quinta-feira, 4 de abril de 2013

FAMÍLIA CRIAÇÃO DE DEUS

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Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Por Francisco A. Barbosa
Lição 1 – Família, criação de Deus
7 de abril de 2013

TEXTO ÁUREO
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). – Paulo.

VERDADE PRÁTICA
A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender a família no plano divino;
  • Conscientizar-se das consequências da Queda para as famílias; e
  • Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.

PALAVRA-CHAVE
Família(latim familia, -ae, os escravos e servidores que vivem sob o mesmo teto, as pessoas de uma casa)
s. f.
1. Conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela.
2. Conjunto formado pelos pais e pelos filhos.
3. Conjunto formado por duas pessoas ligadas pelo casamento e pelos seus eventuais descendentes.
4. Conjunto de pessoas que têm um ancestral comum.
5. Conjunto de pessoas que vivem na mesma casa.
6. [Figurado]  Raça, estirpe.
7. [Gramática] Conjunto de vocábulos que têm a mesma raiz ou o mesmo radical.
8. [História natural] Grupo de animais, de vegetais, de minerais que têm caracteres comuns.
9. [Química]  Grupo de elementos químicos com propriedades semelhantes.
de família: familiar; íntimo; sem cerimônia.
família miúda: filhos pequenos.
[Religião]  sagrada família: representação de Jesus com a Virgem Maria e S. José. [http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=fam%C3%ADlia]

COMENTÁRIO

introdução

Iniciamos o segundo trimestre de 2013 estudando um assunto pertinente e urgente, “A Família Cristã no século XXI”.  A Igreja não está imune aos desafios impostos pela vida hodierna. Este século nos apresenta um inédito desafio de um mandamento cultural na contramão daquele vivido pela família primeva, Adão e Eva: "crescei pouco e não multiplicai". A realidade nos pressiona a isso; a competitividade e o aumento do custo relativo em todos os níveis têm mudando radicalmente a família e nós, cristãos evangélicos, não estamos obliterados desta realidade biológica ou esta lógica da vida em nosso dia a dia. O casamento tardio, as famílias alternativas (das chamadas "produções independentes" às relações homossexuais), os vários casamentos (transformando casamentos em formas de namoro) e tantos outros fenômenos são indicativos da perda funcional da família em seu aspecto biológico. Por isto, julgo de suma importância o engajamento neste trimestre, do estudo profícuo e acurado, e a aplicação imediata de tudo o que for ministrado em nossas escolas dominicais. Sejam todos abençoados! Uma boa e produtiva aula!

I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O propósito de Deus. Deus tem propósitos para a família. Foi a primeira instituição sobre a face da terra; Ele têm planos extraordinários de bênçãos e realizações. e este projeto do Senhor é imutável, perfeito e eterno. A Palavra do Senhor nos ensina que todas as coisas terrenas e humanas, são como figura e sombra das celestiais (Hb 8.5), por isso o Reino de Deus é a expressão máxima do que vem ser uma família. No céu estavam presentes a Trindade, o Pai, Filho e o Espírito, como também querubins, serafins, arcanjos e anjos em uma harmonia e hierarquia que nossa mente humana limitada não alcança em compreender, o Criador é um ser sociável que precisava dar e receber amor, atenção, conselhos, proteção, sustento, abrigo, amizade, assim se originou a Família de Deus na dimensão celestial. No livro de Gênesis 1.26-27, se dá o início da primeira família humana, Adão (hebraico, Adam = tirado da terra), formado a imagem e semelhança de Deus, logo após isso pelo motivo da solidão que o homem sentia, Deus lhe entrega a mulher formada de sua própria costela, do lado para ser auxiliadora, debaixo do braço para ser protegida e perto do coração para ser amada. O lar doce lar desta família era o jardim do Éden (original tradução = prazer), era um lugar de prazer, satisfação onde eles se sentiam muitíssimos bem um com o outro e ambos com Deus. O homem recebe uma responsabilidade, guardar o jardim do Éden, Gênesis 2.15, podemos questionar então, mas, guardar do que ou de quem? Lendo este verso bíblico acima entendemos que ele recebera duas tarefas, uma era física lavrar o jardim, outra espiritual guardar o jardim, guardar de qualquer ação do maligno o adversário de Deus e de Sua criação, essa autoridade ele recebeu do Senhor de dominar sobre toda criação. [Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/499666-fam%C3%ADlia-eterno-prop%C3%B3sito-deus/#ixzz2PR514Uxf].
2. Um lugar de proteção e sustento. Quando Deus criou o ser humano nas figuras de Adão e Eva, deu-lhes como habitação uma vasta área repleta de fertilidade, de natureza exuberante, com o melhor em recursos vegetais, animais e minerais. A região, conhecida como Jardim do Éden (hb. Gan Eden, גן עדן). No Éden, ao homem era permitido desfrutar de tudo o que a natureza oferecesse em se falando de alimento e abrigo, exceto os frutos da árvore do conhecimento do que era bom e mau. Adão e sua companheira, Eva, desobedeceram a única proibição que tinham e deram origem ao pecado, sendo expulsos pelo Senhor do jardim. Manipulados pela serpente para provarem do fruto proibido, romperam uma aliança muito íntima com Deus, expulsos do lugar que tudo lhes oferecia. Tiveram que, a partir daí, conquistar o alimento com o suor, trabalhando para seu sustento. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo.
3. A primeira família. Ao implantar a família sobre a terra, Deus queria que o Seu caráter santo fosse refletido através da vivência harmoniosa entre os cônjuges, filhos e pais, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse vivenciado. O objetivo Divino é que a família seja uma grande vitrine espelhada, a qual possa refletir À Sua imagem a uma sociedade promíscua e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar. Marido e mulher devem mostrar ao mundo que é possível viverem juntos, apesar de suas imperfeições, fraquezas e diferenças. Casamento não significa a união de duas pessoas perfeitas, mas imperfeitas , vivendo juntas com o amor de Deus aperfeiçoando o seu relacionamento, através do entendimento e perdão recíproco.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão.

