quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O CONSOLO DE DEUS EM MEIO A AFLIÇÃO

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IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 02 - DIA 10/01/2010
TÍTULO: “O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO”
TEXTO ÁUREO – II Cor 1:3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1:1-7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br




  • I – INTRODUÇÃO: 
  • A Segunda Carta aos Coríntios começa e termina com CONSOLAÇÃO. Por isso, tem sido chamada de “EPÍSTOLA DO CONSOLO”, posto que nela está registrado um elevado número desta palavra (II Cor 1:3-7; 7:4, 6-7, 13; 13;11). 
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  • CONSOLAR significa colocar-se ao lado de uma pessoa, encorajando-a e ajudando-a em tempos de aflição (sofrimento).
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  • Deus desempenha incomparavelmente esse papel, pois Ele enviou o Espírito Santo, que é chamado "O CONSOLADOR" (Jo 14.16).
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  •  II - CONSOLADORES INFELIZES: 
  • A pergunta fundamental no livro de Jó é:
  • - “POR QUE DEUS PERMITE QUE OS JUSTOS SOFRAM?”; 
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  • Os amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento; combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo - Jó 2:11; 
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  • Jó ficou alegre em ver os seus amigos e poder compartilhar suas aflições. Mas eles não compreenderam. 
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  • Parafraseando os personagens constantes naquele Livro, cada um deles tentou emitir alguma explicação para esclarecer o sofrimento do justo. Vejamos: 
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  • (1) - A ESPOSA DE JÓ – Olhando desanimada para o quadro e numa voz de desespero, exclamou: 
  • - “ALGUMA COISA ESTÁ ERRADA. SUA RELIGIÃO É UM FRACASSO! JÓ, AMALDIÇOA A DEUS E MORRE!”;  
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  • (2) – ELIFAZ acrescentou: 
  • - “DEUS NUNCA ERRA! JÓ, O QUE É QUE VOCÊ FEZ PARA QUE ISSO ACONTECESSE?”; 
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  • (3) - BILDADE disse: 
  • - “JÓ, DEUS É JUSTO! CONFESSE O SEU PECADO!”;
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  • (4) - ZOFAR falou em seguida: 
  • - “DEUS É SÁBIO, JÓ. ELE CONHECE O HOMEM”;  
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  • (5) - ELIÚ disse uma palavra um pouco mais sábia: 
  • - “JÓ, DEUS É BOM. ERGA O SEU OLHAR E CONFIE NELE; ELE É DEUS!” 
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  • (6) - JÓ clamou das cinzas: 
  • - “NÃO POSSO COMPREENDER! NÃO ME PARECE CORRETO!”;  
  •  
  • Jó tentou explicar, mas foi mal compreendido e acabou perdendo os amigos.
  •  
  • Por outro lado, a filosofia dos amigos de Jó estava errada! As palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde o Senhor não tinha falado, eles ousaram falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo. 
  •  
  • Assim, na questão do sofrimento, SÓ DEUS COMPREENDE; SÓ ELE TEM A RESPOSTA!

  • III – JEOVÁ, O JUSTO CONSOLADOR: 
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  • Quando sofremos, é natural perguntarmos: "Por que?".
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  • Jó fez isso – Jó 3:11-12, 20, 23-24.
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  • Habacuque fez a mesma coisa – Hc 1:3.
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  • Milhões de pessoas têm feito a mesma pergunta.
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  • É interessante e importante observarmos que Deus não responde a todas as nossas perguntas. Do começo ao fim do livro de Jó, não encontraremos uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor.
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  • Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos ponderarem o problema. E Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê. Analisemos: 
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  • Jó 38:1 – A voz de Jeová veio de um redemoinho, revelando-se gloriosamente.
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  • Numa série de aproximadamente 60 perguntas, Deus está realmente dizendo: “QUEM PODE PERMITIR TODAS ESTAS COISAS SENÃO EU?”.
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  • Jeová explicou a Jó que quando o homem vê a Deus, alguma coisa sempre lhe acontece.
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  • Quando Isaías se viu como realmente era, caiu por terra e exclamou: “... Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros... e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!” – Is 6:1-5.
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  • Jó 40:4-5 - Como acontece conosco muitas vezes, Jó veio à presença do Senhor e não reagiu: NÃO PODIA ARGUMENTAR COM DEUS! 

