quinta-feira, 18 de abril de 2013

AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO

0 comentários



AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO
Texto Áureo: Ef. 5.25 – Leitura Bíblica: Ef. 5.22—28. 31.33

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Conforme temos estudado ao longo das primeiras lições, o casamento cristão está fundamentado na Bíblia, a Palavra de Deus. Na aula de hoje trataremos, especificamente, a respeito das bases que sustentam o casamento. A primeira delas é a graça, o favor imerecido, a disposição de aceitar o outro, com suas diferenças e particularidades. E não com menor importância, o amor que se sacrifica, que não busca apenas os interesses individuais.

1. O CASAMENTO CRISTÃO
Existe muito idealismo em relação ao casamento, até mesmo entre os cristãos, na maioria das vezes isso se concretiza em um romantismo exacerbado, que, ao invés de ajudar, atrapalha a relação conjugal. O casamento cristão é a união de duas pessoas, um homem e uma mulher, que não são perfeitas, por isso, precisam administrar cada situação, principalmente as mais adversas. Não podemos esquecer que existe uma propensão à carnalidade no ser humano, tanto no homem quanto na mulher (Gl. 5.17), por isso, ambos carecem de arrependimento, e sobretudo, das orientações do Senhor Jesus (Lc. 5.31,32). O casamento cristão, que está pautado em Cristo, busca, na Bíblia, e não nos padrões midiáticos, seu alicerce de sustentação (Jo. 14.6). Em Ef. 5, Paulo destaca que Cristo é a referência, não a sociedade, para as atitudes no casamento. As esposas devem submeter-se ao marido, “como ao Senhor” (v. 22). Os maridos, por sua vez, devem amar a esposa “como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (v. 25). Os maridos devem cuidar de sua esposa “como também Cristo o faz com a igreja” (v. 29). Em todas as circunstâncias, devemos considerar que se trata de um mistério, que está diretamente relacionado a Cristo e à igreja (v. 32). É um equívoco da nossa sociedade tentar fundamentar o casamento no sexo e no romantismo. Mesmo na igreja muitos cristãos foram contagiados por essa tendência. Evidentemente o sexo é necessário, e importante dentro do matrimonio (Hb. 13.4), mas não é uma base para o casamento. As pessoas envelhecem, a beleza física se esvai, o fervor sexual arrefece. O romantismo não deve ser desconsiderado, as palavras afáveis contribuem para o crescimento conjugal, mas nem só de romantismo vive o casamento. As pessoas podem perder o bom humor de vez em quando, principalmente nos momentos difíceis, quando filhos adoecem, e as contas chegam à caixa do correio. O casamento cristão é composto por um casal de pessoas pecadoras, uns mais ou menos espirituais, que são desafiados a permanecerem juntas, até que a morte as separe (I Tm. 1.15, 16).

2. SEM GRAÇA, É UMA DESGRAÇA
Diante das adversidades, o casamento precisa de graça, caso contrário, permitam-me o trocadilho, se transformará em uma desgraça. Quanto mais espirituais forem os cônjuges, maior será a propensão de andarem no Espírito, de não satisfazerem as concupiscências da carne (Gl. 5.17). Um casamento centrado apenas no eu, nos interesses individuais de apenas um dos cônjuges, resulta em sofrimento para o outro. Há uma tendência, alimentada pela mídia, de fazer com que as pessoas passem a vida inteira procurando uma alma gêmea. Por causa disso, muitos casamentos se desfazem, pessoas passam a vida inteira na busca pelo príncipe encantado. Essas pessoas que querem encontrar uma alma gêmea põem o foco demasiado em seus desejos, entram nas relações querendo sempre autossatisfação, que resulta em frustração (Tg. 4.1-3). Essa é uma tendência da natureza caída, que fará de tudo para minar o casamento, já que tem o egocentrismo como base. Se essa lei do pecado não for controlado pelo Espírito, a vida conjugal poderá ser arruinada (Rm. 7.21-23). Ao invés de sempre querer julgar o outro, o cristão deve antes olhar para si mesmo (Mt. 7.4,5). Muitos maridos e esposas encontram facilmente defeitos nos seus cônjuges, mas têm dificuldade de fazer o mesmo quando olham para eles mesmos. É bom lembrar que não conhecemos os outros, nem mesmo a nós mesmos em completude, apenas em parte (I Co. 13.12). Por isso, ao invés de julgar o outro, precisamos aprender antes a nos avaliar, isso porque se julgássemos a nós mesmos não seríamos julgados, mas quando somos julgados pelo Senhor, é para não sermos condenados com o mundo (I Co. 11.32). Quando abordado pelo Senhor, Adão quis, imediatamente, colocar a culpa sobre a sua esposa, fugiu da sua responsabilidade pela desobediência (Gn. 3.12). Davi precisou de um Natã para reconhecer o seu pecado e se voltar para o Senhor (II Sm. 12.13). Portanto, o casamento cristão deve basear-se na graça – charis em grego – que é um favor imerecido. Fomos alcançados pela graça e misericórdia de Deus, por isso devemos agir de igual modo em relação ao nosso cônjuge (Lc. 6.36; Tt. 2.11-14). Jesus compadeceu-se das nossas fraquezas, por isso devemos fazer o mesmo (Hb. 4.15), e lembrar que a misericórdia poderá triunfar sobre o julgamento (Tg. 2.13). Para o bem do casamento, todo cristão deve fortificar-se na graça que está em Cristo Jesus (II Tm. 2.1).

