quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AS VIRTUDES DOS SALVOS EM CRISTO

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Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplo para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB; Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

POR FRANCISCO A BARBOSA
Lição 5 – AVirtudes dos Salvos em Cristo
4 de agosto de 2013

TEXTO ÁUREO
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”(Fp 2.13). – Sem negar a liberdade de um homem, Paulo ressalta a parte de Deus na salvação do homem, tanto em sua resolução inicial quanto em seu progresso subsequente.

VERDADE PRÁTICA
A salvação é obra da graça de Deus garantida à humanidade mediante a morte expiatória de Jesus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.12-18

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·                     Conhecer a dinâmica da salvação;
·                     Analisar a operação da salvação, e
·                     Saber que a salvação opera alegria e contentamento no crente.

PALAVRA-CHAVE
Virtude: (latim: virtus; em grego: ἀρετή) é uma qualidade moral particular. Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; Na lição é a disposição firme e constante para a prática do bem.

COMENTÁRIO

introdução
Após ter mostrado o exemplo de todo cristão, que é a pessoa de Jesus Cristo, Paulo mostra aos filipenses que devem ser inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa. Jesus e os apóstolos enfatizaram que o mundo em que vivemos é uma "geração incrédula e perversa" (Mt 17.17; cf. 12.39; At 2.40). O povo deste mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas e padrões da Palavra de Deus. Os filhos de Deus devem separar-se do mundo e ser inculpáveis, puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção em Cristo (1 Jo 2.15). Na lição de hoje, aprenderemos que a obediência a Deus é uma virtude que deve ser buscada por todos aqueles que são salvos em Cristo. Paulo exorta os Filipenses para continuar na submissão fiel à vontade de Deus. Depois de ter mostrado como exemplo a pessoa de Jesus Cristo para os crentes de Filipos, o apóstolo Paulo, como em uma transição para a chamada “parte prática” de sua carta, após ter descrito qual era o sentimento que havia em Jesus e que deveria estar em cada cristão, começa a minudenciar o que esperava ver naqueles crentes quando, uma vez mais, retornasse a Filipos. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.12,13)
1. O caráter dinâmico da salvação. Tendo por base o exemplo supremo de Cristo, Paulo retoma sua exortação. A presença do apóstolo encoraja os filipenses à obediência, mas, visto que a motivação básica vem de Deus, que está agindo neles (v 13), a obediência deles vai florescer também na ausência de Paulo (1.27). Como em 1.28, é salvação integral no sentido de redenção, com ênfase especial na santificação do crente. O processo de santificação requer obediência à exortação dos versículos 1-5. Temor e tremor – reverência e respeito ao invés de pânico e alarme. As emoções apropriadas são despertadas pela presença de Deus (v 13) e não por questões e dúvidas da segurança eterna. Pedro nos diz que devemos procurar “com diligência...confirmar a (nossa) vocação e eleição” (2Pe 1.10), isto é, devemos torná-la certa para nós. Salvação é uma ação concluída que tem um efeito presente. Em suas primeiras cartas, Paulo geralmente refere-se à salvação ou como um acontecimento futuro (Rm 5.9,10) ou como um processo presente (1Co 1.18; 2Co 2.15). Única exceção é Rm 8.24, onde Paulo refere-se à salvação como acontecida no passado, mais ainda por ser completada no retorno de Cristo: “Porque, na esperança fomos salvos”.
2. Deus é a fonte da vida. Por si só o crente não pode ser salvo (Fp 2.13). A aplicação de esforço humano (v 12), longe de violar a vontade de Deus, é exatamente o que ele ordena para o alcance de seu propósito salvador (Ef 2.8-10). Tendo invocado o exemplo de Cristo, Paulo reafirma aos filipenses que não vêm deles mesmos o querer e o realizar, mas que a vontade e as ações de cada um deles são arenas nas quais atua o poder do próprio Deus (Fp 4.13; 1Ts 2.13) [nota textual Fp2.13, Bíblia de Estudo Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 1415].
3. A bondade divina. A Expiação limitada tem sua base na Bíblia e na lógica. Os seres humanos decaídos não são filhos de Deus por natureza, este é um privilégio só daqueles que têm fé, uma fé gerada neles pela soberana ação de Deus. A obra da salvação que Deus realiza é totalmente soberana e graciosa, mas a realidade da resposta humana em crer e receber nunca é revogada. “Eleger” significa selecionar ou escolher. De acordo com a Bíblia, antes da criação, Deus selecionou – dentre os da raça humana – aqueles que seriam redimidos, justificados, santificados e glorificados em Jesus Cristo (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2Tm 1.9-10). As Escrituras revelam a graça e a misericórdia de Deus, que, pessoalmente, providencia a expiação que o pecado torna necessária. A maravilhosa graça de Deus é o enfoque da fé bíblica; do Gênesis ao Apocalipse, a graça brilha com glória maravilhosa. A escolha divina é uma expressão da graça divina e soberana de Deus. Não é merecida por coisa alguma por parte daqueles que são escolhidos, por isso é maravilhoso que ele escolhesse salvar qualquer um entre nós! O comentarista da lição afirma na sinopse do tópico 1 que “Por si só o crente não pode ser salvo, pois é o Espírito Santo quem “opera” no homem o desejo de salvação”, e Ele não opera em todos, mas apenas naqueles a quem Ele quer (Jo 6.37), Jesus afirmou que “ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo.6.44), ou seja, ninguém poderá responder positivamente à sua advertência ou ao seu convite sem a atuação do Pai em guiar o indivíduo a Jesus. O coração do homem é naturalmente duro e não aceitará o convite de Deus, a menos que uma obra especial da graça de Deus aconteça: “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (Jo 6.65).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Por si só o crente não pode ser salvo, pois é o Espírito Santo quem “opera” no homem o desejo de salvação.

