quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os Dons de Poder

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Por Francisco A. Barbosa
Texto Áureo
“E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia” (At 8.6).
É interessante notar que Filipe, assim como Estêvão, não era apóstolo, mas isso não era nenhum impedimento ao seu ministério miraculoso. Os milagres em si não trazem a salvação, mas normalmente atraem as pessoas para a mensagem do Evangelho. Todos os milagres operados pelo poder do Espírito Santo encerram uma mensagem importante para transmitir, como também, servem para confirmar a veracidade da palavra do Evangelho (Mc 16.20).
Verdade Prática
Através da operação de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo, o Senhor Jesus confirma a ação evangelizadora e missionária da Igreja no mundo.
Leitura Bíblica em Classe
Atos 8.5-8; 1Corintios 12.4-10
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Conhecer os dons de poder;
- Explicar o que representa cada dom, e
- Saber que os dons são necessários para a edificação do Corpo de Cristo.
Palavra-Chave
- PODER: [do grego kratos]. Força para fazer a obra de Deus.
Comentário
(I. Introdução)
Os dons espirituais formam a base do crescimento espiritual e capacita o crente para o serviço. Seu exercício é fundamental, tanto na adoração como na edificação da Igreja. Eles podem ser classificados em três grupos: primeiro, dons de revelação: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos. Segundo, dons de poder: fé, dons de cura e operação de maravilhas. Terceiro, dons de inspiração: profecia, variedades de línguas e interpretação de línguas. Através dos dons espirituais, o Espírito Santo opera maravilhas no seio da Igreja. Sabemos que a Bíblia não se arroga o título de livro científico mas ela encerra em suas páginas todas as áreas de estudo humano, inclusive a medicina. A diferença entre ambos reside no fato de que a medicina apenas previne e diagnostica, enquanto que as Sagradas Escrituras oferecem a cura eficaz. Hoje, veremos os dons de poder e que através destes dons, a Igreja prossegue na sua missão primordial: evangelizar. Boa aula!
(II. Desenvolvimento)
I. O DOM DA FÉ
1. Definição. O dicionário VINE assim define o termo fé: “pistis, primariamente, ‘persuasão firme’, convicção fundamentada no ouvir, sempre é usado no NT acerca da ‘fé em Deus ou em Jesus, ou às coisas espirituais’” [1]. Em Mt 17.20 Jesus fala de uma fé que pode remover montanhas, operar milagres e curars, e realizar grandes coisas para Deus. É uma fé genuína que produz resultados: ‘nada vos será impossível’. É distinta da fé que produz salvação e da fé como fruto do Espírito. Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (1Co 13.12) e que frequentemente opera conjuntamente com outras manifestações do Espírito Santo, como os dons de cura e de operação de milagres e maravilhas.
2. A distinção entre o dom da fé e a fé natural. Não confundamos este dom com a fé natural ou mesmo aquela manifestada para a conversão. A palavra de Paulo ao carcereiro de Filipos mostra a fé para a salvação: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31) A redenção não se obtém pelos méritos, mas unicamente pela fé no Filho de Deus (Ef 2.18). O segredo do Cristianismo não é o ‘ver para crer’ e, sim, o ‘crer para ver’. A fé “é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). A fé natural se constitui num elemento puramente humano. Essa fé é daquele que crê que Deus existe, mas nele não deposita confiança. Qualquer pessoa pode possuí-la, independente de ser cristão ou não. É a fé que o agricultor tem quando semeia o trigo, o arroz, o feijão, com a esperança de que vai nascer. Satanás também acredita que Deus existe e tem poder, (Tg 2.19). O dom da fé é um equipamento sobrenatural, que concede ao crente poder de confiar em Deus nas ocasiões em que só um milagre pode alterar a situação. É um poder extraordinário de confiança no Senhor, capacitando para se valer dos recursos do poder divino. É um alto grau de fé, no poder e na misericórdia, mediante a qual até milagres podem ser operados (Hb 11.32-34). Este dom capacita o crente a confiar quando tudo está aparentemente perdido, sem a mínima esperança de uma solução, atua visando fazer triunfar a vontade de Deus. Aqui, o impossível se torna possível, o abstrato se torna concreto, o invisível se torna visível, e o absurdo se torna uma possibilidade. Para Deus nada é impossível.
3. Nem todos possuem o dom da fé. A fé como dom é distribuída soberanamente pelo Espírito Santo para o proveito da Igreja onde ela for necessária. Recebemos a permissão, na verdade uma ordem, de "procurar os melhores dons", e isto "com zelo" (1Co. 12.31). É possível que este desejo sério esteja relacionado com "a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12.3), e a Bíblia nos incentiva a orarmos por um aumento da nossa fé. Mesmo assim, a partilha dos dons não depende da nossa vontade, mas da vontade do próprio Espírito Santo. Portanto, os charismata provêm da vontade graciosa de Deus, e são concedidos por Ele através do Espírito Santo.
Sinópse do Tópico
O dom da fé é concedido ao crente para que ele realize proezas em nome do Senhor.
II. OS DONS DE CURAR