3. NÃO SÓ COM PALAVRAS, MAS COM AMOR SACRIFICIAL
A supervalorização do sexo na sociedade contemporânea tem causado muitos males ao casamento. O sexo foi criado por Deus, não apenas para reprodução, mas também para o prazer. O problema é que ele tem sido usado indiscriminadamente, e às vezes, confundido com amor. A expressão “fazer amor” tornou-se sinônima de fazer sexo, ainda que fora dos padrões bíblicos. Deus criou o sexo para a realização dos casais, e este é por ele estimulado (I Co. 7.1-5), mas ninguém deve basear o casamento exclusivamente no sexo. A palavra-chave do casamento, e o seu principal fundamento, é o amor. Isso não diz respeito a qualquer tipo de amor, mas ao agape – o amor sacrificial. Um casamento somente alcançará maturidade quando os cônjuges dependerem menos do eros – o sexo, e mais do agape – o amor desinteressado. É o amor agape que supera as incompatibilidades, pois, definitivamente, o casamento é uma composição de pessoas incompatíveis, ainda que essas possam ser atenuadas se os jovens forem sábios antes da decisão de dizer “sim” (Gn. 24). As imperfeições ficam evidentes antes mesmo da celebração do casamento. Aqueles que dizem “sim” devem estar cientes que precisam fazer concessões. E para ser mais realista, dificilmente as mudanças acontecerão de forma significativa depois do casamento. Por isso, como se costuma dizer aos jovens, “abram bem os olhos antes do casamento, mas feche-os um pouco depois de casados”. Isso porque o casamento é um pacto de sujeição, de disposição para viver não para si mesmo, mas para o outro (Ef. 5.22-25). Jesus é o maior exemplo, tendo em vista que não agradou a Si mesmo (Rm. 15.2,3). O casamento é plano de Deus, e um glorioso ministério, mas o alvo central não é a busca da felicidade. A meta do casamento não é a felicidade, ainda que essa, de uma maneira misteriosa, possa ser encontrada, mesmo na adversidade. O casamento é um ambiente de amor, no qual atitudes de paciência, benignidade, sacrifício, entrega e perdão são manifestas, elementos do fruto do Espírito (Gl. 5.21,22; I Co. 13.4,5). Dizer que se ama não é difícil, e mostrar interesses pelos outros para “fazer amor” também, mas a base cristã para o casamento é o amor-agape, que não se revela apenas em palavras, mas, sobretudo, em obras e em verdade (I Jo. 3.18).

CONCLUSÃO
O casamento cristão é um mistério, tão sublime como a relação entre Cristo e a Igreja, cujo fundamento é a graça e o amor. Como cristãos, não podemos nos deixar influenciar pelos valores que tentam sustentar o casamento, tais como o individualismo romântico e a sexualidade descompromissada. Um casamento genuinamente cristão aceita o cônjuge com as suas diferenças, e está disposto a sacrificar-se pelo outro, assim como Cristo amou e se entregou a Sua Igreja.

BIBLIOGRAFIA
HARVEY, D. Quando pecadores dizem “sim”São Paulo: Fiel, 2011.
KELLER, T., KELLER, K. O significado do casamento. São Paulo: Vida Nova, 2012.

AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO

0 comentários


Por Francisco A Barbosa

Lição 3 – As bases do casamento cristão



Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 3 – As bases do casamento cristão
21 de abril de 2013

TEXTO ÁUREO
“Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Paulo enfatiza que, especialmente no relacionamento conjugal, a submissão não deve ser apenas uma atitude unilateral, mas um relacionamento recíproco entre duas pessoas que amam a Deus e desejam agradá-Lo (oferecendo a Deus o sacrifício de uma vida santa). A entrega de Jesus, por nossa salvação eterna, ilustra de forma dinâmica a maneira pela qual o marido cristão deve dedicar-se carinhosamente ao bem-estar de sua esposa. Entregar-se à morte a favor da amada é uma manifestação mais sublime de devoção do que a exigida da esposa. Que mulher não seria submissa a um homem capaz de entregar sua própria vida para vê-la feliz? Bíblia King James Atualizada (BKJ), p.2288.

