terça-feira, 13 de outubro de 2009

DAVI NA CORTE REAL - VIVENDO COM SABEDORIA

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Davi na corte Real – Vivendo com Sabedoria
Texto Áureo - “E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse e conduzia-se com prudência, e Saul o pôs sobre os homens de guerra; e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul” I Sm 18:5
Introdução:

Meus amados irmãos, neste domingo falaremos a respeito de Davi na corte Real. Para iniciar gostaria de falar que era costume dos antigos que os Jovens escolhidos morassem no Palácio, vemos isso em Dn 1:3-4 Ester 2: 7,12 esse tempo no palácio servia para estudar os costumes reais, educação, leis etc... Neste quesito Ester, Sadraque, Mesaque, Abdenego e Daniel foram ótimos alunos, com Davi não foi diferente, foi aluno exemplar, a ponto de conquistar a confiança de todos no palácio Real deste o Grande até o mais humilde serviçal ISm 18:5.
I – As Qualidades e virtudes de Davi
1. Um homem talentoso.
I Rs 2:1-3 - E APROXIMARAM-SE os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem. E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores. Nestas palavras no final da vida de Davi, observamos a fonte de sua Sabedoria e do seu Talento.
Hoje Não estamos mais pedindo sabedoria a Deus para nos conduzir, dar entendimento para abrirmos a boca na hora certa. No início vemos em I Sm 16.18b as qualidades de Davi na sua juventude, Chamo a atenção dos irmãos que quem deu testemunho de Davi foi outra pessoa. Vejamos os seus talentos: Sabe tocar.
Tocar é diferente de Saber tocar, o saber é mais profundo pois além do tocar este som era acompanhado pela unção(I Sm 16: 23) pois o louvor era para o Deus altíssimo. Hoje os Músicos devem buscar esta unção que vem do Senhor e tocar e tocar bem (Sl 33:3). É animoso, além de ser animado animava os outros, é homem de guerra, Davi sempre estava pronto para toda a obra, qualquer batalha, o homem cheio do Espírito é valente e enfrenta qualquer batalha, (obs. Valente não é ausência de medo, mas é enfrentar as adversidade confiando no Senhor). Sisudo de palavras, muitos não sabem nem o que é sisudo, associa com trancado, bravo.
Porém é o contrário vejamos o que diz o dicionário.
Adj. Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Que qualidades maravilhosas para um homem de guerra. Que possamos ser sisudos de palavras.

2. Um homem com muitas habilidades.
Neste tópico vamos detalhar mais cada habilidade deste homem que tanto temos a aprender com sua vida.
a) Músico: Os músicos exercem uma atividade muito importante na congregação, pois ao tocar seus instrumentos cheios de unção cumpre-se a palavra do Senhor que diz que Deus habita no meio dos louvores Sl 22.3 e essa presença quebranta o coração dos irmãos preparando para receber a revelação do Senhor através da sua Palavra pregada. Não quero entrar no mérito de ritmos, mas precisamos resgatar a verdadeira música sacra, os músicos não precisam enfeitar a música tocai com simplicidade.
b) Forte: Não é forte no físico, pois Davi era o menor na casa de seu pai, mas um homem esforçado, com muita intensidade e energia em todas as batalhas que enfrentavam, como precisamos de homens fortes, decididos, esforçados para levar a palavra do mestre adiante, onde está aqueles homens como Daniel Berg, Gunnar Vingren, Pr Jeová entre outros. Observamos nos livros de 1 e 2 Samuel; 1 Crônica e Salmos registram os seus feitos corajosos.

c) Valente: adj. Que tem valor e coragem, Davi, por confiar inteiramente no Senhor, era um homem destemido em seu desempenho como rei de Israel. Ele demonstrou coragem, habilidade e eficiência antes de ocupar o trono e depois, quando nele assentou-se. A valentia de Davi como pastor de ovelhas é relatada em 1 Sm 17:34-36.
d) Homem de guerra: Quando falamos homem de guerra, não significa que é uma pessoa grossa, brava, mal. Podemos defini-lo como “homem de guerra” pois usava de estratégias para vencer seus inimigos, conquistar seus superiores, pares e subordinado, inteligência militar.
e) Sisudo em palavras: como falamos a cima Sisudo é o Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Observamos em Davi essa qualidade quando tinha o poder de matar Saul e não o fez 1 Sm 24:4-6 e 26:5.
f) Boa aparênciaA boa, cuidada e equilibrada aparência e compostura de uma pessoa influencia a visão das demais a respeito dela. Observamos que se Deus não interviesse o próprio Samuel teria ungido Eliabe. 1Sm 16: 6 E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido.
A aparência é muito importante principalmente para um obreiro, devemos andar bem vestido, sapatos engraxados e limpos, roupas passadas, cabelos e barbas bem feitas, ouvidos e narizes limpos (julgo muito importante, por isso fiz questão de colocar aqui) essa boa aparência não pode ser consideradas motivos de santidade e nem deve ser motivo para julgarmos os outros. Samuel julgou de início, mas Deus que conhece o homem, bradou logo em seu coração.
VS 7 “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”.
g) O Senhor era com ele. Este é o principal motivo das vitorias de Davi. “O Senhor era com ele” 2 Sm 7: 3 E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo. Amados observe o que Deus fala de Daví:
2 Sm 7: 8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel.
9 E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra. O eterno era tudo para Davi (Sl 18:2) e isso fez toda a diferença em sua vida. Sua inteira e voluntária submissão ao Senhor fez dele o maior monarca da história bíblica.
II – O talento de Davi na corte.
Nesse tópico queremos destacar que nada acontece por acaso na vida de um homem ou de uma mulher de Deus. Antes de Davi enfrentar o gigante Golias ele teve que enfrentar um Urso e um leão, talvez você irmão esteja enfrentando um urso ou um leão mas lembre-se que o melhor de Deus para sua vida ainda está por vir.