II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ataque do Inimigo. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão e teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surge aqui a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden.Deus os expulsou do jardim do Éden, e os deu roupas de pele animal. Em Gn 1.28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente (Ef 1.10; 1Tm 2.14). Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal (Gn 3.24). Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia (Gn 3.8). 0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito. O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada. Em Gn 1.28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. As Consequências da Queda do Homem são: Conhecimento do mal; A perda da comunhão com Deus; Separou-se de Cristo; O espírito do homem ficou em estado de morte; A perversão da natureza moral; Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultadosfunestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: A concepção multiplicada; O aumento de dores durante a maternidade, e Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida (Gn 3.24). Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam! Era preferível estarem sujeitos à morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo. Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
3. A vida familiar depois da Queda. Em Eclesiastes 7.29 lemos: "Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções". Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde. A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo cinco de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Rm 5.12). Com a queda, Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual. O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física. Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.{http://www.palavraprudente.com.br/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap16.html }
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. Família patriarcal. A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. Quando pensamos em modelo patriarcal, pensamos de imediato em um tipo de estrutura familiar extensa, ou seja, é um conceito de família que abriga em seu seio todos os agregados. Na definição da família patriarcal, temos uma família numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um grande número de criados, parentes, aderentes, agregados e escravos, submetidos todos ao poder absoluto do chefe de clã, que era, ao mesmo tempo, marido, pai, patriarca. O termo patriarcalismo, designa a prática desse modelo como forma de vida própria ao patriarca, seus familiares e seus agregados. Nele, o pater seria o chefe (ou, autoridade maior) do grupo familiar. Logo, não se restringe apenas ao núcleo familiar pai, mãe e filhos, mas faz referência a todos os que giram em torno do núcleo centralizador dos vários tipos de relação: o patriarca. Dessa forma, o patriarca constitui-se em um núcleo econômico e um núcleo de poder.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A família pode também, assumir uma estrutura nuclear ouconjugal, que consiste em duas pessoas adultas (biblicamente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário, quando um dos cônjuges falece, por exemplo. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
3. A família na atualidade. Quando um crime é executado nas ruas, podemos ter a certeza que o criminoso é resultado de um lar que falhou no passado. Que a família domine em todos os aspectos da vida, que imprima ritmo a uma vivência sadia que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus e que revele ao mundo os verdadeiros valores morais que estão cada vez mais deteriorados em nossos dias. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo. A promiscuidade deve ser condenada, conceitos errados tem que cada dia mais diminuir pelo comportamento sadio de uma família que serve a Deus. O mundo tem que aprender com a família de Deus e nunca ao contrário. Conceitos que desprezam a palavra de Deus devem ser condenados pela família, mesmo porque qualquer comunidade que despreze os princípios bíblicos, a tendência é o apodrecimento. As pessoas desejam a felicidade. Almejam o sucesso. Eu conheço muitas famílias de sucesso que não são felizes mas também conheço muitas famílias que ainda não conseguiram realizar todos os seus sonhos, mas são imensamente felizes, isto porque há, sucesso e felicidade não são palavras sinônimas. Felicidade é um sentimento de bem estar consigo mesmo e sua consciência pela vida plena encontrada em Jesus Cristo. Sucesso é objetivos que são alcançados e almejados. Portanto, voce pode ser feliz sem ter sucesso, e pode ter sucesso sem ser feliz. Deus quer que voce seja feliz e tenha muito sucesso. [http://www.midiagospel.com.br/familia/estudos-para-casais/os-propositos-de-deus-para-a-familia.html].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.

CONCLUSÃO

. Esta mudança nos fundamentos da família tem afetado os papeis culturais do homem e da mulher e nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Os homens se vêem num processo reverso aos últimos milênios, na medida em que a “família moderna” o fez dispensável. O século XXI apresenta um homem mais dispensável e traz o desafio de recriar sua função e imagem em meio à cultura. A mulher, por sua vez, busca outra forma de ocupação e valorização que não seja apenas concentrada na maternidade. Tudo isto aponta para um fim da família como a conhecemos. Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Abril de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Qual o propósito de Deus no criar a família?
R. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento.
2. O que o Jardim do Éden era para a primeira família?
R. Um local especial de acolhimento, proteção e provisão.
3. Qual é a origem dos males que atacam as famílias?
R. O pecado.
4. Cite as consequências do pecado para a mulher e para a terra.
R. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida á vontade de seu marido. A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18).
5. De acordo com a lição, quais, são os principais inimigos espirituais da família na atualidade?
R. A carne, o mundo e o Diabo.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. ADEI, S. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
-. SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divina para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1993.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 21 de março de 2013