  • Jó 42:2-6 – Sem poder argumentar com o Senhor, Jó caiu em terra e arrependeu-se no pó e na cinza.
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  • Este é o único lugar em que podemos aprender as lições de Deus para a questão das aflições dos justos: PROSTRADOS REVERENTEMENTE DIANTE DO SENHOR E COM A BOCA FECHADA!

  • IV – POR QUE DEUS PERMITE SOFRIMENTOS NA VIDA DO CRISTÃO?: 
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  • O apóstolo Paulo usa os seus próprios sofrimentos como ilustrações, para que possamos entender as razões de Deus permitir sofrimentos na vida do crente. São elas: 
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  • (1) - PARA QUE CONHEÇAMOS AS POSSIBILIDADES DE DEUS - Quando estamos debaixo da luta, temos a possibilidade de descobrir que a graça de Deus é suprimento mais que suficiente para qualquer circunstância da vida. Descobrimos que há conforto, socorro e provisão de força para toda aflição; descobrimos a natureza do nosso Deus – II Cor 1:2-3; 
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  • (2) - PARA QUE OUTROS POSSAM SER CONSOLADOS – II Cor 1:4 – Quando murmuramos, estamos testemunhando que Deus é infiel, que as Escrituras não são verdade, que não teremos do Senhor socorro e fortalecimento. Neste caso, somos instrumentos do abatimento da fé. Mas, quando enfrentamos as lutas na força do Senhor, somos testemunho vivo de que Deus nos consola e sustenta. 
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  • (3) - PARA NOS ENSINAR A NÃO CONFIARMOS EM NÓS MESMOS, MAS EM DEUS – II Cor 1:8-9 - Esta talvez seja uma das maiores razões por que Deus envia-nos sofrimentos. É para quebrar nosso espírito duro e obstinado, que insiste em viver pelos seus próprios ditames e recursos. 
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  • (4) - PARA QUE O SENHOR SEJA LOUVADO PELA RESPOSTA ÀS ORAÇÕES - Os sofrimentos nos ensinam que somos membros de uma família, fazemos parte do corpo de Cristo e necessitamos uns dos outros. Aprendemos com ele a orar uns pelos outros, pois será em reposta a estas mesmas orações que Deus enviará a Sua bênção e trará livramento! Ele será louvado por todos que participaram do nosso sofrimento. 
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  • (5) - PORQUE OS CRISTÃOS SÃO SERES HUMANOS - O fato de sermos cristãos não quer dizer que estejamos isentos de doenças, padecimentos, desastres naturais, tragédias e a morte. Alguns são milagrosamente salvos ou curados; outros, passam pelo fogo do padecimento; 
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  • (6) - PORQUE, MESMO CRENTES, AINDA PECAMOS E DESOBEDECEMOS A DEUS - I Cor 11:28-32; I Pe 4:17-19; Hb 12:5-11. 
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  • (7) - PORQUE A IGREJA NÃO É UM ABRIGO CRISTÃO CONTRA O SOFRIMENTO - Se os crentes estivessem isentos do sofrimento, os não cristãos viriam correndo para a porta da Igreja como se ela fosse um abrigo contra o sofrimento. A popularidade do Cristianismo está crescendo; muitos não cristãos acham que, por motivos comerciais ou políticos, devem pertencer à Igreja e fazer uma profissão de fé que não está de acordo com a vida que levam. Mas quando o sofrimento e a perseguição caem sobre nós, há uma diferença. 
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  • (8) - PORQUE DEUS USA O SOFRIMENTO PARA NOS DISCIPLINAR (Apc 3:19) - Para nos tornarmos aquilo que Deus quer que sejamos, temos que ser homens de fé e de sofrimento (Hb 2:10). Se Ele alcançou a perfeição pelos sofrimentos, como podemos esperar fugir? (Hb 11:33-40) - Temos que nos dar conta de que,  quando Deus permite que tais coisas aconteçam, existe um motivo que acabará sendo do conhecimento do indivíduo - Hb 12:11; Sl 119:67,71; 
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  • (9) - PORQUE HÁ UMA VANTAGEM A SE TIRAR DO SOFRIMENTO - Podemos tirar vantagem da experiência do sofrimento, suportando-o pacientemente e aprendendo com ele, ao invés de lutar contra ele (Jó 23:10 cf I Pe 1:7); 
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  • (10) - PORQUE O SOFRIMENTO NOS MANTÉM HUMILDES E DE JOELHOS - O sofrimento aumenta nossa vida de oração. Nada nos porá de joelhos mais depressa do que os sofrimentos; 
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  • (11) - PORQUE O SOFRIMENTO NOS ENSINA A PACIÊNCIA - (I Pe 2:20) - Deus está no controle dos acontecimentos e temos que ser submissos e pacientes à vontade de dEle.