1. Davi como escudeiro do rei.
Esta posição é um cargo de confiança, é aquele que defende o rei em todas as ocasiões, Como Davi chegou a essa posição? Podemos imaginar alem das qualidades acima mencionadas, um jovem educado e disposto a aprender, e isso fazia parte do plano de Deus para com Davi. Temos aqui uma lição preciosa, quando começamos de cima não entendemos o que se passa em baixo, mas quando conhecemos o trabalho mais insignificante que pareça aprendemos a valorizar do menor ao maior. Quantos pisam em cima do menor, eu sou militar e comecei de soldado recruta hoje sou sargento e posso afirmar que sem soldado não existiria exército. Davi foi o melhor Rei que Israel teve, pois começou de baixo, aprendendo com humildade. Um bom pastor geralmente foi um bom evangelista, um bom presbítero, um bom diácono e certamente um bom membro.
2. Como comandante das tropas.
Davi não foi um chefe e sim um bom líder, o chefe manda, dar ordens é temido, um líder é respeitado ele conquista com seu carisma e todos lhe seguem 2 Sm 23:15 - E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta!
16 Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o SENHOR. O que Davi tinha para aqueles três homens arriscarem suas vidas passando Por dentro de um exército só para levar um pouco de água para que lhe matasse o desejo? Carisma meu irmão, era um verdadeiro líder.
III. O carisma de Davi no Palácio Real.
A palavra carisma fignifica força ou dom conferido por graça divina. Quando dizemos que alguém é carismático, estamos dizendo que esta pessoa tem dom, é cativante, consegue ser simpática e ganhar a confiança dos demais. Como era Davi no palácio principalmente com os outros.
1. Nos relacionamentos.
...e era aceito aos olhos de todo o povo e até aos olhos dos servos de Saul. (1 Sm 18:5b) Que exemplo maravilhosos de Davi para nós, os seus relacionamentos ia do maior ao menor, do rico ao podre, do mais influente ao que não tinha nenhuma influencia. Davi demonstrava empatia (capacidade de identificar-se totalmente com o outro) principalmente com as três principais classes de pessoas no reino:
a) O filho do Rei
Davi se identificou com Jonatas de uma tal maneira que ficou registrado na bíblia sagrada como uma das mais belas história de amizade. Jonatas como filho do rei tinha potencial para reinar depois de Saul seu Pai, era valente (1 Sm 13:2,3) e era herdeiro direto do rei, mas conhecia o seu amigo Davi e ambos fizeram aliança (1 Sm 18:3,4) Saul manda Jonatas matar Davi, porém Jonatas esta mui afeiçoado por Davi. (obs.) A nossa amizade para com os ricos, ou influentes não pode ser intereceira, eu não posso ter uma amizade com o Pr presidente com interesse que ele vai mim consagrar, vai levar-me ao pastorado e por fim serei o seu substituto, cada um deve ter convicção da sua chamada, e esperar o tempo do Senhor. Davi esperou no tempo do Senhor e Deus o preparou para a hora certa.
b) Todo o povo.
Davi era benquisto pelo povo 1Sm 18:5 Uma característica de quem não deixou subir para a cabeça a fama, a sua posição era de humildade cativando a amizade, e caindo na graça de todo o povo, em várias ocasiões o povo demonstrou essa admiração por Davi. 1Sm 18:5 ... e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul. 6 ...quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música.
7 E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares.

c) Servos de Saul.
Como é importante o relacionamento do crente com todos, isso do menor ao maior, dentro do palácio Davi dava uma lição de simpatia, não importando a classe social, se tinha dinheiro ou não, pois ele via a pessoa humana, um trabalhador um filho de Deus. Como você está vendo seu funcionário, apenas um empregado ou uma pessoa que tem alma, tem famílias, podemos tratar a todos igualmente, pois não sabemos o dia de amanhã, lembre-se que hoje você é patrão mas não se sabe o que acontecerá depois.

d) Para administrar conflitos.
Como podemos administrar conflitos se não tivermos o Espírito Santo de Deus agindo em nós, nos dando sabedoria? Davi antes de ir ao palácio do Rei era cheio do Espírito como vemos logo que Samuel ungiu com o óleo 1 Sm 16:13 ...e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Quando as mulheres saíram cantando que Saul feriu seus milhares porém, Davi os seus dez milhares 1 Sm 18:7 cabe uma reflexão na atitude de Davi, ao receber um elogio, que era verdadeiro:

a) Não subiu para a cabeça, ele não deixou atingir seu ego mudando seu comportamento, nem seu relacionamento com os outros. (obs. Quantos não tem se deixado levar pelos elogios? Esse é um homem de Deus. É um profeta que Deus usa...etc.) Cuidado com elogios, tudo que fizermos seja para glória de Deus.

b) Davi administrou muito bem essa situação por não levar adiante esses elogios, pois isso não faria bem a ele muito menos ao rei. Que nós sejamos como Davi, que se vierem os elogios que sejamos a ultima estação.

A bíblia mostra que Davi fez o possível para que o seu relacionamento com Saul fosse mantido amistosamente, no entanto, a condição espiritual e emocional do rei não permitiu isso. Mesmo quando sofreu tentativas de assassinato por parte do rei, Davi não revidou, mas preferiu fugir (1 Sm 18:11; 19.1). Quando teve oportunidade para matar o rei, mais uma vez ele procurou reatar as relações rompidas e não tocou no ungido do Senhor. (1 Sm 26.9-25).
Conclusão:
Ao concluirmos esta lição vemos o quanto foi bom para Davi ter passado por este estágio primeiro apascentando ovelhas no campo, aonde enfrentou um Urso e depois um Leão (mesmo sem saber o que lhe esperava mais pra frente “enfrentar um Gigante”) depois no palácio do rei, aprendendo as leis de Israel, o papel do rei para com a nação Além de aprender sobre política. Muitas vezes passamos ou estamos passando por situações que não entendemos o porque ou para que, porém, o Deus todo poderoso nos diz: Jr 29: 11Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Entendamos que o Senhor dos exércitos trabalha na minha e na sua vida não murmure, não reclame espere no Senhor. Amém.
Aplicação pessoal:
“ Davi também teve uma falha séria que o poderia ter condenado não fosse o Mestre agindo em sua vida. O Sl 51 fala sobre pecado que quase o destruiu e nos ensina mediante o seu exemplo como nos arrependermos dos nossos próprios erros.
A oração de Davi se inicia com três pedidos ao Senhor:Misericordia (v1). Nenhum de nós merece a graça de Deus, porém Ele cuida de nós com ternura e intensidade, mesmo quando o nosso coração está distante dEle. Nosso amor pelo Senhor pode falhar, mas não o seu amor por nós. Renovação (v2). A tinta de nossa falha deixa uma marca indelével em nossa vida e na dos outros; porém, podemos confiar na compaixão do Senhor para apagar o nosso pecado do livro de sua memória. Purificação(v2). Somente Deus pode lavar a mancha do pecado. Queremos nos sentir puros outra vez, de modo que desapareçam toda a impureza que adquirimos e o legado de suas lembranças” (WOOD. George O. Um salmo em seu coração. Cpad.