ELISEU E A ESCOLA DE PROFETAS

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ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS
Texto Áureo: II Tm. 2.1,2 – Leitura Bíblica: II Rs. 6.1-7

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
O ensino sempre teve papel primordial na cultura judaico-cristã, a palavra de Deus sempre ocupou lugar primordial na instrução, desde a infância. Por isso, na aula de hoje, trataremos a respeito desse importante ministério eclesiástico. Mostraremos, a princípio, a relevância da Escola dos Profetas nos tempos de Eliseu. Em seguida, apontaremos os fundamentos bíblicos para o ensino da igreja. Ao final, destacaremos a necessidade do ensino sistematizado da Bíblia na Igreja local.

1. A ESCOLA DOS PROFETAS
A escola dos profetas, ao que tudo indica, teria sido o primeiro seminário teológico dos tempos bíblicos. Essa escola teria sido organizada por Samuel, que acumulou o ministério de profeta, sacerdote e Juiz (I Sm. 10.5; 19.20). Elias e Eliseu foram os responsáveis pela consolidação da escola dos profetas, a contribuição deles fez com que essa escola funcionasse como resistência à apostasia que havia se estabelecido no reino do norte (II Rs. 2.3; 4.38; 6.1). A escola dos profetas estava fundamentada no ensinamento bíblico, por isso, as instruções eram tanto morais quanto espirituais. Não era uma escola apenas para dotar os alunos com conhecimento, mas, sobretudo, para que esses tivessem uma profunda experiência com Deus. Os profetas não aprendiam apenas conteúdo bíblico, eles também eram inseridos no sobrenatural, nos milagres de Deus. A escola dos profetas foi estabelecida em Ramá, e provavelmente, em Gibeá (I Sm. 19.20; 10.5,10).  Centros de estudos também estavam espalhados em Gilgal, Betel e Jericó (II Rs. 4.38; 2.3,5,7,15; 4.1;  9.1). Cerca de cem estudantes faziam parte da escola dos profetas comandada por Eliseu em Gilgal (II Rs. 4.38,42,43). Quando Elias e Eliseu foram ao rio Jordão encontrava-se com eles cinquenta estudantes da escola dos profetas (II Rs. 2.7,16,17). O estilo de vida deles era em comunidade, em uma casa comum, na companhia dos profetas (II Rs. 6.1). Alguns deles eram casados e tinham filhos (II Rs. 4.1) e acompanhavam os homens de Deus, por isso eram chamados de filhos dos profetas. A escola dos profetas dava também aos estudantes uma formação musical, a fim de que pudessem oferecer ao Senhor música de qualidade para a adoração a Deus (I Sm. 10.5).

2. FUNDAMENTOS CRISTÃOS PARA O ENSINO NA IGREJA
O ensino bíblico-teológico sempre teve relevância na igreja cristã, não podemos esquecer que a Grande Comissão destacava a necessidade de fazer discípulos, e de ensiná-los a Palavra de Deus (Mt. 28.20). Os próprios mestres, aqueles que ensinam na igreja, são dádivas de Deus, e portanto, devem ser considerados como ministros do Senhor (Ef. 4.11). A ausência de ensinamentos bíblicos bem fundamentados é danosa para a igreja, já que possibilita a entrada de falsos mestres, e a manifestação da apostasia (Hb. 6.1). Por isso Paulo orienta o jovem pastor Timóteo para que esse invista no ensino, que escolha mestres para ensinaram e repassarem a mensagem às novas gerações (II Tm. 2.2). Tais pessoas devem se esmerar no ministério do ensino, ou seja, a ele se dedicarem (Rm. 12.7). Elas devem ensinar não apenas com palavras, mas também com o exemplo (At. 12.25). Paulo é um modelo de mestre na Palavra, um homem que não se esquivou de ensinar os decretos de Deus (At. 20.20). Não por ocaso conclamava seus ouvintes e leitores a serem seus imitadores (I Co. 4.15; 11.1; Fp. 3.17). Mas o maior Ensinador foi o próprio Jesus, reconhecido como Mestre da parte de Deus (Jo. 3.2). Aqueles que O ouviam ficavam pasmos diante dos seus ensinamentos, com a autoridade com a qual falava (Mt. 7.28,29). As pessoas se dirigiam a Ele com o título de Rabi, mestre (Mt. 26.15,49; Mc. 9.5; 11.21; Jo. 1.38,49; 4.31; 9.2; 11.8). Jesus mesmo se reconhecia como tal (Mt. 23.8; Jo. 13.13). Seu ensino era eficaz, por isso muitos se maravilhavam (Jo. 7.46), também dos seus feitos, associados ao ensino (At. 1.1,2). Seus ensinamentos partiam de temas simples do cotidiano, recorria com frequências às parábolas (Mt. 22.1); indagações (Mt. 22.46), discursos (Mt. 5-7), citações (Mt. 5.18; 22.41-45; Lc. 24.27)  e símbolos (Jo. 13.4-7; Mc. 6.11). Os temas tratados por Jesus em seus ensinamentos eram: Deus (Mt. 22.34-40); Ele mesmo (Jo. 8.42; 8.58; 16.28); o Espírito Santo (Jo. 3.5; 7.38,39; Mt. 12.27,28; 14.16,17); as Escrituras (Mt. 5.18; Mc. 2.1,2; Mt. 7.13; Jo. 17.17); a vida cristã (Jo. 5.24; 6.35; 8.12; 14.6; 11.25; 17.17; Mc. 12.30,31); o Reino de Deus (Lc. 17.17; Mt. 6.10; 4.23); a igreja (Mt. 16.18);  e a escatologia (Mt. 12.30,31; Jo. 10.28).

