terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ELIAS O TISBITA

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Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
Comentarista: José Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração, pesquisa e postagem no Blog: Francisco A Barbosa.


POR FRANCISCO A BARBOSA
Lição 2
Elias, O Tisbita

13 de janeiro de 2013

TEXTO ÁUREO

“E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou essas palavras? E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tisbita” (2 Rs 1.7,8). – Isto nos dá a entender que Elias deveria ter uma vida mais ou menos retirada da comunidade, uma espécie de “eremita” no deserto, o que, aliás, inspirou algumas ordens religiosas cristãs, notadamente a ordem dos “carmelitas”, que se inspiraram em Elias para construir a sua vida monástica.

VERDADE PRÁTICA

A vida de Elias é uma história de fé e coragem. Ela revela como Deus soberanamente escolhe pessoas simples para torná-las gigantes espirituais.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 17.1-7.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Descrever a vocação e a chamada de Elias;
  • Compreender como se deu a atuação do profeta Elias; e
  • Destacar o papel de Elias junto a monarquia e nas Escrituras.

Palavra Chave
Vocação: Escolha, chamamento, disposição.

COMENTÁRIO

introdução

Elias foi um dos mais destacados servos de Deus mencionados no Velho Testamento. Ele testificou de Deus no meio da idolatria, enfrentando o rei de Israel, sua ímpia rainha, Jezabel, e os 450 profetas de Baal (1Rs 18); ele orou a Deus, e não choveu naquela terra por três anos e seis meses. Contudo, “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg 5.17). Este homem simples, sem origem definida, aparece na história do povo escolhido e deixa marcas indeléveis na história Bíblica. Foi o grande profeta levantado por Deus no reino de Israel (o reino do norte, o reino das dez tribos), num momento de grave crise espiritual. Ele confiou, não em si mesmo, mas na força do Senhor (1Rs 18.46), e viu o cuidado do Senhor durante o seu ministério. Em três ocasiões diferentes, o Senhor providenciou alimento de forma milagrosa para Elias, alimento indispensável para que ele pudesse continuar testemunhando do Senhor: junto ao ribeiro de Querite (1Rs 17.5,6), na casa da viúva de Sarepta (17.9) e no deserto (19.4-7). A vida de Elias ensina-nos que a determinação, isto é, a disposição firme de servir a Deus e cumprir o seu ministério é qualidade indispensável para alcançarmos a vitória espiritual. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A IDENTIDADE DE ELIAS

1. Sua terra e sua gente. Elias é daquelas personagens da Bíblia de que nada ou quase nada sabemos antes do início do seu ministério. Elias surge nas páginas sagradas em I Rs.17:1 e de forma repentina, sem qualquer explicação, nem mesmo da sua genealogia, como é costumeiro fazer-se quando se trata, pelo menos, de personagens da história de Israel. É apresentado apenas como “Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade”. Seu nome, que, em hebraico é ‘Eliáhu” (“Elias” é a forma grega do nome), significa “YAH é Deus” [YAH (JÁ) é uma forma abreviada do nome divini YAHWEH (JAVÉ), traduzido em português como “SENHOR”. O nome de Elias corresponde ao tema do seu ministério: “o Senhor é Deus e não existe outro” e sintetiza de forma sublime, todo o seu ministério profético: demonstrar ao povo do reino de Israel que o seu Deus é YAHWEH, o mesmo “Eu sou o que sou” que havia Se revelado a Moisés no monte Horebe. Além do local de origem, sobre Elias é revelado apenas que se tratava de um judeu que tinha um modo característico de trajar-se, diferente do modo usual dos judeus de seu tempo, tanto que bastava a descrição desta vestimenta para identificá-lo: “…um homem vestido de pêlos e com os lombos cingidos de um cinto de couro…” (2Rs 1.8). Isto nos dá a entender que Elias deveria ter uma vida mais ou menos retirada da comunidade, uma espécie de “eremita” no deserto, o que, aliás, inspirou algumas ordens religiosas cristãs, notadamente a ordem dos “carmelitas”, que se inspiraram em Elias para construir a sua vida monástica.
2. Sua fé e seu Deus. O próprio nome Elias, que significa "YAHWEH é Deus" ou "YAHWEH é meu Deus", já expressa seu caráter e sua função na história bíblica. O nome Elias corresponde à missão do profeta e à sua mensagem. E como a consideração disso deve tê-lo encorajado! Podemos também juntar ao seu extraordinário nome o fato de que o Espírito Santo designou Elias como “o tesbita”, o que muito significativamente quer dizer aquele que é estrangeiro aqui. Também temos de perceber um detalhe adicional que ele era “dos habitantes de Gileade”, cujo nome significa Rochoso — por causa das características montanhosas daquele país. É sempre alguém assim que Deus levanta e usa numa hora crítica: um homem que seja totalmente dEle, separado da perversidade religiosa do seu tempo, e que habita lá no alto; um homem que, no meio de terrível decadência, sustenta no coração o testemunho de Deus. Ele foi um campeão do monoteísmo de YAHWEH. É ele quem mantém a fé em YAHWEH entre o povo e quem luta com vigor pelos Seus direitos. Sua árdua luta contra todo sincretismo religioso faz deste profeta, que "surgiu como fogo e cuja palavra queimava como uma tocha", uma figura de primeira linha na sucessão das duas Alianças. Enquanto o livro apócrifo do Eclesiástico (48.1-11) canta suas glórias, os livros dos Reis nos contam sua vida de forma ampla. Nesta narração distinguem-se dois ciclos: "o ciclo de Elias" (1Rs 17 - 2Rs 1,18), que se centra na atividade do profeta, e o "ciclo de Eliseu" (2Rs 2-13), que começa com o arrebatamento de Elias, momento em que Eliseu o sucede. “Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra” (1 Reis 17.1). Deus, triunfantemente, agora levanta uma poderosa testemunha para Si mesmo. Elias nos é aqui apresentado da forma mais abrupta. Nãohá registro da sua parentela nem de como ele vivia. Não sabemos nem a que tribo ele pertencia, apesar de que o fato de que ele era “dos habitantes de Gileade” indique provavelmente que ele pertencia ou a Gade ou a Manassés, porque Gileade se encontrava entre essas duas tribos.“Gileade se situa ao leste do Jordão: era região deserta e rude; suas colinas estavam cobertas de florestas desordenadas; seus terríveis lugares ermos somente eram interrompidos pelo súbito aparecimento dos riachos das montanhas; seus vales costumavam ser frequentados por ferozes feras selvagens”. “Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos” (1 Reis 19.10). Essas palavras não podem significar menos do que isto: ele tinha profundo amor e preocupação com a glória de Deus, e a glória do Seu nome significava para ele mais do que qualquer outra coisa. Em consequência, ele deveria estar sofrendo profundamente e cheio de santa indignação à medida que ficou sabendo mais e mais das terríveis características e da extensão da deserção de Israel de Jeová.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Elias era oriundo de Tisbe, lugarejo a leste do Rio Jordão. Seu nome significa “YAHWEH é o meu Deus”.