1. Por que “dons de curar”? Dos dons de poder, a cura estabelece a continuidade do ministério terreno de Jesus. Ele sarou a muitos e ordenou a seus discípulos: “Curai os enfermos” (Mt 10.8). Em 1Co 12.9 Paulo se refere a ‘dons de curar’. Do grego charismata e iamaton, convergindo para o português ‘dons de curar’. O fato destas palavras estarem no plural não deixa dúvidas de que se trata de ‘dons especiais. A Bíblia de Estudo Plenitude comentando 1Co 12.8-11, afirma: “Os dons de curar são aquelas curas que Deus realiza sobrenaturalmente pelo Espírito. O plural sugere, que como existem muitas doenças e moléstias, o dom está relacionado à cura de muitas desordens [2]. Já a Bíblia de Estudo Pentecostal traz o seguinte: “O plural indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus [3].
2. Os propósitos dos dons de curar. A fim de que a missão da Igreja não pudesse ser limitada à capacidade de simples iniciativa humana, o Espírito Santo fornece dons especialmente designados e distribuidos. A clara intenção é que a cura sobrenatural dos doentes deve ser um ministério permanente, estabelecido na Igreja ao lado e favorecendo a obra de evangelização do mundo. Isso vale para hoje – eterno – ‘porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento’ (Rm 11.29) [4]. A Igreja é a expressão de Cristo, pois ela é o seu corpo dinâmico na terra (1Co 12.12,27). Quando pregamos a Cristo, demônios são expulsos, oramos e impomos as mãos sobre os enfermos, o fazemos em nome do Filho de Deus. Os dons de curar são especiais para a libertação de vários tipos de enfermidade. Eles atuam em prol da saúde do povo de Deus e da conversão dos que não conhecem a Cristo. Como o dom da fé, os dons de curas não são concedidos a todos os crentes (cf 1Co 12.11,30), todavia, todos nós podemos orar pelos enfermos e havendo fé, eles serão curados.
3. Os dons de curar e a doutrina da salvação. Aquele que recebe o dom de curar deve ser cônscio de que não pode curar indiscriminadamente quem quer; para que haja a cura é necessário que haja fé por parte do doente e também da permissão de Deus, ou seja, a cura do indivíduo depende do querer de Deus para com ele naquele momento. A Bíblia afira que, por onde os apóstolos passavam, os milagres e as curas aconteciam, e o povo era liberto ao ouvir a mensagem do Evangelho. É necessário saber que as curas divinas convenciam as pessoas do poder salvador de Jesus. Filipe exerceu o poder de cura e libertação (At 8.5-7). Sem dúvida alguma, a pregação do Evangelho, acompanhada por sinais e prodígios, promove a fé e a conversão de muitas almas a Cristo. Negar este fato é negar a própria fé pentecostal. Os dons de curar devem estar presentes na Igreja hoje para promover a fé e a ousadia na pregação do Evangelho e, principalmente, para que ela não caia na rotina e mero formalismo.
Sinópse do Tópico
Os dons de curar são concedidos à Igreja para que os enfermos sejam curados e o nome do Senhor seja glorificado.
III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS
1. O que é a operação de maravilhas? É algo sobrenatural (2Rs 4.1-7); algo que vai contra todas as leis da natureza (2Rs 4.32-37); algo que vai contra as leis da química e da física (2Rs 6.1-7); algo que está acima da compreensão e raciocínio humano, capaz até mesmo de mudar toda a ordem universal (Js 10.12-13). Existem três termos gregos identificados com o dom de maravilhas: dunamis, que significa poder, sem o qual não haveria milagres; teras, algo estranho que leva o observador a se maravilhar; maravilha, correspondendo ao que é assombroso e admirável, e semeion, que encerra o sentido de sinais. Portanto, sinais e maravilhas estão na mesma magnitude de milagres. Pedro, em seu sermão no dia de Pentecostes, asseverou: “Varões israelitas, escutai estas palavras: a Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At 2.22). O sinal tem o propósito de apelar para o entendimento, a maravilha apela para a imaginação, o poder (dunamis) indica que a sua fonte é sobrenatural [5]. Dom de operação de Maravilhas, portanto, é a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas, incluindo algumas como a ressurreição de mortos (Lc 7.11-17), e intervenção nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2).
2. A atualidade do operação de maravilhas. Os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6). Podemos ver isso através dos ministérios espirituais, e dons espirituais. O objetivo da Igreja como o corpo de Cristo é executar as ordens da cabeça, o próprio Cristo. (Ef 4.16). Sem exceção, maravilhas acompanharam o ministério de pregação dos líderes da Igreja primitiva. Pedro, em seu sermão registrado em At 2, relembrou às pessoas de que a credibilidade de Jesus baseava-se em seu ministério de maravilhas. Essa mesma credibilidade acompanhou aqueles escolhidos para liderança, como Estêvão, Filipe, Barnabé, Silas e Paulo, bem como os apóstolos originais. Este permanece na presente era disponível à Igreja, é um dom para todos os crentes em todas as gerações. Em At 2.39, ‘todos os que estão longe’ incluem os crentes distantes, quer geografica como temporalmente.