Por:- Pb. Josenildo Cardoso Cavalcante

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

DAVI NA CORTE REAL - VIVENDO COM SABEDORIA

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POR JOSÉ ROBERTO A. BARBOSA

DAVI NA CORTE REAL – VIVENDO COM SABEDORIA
Texto Áureo: I Sm. 18.5 - Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 16.18; 18.2-5, 13, 14

Objetivo: Mostrar que Deus deu a Davi unção bem como prestígio diante de Israel, e ele se conduziu com prudência na presença de seus líderes, amigos e auxiliares.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito das qualidades de Davi, dentre elas, destacaremos a sabedoria. Na verdade, de nada adianta ter muitos atributos pessoais e não saber utilizá-los adequadamente. Meditaremos, inicialmente, a respeito de como Davi fez uso de suas qualidades no palácio, principalmente da prudência, sinônimo, na lição, de sabedoria. Ao final, refletiremos a respeito da importância da sabedoria e do controle da língua nos relacionamentos pessoais.

1. AS QUALIDADES DE DAVI
Depois de ter sido rejeitado por Deus, e a conseqüente perda de apoio de Samuel, Saul ficou atordoado, e passou a precisar de ajuda, inclusive psicológica. De vez quando, conforme lemos em I Sm. 16.15-18, o rei de Israel entrava em crise e tinha perturbações mentais, o narrador bíblico declara que a causa dessas crises era um “espírito maligno, enviado por Deus” (v.15). Essa declaração, na verdade, trata-se de um hebraísmo, em outras palavras, o texto diz que Saul sofria de uma insanidade mental, proveniente da atuação diabólica, permitida por Deus. Na época, como ainda é sugerido atualmente, em alguns casos, o tratamento recomendava o uso da música. Os súditos de Saul recomendaram um músico hábil, filho de Jessé de Belém, denominado Davi (v. 16). O instrumento tocado por Davi era a lira (kinnor em hebraico), de menor porte que uma harpa comum, de modo que pudesse ser transportada com facilidade. Mas saber tocar a lira não era a única qualidade de Davi, pois de acordo com o servo que o recomendou ele era “valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença”, e principalmente, que “o Senhor era com ele” (v. 18). É possível que nem todos na igreja tenham essas mesmas qualidades, principalmente a de tocar um instrumento ou se enquadram em determinados padrões de beleza, mas é indispensável que mantenha o controle da língua, que sejam fortes e valentes na luta contra o mal, e principalmente que o Senhor seja com eles.

2. A SABEDORIA DE DAVI NO PALÁCIO
O Senhor era com Davi, por isso, ele ascende do trabalho pastoril para o serviço no palácio real. Isso aconteceu porque Saul não permitiu mais que Davi voltasse para sua terra, retendo-o no palácio real (I Sm. 18.2,5). Durante tal período Davi se portava com lealdade ao rei, ainda que esse o perseguisse. Para aliviar as adversidades em sua vida, decorrentes da inveja de Saul, Deus proveu um amigo para o jovem. Jônatas, o filho e provável herdeiro do trono, percebendo a loucura do pai, fez uma aliança de amizade com Davi. O pacto de amizade entre Davi e Jônatas serve de lição para a construção de laços duradouros ao longo da vida. Amizade sincera é cada vez mais rara, haja vista a cultura da individualidade e a busca desenfreada pela satisfação própria que leva à barganha. Jônatas esteve disposto a sacrificar-se por Davi várias vezes (I Sm. 18.4; 20.4). Diante das atitudes insanas de seu pai Saul, Jônatas defendeu seu amigo (I Sm. 19.4). Não havia sentimentos de ciúme, inveja ou mesquinhez em Jônatas. Ele era amigo de Davi, e o defendeu porque discernia as reais intenções do coração do seu amigo. Nos momentos mais difíceis Davi contou com as palavras de encorajamento de Jônatas (I Sm. 23.15,16). Por causa de sua sabedoria (prudência), Davi era amado não apenas por Jônatas, mas também por todos os servos do rei (I Sm. 18.6-7) e isso, certamente, incitava mais ainda o ciúme de Saul.

3. SABEDORIA NOS RELACIONAMENTOS
Em I Sm. 18, está escrito quatro vezes que Davi prosperou, ainda que o rei estivesse contra ele. Mas isso não importava, pois mesmo o rei estando contra Davi, o Senhor era com ele (I Sm. 18.14). Além disso, o Senhor favoreceu Davi com uma outra qualidade, fundamental diante das ameaças desequilibradas de Saul: a sabedoria (prudência). O termo hebraico para prudência (sabedoria) é sakal, que também pode ser encontrado em Pv. 10.19. Nesse versículo essa palavra está associada à pessoa que consegue manter sua boca fechada. Ao invés de se adiantar e dizer palavras fora de propósitos, Davi acatava as circunstâncias com sabedoria. Não foram fáceis as situações pelas quais aquele jovem teve de passar. Em I Sm. 18.8,9 é dito que Saul se indignava contra Davi e não o via com bons olhos. Isso quer dizer que Saul estava tomado pela inveja. Os livros sapienciais nos deixam instruções claras a respeito dos males que a inveja pode causar (Sl. 37.1; 73.3; Pv. 14.30; 27.4; Ec. 4.4; 9.6). Os religiosos entregaram Jesus conduzidos por esse sentimento (Mt. 27.18; Mc. 15.10). As primeiras perseguições aos apóstolos também decorram da inveja (At. 13.45; 17.5). Paulo orienta os cristãos para que não sejam tomados por ela (Rm. 13.13; I Co. 3.3). O cristão espiritual não segue o caminho carnal de Saul, não se deixam conduzir pela inveja. Antes se posiciona com sabedoria, mantendo o devido equilíbrio em todas as circunstâncias, não falando demais, controlando sua língua nas ocasiões mais adversas (Tg. 3.8; Pv. 10.11,20,32; 21.23; 13.3; Ef. 4.29; Mt. 12.34-37)

