para profetizar? A percepção do que era certo ou errado, do que era justo ou injusto também eram bem patentes na vida do profeta de Tisbe. Esses valores morais se tomam evidentes quando ele demonstra grande indignação diante da ação do rei Acabe. Acabe assassina Nabote para ficar com a vinha deste (1 Rs 21.17-20). Para Elias, Acabe havia se vendido para fazer o mal. Acerca dos valores fundamentais, o filósofo Battista Mondin destaca que eles são: “Os guias que o ajudam (o homem) a realizar o próprio projeto de humanidade. Eis, portanto, o critério para estabelecer a hierarquia de valores: ele é constituído pela contribuição que uma coisa, uma pessoa, uma ação pode dar para a realização do projeto-homem e do valor-homem. Uma realidade ocupa um degrau tanto mais elevado na hierarquia dos valores quanto maior é a sua contribuição nesse sentido e tanto mais baixo é menor sua contribuição. De fato, as hierarquias de valores foram estabelecidas por quase todos os estudiosos com esse critério. E, se as hierarquias aparecem tão contrastantes e disparatadas, deve-se somente ao desacordo que reina entre os filósofos em relação ao projeto-homem. Se aceitarmos o projeto nietzscheano, obtemos uma hierarquia que tem no ápice a vontade de poder. Se acolhermos o projeto marxista, o primeiro lugar na hierarquia de valores cabe ao trabalho. Se assumirmos um projeto freudiano, elaboramos uma hierarquia fundada sobre o primado do prazer [...] Um projeto-homem, para ser fiel a todos os dados de nossa experiência, leva em consideração também a experiência da transcendência e, portanto, no ápice da escala dos valores outro que não o próprio Deus. Ele, já digno da máxima estima, respeito e louvor por si mesmo, é também digno da máxima consideração em relação ao projeto-homem, porque só Ele é capaz de assegurar ao homem a atuação plena do próprio projeto de humanidade.” Eliseu aprendera que ninguém conseguirá ser um homem de Deus como Elias o foi, se não possuir valores morais e espirituais bem definidos. [c]

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
Ninguém conseguirá ser um homem de Deus como Elias o foi, se não possuir valores morais e espirituais bem definidos.

CONCLUSÃO

O legado de Elias e a dedicação exclusiva de seu sucessor Eliseu é ponto de luz e instrução para a liderança espiritual. Hoje há notadamente uma crise de liderança, as vidas de Elias e Eliseu se erguem como um memorial para o qual devemos olhar. Aprendemos que existe a hora de ir, mas também a de voltar (1 Rs 19.15). Aqui fito o recuo do líder espiritual romano - líderes também recuam! Aprendemos que além dos Elias, Deus também vê Eliseu. Aprendemos, pois, a história do reino é construída por homens que se dispõem em obedecê-lo, por homens que aprendem a depender somente dEle. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Recife, PE
Fevereiro de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

EXERCÍCIOS
1. De que forma o Senhor corrigiu a compreensão que Elias possuía dos fatos?
R: Mostrando a ele que havia ainda sete mil fiéis e, portanto, ele não havia trabalhado em vão.
2. De que forma Eliseu reagiu à chamada divina?
R: Sacrificando os animais e deixando o convívio familiar para acompanhar Elias.
3. De que forma Eliseu demonstrou ser um homem virtuoso?
R: Demonstrando discernimento, perseverança e vigilância.
4. Cite os legados deixados pelo profeta Elias listados na lição.
R: Moral e espiritual.
5. Como podemos perceber o valor e coragem de Elias no relato Bíblico?
R: Ele confrontou os profetas de Baal e reprimiu-os severamente.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja; Comentarista: José Gonçalves; CPAD; -. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
[a] -. 
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=sucessor;
[b] -. SWINDOLL, Charles. Elias — um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2010;
[c] -. 
DILLARD, Raymond B. Fé em Face da Apostasia — o evangelho segundo Elias e Eliseu. Editora Cultura Cristã;
[d] -. 
http://euvoupraebd.blogspot.com/2013/02/licao-8-o-legado-de-elias.html#ixzz2LTcc0nL3.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

 

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