  • V - DEPOIS DO SOFRIMENTO, VÊM AS BÊNÇÃOS:  
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  • Os que dizem que os filhos de Deus não sofrem, são falsos mestres que não conhecem e não aceitam a palavra do Senhor: Jó perdeu tudo; Jeremias foi preso; João Batista foi decapitado; Estevão foi apedrejado; Paulo sofreu naufrágio e prisões e Jesus foi crucificado. 
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  • O sofrimento desta vida é temporário; o de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas - Jó 42:10-17; 
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  • A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Em Cristo Jesus, nós temos uma grande vantagem: uma esperança bem definida de perseverança e consolação - Hb 12:1-3 
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  • Os problemas da vida não sugerem falta de fé e não são provas de algum terrível pecado na nossa vida. Jó foi fiel a Deus no período do seu sofrimento, sendo abençoado sobremaneira. A fidelidade de Jó precisa calar nosso coração: Jó 1:20-22 cf  Tg 1:2-4.

  • VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
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  • Nenhum de nós saberá o motivo total do sofrimento dos fiéis. Se os crentes que nos antecederam não foram isentos, por que nós seríamos?! 
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  • O apóstolo Paulo aprendeu, nas suas muitas aflições, que nenhum sofrimento, por severo que seja, poderá separar o crente dos cuidados e da compaixão do seu Pai celeste - Rm 8.35-39.
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  • Divinamente inspirado, ele escreveu um hino de louvor a Deus, retratando que O SSENHOR DEUS NÃO EXPLICA TODAS AS COISAS! - Rm 11:33-36; 
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  • Por fim, meditemos em uma das declarações feitas pelo Senhor Jesus: 
  • - “O QUE EU FAÇO, NÃO O SABES TU AGORA, MAS TU O SABERÁS DEPOIS” – Jo 13:7. 
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  • Quando nos curvamos à vontade de Deus, encontramos o caminho do Senhor. Esta é a vitória da fé submissa. Curvemo-nos, para obedecer; inclinemo-nos, para vencer.


FONTES DE CONSULTA:

1)       Revista Maturidade Cristã – 1º Trimestre de 1997 – CPAD – Comentarista: Raimundo F. de Oliveira.



2)       Lições do sofrimento - Ely X. de Barros


3)       Lições Bíblicas – 1º Trimestre de 1996 – CPAD - Comentarista: Geremias do Couto


4)       Conhecendo Deus através do sofrimento - Neuber Lourenço


5)       Lições Bíblicas – 2º Trimestre de 1996 – CPAD - Comentarista: Valdir Bícego.


6)       Por que Deus permite sofrimentos na vida do cristão - Paschoal Piragine Jr.


7)       Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 1996 - CPAD – Comentarista: Antônio Gilberto.


8)       Lições Bíblicas – 2º Trimestre de 1982 – CPAD – Comentarista: Eurico Bérgsten.


9)       A Segunda Vinda de Cristo - Editora Record - Billy Graham


CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO

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Lição 02 - O Consolo de Deus em meio à aflição


Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 1.1.1-7


Encorajamento no sofrimento
“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das Misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiveram em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolado de Deus” (2 Co 1.3-7).