3. A importância desse dom para a Igreja. O dom, também chamado de operação de milagres, prodígios e sinais, se constitui em manifestações especiais do poder de Deus que fogem às limitações humanas. São superiores e inexplicáveis. Ele demonstra o poder de Deus na realização de coisas miraculosas e extraordinárias. Ex: Jesus: “Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo.”(Jo 9.6,7), Paulo: “Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum.”(At 28.5). Na operação dos poderosos sinais que envolvem os milagres, o supremo Senhor, apenas usa da forma que ele quer as leis e forças por ele mesmo criadas em socorro dos seus filhos. Isso é milagre (Leia Gl 3.5). A Igreja que ignora a atualidade dos dons, acaba por apagar o Espírito, como afirmou o teólogo holandês Abraham Kuiper: “Se os ministros não derem crédito à obra do Espírito Santo, darão pedra em vez de pão ao seu rebanho”. Precisamos enfatizar não apenas os dons de poder, mas todos os dons do Espírito, não apenas o dom de línguas ou o de profecia, mas como espirituais, desejar os mais excelentes dons; no dizer do Rev Hernandes Dias Lopes, “Hoje, quando se fala no Espírito Santo, quase só se pensa em dons, especialmente os dons de sinais. Não se pode restringir a ação do Espírto Santo aos dons. Não somos apenas carismáticos, somos pneumáticos. [...] Temos apagado o Espírito – quando tiramos o combustível que o alimenta: Palavra, oração. [6].
Sinópse do Tópico
O dom de operação de maravilhas é concedido pelo Senhor para que a Igreja opere sobrenaturalmente nas mais diversas circunstancias.
(III. Conclusão)
Já vimos em lições anteriores que é falacioso, antibíblico e insensato o ensino de que aquele que possui um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Os dons de poder, como os demais dons, são soberanamente distribuídos pelo Espírito, continuam atuais e disponíveis à Igreja para a glória do nome do Senhor.
Aplicação Pessoal
O Espírito Santo manifesta Seus dons e poder em homens e mulheres de Deus, para que eles possam fazer o que Ele decide soberanamente o que deve ser realizado. Nós precisamos destas Manifestações Poderosas em nossa vida para que possamos cumprir o nosso papel para o qual fomos alistados: servir e edificar a Igreja, estender a mão aos incrédulos e edificar a nossa fé. No pensamento do apóstolo Paulo, vida na igreja e dons do Espírito Santo eram coisas intrísecas. Jesus, o nosso Sumo-Mestre viveu, trabalhou e orou no poder do Espírito Santo e é dele a afirmativa que diz: “Aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço.” Com a mesma unção que estava sobre Ele nós também podemos fazer estas obras e levar a cabo seu imperativo de ir e ensinar todas as nações. Certa feita, os opositores da seita do Caminho inquiriram os discípulos: “Por meio de que poder vocês fizeram isso?” Foi no poder do qual Jesus havia falado: “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. Ao findar este trimestre abençoado, estaremos mais convictos da fé que temos abraçado e quiçá, também poderemos nos tornar como Estêvão - “cheio de fé e poder, fazendo grandes maravilhas e sinais entre o povo”.
Notas Bibliográficas
[1]. DICIONÁRIO VINE - W. E. Vine, Merril F. Unger & William White Jr. CPAD, Rio de Janeiro, RJ. 1ª edição, 2002; p. 648;
[2]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189;
[3]. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão, 1996, Rio de Janeiro; Adaptado do no Estudo Doutrinário Dons Espirituais para o Crente; pp.1756 e 1757;
[4]. Op. Cit. [2], p 1188;
[5]. Op. Cit. [1], p. 774;
[6]. http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/03/a-acao-do-espirito-santo-na-vida-da-igreja/;
Lições Bíblicas 1º Trim 1994 – Livro do Mestre, CPAD, Espírito Santo – A Chama Pentecostal;
Lições Bíblicas 3º Trim 1996 - Jovens e Adultos: Atos - O padrão para a Igreja da última hora;
Lições Bíblicas 1º Trim 2004 - Jovens e Adultos: A Pessoa e Obra do Espírito Santo;
Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé;
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;
Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada, 2a edição (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicação específica.
Exercícios
1. De acordo com a lição, defina o dom da fé.
R. É o equipamento espiritual e sobrenatural do crente, para lhe conceder o poder sobrenatural de confiar em Deus em ocasiões onde só um milagre glorioso poderia alterar a situação.
2. Quais são os dois propósitos básicos dos dons de curar?
R. Atestar o poder do Evangelho com o objetivo de glorificar a Deus e amenizar o sofrimento humano, confirmando o amor do Eterno.
3. O que acontece quando uma Igreja supeenfatiza a cura divina?
R. Quando a Igreja superenfatiza a cura divina, a salvação das almas deixa de ser o mais importante.
4. Qual o significado da expressão “operação de maravilhas”?
R. Significa que a Igreja de Cristo habilita-se, por este dom e de acordo com a vontade divina, a operar de forma sobrenatural nas mais diversas circunstancias.
5. Qual a importância desse dom para a Igreja hoje?
R. Traz o sobrenatural de Deus ao mundo natural dos homens, fazendo com que Deus seja engrandecido e o seu Reino venha a se expandir até os confins da terra.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lição 6 - Dons que Manifestam a Sabedoria de Deus