3. A IMPORTANCIA DO ENSINO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA
A igreja cristã não pode fugar da responsabilidade do ensinamento sistemático da Bíblia. Ciente da importância desse ministério, muitas igrejas fundaram universidades e investiram maciçamente na educação. Nesses últimos anos a igreja se distanciou dessa tarefa, e o secularismo ganhou espaço. O ideal seria que as igrejas evangélicas tivessem suas escolas confessionais, a fim de instruírem as crianças, desde cedo, na palavra de Deus, sem desconsiderar a formação enciclopédica, com vistas à formação profissional. Por menor que seja uma igreja local, ela é a principal responsável pela instrução dos seus fiéis na palavra de Deus. Os cultos de instrução (ou doutrina) devem ser valorizados, os pastores precisam separar tempo necessário para a exposição da Palavra de Deus. As escolas dominicais merecem maior atenção, atentado inclusive para seus espaços físicos. O estudo teológico, outrora tratado com preconceito, deve ser estimulado, pois sem uma formação ortodoxa as pessoas tenderão ao liberalismo. A esse respeito, é preciso reconhecer que não existe apenas um liberalismo racionalista – que nega a revelação em prol da razão, mas também o sentimentalista - que nega a revelação em favor da emoção. O movimento pentecostal, desde o princípio, orientou sua liderança para que obtivesse formação bíblica. Os cursos teológicos eram poucos, tendo em vista o contexto distinto, mas havia escolas bíblicas para obreiros e escolas dominicais. Esperava-se pelo menos que os obreiros tivessem o conhecimento das principais doutrinas da Bíblia. Nesses últimos anos, em virtude da descaracterização do movimento evangélico no Brasil, percebemos a necessidade premente de obreiros com fundamentação bíblica. As escolas bíblicas dominicais, os cultos de instrução e estudos bíblicos precisam ser revitalizados nas igrejas locais. Caso contrário, estaremos fadando as gerações futuras à mediocridade, a falta de fundamentos sólidos, a heterodoxia bíblica, que cedo ou tarde os distanciaram do evangelho.

CONCLUSÃO
A criação da escola dos profetas por Samuel, e o estabelecimento dela através de Elias e Eliseu, deve servir de motivação para investimos no ensinamento bíblico-teológico em nossas igrejas. Para tanto, devemos não apenas repassar conteúdos, mas, sobretudo, oportunizar momentos espirituais, nos quais os nossos alunos possam ter uma experiência profunda com o Senhor. Uma igreja que não investe no ensino não está cumprindo a Grande Comissão, que a de fazer discípulos, e instruí-los na Verdade, que é o próprio Cristo.

BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.

ELISEU E A ESCOLA DE PROFETAS

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Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
ComentaristaJosé Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.


Por Francisco A. Barbosa
Lição 12 – Eliseu e a Escola de Profetas
24 de março de 2013

TEXTO ÁUREO

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graca que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1,2). – Paulo estabelece um modelo para a preservação e transmissão do evangelho. A doutrina apostólica deve ser passada a sucessivas gerações sem acréscimos ou alterações.

VERDADE PRÁTICA

A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 6.1-7.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender o real propósito das escolas de profetas;
  • Saber a respeito do currículo da escola de profetas; e
  • Relacionar alguns dos métodos utilizados nas escolas de profetas.

Palavra Chave
Escola de Profetas: Instituição de ensino do Antigo Testamento cujo objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