REFLEXÃO
“A pessoa sincera pauta-se pela lealdade, a lisura e a boa fé. Nada menos que isso é o que o Eterno espera do seu povo.” Elienai Cabral.

II. – OPERANDO A SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR (2.12-16)
1. "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas". Os filipenses não devem imitar os antigos israelitas (Êx 15.24; 16.7-9; 1Co 10.10). Note também a alusão, no versículo 15 a Dt 32.5. É, inclusive, possível que os filipenses tivessem murmurado contra os líderes da igreja, tal como os israelitas fizeram contra Moisés (v. 29; 1Ts 5.12,13).
- (a) Murmurações.- do grego gongusmos, é usado no sentido de debate secreto entre o povo como em Jo 7.32; acerca de desgosto ou reclamação mais reservadamente que em público, como dito dos convertidos judeus gregos contra os hebreus em At 6.1; e em advertências gerais como é no caso de Fp 2.14, também em 1Pe 4.9 [Dicionário VINE, 1ª Ed. CPAD, 2002. p.810].
- (b) Contendas. – do grego dialogismos, “pensamento, argumentação, arrazoamento, questionamento interior”. Ocorre por exemplo em Lc 2.35; 5.22; 6.8 e mais fortemente como disputa e contenda em Fp 2.14 e 1Tm 2.8. Também o termo suzetesis, “disputa”, que é traduzido por “contenda”, como em At 28.29 [Dicionário VINE, 1ª Ed. CPAD, 2002.p. 570].
2. "Sejais irrepreensíveis e sinceros". O significado desses termos sobrepõe-se consideravelmente. Paulo descreve a qualidade de vida que se requer dos “filhos de Deus”. Tais pessoas resplandecerão como “luzeiros no mundo”, em evidente oposição à “geração pervertida e corrupta” entre a qual vivem e para a qual também oferecem esperança (Mt 5.14-16; At 2.40). Jesus e os apóstolos enfatizaram que o mundo em que vivemos é uma "geração incrédula e perversa" (Mt 17.17; Fp 12.39; At 2.40). O povo deste mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas e padrões da Palavra de Deus. Os filhos de Deus devem separar-se do mundo e ser inculpáveis, puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção em Cristo (Cf. 1 Jo 2.15).
3. "Retendo a palavra da vida". Refere-se tanto ao evangelho como aos ensinamentos éticos nele fundamentados (1.27; 4.8,9). A graça de Deus opera nos seus filhos, para produzir neles tanto o desejo quanto o poder para cumprir a sua vontade. Mesmo assim, a obra de Deus dentro de nós não é de compulsão, nem de graça irresistível. A obra da graça dentro de nós (1.6; 1 Ts 5.24; 2 Tm 4.18; Tt 3.5-7) sempre depende da nossa fidelidade e cooperação (vv. 12,14-16).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
De acordo com o ensino do apóstolo Paulo, quem guarda a Palavra não murmura, não cria contendas e vive em sinceridade.

REFLEXÃO
“O apóstolo está ciente das privações que impôs a si mesmo para edificar o corpo de Cristo em Filipos. Ele, porém, se regozija e alegra-se pelo privilégio de servir os filipenses.” Elienai Cabral.

III. A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO E A ALEGRIA (2.17-18)
1. O contentamento da salvação operada. Paulo não se refere aqui ao seu sofrimento presente, mas à possibilidade de vir a morrer como um mártir. Libação era uma oferta líquida, normalmente vinho e não sangue, que acompanhava sacrifícios. Depois de colocar o animal sacrificado no altar, os sacerdotes tomaria vinho (ou às vezes de água ou mel) e derramá-lo tanto no sacrifício queima ou no chão em frente ao altar. Esse ato simboliza o nascer do sacrifício nas narinas da divindade a quem estava sendo oferecido. Oferta de Paulo bebida também foi feita em nome de seus amados irmãos em Filipos, uma oferta feita sobre o sacrifício e serviço da sua fé. O amor e a solicitude de Paulo pelos filipenses era tão grande, que ele estava disposto a dar a sua vida por eles, como se fosse uma oferenda a DEUS. (1) Paulo não lastimaria; antes se regozijaria como a vítima do sacrifício, se assim os filipenses passassem a ter mais fé em CRISTO e mais amor a Ele (cf. 2 Tm 4.6). (2) Já que Paulo tinha tamanho amor sacrificial pelos seus filhos espirituais na fé, que sacrifícios e sofrimentos devemos estar dispostos a enfrentar em prol da fé dos nossos próprios filhos? Para que nossos filhos tenham uma vida inteiramente dedicada ao Senhor, se necessário for, devemos dar até a nossa vida como oferta ao Senhor. O sofrimento, para o apóstolo, pode produzir alegria. Assim também os filipenses devem agir.
2. A alegria do povo de Deus. A alegria é um dos temas dominantes em Filipenses. A obediência. A alegria cristã é sempre possível, mesmo em meio de conflito, adversidade e privação, porque a alegria não repousa em circunstancias favoráveis, mas “no Senhor”.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A salvação opera no povo de Deus a alegria e o contentamento.