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2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº O6 - 08/05/2011 - "DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 06 - DATA: 08/05/2011
TÍTULO: “DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS”
TEXTO ÁUREO – I Cor 14:12
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 16:16-24
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO




I - INTRODUÇÃO:

• Os dons espirituais são dados para o proveito da Igreja inteira. Quando estão em operação, O Espírito Santo proclamará que Jesus é Senhor (I Cor 12:3).

II - OS DONS ESPIRITUAIS SÃO DE TRÊS CATEGORIAS:

• Há os dons que REVELAM, de forma sobrenatural, algo oculto; são os DONS DE REVELAÇÃO: A PALAVRA DA SABEDORIA; A PALAVRA DO CONHECIMENTO e O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS;

• Há os dons que FAZEM algo; são os DONS DE PODER, ou seja, PODER PARA SE FAZER ALGO SOBRENATURAL. São eles: DOM DA FÉ, AS OPERAÇÕES DE MILAGRES e DONS DE CURAS;

• Há os dons que DIZEM algo de sobrenatural, também denominados DONS DE INSPIRAÇÃO, ou DA FALA, ou de EXPRESSÃO VOCAL ou de ELOCUÇÃO. São eles: A PROFECIA, A VARIEDADE DE LÍNGUAS e a INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS.

• Hoje veremos aqueles que REVELAM algo oculto: OS DONS DE REVELAÇÃO.

III – SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO “PALAVRA” EXISTENTE NOS DONS DA PALAVRA DA SABEDORIA E NO DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO:

• Uma “PALAVRA” é uma parte fragmentária de uma frase, de modo que uma palavra de sabedoria ou de conhecimento é simplesmente uma parte fragmentária de toda sabedoria e de todo conhecimento que o nosso Deus possui. Ou seja, Deus nos transmite apenas aquela parte que Ele quer revelar e quer que saibamos.

• Por exemplo: Caso precisemos de um conselho jurídico, chamamos um advogado. Mas ele não transmitirá toda sua sabedoria ou conhecimento jurídicos, porque não necessitaríamos da totalidade deles. O advogado apenas nos dará uma parte, ou um fragmento, ou uma pequena parcela (“PALAVRA”) de toda sua sabedoria e conhecimento jurídicos e que se encaixará no nosso caso específico.