COMENTÁRIO

introdução

Eliseu (hebraico אֱלִישַׁע, “Meu Deus é salvação”), discípulo e sucessor do ministério profético de Elias, no reino do norte. Elias foi líder de uma “escola de profetas”, e Eliseu era um dos seus alunos. O ambiente da escola lembrava uma fraternidade onde os membros eram chamados de “filhos dos profetas” (v. 3,5). A expressão “filhos dos profetas” (hb. bene ba-nabiim) significa que eram membros de uma ordem profética, não que eram descendentes genealógicos dos profetas. Observamos pelas Escrituras que os filhos dos profetas estavam radicados em locais como Betel, Jericó e Gilgal (1 Rs 20.35; 2 Rs 2.3,5,7,15; 4.1,38; 6.1). Ora, com a trasladação de Elias quem seria o seu substituto? Ou seja, quem havia de ser o novo líder? Então, Eliseu baseado na lei mosaica (cf. Dt 21.17) pede a Elias a “porção dobrada”, ou seja, os direitos de um filho primogênito. O primeiro filho recebia o dobro das riquezas do pai em relação aos seus irmãos, e isso implicava mais responsabilidade para a manutenção da família. Donald J. Wiseman lembra que esse filho primogênito “tinha a responsabilidade de perpetuar o nome e o trabalho do pai”. Nesse sentido, a tradução da Nova Versão Internacional (NVI) traz mais luz para a interpretação do texto de 2Rs 2.9: “Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: ‘O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você?’ Respondeu Eliseu: ‘Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético’". A “porção dobrada”, portanto, em um primeiro momento, não significava “mais poder” para milagres. Significa, isso sim, mais responsabilidade como o novo líder a representar o legado do antigo líder. Essas escolas de profetas não tinham a intenção de ensinar a profetizar, a profecia é um dom de Deus. Elas objetivavam passar às novas gerações a herança moral, cultural e espiritual que YAHWEH havia entregado a nação através de sua Palavra. Nessa perspectiva, nossas escolas dominicais são semelhantes a essas escolas de profetas! Temos a responsabilidade de passar, na igreja, a herança moral e espiritual que o Senhor tem dado a sua igreja através de Sua Palavra. Os próprios mestres, aqueles que ensinam na igreja, são dádivas de Deus, e portanto, devem ser considerados como ministros do Senhor (Ef 4.11). O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos de todos os povos, línguas, tribos e nações. Desde que a recebemos, já passaram dois milênios. E ainda há muita terra para conquistar... Hoje, temos como fonte de estudo, quatro perspectivas dessas escolas: a instituição, seus objetivos, currículo e método de ensino. A relação íntima de Eliseu com as escolas dos profetas mostra que o ministério de poder não nos imiscui do estudo sistemático e da meditação nas Escrituras. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Noção de organização e forma. Não há elementos para uma explicação detalhada acerca da existência real, funcionamento e objetivos dessas escolas. Há pesquisadores que acreditam que “escolas de profetas” é linguagem figurada, mas não que tenha sido uma organização. Apesar disso, os textos das Sagradas Escrituras nos dão algumas informações sobre o assunto. As Escolas de Profetas do Antigo Testamento eram agremiações destinadas a congregar jovens crentes em torno dos profetas de Deus para treiná-los na lei divina e ensinar-lhes a ficar à disposição do Senhor, submissos, para o seu serviço. As escolas de profetas surgiram com Samuel (1Sm 10.5,10; 19.20) e foram consolidadas pelos profetas Elias e Eliseu (2Rs 2.3,5,7,15; 4.1,38; 6.1; 9.1). Assim, as “escolas dos profetas” eram um espaço, um local onde as pessoas deixavam de fazer as suas tarefas cotidianas e ordinárias e se dedicavam ao estudo da lei do Senhor, dedicavam-se às coisas de Deus, a aprender os mandamentos, a se dedicar à oração, à busca do Senhor. No tempo em que a escola de profetas foi estabelecida, ao que parece, à época de Samuel, o SENHOR era o governante de Israel através de seu profeta, não havia rei em Israel – o governo era teocrático, ou seja, Deus mesmo é que governava tudo, tendo como administrador o profeta Samuel. O ofício profético organizado em Israel remonta aos dias do profeta Samuel. Foi ele quem deu origem ao ofício de profeta como uma ordem ou classe organizada. Nesse sentido, ele é “o primeiro dos profetas” – distinção que as Escrituras neotestamentárias reconhece perfeitamente: “E todos os profetas desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias” (At 3.24 cf. 13.20; Hb 11.32). Depois surgiram novas escolas de profetas e no tempo de Elias e Eliseu pelo menos quatro se destacaram: Gilgal - Betel - Jericó e Jordão. Cremos que antes de haverem tantas escolas, como havia no tempo de Elias e de Eliseu, existiram apenas duas escolas bem definidas, a de Ramá, residência de Samuel (1 Sm 8.4; 1 Sm 25.1) e a de Quiriate-Jearim (1 Sm 7.2; 1 Cr 13.5), residência provisória da arca de Deus. A manutenção das escolas era dada pelos próprios profetas em seu trabalho agrícola, manual ou com a ajuda do povo em geral. 6.1 o lugar em que habitamos. Alguns entendem o termo "habitar" no sentido de "viver". Isso leva a conclusão de que os discípulos dos profetas, aqueles orientados especificamente por Eliseu, vivam juntos num alojamento comunitário. Entretanto, o termo "habitar" também pode ser entendido como "assentar-se diante". Esse termo foi usado com esse sentido quando Davi sentou-se diante do Senhor para adora-lo (2Sm 7.18) e quando os anciãos se sentaram diante de Ezequiel para ouvir o seu conselho (Ez 8.1; 14;1). Portanto, o "lugar" aqui se refere ao dormitório onde Eliseu também orientava os discípulos dos profetas. O crescente numero de homens que desejavam ser ensinados criou a necessidade de um edifício maior [MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.483].
2. Noção de organismo e função. Essas escolas eram centros de vida religiosa, onde se buscava a comunhão com Deus mediante a oração e meditação. É evidente que estudavam as profecias, inquirindo sobre o tempo de seu cumprimento (1 Pd 1.10-12), além de recordarem os grandes feitos de Deus no passado. Através dessas escolas, cresceu em Israel uma ordem profética reconhecida (2 Rs 2.3,5). Notamos, portanto, que esta instituição nasceu nos dias de Samuel e tinha por finalidade a preparação de pessoas que queriam servir a Deus para que fossem capazes de não só viver segundo a lei, mas também ensinar o povo como deveria se viver de forma agradável ao Senhor. Era um espaço destinado à transmissão da lei a pessoas que queriam servir ao Senhor, não só para que aprendessem a respeito de Deus mas que fossem aptos para também ensinar a outros. s escolas de profetas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação. Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu. No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução. Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder, obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa. Os discípulos mostram disposição para o trabalho. “Vamos”, dizem eles. Exercem uma liderança contagiosa. Motivam todos a uma empreitada no bosque, ao pesado trabalho de extração de madeira, matéria-prima para a ampliação da casa. “ Cada um de nós tome uma vida” – Ninguém haveria de ser preguiçoso.Ninguém faria corpo-mole. É a unidade no trabalho. No lar, se cada membro fizer a sua parte, a família prosperará! Em outras situações observamos que os filhos dos profetas cumpriam outras funções como no caso em que Eliseu ordenou a Geazi cingir os lombos, tomar o bordão de Eliseu na mão, e colocá-lo sobre o rosto do filho morto da sunamita (2Rs 4.29), ou quando enviou mensageiro a Naamã mandando-o que se lava-se sete vezes no Jordão para que sua carne fosse curada (2Rs 5.10). O discípulo aprende com a prática!
2. Encorajamento. O profeta é o “Homem de Deus” – símbolo do divino. Logram êxito aqueles que convidam Deus para se fazer presente em suas jornadas, seus empreendimentos! Os soberbos, auto-suficientes, excluem Deus de seus projetos e seus labores diários. Jacó foi um homem que prosperou, mas não nos esqueçamos de como ele agia, com relação a Deus, em seus planos (Gn 28.18 a 22). Quando convidamos e incluímos Deus em nossos projetos, Ele, solicitamente aceita a nossa petição. O texto traz a resposta de Eliseu, que disse: - Eu irei. “E foi com eles”. Quando ao cortar madeira no bosque para ampliar a cas onde se reunião, um dos profetas perdeu a cabeça do machado que havia emprestado de alguém, recorreu a Eliseu, que prontamente o encorajou e apresentou-lhe a solução: “Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro.” Aqui está uma metáfora carregada de poesia e de dor. De profecia e de história: O plano da Salvação. O modo como se daria a redenção do homem. Como Deus tornaria a adquirir o que se havia perdido. Este lenho, é o símbolo da cruz ! O madeiro cortado, que seria lançado no lugar das nossas perdas. No meio das muitas águas, isto é: povos ! Isaías, o profeta, anteviu este momento e profetizou (Is 53.4 ). Na ordem natural dos elementos, madeira não é imã. Não tem a propriedade de atrair o ferro. Mas, no milagre de Deus, a madeira faz flutuar o ferro. A mensagem é: “ Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18.27).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
As escolas de profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.