CONCLUSÃO

A Bíblia dá maior importância à virtude moral e ao caráter, do que às regras de conduta. O homem justo e o puro de coração são eternamente bem-aventurados. E o fruto do Espírito Santo descrito em Gálatas 5 são as virtudes. Virtude (latim: virtus; em grego: ἀρετή) é uma qualidade moral particular. Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação.Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Segundo Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem, e elas se aperfeiçoam com o hábito.…” [Virtude. In: WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Virtude].
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Campina Grande-PB
Julho de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Quais são os três aspectos da salvação operada pelo Senhor Jesus?
R. O primeiro refere-se a obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. O segundo diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. E por último a redenção gloriosa quando da vinda do Senhor Jesus.
2. Quem opera a nossa salvação?
R. O Senhor Jesus Cristo.
3. O que significa ser irrepreensível?
R. Significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando de repreensão. É alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Gl 5.16,17).
4. Transcreva o texto bíblico que mostra como Paulo entregou sua vida para servir aos Filipenses.
R. “Ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé”(Fp 2.17).
5. Você tem se regozijado em Cristo pela sua salvação?
R. Resposta pessoal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos; Comentarista: Pr. Elienai Cabral; CPAD; -. HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões Morais à Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. -. ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Vol. 2, Rio de Janeiro: CPAD, 2009
-. Comentário Bíblico - Epístolas Paulinas - Myer Pearlman - CPAD - www.cpad.com.br - O Exemplo Inspirador de Cristo (Fp 2.5-11);
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, Dinâmica do Reino – Confissão de Fé; p. 1236;
-. nota textual Fp 2.7, Bíblia de Estudo Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 1414;
-. Dicionário VINE, 1ª Ed. CPAD, 2002.p. 570, 810.
-. WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Virtude
SAIBA MAIS
-. Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 55 p.38.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jesus, o modelo ideal de humildade

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Os aspectos da humanidade e divindade de Cristo é a nossa lição exemplar sobre humildade. Sem dúvida, Jesus é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço (Filipenses 2.5-8).

A abordagem de textos bíblicos sobre as duas naturezas de Jesus

Jesus Cristo é o Verbo Divino, o Emanuel, Deus Conosco, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Ele é a plena revelação do Altíssimo, a encarnação do Deus Pai (João 1.1; 14.9-11; 20.28; Tito 2.13; Hebreus 1.8; Apocalipse 21.7).

Na Bíblia Sagrada, existem dois títulos que remetem ao que Ele é. Como ser humano, Cristo recebeu o título de Filho do Homem, e em referência à sua divindade Ele é chamado de Filho de Deus (Marcos 13.24; João 20.31).

Jesus Cristo revelou-se de maneira muito frágil, como um bebê, e humana, Jesus de Nazaré. A presença dEle na terra é a suprema mensagem divina à Humanidade. Ao fazer-se ser humano, Cristo esvaziou-se de sua glória celestial e não de sua divindade. Em sua humildade, ao vir ao mundo não quis ser detentor de autoridade política ou da religião judaica. Poderia ter experimentado opulência, ter nascido em palácio, ser posto em berço de ouro, porém, nasceu como o filho de Maria dentro de um estrebaria rodeado de animais e foi acomodado em uma manjedoura; cresceu adotado por José, o trabalhador braçal que sustentava a família como marceneiro;  viveu como cidadão israelita, como mais um entre tantos judeus em Israel.

Ao esvaziar-se de sua divindade, nascer de uma mulher virgem gerado pelo Espírito Santo, deixar de ser divinamente semelhante a Deus para ser semelhante ao homem fisicamente, se fazer homem para se apresentar perto dos homens, viver em carne sem jamais pecar, fazer-se maldição por todos os seres humanos, Jesus levou sobre seu corpo todos os pecados dos homens para que todos recebessem a possibilidade de escapar da perdição eterna (Gálatas 3.13; 4.4). Ao viver impecável da manjedoura ao túmulo e entregar-se em sacrifício no Calvário, venceu o pecado e a morte, e Deus o tirou da sua humanização ressuscitando-o no sepulcro, tornou-o príncipe e Salvador, e o exaltou soberanamente como o Todo-poderoso, dando-lhe um nome sobre todo nome, com autoridade para que todo aquele que invocar seu nome seja salvo (Atos 5.31; Filipenses 2.9; Romanos 10.13; Efésios 1.20-22).