II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS

1. Sua vocação e chamada. Num curto espaço de tempo desapareceu qualquer vestígio da terra de Israel da correta adoração de YAHWEH e uma grosseira idolatria se tornou desenfreada. Adoravam-se os bezerros de ouro em Dã e em Betel, erigiu-se um templo a Baal em Samaria, os “postes-ídolos” de Baal apareceram por todo lado, e os sacerdotes de Baal passaram a dominar a vida religiosa de Israel. Declarava-se abertamente que Baal vivia e que YAHWEH já não existia. É possível perceber o estado revoltante que se havia instalado nesta declaração: “Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao SENHOR, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (1Rs 16.33). Desacato ao Senhor Deus e perversidade grosseira chegaram ao seu ponto culminante. Isso fica mais evidente do seguinte texto: “Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó” (v. 34). Isso foi uma terrível insolência, porque no passado já tinha sido escrito: “Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas” (Js 6.26). A reconstrução da amaldiçoada Jericó era uma visível provocação à Deus. Ora, foi em meio a essa escuridão espiritual e degradação que se apresenta no palco da ação pública, com brusca dramaticidade, uma solitária, mas impressionante testemunha do Deus vivo. Um famoso comentarista iniciou as suas observações a respeito de 1 Reis 17 dizendo o seguinte: “O mais ilustre profeta, Elias, foi levantado no reino do mais perverso dos reis de Israel”. Esse é um breve mas exato resumo da situação de Israel naquele tempo: não apenas isso, mas isso fornece a chave para tudo o que se segue. É de fato lamentável contemplar as terríveis condições que prevaleciam. Havia-se extinguido toda e qualquer luz, havia-se silenciado toda e qualquer voz de testemunho da parte de Deus. A morte espiritual havia-se espalhado sobre tudo, e parecia que Satanás tinha de fato conseguido dominar a situação.
2. A natureza do seu ministério. Provavelmente, a questão que mais atormentava Elias era a seguinte: “Como é que eu devo agir?” O que é que ele, um rude e inculto filho do deserto, poderia fazer? Quanto mais pensava nisso, mais difícil deve ter parecido a situação; e sem dúvida Satanás deve ter soprado em seu ouvido: “Você não pode fazer nada; a situação não tem solução”. Mas havia uma coisa que ele podia fazer: entregar-se àquele grande recurso reservado a todas as almas profundamente atormentadas — ele podia orar. E ele o fez: conforme Tg 5.17 nos informa, ele orou “com instância”. Ele orou porque estava persuadido de que o Senhor Deus vivia e governava todas as coisas. Ele orou porque reconheceu que Deus é todo-poderoso e que com Ele todas as coisas são possíveis. Ele orou porque sentiu sua própria fraqueza e insuficiência e por isso voltou-se Àquele que é revestido de poder e é infinitamente autossuficiente. Mas, para ser eficiente, a oração tem de firmar-se na Palavra de Deus, visto que sem fé é impossível agradar a Deus, e a fé “é (vem) pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”(Rm 10.17). Ora, havia uma passagem específica nos livros das Escrituras daquela época que parece ter chamado a atenção de Elias: “Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos prostreis perante eles; que a ira do SENHOR se acenda contra vós outros, e feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua messe” (Dt 11.16,17). Era exatamente esse o crime do qual Israel era agora culpado: eles tinham se desviado para adorar deuses falsos. Suponhamos, então, que Deus não executasse esse juízo ameaçador — não pareceria de fato que Jeová não passava de um mito, uma tradição morta? E Elias era “em extremo zeloso pelo Senhor dos Exércitos”, e somos informados que ele “orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra” (Tg 5.17). Por meio disso, aprendemos mais uma vez o que é a verdadeira oração: é a fé que se agarra à Palavra de Deus, alegando-a diante dEle, e dizendo: “faze como falaste” (2Sm 7.25).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A inspiração e a autoridade encontradas em Elias denotam a natureza divina do seu ministério.

III. ELIAS E A MONARQUIA

1. Buscando a justiça. Elias surgiu no palco da ação pública durante uma das horas mais escuras da triste história de Israel. Ele nos é apresentado no início de 1 Reis 17, e temos apenas de ler os capítulos anteriores para descobrir o estado deplorável em que se encontrava o povo de Deus. Nunca antes essa nação favorecida tinha se afundado tanto. Haviam-se passado cinquenta e oito anos desde que o reino tinha sido dividido em dois após a morte de Salomão. Durante esse breve período, não menos de sete reis haviam reinado sobre as dez tribos, e todos eles, sem exceção, foram homens perversos. É de fato doloroso traçar o triste curso que seguiram, e ainda mais trágico observar como se tem repetido o mesmo fato na história da cristandade.
2. A restauração do culto. O profeta possuía um nome admirável, rico em significado. Elias pode ser traduzido como “Deus é Jeová” ou “Jeová é meu Deus”. A nação apóstata havia adotado Baal como a sua divindade, mas o nome do nosso profeta proclamava o verdadeiro Deus de Israel. A julgar pela analogia das Escrituras, podemos concluir com segurança que esse nome havia sido dado a ele por seus pais, provavelmente sob impulso profético ou em consequência de orientação divina. No texto de 1Rs 18.31, ficamos sabendo que Elias “tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó”, isso enfatizou a unidade do povo de Israel, apesar da divisão do reino em dois. Dessa forma, salientou que o fato ocorrido no monte Carmelo não era relevante somente para as tribos do Norte, mas para as tribos do Sul, por semelhante modo (Êx 20.25; 24.4; Js 4). Elias não era uma pessoa que havia se misturado com as estruturas religiosas desvirtuadas e contaminadas do reino de Israel. Nos dias de Elias, vivia Israel uma situação espiritual extremamente difícil. O rei era Acabe, filho de Onri, o fundador da terceira dinastia (família real) do reino de Israel, o reino do norte, o reino das dez tribos que haviam se separado de Roboão, neto de Davi (cf. I Rs.12:16-25). Esta terceira família reinante não se apartou do pecado de Jeroboão, o primeiro rei de Israel (reino do norte), que havia criado um culto próprio, fazendo sacerdotes dos mais baixos entre o povo, e levando o povo a adorar dois bezerros de ouro, um situado em Dã e outro em Betel (cf. I Rs.12:26-33), tendo, além disso, Acabe se casado com Jezabel, filha do rei de Sidom, que, ao se mudar para Israel, trouxe com ela o culto a Baal, o deus da fertilidade dos fenícios, criando, assim, um culto rival ao culto a Deus. Servir a Deus nestas circunstâncias não era nada fácil, pois, ou se adotava o culto oficial do reino, criado no tempo de Jeroboão, idolátrico e totalmente desvirtuado das prescrições da lei de Moisés ou, então, se aderia ao culto a Baal, trazido por Jezabel e que alcançou grande popularidade. Isto explica o distanciamento físico não só de Elias mas também dos filhos dos profetas, que não tinham espaço para, com liberdade, servir a Deus em meio a estruturas sociais altamente desfavoráveis a quem buscasse a presença do Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Elias denunciou que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Senhor.