VERDADE PRÁTICA
O casamento cristão tem de ser edificado tendo como base o amor a Deus e ao próximo. Sem amor não há casamento feliz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.22-28,31,33.
22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 - Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
31 - Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
33 - Assim também vós cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender qual é a verdadeira vontade divina para o casamento;
  • Conscientizar-se da importância do amor mútuo e verdadeiro para se estabelecer uma família, e
  • Enfatizar a importância da fidelidade conjugal no casamento.

PALAVRA-CHAVE
Amor Conjugal: O amor entre os cônjuges.

COMENTÁRIO

introdução

Nenhum tema é mais sensível ao coração de Deus do que aquele que, hoje, prende a atenção de todo cristão sensível e cheio do Espírito Santo: a prioridade da família. A fim de prevenir-se contra a imoralidade sexual, Deus ordenou o sagrado relacionamento do matrimônio. Na epístola aos Hebreus, as Escrituras ensinam: “venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (13.4) – Sem mácula contém mais do que uma aprovação do relacionamento conjugal, mas também vincula a responsabilidade do casal de preservar sua intimidade das práticas perversas e degradantes de uma sociedade lasciva. Tenhamos todos uma abençoada e frutífera aula!

I. A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO
1. Um plano global. O mandamento exarado em Gn 2.24 encerra profundos significados; Deixará conota uma mudança de prioridade da parte do marido. Apegar-se-á traz a ideia tanto de paixão como de permanência. Uma carne tem numerosas implicações, incluindo união sexual, geração de filhos, intimidade espiritual e emocional e demonstração de respeito de um para com o outro, assim como se respeita pais e outros irmãos. Isto é intensificado no Novo Testamento, onde fica evidente que os cônjuges cristãos também são irmão e irmã.
2. Os indicadores da vontade de Deus. Ao aconselhar os jovens em relação ao namoro, noivado e casamento, é preciso orientá-los para que tomem decisões conscientes. Nesse particular, é preciso buscar a vontade de Deus, cujos indicadores são:
a) A Paz de Deus no coração. Em sua prática de amor, perdão e bondade, a comunidade cristã deve ser uma vítima da reconciliação e paz que Cristo trouxe entre o céu e a terra e entre uma humanidade dividida (Cl 1.20-22; 2.14-15; 3.11,13).
b) O comportamento pessoal. Pessoalmente, deve-se ser revestido de ternos afetos: um relacionamento que envolve emoção e cuidado para com todos cujas vidas encontram-se machucadas e abatidas; bondade: prontidão em fazer o bem, mesmo quando possa ser imerecido (Rm2.4; Tt 3.4); mansidão: ou brandura; longanimidade: boa-vontade para agir com tolerância diante da fraqueza humana (Rm 2.4; 1Tm 1.16).
c) Naturalidade. Nesse ponto, nos serve o conselho de Paulo as viúvas: quando aquelas estariam livres para casar-se com quem quisessem, com uma única consideração é que se ela casasse novamente, seu novo esposo deve ser um crente. Orar para que Deus encaminhe o relacionamento é dever de todo crente, mas preocupar-se ao ponto de buscar “profetas” demonstra apenas falta de fé no Deus que é Provedor e que zela pelos seus.
d) Os princípios de santidade. Neste ponto, aplica-se aqui o conceito da Igreja como o novo templo onde Deus habita (1Co3.16). Apesar de devermos estar conscientes desse caráter pessoal da residência do Espírito Santo em nós, a ênfase das Escrituras recai sobre a identidade coletiva do povo de Deus como um templo santo e como uma casa espiritual (Ef 2.19-22; 1Pe 2.4,5). Assim, deve-se cuidar para não pecar contra o corpo, que é templo do Espírito Santo. A união física envolvida na imoralidade sexual reveste-se de consequências especiais, porquanto interfere com a nossa identidade cristã como pessoas que foram unidas a Cristo por intermédio do Espírito Santo. O sexo antes e fora do casamento é pecado (Êx 20.14; 1 Ts 4.3). E a virgindade, tanto do rapaz, quanto da moça, continua a ser muito importante aos olhos de Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus ordenou, logo no princípio, que o homem deixasse pai e mãe e se unisse à sua mulher, para que ambos sejam “uma só carne”.