• Desta forma, a expressão “PALAVRA”, existente no dom da palavra da sabedoria e no dom da palavra do conhecimento, significa: “UMA PEQUENA PARTE, OU PARCELA, OU FRAGMENTO DE TODA SABEDORIA E CONHECIMENTO QUE DEUS POSSUI; SÃO REVELAÇÕES DE ACONTECIMENTOS QUE JÁ OCORRERAM (FATOS PASSADOS), OU ESTÃO OCORRENDO (FATOS PRESENTES), OU QUE AINDA OCORRERÃO (FATOS FUTUROS) E QUE, POR MEIO DONS DA PALAVRA DA SABEDORIA E DO CONHECIMENTO, SÃO REVELADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS, VISTO SER ELE ONISCIENTE”.

IV - O DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA:

• Alguns, às vezes, chamam este dom de o DOM DA SABEDORIA. Isso não é correto. Devemos dar-lhe o nome que a Bíblia lhe outorga: DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA – I Cor 12:8

• Deus possui toda a sabedoria. Ele sabe tudo, mas nunca revela tudo quanto sabe; simplesmente nos revela uma “PALAVRA” (UMA PEQUENA PARCELA, OU PARTE, OU FRAGMENTO) de toda a Sua sabedoria. Por isso, não é dom da sabedoria, mas, sim, o dom da palavra da sabedoria que Deus, por meio de Sua onisciência, revela ao homem.

• Portanto, O DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA É UMA REVELAÇÃO SOBRENATURAL, PELO ESPÍRITO DE DEUS, DE FATOS QUE AINDA IRÃO ACONTECER.

• Vejamos alguns exemplos para melhor esclarecimento:

• (1) - At 11:28-30 – Ágabo profetizou que estava para vir uma forme (um fato para o futuro). O povo começou imediatamente a preparar-se para enviar socorro às vítimas. Reparemos que a Bíblia diz que “... isso aconteceu no tempo de Cláudio César”.

• (2) - At 21:10-11 – Aqui também está em operação o dom da Palavra da Sabedoria porque se tratava de fatos futuros e que foram cumpridos.

• (3) - At 27:9-10, 23-24, 33-34 – Nesta passagem bíblica o dom da palavra da sabedoria entrou em operação para garantir o livramento iminente, num momento de calamidade.

• Paulo tinha recebido uma palavra da sabedoria para seus co-passageiros antes mesmo de começarem a viagem. Porém, porque o vento sul soprava brandamente, desconsideraram a advertência e levantaram âncora. Tivessem dado ouvidos e prestado atenção a Paulo, não teriam perdido o navio e todas as suas mercadorias.

• Finalmente, toda a esperança se foi. Mas no meio de tamanha calamidade, Paulo se colocou de pé, pois ouvira um recado do céu.

• (4) - Vejamos alguns outros exemplos, sempre devendo ser observado pela leitura que foram revelados fatos que ainda iriam acontecer, denotando, assim, a operação do dom da palavra da sabedoria: I Rs 11:29-32 cf I Rs 12:20; I Rs 13:1-6; I Rs 14:1-18

V - DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO OU DA CIÊNCIA:

• Esse dom é chamado PALAVRA DO CONHECIMENTO ou DA CIENCIA, e não o dom do conhecimento ou da ciencia.

• Por meio deste dom, Deus, que tem todo o conhecimento, traz revelação de fatos que já ocorreram (passado) e/ou de fatos que estão ocorrendo no momento da revelação (presente) e que são totalmente desconhecidos daqueles que o Senhor irá usar com este dom.

• Meditemos em alguns exemplos:

• (1) - Jo 4:5-29 – Quando Jesus lidou com a mulher junto ao poço em Samaria, Ele empregou o dom da palavra do conhecimento para convencê-la de sua necessidade de um Salvador.

• A mulher queria aquela água viva. Porém, Jesus mandou-a ir buscar primeiro o marido. Quando ela disse que não tinha marido, Jesus respondeu: - “Disseste bem. Não tenho marido. Porque tiveste cinco maridos (fato passado, já acontecido) e o que agora tens (fato presente) não é teu marido; isto disseste com verdade”.

• Jesus é Deus. Ele é onisciente. Por isso, só Ele tem condições de trazer revelações aos Seus servos de fatos desta natureza.

• (2) - At 9:10-12 – O Senhor mandou Ananias ir até certa casa e orar por Saulo. Ananias não poderia ter sabido, pelos seus conhecimentos naturais, que: em certa casa, em certa rua, um homem chamado Saulo estava orando naquele exato momento. Não poderia ter sabido destes fatos que estavam ocorrendo naquele momento (fatos presentes), a não ser por meio do Dom da Palavra do Conhecimento.

• (3) - At 10:17-20 – Pedro tinha caído em êxtase e teve uma visão. Enquanto Pedro pensava sobre o significado daquilo, o Espírito Santo disse a ele: - “Eis que três varões te buscam”.