Paulo dirige-se primeiro a Deus, louvando-O enquanto reconhece que Jesus humilhou-se em sua encarnação, e o chamou de Deus, como também de Pai. Visto que Paulo estava muito transtornado por não encontrar Tito em Trôade (2 Co 2.13), ele precisava de consolação, ou seja, encorajamento, incentivo, ânimo. A palavra “consolação” e seus derivados aparecem dez vezes nos versículos 3 a 7 (num total de vinte e nove vezes em 2 Coríntios). Todas derivam da raiz grega parakaleo, que tem a ideia de ajuda e encorajamento. Deus é a fonte, e o doador de todo tipo de encorajamento e ajuda (Sl 103.2-5,13).
O encorajamento de Deus vem primeiro à medida que reconhecemos que Deus é o Pai de Jesus, que é o Cristo (O Messias, “ungido”) nosso Senhor e Mestre. Este reconhecimento dever lembrar-nos que o amor de Deus enviou Jesus a morrer por nós, enquanto ainda éramos pecadores (Rm 5.8,10), mostra também que Deus é o Pai que está cheio de  compaixão, como também o Pai ( e a fonte constante) de todos os tipos de ajuda e encorajamento. Podemos  depender  dEle em todos os nossos problemas, inclusive nas aflições, sofrimentos, angústias mentais, dificuldades, até as perseguições que  surgem em nosso caminho. Mas Deus não nos consola para deixar-nos à vontade, nem nos encoraja para fazer com que nos sintamos bem.
Paulo sofreu muitíssimo (2 Co 11.16-29;12.10), mas sempre estava pronto a encorajar os outros. Todos que nos cercam hoje têm problemas, aflições e dificuldades. Os cristãos em muitas partes do mundo sofrem tremenda perseguição. Deus nos ajuda e nos encoraja para que ajudemos e encorajemos os outros. Ele quer que nos tornemos canais do que recebemos dEle para outros crentes que tão desesperadamente precisam de ajuda. Fazemos isto por meio da oração, e dos dons do Espírito, prestando ajuda prática onde quer que seja possível. Deus não quer que guardemos para nós o que temos recebido dEle. Da mesma forma que Deus está ao nosso lado para nos animar até mesmo nas provas mais difíceis, assim devemos estar ao lado dos que estão sendo provados.
Os sofrimentos de Cristo terminaram quando Ele disse: “Está consumado” (Jo 19.30). Mas as mesmas atitudes que mandaram Jesus para cruz levaram os incrédulos e os falos crentes causarem uma série de sofrimentos a Paulo e seus companheiros, não só em Corinto, mas também na província romana da Ásia (2 Co 1.8-9). Assim, ele podia falar da “comunicação de suas aflições [dos sofrimento de Cristo]” Fp 3.10; Jo 15.20,21; At 14.22; Rm 8.17,18,36; Cl 1.24). Os sofrimentos eram equilibrados pela transbordante consolação e encorajamento que vêm por meio de Cristo.
Paulo e sua equipe suportaram todo esse sofrimento e aflição para ganhar as pessoas para Cristo e fundar a igreja em Corinto. O que Paulo queria que os coríntios soubessem era que Deus permite que coisas aconteçam para levar-nos ao nosso extremo, até onde podemos suportá-las, a fim de nos ensinar a confiar nEle. O Deus que ressuscita os mortos não nos abandonará. Ele nos ama e quer que confiemos nEle, (2 Co 1.9).

Bibliografia:
 HORTON,Stanley. I e II Coríntios, pp.182-184, 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD,2003.