III. OS CURRÍCULOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. A Escritura. As escolas de profetas jamais produziram profetas, não há nenhum registro bíblico de que houvesse profeta oriundo dessas escolas. Estas instituições não tinham como propósito ensinar os alunos a profetizarem. Elas eram compostas por homens comuns que ansiavam por aprender as Escrituras e viver próximo ao homem de Deus. Alguns deles eram casados, e tinham os seus próprios lares (2Rs 4.1). A profecia e um dom divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto ao profetizar. Todavia um dos objetivos era passar as gerações mais novas a herança cultural e espiritual da nação. Isto posto, o currículo aplicado eram as Escrituras que possuíam na época, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de YAHWEH com o seu povo. Eu fico completamente absorto como, nos dias de hoje, é comum ouvir tanta gente dizer tanta coisa com tanta certeza sem qualquer embasamento objetivo. Muitas vezes, grande parte do que é dito simplesmente não pode ser comprovado. Infelizmente, isso também é fato no contexto do ensino e pregação das Escrituras. Qual tem sido o currículo aplicado em nossos cursos? Em nossa EBD? Em nossos cultos de doutrina? Há alguma indicação de que havia música sacra e poesia, envolvida no currículo, ou, pelo menos, que pessoas habilidosas nesses campos, associavam-se com os estudantes de teologia (1Sm 10.5). A música espiritual de boa qualidade tem efeitos benéficos sobre o espírito dos homens, da mesma maneira que a música de má qualidade corrompe.
2. A experiência. Os alunos são aqueles que foram impactados pelo homem de Deus, profeta Eliseu. São vocacionados ao ministério da Palavra. Quando Deus vai fazer crescer a igreja, primeiro levanta os “pais espirituais”. Crentes que serão chamados para evangelistas, pastores, professores e mestres, etc..., que ensinarão as Escrituras e com sua experiência, serão o paradigma dos discipulandos. Lanço mão aqui de uma frase dita pelo já falecido escritor português José Saramago: "Aprender com a experiência dos outros é menos penoso do que aprender com a própria." Aprender algo ouvindo conselhos, lendo, frequentando palestras é uma forma de obter informações que ajudam a impulsionar as ações, mas retemos muito pouco daquilo que ouvimos. Torna-se mais fácil fazer escolhas quando você adquire conhecimento sobre um determinado assunto e principalmente se há muito interesse por ele. Nesse ponto, a experiência se torna muito importante. Qual tem sido a nossa experiência cristã? Conhecemos a Deus só por ler as Escrituras ou por experiências com Ele? Pense nisso.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava os princípios e preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.