• Pedro não sabia que os homens estavam ali. Mas o Espírito Santo revelou. Reparemos que era um fato que estava acontecendo naquele momento (um fato presente). Portanto, trata-se do dom da palavra do conhecimento em operação.

• (4) - I Rs 19:1-4, 14, 18 – O profeta Elias estava muito corajoso lá no alto da montanha quando orou para o fogo descer do céu. Mas quando alguém lhe disse que Jezabel iria fazer com ele o mesmo que o fizera aos profetas de baal, Elias ficou com medo. Sentou-se debaixo do zimbro e pediu a Deus para morrer.

• No verso 18, porém, Deus deu a Elias uma palavra de conhecimento que o encorajou. Elias não poderia ter sabido disso de nenhuma outra maneira, a não ser pela operação do dom da palavra do conhecimento.

• (5) - II Rs 5:25-26 – Depois de Naamã ter sido curado da lepra, queria dar ao profeta Eliseu conjuntos de roupas, prata, ouro e outros presentes para expressar a sua gratidão. Eliseu, no entanto, recusou.

• Porém, Geazi, o servo de Eliseu, correu atrás de Naamã e mentiu para ele – II Rs 5:21-24.

• Naamã estava tão emocionado com a sua cura, que deu a Geazi o dobro daquilo que pedira. Depois, Geazi escondeu os presentes.

• Quando Geazi voltou a Eliseu, este falou as palavras dos versos 25-26.

• Como é que Eliseu poderia saber o que acontecia a vários quilômetros de distância? Deus, por meio do dom da palavra do conhecimento, o revelou a ele fatos já ocorridos!

• O Senhor deu a Eliseu uma revelação sobrenatural daquilo que acontecera (fatos que já tinham acontecido) e, assim, o hipócrita Geazi foi desmascarado.

• (6) - II Rs 6:9-12 – Cada vez que os sírios armavam uma emboscada contra Israel, o profeta de Deus revelava os planos deles ao rei de Israel.

• Finalmente, o rei da Síria reuniu-se com seu gabinete e disse: - “Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?”

• Um dos servos do rei respondeu: - “Não, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir”.

• Essa revelação a respeito das emboscadas pelos sírios era uma revelação sobrenatural! O profeta Eliseu não poderia ter sabido dos planos do inimigo! Eliseu não estava na Síria! Os planos do inimigo (fatos já acontecidos) lhe foram revelados de modo sobrenatural mediante o dom da palavra do conhecimento e seu país foi salvo do perigo.

• (7) - I Sm 9:1-6, 18-20 – Enquanto Saul estava à busca das jumentas do seu pai, o moço disse: - “Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente; vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir”.

• Antes mesmo de Saul perguntar sobre o paradeiro das jumentas de seu pai, Samuel disse: - “E quanto às jumentas que há três dias se te perderam (fato passado), não ocupes o teu coração com elas, porque já se acharam (fato já acontecido)”.

• (8) - I Sm 10:21-23 – Embora Samuel já tivesse ungido Saul rei de Israel, quando veio a hora de lançar sortes para determinar quem seria rei, Saul se escondeu entre a bagagem.

• Quando o povo não conseguiu achá-lo, inquiriu do Senhor, ao invés de mandar todos irem procurá-lo.

• E o Senhor lhes contou exatamente onde Saul estava (fato que estava acontecendo) e, quando o procuraram ali, o acharam.

• Trata-se do dom da palavra do conhecimento em operação.

• MUITA ATENÇÃO: Existe a possibilidade do dom da palavra da sabedoria e do dom da palavra do conhecimento operarem conjuntamente. Vejamos alguns exemplos:

• (A) – TODAS AS CARTAS ESCRITAS ÀS IGREJAS DA ÁSIA CONSTANTES DO LIVRO DE APOCALIPSE - O conhecimento a respeito da condição atual dessas sete igrejas foi uma manifestação do dom da palavra do conhecimento. Após, o Senhor passou a usar João no dom da palavra da sabedoria.

• JOÃO EXILADO NA ILHA DE PATMOS, NÃO TERIA A MÍNIMA POSSIBILIDADE DE SABER O QUE ESTAVA ACONTECENDO NAQUELAS IGREJAS, MAS JESUS LHE REVELOU A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DE CADA UMA DELAS, POR MEIO DO DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO E, POR MEIO DO DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA, Jesus instruiu cada Igreja quanto àquilo que ela devia fazer no futuro de acordo com Seu plano e propósito para cada uma delas.