O CONSOLO DE DEUS EM MEIO A AFLIÇÃO

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O Consolo de Deus em meio à Aflição.
“Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus”.(1º Pedro 4. 12-14).
A palavra Aflição vem do latim afflictione, sendo um substantivo feminino, em nossos dicionários significa, entre outros: Profundo sentimento moral produzido por um revés da fortuna, uma circunstância penosa, etc; pena, agonia; Estado de grande desalento, de profunda tristeza ou mágoa; desgosto; Grande preocupação ou inquietação; ansiedade, angústia; Padecimento físico; tortura.
Por sua vez Consolação, do latim consolatione e do gregoparaklesis; têm significado de Alívio, lenitivo, conforto, etc...
I - “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas”. (Salmos 34:19)
A palavra sofrer vem do latim sufferere, por sufferre, significando ser atormentado, afligido, etc... E em nossos dias a vida pós-moderna, não permite em sua filosofia que o sofrimento venha fazer parte da vida das pessoas, ou seja, ninguém gosta de sofrer, mas na verdade deveríamos dizer assim: “- Grande parte das pessoas não admitem que estão sofrendo”.
As pessoas estão sofrendo por causa do pecado, dos vícios, das drogas, do álcool, da prostituição; por causa das doenças, das pestes; e o pior ainda é que estão sofrendo porque inventaram novas formas de supostamente “servir” ao Senhor Deus, mas não da maneira descrita em SUA Santa Palavra, mas sim de acordo com o que é mais conveniente para si próprios. Mas o Deus Bendito Eternamente não aceita tal posição, sendo necessário os homens reconhecerem o Cristo Salvador da humanidade, para a remoção de tamanho sofrimento.
Já por sua vez, olhando para as igrejas, a tão falada teologia da prosperidade, está adquirindo cada vez mais adeptos, inclusive pastores presidentes e obreiros auxiliares, que deixaram a verdadeira explanação das Escrituras. É um tal de NÃO ACEITE ISSO; DECLARE AQUILO; DETERMINE ASSIM, ETC... Outros têm a coragem de dizer que o crente em Jesus não pode passar por circunstâncias adversas, tais como enfermidades, situação financeira inferior, inclusive afirmando que o irmão que está em tal situação encontra-se em pecado (COISA ABSURDA E SEM RESPALDO BÍBLICO), etc...
Mas o irmão Tiago (4. 13 ao 16) diz: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna”.
Mas o versículo acima citado pelo salmista Davi mostra que até mesmo o justo passa por tribulações, vejamos bem que é plural, não apenas uma tribulação, mas tribulações. Será que a bíblia dá exemplos disso? Vejamos alguns:
O que dizer do justo Jó? Que almejava apresentar-se diante do Seu Redentor, por causa de tamanha dor...Abel era justo, mas foi afligido por seu irmão Caim (Gn 4.8); Abraão muitas vezes (peregrinação, guerra, etc... Gn 12.10; 14. 14-17); Ló afligido em Sodoma/Gomorra (2º Pe 2.7); e o que falar de Isaque e Jacó?... O justo José foi vendido pelos próprios irmãos, preso sem dever nada; Já Moisés enfrentou muitas dificuldades com o povo de Israel; Josué não descansou das batalhas; Samuel foi rejeitado; Davi perseguido pelo próprio Saul;... Faltaria tempo para falar dos profetas Isaías, Jeremias, Daniel, entre outros... O Grande JUSTO Jesus Cristo então, sem pecado algum... Pedro, Tiago, João e até mesmo o próprio Paulo...Resumindo com o que está escrito em Hebreus (11. 33-38): “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra”.
Não fugiram das aflições e foram vitoriosos não somente nesta vida, mas alcançaram testemunhos de que verdadeiramente o Justo passa por aflição, mas o Senhor livra de todas.
II - “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (João 16:33)
Muitos se dizem discípulos de Jesus, e até alguns pregadores usam as palavras de Paulo em Colossenses 1.24, quando diz: “... cumpro o resto das aflições de Cristo...”.
Creio no que a Bíblia diz que somos participantes de tais aflições (2º Co 1.5-7; 2º Tm 2.3, 4.5; Hb 10.32; 1º Pe 4.13, 5.9), mas muitos usam isto mais como uma lamentação, uma lamúria, demonstrando-se mais vítimas, do quê verdadeiros soldados do exército de Cristo, e assim não vão muito longe em seus ministérios, desistindo no “meio do caminho”.
O fato é que nem todas as aflições que passamos é por causa do nome de Jesus Cristo, mas sim, diversas vezes por causa de nossa própria escolha, nossas desobediências à Palavra do Senhor, nossa falta de vigilância, falta de prudência e paciência, etc...Por outro lado, em 1º João 2.6, nos é dito: “Aquele que diz que está Nele também deve andar como Ele andou”...Se Jesus Cristo foi perseguido e afligido, quanto mais nós, que não somos nem um pouco melhores do que ELE: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa (João 15.20)”.
Agora! Quando sofremos por amor da Justiça e por causa do nome do Senhor Jesus, então nosso galardão é grande: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (Mateus 5. 10-12)” “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal. E qual é aquele que vos fará mal, se fordes zelosos do bem? Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal. (1º Pe 3. 12-17)” “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte...Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem. (1º Pe 4. 12-16 e 19)”.
Jesus venceu este mundo, e agora pode perfeitamente nos ajudar a vencer também (Hb 2.18).
III - “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Romanos 8:18)
Mas o melhor de tudo isso é que um dia, todas esta aflições terão um fim. O próprio apóstolo Paulo, afligido muitas vezes pelos falsos irmãos em Corinto, disse assim: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. (2º Co 4.17)”. Pois ele sabia, que tem um lugar reservado no céu, aonde não há lágrimas, nem dor, nem pranto, quando o próprio Senhor Jesus enxugará de nossos olhos todas as nossas lágrimas e nos consolará de todas as nossas aflições (Ap 21.4).
Então, quando formos criticados, perseguidos, afligidos, etc... Em lugar de apontar o irmão fulano, vamos entender o trabalhar de Deus em nossa vida, e igual Jó (19.25) vamos dizer assim: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. (2º Co 1. 3,4)”.
Que o Senhor console os nossos corações através de sua Santa Presença! Amém.
Thiago Rodrigues Teixeira
Cooperador do Evangelho.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