IV. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA

1. No Antigo Testamento. Elias foi o principal profeta de YAHWEH quando Acabe e Jezabel estavam promovendo a adoração a Baal em Israel. Elias surge nas páginas sagradas em I Rs.17:1 e de forma repentina, sem qualquer explicação, nem mesmo da sua genealogia, como é costumeiro fazer-se quando se trata, pelo menos, de personagens da história de Israel. Flávio Josefo também fez menção a Elias em suas Antiguidades Judaicas: “Havia agora um profeta do Deus Misericordioso, de Tisbe, uma cidade de Gileade, que veio a Acabe…” (JOSEFO, Antiguidades Judaicas 8:319. Disponível em: http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0146;query=whiston%20chapter%3D%23115;layout=;loc=8.363 Acesso em: 31 maio 2007) (tradução nossa de texto em inglês).
2. No novo Testamento. No oriente próximo, era prática comum enviar mensageiros que precedessem um rei visitante com o objetivo de anunciar a sua vinda e de remover quaisquer dificuldades ou obstáculos. No Novo Testamento, Elias é apontado como o último desta categoria a aparecer antes da vinda do Senhor, que é o “Anjo da Aliança”. A missão desse mensageiro é trazer o arrependimento antes do dia do Senhor. O Novo Testamento indica este “Elias” como João Batista (Mt 11.14; 17.10; Mc 9.11-13; Lc 1.17).

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
Com Elias, o Antigo Testamento destaca o desenvolvimento da tradição profética no regime monárquico.


CONCLUSÃO

Não podemos desfalecer, apesar das dificuldades dos nossos dias, esta é a grande lição que nos legou o profeta Elias. O pecado aumenta e de forma institucionalizada, amparado por leis esdrúxulas, por isso, tem de aumentar a denúncia contra o pecado. Ainda que haja trevas, ainda que muitos se envergonhem do Evangelho e da Palavra de Deus, devemos repetir aquela palavras ditas pelo profeta Miquéias: “Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do SENHOR e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado” (Mq 3.8). Combatamos o bom combate até que acabemos a nossa carreira. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Janeiro de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.


EXERCÍCIOS
1. Qual o significado do nome Elias?
R. YAHWEH (JAVÉ) é Deus.
2. Que fatos autenticam o ministério profético de Elias?
R. A inspiração e a autoridade espiritual.
3. Descreva a atuação de Elias durante a monarquia na qual viveu.
R. Elias combateu a injustiça e buscou a restauração do culto.
4. Que fatos podem ser destacados sobre o ministério de Elias no Antigo Testamento?
R. Elias possuía um ministério de cunho social, profético e escatológico..
5. Cite pelo menos três referencias bíblicas sobre Elias no Novo Testamento.
R. Mateus 16.14; Marcos 6.15 e Lucas 1.17.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
 - Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
OBRAS CONSULTADAS:
http://pt.scribd.com/doc/21991078/A-Vida-de-Elias-capitulos-1-a-8-A-W-Pink
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. 
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.-. SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.-. ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009.


Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

Elias o tisbita

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A lição nº 2 da revista Lições Bíblicas, comentada pelo Pr. José Gonçalves, professor de teologia, vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB, nos faz refletir que Deus usa pessoas simples para missões importantes.

Quem era Elias?

Além do profeta, existem outros três personagens bíblicos chamados Elias. O primeiro deles era sacerdote benjamita (1 Crônicas 8.27) . O segundo e o terceiro foram um sacerdote e uma pessoa leiga nas coisas religiosas, que se casaram com mulheres estrangeiras (Esdras 10.21, 26). 

Exceto a referência ao profeta em 1 Reis 17.1, que nos informa que Elias era tisbita, um dos moradores de Gileade, não há informação sobre seu passado, nem se quer os detalhes de seu chamado ministerial e informações sobre sua família. Ele aparece nas páginas das Escrituras Sagradas de maneira repentina e sem introdução pormenorizada.

O ministério de Elias pode ser descrito como determinado pelo Espírito Santo através de grandes ações impactantes. Ele é precursor dos profetas escritores, as suas mensagens antecipam os oráculos de Amós e Oséias, traz à memória dos israelitas a necessidade de adoração exclusiva ao Senhor e os padrões de retidão contidos no Código Mosaico. 

Comparações entre Moisés e Elias 

A vida de Elias é comparada em muitos aspectos com a de Moisés.  

No Antigo Testamento, o Monte Sinai também é conhecido como Monte Horebe. O episódio da passagem de Elias na região é bastante relevante e fortalece o paralelo entre ele e Moisés, que viveu no mesmo local experiências extraordinárias com Deus.  

Os ministérios de Moisés e de Elias foram marcados com a presença do fogo (Êxodo 13.21; 19.18; 24.17; Números 11.1; 16.35; 1 Reis 18.38; 2 Reis 1.10, 12).