No primeiro século da Era Cristã, o imperador de Roma reivindicava para si o título de senhor e deus. Os apóstolos ao anunciar a Cristo o apresentaram como Senhor, confrontando a presunção e vaidade do império romano. Os cristãos da Igreja Primitiva reconheciam e identificavam Jesus Cristo como a única autoridade para salvar e comandar o reino de Deus. As páginas neotestamentárias referem-se a Jesus 650 vezes como Senhor.

É preciso tomar a decisão de negar-se. Negar a si mesmo representa o ato voluntário de dobrar os joelhos e declarar a Jesus Cristo como Senhor de nossas vidas. A confissão de Cristo como Senhor é ponto importante da igreja. Não basta confessar com os lábios, é preciso expressar com atitudes diárias condizentes com o Evangelho (Atos 10.36; Romanos 10.9; 1 Coríntios 8.6; Marcos 7.6).

A obediência de Cristo

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão" - Hebreus 2.14-15.

A obediência abnegada de Cristo era exclusiva à vontade de Deus. Após orar dizendo "não seja feita a minha vontade mas a tua" (Lucas 22.42), se deixou levar ao Calvário, no Getsêmane, lá experimentou a extrema angústia, a extrema dor e a morte de cruz. A cruz era símbolo da maldição (Deuteronômio 21.22,23). Assim sendo, aceitou a crucificação para tornar-se a maldição e pudesse resgastar a todos do pecado que gera a morte (Gálatas 3.13; Tiago 1.15).

O que é humildade? 

Sobre o ensino cristão, Jesus Cristo foi claríssimo:

"Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" - Mateus 11.29.

"E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus" - Lucas 18.18-19.

Parece paradoxo, mas não é: o equívoco maior e mais comum no meio cristão é confundir subserviência com humildade. Ser humilde é considerar-se um ser criado por Deus, nem superior e nem inferior ao próximo no que tange a aplicar o cristianismo ao modo de viver.  É necessário servir ao outro, entretanto, sem considerar-se menos importante aos olhos do Criador. Sobre isso há o mandamento de amor: ame o próximo como a si mesmo (Mateus 22.39).

"E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" - Atos 17.10-11.

Os crentes de Beréia foram mais nobres que os crentes de Tessalônica porque exerceram a humildade perante o Senhor, amando-o em primeiro lugar, conferindo se o ensino de Paulo conferia com a mensagem divina que portavam em manuscritos.

A humilhação do crente em Cristo deve ocorrer apenas diante de Deus, tal qual fez Jesus ao obedecê-lo em seu projeto de salvação, curvar-se perante homens é praticar idolatria:

"Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" - Tiago 4.10

"Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" - 1 Pedro 5.6.

Conclusão

Paulo apela aos cristãos filipenses para que tenham a mesma postura de Jesus. O esvaziamento de Cristo implica no esvaziamento do cristão do sentimento de individualismo, vontade de fazer o mal, egoísmo, opressão, orgulho. Impele à atitude de fazer o bem e amar o inimigo. Constrange a ter o mesmo modo de agir e pensar, a praticar a humildade, sentimento que implica em obediência ao Pai Eterno.

Deus não quer do cristão o sacrifício físico, espera de cada um de nós que sacrifiquemos as paixões carnais, rejeitemos a vontade própria e abracemos a vontade divina (Colossenses 3.1-3; Gálatas 5.16-23).

Quem exerce a verdadeira humildade de Cristo aniquila a própria vontade e faz a vontade do Pai Eterno: ama o próximo fraternalmente, considera o outro superior a si mesmo e ao mesmo tempo considera apenas Jesus como seu único Senhor, ama seu semelhante sinceramente, ama todas as pessoas como Jesus amou (Romanos 12.9-15; Lucas 6.27-36; João 13.3-7; Filipenses 2.3).

Quem vive assim é servo de Deus.

E.A.G

 Fonte Blog    Belverede

Consultas:
Ensinador Cristão, ano 14, nº 55, página 38, Rio de Janeiro (CPAD)
Lições Bíblicas - Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja - Mestre; Elienai Cabral; 3º trimestre de 2013 (CPAD)
Filipenses - A Humildade de Cristo como exemplo para a Igreja, Elienai Cabral, páginas 60-70; 1ª edição 2013, Rio de Janeiro (CPAD).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lições Bíblicas - lição nº 1: Paulo e a Igreja de Filipos - EBD - CPAD

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Por Eliseu Antonio Gomes

Autoria, local e data da redação

A Carta aos Filipenses foi escrita por Paulo por volta de 60/63 d.C., está no grupo das cartas de prisão (Filipenses, Filemon, Colossenses e Efésios). Pelo nome de Timóteo estar citado na saudação inicial, versículo 1, ele é considerado coautor, sendo que todas as orientações são creditadas ao apóstolo.