CONCLUSÃO
Apesar da perseguição do rei Saul, Davi prosperava em tudo o que fazia porque o Senhor era com ele. A causa do bom êxito de Davi estava nas qualidades que Deus construiu em seu caráter. A principal delas era a prudência, assumida na lição de hoje como sabedoria. Davi sabia se relacionar com as pessoas, com seus amigos, servos do palácio real, e principalmente a lidar com as crises insanas do rei Saul. A demonstração mais concreta da prudência de Davi estava no uso da língua. O jovem no palácio sabia o momento de falar e de ficar calado. Nisso consiste a sabedoria, é nessa cercania que habita a prudência (Pv. 11.12; Ec. 3.7; 15.23; 25.11).

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

DAVI ENFRENTA E VENCE GOLIAS

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DAVI ENFRENTA E VENCE GIGANTE GOLIAS
INTRODUÇÃO
O povo filisteu foi um dos maiores inimigos de Israel no período do Antigo Testamento. A Filistia era habitada por descendentes de Cão, filho de Noé (Gn.10.14). Em virtude da maldição que pesava sobre eles, seu território se tornou parte da terra prometida por Deus a Israel (Gn.9.25; -Js.13.1-2). Este era, portanto, o maior motivo das guerras entre as duas nações.
Na época do rei Saul, os filisteus se levantaram contra Israel(I Sm.17.1), e seu principal soldado era um gigante: Golias, que media três metros de altura. Ele desafiou os israelitas, com aparência assustadora e palavras de ameaça, causando espanto e medo (I Sm.17.11,24). O povo de Deus se impressionava pelo que via e ouvia, deixando de viver por fé.
Todo o exército de Israel não conseguia vencer aquele único homem. Que vergonha! Era uma situação de afronta ehumilhação extrema (I Sm.17.25). Esvaiu-se a glória dos comandantes. De nada adiantaram os treinamentos, as estratégias e a força das armas. O rei Saul, embora fosse o israelita mais alto (ISm.9.2), era incapaz de derrotar o gigante.
Como se poderia compreender aquela situação? O povo de Deus estava sendo afrontado por uma nação ímpia. A explicação é que Israel não destruiu os filisteus na época de Josué, conforme a ordem de Deus (Js.13.1-2). Aquilo que não resolvemos no tempo certo acaba crescendo e se tornando um problema gigante.
Em meio àquela situação difícil, Davi se prontificou para combater o filisteu. Um pequeno servo de Deus enfrentaria um grande inimigo. O que define a batalha não é a nossa estatura, mas o tamanho do Deus a quem servimos. "Maior é o que está em nós do que o que está no mundo" (I Jo.4.4).
I - Gostaríamos de não encontrar gigantes pelo caminho, mas, se não encontrássemos, também não teríamos grandes vitórias na vida.
No primeiro momento, as pessoas não deram crédito a Davi, pois o julgavam pela aparência. Ele era formoso, porém pequeno. Era o mais novo dos filhos de Jessé e não fazia parte do exército (I Sm.17.14). Recebeu apenas a simples tarefa de levar um lanche para seus irmãos (I Sm.17.17).
Na seqüência, observamos que Eliabe, Saul e o próprio Golias expressaram opiniões negativas sobre Davi(ISm.17.28,33,42). Entretanto, Deus tinha umaopinião positiva sobre aquele jovem. Davi não deu ouvidos a todas aquelas palavras malignas a seu respeito, mas ficou firme em sua convicção espiritual, demonstrando fé, coragem, ousadia, iniciativa e determinação. Não ficou limitado às palavras e à fé, mas partiu para a ação, sendo o único a se oferecer para enfrentar o gigante.
Acima daquilo que se diz a respeito do servo de Deus, importa o que ele, de fato, é. Percebemos, no episódio, alguns traços importantes do caráter de Davi. Ele era submisso eobediente ao seu pai. Era trabalhador, cuidando das ovelhas. Estava disposto a servir, levando o alimento para seus irmãos.
Era corajoso, pois não se negou a correr riscos indo ao campo de batalha. Era solidário e participativo. Ele poderia considerar que o gigante era um problema dos soldados. Contudo, o jovem tomou uma postura em defesa do interesse coletivo, entrando numa guerra que não era particularmente sua. Poderia apenas entregar o suprimento de seus irmãos e ir embora. Entretanto, ele tinha visão, percepção das oportunidades, para fazer mais do que lhe tinha sido ordenado.
Na hora do confronto, o que pesou foi sua história de relacionamento com Deus, além da fidelidade presente. Não podemos depender apenas de um clamor no momento do aperto, embora isto possa até funcionar. Davi tinha uma vida de dedicação ao Senhor e obteve experiências com ele antes daquele dia. Seu currículo era significativo.
Tendo enfrentado o leão e o urso, o jovem pastor estava convicto de que venceria também o filisteu (I Sm.17.34-37). As experiências de ontem ajudam a nossa fé hoje. Naquele momento, Davi tomou uma posição de defesa do rebanho de Deus: o povo de Israel.
Ele não teve medo de morrer porque havia sido ungido para ser rei (I Sm.16). Portanto, enquanto não chegasse ao trono, ninguém poderia matá-lo. A unção era sua garantia de vida.
Saul ofereceu-lhe seus apetrechos de guerra (I Sm.17.38),mas aquela batalha não poderia ser vencida simplesmente com os recursos bélicos habituais. Um milagre seria necessário. Em algumas situações, as soluções humanas parecem inadequadas e insuficientes. É quando as esperanças parecem acabar e o fundo do poço fica cada vez mais perto. O que funcionou em outros momentos, agora não resolve. Em ocasiões assim, só Deus pode nos ajudar.