O fim da jornada terrestre de Moisés é cercada de mistério, de igual modo existe uma aura misteriosa ao fim da caminhada de Elias (Deuteronômio 34.6; 2 Reis 2.11).

Elias recebeu o acompanhamento leal de Eliseu e por ele foi precedido, assim como Moisés teve como companheiro de jornada o amigo Josué, que o substituiu em seu ministério (Deuteronômio 34.9; Josué 4.14; 2 Reis 2.14).

Referências neotestamentárias

Malaquias profetizou que Deus enviaria Elias antes do grande e terrível Dia do Senhor (4.5, 6). Jesus Cristo esclareceu que essa profecia fazia referência à semelhança de ministerial entre Elias e João Batista, à maneira direta como ambos se comunicavam e à simplicidade como viviam e se vestiam (Mateus 11.14; 17.12).

Elias reapareceu em pessoa no monte da transfiguração e é citado por Jesus em Nazaré: Marcos 9.4; Lucas 4.25, 26.

Cartas apostólicas citam Elias: Romanos 11.2-4; Tiago 5.17-18.

E.A.G.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ELIAS, O TISBITA

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Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito de Elias, o tisbita, um homem de Deus que com fé e coragem não fugiu da sua responsabilidade. A princípio destacaremos o chamado de Elias, sua fé e coragem, e ao final, seu exemplo. Aprenderemos que a vida e a mensagem de Elias inspiram homens e mulheres, até mesmos os mais simples, a servirem ao Deus Vivo e Verdadeiro.

1. A VOCAÇÃO DE ELIAS
Elias, Elijah em hebraico, fora vocacionado pelo Senhor já partir do seu nome, cujo significado é “Meu Deus é Jeová” ou “O Senhor é o meu Deus”. Naquele tempo Acabe e Jezabel, que estavam no comando do Reino do Norte, se voltaram à idolatria, conduzindo o povo à apostasia. É nesse contexto que Deus chama Elias, o Seu profeta, refutando, a partir do seu nome, a apostasia israelita. Elias era de Tisbe, por isso é denominado de tisbita. A localização dessa cidade não é exata, ainda que o texto bíblico a situe em Gileade, no norte da Transjordânia, do lado leste do rio Jordão. Tratava-se de um lugar isolado, fora do mapa, de um povo simples. Os historiadores afirmam que seus habitantes eram rudes, queimados pelo sol, musculosos e fortes. Não se destacava pela educação, sofisticação e diplomacia, Elias, por assim dizer, era “a cara da sua terra”. De certo modo podemos afirmar que era um homem áspero, sem formação instrucional, a não ser a divina. O estilo de Elias estava atrelado às suas raízes, por isso não “tinha papas na língua”, ou seja, falava a verdade, sem arrodeio. De uma hora para outra ele se apresenta diante do rei Acabe, sem medo ou relutância. Ele vai direto ao assunto, questionando os procedimentos do casal que se opunha ao propósito de Deus. Diante da apostasia, sua mensagem era necessária, seu pronunciamento urgente. Ele foi chamado por Deus para estar na brecha, isso ainda acontece em tempos difíceis (Ez. 22.30). Como profeta de Deus, surpreendeu seus ouvintes, não dizendo o que desejavam, mas o que o Senhor orientava. Os mensageiros de Deus devem proceder de igual modo, pois muitos não querem mais ouvir a Palavra de Deus (II Tm. 4.1-4). Para tanto é preciso estar sempre diante de Deus, não se apartar do santo livro, e não deixar de buscar o Senhor em oração.

2. ELIAS, UM HOMEM DE FÉ E CORAGEM
Elias não fala de si mesmo, como todo profeta, ele é porta-voz de Deus, pois “veio-lhe a palavra do Senhor dizendo” (I Rs. 17.2). O profeta é um homem de fé, já que acredita na revelação do Senhor. A fé não está fundamentada no visível, mas na esperança nas coisas que não se veem (Hb. 11.1). Sem fé é impossível agradar a Deus, o Senhor exige confiança daqueles que dEle se aproximam (Hb. 11.6). A fé, e por conseguinte, a fidelidade, vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm. 10.17). A fé na palavra de Deus fez com que Elias demonstrasse coragem para enfrentar a oposição. A igreja também é porta-voz de Deus na terra, por isso, mesmo com suas limitações, não pode fugir da responsabilidade (Mt. 16.18). O compromisso da igreja é com a Palavra de Deus, sem esta ela nada tem a dizer (II Tm. 3.16,17). A voz que impulsionava Elias não vinha de dentro dele mesmo, mas de fora, para ser mais preciso, de cima. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira, digna de toda aceitação (I Tm. 4.9). A igreja de Jesus Cristo não deve ter a pretensão de ser politicamente correta (II Co. 4.1,2). Sua missão na terra é a de ser biblicamente correta, isto é, a de enunciar todos os desígnios de Deus (At. 20.27). A igreja deve orar pelas autoridades, a fim de que tenhamos vida tranquila e mansa (I Tm. 2.2). Mas isso não quer dizer que as igrejas devem ser subservientes, principalmente quando as autoridades se opuserem à Palavra de Deus (At. 5.29). Para tanto é preciso ter fé e coragem, e lembrar que Jesus enviou seus discípulos como “ovelhas para o meio de lobos” (Mt. 10.16).

3. ELIAS NO NOVO TESTAMENTO
O ministério de fé e coragem de Elias é lembrado no Novo Testamento. Jesus relaciona o ministério de João Batista ao de Elias, certamente pela ousadia desses dois profetas (Lc. 1.17). Assim como Elias, João Batista não tinha receio de anunciar a Palavra de Deus, ainda que as autoridades não gostassem. Este último foi martirizado por denunciar os pecados dos poderosos da sua época (Mt. 14.3,4). Durante a transfiguração de Jesus, no monte, o evangelista Mateus registrou que estavam presentes Elias e Moisés, que falavam com Cristo (Mt. 17.3; Lc. 9.30,31). A fé da viúva de Sarepta, no seu encontro com Elias, foi destacada por Jesus, ressaltando a importância daqueles que eram considerados não povo pelos judeus (Lc. 4.24-26). A realização de milagres por Jesus fez com que Ele fosse confundido com Elias ressuscitado (Mt. 16.14; Mc. 6.15; 8.28). Tiago, em sua epístola, afirma que Elias era homem semelhante a nós, mas que orava ao Senhor, sendo esse o motivo dos milagres que realizou (Tg. 5.16-18). A mensagem e a vida de Elias inspirou vários personagens do Antigo Testamento. A importância desse profeta fiel e corajoso é atestada pelo Senhor Jesus Cristo. A vida e a mensagem de Elias devem servir de motivação para homens e mulheres de Deus desta geração. O Deus da Bíblia continua usando pessoas simples, os “tisbitas” do nosso tempo, para proclamarem Sua mensagem.