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Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios 1.12-14; 10.4,5


Provavelmente a Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita cerca de um ano depois da Primeira. Seu conteúdo está intimamente relacionado com o da primeira epístola. Aqui comenta-se particularmente a maneira como foi recebida a carta que Paulo escrevera anteriormente; esta foi tal que encheu o seu coração de gratidão a Deus, que o capacitou para desempenhar tão plenamente o seu dever para com eles. Muitos mostraram sinais de arrependimento e correção em sua conduta, mas outros ainda    seguiam aos seus falsos mestres; e como o apóstolo postergava a sua visita, por não desejar tratá-los com severidade, o acusaram de leviandade e mudança de conduta, de orgulho, vanglória e severidade, e falavam dele com  desprezo. Nesta epístola encontramos o mesmo afeto ardente de Paulo pelos discípulos de Corinto, que foi expresso na epístola anterior; o mesmo zelo pela honra do evangelho e a mesma ousadia para a repreensão cristã.
Paulo escreveu essa epístola a três classes de pessoas em Corinto: (1) Primeiro escreveu para encorajar a maioria da igreja que lhe era fiel, como seu pai espiritual. (2) Escreveu para contestar e desmascarar os falsos apóstolos  que continuavam a difamá-lo. (3) Escreveu, também, para repreender a minoria na igreja influenciada por seus oponentes e que não acatavam a sua autoridade e correção. Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação a eles, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões.
II Coríntios têm três divisões principais. Na primeira, Paulo começa dando graças a Deus pela sua consolação em meio aos sofrimentos em prol do evangelho, elogia os coríntios por disciplinarem um grande transgressor e defende sua integridade ao alterar seus planos de viagem. Em 3.1_6.10, Paulo apresenta o mais extenso ensino do Novo Testamento sobre o verdadeiro caráter do ministério. Ressalta a importância da separação do mundo (6.11_7.1) e expressa sua alegria ao saber, através de Tito, do arrependimento de muitos na igreja de Corinto, que antes se desacatavam a sua autoridade apostólica. Nos capítulos 8 e 9, Paulo exorta os coríntios a demonstrar a mesma generosidade cristã e sincera dos macedônios, ao contribuírem na campanha por ele dirigida, a favor dos crentes pobres de Jerusalém. O estilo da epístola muda nos capítulos 10 a 13. Agora, Paulo defende o seu apostolado, discorrendo sobre a sua chamada, qualificações e sofrimentos como um verdadeiro apóstolo. Com isso, Paulo espera que os coríntios reconheçam os falsos apóstolos entre eles, o que os poupará de futura disciplina quando ele lá chegar. 
No primeiro capítulo de II Coríntios versículos 12-14, o apóstolo Paulo declara a sua própria integridade e a de seus companheiros de labor. Mesmo como pecador, ele somente podia regozijar-se e gloriar-se em ser realmente aquilo que professava. A consciência testifica acerca do curso e do teor que fazem parte da vida. Por isso podemos nos julgar, e não por este ou aquele ato isolado. Nossa conversão será bem ordenada, se vivermos e atuarmos sob o princípio da graça no coração. Tendo isto, podemos deixar o nosso caráter nas mãos do Senhor, mas usando os meios apropriados para demonstrá-lo, quando o mérito do evangelho ou nossa utilidade assim o exigir.