As armas de Saul não serviam para Davi. Aliás, nem para o rei elas estavam adiantando. Quais são as nossas armas?As mesmas do ímpio? Usamos de engano, desonestidade e trapaça para conseguir nossos objetivos? Em que acreditamos? No nosso conhecimento intelectual, força física e influência pessoal? Estamos confiantes no dinheiro, no emprego e nas posses materiais? Nossa fé deve estar depositada no Senhor. Daí em diante, ele pode usar qualquer coisa, até mesmo uma pedrinha, para nos conduzir à vitória. Deus vai usar o que estiver nas nossas mãos. Ainda que seja pouco, será o suficiente.
"Embora vivendo em carne, não militamos segundo a carne; porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas" (II Co.10.4).
II - Nossas armas devem ser aquelas que Deus determinou: a Palavra, a fé, a verdade, a justiça, a oração, etc (Ef.6.10-18).
A tudo isso, acrescente-se a vigilância e a perseverança. Se o soldado ficar distraído ou dormir no campo de batalha, suas melhores armas serão inúteis. O mesmo acontecerá se ele desanimar e desistir no meio da luta.
Devemos usar todas as armas espirituais e não apenas uma delas. Por Exemplo: se alguém usa a palavra de Deus, mas não pratica a justiça ou, se tem fé, mas não fala a verdade, não poderá vencer. Seria como usar a couraça, mas esquecer o capacete. O guerreiro ficaria vulnerável a um ataque fatal.
A oração é uma arma, mas, em muitos casos, não substitui a ação. Davi sempre orava e louvava a Deus, como se vê nos salmos, mas, naquele momento específico, ele precisava agir.
Davi enfrentou Golias em nome do Senhor dos exércitos. Ele colocou o nome de Deus em evidência e não o seu próprio nome. Caso contrário, seria derrotado. Se dependermos no nosso próprio poder ou se buscarmos a nossa própria glória, não venceremos. Em todas as nossas lutas, devemos colocar o Senhor em primeiro lugar, no propósito de dar a ele toda honra e todo o crédito pela vitória, pois somos apenas instrumentos do seu poder.
Davi não vacilou, não duvidou nem correu da batalha. Enfrentou o gigante e deu-lhe uma pedrada certeira, derrubando-o por terra. Nós também podemos derrubar os gigantes que nos ameaçam. Para isso, precisamos crer e partir para o ataque. Golias pode ser comparado às hostes espirituais do mal e também aos grandes desafios que surgem diante de nós.
Aquele grande problema teve uma conseqüência valiosa.A crise tornou-se a oportunidade que Davi teve para ser conhecido por sua nação. Sem aquele episódio, ele continuaria sendo apenas mais um súdito anônimo no reino de Saul. Matar o gigante foi seu primeiro passo público em direção ao trono.
Precisamos encarar de modo mais positivo as tribulações e desafios que nos sobrevêm. Eles são nosso passaporte para posições mais altas. O potencial que existe em nós, seja pelo aspecto humano e, principalmente, pela ação do poder de Deus, só vai se manifestar diante das adversidades da vida, e, quanto maiores, mais eficientes nesse sentido, desde que tenhamos as atitudes corretas.
Precisamos identificar nossos gigantes e adotar uma postura de fé e ação. Vamos contra eles em nome do Senhor Jesus, pois já somos mais do que vencedores.
III - Davi e Saul se Encontram (16.14-23)
O relato agora se dedica ao primeiro encontro entre Saul e Davi. As primeiras relações entre os dois são difíceis de compreender. A narrativa é breve e a ordem cronológica não é sempre rigorosamente mantida2. Mas a idéia principal é clara. Davi crescia em estatura e em promessas, ao passo que Saul se deteriorava. O Espírito do Senhor, que estava sobre Davi, se retirou de Saul, e o assombrava (em hebraico, ba’ath, “aterrorizar, atemorizar”) um espírito mau, da parte do Senhor (14).
O fato de que o espírito do mal fosse da parte do Senhor somente significava que Deus permitiu o ataque de poderes malignos que resultaram em alguma coisa muito parecida com insanidade. Para aliviar a melancolia do rei, Davi foi trazido à corte como um talentoso tocador de harpa. Embora ainda fosse um pastor, o filho mais jovem de Jessé é apresentado pelo seu amigo à corte como alguém que sabe tocar (talentoso)... e de gentil presença; o Senhor é com ele (18).
A expressão: valente, e homem de guerra, e sisudo em palavras (no hebraico, “fala”) provavelmente faz referência a Jessé, o pai, uma vez que Davi nessa época ainda era um jovem inexperiente. A expressão foi seu pajem de armas (21) é uma rápida previsão dos eventos posteriores resumidos em 18.5, depois da derrota de Golias.
O som da harpa tocada por Davi teve o seu efeito desejado (23) e aparentemente o rei temporariamente melhorou o suficiente para permitir que Davi retornasse à sua casa, onde de novo cuidou das ovelhas de seu pai (17.15). A harpa (em hebraico, kinnor) é o instrumento musical mais antigo mencionado na Bíblia Sagrada.
Era um instrumento portátil (cf. 10.5), com oito ou dez cordas que eram tocadas com uma palheta ou com os dedos. Em termos dos nomes dos instrumentos musicais de hoje, seria provavelmente chamada de lira.
IV - Davi e Golias (17.1-58)
E evidente que alguns anos se passaram entre o primeiro encontro entre Saul e Davi e os eventos descritos no capítulo 17. Pelo menos houve um intervalo suficientemente longo para que o rei não reconhecesse o jovem que derrotou Golias(17.55-58). Outro ataque trouxe os filisteus ao vale de Elá (ou vale do Carvalho), acerca de 26 quilômetros a sudeste de Jerusalém, e talvez a 16 quilômetros de Belém, nas fronteiras ao sul de Judá. Socó (Js 15.35) e Azeca (1; cf. Js 10.11; 15.35) eram cidades vizinhas na Sefelá, ou a planície sul de Judá, e entre essas cidades os filisteus acamparam-se em Efes-Damim (termo de Damim) (1). Os israelitas, liderados por Saul, estavam em uma colina do outro lado de um vale (3), em hebraico gay, um desfiladeiro ou vale estreito com laterais íngremes; em comparação com o vale de Elá (2; em hebraico, ‘emeq, “um vale ou depressão larga”, “um vale largo”).