CONCLUSÃO
Tal como Elias, o tisbita, vivemos em contexto de apostasia, as pessoas não têm compromisso com a Palavra de Deus. Mas Deus, o mesmo de Elias, ainda vocaciona pessoa, sejam elas cultas ou indoutas, para serem testemunhas da Sua revelação. Nesses dias tão difíceis, a respeito dos quais antecipou Paulo (II Tm. 3.1,2), precisamos de fé, sobretudo de fidelidade, para que, com coragem, sejamos arautos de Deus para esta geração corrupta (Fp. 2.15), sendo sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-15).  

BIBLIOGRAFIA
GETZ, G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

sábado, 15 de dezembro de 2012

AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA

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AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA
Texto Áureo: Mt. 6.33 – Leitura Bíblica: Ag. 1.1-9

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A ênfase nos interesses pessoais contribuiu significativamente para que as pessoas se esqueçam de Deus. O povo da aliança, depois de retornar do cativeiro, também se esqueceu do seu compromisso com o Senhor. Na aula de hoje, a partir do profeta Ageu, estudaremos a respeito dessa falta descompromisso. Destacaremos, a princípio, os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por fim, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Ageu, cujo nome significa “festivo”, profetizou por um período de quatro meses, no ano 520 a. C., após o retorno de Judá do cativeiro babilônico. O templo de Jerusalém havia sido destruído em 586 a. C., mas Ciro permitiu que os judeus o reedificassem  em 538 a. C. O problema principal foi a falta de continuidade do trabalho, que havia sido iniciado há 18 anos. Os profetas Ageu e Zacarias tiveram papel preponderante a fim de despertar o povo da aliança para o engajamento naquela obra. O versículo-chave se encontra em Ag. 1.4: “É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta”. Isso porque o povo, ao invés de se voltar para a obra de Deus, se preocupava apenas com o bem-estar pessoal. Ageu foi o primeiro dos profetas pós-exílicos, os demais foram Zacarias e Malaquias. Naquela época, Zorobabel, o governador de Judá, e Josué, o sumo sacerdote, estavam na liderança, tentando reconstruir o Templo. O altar já havia sido restaurado, mas o trabalho do Templo não prosseguia. As razões para a falta de continuidade do trabalho eram diversas, dentre elas a oposição dos inimigos, mas a principal delas era a hostilidade. A mensagem de Ageu encontrou guarida nos corações do povo da Aliança, que se arrependeu e voltou-se para a reconstrução do Templo. Menor que o anterior, mas esse Templo acabou sendo fundamental para a restauração do culto ao Senhor. O livro de Ageu apresenta a seguinte divisão: 1) a ordem para a reconstrução do Templo (Ag. 1); 2) a glória do Templo reconstruído; (Ag. 2.1-9); 3) as bênçãos da obediência (Ag. 2.10-19); e 4) a promessa de benção de Deus (Ag. 2.10-2.23).

2. A MENSAGEM DE AGEU
A mensagem de Ageu é uma denúncia contra o egoísmo humano. O povo da Aliança retornou do cativeiro, preocupando-se apenas com a edificação das suas casas (Ag. 1.2-4). Por causa disso, o povo passou a enfrentar dificuldades financeiras, adquiria muitas coisas, mas não encontrava satisfação (Ag. 1.5,6). Isso porque de nada adianta juntar dinheiro e não colocá-lo debaixo do governo de Deus. É a mesma coisa que juntá-lo em um “saquitel furado”, muito trabalho, mas pouco proveito, e, às vezes, dívidas. Mas o povo de Judá se arrependeu e deu ouvidos à mensagem do profeta Ageu e durante três semanas, a comunidade inteira trabalhou de forma incansável a fim de completar a reconstrução do Templo (Ag. 1.12-15). A dedicação à obra de Deus não é apenas uma ordenança, mas uma necessidade, o ser humano foi criado para servi-LO. Ageu entregou três mensagens de encorajamento para o povo da Aliança. A primeira dizia respeito a uma promessa de que  templo recém-construído, ainda que fosse menor, em comparação com o de Salomão, sua glória seria maior (Ag. 2.1-9). Não é o tamanho do espaço, muito menos a estética, que determina a presença de Deus, mas a disposição espiritual. Esse “segundo Templo”, ainda que tivesse sido reformado por Herodes, teve maior glória, pois Cristo, o Senhor, nele ministrou. A segunda mensagem de Ageu é uma parábola viva. O profeta faz algumas indagações a respeito da lei. Ele pretendia mostrar que a presença de um lugar sagrado não garante a santidade do povo (Ag. 2.10-19). A última mensagem é destinada a Zorobabel, representante da linhagem de Davi, que exercerá autoridade sobre a terra, quando Cristo voltar para reinar.

3. PARA HOJE
Nesses dias tão difíceis para a igreja evangélica precisamos ouvir mais mensagem de restauração. A teologia da ganância está formando uma geração de “crentes” que somente pensa neles mesmo. Estão pouco interessados na obra de Deus, a prioridade é a compra da mansão ou do carro importado. Nada há de errado em buscar satisfazer as necessidades familiares com equilíbrio e modéstia. Não é pecado adquirir uma casa ou um veículo, de acordo com os rendimentos da família. Mas é preciso ter cuidado para não ostentar, os bens materiais não podem ter como objetivo a glorificação pessoal. Por causa do consumismo que adentrou as igrejas, muitos evangélicos estão deixando de viver em paz por causa das dívidas, contraídas a fim de satisfazer o status exigido pela sociedade. A obra de Deus também sofre, pois os projetos eclesiásticos são relegados a segundo plano. É verdade que não dependemos de um templo para adorar a Deus (Jo. 4.21-24), mas isso não exime sua relevância enquanto espaço de encontro para ministração da palavra, oração e adoração (At. 2.44-47). Muitas igrejas locais estão tomadas pelo marasmo, o egoísmo está solapando a comunhão e a unidade. Alguns crentes estão francos, outros se tornaram “desigrejados”. A fraqueza desses não deve ser motivo para perder o ânimo, antes devemos ser fortes no Senhor (Ef. 6.10).