II. O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO
1. O dever primordial do casal. As instruções específicas que o apóstolo Paulo dá a maridos e esposas são um vislumbre do Noivo e da noiva – um modelo celeste para todos os casamentos na terra. Sendo marido, como devo me comportar em relação à minha esposa? Olhe para Cristo, o noivo divino, em seu relacionamento com a Igreja: ame-a, faça sacrifícios por ela, ouça suas preocupações, cuide dela; seja tão sensível às necessidades e dores dela como você o é com seu próprio corpo. Sendo esposa, como devo me comportar em relação ao meu esposo? Olhe para a noiva escolhida, a Igreja em seu relacionamento com Cristo: respeite-o, reconheça sua qualidade de “chefe” da família, responda à sua liderança, ouça-o, louve-o, esteja unida a ele em propósito e vontade, ajude-o de verdade (Gn 2.18). Nenhum marido ou esposa consegue fazer isso por simples força de vontade ou resolução, mas como você (incluindo seu casamento) é “feitura sua” (Ef 2.8-10), Deus os ajudará a alcançá-lo. [Bíblia de Estudo Plenitude, p.1230]
2. O amor gera união plena. Quando a Bíblia apresenta o relacionamento entre o Pai e Jesus, ela está mostrando como marido e esposa devem se relacionar. Marido e esposa devem compartilhar um amor mútuo (Jo 5.20; 14.31). Apesar de terem papéis diferentes no casamento, marido e esposa são iguais: eles devem viver em unidade (Jo 10.30; 14.9,11), estimar-se um ao outro (Jo 8.49,54). Adão e Eva foram criados mutuamente interdependentes, e assim, juntos, eles criam a humanidade de maneira completa.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O marido que não ama a esposa não pode dizer que obedece a Palavra de Deus.

III. A FIDELIDADE CONJUGAL
1. Fator indispensável à estabilidade no casamento. A área mais sensível do bom relacionamento conjugal é a sexualidade, um aspecto incomparavelmente profundo da personalidade, envolvendo todo o ser de uma pessoa. A imoralidade sexual tem efeitos de longo alcance, com grande significado espiritual e complicações sociais. Relação sexual é mais do que uma experiência biológica; ela envolve uma comunhão de vida, por isso mesmo, é expressamente recomendado por Paulo: “Fugi da prostituição” (1Co 6.18). Além da fidelidade conjugal na área sexual, o lar cristão deve ser a continuação da igreja, e verdadeiramente o é, assim, o relacionamento entre os membros da família deve ser tão santo em casa, quanto na igreja. A fidelidade é indispensável para que se mantenham inabaláveis os alicerces do lar – todos fiéis uns aos outros.
2. Cuidado com os falsos padrões. Os prejuízos causados pelos falsos padrões têm sido imensos. O modo de vida e o “mundo do faz de conta” onde vivem os artistas tem influenciado drasticamente essa geração. Não é raro vermos frequentadores da mídia opinando sobre assuntos controversos e, quase maioria, favorável a um modo de vida contrário ao estabelecido pelas Escrituras, defendendo novas “configurações familiares”, seguindo aqueles que desprezam e debocham dos princípios divinos. Biblicamente, Deus sustenta a aliança matrimonial. Quando duas pessoas se casam, Deus mesmo se coloca como uma testemunha do casamento, selando-o com a palavra mais forte possível: concerto ou aliança. A aliança fala sobre a fidelidade e compromisso contínuos. Ela fica como uma sentinela divina sobre o casamento, para bênção ou para julgamento. Para o mundo separado de Deus, o padrão é a busca pelo prazer e felicidade, se for preciso, com o divórcio. O padrão divino, contudo, descreve o divorcio como violência. Iniciar o divórcio causa violência ao propósito de Deus para o casamento e ao cônjuge a quem alguém se ajuntou.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O verdadeiro padrão do amor conjugal que deve ser seguido por todos, sobretudo pelo cristão, é o mesmo que o de Cristo pela Igreja.

CONCLUSÃO

No casamento cristão, o modelo do marido é o Noivo divino; o modelo da esposa é a igreja. Nesse mister, o poder e a autoridade de Deus colocam-se contra qualquer inimigo que venha a ameaçar o matrimônio, isso porque o próprio Deus é o Protetor e o Provedor; o marido que olha para Deus, nele encontrará a inspiração e o poder necessários para a sua família. Família é uma palavra arraigada em Deus: Quando um homem e uma mulher se unem em casamento, Deus lhes estende este nome que, em essência, lhe pertence. Marido, mulher e filhos vivem de acordo com o verdadeiro significado desse nome e refletem a natureza e vida da divina família em sua família humana. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Abril de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Quando o marido se torna “uma só carne” com a esposa?
R. Durante o ato conjugal.
2. Cite pelos menos três indicadores da vontade divina no relacionamento.
R. Paz de Deus no coração, o comportamento pessoal e naturalidade.
3. Como deve ser o amor do marido pela esposa?
R. O amor à esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja: “Como também Cristo amou a Igreja”.
4. O que é indispensável à estabilidade no casamento?
R. A fidelidade conjugal.
5. Qual é o verdadeiro padrão do amor conjugal?
R. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja!