Bibliografia:

Bíblia de Estudo Pentecostal
, Rio de Janeiro: CPAD

Comentário Bíblico Matthew Henry, p.968. Rio de Janeiro: CPAD

A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

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IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 01 - DIA 03/01/2010
TÍTULO: “A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO”
TEXTO ÁUREO – II Cor 1:5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1:12-14; 10:4-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


I – INTRODUÇÃO:

• Tem-se dito com razão, que a PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS retira o telhado da Igreja Cristã daquela Cidade, permitindo-nos espiar o seu interior; e

• Que a SEGUNDA CARTA, fornece-nos um quadro ainda de maior intimidade: Vemos o interior do coração do apóstolo Paulo, de como ele realmente era em momentos de maior pressão emotiva: indignado ou desanimado, ou então aliviado e grato.

II – A CIDADE DE CORINTO:

• Estima-se que nos dias de Paulo, Corinto teria uma população de cerca de 250 mil cidadãos livres e não mais de uns 400 mil escravos. Sob vários aspectos, era a cidade principal da Grécia.

• CULTURA:

• Seus habitantes interessavam-se pela Filosofia grega e tinham a sabedoria na mais alta estima.

• RELIGIÃO: Corinto tinha pelo menos 12 templos:

• (A) - Um dos mais infames era dedicado a AFRODITE, a deusa do amor carnal. A adoração a Afrodite promovia a prostituição em nome da religião. No templo de Afrodite, ter relações sexuais com suas sacerdotisas era uma das maneiras de cultuar essa deusa. Em certo período, mil prostitutas sagradas serviam no seu templo. O mesmo costume existia em templos de Afrodite em Chipre, Cítera e na Sicília, seguindo a tradição dos cultos a Inana, Ishtar e Astarote, dos povos da Mesopotâmia, Síria, Fenícia e Palestina. 

• (B) - Havia também o templo de ASCLÉPIO ou ESCULÁPIO - deus romano da medicina, da saúde e da cura, herdado diretamente da mitologia grega. Com seus infinitos conhecimentos em medicina e como um hábil cirurgião, podia devolver a vida aos mortos, embora não possuísse um caráter divino.

• (C) - No meio da Cidade, estava localizado o templo de APOLO - o deus das profecias, da medicina e da música, também associado ao pastoreio e ao sol. Na época clássica, o sol era por vezes chamado de "carro de Apolo" e, talvez por isso, ele tenha sido considerado também o deus da luz e da juventude.


• A IMORALIDADE:

• Essa cidade, além de ser um dos principais centros comerciais cosmopolitas do mundo antigo, era também famosa por sua devassidão e licenciosidade. Enfim, Corinto era notória por tudo que era pecaminoso.


III - OBJETIVOS DA SEGUNDA CARTA AOS CORÍNTIOS:

• A Igreja de Corinto tinha sido infiltrada por falsos mestres que desafiavam tanto a integridade pessoal de Paulo quanto sua autoridade apostólica. 

• Como tinha avisado que haveria uma mudança no seu itinerário, resultando isso no fato de que faria aos coríntios uma só visita (prolongada), em vez de duas (curtas), esses adversários estavam declarando que a palavra dele não merecia crédito - II Co. 1.15; 

• Diziam também que Paulo era motivo de escândalos, visto que não era apóstolo genuíno e que embolsava o dinheiro que tinham arrecadado para os crentes empobrecidos de Jerusalém – II Co 3:1; 5.11; 6.3-4; 7.2; 12.16

• Paulo pede que os coríntios reflitam sobre o fato de que sua vida no meio deles foi sempre honrosa e que sua mensagem de salvação era verdadeira, bem como transformadora de vidas. 

• Conclama-os a preparar-se para sua visita iminente, posto que trataria da coleta que tinham iniciado um ano antes e lidaria com os perturbadores no meio deles.

• Desta forma, podemos ver que o propósito de Paulo envolvia o restabelecimento de sua autoridade apostólica, a correção das falhas e o fim das facções.