CONCLUSÃO
O compromisso da igreja é com o Reino de Deus, que já está no meio de nós, na expectativa por Sua completude (Lc. 17.20,21; 19.11-27). Muitos evangélicos estão interessados apenas no reino deste mundo, não têm interesse de investir no Reino dos Ceús (Mt. 13.44). Essa é uma questão de prioridade, pois Jesus nos ensinou a buscar primeiro de Deus e a Sua justiça, e que as outras coisas (alimento e vestimenta), não “as demais”, seriam acrescentadas (Mt. 6.33).

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.

Ageu — O compromisso do povo da aliança

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Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo.
Comentarista: Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração, pesquisa e postagem no Blog: Francisco A Barbosa.

Por Francisco A Barbosa
Blog Auxílio Ao Mestre
Lição 11
Ageu — O compromisso do povo da aliança

16 de dezembro de 2012

TEXTO ÁUREO

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). – Em vez de se preocupar com bens materiais, nossa ambição deve ser buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, tendo conhecimento disso enquanto o fazemos. Ele comprometeu-se a responder com lealdade – e todas essas coisas vos serão acrescentadas. [a]

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ageu 1.1-9.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conhecer o contexto histórico da vida de Ageu;
  • Elencar os principais problemas encontrado pelos judeus para reconstruir o Templo; e
  • Saber que temos responsabilidade diante de Deus e dos homens.

Palavra Chave
Templo
s. m.
1. Casa de oração em que se adora uma divindade; igreja.
2. Sinagoga, mesquita.
3. Local onde a maçonaria celebra as suas sessões.
4. A Ordem dos Templários.
5. [Figurado] Lugar sagrado ou venerável. [b]

COMENTÁRIO

introdução

Do primeiro profeta menor, Joel, até o ministério de Ageu, há um hiato de mais de 300 anos. Até aqui, já são nove profetas menores a profetizar sobre o cativeiro de Israel e os juízos de Deus sobre Israel, como sobre Judá devido a sua idolatria. Agora o império babilônico cai. O império vigente agora é o Persa. Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, um contemporâneo de Zacarias, e o primeiro dos profetas menores a profetizar após o cativeiro babilônico [Ageu é o primeiro de três livros pós-exílicos no AT; os outros dois são Zacarias e Malaquias]. Após 70 anos de cativeiro como Jeremias havia profetizado o rei Ciro “o grande”, rei da Pérsia, (2Cr 36.22) permitiu e incentivou o povo de Israel a viajarem para Jerusalém para que a casa do Senhor fosse reconstruída. Nessa época, Daniel faleceu. Nem todos desejaram voltar, mas aqueles que se prontificaram voltaram sob o comando de Zorobabel, que tinha a primazia sobre eles por ser descendente direto dos reis, junto com o sumo sacerdote Josué. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Um encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus; ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!