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã nos dias atuais. 7 ed. 2004, RJ: CPAD;
-.CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do casamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2005;
-.YOUNG, E. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1 ed., RJ: CPAD, 2011.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

quinta-feira, 4 de abril de 2013

FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS

0 comentários


Jovens e Adultos – A Família Cristã no século XXI
Lição 01: Família, Criação de Deus


Professoras e professores, para esta lição e panorâmica do trimestre, apresento as seguintes sugestões:
1 - Para iniciar a aula, destinem pelo menos 05 minutos para manter um contato com os alunos, antes de introduzir o tema da aula. Para isso, vocês devem perguntar como eles passaram a semana; observem atentamente o que eles estão falando, pois vocês podem detectar se há alguém precisando de oração, de uma conversa etc. Apresentem os visitantes.
Vejam também qual o melhor horário para vocês apresentarem os alunos aniversariantes da semana, se houver.
Com esta atitude, somada aquela do início da aula, vocês estão formando vínculos afetivos com os alunos.
2 - Em seguida, façam a panorâmica do trimestre. Para tanto, apresentem os seguintes pontos:
Tema: A Família Cristã no século XXI – Protegendo seu lar dos ataques do inimigo.
Capa:
O que vemos? Uma porta, chave na fechadura, chaveiro com desenho de uma Bíblia.
O que isto tem a ver com o tema?
Fechar a porta para os malefícios dos ataques do inimigo contra a família.
Abrir a porta para os benefícios dos valores cristãos para a família, expostos na Palavra de Deus.
Comentarista: Pastor Elinaldo Renovato de Lima.
Apresentem informações sobre ele, vejam na interação da lição 01.
Se possível, mostrem uma foto dele.
Lições do trimestre - organizem da seguinte forma:
Coloquem, no centro de uma cartolina, uma figura de uma família e depois vocês colem as seguintes expressões ao redor da figura, afirmando que são os temas das lições:
Criação de Deus
Casamento bíblico e suas bases
Ataques do inimigo
Conflitos
Infidelidade conjugal
Divórcio
Educação dos filhos
Sexualidade
Culto doméstico
EBD
Igreja
Servir a Deus
3 – Agora, trabalhem a lição 01: Família, Criação de Deus
- Apresentem os pontos explanados na lição, buscando sempre a participação dos alunos.
- Depois, utilizem a dinâmica “Família Vigilante”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Texto Pedagógico
APRENDENDO COM O MESTRE JESUS
Parte II

- O ensino de Jesus transformava vidas
            O conteúdo da mensagem de Jesus modificava a vida das pessoas de forma marcante.

            “Então Jesus, movido de íntima compaixão tocou-lhes nos olhos, e logo viram; e eles o seguiram.” Mt 20.34

           “E, passando, viu Levi sentado na alfândega, e disse-lhe: segue-me. E, levantando-se, o seguiu.” Mc 2.14

            O ensino bíblico, transmitido por você, professor, age na vida do seu aluno, quer seja no seu caráter, nas suas atitudes e na sua vida espiritual, através da ação do Espírito Santo.
            “Como, pois, recebestes o senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.” Cl 2.6

- Jesus: exemplo do que ensinava
             Jesus é o modelo de Mestre que o professor da EBD deve ter, pois Ele além de dá ação ao ensino, também nos deu o exemplo de como proceder.

            “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...”Mt 11.29

            “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” Jo 13.15

- Jesus adaptava o método à situação
            Jesus utilizava métodos diferentes e adequados à situação de aprendizagem. Por exemplo, quando Ele falava às multidões usava o discurso associado a outros meios, como já foi demonstrado anteriormente; e para falar a mulher samaritana, utilizou-se da conversação, do diálogo, pois seria inadequado fazer um discurso para uma só pessoa.
            O professor da EBD também deve adequar os recursos e métodos de ensino ao tema a ser estudado, ao tipo de aluno da sua classe e ao ambiente (físico).