• Vejamos apenas um exemplo para nossa meditação: Apc 2:1-7:

• - Apc 2:2-4 – Está em operação o dom da palavra do conhecimento (fatos passados e/ou presentes); estão ocorrendo.

• - Apc 2:5 – Está em operação o dom da palavra da sabedoria (fatos que ainda irão acontecer).

• - Apc 2:6 – Volta em operação o dom da palavra do conhecimento (fatos presentes; estão ocorrendo).

• - Apc 2:7 – Volta em operação o dom da palavra da sabedoria (fatos que
ainda ocorrerão).

• - (B) - At 9:10-16 – O Senhor informou a Ananias onde devia procurar Saulo; que Saulo estava orando; que Saulo teve uma visão; contou a rua exata onde Saulo estava; a casa exata; e o nome exato da pessoa a procurar. TODOS ESSES SÃO FATOS PRESENTES (dom da palavra do conhecimento).

• O Senhor também revelou a Ananias que Saulo, na visão deste, tinha visto um homem chamado Ananias entrar e impor sobre ele as mãos a fim de que Saulo recuperasse a vista. Ou seja, FATOS QUE AINDA IRIAM ACONTECER (o dom da palavra da sabedoria).

• Dando-lhe ainda mais revelação, o Senhor disse: - “Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome”.

• Isso significa que Saulo sofreria muitas perseguições e privações físicas. E foi assim que lhe aconteceu: Paulo foi apedrejado e deixado como morto; cinco vezes recebeu trinta e nove açoites dos judeus; sofreu naufrágio três vezes; em todos os lugares que ia, as pessoas despertavam perseguições contra ele.

• Essa revelação dada a Ananias no tocante às grandes coisas que Paulo sofreria, também foi uma manifestação desse dom sobrenatural chamado palavra da sabedoria.

• É só guardarmos os seguintes detalhes:

• - (1º) – A revelação trazida pelo dom da palavra da sabedoria, sempre trará revelação de fatos que ainda irão acontecer.

• - (2º) – Já o dom da palavra do conhecimento traz revelação a respeito de coisas passadas e presentes.

V – O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS:

• Este dom pode revelar ao povo de Deus cheio do Espírito a origem de qualquer manifestação sobrenatural.

• Muitos têm falhado na concepção real do discernimento de espíritos. Pensam erradamente que este dom se relaciona com o julgamento das relações humanas.

V.1 – O QUE NÃO É O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS

• Não raro, o discernimento de espíritos tem sido confundido com outras coisas que não são dons espirituais.

• (1) - NÃO É UM TIPO ESPIRITUAL DE LER PENSAMENTOS – Não é introspecção psicológica, nem mental. O dom de discernimento de espíritos não deve ser confundido com a chamada arte de ler os pensamentos de pessoas, tal como procedem alguns, às vezes como entretenimento, outros para descobrir objetos perdidos ou autores de crimes, etc. Os dons de Deus nunca são dados para produzir sensacionalismo, nem como passatempo.

• (2) - NÃO É DISCERNIMENTO DE CARÁTER OU HABILIDADE PARA DESCOBRIR AS FALHAS OU FALTAS DAS PESSOAS – Algumas pessoas julgam ser possuidoras do dom de discernimento de espíritos, e pretendem evidenciá-lo como hábeis descobridoras e propagadoras das faltas dos outros. Para isso, não é necessário um dom sobrenatural. A própria natureza humana decaída é rica de habilidade para esse malicioso “dom”.

• (3) - NÃO É FENÔMENO ESPIRITISTA – Os fenômenos espiritistas, tais como os produzidos pelos médiuns, têm tanto procedência como características opostas ao dom espiritual do discernimento de espíritos. Os médiuns não possuem esse dom. Sob a ação do espírito de mentira, enganam os ignorantes, seduzindo-os e convencendo-os por meio de fraudes (II Cor 11:14).

• (4) - NÃO TEM RELAÇÃO COM A PSICOLOGIA – A psicologia tem ganhado bastante popularidade em nossos dias, mas não tem relação alguma com o dom de discernimento de espíritos. Muitos que sofrem de distúrbios emocionais recorrem aos psicólogos. Estes tentam ajudar os seus pacientes descobrindo a causa dos distúrbios, mediante numerosas perguntas relacionadas com a infância das pessoas e outros recursos científicos. Não há dúvida, é uma profissão legal, mas não tem qualquer relação com o discernimento de espíritos. Esse dom diz respeito ao discernimento de espíritos, não de homens no curso de suas ações permanentes e naturais.