I. O LIVRO DE AGEU

1. Contexto histórico. Como Ageu foi realizar sua tarefa em 520 a.C., ele se juntou aos exilados que haviam retornado a sua terra natal em 536 a.C. para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. A construção havia cessado, toda via, quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores. Mas o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 a.C. O rei Ciro, da Pérsia baixou o decreto que pôs fim ao cativeiro de Judá em 539 a.C. Pouco tempo depois, a primeira leva dos hebreus partiu da Babilônia de volta para Judá. (PÉRSIA, do latim Persia, através do grego antigo Περσίς ou Persís) é oficialmente admitido como um sinônimo para Irã, embora esta última tenha se tornado mais usual no Ocidente, depois de 1935. O país sempre foi chamado "Irã" (Terra dos Arianos), pelo seu povo, embora durante séculos tenha sido referido pelos europeus como Pérsia (de Pars ou Fars, uma província no sul do Irã) principalmente devido aos escritos dos historiadores gregos. Em 1935 o governo especificou que o país deveria ser chamado Irã; entretanto, em 1959 ambos os nomes passaram a ser admitidos. No uso corrente, o termo Pérsia costuma ser reservado para referir-se ao Império Persa em uma ou mais de suas diversas fases históricas (século VII a.C.–1935 d.C.), fundado originalmente por um grupo étnico (os persas) a partir da cidade de Anshan, no que é hoje a província iraniana de Fars, e governado por dinastias sucessivas (persas ou estrangeiras), que controlavam o Planalto Iraniano e os territórios adjacentes.[c]
a) Cambisses II (Kambujiya ou کمبوجیه em persa, ?-522 a.C.), rei da Pérsia entre 530 a.C. e 522 a.C., foi o segundo governante da dinastia dos Aquemênidas. Herdou de seu pai, Ciro II, o maior império que o mundo jamais vira. Suas instituições, fundamentadas na autodeterminação dos povos conquistados, permitiram que Cambises se dedicasse menos à política e mais às conquistas militares. Invadiu o Egito com um grande exército formado por soldados de todos os povos do império, e, em 525 a.C., derrotou o faraó Psamético III na Batalha de Pelúsia, conquistando aquele país. Enquanto Ciro foi lembrado por sua generosidade para com seus inimigos, Cambises foi lembrado como um tirano. Dizia-se que era um homem de temperamento explosivo. Segundo Heródoto, Cambises teria tido um acesso de fúria contra sua irmã grávida, e a teria matado por espancamento. [d]
b) Dario Histaspes. O filho de Ciro II foi Cambises II (529- 522 a.C.), aquele que conquistou o Egito. Cambises II foi sucedido por Dario I, conhecido tanto como Dario, o Grande (522- 486 a.C.), quanto como Dario Histaspes (seu pai era um dos sátrapas do império persa). Dario criou vinte satrapias (províncias) a fim de administrar com mais eficácia o crescente poderio do império persa. Dario I também mudou a capital de seu império da cidade de Pasárgada para Persépolis. Ele era um seguidor de Zoroastro e adorava a divindade Ahura Mazda (também venerada por Xerxes e Artaxerxes, mencionados na história bíblica). Esse Dario é o mesmo rei que aparece nas profecias bíblicas de Ageu e Zacarias. O projeto de construção do templo (do segundo templo judeu – N. do Tradutor) foi concluído pelos judeus em 516 a.C., durante o reinado dele. O rei Dario Histaspes autorizou a continuação da obra do Templo (Ed 6.1,12,13). Até pediu a oração do povo em seu favor.
2. Vida pessoal. Ageu (em hebraico: חַגַּי, Ḥaggay or "Hag-i", Koine Greek: Ἀγγαῖος; em latim: Aggeus) foi um profeta judeu durante a construção do Segundo Templo em Jerusalém e um dos doze profetas menores na Bíblia hebraica e autor do Livro de Ageu. Seu nome significa "meu aniversário". Ele foi o primeiro dos três profetas (com Zacarias, seu contemporâneo, e Malaquias, que viveu em torno de cem anos depois), que pertenceu ao período da história judaica a qual iniciou após o retorno do cativeiro na Babilônia. É mencionado nominalmente duas vezes em Esdras (5.1; 6.14), e nove neste livro. É chamado “o profeta” (1.1; 2.1,10; Ed 6.14) e “embaixador do Senhor” (1.13). Pode ter sido um daqueles poucos exilados que, ao voltarem para repovoar Jerusalém, ainda se lembravam do templo de Salomão antes que fosse destruído pelos exércitos de Nabucodonosor em 586 a.C. (2.3). Sendo assim, Ageu devia ter entre setenta e oitenta anos de idade ao profetizar.
3. Zorobabel. [líder israelita mencionado no Antigo testamento da Bíblia que teria liderado o retorno do primeiro grupo de judeus exilados que se encontravam no cativeiro babilônico, fato histórico ocorrido após 539 a.C., quando o rei Ciro da Pérsia havía ocupado a Babilônia. Ao estabelecer-se na terra prometida, trabalha pela reconstrução do Templo de Jerusalém, completando a obra em torno do ano 515 a.C., com muita persistência, tendo enfrentado uma interrupção das atividades durante um período de dez anos. Seu nome é citado na genealogia de Jesus Cristo nos versos 12 e 13 do capítulo 1 do Evangelho segundo Mateus e no verso 27 do capítulo 3 do Evangelho segundo Lucas, mencionado como filho de Selatiel, neto do rei Jeoaquim, da descendência de David. Porém, a sua história é contada por Esdras, sendo mencionado ainda em outros livros do Antigo Testamento como em II Crônicas, Neemias, Ageu e Zacarias.] [e].
4. Estrutura e mensagem. O livro contém quatro mensagens, cada uma delas introduzida pela frase: “a palavra do Senhor” (1.1; 2.1; 2.10; 2.20). (1) Primeiro, Ageu repreende os repatriados por estarem tão interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a Casa de Deus permanecia em desolação (1.4). O profeta exorta-os por duas vezes a considerar seus caminhos (1.5,7), revelando-lhes ter o Senhor Deus retirado a bênção sobre eles em consequência de seus maus caminhos (1.6,9-11). Zorobabel e Josué, juntamente com o restante do povo, reagindo à palavra do profeta, demonstram reverência a Deus, e recomeçam a obra (1.12-15). (2) Poucas semanas depois, a reação dos repatriados, que haviam visto a glória do primeiro templo e que consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (2.3). Ageu, então, exorta os líderes a se mostrarem corajosos, porque (a) seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (2.4-7), e (b) “a glória desta última casa será maior do que a da primeira” (2.9). (3) A terceira mensagem de Ageu, que conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (2.10-19), (4) e sua quarta mensagem (2.20-23), foram entregues no mesmo dia. A última mensagem prediz que Zorobabel representaria a continuação da linhagem e da promessa messiânica (2.23). Quatro aspectos básicos caracterizam o livro de Ageu. (1) Foi a primeira palavra profética nítida ouvida por Judá depois do exílio babilônico. (2) É o segundo menor livro do AT (apenas trinta e oito versículos); Obadias é o menor. (3) A frase “assim diz o Senhor” (e suas variações) ocorre vinte e nove vezes, ressaltando a urgência de sua mensagem aos repatriados. (4) Contém uma das profecias mais arrojadas do AT a respeito da visitação futura de Deus (2.6-9).[f]

SINOPSE DO TÓPICO (I)
O tema do livro de Ageu é a reconstrução do Templo. Dos trinta e oito versículos, dez falam da Casa de Deus em Jerusalém.

II. RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÕES

1. A desculpa do povo. A designação favorita de Ageu para Deus é “Senhor dos Exércitos”, que aparece 14 vezes neste curto livro. “Exércitos” significa ou “anjos”, “estrelas” ou os “exércitos de Israel” e é usado pelo profeta para enfatizar a grandeza e o poder de Deus.[g] A expressão “Este povo diz” estabelece a cena para a contestação de Deus contra o povo de Jerusalém. Uma expressão de desagrado implícito. Nos versículos 2 ao 11 acusam a indiferença espiritual e as prioridades equivocadas do povo de Deus.
2. Inversão de prioridades (vv.3,4). O povo, embora negligenciando o templo, embelezou suas próprias casas, por decorar suas casas com decorações caras, como no templo de Salomão, onde “tudo era cedro, pedra nenhuma se via” (1Rs 6.16). A palavra hebraica sãpan significa tanto "apainelar" como "colocar forro", e é raiz da palavra "telhado". É mais provável que Ageu esteja se referindo à conclusão das casas do povo, e não tanto no luxo de painéis de madeira, mas talvez a residência do governador estava sendo reconstruída com um pouco da elegância do palácio de Salomão. Se este foi o caso, Ageu estava pensando diretamente em Zorobabel e Josué. O conflito entre despesas com luxo em casa e sustento condigno do trabalho do Senhor persiste até hoje entre nós. Ageu revela a hipocrisia das suas objeções empregando uma questão retórica. As casas tinham provavelmente, paredes e teto trabalhados em madeira, o que revela o luxo em que o povo vivia em detrimento da obra principal para qual retornaram a Jerusalém, a reconstrução do templo, o lugar de habitação da presença especial de Deus com o seu povo (1Rs 8.27-30).
3. Um convite à reflexão. “Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos”, em hebraico, significa, literalmente, “Ponde o vosso coração nestas coisas”. O povo estava, aparentemente, usando sua pobreza, escassez de alimento e a inflação como desculpas para não terminar o templo. Na realidade, eles são julgados pela falta em completar a construção.Então, Deus ordena ao povo que considere por que não fora ainda abençoado. A causa era a desobediência (ver 1.9-11).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
A responsabilidade e as obrigações devem ser precedidas por uma reflexão cujo bom senso e a consciência permite-nos conhecer o agir do Senhor em nossa volta.