Paulo estava preso quando a carta foi redigida. Há controvérsia entre os estudiosos quanto à cidade em que ele estava no momento da redação. Alguns acreditam que estava em Cesaréia, outros em Éfeso, no entanto parece claro que estivesse em Roma porque menciona a guarda romana pretoriana - tropa de elite que cuidava da segurança do imperador (4.22). Contudo, é preciso considerar que os administradores de colônias romanas eram chamados de pretores (Atos 16.22, 35, 36, 38).

A cidade 

Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia, pai de Alexandre o Grande, construída na aldeia de Krenides em Tracia. Era uma pequena cidade usada como rota entre a Europa e a Ásia, serviu como um centro militar significativo e recebeu privilégios especiais. Sob o governo de Roma se tornou a principal cidade da Macedônia, um dos quatro distritos do que hoje é a Grécia.

Filipos foi a primeira cidade européia a receber o Evangelho (Atos 16.6-40). A casa de Lídia, uma negociante de púrpura, serviu para Paulo como ponto inicial para estabelecer o primeiro núcleo da comunidade cristã na região.

Os atos de oração e motivos da ação de graças do apóstolo Paulo

A relação que o apóstolo tinha com a igreja filipense era íntima e cordial. O apóstolo visitou Filipos diversas vezes. A Carta aos Filipenses retrata suas constantes orações e ações de graças  por aquela comunidade. Escreveu a carta com o propósito de expressar seu sentimento de gratidão aos filipenses por suas assistências generosas; para informar o seu estado pessoal na prisão de Roma; transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão para levar membros da igreja de Filipos a se esforçarem em conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

Outros motivos pertinentes para escrever

O conteúdo apresenta  ensinamentos doutrinários com extrema lucidez e a alegria do Espírito na vida do apóstolo. Além de agradecer, Paulo redigiu a epístola abordando o caráter de Deus, a alegria, o serviço, o conflito e o sofrimento dos santos. E com maior ênfase o senhorio de Cristo (o Kyrios de Deus, 2.9-10).

• 2.1-4 - Preveniu a comunidade cristã do perigo de cultivar o hábito da competição, egoísmo e individualismo ;
• 2.5-8 - Apresentou a doutrina da kenosis - a auto-humilhação ou auto-esvaziamento de Cristo, que é uma das passagens bíblicas mais importantes no Novo Testamento;
• 2.19-30 - Informou a visita de Timóteo e explicou a razão do retorno inesperado de Epafrodito;
• 3.1-3 - Alertou acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei para aplacar os desejos carnais (Colossenses 2.23);
• 3.4-14 - Redigiu um retrato autobiográfico significativo.

Conclusão

Embora Paulo estivesse escrevendo da prisão, a alegria faz parte de todos os temas. O segredo de sua alegria está baseada no seu relacionamento com Cristo. Atualmente as pessoas desejam desesperadamente ser felizes, e debatem-se entre o sucesso, fracassos e obstáculos de cada dia. Os cristãos devem manter a fé e o ânimo, ser alegres em todas as circunstâncias, mesmo quando as coisas estão ruins, mesmo quando sentem vontade de se queixar, mesmo quando há motivo para estar triste. Por quê? Porque Cristo reina em todas as ocasiões. E assim como Paulo declarou, também podemos declarar: "posso todas as coisas naquele que me fortalece"(4.13).

E.A.G.
http://belverede.blogspot.com.br/
Compilação e texto de quem assina esta postagem:
Ensinador Cristão, ano 14, nº 55, página 36, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas - Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja - Mestre; Elienai Cabral; 3º trimestre de 2013 (CPAD), 
A Bíblia Anotada Charles C. Ryrie expandida, edição 2007, página 1.157, Cidade Dutra - SP (Editora Mundo Cristão).
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, edição 2004, página 1.659, Rio de Janeiro (CPAD).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais

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Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 8 – Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
26 de maio de 2013
Por Francisco A.Barbosa

TEXTO ÁUREO
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). - Uma forma vital de expressar amor a DEUS é cuidar do bem-estar espiritual dos filhos e esforçar-nos para levá-los a um real relacionamento com DEUS. O ensino da Palavra de DEUS aos filhos deve ser uma tarefa altamente prioritária dos pais (cf. Sl 103.13; ver Lc 1.17; 2 Tm 3.3). O ensino das coisas de DEUS deve partir do lar, e nisso, tanto o pai como a mãe deve participar. Cultuar a DEUS no lar não é uma opção; pelo contrário, é um mandamento direto do Senhor (vv. 7-9; Êx 20.12; Lv 20.9; Pv 1.8; 6.20; cf. 2 Tm 1.5). O propósito da instrução bíblica pelos pais é ensinar os filhos a temer ao Senhor, a andar em todos os seus caminhos, a amá-lo e ser-lhe grato e a servi-lo de todo o coração e alma (10.12; Ef 6.4). O crente deve proporcionar sabiamente aos seus filhos uma educação teocêntrica, em que tudo se relacione com DEUS e às suas coisas (cf. 4.9; 11.19; 32.46; Gn 18.19; Êx 10.2; 12.26,27; 13.14-16; Is 38.19).