V.2 – O QUE É DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS:

• Ef 2:2; 6:11-12; Hb 1:12-14 - Na dimensão espiritual, há espíritos bons e malignos, há o Espírito Santo e há o espírito humano, com suas tendências boas ou más.

• DISCERNIR significa: “JULGAR PERFEITAMENTE”, “DISTINGUIR”, “VER”, de modo que a pessoa está discernindo ou vendo no âmbito dos espíritos. Tem o sentido de penetrar por baixo da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos e da animação. O Senhor achou por bem conferir à Sua Igreja uma parcela desse poder.

• I Tm 4:1; II Ts 2:9; Apc 13:14; Mt 24:24 – Este dom pode revelar ao povo de Deus cheio do Espírito a origem de qualquer manifestação sobrenatural. Vejamos com os exemplos bíblicos:

• (1) - DISCERNINDO A SEMELHANÇA DE DEUS - Gn 32:30; Ex 24:9-11; 33:17-23; Nm 12:4-8; Jz 5:13-15; 6:17-24; 9:2-6, 9-11, 21-22; II Sm 22:1, 7, 10-11; II Rs 22:19; Is 6:1-5; Ez 1:15-29; 2:9; 3:23; 8:4; 10:15-22; Am 9:1 – São alguns exemplos de enxergar dentro da dimensão espiritual. Eles puderam ver a semelhança de Deus. Não viram a Deus; viram a semelhança de Deus. Trata-se da manifestação do dom de discernimento de espíritos.

• (2) - DISCERNINDO O CRISTO RESSURRETO - Apc 1:12-16; At 7:55-56 – Através do dom de discernimento de espíritos ou de ver dentro da dimensão espiritual, a pessoa pode até mesmo discernir o Cristo ressurreto!

• (3) - DISCERNINDO O ESPÍRITO SANTO - Jo 1:32-34; Apc 1:4; 4:1-11 – Isto significa simplesmente que estavam enxergando dentro da dimensão espiritual e vendo alguns dos aspectos do Espírito de Deus.

• (4) - DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS DEMONÍACOS - Mc 16:9; At 16:16-18; Apc 13:1-2, 11 – O dom de discernimento de espíritos também revela o tipo de espírito por detrás de uma manifestação sobrenatural – quer maligna, quer boa.

• (5) - DISCERNIMENTO DOS QUERUBINS, SERAFINS, ARCANJOS, HOSTE DE ANJOS – II Rs 6:15-17; II Sm 24:15-14; Lc 1:8-13; Apc 5:2; Apc 7:1-2; 10:1, 5.

• (6) - DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO HUMANO COM SUAS TENDÊNCIAS BOAS OU MÁS – II Rs 4:8-10; Ne 6:10-14; Jr 23:21-26; Mc 2:8; 12:13-15; Jo 1:47-49; 13:21-30; At 5:1-11; 8:18-24; 13:8-12 - Essa classe de pessoas não desapareceu da terra. Ainda há os que falam presunçosamente do seu próprio espírito, por motivos do seu próprio interesse ou pelo anseio de liderança. Um dos propósitos do dom de discernimento de espíritos é habilitar o povo de Deus a distinguir o espírito pelo qual fala o profeta.

• (7) - DISCERNINDO OS ESPÍRITOS DE ENFERMIDADES – Mt 12:22; Mc 9:25; Lc 8:29; 13:11-16 – Não estamos ensinando e não cremos que em todos os casos semelhantes de enfermidades sejam as doenças causadas por espíritos maus. Porém, quando isto acontece, só há cura quando o espírito de enfermidade é expulso pelo poder de Deus. Nas doenças causadas por espíritos de enfermidades, os meios empregados no tratamento são diferentes do tratamento de uma enfermidade comum.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Os dons de revelação são necessários e igualmente indispensáveis àqueles que cuidam do governo e orientação da Igreja do Senhor Jesus Cristo na terra. Pudemos observar que desde os mais remotos tempos do Antigo Testamento, esta categoria de dons esteve em evidência no ministério de juizes, sacerdotes, reis e profetas, que eram os condutores do povo de Israel.



FONTES DE CONSULTA:


1) Revista “OBREIRO APROVADO”, ANO XVI – Nº 63


2) Comentário Bíblico Broadman, Vol 10 - JUERP.


3) Introdução e Comentário – Cartas Aos Coríntios - Frank M. Boyd - CPAD


4) A Mensagem de I Coríntios - David Prior, John R. W. Stott - ABU Editora


5) As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD – Raimundo de Oliveira

 

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