III. A EXORTAÇÃO DIVINA

1. Crise econômica. As suas dificuldades econômicas e sociais eram o efeito da maldição segundo a aliança de Deus por causa da sua desobediência (Dt 11.8-15; 28.29,38-40; Lv 26.20). Deus frustrou os seus esforços por causa da falta de interesse deles pela glória divina. O povo de Deus perdera a sua bênção, pois estava vivendo apenas em função das próprias vantagens. Eles revelavam um mínimo interesse pelos alvos e propósitos divinos. De igual modo, poderemos esperar um declínio das bênçãos e da ajuda de Deus em nossa vida, se não estivermos vitalmente interessados pela sua obra, tanto no lar quanto entre as nações. O favor de Deus, seu amor e comunhão, vêm-nos somente à medida que continuamos a buscá-lo, e a observar-lhe os mandamentos (ver Jo 14.21-23).
2. A solução. Ageu exortou-os para que empenhassem todo esforço na empreitada e DEUS moveria céus e terra (Ag 2.6-8) para levar a Jerusalém toda prata e todo ouro necessários à obra do templo, e assegurou-lhes: "A glória desta última casa será maior do que a primeira" (Ag 2.9). Os líderes e o povo reagiram positivamente à mensagem de Ageu, obedeceram e temeram ao Senhor. Levando a sério a palavra de Deus, recomeçaram de imediato os trabalhos de construção da Casa de Deus. Deus responde à obediência de seu povo, prometendo-lhe que estaria ao seu lado. Fortaleceu-lhes a resolução, e ajudou-os a levar a efeito a obra (cf. Zc 4.6). Estar "contigo" é a mais grandiosa promessa que o Senhor pode fazer-nos (ver Gn 26.24; 28.15; 39.2,3,21,23; Êx 3.12; Mt 28.20). Deus mostra ao povo que, embora a santidade não possa ser transmitida mediante o contato, as influências corruptíveis do pecado não deixam de ser contagiosas. Noutras palavras: morar na terra santa não torna ninguém santo, ao passo que o pecado profana tudo quanto o povo faz, inclusive os atos de adoração.
3. O Segundo Templo. No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilônia e ordena o repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que, segundo a descrição presente no livro de Esdras (capítulo 1, versículos 1 a 4), aconteceu sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu. Após um hiato, o trabalho é retomado cera de 521 a.C., com a conclusão ocorrendo em 516 a.C. e a dedicação em 515 a.C.; como descrito no Livro de Esdras, a reconstrução do templo foi autorizada por Ciro, o Grande, da Pérsia e ratificada por Dario, o Grande, da Pérsia. Os romanos destruíram Jerusalém e o seu segundo templo em agosto CE 70 4, acabar com a Grande Revolta judaica que começou em 66 dC.  Apesar de tudo o impacto da pregação de Ageu foi tal que todos, unanimemente, decidiram retomar o trabalho no templo, mas de forma alguma isto lhe foi creditado. O Senhor o fizera. Liderado por Zorobabel e Josué, todo o resto do povo obedeceu. O "remanescente" foi um tema característico da profecia de Isaías. Na visão do templo ele advertiu da destruição, à qual somente um pequeno grupo sobreviveria (Is 6.11-13), e o nome de seu filho, Sear­Jasube (Is 7.3, "Um resto volverá"), se tornou representativo da sua pregação (Is 7.3, 10.21. 11.l). Ageu e também Zacarias reconheceram no pequeno grupo de judeus repatriados o cumprimento da profecia de Isaias, mas exigia-se mais deles do que simples presença física na terra em que eles deveriam cumprir as esperanças de Isaías. O verbo "retornar" significa também "arrepender-se" (Zc 1.3), e é digno de nota que Ageu aplica para o povo a palavra "resto" no momento em que ele atende à voz do Senhor seu Deus. Ninguém está pondo em dúvida a autoridade de Ageu (cf 1Rs 22.24, Mq 2.6). O povo temeu diante do Senhor. Este temor contrasta com a indiferença despreocupada que os profetas pré-exílicos enfrentaram. Apatia diante das palavras de DEUS é evidência de ateísmo na prática. Eles "temeram" no sentido de terem sido despertos pela voz de DEUS.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A presença de Deus no Templo fez a glória da segunda Casa maior que a da primeira.

CONCLUSÃO

Ageu censurou os judeus por sua indiferença, e os repreendeu por construírem as suas próprias casas enquanto a casa de Deus era negligenciada. Ele assegurou aos habitantes de Jerusalém que as adversidades que vinham sofrendo eram castigos por sua apatia. Zorobabel foi estimulado a dar a supervisão apropriada à obra que tinham em mãos, e quando parecia que as revoltas na Babilônia podiam ainda ser bem sucedidas, ele parece ter sido considerado como o homem divinamente ungido, que deveria conduzir Judá à independência. O desafio à fé é o mesmo em cada geração; busquemos primeiro as coisas de Deus, e confiemos nele para prover as necessidades básicas diárias da vida.
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Recife, PE
Novembro de 2012,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.


EXERCÍCIOS
1. Quem embargou a construção do Templo de Jerusalém, e quem depois vetou esse embargo?
R. Cambises, identificado na Bíblia como Artaxerxes (Ed 4.7-23).
2. Quem liderou os remanescentes de Judá no retorno de Babilônia para Jerusalém?
R. Zorobabel e Josué, filho de Jozadaque.
3. Qual o tema do livro de Ageu?
R. A reconstrução do Templo.
4. O que representa o gesto de desprezo peia Casa de Deus?
R. Representa o gesto de ingratidão do povo judeu.
5. O que fez a glória da segunda Casa ser maior do que a da primeira?
R. A presença de Deus.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
 - Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
OBRAS CONSULTADAS:
[a] -.
 Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. P. 957;
[b] -.http://www.priberam.pt/dlpo/;
[c] -.http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9rsia;
[d] -. 
dhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cambises_II_da_P%C3%A9rsia;
[e] -. http://pt.wikipedia.org/wiki/Zorobabel
[f] -. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP, CPAD;
[g] -. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. p 915;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. 
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.-. MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

 

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