- Jesus utilizava linguagem ilustrada e simples
            A linguagem utilizada por Jesus, ao comunicar-se com seus ouvintes, era simples e do uso cotidiano daquele povo e recheada de elementos culturais próprios daquelas pessoas (já vimos vários exemplos de figuras reais utilizadas por Jesus).
            Sabemos que na classe da EBD há uma diversidade enorme entre os alunos quanto à formação escolar, podemos ter um analfabeto, outro que lê com dificuldade e outros que tiveram oportunidade de progredir nos estudos, chegando até ao curso superior ou de pós-graduação. O professor da EBD deve seguir o exemplo do mestre Jesus, utilizando uma linguagem que seja compreensiva a todos os alunos. Se você utilizar algum vocábulo menos conhecido ou da língua erudita, imediatamente fale outra palavra mais simples e que tenha o mesmo significado da anterior.

Quer saber mais? Aguarde a parte III.

Por Sulamita Macedo.

Dinâmica: Família Vigilante

Objetivo: Refletir sobre a vigilância que os membros da família devem ter contra os ataques do inimigo.

Material:
Nomes digitados: Pombos, Pardais e Gatos
Duas chaves

Procedimento:
- Distribuam para os alunos as palavras: Pombos, Pardais e Gatos.
A quantidade deve ser de forma que formem grupos de mesmo número de pessoas, se possível.
- Depois, peçam para que os alunos formem grupos de mesma espécie, isto é, 01 grupo de pombos, 01 grupo de pardais e 01 grupo de gatos.
- Falem: Vocês formaram agora 03 famílias. Mas, lembrem-se que os gatos são predadores das aves. Eles vão tentar atacar a família de vocês.
Nesse momento, a família dos gatos deve atacar as duas famílias, tentando retirar elementos do grupo, desfazendo assim o grupo familiar.
- Falem: Esta representação nos leva também a pensar e agir sobre nossas famílias.
- Perguntem: Mas, o que deve fazer cada família de aves para não sofrer os ataques do inimigo?
Aguardem as respostas.
Os gatos deverão novamente atacar as famílias das aves, mas as famílias devem se defender dos ataques dos gatos.
- Falem: Deus criou a família, mas houve uma investida do inimigo contra ela, que foi consumada através da desobediência do casal. Dessa forma, abriu-se a porta para os problemas e o distanciamento de Deus.
- Falem ainda: Mas, mesmo sendo atacada a primeira família, outras famílias também são atacadas, mas podem ser vitoriosas, quando fecham suas portas e brechas para os ataques do inimigo e abrem suas portas para os benefícios da comunhão com Deus e obediência, com vigilância e oração.
- Distribuam uma chave para a família dos pombos e pardais e falem: A chave está nas mãos de cada família.
- Perguntem: O que pode então fazer cada família para não sofrer os ataques do inimigo?
Aguardem as respostas.
- Para finalizar, façam uma oração pelas famílias dos seus alunos.
Por Sulamita Macedo.

FAMÍLIA CRIAÇÃO DE DEUS

0 comentários


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Por Francisco A. Barbosa
Lição 1 – Família, criação de Deus
7 de abril de 2013

TEXTO ÁUREO
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). – Paulo.

VERDADE PRÁTICA
A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Compreender a família no plano divino;
  • Conscientizar-se das consequências da Queda para as famílias; e
  • Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.

PALAVRA-CHAVE
Família(latim familia, -ae, os escravos e servidores que vivem sob o mesmo teto, as pessoas de uma casa)
s. f.
1. Conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela.
2. Conjunto formado pelos pais e pelos filhos.
3. Conjunto formado por duas pessoas ligadas pelo casamento e pelos seus eventuais descendentes.
4. Conjunto de pessoas que têm um ancestral comum.
5. Conjunto de pessoas que vivem na mesma casa.
6. [Figurado]  Raça, estirpe.
7. [Gramática] Conjunto de vocábulos que têm a mesma raiz ou o mesmo radical.
8. [História natural] Grupo de animais, de vegetais, de minerais que têm caracteres comuns.
9. [Química]  Grupo de elementos químicos com propriedades semelhantes.
de família: familiar; íntimo; sem cerimônia.
família miúda: filhos pequenos.
[Religião]  sagrada família: representação de Jesus com a Virgem Maria e S. José. [http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=fam%C3%ADlia]