IV. A METODOLOGIA DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Ensino através do exemplo. O título (’ish ha’Elohim) exprime o conceito que os homens tinham dos profetas e expressa a estreita associação da respectiva pessoa com Deus; Eliseu recebeu esta designação cerca de vinte e nove vezes. Este título foi dado primariamente a Moisés e continuou sendo empregado até o fim da monarquia. A intenção era expressar a diferença de caráter entre o profeta e os demais homens. Isto é deixado perfeitamente claro nas palavras ditas pela mulher sunamita: “Vejo que este... é santo homem de Deus...” (2 Rs 4.9). As Escolas de Profetas tinham como objetivo a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu.
2. Ensino através da Palavra. Eliseu não foi um profeta literário, o que sabemos dele é pelo que outros escreveram. Mas sabemos que ele herdou o ministério profético de Elias e juntamente com isso, a liderança da escola de profetas. De fato ele usou a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas. Profetas e alguém que transmite a mensagem de Deus. Enquanto o Senhor mandou que muitos profetizassem certos eventos, o que Deus mais queria era que eles instruíssem e inspirassem o povo para viver fielmente ao Senhor. Ao ouvirem as inspiradas palavras de Saul, seus amigos exclamaram: “Esta também Saul entre os profetas?” Esta era uma expressão de surpresa pelo lato de um mundano ter se tornado religioso. Seria equivalente a; "O que? Ele se converteu?" [APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag.381]. Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Sozinho e solitário ele lastimou sua sorte diante do Senhor. Se essas palavras não fossem enunciadas em Um estado de angústia, teriam sido indesculpáveis. Mas Deus trata com amor seus filhos quando estão esgotados. As palavras do profeta tomadas ao pé da letra o que não podemos fazer praticamente acusam Deus de infidelidade. E eu fiquei só. [MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 66].
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação.

CONCLUSÃO

Os tempos mudam e a cultura também. Hoje sabemos que a educação secular possui grande importância e infelizmente para muitos é a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação humanista, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento. A criação da escola dos profetas por Samuel, e o estabelecimento dela através de Elias e Eliseu, deve servir de motivação para investimos no ensinamento bíblico-teológico em nossas igrejas. Para tanto, devemos não apenas repassar conteúdos, mas, sobretudo, oportunizar momentos espirituais, nos quais os nossos alunos possam ter uma experiência profunda com o Senhor. Uma igreja que não investe no ensino não está cumprindo a Grande Comissão, que a de fazer discípulos, e instruí-los na Verdade, que é o próprio Cristo. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Recife-PE
Março de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da Escola de Profetas?
R. Que a educação possui forma e função.
2. Destaque dois dos objetivos da Escola de Profetas?
R. Treinamento e encorajamento.
3. De acordo com a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de Profetas?
R. A Escritura e a experiência.
4. Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.
R. Ensino através da palavra e do exemplo.
5. O que podemos observar através do ministério de Eliseu?
R. Observamos que as escolas de profetas eram dedicadas ao ensino formal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja; Comentarista: José Gonçalves; CPAD; -. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.483
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. pag. 445, 446.
APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag.381
MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 66
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quarta-feira, 13 de março de 2013

OS MILAGRES DE ELISEU

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OS MILAGRES DE ELISEU
Texto Áureo: II Rs. 8.4 – Leitura Bíblica: II Rs. 2.9-14

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Eliseu, o sucessor de Elias, operou muitos milagres, o fundamento para a realização de tais maravilhas estava no seu relacionamento com Deus. Na lição de hoje mostraremos que Eliseu foi, verdadeiramente, um profeta de Deus. Em seguida, destacaremos os diferentes tipos de milagres por ele realizados. Ao final, enfatizaremos que o Deus, que a fonte genuína dos milagres, continua o mesmo, e, dependendo dos Seus propósitos, pode fazer milagres ainda hoje.

1. ELISEU, UM PROFETA DE DEUS
Eliseu foi um profeta de Deus, seu nome significa “Deus é salvação”, ele era filho de Safate. Ele foi ungido profeta por Elias em Abel-Meolá, enquanto lavrava a terra com doze juntas de boi. Naquele lugar Elias lançou sobre ele o seu manto, passando adiante (I Rs. 19.19). Eliseu serviu Elias até o momento em que este fora transladado da terra. Aquela também foi a ocasião que Eliseu apanhou o manto caído, recebendo, do Senhor, porção dobrada do espírito de Elias, tornando-se, assim, o herdeiro profético do seu senhor (II Rs. 2). Após o translado de Elias, Eliseu passou a ser usado maravilhosamente por Deus, realizando muitos milagres, um dos primeiros foi a separação das águas do rio Jordão, usando o manto do seu mestre (II Rs. 2.14). Isso provavelmente fez com que os discípulos dos profetas reconhecessem publicamente Eliseu como o sucessor de Elias. Logo em seguida Eliseu realizou outros milagres, dentre eles, a dulcificação das águas de Jericó (II Rs. 2.19-22) e o aparecimento de ursos que destroçaram os jovens escarnecedores (II Rs. 2.23,24). Posteriormente o rei de Moabe, que havia pagado tributo ao rei Davi, se revoltou contra Israel, com a pretensão de invadir Israel. Os reis de Judá e Edom seguiram para o deserto, a fim de surpreender o rei de Moabe, mas faltou água. Josafá faz um pedido a Eliseu e este providencia um grande livramento (II Rs. 3.1-25). Não há uma cronologia detalhada na Bíblia da vida de Eliseu, sabemos tão somente que ele morreu no reinado de Joás (II Rs. 13.14). Ele morreu na sua própria casa, depois de sessenta anos de atuação profética, na idade de 90 anos (II Rs. 13.14-19).