VERDADE PRÁTICA
A educação cristã de nossas crianças, adolescentes e jovens é uma responsabilidade intransferível e pessoal dos pais com o apoio e assistência da igreja.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Deuteronômio 6.1-9.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Considerar a Educação Cristã como missão prioritária dos pais;
• Compreender a educação no Antigo e em o Novo Testamento; e
• Saber da importância da Educação Cristã na família.

PALAVRA-CHAVE
Educação: Processo de desenvolvimento das capacidades física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social. 1. Conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito; 2. Conhecimento e prática dos usos da gente fina; 3. Instrução, polidez, cortesia. [http://www.priberam.pt/dlpo/].
COMENTÁRIO

introdução


Educar os filhos não é uma tarefa fácil. Deus, porém, confiou-nos essa tarefa, e dela não podemos fugir. Comparada com a educação em geral, a educação cristã é uma forma particular de educar. Ela pode ser simplesmente definida como a instrução formal feita sob a perspectiva do cristianismo, buscando “o desenvolvimento da pessoa e de seus dons naturais à luz da perspectiva cristã da vida, da realidade, do mundo e do homem”. A educação cristã tem como objetivos proporcionar o desenvolvimento do indivíduo como um todo e lhe oferecer condições de crescer em sua vida espiritual, no conhecimento de Deus e das Escrituras. Esse crescimento leva em conta o ser humano em seus aspectos físicos, emocionais, espirituais e sociais. Nosso exemplo maior de desenvolvimento integral é o próprio Jesus, pois a Bíblia nos relata que ele "[...] crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens" (Lc 2.52). Nesta lição, veremos que ainda que contemos com a ajuda da igreja, a responsabilidade de educar é dos pais. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. EDUCAÇÃO, A MISSÃO PRIORITÁRIA DOS PAIS
1. O que significa educar? Educar não significa apenas transmitir o legado cultural às novas gerações, mas também ajudar o aluno a aprender o aprender, despertar vocações, proporcionar condições para que cada um alcance o máximo de sua potencialidade e, finalmente, permitir que cada um conheça suas finalidades e tenha competências para mobilizar meios para concretizá-las, chega-se ao sentido estrutural da questão: o que significa educar. Em síntese: aprender a conhecer, fazer, viver juntos e aprender a ser[http://iseibfile.blogspot.com.br/2008/12/o-que-significa-educar.html]. Qual professor, ou mesmo pai, já teve a curiosidade de saber qual é o verdadeiro significado da palavra educar? E se essa é uma tarefa da família ou da escola? Para a maioria das pessoas “educar” é uma obrigação exclusiva das escolas e de seus respectivos profissionais, se esquecendo que Educar é uma função de todos, tanto dos pais quanto dos educadores. O conceito de educar vai muito além do ato de transmitir conhecimento, educar é estimular o raciocínio, é aprimorar o senso crítico, as faculdades intelectuais, físicas e morais.
2. Educação Cristã. Quanto à educação cristã, há uma certa complexidade semântica que beira à confusão. Há descrições que afirmam que educação cristã é sinônima de discipulado, outros identificam a educação cristã com a instrução teológica ministrada no contexto da igreja local e há ainda aqueles que discorrem sobre este processo educacional como educação eclesiástica, limitada ao âmbito da escola Dominica. Por último, existem os que possuem uma perspectiva mais abrangente da educação cristã e a relacionam com o compartilhamento de valores necessários para o desenvolvimento do ser humano em todas as áreas de sua existência. A educação cristã vai muito além da estrutura física, currículo e materiais didáticos. A educação cristã consiste em construir o conhecimento, levando os aprendizes a serem ativos participantes no processo educacional, ao invés de meros ouvintes passivos. O ensino é muito mais do que apenas depositar conhecimento no cérebro do aluno, levando a memorizar dados – Paulo Freire chama esta prática de modo pejorativo: educação bancária[http://www.comunhao.org.br/ensino/educacao-crista.html].
3. A educação nas escolas. A educação oficial, ministrada na rede de ensino pública ou particular, é totalmente influenciada pelo materialismo e pelo ateísmo. Os currículos que reúnem os conteúdos programáticos a serem transmitidos nas salas de aula são fundamentados nas filosofias e pseudociências materialistas. Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, da inteligência, e de todas as coisas que existem no universo. Os professores de ciência ensinam, como sendo a última palavra, que a vida surgiu “por acaso”, de uma mistura, “ao acaso”, de substâncias químicas, que se reuniram “ao acaso”, e, dali, surgiu a vida, “ao acaso”, durante “milhões” de anos. Os alunos, crianças, ou adolescentes, de olhos arregalados, ficam hipnotizados pelas explicações, ilustradas com quadros, nos livros-texto, nos quadros de giz, ou, de modo mais sofisticado, nas telas, com projeções através de “datas-show”, ou projetores de multimídia. E “o mestre”, com ar de absoluta convicção, explica que a origem da vida, dos animais e do homem, foi fruto da evolução, que dispensa totalmente a existência de um Deus pessoal, inteligente, e soberano, como ensinam as religiões, e, principalmente, como ensina o cristianismo. Figuras de macaco, evoluindo, da posição de quatro pés, ficando atarracado, até ficar ereto, até chegar a ser homem são mostradas como sendo realmente o que ocorreu. Na verdade, nada disso é verdade, mas é passado e repassado como ciência. Professores materialistas têm grande influência sobre a mente dos alunos, principalmente porque, em casa, a grande maioria não tem qualquer preparo ou fundamento bíblico ou filosófico para enfrentar a “onda” materialista, que avança sobre a educação e a cultura, nas escolas. Muitos desses professores ou professoras são homossexuais, e fazem questão de, aproveitando-se de sua posição, diante dos alunos, propagar o seu estilo de vida anticristão, anti-Deus e contra a Bíblia Sagrada, a Lei de Deus [LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 98-100].