Um homem de estatura gigantesca, Golias, de Gate (4), apresentou-se como o campeão dos filisteus, e desafiou um oponente do exército de Israel uma prática comum nas antigas táticas de guerra. Ele tinha mais de dois metros e oitenta centímetros de altura, usava uma armadura que pesava cerca de sessenta e oito quilos, e a haste de sua lança era como um eixo de tecelão, cuja ponta pesava cerca de nove quilos. O côvado era a distância desde a ponta do cotovelo até a extremidade do dedo médio, cerca de quarenta e cinco centímetros.
O palmo era a distância entre a ponta do mindinho até a ponta do polegar, quando os dedos estão esticados, e mede em torno de quinze a vinte centímetros. Grevas (6), perneiras. Escudo, ou seja, dardo. Ouvindo, então, Saul e todo o Israel... espantaram-se e temeram muito (11). Os israelitas sabiam que Saul, o homem mais alto e mais forte do exército, deveria ser o campeão de Israel.
E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá (12) como os livros históricos do Antigo Testamento registram, em alguns casos, compilados a partir de documentos mais antigos (por exemplo, 10.25; - 1 Rs 11.41; - 14.19; - 15.7; etc.), existe a ocasional repetição de informações dadas anteriormente. Jessé era um homem idoso nessa época. Os seus três filhos mais velhos estavam no exército com Saul.
Davi, porém, ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai (15) uma referência à aparição anterior de Davi na corte de Saul em Gibeá (cf. 16.19-23).
Davi foi enviado por seu pai ao acampamento de Israel com provisões para os seus irmãos mais velhos. Um efa (17), aproximadamente um alqueire (cerca de 35 litros). Tomarás o seu penhor (18), isto é, alguma lembrança ou recordação deles — Moffatt: “traga-me notícias deles”. Ao lugar dos carros (20), ao acampamento. Em ordem de batalha, à linha de batalha ou à formação militar.
Aparentemente, durante quarenta dias (16) os israelitas procuraram um campeão sem sucesso. A gritos, chamavam à peleja (20), “soltando o seu grito de guerra”. Se puseram em ordem (21) “posicionaram suas linhas de batalha” (Berk.). Deixou a carga que trouxera (22), pacote ou pacotes. Guarda da bagagem ou do armazém de suprimentos. Fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel (25), ou seja, livre do trabalho forçado e dos impostos (8.11-18).
Quando Golias lançou o seu desafio costumeiro, Davi perguntou aos homens que estavam ao seu redor o que seria feito ao que matasse o filisteu e, portanto, tirasse a afronta de sobre Israel (26) — em hebraico, cherpah, “desgraça, vergonha”, por causa do seu fracasso em enfrentar aquele que desafiava os exércitos do Deus vivo. O Deus vivo está em contraste com as futilidades sem vida adoradas pelos pagãos. A maneira de falar de Davi ofendeu o seu irmão mais velho, Eliabe, que o repreendeu. Não há razão para isso? (29), ou “Não é um problema?”
As palavras corajosas de Davi chamaram a atenção de Saul, que o convocou à sua presença. Quando ele se ofereceu para lutar contra o gigante filisteu, o rei objetou, com base na pouca idade de Davi.
Como resposta, o jovem relatou a sua experiência com o leão e o urso que atacavam os rebanhos que estavam sob os seus cuidados.
Os leões da Ásia são muito semelhantes aos da África, e com base na freqüência com que são mencionados no Antigo Testamento (130 vezes), eles eram muito comuns na Palestina nos tempos bíblicos. Os ursos eram os da espécie de cor marrom, e até mais temíveis que os leões, por causa da sua força superior e das suas ações imprevisíveis. No inverno, quando não era possível obter frutas silvestres, eles atacavam os rebanhos e levavam as ovelhas e os cordeiros.
Mas a confiança de Davi fundamentava-se em algo mais seguro do que a sua experiência como um pastor. A base era uma forte fé religiosa. Golias tinha desafiado o exército do Deus vivo (36) veja 26, comentário. Era o Senhor quem tinha realmente livrado o seu servo do leão e do urso e Ele me livrará da mão deste filisteu (37). Foi feita uma tentativa de vestir Davi com as armas de Saul. Ele começou a andar (39), ou seja, tentou andar.
Ao perceber a futilidade de tentar lutar com armas que jamais tinha experimentado nem testado, Davi deixou-as de lado, e, ao invés delas, levou o seu cajado (40), a sua funda de pastor e cinco seixos do ribeiro. O Dr. J. B. Chapman usou isto para ilustrar o significado de ser “mais do que vencedor”. Se Davi tivesse usado todas as cinco pedras em sua luta com Golias, ele ainda teria vencido. Mas da maneira como os fatos ocorreram, ele matou o gigante com uma, e estaria pronto caso quatro outros tivessem aparecido no horizonte. O alforje era uma pequena bolsa de dinheiro.
A funda em hebraico, qela’ era uma arma usada principalmente pelos pastores, mas também reconhecida como uma arma de guerra. Normalmente era feita de uma tira de couro, com um bolso no centro onde continha as pedras. As duas extremidades eram seguras na mão, e era girada sobre a cabeça até que o soltar de uma das pontas lançava a pedra com tremenda força. Era possível ter uma boa precisão de pontaria; porém, isto requeria grande habilidade e treinamento (cf. 1 Cr 12.2).
A ira e o desprezo fizeram com que Golias se irasse; então amaldiçoou a Davi pelos seus deuses (43) e ameaçou dá-lo como alimento às aves e aos animais do campo. A nobre resposta do filho de Jessé inspirou a muitos frente a grandes desafios: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (45).