COMENTÁRIO

introdução

Iniciamos o segundo trimestre de 2013 estudando um assunto pertinente e urgente, “A Família Cristã no século XXI”.  A Igreja não está imune aos desafios impostos pela vida hodierna. Este século nos apresenta um inédito desafio de um mandamento cultural na contramão daquele vivido pela família primeva, Adão e Eva: "crescei pouco e não multiplicai". A realidade nos pressiona a isso; a competitividade e o aumento do custo relativo em todos os níveis têm mudando radicalmente a família e nós, cristãos evangélicos, não estamos obliterados desta realidade biológica ou esta lógica da vida em nosso dia a dia. O casamento tardio, as famílias alternativas (das chamadas "produções independentes" às relações homossexuais), os vários casamentos (transformando casamentos em formas de namoro) e tantos outros fenômenos são indicativos da perda funcional da família em seu aspecto biológico. Por isto, julgo de suma importância o engajamento neste trimestre, do estudo profícuo e acurado, e a aplicação imediata de tudo o que for ministrado em nossas escolas dominicais. Sejam todos abençoados! Uma boa e produtiva aula!

I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O propósito de Deus. Deus tem propósitos para a família. Foi a primeira instituição sobre a face da terra; Ele têm planos extraordinários de bênçãos e realizações. e este projeto do Senhor é imutável, perfeito e eterno. A Palavra do Senhor nos ensina que todas as coisas terrenas e humanas, são como figura e sombra das celestiais (Hb 8.5), por isso o Reino de Deus é a expressão máxima do que vem ser uma família. No céu estavam presentes a Trindade, o Pai, Filho e o Espírito, como também querubins, serafins, arcanjos e anjos em uma harmonia e hierarquia que nossa mente humana limitada não alcança em compreender, o Criador é um ser sociável que precisava dar e receber amor, atenção, conselhos, proteção, sustento, abrigo, amizade, assim se originou a Família de Deus na dimensão celestial. No livro de Gênesis 1.26-27, se dá o início da primeira família humana, Adão (hebraico, Adam = tirado da terra), formado a imagem e semelhança de Deus, logo após isso pelo motivo da solidão que o homem sentia, Deus lhe entrega a mulher formada de sua própria costela, do lado para ser auxiliadora, debaixo do braço para ser protegida e perto do coração para ser amada. O lar doce lar desta família era o jardim do Éden (original tradução = prazer), era um lugar de prazer, satisfação onde eles se sentiam muitíssimos bem um com o outro e ambos com Deus. O homem recebe uma responsabilidade, guardar o jardim do Éden, Gênesis 2.15, podemos questionar então, mas, guardar do que ou de quem? Lendo este verso bíblico acima entendemos que ele recebera duas tarefas, uma era física lavrar o jardim, outra espiritual guardar o jardim, guardar de qualquer ação do maligno o adversário de Deus e de Sua criação, essa autoridade ele recebeu do Senhor de dominar sobre toda criação. [Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/499666-fam%C3%ADlia-eterno-prop%C3%B3sito-deus/#ixzz2PR514Uxf].
2. Um lugar de proteção e sustento. Quando Deus criou o ser humano nas figuras de Adão e Eva, deu-lhes como habitação uma vasta área repleta de fertilidade, de natureza exuberante, com o melhor em recursos vegetais, animais e minerais. A região, conhecida como Jardim do Éden (hb. Gan Eden, גן עדן). No Éden, ao homem era permitido desfrutar de tudo o que a natureza oferecesse em se falando de alimento e abrigo, exceto os frutos da árvore do conhecimento do que era bom e mau. Adão e sua companheira, Eva, desobedeceram a única proibição que tinham e deram origem ao pecado, sendo expulsos pelo Senhor do jardim. Manipulados pela serpente para provarem do fruto proibido, romperam uma aliança muito íntima com Deus, expulsos do lugar que tudo lhes oferecia. Tiveram que, a partir daí, conquistar o alimento com o suor, trabalhando para seu sustento. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo.
3. A primeira família. Ao implantar a família sobre a terra, Deus queria que o Seu caráter santo fosse refletido através da vivência harmoniosa entre os cônjuges, filhos e pais, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse vivenciado. O objetivo Divino é que a família seja uma grande vitrine espelhada, a qual possa refletir À Sua imagem a uma sociedade promíscua e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar. Marido e mulher devem mostrar ao mundo que é possível viverem juntos, apesar de suas imperfeições, fraquezas e diferenças. Casamento não significa a união de duas pessoas perfeitas, mas imperfeitas , vivendo juntas com o amor de Deus aperfeiçoando o seu relacionamento, através do entendimento e perdão recíproco.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão.