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Educar é proporcionar uma formação completa ao educando: espiritual, moral e social.

II. A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO
1. No Antigo Testamento. No Antigo Testamento, os pais viviam sob a Teocracia, ou sob o governo de Deus sobre o povo. Todas as normas ou doutrinas, de caráter espiritual, moral, social, educacional ou familiar, emanavam da Lei de Deus. Os pais não tinham grandes desafios no relacionamento com os filhos, pois os mesmos, desde o berço, eram criados segundo os mandamentos, os juízos e os estatutos de Deus (Dt 5.31). Dentro da economia judaica, a educação era, essencialmente, um produto do lar, envolvendo o aprendizado da religião, de alguma profissão e estava usualmente associada à atividades agrícolas. Os filhos dos judeus aprendiam e absorviam o shema, ou o credo, que resumia o princípio fundamental de sua fé: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt 6.4,5). Esse ensino fazia parte do dia a dia das crianças judaicas. Uma grande lição para a educação cristã nos dias presentes (Dt 11.18-21). Aos 12 anos, os meninos passavam pela cerimônia do “Bar Mitzvah”, quando já deveriam saber de cor os pontos mais importantes da lei. A sinagoga era templo e era escola também. Segundo Halph Gower, “Era responsabilidade da mãe educar tanto os filhos como as filhas durante os três primeiros anos (provavelmente até o desmame). Ela ensinava às filhas os deveres domésticos durante toda a infância delas. A partir dos três anos de idade, os meninos aprendiam a lei com o pai, e os pais também ficavam responsáveis por ensinar um ofício aos filhos. Um rabino disse certa vez: ‘O pai que não ensina ao filho um ofício útil está educando-o para ser ladrão” [LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 94-93.]. Quando surgiram as artes e ofícios, esses eram ensinados mediante o aprendizado. Quando surgiram as escolas, as sinagogas tomaram-se o centro da erudição[http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/p/8-licao-2-tri-2013_457.html]. O moderno vocábulo hebraico para «treinar» deriva-se do mandamento que aparece em Provérbios 22:6 e que nossa versão portuguesa traduz por: «Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele». Outros termos relacionados à educação são aqueles que denotam as ideias de instrução e aprendizagem. Todos os bons processos de educação dispõem do Compêndios adequados. No tocante ao processo da educação espiritual, o texto principal é a Bíblia, havendo outras obras que suplementam o conhecimento adquirido através da Bíblia, que fornecem instrução quanto a todas as variedades de conhecimento que podem ter alguma aplicação espiritual. Mestres são providos para ajudar no processo, a fim de proverem o exemplo e as instruções adequados. Esses professores são descritos como sábios (Pv 13.14 e 15.7). Seus alunos eram chamados, antigamente, de “filhos” (Pv 2.1), porquanto a educação processa-se melhor quando os princípios espirituais da família divina estão sendo ensinados e seguidos.
2. No Novo Testamento. No Novo Testamento encontramos menção aos rabinos (professores) e aos mestres (professores). No grego, esta última palavra é didáskalos, termo usado por cerca de cinquenta vezes nos evangelhos, mas aplicado de modo supremo a Jesus. Ele ensinava às multidões (Mc 2.13), nas sinagogas (1.21), ou então, particularmente, aos seus discípulos (Mt 5.1,2). Os discípulos (aprendizes) foram mencionados por mais de duzentas vezes nos evangelhos. Ele lhes ensinava doutrina (no grego, didache). Parte da Grande Comissão era o ministério do ensino, conforme se vê em Mt 28.19,20.
3. Na atualidade. Uma vez que a Igreja deixou de ser perseguida, após a conversão de Constantino ao cristianismo, a Igreja começou a ser a mestra do estado. Sucedeu, pois que na Idade Média, a educação tornou-se essencialmente uma função da Igreja. Após cerca de mil anos em que essa condição prevaleceu, o secularismo e o nacionalismo debilitaram o poder da Igreja. A renascença e a Reforma protestante deram prosseguimento a esse processo, época em que o estado começou a recuperar o poder que havia perdido quando da queda do império romano do Ocidente, e, uma vez mais, tomou-se uma entidade educadora, independente da Igreja [CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 275]. Na igreja cristã, há um espaço especial para a Educação Cristã. Esta é o processo de ensino-aprendizagem proporcionado por Deus, através de sua Palavra, pelo poder do Espírito Santo, transmitindo valores e princípios divinos. E diferente da educação secular, que só transmite instruções e conhecimentos, deixando de lado os valores éticos, morais e espirituais. Por isso, a base da Educação Cristã é a Bíblia Sagrada [LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 93].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
No Antigo Testamento os israelitas priorizavam a educação dos filhos em casa. Em o Novo Testamento, as sinagogas eram os centros de instrução para os meninos aprenderem a lei.