O Senhor dos exércitos é uma designação do Deus de Israel usada pela primeira vez em Samuel, mas encontrada normalmente ao longo dos salmos e dos livros proféticos, especialmente em Isaías. Esta expressão se refere a Deus como o Senhor de todos os poderes celestiais e terrenos, o invisível líder de Israel que luta pelo seu povo. O conceito apareceu até mesmo antes que a palavra fosse usada por exemplo, Ex 15.1, 3; - Js 5.14; - Nm 21.14.
Confiante em Deus, Davi previu a vitória: toda a terra saberá que há Deus em Israel (46). O Senhor não se limita à espada e à lança para salvar o seu povo, porque do Senhor é a guerra (47). A pedra de Davi atingiu a testa do gigante, atordoou-o (cf. 51) e quando ele caiu por terra, o jovem pegou a própria espada do filisteu e matou-o, ao cortar-lhe a cabeça. Com a morte de seu campeão, o resto dos filisteus fugiu com terror, perseguido pelos exércitos de Israel com grandes mortes até lugares tão distantes como Gate e Ecrom, duas das principais cidades da Filístia, e passaram por Saaraim (52) nas planícies de Judá, a oeste de Socó e Azeca.
Mais tarde, Davi trouxe a cabeça de Golias a Jerusalém, mas manteve as armas do gigante em sua tenda (54). O fato de Saul e Abner não reconhecerem a identidade do jovem indica um lapso de tempo entre a aparição de Davi como um músico na corte (16.23) e a expulsão dos filisteus. Jovem (56) — em hebraico, ‘elem — pode simplesmente significar “homem moço”. A referência de Saul, jovem (58) também enfatiza a aparente juventude de Davi.
“O nome vitorioso” é corajosamente pronunciado por Davi diante dos eventos impossíveis: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado, 45. No contexto e nos resultados deste episódio, podemos ver: (1) o contraste entre o mundano e o homem de Deus, 32-37; (2) a batalha entre as armas de guerra e a funda de pastor, 38-51; (3) a supremacia do exército do Senhor sobre os poderes do mal, 52.
V - Aprendendo a Vencer os Gigantes da Vida
Texto Base: “O teu servo matava, assim o leão como o urso, e este incircunciso filisteu será como um deles, porque afrontou os exércitos do Deus vivo. O Senhor livrou-me das garras do leão e do urso, ele também me livrará das mãos deste filisteu” (1 Sm 17.36-37). O capítulo 17 de 1 Samuel relata como Davi derrotou o gigante Golias, acertando uma pedra em sua cabeça e depois, lhe degolar. Porém antes que isso se tornasse realidade Davi tomou posições e atitudes que fizeram a diferença e possibilitaram que ele derrotasse aquele gigante. Talvez você também esteja lutando com gigantes, que estão te desafiando nas questões: familiares, financeiras, de trabalho, de saúde, etc.; aprenda com Davi três passos para derrubarmos qualquer gigante. Vejamos:
1º. Creia no livramento de Deus. Sempre!
Davi acreditou que o mesmo Deus que o respaldou para matar o leão e o urso o faria diante do gigante Golias, e Davi estava certo. Deus é assim! Está sempre disposto a te dar vitória em uma causa que lhe agrade o coração. Deus deseja te abençoar. A maior prova disso foi entregar o Senhor Jesus, seu filho unigênito, para ser sacrificado por nossos pecados. Na Cruz do Calvário, Deus em Cristo Jesus conquistou para nós a vitória sobre os gigantes da vida.
Você está travando uma grande luta? Ela parece sem solução? Está difícil? Lembre-se! Você já é um vencedor e tudo foi conquistado na cruz. A vitória é certa, a tribulação vai passar, o deserto acabará e, mais uma vez, você sairá vencedor, basta crer no Deus que pode todas as coisas.
2º. Lembre-se que a guerra é do Senhor.
Aquele gigante filisteu afrontou o exército do Deus vivo. Ele achava que aquele povo era um povo qualquer. Estavam errados. Somos um povo que temos a marca de Cristo, não somos qualquer um! Somos parte de um exército cujo Deus nunca perdeu uma só batalha. Não há derrota em Deus!
Você é muito importante para Deus. Você é o melhor de Deus nesta terra. Nosso inimigo tenta desviar sua atenção do sucesso eminente. Ele (o inimigo) sabe que já perdeu, mas tenta provar o contrário, nos fazendo passar por momentos difíceis e nos levando a enfrentar gigantes. A quantos, Satanás puder enganar, ele o fará.
Mas nunca esqueça, é o Senhor que peleja por aqueles que entregam suas vidas a Ele. Deus quer lutar suas guerras, só precisa que você queira.
3º. Veja o gigante como um derrotado.
Davi em nenhum momento chamou Golias de gigante. Davi sempre se refere a ele como um filisteu, um homem comum, prestes a ser morto, colocando-o no mesmo nível do leão e do urso que havia vencido antes. Era só mais um obstáculo que será vencido. Nunca dê importância, além da merecida, a um problema. Não o transforme em um gigante. Se você está sendo provado é para ser aprovado. O Senhor já concedeu muitas vitórias antes e Ele o fará novamente. Peça a Deus para abrir seus olhos, e passe a contemplar a vitória e não o sofrimento. "A leve e momentânea tribulação não se pode comparar com o peso eterno de glória do por vir" (2 Co 4.17).
A tribulação vem para produzir algo em você: Perseverança, experiência e esperança. "A Perseverança te conduz ao sucesso e ao êxito"
Conclusão: A maneira como encaramos os gigantes faz toda a diferença. O exercito de Israel, estava olhando para ele mesmo: “O que eles podiam fazer? Golias é muito forte.”, “Onde encontrariam um soldado tão treinado para enfrentar aquele gigante?. “E se nós formos derrotados, o que nos acontecerá?”.
Talvez até agora você tenha confiado só em você e esteja olhando, sem saída, para as dificuldades. Hoje Deus te chama a olhar para Ele e confiar somente n'Ele, para que a vitória finalmente chegue às suas mãos.
“Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará. (Sl 37.5)
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Comentário Bíblico Beacon