II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ataque do Inimigo. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão e teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surge aqui a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden.Deus os expulsou do jardim do Éden, e os deu roupas de pele animal. Em Gn 1.28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente (Ef 1.10; 1Tm 2.14). Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal (Gn 3.24). Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia (Gn 3.8). 0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito. O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada. Em Gn 1.28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. As Consequências da Queda do Homem são: Conhecimento do mal; A perda da comunhão com Deus; Separou-se de Cristo; O espírito do homem ficou em estado de morte; A perversão da natureza moral; Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultadosfunestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: A concepção multiplicada; O aumento de dores durante a maternidade, e Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida (Gn 3.24). Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam! Era preferível estarem sujeitos à morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo. Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
3. A vida familiar depois da Queda. Em Eclesiastes 7.29 lemos: "Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções". Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde. A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo cinco de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Rm 5.12). Com a queda, Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual. O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física. Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.{http://www.palavraprudente.com.br/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap16.html }
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. Família patriarcal. A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. Quando pensamos em modelo patriarcal, pensamos de imediato em um tipo de estrutura familiar extensa, ou seja, é um conceito de família que abriga em seu seio todos os agregados. Na definição da família patriarcal, temos uma família numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um grande número de criados, parentes, aderentes, agregados e escravos, submetidos todos ao poder absoluto do chefe de clã, que era, ao mesmo tempo, marido, pai, patriarca. O termo patriarcalismo, designa a prática desse modelo como forma de vida própria ao patriarca, seus familiares e seus agregados. Nele, o pater seria o chefe (ou, autoridade maior) do grupo familiar. Logo, não se restringe apenas ao núcleo familiar pai, mãe e filhos, mas faz referência a todos os que giram em torno do núcleo centralizador dos vários tipos de relação: o patriarca. Dessa forma, o patriarca constitui-se em um núcleo econômico e um núcleo de poder.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A família pode também, assumir uma estrutura nuclear ouconjugal, que consiste em duas pessoas adultas (biblicamente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário, quando um dos cônjuges falece, por exemplo. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
3. A família na atualidade. Quando um crime é executado nas ruas, podemos ter a certeza que o criminoso é resultado de um lar que falhou no passado. Que a família domine em todos os aspectos da vida, que imprima ritmo a uma vivência sadia que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus e que revele ao mundo os verdadeiros valores morais que estão cada vez mais deteriorados em nossos dias. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo. A promiscuidade deve ser condenada, conceitos errados tem que cada dia mais diminuir pelo comportamento sadio de uma família que serve a Deus. O mundo tem que aprender com a família de Deus e nunca ao contrário. Conceitos que desprezam a palavra de Deus devem ser condenados pela família, mesmo porque qualquer comunidade que despreze os princípios bíblicos, a tendência é o apodrecimento. As pessoas desejam a felicidade. Almejam o sucesso. Eu conheço muitas famílias de sucesso que não são felizes mas também conheço muitas famílias que ainda não conseguiram realizar todos os seus sonhos, mas são imensamente felizes, isto porque há, sucesso e felicidade não são palavras sinônimas. Felicidade é um sentimento de bem estar consigo mesmo e sua consciência pela vida plena encontrada em Jesus Cristo. Sucesso é objetivos que são alcançados e almejados. Portanto, voce pode ser feliz sem ter sucesso, e pode ter sucesso sem ser feliz. Deus quer que voce seja feliz e tenha muito sucesso. [http://www.midiagospel.com.br/familia/estudos-para-casais/os-propositos-de-deus-para-a-familia.html].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.

CONCLUSÃO

. Esta mudança nos fundamentos da família tem afetado os papeis culturais do homem e da mulher e nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Os homens se vêem num processo reverso aos últimos milênios, na medida em que a “família moderna” o fez dispensável. O século XXI apresenta um homem mais dispensável e traz o desafio de recriar sua função e imagem em meio à cultura. A mulher, por sua vez, busca outra forma de ocupação e valorização que não seja apenas concentrada na maternidade. Tudo isto aponta para um fim da família como a conhecemos. Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Abril de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Qual o propósito de Deus no criar a família?
R. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento.
2. O que o Jardim do Éden era para a primeira família?
R. Um local especial de acolhimento, proteção e provisão.
3. Qual é a origem dos males que atacam as famílias?
R. O pecado.
4. Cite as consequências do pecado para a mulher e para a terra.
R. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida á vontade de seu marido. A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18).
5. De acordo com a lição, quais, são os principais inimigos espirituais da família na atualidade?
R. A carne, o mundo e o Diabo.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. ADEI, S. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
-. SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divina para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1993.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

Quem sou eu

Minha foto
Pregador do Evangelho Pela Graça do Senhor.

NOS INDIQUE

Uilson no twitter

ACESSOS

 

FAMÍLIA EBD. Copyright 2008 All Rights Reserved Revolution Two Church theme by Brian Gardner Converted into Blogger Template by Bloganol dot com | Distributed by Deluxe Templates