• Aproveitando-se dessa ocasião, Paulo ainda ministrou os seguintes ensinamentos: 

• (1) – A OBRA DE SATANÁS – Esse ensino foi inspirado por várias controvérsias com falsos líderes cristãos - II Cor 4:1-4, 6;

• (2) - A GLÓRIA FUTURA – Será o prêmio das ações dignas – II Cor 4:7; 5:1;

• (3) - A IMORTALIDADE – Uma descrição magnificente da glória futura, embora apresentada de mistura com uma severa advertência do julgamento futuro de que participarão os crentes – II Cor 5; e

• (4) - A SALVAÇÃO E SUAS CONSEQUENCIAS MORAIS – II Cor 5:9; 6:10-11;

• Tudo isso visou a restauração e a confirmação da autoridade desse apóstolo, que havia sido assediada tão amarga e obstinadamente, bem como a remoção de todos os empecilhos aos seus esforços, que visavam ao bem-estar espiritual de seus leitores.


IV – MEDIDAS URGENTES A SEREM TOMADAS:

• Paulo havia partido de Éfeso para Trôade, esperando encontrar Tito, que trazia as notícias sobre a Igreja de Corinto;

• Não sendo possível esse encontro, Paulo partiu apressadamente para a Macedônia, onde, finalmente, encontrou-se com Tito, que portava notícias encorajadoras;

• Mas, no geral, as coisas na Igreja em Corinto não estavam como deviam estar: As notícias encorajadoras foram dissipadas pelo fato de prenúncios de tempestades estarem se acumulando no horizonte da vida daquela Igreja;

• Assim, Paulo tinha de agir rápida e severamente, executando três medidas:

• (1ª) – EXPLICAR A RAZÃO DA MUDANÇA DE ITINERÁRIO (1:1 - 2:13), E FAZER UMA EXPOSIÇÃO DA DIGNIDADE E EFICIÊNCIA DO SEU MINISTÉRIO APOSTÓLICO (2:14 - 7:16) – II Cor 1 a 7;

• (2) – INCENTIVAR OS CORÍNTIOS A FINALIZAREM A COLETA AOS SANTOS DE JERUSALÉM, ANTES DA SUA CHEGADA – II Cor 8 e 9;

• (3) – DEFENDER SUA AUTORIDADE APOSTÓLICA, RESSALTANDO A CERTEZA DA SUA CHEGADA, SUA GENUINIDADE APÓSTÓLICA E SUA DISPOSIÇÃO DE EXERCER DISCIPLINA COMO APÓSTOLO, SE NECESSÁRIO FOSSE – II Cor 10 a 13

• Estes três pontos constituem a estrutura sobre a qual todos os pensamentos desta Segunda Carta se aglomeram.

• AINDA MAIS: - Nesta Segunda Epístola aos Coríntios, Paulo dá mais informações pessoais do que em qualquer outra, revelando sua coragem, seu amor sacrificial e conta-nos algumas coisas que lhe aconteceram, que não são reveladas em nenhuma outra carta:

• (1) – Seu padecimento fora do comum – II Cor 11:23-27;

• (2) - Sua fuga de Damasco num cesto – II Cor 11:32-33;

• (3) – A experiência do seu arrebatamento ao terceiro céu – II Cor 12:1-4;

• (4) – O espinho na carne – II Cor 12:7;

• Paulo consegue provar que, se quisesse vangloriar-se, tinha fortes razões para isso.


V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Paulo nunca abandonou a sua armadura enquanto seu ministério existiu. Sua Segunda Carta é, de fato, um ultimato exigindo submissão total e incondicional à autoridade do apóstolo de Cristo. 

• Apesar de sua rudeza, esta linda Carta espalha bem longe a sua fragrância espiritual, sendo uma revelação inigualável de ternura, sacrifício pessoal e esperança vitoriosa; é um monumento ao fato de que Paulo, vivaz e inspirado, foi uma parada dura para “toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” - II Cor 10:5.



FONTES DE CONSULTA:
1. Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin e J. M. Bentes
2. Bíblia Vida Nova
3. Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida – Henrietta C. Mears
4. Bíblia de Estudo Vida
5. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin

 

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