III. A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA
1. Os filhos são herança do Senhor. No salmo 127.3, os filhos são chamados de “herança do Senhor”, isso significa que os filhos pertencem a Deus, eles são nossos somente num sentido secundário. Deus dá filhos aos pais assim como um homem confia a sua fortuna aos seus herdeiros. Ao nos tornarmos pais, recebemos um prêmio, uma recompensa do Senhor, pois passamos a ser participantes da criação, ou seja, apesar de nossas faltas, de nossas fraquezas, Deus nos dá o privilégio de podermos ser atores no processo da criação. Eles precisam ser bem cuidados, pois, além de ser uma bênção do Senhor (e toda bênção do Senhor deve ser preservada e zelosamente tratada pelo abençoado), são uma responsabilidade que Deus põe em nossas mãos e da qual deveremos prestar contas.
2. O ensino da Palavra de Deus no lar. “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo” (Cl 3.21). É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3). Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de Deus em muitos trechos do Antigo Testamento (ver Gn 18.19; Dt 6.7; Sl 78.5; Pv 4.1-4; 6.20), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos. A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17).
3. Leve seus filhos à igreja. Em Efésios 6.1-3 Paulo não diz aos pais para admoestarem os filhos; ele mesmo o faz. Os filhos estavam presentes na congregação quando essa carta foi lida. Será que entenderam o que Paulo escreveu? Será que nós entendemos? A família toda participava do culto e, sem dúvida, os pais explicavam a Palavra aos filhos quando estavam em casa. O apóstolo apresenta quatro motivos para os filhos obedecerem aos pais. Deus instituiu uma ordem natural que mostra claramente quando um ato é correto. Uma vez que foram os pais que colocaram o filho no mundo, e uma vez que eles têm mais conhecimento e sabedoria do que o filho, é correto o filho obedecer aos pais. Até mesmo os filhotes dos animais são ensinados a obedecer. A "versão moderna" de Efésios 6.1 seria: "pais, obedeçam a seus filhos, pois isso os manterá satisfeitos e trará paz a seu lar". Mas isso é contrário à ordem natural instituída por Deus! A obediência é ordenada (v. 2a). Aqui, Paulo cita o quinto mandamento (Êx 20.12; Dt 5.16) e o aplica ao cristão do Novo Testamento. A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Dominical, é imprescindível que a família se envolva, como um todo, neste mister.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Na família, a Educação Cristã deve estar eminentemente presente.

CONCLUSÃO

Não basta cuidar dos filhos fisicamente providenciando alimento, abrigo e roupas. Também deve lhes dar alimento emocional e espiritual. O desenvolvimento do menino Jesus é um exemplo para nós: "E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens" (Lc 2.52). Vemos aqui um crescimento equilibrado: intelectual, físico, espiritual e social. Em parte alguma da Bíblia, a educação dos filhos é apresentada como responsabilidade de alguma pessoa ou instituição fora do lar, por mais que tais elementos externos colaborem no processo. Deus incumbiu os pais de ensinar aos filhos os valores mais essenciais. Deve discipliná-los. O termo "criar" dá a ideia de aprendizado por meio da disciplina. É traduzido por "corrigir" em Hebreus 12. Alguns psicólogos modernos opõem-se ao conceito "antiquado" de disciplina, e muitos educadores seguem essa filosofia. Dizem que devemos deixar as crianças se expressarem e que, se as disciplinarmos, iremos distorcer seu caráter. No entanto, a disciplina é um princípio fundamental da vida e uma demonstração de amor. "Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" (Hb 12.6). "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" (Pv 13.24).
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Maio de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que significa “educar”?
R. Criar uma criança; cuidar, instruir.
2. O que devemos fazer se queremos uma sociedade mais justa e solidária?
R. Precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus.
3. Qual é a maior e mais acessível agência de educação religiosa das igrejas evangélicas?
R. A Escola Dominical.
4. De acordo com a lição, qual era a ordem do Senhor para os israelitas?
R. Que os israelitas priorizassem a educação de seus filhos.
5. Qual era o propósito do memorial erguido por Josué com as doze pedras do Jordão?
R. As crianças, ao verem esse memorial, ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. ANDRADE, C. Teologia da Educação Cristã: A missão educativa da Igreja e suas implicações bíblicas e doutrinárias. 1 ed., RJ: CPAD, 2002. -. GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., RJ: CPAD, 1999. 
-. GEISLER, N.; ZACHARIAS, R. Sua Igreja Está Preparada? Motivando Líderes Para Viver Uma Vida Apologética. 1 ed., RJ: CPAD, 2007.
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Francisco de Assis Barbosa

 

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