terça-feira, 6 de outubro de 2009

DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE

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POR JOSÉ ROBERTO A. BARBOSA
 
DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE
Texto Áureo: I Sm. 17.45 - Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 17.43-49


Objetivo: Mostrar que o desafio de Davi a Golias, o gigante filisteu, pode representar a luta espiritual que o crente trava com o mundo, a carne e o diabo.

INTRODUÇÃO
Numa cultura dominada pela guerra, o povo de Israel teve que lidar com seus inimigos. Enfrentá-los nem sempre foi tarefa fácil, principalmente quando preferiu confiar em seus próprios meios ao invés de depender de Deus. Na aula de hoje veremos que um gigante filisteu – Golias – afrontou o povo de Deus. Veremos que quando Israel estava acuado pelo inimigo, apareceu o jovem Davi para enfrentar e vencer o gigante. Ao final da lição destacaremos o papel da confiança e fé de Davi enquanto exemplo para todos os crentes no enfrentamento dos inimigos espirituais.

1. A AFRONTA DO GIGANTE
Golias era um “campeão” nas batalhas contra os inimigos dos filisteus. Por esse motivo, como era costume da época, era escolhido para representar seu povo em combates. Destacava-se pela grande estatura, aproximadamente 2,70 m, talvez apenas Saul se aproximasse dele em altura (I Sm. 10.23). Mesmo assim esse não se atreveu a responder a afronta daquele gigante, confiante em sua força e no seu equipamento (I Sm. 17.8-11). As tropas de Israel ficaram amedrontadas quando se aproximaram de Golias (I Sm. 17.24). O jovem Davi, ao contrário dos seus compatriotas, ficou indignado ao ver a ousadia do gigante, afrontando o exército de Israel. Ele se refere àquele que é considerado um herói para o inimigo como um “incircunciso filisteu” – associa-o aos adoradores de deuses falsos, feitos pelos homens, e desconhecedor do Deus Vivo e Verdadeiro (I Sm. 17.24-27). Eliabe, o irmão de Davi, ao invés de apóiá-lo, demonstra ressentimento. O receio de seu irmão é o de perder espaço para aquele seu irmão mais jovem. Esse costuma ser um medo com o qual aqueles que se encontram em posição de poder precisam conviver (I Sm. 17.28-30). Mesmo com a insatisfação de Eliabe, Davi é levado a Saul que é informado da disposição de Davi para enfrentar o gigante. A atitude resoluta de Davi partiu da sua certeza que a afronta de Golias não era apenas contra o povo de Israel, mas contra o Deus Todo Poderoso, o Senhor dos Exércitos (I Sm. 17.31-40).

2. A VITÓRIA DE DAVI
Diante do pequeno Davi estava um Gigante, vestido com toda sua armadura (I Sm. 17.5-7). Ao ver a escolha representativa dos israelitas, Golias tomou tal opção como um insulto. Mas o filisteu não teve tempo sequer para tocar em Davi, pois fora abatido por uma pedra certeira, atirada da funda do jovem pastor (I Sm.17.49,50) Se assemelharmos essa batalha com uma luta de boxe, diríamos que ela não passou do primeiro assalto. Com o gigante prostrado por terra, Davi, seguindo os princípios de guerra, deveria concluir o trabalho, decapitando-o (I Sm. 17.50-24). As armas de Golias foram postas na tenda de Davi, como um troféu de guerra. Após a vitória, Davi recebeu de Saul o cumprimento da promessa, a filha como esposa. Davi passa a fazer parte da família real, fazendo uma aliança mais aproximada com Jonâtas, o príncipe herdeiro. Jônatas, desde cedo, reconheceu em Davi um homem vocacionado por Deus. Por isso, não mediu esforços para ajudá-lo, mesmo indo de encontro aos interesses egoístas de seu pai. Algumas lições podem ser extraídas desse episódio: 1) enfrentar gigantes é uma experiência intimidadora – lemos com entusiasmo o relato bíblico sobre a vitória de Davi, mas, no dia-a-dia, lutar contra os gigantes não é uma tarefa fácil; 2) pelejar é uma experiência solitária – ninguém mais pode assumir o posto para o qual fomos chamados, cada um de nós precisa enfrentar os “golias” que se apresentam contra nós; 3) confiar em Deus é uma necessidade – a menos que depositemos nossa fé em Deus, não conseguiremos ir muito longe, ficaremos aterrorizados pelo tamanho dos “gigantes”; e 4) vencer traz conseqüências memoráveis – as vitórias do passado devem nos impulsionar para olhar com maior bravura para o futuro.

3. A LUTA ESPIRITUAL DO CRENTE
O crente também tem seus gigantes com os quais precisa lutar e vencer. Na verdade, cada um de nós, existencialmente, enfrenta seus próprios gigantes. De modo geral, podemos destacar três gigantes: o mundo, a carne e o diabo (Ef. 2.1-3). Para tanto, é preciso estar preparado, munido não com a armadura de Saul, mas com aquela provida por Deus (Ef. 6.10,11): 1) o mundo - a palavra “mundo”, no grego, é kosmos e no Novo Testamento se refere: a) ao planeta terra (At.17:24); b) a raça humana separada de Deus (Jo.14:17); c) as coisas terrenas, como bens, riquezas e prazeres (I Jo.2:15,16); d) o sistema de valores alienado de Deus, que orienta o pensamento dos homens em oposição a Ele (II Pe.2:20). É importante entendermos que o sistema deste mundo é resultado da influência da carne e do diabo sobre os corações dos homens; 2) a carne - é a velha nature¬za que herdamos de Adão, uma natureza que se opõe a Deus e que não é capaz de fazer qualquer coisa espiritual para agradar a Deus. A natureza humana, agora contaminada, tornou-se escrava do pecado e, portanto, incapaz de agradar a Deus (Rm.8:6-8; I Co.2:14). Após a conversão passamos a conviver com duas forças antagônicas que lutam constantemente entre si: o Espírito Santo e a carne (Rm.7:14-25; Gl.5:17). Só será vitorioso neste conflito interior aquele que negar a si mesmo (Mt.16:24) e aprender a depender do Espírito Santo para mortificar a sua carne (Rm.6:3-6; Rm.8:12,13); 3) o diabo – também é conhecido por Satanás, palavra hebraica que significa “adversário”. A oposição do inimigo de Deus tem como finalidade estabelecer o seu reino em detrimento do reino de Deus. Ele dispõe de um exército de anjos caídos, mais conhecidos como demônios, para esta finalidade (Ap.12:7; Ef.6:12).

CONCLUSÃO
O exército de Israel intimidou-se com o tamanho de Golias. A presença do gigante apavorou o povo de Deus. Mas entre eles um mostrou-se ter uma fé maior que o tamanho de Golias. Davi creu na providência de Deus e na Sua aliança com Israel. Como fez Davi, também precisamos aprender a confiar no Senhor. Para vencer o mundo, a carne e o diabo, o segredo viver no Espírito de Deus. Diante de todas as adversidades da vida, não devamos dizer que o gigante é grande, mas dizer ao gigante que Deus é Grande. Essa é a lição que aprendemos com Davi na aula de hoje.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009. 
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