2. OS DIFERENTES MILAGRES DE ELISEU
A vida de Eliseu foi marcada por milagres, todos eles com propósitos específicos, delineados pelo Senhor. Isso pode ser percebido na providência e auxílio do Senhor no caso da viúva, cujo marido havia vivido no temor ao Deus de Israel (II Rs. 4.1-7). A pobreza na qual aquela mulher se encontrava motivou o profeta a realizar o milagre para prestar auxílio à viúva desamparada. Elias sempre que possível ficava hospedado em casa de uma piedosa família israelita. A mulher sunamita, que o hospedava, não tinha filhos, sendo isso considerado uma grande desgraça para aquela família. Certo dia o profeta afirmou que Deus reverteria aquela situação, dando filhos àquela mulher (II Rs. 4.8-17). Essa mulher, então, teve um filho, que, após alguns anos, morreu em virtude de um ataque de insolação. A mulher deitou o filho sobre a cama e partiu em busca do profeta, que orou, fazendo com que o menino voltasse a viver (II Rs. 4.26-37). Tempos depois desse acontecimento, houve grande fome em Israel, Eliseu estava em Gilgal, na escola dos profetas. Naquela ocasião colocaram uma planta venenosa na panela, mas o profeta fez com que aquela planta se tornasse inofensiva, a partir da mistura de farinha (II Rs. 4.38-41). Próximo aquele tempo aconteceu outro milagre, o dos vinte pães e algumas espigas de trigo. Em II Rs. 5 há o registro do milagre da cura de Naamã, que era um homem notável na Síria, mas que se encontrava leproso. Ele veio a Israel, por indicação de uma menina judia, para pedir cura, sendo curado por Eliseu. Certa vez um machado emprestado caiu na água, mas Eliseu, vendo a apreensão do momento, recuperou o machado, fazendo com que esse flutuasse na água (II Rs. 6.1-7).Há também o registro de um milagre em que o rei Jeorão acusa Eliseu de ser a causa de suas adversidades, e manda mata-lo. Mas Eliseu tomou as precauções necessárias, e, para não ser morto, realizou um milagre de abundância de alimentos (II Rs. 7).

3. OS MILAGRES DO DEUS DE ELISEU
Eliseu realizou muitos milagres porque Deus era com ele, confirmando seu ministério profético. Cada um daqueles milagres tinha uma razão de ser, Deus tinha propósitos na realização daqueles feitos maravilhosos. Não podemos esquecer-nos desse importante detalhe, caso contrário, transformaremos Deus em um mero “fazedor de milagres”. É perigoso se aproximar de Deus apenas com vistas a realização de milagres. Em muitos contextos evangélicos atuais as pessoas querem apenas a liberação, mas esquecem do Libertador. Deixam de atentar para o fato que o maior milagre é a salvação de uma alma. No Evangelho segundo João lemos que Jesus realizou muitos milagres, mas um deles, geralmente esquecido, é o da libertação da mulher flagrada em adultério. Como pentecostais que somos, acreditamos no poder de Deus, na realização de milagres e maravilhas. Mas é preciso ter cautela para não fazer com que as pessoas se transformem em meros “consumidores” de milagres. No lastro das igrejas pseudopentecostais, corremos o risco de oferecer um produto que, definitivamente, não temos o controle sobre ele. Deus é o Senhor, Ele é soberano, faz como Lhe apraz. Como Ele ainda é o mesmo, podemos testemunhar milagres ainda hoje, mas não podemos, como quis fazer Geazi (II Rs. 5.20-27), tirar vantagens próprias com os milagres de Deus. Essa “síndrome de Geazi” está solapando o movimento evangélico brasileiro. Os milagres estão se tornando um fim em si mesmo, ninguém mais quer pregar salvação e santificação. Estamos testemunhando uma geração de “viciados em milagres”, que não querem ver a face de Deus, apenas as suas mãos.

CONCLUSÃO
Deus realizou grandes e maravilhosos milagres através da vida de Eliseu. Mas todos eles tinham propósitos definidos pelo Senhor, dentro de determinado contexto. Isso nos deixa a lição para que não venhamos a instrumentalizar os milagres em benefício próprio. Toda glória deve ser dada ao Senhor, Ele, e somente Ele, é digno de adoração e louvor. Tenhamos cuidado com os cultos às celebridades, Elias e Eliseu foram servos do Deus Altíssimo, eles passaram, mas a obra do Senhor continua.

BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.

 

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